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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alta Roda - De volta para o futuro

Mercedes-Benz/Divulgação
Filmes de ficção científica encantam quem gosta de visão antecipada dos avanços que reservam o futuro. Pois os carros de topo de linha são provas de que o futuro deixa às vezes de ser ficção, embora inalcançável para a maioria dos mortais. Mas há um consolo: algumas dessas novidades um dia cairão de preço com progresso das pesquisas, novos materiais e processos. Computadores de bordo, controles de trajetória, freios ABS e navegadores GPS pareciam inacessíveis faz pouco tempo.

Exemplo de transformação em realidade é o novo Mercedes-Benz Classe S, que chegará ao Brasil no fim do ano, na faixa dos R$ 800 mil. Sua première mundial (estática) em Hamburgo, Alemanha, semana passada, teve show à altura dentro da fábrica de aviões Airbus. Para descrever o modelo-símbolo da marca necessitam-se 150 páginas, em DVD; manual do proprietário seria confundido com um livro.

Difícil selecionar tópicos mais importantes entre tantos. Trata-se do primeiro automóvel a dispensar lâmpadas: há quase 500 LEDs (diodos de luz), dos quais 56 só para os faróis. Uma estereocâmera (tridimensional) avalia desníveis e buracos no pavimento à frente e comanda adaptação prévia das suspensões a ar. Essa câmera, em conjunto com sensores e radares, detecta, além de pedestres e outros obstáculos, o tráfego em cruzamentos, dia ou noite, para evitar ou mitigar acidentes. Estabilizador de velocidade mantém distância de segurança – acelera, freia, para e arranca – e segue o veículo da frente até em curvas de raio longo, sempre dentro da faixa de rodagem, ao atuar no volante de forma autônoma.

Novo Classe S foi construído de trás para frente, a partir da versão de entre-eixos longo, tal o nível de conforto e segurança. Poltrona traseira diagonal à do motorista inclina até 43 graus, tem suporte integral para pernas, aquecimento nos apoios de braços e 14 atuadores para massagem nas costas. Além de cinto de segurança inflável, há algo como airbag de assento que limita, em caso de acidente, o corpo escorregar por baixo do cinto, mesmo que o passageiro esteja adormecido.

Entre as amenidades, sistema ativo de perfumar o habitáculo sem saturar o ambiente, comando de várias funções por meio de telefone inteligente ou tablete e duas mesas de apoio rebatíveis no console central traseiro, além de sistema de áudio com 24 alto-falantes e 1.540 W de potência.

Privilégios também na parte da frente, com duas grandes telas de 12,3 polegadas, uma delas só para o quadro de instrumentos. E mais segurança: os cintos afastam motorista e passageiro da direção do impacto frontal; freio de estacionamento é acionado em caso de iminente colisão traseira para minimizar o efeito chicote sobre a coluna cervical de todos os ocupantes.

Em estilo, manteve o caráter evolutivo, embora a grade frontal maior lhe dê personalidade. São só dois cm a mais de comprimento (versão de entre-eixos curto), mas “emagreceu” 100 kg. Coeficiente aerodinâmico surpreende – apenas 0,24 –, mas, em breve, alcançará 0,23 com um pacote opcional de menor consumo/emissões. Motores vão de 258 cv a 456 cv, já enquadrados na próxima e ainda mais rigorosa legislação europeia antipoluição.

RODA VIVA

ESTRATÉGIA clara das marcas francesas: antecipar os sedãs novos frente aos hatches. Substituto do C4 Pallas (nome vai mudar para Lounge ou outro, em estudo) chega logo no segundo semestre, seguido pelo sucessor do Logan, igual ao já disponível na Europa. Respectivos hatches, C4 e Sandero, só no início de 2014. Este último tem mais fôlego de vendas até lá.

REPOSICIONAMENTOS de preços continuam para defender posições de mercado. Toyota recheou versão intermediária do Corolla em tentativa de deter avanço do Civic. Já a Ford acrescentou ar-condicionado ao Ka, o que o tornou o mais barato modelo com esse equipamento entre automóveis pequenos. Veterano Mille retomou a coroa de nacional mais acessível por R$ 21.990.
Volkswagen/Divulgação
VOLKSWAGEN também mexeu no líder de vendas do mercado. Enquanto o todo novo subcompacto up! é esperado para início de 2014, a marca se defende das investidas dos rivais com Gol Rallye e Track, versões especiais de suspensões (mais) elevadas. Primeiro tem motor de 1,6 L e o segundo, de 1 L, ambos bem equipados. Preços puxados de R$ 48.580 e R$ 33.060, respectivamente.

LIFAN, marca chinesa agora divorciada do sócio brasileiro Effa, coloca suas apostas na montagem uruguaia do X60, SUV compacto anabolizado. Manteve a fórmula oriental de combinar máximo de recheio a preço baixo: R$ 52.777. Inclui até navegador GPS, além de material de acabamento longe do rústico. Estilo agrada e motor de 1,8 L/128 cv/16v está de bom tamanho.

SEGUNDO a Anfavea, mercado brasileiro é disputado por 1.220 modelos e versões de 54 marcas, entre nacionais e importadas (somados caminhões e ônibus, 62 marcas e 1.744 opções). Nesse nível de oferta, os dias de estoques em fábricas, importadoras e concessionárias terão que crescer para algo em torno de 30 a 35 dias.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Será que o Honda Civic voltou de vez para a liderança do segmento de sedãs médios no Brasil?

Honda/Divulgação
A palavra consolidar tem como principais significados "tornar(-se) seguro, sólido, firme, estável" - de acordo com o dicionário online Michaelis. Com isso em mente, analisei os dados do mercado nacional de automóveis em abril e o acumulado do ano de 2013, segundo a Fenabrave, e notei que o Honda Civic, pelo segundo mês consecutivo, bateu o Corolla na liderança do segmento, ultrapassando o sedã médio da Toyota também no somatório de janeiro a abril. Mas podemos considerar que o Civic se consolidou na ponta?

A Toyota ainda afirma no comercial que o Corolla é o líder absoluto da categoria, como pude assistir ontem a noite na TV. Claramente este comercial (reproduzido abaixo) está ultrapassado e acho até que merecia uma mudança de texto. Mas tudo bem.


Mas é fato que, até o momento, o Civic lidera o segmento. Mas ainda acho cedo para afirmar que o modelo se consolidou na ponta, mas acredito que o Honda continuará à frente do Toyota em 2013. Além do visual mais novo, que não me agradou muito, mas que é claramente mais atual do que o Corolla (2014), a oferta do motor 2.0 16V flex ao Civic foi muito bem-vinda. Imaginem então quando a Honda reestilizar o Civic por aqui, o deixando com o design da versão norte-americana? Só mesmo a nova geração do Corolla para competir.

Em março, foram emplacadas 4.865 unidades do Civic, contra 3.658 unidades do Corolla. Em abril, o sedã da Honda foi responsável por 5.636 unidades emplacadas, contra 5.111 unidades do Toyota.

