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quinta-feira, 28 de março de 2013

Com poucas e boas* novidades, Volkswagen lança linha 2014 de Gol, Fox, Voyage, Polo, Polo Sedan e Golf

Para não ficar parta trás em relação aos mais recentes lançamentos do mercado, como os Hyundai HB20 e HB20S, Chevrolet Onix e Prisma, e do Peugeot 208, entre outros concorrentes (Sandero, Logan e mais aqui e aqui) a Volkswagen comemorou seus 60 anos de Brasil anunciando ontem o seu "pacotão" 2014, mostrando quais são as novidades das linhas Gol, Voyage, Fox, Polo, Polo Sedan e Golf. Os três primeiros receberam alterações interessantes, enquanto os outros três quase foram esquecidos.

Resumindo o post, boa parte das atrações são opcionais. Gol e Fox possuem ar-condicionado de série na versões mais caras. Temos ainda a série especial Fox Rock in Rio, com visual e conteúdos exclusivos. Gol, Fox e Voyage adotam agora a nomenclatura global Highline para as versões topo de linha (no lugar de Power, Prime e Comfortline, respectivamente), o que ocorre pela primeira vez em modelos fabricados no Brasil. Essa nomenclatura também identifica as opções mais refinadas de modelos como o Jetta e a Amarok.
Fox e CrossFox
Desde a versão de entrada, toda linha Fox traz de série direção hidráulica, conta-giros, banco do motorista com regulagem de altura, chave canivete, faróis com máscara negra, rodas de aço de 15 polegadas com calotas, para-choques pintados na cor da carroceria, desembaçador do vidro traseiro, aviso sonoro dos faróis ligados, airbag duplo frontal, freios ABS com sistema ESS (Sinal de Frenagem de Emergência - liga o pisca alerta automaticamente em frenagens bruscas), entre outros.

Fox e CrossFox possuem nova arquitetura eletrônica, já utilizada no Gol e no Voyage, que possibilita aos hatches receber, como opcional, o rádio RCD-320 (o mesmo do Jetta Comfortline), com CD Player MP3, entradas USB, SD-Card e Auxiliar, Bluetooth integrado e interface para smartphone. Conectado ao rádio está o PDC (Parking Distance Control), ou controlador de distância ao estacionar. Quando equipado com o sensor de aproximação de obstáculos traseiros (opcional), o Fox 2014 exibe na tela central do rádio a silhueta digital no formato da carroceria do veículo (visto de cima), exibindo uma barra que vai se aproximando da traseira à medida que a distância do obstáculo diminui.
A linha 2014 do Fox tem o quadro de instrumentos com novo grafismo e nova posição para o botão de acionamento dos faróis. E, como comentei antes, Fox Highline (finalmente) tem ar-condicionado de série.
Fechando as novidades da raposa, o Fox Rock in Rio tem todos s equipamentos de série da versão topo de linha Highline 1.6, e será ofertada durante seis meses no mercado nacional – entre abril e setembro, quando ocorre o festival musical – com cinco opções de cores: as sólidas Vermelho Tornado, Branco Cristal e Preto Ninja, além das tonalidades metálicas Azul Boreal e Prata Sargas.
Interior do Fox Rock in Rio não recebeu nenhuma novidade em termos sonoros
Curiosamente, o Fox Rock in Rio não recebeu nenhum tipo de alteração ou evolução no sistema de som - afinal, o festival é de música, certo?

Gol e Voyage
A dupla dinâmica da Volkswagen passa a trazer de série na versão Highline ar-condicionado (finalmente!), alarme keyless, chave canivete, vidros traseiros elétricos (em adição aos vidros dianteiros elétricos, já oferecidos de série nos modelos), espelho retrovisor externo elétrico com função tilt-down e sensor de aproximação de obstáculos traseiro.
Gol nunca foi tão bonito como agora no Brasil
Também houve incremento na oferta de equipamentos nas demais opções para os modelos. São novidades o copo porta-objetos no console central e a luz de leitura traseira no teto (opcional para o Gol). O Voyage passa a ser equipado em todas as suas versões com airbags frontais, freios ABS e direção hidráulica.

Complementam a lista de série itens como travamento central e abertura interna da tampa do porta-malas. O Novo Gol, que tem opção de carroceria de duas ou quatro portas, traz ainda limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro com temporizador como equipamentos standard.
Voyage 2014
Desde janeiro deste ano, todas as versões do Gol e do Voyage com o motor 1.6 trazem, de série, freios ABS e airbags frontais (inclui a utilização de cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e limitador de carga)
Polo praticamente não recebeu novidades para a linha 2014
Gol G4 continua com nível de segurança mínimo, sem ABS e airbag duplo nem como opcionais. O volante torto também continua.

Polo
Provavelmente caminhando para o seu final, a linha 2014 do Polo e do Polo Sedan não recebeu nenhuma alteração realmente relevante. Os modelos contam com novos revestimentos de bancos, novas calotas para a versão 1.6.
Polo Sedan 2014 quase ficou "na mesma"
Desde a sua versão de entrada, o Polo traz de série equipamentos como freios ABS, airbags frontais, ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, vidros e travas elétricas e rádio CD Player MP3 com entradas USB, SD-Card e Auxiliar, Bluetooth integrado e interface para smartphone.
Golf "IV,V" 2014 - algarismos romanos revelam a idade do modelo no Brasil
Golf
Na linha 2014 o Golf recebeu, em sua versão de base, grade do radiador pintada em preto brilhante e apliques nas grades inferiores do para-choque.

Em toda a gama do hatch médio houve alterações no rádio CD Player, que agora tem iluminação vermelha, e no mostrador do ar-condicionado Climatronic (item de série em todas as versões), que ganhou iluminação branca, acompanhando o restante da iluminação do painel. O modelo passa a trazer controlador de velocidade de cruzeiro desde as versões de entrada, tanto com o motor 1.6, quanto para o 2.0. Como opcional, passa a ser oferecida também para a versão Sportline 1.6 a roda de liga leve de 17 polegadas em nova cor.
Embora funcional, painel do Golf é bem ultrapassado
O Golf traz de série desde a sua versão 1.6 itens como sensor de obstáculos traseiro, vidros elétricos, freios ABS com EBD, airbags dianteiros e coluna de direção com ajuste de altura e distância. Além disso, o modelo recebe rádio CD Player MP3 com entradas USB, SD-Card e Auxiliar, Bluetooth integrado e interface para smartphone.

Concluindo
A Volkswagen trouxe novidades interessantes para as linhas Gol, Voyage e Fox. Mas acho que a lista de equipamentos de série destes três modelos deveria ser bem mais completa, ainda mais se pensarmos nos concorrentes.

