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terça-feira, 2 de abril de 2013

Nissan Versa 2014 tem ABS de série (finalmente!). Câmbio automático fica para depois

Finalmente a linha 2014 do Versa está chegando às concessionárias da Nissan em todo Brasil. Digo isso porque o modelo passa a contar com sistema ABS de freios (com Controle Eletrônico de Frenagem - EBD - e Assistência de Frenagem - BA) como equipamento de série em todas as versões ofertadas no país, complementando com os airbags frontais (que já eram de fábrica) o pacote de segurança do sedã.

Por R$ 37.390, o Versa S também recebeu a sempre útil iluminação no porta-malas na sua nova linha. Outros itens interessantes que já eram de série são a direção elétrica, travas elétricas, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, volante com regulagem de altura, vidros dianteiros elétricos e rodas de aço de 15" (pneus 185/65 R15). Com ar-condicionado, o valor sobe para R$ 40.190
Conexão bluetooth e comandos no volante são as novidades do Versa SL 2014
Além do ABS, o Versa SV, modelo intermediário, vendido por sugeridos R$ 42.190, ganhou o mesmo painel de instrumentos Fine Vision encontrado no SL, maçanetas internas cromadas, botão do freio de estacionamento cromado e as três alças retráteis no teto. O veículo tem ainda os itens da versão S além de ar-condicionado, abertura interna do porta-malas, ar-condicionado, banco traseiro bipartido 60/40, retrovisores externos elétricos (na cor da carroceria), vidros dianteiros e traseiros elétricos com função "one touch" para abrir o vidro do motorista; rádio CD Player com função MP3, entrada auxiliar, conexão para iPod e 4 alto-falantes; e pontos de ancoragem para cadeiras infantis (ISOFIX).

Por R$ 44.890, além do sistema ABS e dos equipamentos da versão SV, a versão topo de linha SL recebeu sistema bluetooth e comandos de áudio e do telefone no volante, botão do freio de estacionamento cromado e três alças retráteis de teto como itens de série. O Versa SL tem ainda faróis de neblina e rodas de liga leve de aro 15".
Com o ABS e os novos equipamentos, o Nissan Versa ficou um pouco mais caro. Veja abaixo um comparativo de preços entre as versões 2013 e 2014.

Nissan Versa 1.6 S 2013: R$ 36.590
Nissan Versa 1.6 S 2013 + ar-condicionado:  R$ 39.390
Nissan Versa 1.6 SV 2013: R$ 41.290
Nissan Versa 1.6 SL 20143 R$ 44.190
X
Nissan Versa 1.6 S 2014: R$ 37.390
Nissan Versa 1.6 S 2014 + ar-condicionado:  R$ 40.190
Nissan Versa 1.6 SV 2014: R$ 42.190
Nissan Versa 1.6 SL 2014: R$ 44.890
Espaço interno é um dos destaques do Versa
Todas as versões do Nissan Versa são vendidas com o motor flex 1.6 16V em alumínio (HR16), que desenvolve 111 cv de potência a 5.600 rpm e 15,1 mkgf de torque a 4.000 rpm com gasolina e/ou etanol. O modelo é equipado apenas com câmbio manual de cinco marchas, deixando esperada transmissão automática (que os principais concorrentes já possuem) para outra oportunidade.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

De 0 a 100 fecha o ano muito bem e se prepara para mudanças! Conheça os posts mais populares de 2012

O ano de 2012 está chegando ao fim e devo, ao mesmo tempo, agradecer e comemorar.
Reprodução
Começo agradecendo a todas as pessoas que ajudaram a tornar o De 0 a 100 o que ele é hoje. Não vou citar nomes para não ser injusto com ninguém. Mas agradeço, especialmente, a todos vocês leitores, que, durante todo este ano (e nos outros desde 2007) leram os meus posts, trocando ideias, criticando, elogiando, sugerindo conteúdos e comentando sobre os mais variados assuntos.

Comemoro porque 2012 foi o melhor ano da história do De 0 a 100 em audiência. Nem quando eu era editor do Portal Vrum, tendo todo o aparato dos Diários Associados por trás, o acesso foi tão bom. Muito obrigado mesmo! E minha comemoração se estende porque o De 0 a 100 foi eleito, pelo juri popular, um dos três melhores blogs de carros do Brasil pelo Top Blog 2012 (categoria Autos e Acessórios)!