Emplacamento de sedãs médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Honda Civic - 15.821 unidades
2. Toyota Corolla - 15.673 unidades
3. Chevrolet Cruze - 7.463 unidades
4. Renault Fluence - 5.033 unidades
5. Volkswagen Jetta - 3.979 unidades
6. Fiat Linea - 2.582 unidades
7. Mitsubishi Lancer - 2.326 unidades
8. Kia Cerato - 2.308 unidades
9. Nissan Sentra - 2.216 unidades
10. Peugeot 408 - 1.698 unidades
11. Hyundai Elantra - 1.242 unidades
Hyundai/Divulgação
i30 em queda livre
Se por um lado o Civic está buscando se consolidar na ponta do sedãs médios, na categoria de hatches médios o ex-líder i30 está descendo a ladeira. Responsável anteriormente por vendas vistosas, o modelo da Hyundai sofre com os absurdos preços cobrados pela Hyundai (e por alguns fatores externos, como impostos), e também com a oferta única do motor 1.6 16V flex, insuficiente para o veículo, já amargando a 6ª colocação no segmento. Veja:

Emplacamento de hatches médios de janeiro a abril de 2013 no Brasil (Fenabrave)
1. Ford Focus - 7.967 unidades
2. Chevrolet Cruze sport6 - 7.509 unidades
3. Volkswagen Golf - 4.187 unidades
4. Peugeot 308 - 3.733 unidades
5. Fiat Bravo - 3.380 unidades
6. Hyundai i30 - 3.180 unidades
7. Citroën C4 - 2.021 unidades
8. Nissan Tiida - 612 unidades

O mercado brasileiro já está dando o seu recado. Resta à marca coreana entendê-lo: i30 precisa custar (bem) menos e ter uma versão 2.0.

sábado, 30 de março de 2013

Versões mais caras do Toyota Corolla ganham GPS no painel na linha 2014. Versão XLi continua sem ABS

Em time que está ganhando não se mexe - ou mexe pouco. O velho jargão do futebol provavelmente foi o pensamento da Toyota para lançar a linha 2014 do Corolla, que chegou às concessionárias no último dia 27. A única e boa novidade, disponível apenas para as versões mais caras 2.0 XEi, XRS e Altis (todas 2.0) é a central multifunções com tela de LCD de 6,1" sensível ao toque, que incorpora GPS, câmera de ré, sistema de audio e conexão bluetooth (sem DVD Serginho!).

As versões com motor 1.8 não receberam nenhuma adição. Pior para o Corolla XLi, modelo de entrada, que, estranhamente, continua a ser vendido sem sistema ABS de freios - pelo menos isso vai mudar a partir de 1° de janeiro de 2014.
GPS está integrado ao painel
O Corolla XLi 2014 conta com alarme com fechamento na chave e travamento automático das portas com o veículo a 20 km/h, airbag duplo frontal, direção com assistência elétrica, ar-condicionado com filtro de poeira, travas e vidros elétricos (com acionamento por um toque para o motorista), apoio de braço central deslizante, volante de três raios regulável em altura (até 20mm) e profundidade (até 40mm), tomada de 12 volts localizada no console central - dentro do descanso de braços -, luzes de leitura dianteira e traseira, para-sol do motorista com espelho e porta-documento, além de comando interno para a abertura do tanque de combustível e porta-malas.

Além destes itens, a versão GLi traz vidros elétricos com acionamento por um toque nas quatro portas, além de travas elétricas. Sem a tela de LCD touchscreen, o computador de bordo oferece seis funções: relógio, temperatura externa, consumo instantâneo, consumo médio, velocidade média e autonomia. O volante possui o comando de todos os controles do computador de bordo e do sistema de som, o que garante conveniência e segurança ao motorista. Como itens de segurança, além do airbag duplo frontal há sistema ABS de freios.
Tela de 6,1" no painel colabora bem com a câmera de ré
O Corolla GLi também conta com painel de instrumentos com iluminação Optitron (que regula a intensidade das luzes do painel de acordo com a iluminação externa), alarme e fechamento de vidros e abertura do porta-malas com controle na chave. Nesta nova linha, o modelo deixa de oferecer banco traseiro bipartido (60/40) com porta-copo e descansa braço central e o sistema de ar-condicionado passa a ser manual.

O Corolla XEi 2.0 16V oferece o pacote da versão GLi, acrescido de airbags laterais, acendimento automático dos faróis (assim que o modelo detecta insuficiência na luminosidade externa), conectividade USB para iPod, Pen Drive e MP3/MP4, luzes repetidoras das setas nos espelhos retrovisores externos, que são eletronicamente retráteis, bancos em couro, bancos traseiros bipartidos com descansa braço central, Cruise Control e a tela de LCD touchscreen.
Corolla Altis - Fotos: Toyota/Divulgação
O Corolla mais requintado é o Altis, que agrega os equipamentos das demais versões e traz acabamento interno bege Premium, regulagem elétrica do banco do motorista, acabamento do painel central e das portas em padrão madeira, sensor de chuva e faróis de xenônio com regulagem automática de altura e lavadores.

A central também incorpora um novo sistema de áudio com comandos do rádio AM/FM e CD Player, que reproduz arquivos de MP3, AAC e WMA, feitos por sua tela touchscreen. Completa o conjunto do sistema de áudio, a entrada USB, presente nas versões Altis, XRS e XEi, e a entrada de conexão Auxiliar (Aux-In), compatível com iPhone e iPod, em todas as versões. Os comandos de bluetooth passaram para a tela de LCD, otimizando a conexão com aparelhos eletrônicos. As versões Altis e XEi permanecem com o comando também no volante.

A linha Corolla 2014 mantem a oferta de motores. O 2.0 (Altis, XRS e XEi) desenvolve 153 cv de potência com etanol a 5.800 rpm e 142 cv a 5.600 rpm com gasolina, enquanto o torque atinge 20,7 mkgf a 4.800 rpm com álcool e 19,8 mkgf a 4.000 giros com gasolina. No 1.8 (GLi e XLi), a potência máxima é de 144 cv com etanol a 6.000 rpm, e de 139 cv com gasolina a 6.000 rpm, enquanto o torque atinge 18,6 mkgf a 4.800 giros com etanol e 18 mkgf a 4.000 giros, com gasolina.

As versões 1.8 saem de fábrica com o câmbio manual de seis marchas, mas também podem ser equipadas com a ultrapassada transmissão automática de quatro velocidades. Já as 2.0 estão equipadas apenas com o ultrapassado câmbio automático de quatro marchas.

As cores disponíveis para a linha Corolla são: Prata Supernova, Preta Eclipse, Bege Austral, Cinza Galáctico, Branco Polar, Verde Urano e Azul Cosmos.

Preços e mercado

. Corolla XLi 2014 1.8 16V M/T: R$ 60.200
. Corolla XLi 2014 1.8 16V A/T: R$ 63.990
. Corolla GLi 2014 1.8 16V M/T: R$ 62.880
. Corolla GLi 2014 1.8 16V A/T: R$ 66.190
. Corolla XEi 2014 2.0 16V A/T: R$ 74.860
. Corolla XRS* 2014 2.0 16V A/T: R$ 76.290
. Corolla Altis 2014 2.0 16V A/T: R$ 84.150

* Modelo disponível apenas com pintura metálica. Para modelos com pintura metálica, acrescenta-se R$ 890 ao preço público sugerido.

De acordo com a Fenabrave, de janeiro a 15 de março de 2013 foram emplacados 8.888 unidades do Corolla, contra  7.634 do Honda Civic, 4.325 do Chevrolet Cruze, 3.165 unidades do Volkswagen Jetta e 3.001 unidades do Renault Fluence.