Golf, Polo e Polo Sedan cumprem tabela à espera dos substitutos - a nova gweração do Golf, que não chega NUNCA, e o novo Santana (dificilmente teremos um novo Polo hatch por aqui). Fecho como uma pergunta: Por que o trio não recebeu a alteração do nome de suas versões topo de linha para Highline (algo atual e usado pela VW no mundo)? Seria sinal de mudanças num futuro próximo? É bem provável que sim.

Linha 2014 Volkswagen 

Gol G4 1.0 2 portas - R$ 25.750
Gol G4 1.0 Ecomotion 2 portas - R$ 25.750
Gol G4 1.0 4 portas - R$ 27.780
Gol G4 1.0 Ecomotion 4 portas - R$ 27.780

Gol 1.0 2 portas - R$ 28.280
Gol 1.0 4 portas - R$ 29.910
Gol 1.6 2 portas - R$ 33.210
Gol 1.6 4 portas - R$ 34.850
Gol 1.6 I-Motion 2 portas - R$ 36.000
Gol 1.6 I-Motion 4 portas - R$ 37.640
Gol 1.6 Highline 4 portas - R$ 44.690
Gol 1.6 Highline I-Motion 4 portas - R$ 47.480

Voyage 1.0 4 portas - R$ 33.790
Voyage 1.6 4 portas - R$ 38.590
Voyage 1.6 I-Motion 4 portas - R$ 41.380
Voyage 1.6 Highline 4 portas - R$ 47.190
Voyage 1.6 Highline I-Motion 4 portas - R$ 49.980

Fox 1.0 - R$ 33.770
Fox 1.6 - R$ 37.470
Fox 1.6 I-Motion - R$ 40.260
Fox 1.6 Rock In Rio - R$ 44.690
Fox 1.6 Highline - R$ 45.990
Fox 1.6 Highline I-Motion -  R$ 48.780

CrossFox 1.6 - R$ 50.600
CrossFox I-Motion 1.6 - R$ 53.390

Polo 1.6 - R$ 47.810
Polo 1.6 I-Motion - R$ 50.600
Polo 1.6 BlueMotion - R$ 52.210
Polo 1.6 Sportline - R$ 50.900
Polo 1.6 Sportline I-Motion - R$ 53.690

Polo Sedan 1.6 - R$ 50.570
Polo Sedan 1.6 I-Motion - R$ 53.360
Polo Sedan 1.6 Comfortline - R$ 52.800
Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion - R$ 55.590
Polo Sedan 2.0 Comfortline - R$ 56.290

Golf 1.6 - R$ 52.760
Golf 1.6 Sportline - R$ 57.290
Golf 2.0 automático - R$ 59.580
Golf 2.0 Sportline automático - R$ 62.620

*: Boas para o Gol, Fox e Voyage.
Fotos: Volkswagen/Divulgação

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Ninguém sabe, ninguém viu

Apesar de o Brasil ter se engajado no importante programa da ONU Década Mundial de Ações pela Segurança no Trânsito (2011 a 2020), o que está sendo feito até agora é muito pouco. O País permanece longe de implantar ou coordenar ações e muito menos avaliar resultados. Nem mesmo consegue estatísticas confiáveis sobre o número de mortos, que variam entre 40.000 e 60.000/ano em função da fonte.

Mais assustador, o pior número refere-se às indenizações pagas por óbitos comprovados, inclusive pedestres e ciclistas, pela Seguradora Líder, administradora central do DPVAT, sigla quilométrica e proporcional ao tamanho do problema: Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ufa!

Como comparação, a estimativa mínima é 20% superior aos vitimados em acidentes fatais nos EUA, que têm frota circulante cerca de cinco vezes maior que a brasileira. Aliás, a frota aqui  apresenta contagem duvidosa, pois o Denatran inclui veículos fora de circulação. Só nascem, nunca morrem. Total real é 30% menor (em torno de 50 milhões de veículos, incluindo 13 milhões de motocicletas), segundo estatísticas realísticas que levam em conta sucateamento, furtos, roubos e acidentes.

Exemplo de improvisação é a celeuma causada no recente episódio dos motofretistas – conhecidos como motoboys. Depois de três adiamentos e novos bloqueios de vias públicas em protestos, o Denatran não caiu na realidade. Os cursos obrigatórios de reciclagem e adequação ao serviço são, de fato, insuficientes para atingir o número de profissionais, no momento. Embora importantes, há exigências de segurança nos veículos fáceis de cumprir: antena antipipa, protetor de pernas e baú fechado com películas refletoras. Também se exigem coletes com tiras reflexivas.

Razoável seria separar a parte educacional – com cronograma factível – e iniciar a fiscalização de imediato de itens que podem ser comprados. Quem toma decisões em Brasília, sentado em gabinete refrigerado, precisa de coerência desde o início e visão holística da situação.

Para não dizer que nada foi feito, o Brasil se transformou no paraíso das empresas de instalação de radares de fiscalização de velocidade. De 2006 a 2012, a cidade de São Paulo, por exemplo, abrigou 600 novos radares. As multas automáticas subiram de 4 milhões para 10 milhões por ano, aumento de 125%. A redução na perda de vidas foi de 3% (de 1.407 para 1.365), mesmo com aumento da frota. Um avanço, sem dúvidas, e merece aplausos.

Mas quanto dessa bolada arrecadada na fiscalização eletrônica foi ou será aplicada nos outros dois apoios (educação e engenharia de trânsito) do clássico tripé de segurança, aceito em todo o mundo? Ninguém sabe, ninguém viu. Faltam sete anos para o término do programa da ONU, mas pelo que aqui se demonstrou não funcionará como deveria no Brasil.

RODA VIVA

RESGATE de nomes antigos está na moda (menos criativa) da indústria. GM tinha Cobalt (no exterior), a VW, Voyage e agora Fusca, e a Fiat, Uno. Chato é designar, hoje, um carro do passado fora do segmento original. Caso da família 500, da Fiat, com derivações bem maiores, ou do Santana (hoje, Passat) que utilizará a arquitetura anabolizada do compacto Polo, em 2014.

FORD conseguiu, graças à importação favorecida do México, conjunto bem competitivo no novo Fusion 2,5 Flex por R$ 92.990. Número elevado de itens de série surpreende: do sistema de navegador (tela de 8 pol) por comando de voz, aos oito airbags (dois para joelhos). Há duas telas reconfiguráveis no quadro de instrumentos e até abertura das portas por código.