Para 2013, o De 0 a 100 ficará bem mais agradável para ler em qualquer lugar. Primeiro porque ele ganhará um visual novo, mais moderno e atrativo. Não estou falando de um reestilização, mas sim de uma nova geração. Vocês merecem as melhorias; eu mereço as melhorias; e o De 0 a 100 merece as melhorias! Além disso, ele se adaptará ao dispositivo que você estará usando para acessá-lo, o que é muito legal.

Finalmente, o De 0 a 100 ganhará uma fan page no Facebook e outra no Google+ - sem contar as várias novidades, que não vou adiantar para não esfriar o lançamento.

Para encerrar, listei abaixo os 15 posts publicados em 2012 que foram os mais acessados em 2012 - apenas a seção Consumo Real não nasceu em 2012, mas foi constantemente atualizada neste ano.

15. Fiat alfineta Mitsubishi e anuncia Bravo Sporting em comercial. Linha Bravo 2013 está mais equipada

14. Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"

13. Duelo: Chevrolet Onix X Hyundai HB20

12. Duelo 3: Nissan Versa X Renault Logan

11. Conheça as linhas finais do novo Hyundai HB20

10. Mais acessórios serão suficientes para o Renault Duster vencer o novo Ford EcoSport?

9. Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples

8. Novo Hyundai HB20 deverá fazer um baita "estrago" no mercado nacional

7. Nova Chevrolet S10 vem com tudo. Picape reinará na ponta do segmento

6. Duelo: Peugeot 308 x Ford Focus

5. Duelo 5: Nissan Versa X Fiat Grand Siena

4. Fiat Strada, Palio Weekend e Siena chegam à linha 2013 com novidades. Família Palio está dividida

3. Conheça o visual do novo Fiat Siena 2013

2. Consumo Real

1. Ford EcoSport 2013 pode custar a partir de R$ 59.990


Um abraço e um 2013 com muita saúde, paz, alegrias e conquistas a todos vocês!

Renato Parizzi

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Nissan Tiida Sedan dá adeus ao nosso mercado - e vai embora sem deixar saudades

Ele não está mais entre nós! Se você quer comprar um Tiida Sedan, corra, pois as suas chances de conseguir ainda existem, embora elas sejam mínimas. A Nissan do Brasil parou de importantar e comercializado o carro por aqui. Ele não costa nem mais no site da empresa.

Com o encerramento da produção do modelo na fábrica da marca no Mexico em setembro, já era de se esperar que isso fosse acontecer. A Nissan abriu espaço para se concentrar na produção do Versa e do March, que são mais novos, baratos e atraentes. Além disso, ela alivia um pouco a sua cota de importação do México, podendo aumentar o volume de Marchs e Versas vindos de lá.
O Tiida Sedan vai embora sem deixar saudades. Por mais que ele fosse um carro legal, suas vendas sempre foram poucos expressivas desde 2010, quando ele foi lançado por aqui. Mas, com o Versa no mercado, a versão sedã do Tiida perdeu o seu lugar. Versa e Tiida Sedan já até se enfrentaram no Duelo aqui do De 0 a 100.

Emplacamentos do Tiidan Sedan no Brasil
2010 - 1.479 unidades
2011 - 5.966 unidades
2012 - 1.506 unidades (janeiro a novembro)

Para quem não se lembra, a Chrysler anunciou, no Salão do Automóvel de São Paulo de 2008, que lançaria o Tiida Sedan no Brasil com o estranho nome de Trazo C. Quando a marca desistiu dessa proeza, já em 2009, provavelmente por causa do acordo com a Fiat, até os concessionários da Chrysler comemoraram, já que eles não seriam obrigados a (tentar) vender o modelo (provável mico) para os (possíveis poucos) clientes (interessados).
Mas, em 2010, a Nissan anunciou que importaria o Tiida Sedan para o Brasil. A chance de ser um mico seria bem menor, já que a Nissan é mais estuturada em termos de concessionárias por aqui. E a marca até se esforçou para colocá-lo na "vitrine", mantendo preços competitivos e fazendo anuncios ousados como este.

A Nissan também tentou corrigir alguns erros estratégicos do modelo por aqui, como a falta de airbags e de câmbio automático. Mas já era tarde demais. 

RIP Tiida Sedan.
Fotos: Nissan/Divulgação

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Novo Nissan Sentra conseguirá vencer a disputa com os outros sedãs médios no Brasil?