Será que o Corolla 2014 conseguirá manter a liderança do segmento de sedãs médios no Brasil em 2013? É provável que sim, mas o Toyota já sente o peso da idade, demonstrando linhas ultrapassada em relação aos principais concorrentes, e não será surpresa se ele terminar o ano atual em segundo lugar. A marca sabe disso e já prepara um novíssimo Corolla para o ano que vem.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Novo Toyota Corolla 2014 aparece na internet. Visual é promissor!

Finalmente imagens reais do novo Toyota Corolla começam a aparecer na internet, e o carro parece bem mais promissor do que as incansáveis projeções, que estavam me deixando muito desanimado. Pelo visto a marca japonesa pegou o conceito Corolla Furia e tirou os detalhes de "Velozes e Furiosos" para deixar o sedã mais tradicional, mas ainda assim BEM mais moderno do que o (ultrapassado) modelo atual.

Detalhes de onde e quando estas fotos foram feitas são escassos, mas podemos ver que o novo Corolla tem visual que segue a mesma linha do Auris e do Camry. A dianteira lembra até a do Etios (infelizmente?). O carro das imagens deve ser uma unidade voltada para o mercado europeu ou norte-americano, e não para o japonês (reparem no volante).

Diferente da atual, a nova geração do Corolla terá diferenças apenas de motorização entre os principais mercados onde será vendida (EUA, Europa, Asia e América Latina), criando, finalmente, uma unidade visual mundial para o sedã.
Fotos: Carscoop/Reprodução
O lançamento do Toyota Corolla 2014 deverá acontecer no final de 2013 nos Estados Unidos, com a chegada na Europa prevista para o início do ano que vem. No Brasil, a produção e as vendas devem começar, na melhor das hispóteses, no segundo trimestre de 2014.

Espero que o novo Corolla vendido por aqui matenha as motorizações 1.8 e 2.0, mas com evoluções, especialmente no câmbio automático, que já deveria ter seis marchas há muito tempo. Quem sabe a Toyota não inova com uma transmissão de sete velocidades para o modelo? Sonhar não custa nada...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Líderes do mercado brasileiro de 2012 merecem estar na ponta de seus respectivos segmentos?

O mercado brasileiro de carros nunca emplacou tantos carros na sua história como em 2012. A Fiat, mais uma vez foi a líder em vendas (automóveis + comerciais leves) e conseguiu a proeza de se manter na ponta por mais um ano. Mas e entre os líderes das principais categorias do mercado nacional? Será que eles merecem ter terminado o ano passado no topo de seus respectivos segmentos?
Gol - Volkswagen/Divulgação
Hatch pequenoVolkswagen Gol (293.293 unidades emplacadas)
Se o Gol fosse um carro ruim, ele não seria líder de mercado há mais de 25 anos! Tudo bem que a Volkswagen pisou feio na bola com o consumidor ao lançar duas versões 2013 no ano passado. Mas essa decisão infeliz nada tem a ver com a qualidade do veículo, que merece ser líder especialmente por causa da sua robustez e confiabilidade. São duas opções de câmbio (manual e manual automatizado I-Motion), duas de motor (1.0 e 1.6) e várias versões. Além disso, tem duas carrocerias (feia e ultrapassada G4 e G5) e preços que variam entre R$ 25.100 e R$ 51.871 - por isso vence a disputa da categoria aqui do post dos hatches compactos populares e dos premium. Mesmo muito parecido com os irmãos, o Gol (G5) nunca foi tão bonito no Brasil como agora.
Focus - Ford/Divulgação
Hatch médio - Ford Focus (24.023 unidades emplacadas)
Como adiantei há pouco tempo, finalmente o Focus conseguiu fechar um ano na liderança. Mas será que foi a falta do Chevrolet Astra? Será que foi uma bobeada da Hyundai? Acho que os dois fatores contribuíram  mas o maior responsável pelo sucesso do Focus não foi nem o marketing da Ford, mas sim o carro em si, que é muito bom. Por mais que ele tenha perdido para o Peugeot 308 no Duelo do De 0 a 100, o hatch médio da marca do oval azul tem muito mais qualidades do que defeitos, o que o faz merecer a ponta. Infelizmente, seu preço poderia ser um pouco mais convidativo. Mas, para celebrar o excelente resultado de 2012, a Ford deve lançar por aqui a novíssima geração do modelo neste ano. Seja bem-vinda!
Grand Siena - Fiat/Divulgação
Sedã pequeno - Fiat Siena (103.547 unidades emplacadas)
Como o Gol, o Fiat Siena participou da disputa do segmento de sedãs compactos populares e premium com duas carrocerias e não fez feio. Graças a união, "antigo" e Grand fizeram a diferença e tornaram o sedã merecedor da vitória. O antigo tem belo visual e aposta na relação custo/benefício e do amplo porta-malas para se dar bem, enquanto o Grand Siena cresceu, evoluiu em acabamento e manteve o lindo visual e o porta-malas espaçoso. Já pensou se eles tivessem 3 anos de garantia - pelo menso o Grand, que fez um grande Duelo com o Nissan Versa por aqui.
Corolla - Toyota/Divulgação
Sedã médio - Toyota Corolla (56.365 unidades emplacadas)
O veterano sedã da Toyota dá muito sinais de cansaço, especialmente visuais e tecnológicos (câmbio automático de quatro marchas), além de ser vendido por um preço alto e com versões "curiosas". Mas o conforto e a confiabilidade mecânica do modelo são tão bons que ele realmente é um merecedor deste primeiro lugar, ainda mais se pensarmos nos concorrentes. Mas, se a marca japonesa não se movimentar em 2013, o resultado de 2012 pode não se repetir, ainda mais com a chegada do (caro) Civic 2.0.
SpaceForx - Volkswagen/Divulgação
Perua (Station Wagon) - Volkswagen SpaceFox (21.134 unidades emplacadas)
Num dos segmentos mais frios do mercado brasileiro, a Volkswagen SpaceFox foi a perua mais emplacada do Brasil em 2012. Seu resultado é merecido e justificável pelo bom espaço interno, porta-malas com espaço interessante, visual que agrada (mas, infelizmente, parecido demais com outros carros da marca) e outros atributos. O modelo poderia contar com um número maior e mais variado de versões, como na principal concorrente, a (ultrapassada) Fiat Palio Weekend, sem perder um único equipamento, com preços iniciais inferiores a R$ 40.000.
Fit - Honda/Divulgação
Minivan (monovolume) - Honda Fit - (38.623 unidades emplacadas)
A vitória do Fit foi mais do que esperada, mas muito merecida. Se a Honda tivesse tornado o modelo o veículo definitivo, ela teria sido merecidíssma  O maior problema do Fit é o alto preço cobrado pela marca japonesa, que insiste com os valores premium. Mas o consumidor acaba pagando mais e leva um veículo espaçoso por dentro, compacto por fora, confortável e com mecânica confiável. E olha que ele pode até ter visual fora de estrada (mais só visual)! Mas tivemos a chegada do feio e forte Spin em 2012, que vai deixar a disputa do segmento bem mais interessante.
Duster - Renault/Divulgação
SUV pequeno - Renault Duster (46.893 unidades emplacadas)
Sem dúvida a maior surpresa de todo este post e do ano passado. Quem poderia imaginar que o Renault Duster terminaria 2012 em primeiro lugar do segmento? Não que o carro não seja merecedor, pelo contrário ele merece. Mas desbancar o então intocável Ford EcoSport foi algo notável. Talvez a maior parcela de culpa seja da Ford, que ficou lançando a nova geração do EcoSport desde janeiro, mas só o começou mesmo a vendê-lo no segundo semestre. A Renault não quis nem saber e aproveitou para mostrar que o seu jipinho é espaçoso, mais barato e versátil para a cidade e trilhas leves. Resta agora saber se, depois de perder para o novo EcoSport no Duelo, mas sem fazer feio, o Duster conseguirá manter a ponta em 2013.
Strada - Fiat/Divulgação
Picape pequena - Fiat Strada (117.412 unidades emplacadas)
Volkswagen Saveiro e Chevrolet Montana são ótimas picapes, mas não são capazes de superar a Fiat Strada no principal quesito que a faz merecer a liderança por mais um ano consecutivo: versatilidade. São opções de carroceria (simples, estendida e dupla), três de motor (1.4 8V, 1.6 16V e 1.8 16V), duas opções de câmbio (manual e manual automatizado Dualogic), sem contar o grande número de versões disponíveis para as mais variadas situações.
S10 -  Chevrolet/Divulgação
Picape média - Chevrolet S10 (47.717 unidades emplacadas)
A Ford Ranger pode até parecer mais completa de maneira geral, enquanto a Volkswagen Amarok parece mais moderna. Mas, vai ano, entra ano, e a Chevrolet S10 demostra porque foi a picape média mais vendida do Brasil em 2012. São muitas qualidades, mas, sem dúvida, o maior delas com a nova geração do modelo foi consegui unir a robustez da antiga S10 com o conforto e modernidade da então referência do mercado: Toyota Hilux (hoje uma veterana).