MOTOR aspirado de 2,5 l/175 cv (etanol) do Fusion paga imposto maior que o 2-litros turbo (240 cv). Não decepciona em desempenho pelas dimensões internas e externas (2,85 m, entre-eixos e 514 l, porta-malas). Rodas de aro 17 pol (versão Titanium, 18) e pneus de perfil mais alto permitem menor aspereza de rodagem, mas suspensões, macias demais.

CIVIC ganhou vida ao lançar motor flex de 2 litros/150 cv, na eterna briga com Corolla. Disponível na versão intermediária LXR e na EXR (R$ 83.890,00) motor tem vigor e bom câmbio automático, cinco marchas. Ao usar etanol, dispensa gasolina na partida em dias frios. Oferece segurança (ESP) e conveniência de GPS, mas sem ajuste elétrico de banco.

ABEIVA (associação de importadores sem fábrica no Brasil) prevê 2013 melhor que 2012, porém 25% abaixo de 2011. Até o fim do ano, mesmo com janeiro fraco, umas 150.000 unidades serão vendidas. Mesmo encolhido, ainda atrai novos atores, como Geely, 51ª marca no mercado brasileiro, a partir de agosto próximo.

GEELY pertence a um grupo industrial privado chinês e fabrica carros desde 1986. Comprou da Ford a marca sueca Volvo, em agosto de 2010, por US$ 1,8 bilhão: bom negócio para as três. Compacto (LC) e médio-compacto (LC7) serão montados no Uruguai em operação coordenada pelo importador Gandini, também representante Kia. No futuro, Geely pode ter fábrica aqui.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Entre as expectativas de 2012, o que foi melhor, pior ou dentro do esperado no mercado brasileiro de carros

Chevrolet/Divulgação
O mercado brasileiro de carros foi muito movimentado em 2012, com inúmeros lançamentos importantes (outros nem tanto), aposentadorias bem-vindas e vários outros acontecimentos. Não acho que vale ficar comentando cada um dos principais fatos do ano, mas alguns merecem um comentário.

A redução de IPI foi o fato mais marcante em termos gerais. Bastou o mercado nacional começar a enfraquecer e os importados colocarem as "mangas de fora" para que o Governo Federal se movesse, atendendo ao pedido das montadoras e cortando o imposto sobre produtos industrializados. A redução do IPI foi prorrogada em agosto e depois prorrogada de novo em dezembro. O retorno do imposto começa a acontecer gradualmente a partir do dia 1º de janeiro de 2013.

Mas o Governo foi mais além e criou o Inovar-Auto, o novo regime automotivo que tem como principal meta evoluir (e proteger) a indústria automotiva brasileira. Quem investir mais paga menos imposto.

Em relação aos lançamentos, fiz uma filtragem para não deixar o post muito longo. Para facilitar, separei por níveis de expectativa: melhor do que o esperado, dentro do esperado e pior do que o esperado. Confiram:
Peugeot/Divulgação
Melhor do que a expectativa
. Peugeot 308 (março) - Foi realmente uma surpresa. O 308 ficou um carro muito legal, com versões variadas, preços atraentes e três opções de motor. Só ficou devendo mesmo em ter um sistema de transmissão automática mais moderno e eficiente para trabalhar em conjunto com o propulsor 2.0 16V flex.
. Chevrolet Onix (novembro) - Depois do alto preço pedido pelo Cruze Sport6 e pelo valor mais alto pelo motor menor do Cobalt (processo parcialmente corrigido com o propulsor 1.8), além da feiura do bom Spin, a Chevrolet acertou a mão com o Onix. Visual legal, garantia de 3 anos; ABS e airbag duplo em todas as versões e sistema opção pelo MyLink são apenas alguns dos atrativos. Mas o carro merecia ter ar-condicionado na versão LS e que a LTZ custasse menos.

Dentro do esperado
. Honda Civic (janeiro)
. Chevrolet S10 (fevereiro)
. Honda CR-V (março)
. Fiat Grand Siena (março)
. Chevrolet Cruze Sport6 (abril)
. Chevrolet Sonic hatch (maio)
. Chevrolet Sonic sedã (maio)
. Chevrolet Spin (junho)
. Ford Ranger (julho)
. Ford EcoSport (agosto)
. Citroën C3 (agosto)
. Hyundai HB20 (setembro)

Pior do que o esperado
Dianteira ficou legal, mas faróis de neblina se perderam - Honda/Divulgação
. Honda Fit (março) - Como eu disse, é um excelente carro, mas a Honda perdeu uma grande chance de torná-lo o carro definitivo na linha 2013. Nem o Fit Twist ajudou.
. Toyota Corolla XRS (março) - Outro ótimo carro, mas a versão XRS é cara e sem emoção. Pelo seu preço é possível investir em outros carros mais divertidos.
. Honda City (abril) - Praticamente o mesmo caso do irmão Fit.
Mesmo igual a todo mundo, visual ficou bacana! Mas ter dupla linha 2013 não foi legal - VW/Divulgação
. Volkswagen Gol (julho) - Ter duas versões em 2013 em 2012 abalou completamente a minha confiança na marca, infelizmente. E sei que não sou o único...
. Volkswagen Voyage (julho) - O mesmo do Gol.
Toyota/Divulgação
. Toyota Etios hatch (setembro) - Bom mecanicamente e com espaço interessante, o Etios peca pelo preço, acabamento simples e pelo painel "ridículo". Minha percepção é compartilhada pelos brasileiros, que não tem comprado o Etios.
. Toyota Etios Sedan (setembro) - Vale o mesmo do hatch.
. Renault Clio (novembro) - O visual ficou até legal, mas a falta de itens de segurança é uma falta muito grave.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Volkswagen reconhece o erro no visual parecido de seus carros. FINALMENTE! Mudanças a vista

Finalmente a Volkswagen admitiu algo que venho dizendo há mais de um ano e meio: seus carros têm o design muito parecido!

Parado no trânsito ontem a noite pude refazer o "teste": olhei pelo retrovisor e vi um Fox, que poderia ser um Gol ou um Voyage, ou também poderia ser um SpaceFox ou até mesmo um Jetta. Demorei uns 15 segundos para identificar o veículo. Só o CrossFox e o SpaceCross ficaram de fora da "disputa". E olha que nem considerei o Passat e o Phaeton. Em resumo, a semelhança visual tornou os modelos da Volks monótonos na rua.
Como foi publicado na Quatro Rodas, o chefe de design da VW, Klaus Bischoff, admitiu que a decisão de seguir uma identidade visual única foi um erro. Pelo menos, a marca já se prepara para corrigí-lo, mas a solução deve demorar algum tempo.