No ano que vem, a Nissan finalmente deve atualizar o Sentra. Mas será que as mudanças o qualificarão para brigar pela ponta do segmento de sedãs médios no Brasil?

O carro ficou mais bonito e moderno com esta nova geração que está chegando aos Estados Unidos agora, mas perdeu em ousadia, ganhando em conservadorismo. O proprietário de um sedã médio até gosta disso - um dos argumentos de venda do Toyota Corolla. Mas será que não ficou tradicional e conservador demais para um veículo novo?
Citei o Corolla porque ele realmente tem uma característica mais conservadora, que a marca tentou diminuir, passando "ares de modernidade" com as duas últimas mudanças do veículo. A primeira foi muito bem-vinda. Mas o facelift mais recente piorou a traseira, que ficou com estilo xuning. A marca também tentou jovializar o Corolla com uma versão "esportiva". O sedã da Toyota está na fase final de sua atual geração.

Para o Sentra, que estréia uma nova geração, as mudanças são muitos bem-vindas. Embora ele tenha ficado conservador, suas linhas são bem mais modernas do que as da atual geração. Resta saber se o novo design ajudará o sedã a vender mais no Brasil.
Se a Nissan ofertar o Sentra com muitos equipamentos de série, mantendo uma política de preços agressiva, e, especialmente, garantindo estoque de veículos e de peças (problemas do Versa), com certeza teremos um veículo com potencial de top 5 no segmento de sedãs médios no Brasil. Mas tirar a liderança do Corolla e do Honda Civic, com o Chevrolet Cruze vendendo bem, acho difícil.

US and A
Nos Estados Unidos, o Nissan Sentra 2013 parte US$ 15.990 (cerca de R$ 32.400) - contra US$ 16.430 do modelo 2012. A diminuição do preço vem acompanhada da redução do tamanho do motor e da potência. O propulsor 2.0 16V e seus 142 cv e 19,3 mkgf foram substituídos por um 1.8 16V que desenvolve 132 cv de potência e 17,7 mkgf de torque.
Versão esportiva tem a traseira mais bonita
A nova motorização trabalhará em conjunto com um câmbio manual de seis marchas ou com a transmissão automática CVT, que recebeu melhorias. O objetivo da Nissan com o novo conjunto motor/câmbio (manual e CVT) é garantir boas médias de consumo para o seu sedã. Segundo a marca, o Sentra 2012 CVT tem média de 10,2 km/l na cidade e 13,2 km/l na estrada (manual: 11,5 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada), enquanto o Sentra 2013 CVT tem média de 12,7 km/l na cidade e 16,6 km/l na estrada (manual: 11,5 km/l na cidade e 15,3 km/l na estrada).
O interior do Sentra 2013 também é bem tradicional, mas é mais sofisticado que o do Sentra vendido no Brasil atualmente. A nova geração tem como destaque a central multimídia, a NissanConnect, que traz uma tela de LCD de 5,8" com touchscreen, com CD Player e diversas conexões, como Bluetooth. O modelo tem ainda ar-condicionado tem regulagem em duas zonas, volante com comandos do sistema de som e do cruise control, câmera de ré, seis airbags, freios com ABS, entre vários outros itens.
Fotos: Nissan/Divulgação

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Alta Roda - Comparações bizarras

Voltar a comentar sobre os preços dos carros no Brasil parece redundância, mas de tempos em tempos surgem comentários fora da realidade. Virou até manchete de jornal. Mais do que óbvio, o que se paga aqui é muito alto. O problema começa ao apontar os vilões por essa diferença, quando se comparam outros países. E aqui, convém ressaltar, a importância da relação cambial entre moedas, em geral, é pouco citada por “analistas”.

No País, o dólar já valeu até menos de um real. Mas, também, beirou os R$ 4,00. A maior cotação aconteceu em outubro de 2002 e os carros brasileiros ficaram entre os mais baratos do mundo. Um jornal citou o fato, em um canto de página. Obviamente, os mesmos modelos se alinharam entre os mais caros, mesmos reajustados abaixo da inflação, com o dólar perto de R$ 1,50, em abril de 2011.