Como vocês repararam, todos os modelos obviamente mereceram suas respectivas lideranças em 2012. Não é fácil ser líder num mercado tão disputado como o brasileiro, ainda mais a partir de agora, quando teremos novas marcas com fábricas e carros (fabricados) por aqui. Espero que as disputas fiquem ainda mais acirradas em 2013.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Entre as expectativas de 2012, o que foi melhor, pior ou dentro do esperado no mercado brasileiro de carros

Chevrolet/Divulgação
O mercado brasileiro de carros foi muito movimentado em 2012, com inúmeros lançamentos importantes (outros nem tanto), aposentadorias bem-vindas e vários outros acontecimentos. Não acho que vale ficar comentando cada um dos principais fatos do ano, mas alguns merecem um comentário.

A redução de IPI foi o fato mais marcante em termos gerais. Bastou o mercado nacional começar a enfraquecer e os importados colocarem as "mangas de fora" para que o Governo Federal se movesse, atendendo ao pedido das montadoras e cortando o imposto sobre produtos industrializados. A redução do IPI foi prorrogada em agosto e depois prorrogada de novo em dezembro. O retorno do imposto começa a acontecer gradualmente a partir do dia 1º de janeiro de 2013.

Mas o Governo foi mais além e criou o Inovar-Auto, o novo regime automotivo que tem como principal meta evoluir (e proteger) a indústria automotiva brasileira. Quem investir mais paga menos imposto.

Em relação aos lançamentos, fiz uma filtragem para não deixar o post muito longo. Para facilitar, separei por níveis de expectativa: melhor do que o esperado, dentro do esperado e pior do que o esperado. Confiram:
Peugeot/Divulgação
Melhor do que a expectativa
. Peugeot 308 (março) - Foi realmente uma surpresa. O 308 ficou um carro muito legal, com versões variadas, preços atraentes e três opções de motor. Só ficou devendo mesmo em ter um sistema de transmissão automática mais moderno e eficiente para trabalhar em conjunto com o propulsor 2.0 16V flex.
. Chevrolet Onix (novembro) - Depois do alto preço pedido pelo Cruze Sport6 e pelo valor mais alto pelo motor menor do Cobalt (processo parcialmente corrigido com o propulsor 1.8), além da feiura do bom Spin, a Chevrolet acertou a mão com o Onix. Visual legal, garantia de 3 anos; ABS e airbag duplo em todas as versões e sistema opção pelo MyLink são apenas alguns dos atrativos. Mas o carro merecia ter ar-condicionado na versão LS e que a LTZ custasse menos.

Dentro do esperado
. Honda Civic (janeiro)
. Chevrolet S10 (fevereiro)
. Honda CR-V (março)
. Fiat Grand Siena (março)
. Chevrolet Cruze Sport6 (abril)
. Chevrolet Sonic hatch (maio)
. Chevrolet Sonic sedã (maio)
. Chevrolet Spin (junho)
. Ford Ranger (julho)
. Ford EcoSport (agosto)
. Citroën C3 (agosto)
. Hyundai HB20 (setembro)

Pior do que o esperado
Dianteira ficou legal, mas faróis de neblina se perderam - Honda/Divulgação
. Honda Fit (março) - Como eu disse, é um excelente carro, mas a Honda perdeu uma grande chance de torná-lo o carro definitivo na linha 2013. Nem o Fit Twist ajudou.
. Toyota Corolla XRS (março) - Outro ótimo carro, mas a versão XRS é cara e sem emoção. Pelo seu preço é possível investir em outros carros mais divertidos.
. Honda City (abril) - Praticamente o mesmo caso do irmão Fit.
Mesmo igual a todo mundo, visual ficou bacana! Mas ter dupla linha 2013 não foi legal - VW/Divulgação
. Volkswagen Gol (julho) - Ter duas versões em 2013 em 2012 abalou completamente a minha confiança na marca, infelizmente. E sei que não sou o único...
. Volkswagen Voyage (julho) - O mesmo do Gol.
Toyota/Divulgação
. Toyota Etios hatch (setembro) - Bom mecanicamente e com espaço interessante, o Etios peca pelo preço, acabamento simples e pelo painel "ridículo". Minha percepção é compartilhada pelos brasileiros, que não tem comprado o Etios.
. Toyota Etios Sedan (setembro) - Vale o mesmo do hatch.
. Renault Clio (novembro) - O visual ficou até legal, mas a falta de itens de segurança é uma falta muito grave.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Renault Fluence GT chega apimentado e salgado

A Renault finalmente resolveu alterar a receita do seu bom sedã Fluence. Com a ideia de fazer uma "releitura de um prato de sucesso", a marca pediu para o chef "Renault Sport", especialista na gastronomia "caliente", mudar a receita. Resultado: ele acertou em cheio na pimenta do Fluence GT, mas exagerou um pouco no sal!

O reconhecido "chef" Renault Sport assina os esportivos da marca na Europa. Para o Fluence vendido por aqui, a principal mudança está debaixo do capô: no lugar o interessante motor 2.0 16V flex, que desenvolve 140/143 cv de potência e 19,9/20,3 mkgf de torque, entra o propulsor de quatro cilindros a gasolina 2.0 16V turbo, com seus 180 cv de potência a 5.500 rpm e 30,6 mkgf de torque a 2.250 rpm. Esta é a mesma motorização do Mégane GT europeu.
Mudanças visuais foram discretas
Em relação aos restaurantes concorrentes, a nova versão do sedã da Renault leva vantagem no torque, já que o Mitsubishi Lancer GT tem 20,1 mkgf, o Peugeot 408 THP desenvolve 24,5 mkgf e o Volkswagen Jetta TSi gera 28,5 mkgf. O "esportivo" Corolla XRS tem 20,7 mkgf.