A montadora pretende reforçar a personalidade de cada modelo, diferenciando-os pelo design. Com isso, os sedãs deverão seguir uma linha visual, enquanto os SUVs terão outra; os hatches terão linhas próprias; e por aí vai. 

Antes tarde do que nunca, muito bom Volkswagen!
Fotos: Volkswagen/Divulgação

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Alta Roda - Cadastro e reciclagem animam

Entre os eventos mais tradicionais no setor está o Congresso Fenabrave, a associação das concessionárias de todos os tipos de veículos motorizados terrestres, incluídos motocicletas, máquinas agrícolas e implementos rodoviários. Embora focado nos negócios, várias pautas discutidas interessam ao mercado como um todo e ao comprador final do veículo.

A XXII edição, realizada semana passada em São Paulo, mostrou que assuntos abordados em outros anos começam a evoluir e há sinais de mudanças para melhor. Na palestra de Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, não passou despercebido para esta coluna a afirmação de que, em breve, se regulamentará o cadastro positivo.

Trata-se de um instrumento importante para graduação da taxa de juros nos financiamentos de carros. Quem tem histórico de honrar compromissos pagará menos juros. Mas o processo de amadurecimento é longo e se atrasou por ação de entidades de falsa defesa dos consumidores com viés apenas ideológico.

Outra dívida do poder público mostra, agora, chance de solução. O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif, anunciou no congresso a criação dos primeiros pátios ou depósitos destinados à reciclagem.

“É o início da chamada indústria desmontadora de veículos”, saudou. No Brasil, apenas 1,5% é reciclado. Graças à iniciativa, a inspeção técnica veicular, eternamente adiada por demagogia política, quando implantada trará benefícios adicionais para renovação da frota circulante sucateada, além de óbvios ganhos de segurança e ambientais.

Sobre a conjuntura atual, se confirmou que a taxa recorde de 6% de inadimplência nos financiamentos começou a cair e deve chegar a 5% até o final do ano, ainda longe dos 3% históricos. Em grande parte ela se deve menos aos financiamentos de 60 meses sem entrada (sempre “mosca azul” no mercado) e mais ao afrouxamento excessivo das exigências bancárias. Agora, 55% dos cadastros de clientes de automóveis novos são aprovados (normalidade, 80%). Problema continua nos carros usados, importantes no processo comercial, cuja aprovação cadastral estacionou nos 30%.

Interessante foi a pesquisa da J.D. Power mostrando que 48% dos automóveis novos, hoje vendidos, são em substituição a outro veículo, 27% fazem a primeira compra e 25%, um carro adicional. Demonstração do grande potencial do mercado brasileiro em relação a países maduros, onde a troca do usado pelo novo pode representar até 80% do total.

Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, mostrou confiança de que as vendas de 2012 superem em mais de 4% o recorde de 2011. Deixou a entender que, mantidas as condições atuais de IPI reduzido até o final do ano, o mercado poderia crescer até mais de 5%, resultado que, poucos meses atrás, quase ninguém cogitava. Ainda não ficou claro se o crescimento é sustentável ou significa antecipação de vendas de 2013. Dependerá de a economia arrancar do atoleiro atual com a desenvoltura de um bom veículo 4x4.

O congresso teve 40 palestrantes do Brasil e do exterior e exposição de 15.000 m² que reuniu 70 fornecedores. Presença institucional de alguns fabricantes incluiu a Hyundai Brasil. Ela monta uma nova rede, a partir do zero, apenas para o seu novo compacto nacional HB20.

RODA VIVA

HONDA terá versão do Fit com visual “aventureiro”, a ser lançado no Salão do Automóvel de São Paulo (24/10 a 4/11). Nada de protótipo de verdadeiro SUV baseado na arquitetura do modelo. Assim, HB20 não estará sozinho nessa estratégia. Marca japonesa não exibirá o compacto de entrada Brio, apesar de previsto para produção no Brasil.

EXPECTATIVA de vendas elevadas do novo EcoSport, se confirmada, trará efeitos colaterais aos planos da Ford. Kuga, utilitário esporte com base no Focus, andava meio de lado na filial argentina. Mas, poderá, finalmente, sair de conjecturas e entrar em produção mais adiante. A empresa avalia: SUVs avançarão sobre outros segmentos e quer surfar na onda.

VOYAGE Comfortline 1,6/104 cv, com câmbio automatizado de uma embreagem (I-Motion), abre opção interessante na faixa de preço pouco acima dos R$ 40 mil. Linhas recém atualizadas, bom acabamento, suspensões firmes sem provocar desconforto e motor que tem “vida” em baixas rotações são pontos altos. Instrumento combinado exige melhor visibilidade.

APESAR de otimismo sobre possível recorde de 380.000 unidades vendidas até o fim de agosto, F. Meneghetti, presidente da Fenabrave, preocupa-se com oportunismo de alguns escritórios de advocacia. “Ações revisionais de financiamentos, questionando juros contratuais, são propostas sem critérios. Algumas vezes, logo depois de paga a primeira prestação.”

INDÚSTRIA de reciclagem, se realmente sair do papel, ajudará a resolver outra dificuldade. Acidentes com perda total (PT, no jargão segurador) criam caminhos escusos de recuperação malfeita e recolocação de um veículo inseguro no mercado. Centros de desmontagem fiscalizados resolveriam essa grave trapaça contra o consumidor.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Gol e Voyage "2013 2" evoluem, mas ficam "iguais". Milhares de compradores da Volkswagen ficam chateados com as mudanças - com razão

A Volkswagen fez um belo trabalho com a linha "2013 2" do Gol e do Voyage. Os carros ficaram realmente bonitos, com linhas mais modernas, e receberam alguns equipamentos novos de série (e opcionais), o que é sempre bem-vindo. Além disso, os motores 1.0 e 1.6 receberam alterações para ficarem mais eficientes, econômicos e menos poluentes. Tudo com uma variação mínima de preços. Mas, com tudo isso, por que não estou feliz?

Simples: a Volkswagen já tinha lançado a linha 2013 do Gol e do Voyage em fevereiro de 2012 - sem mudança praticamente nenhuma. E, agora, está lançando novamente a linha 2013 (por isso o "2013 2") dos dois modelos, mas com diferenças significativas em relação "2013 1" - uma baita sacanagem com os milhares de compradores que adquiriram o hatch e o sedã entre fevereiro e julho deste ano.
A marca alemã não fez nada de ilegal e fez um belo trabalho com as alterações, como eu disse acima. Mas bem que a linha 2013 do Gol e do Voyage poderia ter sido uma só. A impressão que tenho é que a hegemonia do Gol na liderança do mercado de automóveis no Brasil nunca esteve tão abalada como atualmente e, por isso, a marca se equivocou, fazendo a lambança. Mas chega de falar disso.