Antes que você me questione sobre o "receita de sucesso", afirmo que, para o Fluence, ser 5º colocado na categoria de sedãs médios no Brasil, com potencial para crescer, pode ser considerado sim um sucesso. Como eu disse antes, dificilmente ele ficará entre os três mais vendidos, mas o Fluence tem chance de tirar o Jetta da quarta colocação.

A pimenta realmente deu um gosto especial ao prato francês. De acordo com a Renault, o Fluence GT precisa de 8 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 220 km/h. O câmbio manual de seis marchas foi mantido, mas recebeu alterações para aproveitar melhor o desempenho do motor, sem sacrificar o consumo.
Sais e belas rodas de aro 17" se destacam nas laterais
Visualmente, o Fluence GT recebeu novos para-choques e saias laterais, um discreto aerofólio, além de belas rodas exclusivas de 17 polegadas. O ideal mesmo seria ter nova a dianteira do Fluence europeu. Por dentro, destaque para pedaleiras de alumínio; soleiras das portas com a inscrição “Renault Sport”, bancos esportivos com revestimento em couro natural e sintético, preto, com costuras em vermelho e volante de três raios com revestimento em couro com costura em vermelho.

A conta, por favor
Foi uma pena que a marca tenha deixou sua receita um pouco salgada. O preço sugerido é de R$ 79.370 - ainda inferior ao Corolla XRS quando ele foi lançado. O único opcional disponível no site da Renault é a pintura metálica (Preto Nacré e Vermelho Fogo), que custa R$ 1.200.
Motor 2.0 16V turbo a gasolina desenvolve 180 cv de potênicia e 30,6 mkgf de torque
Tudo bem que Fluence tenha uma lista de equipamentos de série excelente, mas ele poderia custar na casa de R$ 75.000. Mas entendo porque ele vale cerca de R$ 80.000: o Fluence Privilège 2.0 16V CVT completo custa R$ 76.000 (+ R$ 1.200 da pintura metálica). Seria melhor se a marca reduzisse os preços das suas versões.

O sedã GT da Renault vem equipado com seis airbags (dois frontais, dois laterais e duplos do tipo de “cortina”); controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR); freios a disco nas quatro rodas com ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD); direção com assistência elétrica; ar-condicionado digital dual-zone com saídas de ar para o banco traseiro; sistema de som da Arkamys com rádio, CD Player, MP3, duas antenas, 4 alto-falantes e 4 tweeters, conexões USB/iPod, Bluetooth e auxiliar;  GPS TomTom com tela de 5" integrada ao painel; partida do carro feita com cartão eletrônico e botão “Start/Stop” no painel; sistema Hands Free ( permite que o motorista acione o motor sem tirar o cartão do bolso), vidros, travas e retrovisores elétricos; teto solar; faróis de xenônio com lavador e regulagem de altura; entre outros itens.

Com três anos de garantia, a versão esportiva do Fluence mede 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 530 litros e o tanque comporta até 60 litros de gasolina. 
Vai um cafezinho?
O Renault Fluence GT é mais uma alternativa saborosa para quem espera mais de um tradicional sedã médio no Brasil. O motor de 180 cv e 30,6 mkgf é o grande destaque, mas a lista de equipamentos de série também é excelente. Com certeza o modelo é um grande candidato a entrar na lista dos carros para se divertir até R$ 80.000.

O preço poderia ser um pouco menos salgado, mas se você estiver pensando em gastar R$ 80.740 num consagrado e cansado Toyota Corolla Altis (+ R$ 870 de pintura metálica/perolizada), ou R$ 84.990 num moderno e divertido Volkswagen Jetta TSi 2.0 Tiptronic (+ R$ 976 da pintura metálica ou R$ 1.440 da perolizada; + R$ 3.790 pelos faróis de xénon + R$ 2.369 pelo sistema de navegação + R$ 2.834 pelo teto de vidro corrediço/basculante), sem dúvida, passe numa concessionária da Renault. Se optar pelo Fluence GT, você terá um carro bem legal, além de sobrar um belo "troco" para o café.
Fotos: Renault/Divulgação

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Toyota mostra poucas novidades e uma grande necessidade de mudanças no Salão de São Paulo

iiMo, o conceito carro-tablet
A Toyota lançou, em setembro, suas duas principais atrações do Salão do Automóvel de São Paulo 2012: Etios e Etios Sedan. Com isso, a marca ficou carente de atrações inéditas "palpáveis" para mostrar aos visitantes do evento. O estande tinha até algumas coisas interessantes, mas nada que fosse imperdível. Assim como a Fiat, fiquei decepcionado de uma maneira geral. Ficou evidente que a Toyota necessida de mudanças.


Quando digo isso, me apoio no fato de Corolla e Hilux, exemplos de inovação e modernidade em outros tempos, estarem quase ultrapassados nos seus respectivos segmentos. Isso não significa que eles são ruis, mas sim que existem muitos concorrentes mais novos. O Corolla XRS, por exemplo, não tem desempenho, visual ou preço para brigar com veículos 'esportivos' mais divertidos.

Rav 4 e SW4 também não ajudam muito. O Prius, ainda moderno, não é mais nenhuma novidade e já não causa o mesmo impacto - embora seja muito legal. Pelo menos, finalmente, ele está sendo lançado no Brasil, no início de 2013, por cerca de R$ 120 mil. Sua versão esportiva, logo na foto abaixo, ficou muito legal.
Prius chega ao Brasil no início de 2013 por quase R$ 120 mil. Versão esportiva, na cor vermelha, ficou bem legal
A sétima geração do sedã de luxo Camry também estava presente, pouco chamativo, com seu estilo elegante e conservador, e com seu motor V6 3.5 24V Dual VVT-i, que desenvolve 277 cv de potência a 6.200 rpm e 35,3 kgfm de torque a 4.700 rpm. Mas o

A esperança ficou mesmo com o Etios, que se apoia na mecânica e confiabilidade da marca para ganhar mercado, mas não passa quase nenhum tipo de modernidade ao consumidor, especialmente no quesito visual (externo e interno).
Conceito NS4
Imagino que a própria Toyota tenha consciência disso, já que a marca diz que vive uma "nova era no Brasil". Não foi nesse sentido que essa expressão foi usada, mas prefiro pensar que sim.

Além dos modelos que já comentei, a marca japonesa apostou nos conceitos para atrair o público no Salão do Automóvel, como o curioso "carro-tablet" iiMo, o interessante "sofámóvel" i-Real e o belo híbrido NS4.
A marca mostrou ainda o carro de competição que disputa as provas da FIA World Endurance Championship “Le Mans Series” (logo acima) e o cupê esportivo compacto batizado de 86, que tem 200 cv de potência e apenas 1.190 kg de peso (realmente deve voar baixo).
Toyota 86 tem 200 cv de potência
Presidente Dilma Rousseff conheceu o Toyota Etios acompanhada do ministro Fernando Pimentel
Hilux Invencible
Concluindo
Você deve estar pensando porque eu disse poucas novidades no título. Realmente a Toyota mostrou novidades e atrações interessantes no Salão do Automóvel de São Paulo 2012, mas não sou muito fã de conceitos e "carros distantes". Gosto daquilo que o interessado poderá comprar, em breve, nas concessionárias, e daqueles veículos que chegam para roubar a cena no evento, como o Onix da Chevrolet.

A Toyota poderia ter feito algo semelhante à GM se tivesse atrasado a chegada do Etios; ou, especialmente se tivesse anunciado o novo Corolla. Mas não o fez. Talvez, se o Etios fosse mais "quente", o estande no Salão de São Paulo não tivesse ficado tão morno.
Fotos: Toyota/Divulgação

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Novo Nissan Sentra conseguirá vencer a disputa com os outros sedãs médios no Brasil?

No ano que vem, a Nissan finalmente deve atualizar o Sentra. Mas será que as mudanças o qualificarão para brigar pela ponta do segmento de sedãs médios no Brasil?

O carro ficou mais bonito e moderno com esta nova geração que está chegando aos Estados Unidos agora, mas perdeu em ousadia, ganhando em conservadorismo. O proprietário de um sedã médio até gosta disso - um dos argumentos de venda do Toyota Corolla. Mas será que não ficou tradicional e conservador demais para um veículo novo?
Citei o Corolla porque ele realmente tem uma característica mais conservadora, que a marca tentou diminuir, passando "ares de modernidade" com as duas últimas mudanças do veículo. A primeira foi muito bem-vinda. Mas o facelift mais recente piorou a traseira, que ficou com estilo xuning. A marca também tentou jovializar o Corolla com uma versão "esportiva". O sedã da Toyota está na fase final de sua atual geração.

Para o Sentra, que estréia uma nova geração, as mudanças são muitos bem-vindas. Embora ele tenha ficado conservador, suas linhas são bem mais modernas do que as da atual geração. Resta saber se o novo design ajudará o sedã a vender mais no Brasil.
Se a Nissan ofertar o Sentra com muitos equipamentos de série, mantendo uma política de preços agressiva, e, especialmente, garantindo estoque de veículos e de peças (problemas do Versa), com certeza teremos um veículo com potencial de top 5 no segmento de sedãs médios no Brasil. Mas tirar a liderança do Corolla e do Honda Civic, com o Chevrolet Cruze vendendo bem, acho difícil.

US and A
Nos Estados Unidos, o Nissan Sentra 2013 parte US$ 15.990 (cerca de R$ 32.400) - contra US$ 16.430 do modelo 2012. A diminuição do preço vem acompanhada da redução do tamanho do motor e da potência. O propulsor 2.0 16V e seus 142 cv e 19,3 mkgf foram substituídos por um 1.8 16V que desenvolve 132 cv de potência e 17,7 mkgf de torque.
Versão esportiva tem a traseira mais bonita
A nova motorização trabalhará em conjunto com um câmbio manual de seis marchas ou com a transmissão automática CVT, que recebeu melhorias. O objetivo da Nissan com o novo conjunto motor/câmbio (manual e CVT) é garantir boas médias de consumo para o seu sedã. Segundo a marca, o Sentra 2012 CVT tem média de 10,2 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada (manual: 11,5 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada), enquanto o Sentra 2013 CVT tem média de 12,7 km/l na cidade e 16,6 km/l na estrada (manual: 11,5 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada).
O interior do Sentra 2013 também é bem tradicional, mas é mais sofisticado que o do Sentra vendido no Brasil atualmente. A nova geração tem como destaque a central multimídia, a NissanConnect, que traz uma tela de LCD de 5,8" com touchscreen, com CD Player e diversas conexões, como Bluetooth. O modelo tem ainda ar-condicionado tem regulagem em duas zonas, volante com comandos do sistema de som e do cruise control, câmera de ré, seis airbags, freios com ABS, entre vários outros itens.
Fotos: Nissan/Divulgação

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Alta Roda - Sofisticação avança

Há três anos, no Salão de Frankfurt, estreava a segunda geração do Citroën C3. Pessoal de comunicação da filial brasileira, no próprio estande da marca, veio com a conversa de sempre: “Esse não é carro para o Brasil. Veja o para-brisa enorme, de alto custo”. Tirar o foco da novidade antecipada em salões internacionais faz parte do jogo de dissimulação. No caso, porém, o atraso até foi providencial.
Citroën/Divulgação
O novo modelo, além de equipado com o para-brisa “Zenith” (1,35 m de comprimento), já a partir da versão intermediária, antecipa mudanças que, em breve, estarão no C3 francês. Lançado em maio de 2003, o C3 fluminense vendeu 240.000 unidades, nível acima das previsões do fabricante para um compacto em faixa superior de preço. Conforme a coluna antecipou, o modelo antigo sai de produção no fim de agosto. Últimas unidades ainda estarão nas concessionárias, a preço convidativo, por dois ou três meses.

O carro ficou mais bonito e encorpado, destacando-se linha de cintura, faróis e lanternas traseiras, além de rodas de liga leve com insertos cromados. Luzes auxiliares de LED aparecem já no catálogo intermediário. Distância entre-eixos não mudou, mas o carro cresceu em comprimento (10 cm) e largura (4cm). O espaço interno, assim, pouco evoluiu para cabeças e pernas no banco traseiro. O porta-malas também é praticamente igual. Em compensação, o tanque de combustível passou de 47 para 55 litros.

A posição ao volante (de base reta) ficou um pouco mais baixa, mesmo com a regulagem máxima de altura do banco, ainda por meio de inadequada alavanca. O para-brisa panorâmico traz sensação muito agradável a bordo. Sua cobertura interna deslizante é bem útil, mas os para-sóis não rebatem lateralmente e alças de teto foram suprimidas. Quadro de instrumentos, materiais, acabamento e tela multimídia de 7 pol demonstram que a Citroën procurou subir um degrau em sofisticação.

O motor agora tem 1,45 l de cilindrada e 93 cv (etanol), nas versões Origine e Tendance. Responde melhor em baixas rotações, até porque a maior área envidraçada, de forma surpreendente, na prática não alterou a massa do carro. Topo de linha continua sendo a Exclusive, cujo motor de 1,6 l/122 cv (etanol) é o primeiro modelo nacional de série a eliminar partida auxiliar com gasolina nos dias frios. A potência maior melhorou, de forma inequívoca, o desempenho do carro. Câmbio automático continua com quatro marchas, mas agora dispõe de seleção manual tanto na alavanca como em hastes no volante.

No lançamento nacional, guiar pelas ruas de Brasília, de pavimentação melhor que a média das cidades brasileiras, não era o ideal para avaliar os avanços que a fábrica introduziu nas suspensões do novo C3. De fato, parecem mais firmes e controlam melhor a inclinação da carroceria. Direção elétrica também melhorou. A tendência a ruídos, no entanto, só aparece depois de uns 20.000 km rodados, quase regra entre automóveis franceses. No geral, o carro ficou mais silencioso. A visibilidade continua boa, embora o vigia traseiro atual não seja tão amplo como antes.
Preços vão de R$ 39.900 a R$ 49.990 (automático, mais R$ 4.000). Para-brisa de reposição custa R$ 1.465, razoável por suas dimensões.