Gol e Voyage receberam a identidade visual global da Volkswagen, já presente nos modelos como Fox, Polo, Polo Sedan, SpaceFox, Jetta e Passat. O resultado final realmente ficou muito bom, mas, como eu disse no título, deixou os carros iguais. Não vou me alongar muito sobre o assunto, já que fiz um post exclusivo sobre isso.
Por dentro, mudanças nas saidas de ar, no rádio e no tecido das versões topo de linha, que são forrados por um material composto por garrafas PET recicladas. O espaço para os ocupantes e para bagagem (Gol: 285 litros / Voyage: 480 litros) continua o mesmo.

Além do design, a Volkswagen também realizou algumas mudanças debaixo do capô. Com o sobrenome de TEC (Tecnologia para Economia de Combustível), o motor 1.0 recebeu alterações e ficou cerca de 4% mais econômico, segundo a marca. Com o pacote BlueMotion Technology (R$ 324: composto por pneus com baixa resistência ao rolamento e econômetro no painel), a economia de combustível pode chegar a 8%
Os números de potência e torque do 1.0 TEC são os mesmos do propulsor antigo (1.0 VHT): 72 cv e 9,7 mkgf com gasolina e 76 cv e 10,6 mkgf com etanol. A Volkswagen afirma que também deixou a motorização 1.6 VHT mais econômica, mantendo os mesmos dados: 101 cv de potência e 15,4 mkgf de torque com gasolina e 104 cv e 15,6 kgfm com etanol.

Gol e Voyage também ganharam novos equipamentos de série e opcionais. Todas as versões (1.0 e 1.6) são equipadas com vidros dianteiros elétricos, travamento central das portas, abertura interna da tampa do porta-malas, limpador (Gol), lavador (Gol) e desembaçador do vidro traseiro, conta-giros, banco do motorista com regulagem de altura e tomada de 12 volts.
Visual do Voyage ficou bom, melhor do que a "geração" anterior
Na configuração Power do Gol e Comfortline do Voyage, a lista de equipamentos de série ganha o reforço de airbag duplo frontal, freios com sistema ABS, coluna de direção ajustável em altura e em profundidade, direção hidráulica, faróis de neblina e luzes de seta nos retrovisores.

A lista de opcionais inclui ar-condicionado (deveria ser de série nos acabamentos Power e Comfortline), volante multifuncional (com opção de Shift Paddles nos modelos equipados com câmbio I-Motion), rádio CD Player com reprodução de arquivos em MP3 e entrada USB (e acomplado ao sensor de estacionamento traseiro), rodas de liga leve de 15" ou 16" polegadas, chave do tipo canivete, vidros elétricos nas portas traseiras, retrovisores externos com regulagem elétrica e  (com a excelente) função ‘tilt down’ (que regula o espelho do lado direito automaticamente com o acionamento da ré, para facilitar as manobras), entre outros.
Conclusão e preços
Gol e Voyage "2013 2" ficaram mais bonitos, modernos, economicos (segundo a VW), e mais preparados para enfrentarem os concorrentes dirtetos. Mas só o tempo dirá se as mudanças foram suficientes. Para 2012, a liderança está praticamente garantida. Mas, para 2013, a história poderá mudar depois de 26 anos, ainda mais se a Volkswagen repetir a lambança.

Veja a tabela de preços dos novos Gol e Voyage "2013 2":

Gol 1.0 – R$ 27.990
Gol 1.6 – R$ 31.890
Gol 1.6 I-Motion – R$ 34.490
Gol Power 1.6 – R$ 38.290
Gol Power 1.6 I-Motion – R$ 40.890

Voyage 1.0 – R$ 29.990
Voyage 1.6 – R$ 34.590
Voyage 1.6 I-Motion – R$ 37.190
Voyage 1.6 Comfortline – R$ 40.890
Voyage 1.6 Comfortline I-Motion – R$ 43.490
 Fotos: Volkswagen/Divulgação

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Alta Roda - Agitação não para

Semana passada foi muito movimentada. Dois lançamentos (três modelos) e uma prévia indicam que 2012 passa para a história como o ano mais profícuo em termos de novidades. E ainda há outras boas notícias neste segundo semestre.
A Volkswagen abriu os “trabalhos” com apresentação simultânea do que chamou Novo Gol e Novo Voyage. Na realidade, modificações de meia vida que se tornaram quase padrão mundial. Em geral ocorre de três a quatro anos após o lançamento de uma nova geração, que tem ciclos em torno de sete anos no exterior, porém poucas vezes obedecidos, no Brasil.

Gol e Voyage, lançados em 2008 (junho e setembro, respectivamente), ainda não haviam recebido o alinhamento ao estilo mundial da Volkswagen. Os carros, de fato, ficam parecidos uns com os outros, mas a fórmula parece adequada, pois a marca está em expansão de vendas no mundo.
Fotos acima: Volkswagen/Divulgação
Nova arquitetura eletrônica permitiu recursos interessantes, como sinalização de frenagem de emergência. O motor de 1 litro/76 cv apresenta curva de torque melhorada, perceptível aos mais sensíveis, e consumo médio de combustível 4% menor. Economia pode chegar a 8%, ao agregar itens opcionais específicos. Mais equipamentos desde a versão básica, com aumento simbólico de R$ 86 no preço, é a estratégia para segurar a liderança de 25 anos (1987-2011).

Gol parte de R$ 27.990 e o Voyage, de R$ 29.990. Vêm de série com comandos elétricos de vidros dianteiros, travas de portas e porta-malas, além de limpador/lavador/desembaçador traseiros, entre outros. Bem útil é a opção de caixa de elevação do assoalho, no porta-malas do Voyage. Preços das versões mais caras: R$ 38.290 (Gol) e R$ 40.890 (Voyage). O Gol de duas portas chega ainda este ano, em outubro.

Hyundai fez pré-apresentação, em sua nova fábrica de Piracicaba (SP), do compacto hatch HB20. Ainda sem dados sobre o produto, a revelar apenas em 12 de setembro. Primeiras entregas começam 30 dias depois. Versão pseudoaventureira será exibida no Salão do Automóvel, em outubro. Já o sedã, no primeiro trimestre de 2013, continua escondido.

Em ambiente fechado, o hatch de quatro portas (não existirá versão de duas portas) foi examinado. Faróis e lanternas traseiras marcam estilo arrojado, sem exageros. Interior bem projetado, acabamento e materiais muito bons, além de espaço semelhante aos dos compactos “normais” do segmento. Porta-malas, aparentemente, equivale ao de Gol ou Palio.