RODA VIVA

TOYOTA, como esperado, produzirá motores no Brasil, pela primeira vez. Fábrica em Porto Feliz (SP) abastecerá, em 2015, unidades vizinhas de Sorocaba (Etios) e Indaiatuba (Corolla). Empresa afirma que terá quatro versões para cada um dos compactos (hatch e sedã). Rede de distribuição permanece em 133 pontos, abaixo da média de outros fabricantes.

MERCADO brasileiro continuará a crescer e vendas superarão as do Japão, internamente, em 2015. Previsão de Hisayuki Inoue, diretor da Toyota que, na matriz, supervisiona atividades na América Latina, África e Oriente Médio. Na inauguração da fábrica do Etios confirmou que exportações do compacto podem demorar. “Prioridade é o Brasil”, afirmou.
Fiat/Divulgação
PALIO Weekend Adventure 2013 recebeu retoques (grade e novas rodas), tem três versões com motores 1,4, 1,6 e 1,8 l, mas insiste na fórmula de apliques demais. No uso dia a dia, motor mais forte, de 132 cv, mostra consumo de combustível compatível ao desempenho. Um carro acertado, mas com pequenas falhas de acabamento. Não terá sucessor, após 2014.

LOGO depois de o Senado aprovar, este mês, lei do novo regime automobilístico, governo divulgará a regulamentação e cotas de importação, esperadas pela Abeiva. Entidade aponta queda de vendas de 25% (janeiro-julho) sobre 2011, das marcas sem produção no Brasil. Como se fala em cotas há meses, comprador acaba na retranca, pois espera preço menor.

ALGO parece desvirtuado na pesquisa J.D. Power de satisfação inicial de compradores de carros. Segundo a filial da empresa americana, qualidade foi último item considerado por 12% de 8.000 entrevistados na internet. Quase 50% olham mais aspectos de custo (de preço à manutenção). Desproporcionalidade assusta. Ou seria a metodologia?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Brasileiros pagam preços 'ridículos' por carros, aponta Forbes

Jeep/Divulgação
Em artigo na versão on-line, um autor da revista americana Forbes, especializada em finanças e muito conhecida por compilar listas das maiores fortunas do mundo, criticou os preços abusivos pagos por brasileiros por carros considerados de luxo no país. Como exemplo, a publicação cita o valor de Jeep Grand Cherokee, que custa R$ 179 mil (US$ 89,5 mil) no país. Nos Estados Unidos, o mesmo carro sai por cerca de US$ 28 mil.

"Alguém pode pensar que pagar US$ 80 mil em um Jeep Grand Cherokee significa que ele vem com asas e grades folheadas a ouro. Mas no Brasil é a versão básica", afirma Kenneth Rapoza, autor do artigo e responsável por cobrir os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) para a Forbes. Ele ressalta que o preço nos EUA é quase metade do salário médio anual de um americano, mas o preço praticado no Brasil está muito aquém dos ganhos de um brasileiro médio.

O jornalista aponta os culpados de sempre pelos preços inflados: impostos sobre importados e outras taxas aplicáveis a produtos industriais. "Com os R$ 179 mil que paga por um único Grand Cherokee, um brasileiro poderia comprar três, se vivesse em Miami", escreve Rapoza.

O artigo ainda cita o novo Dodge Durango, que deve ser apresentado pela Chrysler no salão do automóvel de São Paulo em outubro, e que custará ainda mais que o Grand Cherokee: cerca de R$ 190 mil (US$ 95 mil), segundo a publicação. Nos EUA, o mesmo carro custa US$ 28,5 mil e até um "professor de escola pública do Bronx" pode comprar um com dois anos de uso.

"Desculpem, 'Brazukas' (sic)... não há status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand ou Dodge Durango. Não sejam enganados pelo preço. Vocês estão definitivamente sendo roubados", avisa Rapoza.

Texto: Yahoo
Fonte: Forbes

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Toyota inaugura nova fábrica e nova fase no Brasil

Assim como aconteceu com outras marcas no Brasil, a Toyota se prepara para iniciar uma nova e importante fase no Brasil. Com a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), e com o anúncio de uma nova fábrica de motores, prevista para entrar em funcionamento em 2015, a marca japonesa iniciará uma forte expansão no país.

O próximo "passo prático" é lançar o "popular" Etios, nas carrocerias hatch e sedã, com duas opções de motor: 1.3 e 1.5 - ambos flex.

Essa manobra da Toyota é muito bem-vinda. Quanto mais concorrentes e opções de compra, melhor para o consumidor - ainda mais de uma baita empresa como a Toyota.

Vejam mais detalhes na matéria abaixo.

Toyota fortalece sua presença com US$ 1,1 bi

FONTE: Estadão via MSN

Com a inauguração ontem, em Sorocaba (SP), de sua terceira fábrica no País e o anúncio da unidade de motores para 2015, na vizinha Porto Feliz, a Toyota, maior fabricante de veículos do mundo, finalmente coloca em prática seu plano de estar entre as maiores montadoras do Brasil. As duas novas unidades somam investimentos de US$ 1,1 bilhão.

O grupo está no País há 54 anos, mas só agora passa a atuar no segmento de compactos, responsável por 65% das vendas de automóveis. Com o início da produção do Etios, a marca japonesa espera dobrar suas vendas até 2014, para cerca de 200 mil unidades ao ano.

No ano passado, com 99,2 mil unidades vendidas, a marca obteve menos de 3% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves e ficou em sétimo lugar no ranking, atrás de Fiat, Volkswagen, GM, Ford, Renault e Hyundai. "Vamos estar entre as maiores montadoras brasileiras ainda nesta década", disse ontem o presidente da Toyota Mercosul, Shunichi Nakanichi, durante a cerimônia de inauguração da filial de Sorocaba.

A unidade inicia operações com capacidade produtiva de 70 mil carros por ano, mas já há expectativas de ampliar para 100 mil, de acordo com a demanda do mercado pelo novo carro. Os planos, no entanto, são de ir muito além, já que o complexo tem licença ambiental para produzir até 400 mil carros ao ano.

A fábrica de Sorocaba tem 1,5 mil funcionários e o parque ao lado, com 11 fornecedores, tem outros 1,5 mil, mas a ideia é de ampliação gradativa de pessoal. Ao todo, o grupo emprega hoje 4,7 mil trabalhadores no País.

Já a nova fábrica exclusiva para motores em Porto Feliz (SP) vai gerar entre 600 e 700 postos. O terreno foi adquirido há menos de três meses pela empresa. "A decisão de ter essa fábrica é recente e foi tomada em razão do novo regime automotivo", informou o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade. O novo regime entra em vigor em 2013 e reduz impostos para empresas com maior índice de conteúdo local.

Até 2015, quando a nova unidade entrará em operação, os motores do Etios serão importados do Japão, como ocorre hoje com o Corolla, produzido em Indaiatuba (SP) desde 1998. Com os propulsores nas versões 1.3, 1.5, 1.8 e 2.0, o índice médio de nacionalização dos dois automóveis passará de 65% para 85%.

"A decisão de montar 200 mil motores por ano significa que daqui para a frente o grupo vai colaborar ainda mais fortemente com a manufatura e os recursos humanos no Brasil", afirmou o presidente mundial da companhia, Akio Toyoda.