Rodar em uma pequena pista impecável, com apenas duas curvas, e ainda camuflado, não é ideal. Motor de 1 litro, igual ao do Kia Picanto (80 cv), tem disposição, timbre de escapamento agradável e claramente percebido como um três-cilindros. Motor de 1,6 litro, também flex e já usado nos Kias Cerato e Soul, mostra forte pegada em baixas rotações, mas potência original de 130 cv pode ter sido um pouco reduzida para diminuição de consumo. Uma das versões, básica, tinha airbag apenas para motorista e sem freios ABS.
Fiat/Divulgação
Fiat fechou a semana com o Novo Punto, atualização do seu compacto anabolizado de 4,06 m de comprimento. Essa estilização chega depois de cinco anos e é a mesma apresentada na Europa em 2009. A frente recebeu nova grade e friso largo cromado; atrás, carreira de LEDs nas lanternas. Interior, no entanto, é quase todo novo e ponto alto do carro. Além de espaçoso, novos materiais e bancos dianteiros com assentos de maior apoio lateral na versão esportiva T-Jet, deixam o Punto em posição privilegiada.

Motor de 1,4 litro/88 cv, da versão de entrada Attractive, melhorou em desempenho e está mais econômico em média 8%, embora a Fiat, a exemplo da VW, sonegue os dados. Apesar da maior taxa de compressão, potência e torque permaneceram iguais. Ideal para a massa do carro continua sendo o motor de 1,6 l/117 cv, da versão Essence. Preços vão de R$ 38.750 a R$ 55.750. Airbag duplo e ABS são de série nas quatro versões, todas mais equipadas, e sem aumento de preço (T-Jet, R$ 2.000 mais barato), como regra geral. Houve, apenas, variação em torno de R$ 700, cerca de metade do que se cobrava antes para airbags frontais/ABS.

RODA VIVA

PRIMEIRA integração industrial Fiat e Chrysler na América do Sul começa na Venezuela. A coluna também adianta que Grand Siena é o produto escolhido, mas com a marca Dodge. Aliás, Dodge Dart lançado nos EUA (base Alfa Romeo Giulietta) é candidato certo para produção no Brasil, a exemplo da China, onde se chama Fiat Viaggio.

HYUNDAI Brasil implanta rede de distribuição específica para seus três produtos piracicabanos (HB20). Novas concessionárias venderão apenas estes compactos, sem importados ou aqueles produzidos em Anápolis (GO) pela Hyundai CAOA. Rede atual, por sua vez, não comercializará, nem dará assistência aos HB20. Estranho, mesmo.

CONSULTORIA inglesa Jato aponta os 10 mais vendidos na Europa, no primeiro semestre: Golf, Fiesta, Polo, Corsa,Focus, Clio, Astra, Mégane, Nissan Qashqai (único crossover) e BMW Série 3 (único médio-grande).

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Alta Roda - Líderes do semestre

O tradicional ranking da coluna dessa vez trouxe algumas novas lideranças, já esperadas. SpaceFox e Duster, por exemplo, assumiram em seus segmentos, sem a certeza de manter as posições frente a Weekend e EcoSport, respectivamente.

Por outro lado, o quase eterno líder Gol, mesmo separado do Voyage, ainda conseguiu terminar o semestre à frente da dupla Uno/Mille. O Voyage, isoladamente, manteve-se à frente de Siena/Grand Siena, porém não está seguro até o fim de 2012, na briga à parte dos sedãs.

Segmentos que encolheram muito são as stations pequenas (Parati já sai de cena), as stations médias (fim da Mégane Grand Tour) e os monovolumes médios (Zafira e Xsara Picasso). Restam crossovers médios (Freemont/Journey) que se somam a um segmento esvaziado, com pouca oferta.

Alguns dos novos modelos ainda não puderam aparecer bem na tabela pois estão há pouco tempo no mercado e outros ainda virão no segundo semestre. Será que o novo EcoSport vai terminar à frente do Duster, no final de 2012, e manter-se na liderança desde que inaugurou o segmento dos utilitários compactos em 2003?

Classificação soma hatches/sedãs derivados. Entre-eixos e largura são as principais referências e, em certos casos, preço. Os resultados em porcentuais, compilados por Paulo Garbossa, da ADK, incluem só modelos mais representativos.

Compactos (%): Gol/Voyage, 17; Uno/Mille, 12; Palio/Siena, 11; Fiesta hatch/sedã, 8; Celta/Prisma, 7,8; Fox/CrossFox, 7,1; Corsa/Classic, 6,9; Logan/Sandero, 6,1; March/Versa, 3,2; Cobalt, 3,1; Agile, 2,9; Ka, 2,6; Punto/Linea, 2; 207 hatch/sedã, 1,9; C3/DS3, 1,4; City, 1,11; Clio/Symbol, 1,1. Dupla Gol/Voyage pode avançar mais.

Médios-compactos (%): Corolla, 16; Cruze hatch/sedã, 14; Civic, 13,7; Golf/Jetta, 11,6; Focus hatch/sedã, 9; i30, 6; 307/308/408, 5,7; Fluence, 4,7; C4/Pallas, 3,9; Sentra, 3,2. Cruze ameaça o Corolla.

Médios-grandes (%): Fusion, 22; Sonata, 21,7; Azera, 19; Mercedes C, 12. Fusion, mais acossado.
Grandes (%): Mercedes E/CLS, 29; Cadenza, 26; 300 C, 21; BMW 5/6, 12. Classe E/CLS virou o jogo.
Topo (%): BMW 7, 51; Panamera, 31; Bentley Continental, 6. BMW é novo líder.

Stations pequenas (%): SpaceFox, 49; Palio Weekend, 38; Parati, 8. SpaceFox passou Weekend, sem consolidar.
Stations medias/crossovers (%): Freemont, 42; Mégane Grand Tour, 40; Journey, 7. Segmento encolhido.

Monovolumes pequenos (%): Fit, 29; Idea, 21; C3 Picasso/Aircross, 18. Fit aumentou a vantagem.
Monovolumes médios (%): Zafira, 39; Xsara/C4 Picasso, 37; J6, 17. Outro segmento em crise.

Picapes pequenas (%): Strada, 47; Saveiro, 28; Montana, 20. Strada inabalável.
Picapes médias (%): S10, 28; Hilux, 22; L200/Triton, 15. S10 continua firme.

Utilitários esporte sub/pequenos (%): Duster, 20; EcoSport, 16; Tucson/ix35, 15. Duster não consolidado.
Utilitários esporte médios (%): Captiva, 33; Hilux, 24; Sorento, 22. Captiva ainda na frente.
Utilitários esporte grandes (%): Pajero Full/Dakar, 38; Edge, 28; Discovery, 9. Pajero com folga.

Esportivo (%): Veloster, 89; Mercedes SLK, 6; Peugeot RCZ, 4. Preço define o Veloster.
Esporte (%): Camaro, 47; Mustang, 21; Corvette, 8. Camaro segue à frente.

RODA VIVA

EMBORA sem confirmar que modelos lançará com o financiamento obtido do BNDES, a Volkswagen terá mais uma novidade, além do esperado Up, da classe de novos subcompactos anabolizados com motores de três cilindros. Trata-se da versão sedã do novo Polo, chamado Vento. Nada a ver com o Vento vendido na Argentina, nome do Jetta lá.

SINAL positivo para as vendas, bastante dependentes de financiamentos. Taxa de prestamistas com atrasos entre 1 e 90 dias recuou ao longo de junho. Indicador utilizado para inadimplência leva em conta atrasos superiores a 90 dias e, hoje, está em nível recorde de 6,1%, no caso de veículos. A tendência, assim, é de o índice de inadimplência começar a cair.

BOM espaço interno, sem dimensões externas exageradas, é um dos destaques da versão de sete lugares do monovolume Spin. Última fileira de assentos não garante conforto para dois adultos de média estatura, nem espaço para bagagem (mesmo com estepe estreito) além de 162 litros. Motor 1,8/108 cv e câmbio automático são suficientes, sem empolgar.

ABEIVA, associação dos importadores que não têm fábricas aqui, prevê segundo semestre mais difícil que o primeiro. Vendas reagiram pouco, mesmo após a diminuição do IPI, no fim de maio. Queda semestral até agora é de 22%, em relação a 2011, e no fim do ano pode ir a 40%. Há expectativa de cotas de importação. BMW e Land Rover estão à espera disso para anunciar produção brasileira.

SETOR de autopeças mantém investimentos, apesar de empecilhos para a produção de veículos aumentar. Ocorre em razão das dificuldades de exportar e da importação de Argentina e México (no caso, agora limitadas por cota em valores). A empresa francesa Faurecia, por exemplo, acaba de inaugurar, em Limeira (SP), a maior fábrica de escapamentos da América do Sul.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen anunciam novos preços de seus veículos com IPI reduzido

Praticamente todas as montadoras divulgaram os novos preços de seus modelos com o IPI reduzido. Jac Motors, Renault e Nissan agora estão acompanhadas de Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen. Confiram:

FORD (nem todos tiveram os preços reduzidos)
Ka 1.0 - R$ 21.240
Ka Sport 1.6 - R$ 32.550
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 24.210
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 33.000
Fiesta Sedan Rocam 1.0 - R$ 26.100
Fiesta Sedan Rocam 1.6 - R$ 35.030
New Fiesta hatch 1.6 16V - R$ 44.130
New Fiesta Sedan 1.6 16V - R$ 46.020
Focus GL 1.6 16V - R$ 49.110
Focus GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus GLX 2.0 16V - R$ 55.110
Focus Titanium 2.0 16V - R$ 64.180
Focus Sedan GL 1.6 16V - R$ 53.300
Focus Sedan GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus Sedan GLX 2.0 16V - R$ 56.490
Focus Sedan Titanium 2.0 16V - R$ 70.030
Fusion SEL 2.5 - R$ 84.500
Fusion SEL V6 - R$ 94.360
Fusion Hybrid 2.5 gasolina/elétrico - R$ 133.900

EcoSport XL 1.6 - R$ 45.100
EcoSport XLS 1.6 - R$ 48.190
EcoSport FreeStyle 1.6 - R$ 50.620
EcoSport XLT 1.6 - R$ 53.540
EcoSport FreeStyle 2.0 - R$ 56.250
EcoSport XLT 2.0 - R$ 56.250
EcoSport 4WD 2.0 - R$ 57.220
Edge FWD V6 - R$ 127.150
Edge AWD V6 - R$ 146.350
Courier L 1.6 - R$ 31.950
Courier XL 1.6 - R$ 42.190
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 63.110
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 67.250
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 76.820
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 77.890
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 81.370
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 85.960
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 88.430
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 96.300

PEUGEOT




TOYOTA
Fonte dessa tabela


VOLKSWAGEN

Modelo Preços antigos - R$ Preços atuais - R$
Gol G4 1.0 2p 26.960 24.291
Gol G4 1.0 4p 29.040 26.165
Gol G5 1.0 30.970 27.904
Gol G5 1.6 34.250 31.853
Gol G5 1.6 I-Motion 37.030 34.438
Gol G5 1.6 Power 41.120 38.242
Gol G5 1.6 Power I-Motion 43.900 40.827
Gol G5 1.6 Rallye 43.950 40.874
Gol G5 1.6 Rallye I-Motion 46.730 43.459
Voyage 1.0 33.200 29.913
Voyage 1.6 37.130 34.531
Voyage 1.6 I-Motion 39.910 37.116
Voyage 1.6 Comfortline 43.820 40.753
Voyage 1.6 Comfortline I-Motion 46.600 43.338
Fox 1.0 2dr 32.730 29.490
Fox 1.0 4dr 34.300 30.904
Fox 1.6 4dr 37.060 34.466
Fox 1.6 I-Motion 4dr 39.850 37.061
Fox 1.6 Prime 4dr 42.210 39.255
Fox 1.6 Prime I-Motion 4dr 45.000 41.850
Fox 2dr Bluemotion 36.730 34.159
Fox 4dr Bluemotion 38.300 35.619
CrossFox 51.100 47.523
CrossFox I-Motion 53.880 50.108
SpaceFox 45.310 42.159
SpaceFox Trend 49.725 46.265
SpaceFox Trend I-motion 52.425 48.776
SpaceFox Sportline 55.635 51.761
SpaceFox Sportline I-Motion 58.365 54.300
Space Cross 58.735 54.644
SpaceCross I-Motion 61.460 57.178
Parati 1.6 42.810 39.813
Parati Surf 51.050 47.477
Polo 1.6 47.510 44.184
Polo 1.6 I-Motion 50.290 46.770
Polo 1.6 Bluemotion 51.900 48.267
Polo 1.6 Sportline 50.590 47.049
Polo 1.6 Sportline I-Motion 53.370 49.634
Polo 2.0 Sportline 54.080 50.294
Polo Sedan 1.6 50.250 46.733
Polo Sedan 1.6 I-Motion 53.030 49.318
Polo Sedan 1.6 Comfortline 52.480 48.806
Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion 55.270 51.401
Polo Sedan 2.0 Comfortline 55.960 52.043
Golf 1.6 52.900 49.197
Golf 1.6 Sportline 57.510 53.484
Golf 2.0 Automático 59.720 55.540
Golf 2.0 Sportline Automático 62.850 58.451
Golf 2.0 Black Automático 66.590 61.929
Golf 2.0 GT 64.530 60.013
Golf 2.0 GT Automático 70.870 65.909
Jetta 2.0 Comfortline 65.755 61.172
Jetta 2.0 Comfortline Automático 69.990 65.111
Jetta 2.0 TSI Highline 89.520 82.382
Passat 122.450 112.677
Passat Variant 128.950 118.657
Tiguan 115.650 106.421
Saveiro SC 34.340 32.966
Saveiro SC Tropper 40.400 38.784
Saveiro EC 36.885 35.410
Saveiro EC Tropper 43.430 41.693
Saveiro Cross 49.200 47.232
Kombi Furgão 45.660 43.834
Kombi Standard 49.930 47.434
Amarok S CS 4X2 80.990 77.762
Amarok S CS 4X4 87.990 84.482
Amarok S CD 4X2 91.490 87.842
Amarok S CD 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CS 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CD 4×4 102.990 98.882
Amarok Trendline 180cv 114.490 109.922
Amarok Highline 180cv 129.490 124.322
Amarok Highline Automática 135.990 130.562