Carro brasileiro. "O Etios é um verdadeiro carro brasileiro", acrescentou Toyoda. O modelo foi desenvolvido para mercados emergentes e já é produzido na Índia. Segundo ele, a engenharia local teve importante participação no desenvolvimento.

O grupo está no País há 54 anos, onde iniciou operações como importador. A primeira fabrica local, e também a primeira fora do Japão, foi inaugurada em 1962 em São Bernardo do Campo para produzir o jipe Bandeirante. Hoje só faz componentes. A filial de Indaiatuba produz o sedã Corolla e a inaugurada ontem fará o Etios nas versões hatch e sedã. "Consideramos outras variações de modelos para o futuro", avisou Hisayuti Inoue, diretor da Toyota no Japão.

Inoue afirmou ter consciência do "pequeno atraso" do grupo em entrar no segmento de carros compactos no Brasil, mas disse que a empresa "vai encarar essa desvantagem como vantagem". Segundo ele, a Toyota aprendeu muito com as outras montadoras que atuam no segmento há mais tempo e pôde pesquisar as insatisfações e desejos dos consumidos brasileiros.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ressaltou que o Brasil caminha para um mercado de 4 milhões de veículos ao ano e que a inauguração da nova empresa "mostra que o Brasil está longe da crise".

O Etios chegará às lojas em setembro, com preço inicial na casa dos R$ 35 mil e vai disputar mercado com modelos como Gol, Palio, Fiesta e, principalmente, o HB20 que a coreana Hyundai produzirá em Piracicaba (SP). A Toyota informou ter planos de exportar o Etios para países do Mercosul, mas, por enquanto, toda a produção será destinada ao mercado brasileiro.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen anunciam novos preços de seus veículos com IPI reduzido

Praticamente todas as montadoras divulgaram os novos preços de seus modelos com o IPI reduzido. Jac Motors, Renault e Nissan agora estão acompanhadas de Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen. Confiram:

FORD (nem todos tiveram os preços reduzidos)
Ka 1.0 - R$ 21.240
Ka Sport 1.6 - R$ 32.550
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 24.210
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 33.000
Fiesta Sedan Rocam 1.0 - R$ 26.100
Fiesta Sedan Rocam 1.6 - R$ 35.030
New Fiesta hatch 1.6 16V - R$ 44.130
New Fiesta Sedan 1.6 16V - R$ 46.020
Focus GL 1.6 16V - R$ 49.110
Focus GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus GLX 2.0 16V - R$ 55.110
Focus Titanium 2.0 16V - R$ 64.180
Focus Sedan GL 1.6 16V - R$ 53.300
Focus Sedan GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus Sedan GLX 2.0 16V - R$ 56.490
Focus Sedan Titanium 2.0 16V - R$ 70.030
Fusion SEL 2.5 - R$ 84.500
Fusion SEL V6 - R$ 94.360
Fusion Hybrid 2.5 gasolina/elétrico - R$ 133.900

EcoSport XL 1.6 - R$ 45.100
EcoSport XLS 1.6 - R$ 48.190
EcoSport FreeStyle 1.6 - R$ 50.620
EcoSport XLT 1.6 - R$ 53.540
EcoSport FreeStyle 2.0 - R$ 56.250
EcoSport XLT 2.0 - R$ 56.250
EcoSport 4WD 2.0 - R$ 57.220
Edge FWD V6 - R$ 127.150
Edge AWD V6 - R$ 146.350
Courier L 1.6 - R$ 31.950
Courier XL 1.6 - R$ 42.190
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 63.110
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 67.250
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 76.820
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 77.890
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 81.370
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 85.960
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 88.430
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 96.300

PEUGEOT




TOYOTA
Fonte dessa tabela


VOLKSWAGEN

Modelo Preços antigos - R$ Preços atuais - R$
Gol G4 1.0 2p 26.960 24.291
Gol G4 1.0 4p 29.040 26.165
Gol G5 1.0 30.970 27.904
Gol G5 1.6 34.250 31.853
Gol G5 1.6 I-Motion 37.030 34.438
Gol G5 1.6 Power 41.120 38.242
Gol G5 1.6 Power I-Motion 43.900 40.827
Gol G5 1.6 Rallye 43.950 40.874
Gol G5 1.6 Rallye I-Motion 46.730 43.459
Voyage 1.0 33.200 29.913
Voyage 1.6 37.130 34.531
Voyage 1.6 I-Motion 39.910 37.116
Voyage 1.6 Comfortline 43.820 40.753
Voyage 1.6 Comfortline I-Motion 46.600 43.338
Fox 1.0 2dr 32.730 29.490
Fox 1.0 4dr 34.300 30.904
Fox 1.6 4dr 37.060 34.466
Fox 1.6 I-Motion 4dr 39.850 37.061
Fox 1.6 Prime 4dr 42.210 39.255
Fox 1.6 Prime I-Motion 4dr 45.000 41.850
Fox 2dr Bluemotion 36.730 34.159
Fox 4dr Bluemotion 38.300 35.619
CrossFox 51.100 47.523
CrossFox I-Motion 53.880 50.108
SpaceFox 45.310 42.159
SpaceFox Trend 49.725 46.265
SpaceFox Trend I-motion 52.425 48.776
SpaceFox Sportline 55.635 51.761
SpaceFox Sportline I-Motion 58.365 54.300
Space Cross 58.735 54.644
SpaceCross I-Motion 61.460 57.178
Parati 1.6 42.810 39.813
Parati Surf 51.050 47.477
Polo 1.6 47.510 44.184
Polo 1.6 I-Motion 50.290 46.770
Polo 1.6 Bluemotion 51.900 48.267
Polo 1.6 Sportline 50.590 47.049
Polo 1.6 Sportline I-Motion 53.370 49.634
Polo 2.0 Sportline 54.080 50.294
Polo Sedan 1.6 50.250 46.733
Polo Sedan 1.6 I-Motion 53.030 49.318
Polo Sedan 1.6 Comfortline 52.480 48.806
Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion 55.270 51.401
Polo Sedan 2.0 Comfortline 55.960 52.043
Golf 1.6 52.900 49.197
Golf 1.6 Sportline 57.510 53.484
Golf 2.0 Automático 59.720 55.540
Golf 2.0 Sportline Automático 62.850 58.451
Golf 2.0 Black Automático 66.590 61.929
Golf 2.0 GT 64.530 60.013
Golf 2.0 GT Automático 70.870 65.909
Jetta 2.0 Comfortline 65.755 61.172
Jetta 2.0 Comfortline Automático 69.990 65.111
Jetta 2.0 TSI Highline 89.520 82.382
Passat 122.450 112.677
Passat Variant 128.950 118.657
Tiguan 115.650 106.421
Saveiro SC 34.340 32.966
Saveiro SC Tropper 40.400 38.784
Saveiro EC 36.885 35.410
Saveiro EC Tropper 43.430 41.693
Saveiro Cross 49.200 47.232
Kombi Furgão 45.660 43.834
Kombi Standard 49.930 47.434
Amarok S CS 4X2 80.990 77.762
Amarok S CS 4X4 87.990 84.482
Amarok S CD 4X2 91.490 87.842
Amarok S CD 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CS 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CD 4×4 102.990 98.882
Amarok Trendline 180cv 114.490 109.922
Amarok Highline 180cv 129.490 124.322
Amarok Highline Automática 135.990 130.562