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Volkswagen Gol, Voyage e Parati 2013: a impressionante arte de mudar sem mudar

Todo mundo esperava mudanças de verdade, especialmente no visual do hatch e do sedã mais populares da marca. Mas, para a linha 2013 de Gol, Voyage, Gol G4 e Parati (jurassica), a Volkswagen mudou o mínimo possível para dizer que algo está diferente.

 O Gol G4 e Gol Ecomotion continuam a ser vendidos e passam a ter novas calotas (!) nas rodas de aro 13". Seu pacote de opcionais Trend mudou: os  faróis agora tem detalhe interno cromado, lanternas traseiras escurecidas, adesivo preto nas colunas B e C, alças de segurança no teto (3), luz cortesia no porta-malas e volante de quatro raios. Faróis de neblina e as rodas de alumínio de 14" são as novidades entre os opcionais.

Na Parati os tecidos dos bancos agora são de Malharia "Trend". O pacote opcional Trend recebeu as mesmas mudanças do Gol G4. Já a versão 1.6 Surf tem, de série, novas rodas de liga leve 15" na cor cinza "Tom" e da faixa lateral com inscrição "Surf" ao design diferenciado do bordado com logotipia da versão nos bancos dianteiros.
Temporizador do limpador do para-brisa foi acrescido na lista de equipamentos de série do Gol 1.0 e 1.6. Gol 1.6 Power e Voyage 1.6 Comfortline passam a contar com luz indicadora de direção nos retrovisores externos como item de série.

Outra mudança é a oferta das novas cores Cinza Marine – disponível para as linhas Gol G4, Parati, Gol (exceto configurações Power e Rallye) – e Cinza Quartzo, que pode ser aplicada em toda a gama de veículos nacionais.

Finalizando, vamos ao mais interessante. Em comemoração aos 25 anos consecutivos de liderança do Gol no mercado nacional, a a Volkswagen está lançando a série especial Gol 25 Anos, que traz visual e equipamentos disponíveis em dois pacotes opcionais exclusivos para o Gol 1.0.

No primeiro pacote há revestimento dos bancos em tecido exclusivo, pneus 175/70 R14, frisos laterais, retrovisores e maçanetas na cor do veículo, tape preto na coluna B, spoiler traseiro, faróis duplos escurecidos, lanterna traseira com lente escurecida, antena no teto, direção hidráulica, conta-giros, luzes indicadoras de direção nos retrovisores, para-sóis com espelho iluminado dos dois lados, porta-revistas atrás do banco do passageiro e motorista, travamento central, vidros elétricos dianteiros, faróis e lanterna de neblina, destravamento interno elétrico do porta-malas e preparação para som. Este pacote custa R$ 2.790.
O segundo, que vale R$ 3.790, tem todos os itens do primeiro além de rodas de liga-leve 14″ (pneus 185/60 R14) e rádio CD Player MP3 com entradas USB / SD-Card, Bluetooth integrado e interface para iPod.

Preços iniciais sugeridos (site da VW - 16/02/2012)
  • Gol G4: R$ 26.715
  • Gol G5: R$ 30.685
  • Parati: R$ 42.420 (!!)
  • Voyage: R$ 32.895
Dou meus parabéns à Volkswagen pelos 25 anos do Gol como o automóvel mais vendido do Brasil. Mas acho que a marca pecou ao mudar muito pouco dois dos seus principais veículos no país. A esperada reestilização ficou para depois - será que teremos uma prematura linha 2014 no segundo semestre de 2012?.

Se a vida do Voyage já ficou mais difícil com a chegada dos novos Chevrolet Cobalt e Nissan Versa, imaginem quando o novo Fiat Siena der as caras.

Para o Gol, com as alteraçõs insignificantes da linha 2013, o ano de 2012 pode ser o da perda da liderança. Fiat Uno vem muito embalado, o novo Palio está recém saído do forno, sem contar as novidades das linhas 2013 do Chevrolet Celta (airbags a vista?) e do próprio Volkswagen Fox, e os novatos com potencial, como o Nissan March. Quando somados, essa turma pode desestabilizar o líder.
Fotos: Volkswagen/Divulgação

terça-feira, 5 de abril de 2011

Volkswagen: quando mais do mesmo é bonito e ruim

A tendência atual de design da Volkswagen é realmente bonita, com linhas limpas e bem-feitas. Entretanto, tentar fazer todo mundo ficar parecido (e bonito) tem um preço caro: a mesmice. Sendo bastante simplório na pergunta, por que "me diferenciar" no trânsito comprando um Jetta se posso ter um Fox com a mesma cara?

Esse é o problema dos carros que a Volkswagen tem lançado e ainda vai lançar no mercado. Eles não são feios, (pelo contrário: são até bonitos), mas a semelhança excessiva os torna monótonos na rua. E a situação deve ficar ainda mais parecida (com o perdão do trocadilho): segundo a Autoesporte, Gol e Voyage, dois modelos muito populares no Brasil, vão ficar com o visual da dianteira, pelo menos, bem próximo ao que vemos hoje no Jetta, Fox e SpaceFox.
Além da turma acima, acrescento o Passat 2012, que ficou famoso por causa da propaganda envolvendo o pequeno Darth Vader.
Quais outros modelos da Volkswagen têm o mesmo visual da turma do post?
(Fotos: Volkswagen/Divulgação e Reprodução/Autoesporte.com.br)