Agora, a R$ 2,05, veículos lá fora encareceram 33%, em reais, e ninguém noticiou. Continuou grande a diferença, mas se o dólar subisse, por hipótese, para R$ 3,00 e se retirados todos os impostos, aqui e lá fora, para a comparação correta, nada se falaria. Ainda assim, desvalorização cambial é só consolo e não solução.

Há erros primários em algumas comparações de preços. No Brasil, o frete é único, embutido e extremamente elevado. Além disso, desconsideram os equipamentos, como no caso do Fit (Jazz na França). O equivalente ao vendido aqui custa perto de R$ 49.000. Retirados frete e diferença de impostos, os valores ficam quase iguais.

Ideais seriam preços divulgados sem impostos e acrescidos na hora da compra, a exemplo de outros países. Nos EUA, um veículo custa 100 e tem preço de 94, sem impostos. Carga fiscal: 100 dividido por 94, igual a 6,3%. Aqui, custa 100 e preço médio na fábrica, 67. Carga fiscal: 100 dividido por 67, igual a 49%. Automóvel produzido no Brasil sobe quase 50% da fábrica para a loja, fora o frete. Essa conta vale para tudo que se vende aqui, de roupa a alimentos.

Sobre os custos de produção nem adianta argumentar. Poucos levam em conta seu peso crucial na formação de preços. Se perguntar a uma pessoa comum quanto é o lucro da fábrica no valor de venda de um carro, muitos responderão 30%. Porém, a margem média mundial, hoje, está em 5%, deprimida pela crise econômica. Fabricantes como Toyota ou o Trio de Ferro alemão (Audi, BMW e Mercedes) ganham 12%, ou mais, em tempos normais. Rentabilidade sustentável sobre as vendas é de 8% e as fábricas generalistas convergirão para essa meta, como anunciou a Nissan.

Só a Fiat publica balanços de seus resultados aqui. O lucro sobre as vendas foi de 11%, em 2011. Muito ou pouco? Muito, se comparado à média (atual) no exterior. Ajudou o fato de o mercado ter dobrado de tamanho em seis anos, embora sujeito a graves depressões, como de 1998 a 2003. E dinheiro atrai dinheiro, ou seja, novos concorrentes. Os três maiores fabricantes dominam, de fato, cerca de 60% do mercado. Nos EUA, há poucos anos, a proporção era até superior. No Japão e outros países é comum os três principais terem mais de 50% do mercado.

Se o lucro, agora, fosse de 3%, ainda teríamos automóveis muito caros. Para acabar com comparações bizarras e uso de matemática frívola, custos e impostos têm que ser atacados – e resolvidos – de verdade.

RODA VIVA

NISSAN ainda não anunciou, mas também fabricará motores no complexo que constrói em Resende (RJ). A exemplo da Toyota, há necessidade de novos investimentos para atingir a proporção exigida, no novo regime automobilístico, entre peças importadas e compradas no mercado interno. Resta saber que motores serão produzidos para March e Versa.
Chevrolet/Divulgação
COBALT agora exibe desempenho compatível ao oferecer motor de 1,8 l/108 cv. Potência específica é baixa, porém torque aumentou para 17,1 kgfm (etanol) e consumo diminuiu, segundo o fabricante, que está fora do programa de etiquetagem Inmetro. Câmbio automático de seis marchas tem seleção manual no pomo da alavanca: prático, basta acostumar.

PARA quem aprecia desempenho, Audi A1 Sport, 185 cv, traz sensações poucas vezes vistas entre compactos premium. Partindo de salgados R$ 109.900, o motor tem respostas impressionantes, mesmo em baixas rotações: combina compressor e turbocompressor. Casa à perfeição com caixa automatizada de duas embreagens, sete marchas.

VOLKSWAGEN terá cinco produtos com pacote R Line, todos importados, conjunto de itens de esportividade de bom gosto e discrição. Depois do CC, agora é a vez do Touareg V-8/360 cv. Por R$ 26.300, inclui teto solar, indicador de ponto cego e controlador ativo de velocidade. Transmite sensação de solidez e é bom no asfalto (principalmente) e na terra.

EDITORA Alaúde lança o livro do inglês Michael Scarlett, sob título Porsche 911: O esportivo mais respeitado do mundo. Modelo completará 50 anos, em 2013. Com 160 páginas e muitas fotos, original é da inglesa Haynes Publishing. Tradução de Bob Sharp e Daniel Miranda. Preço de pré-venda: R$ 67,00 (informações, tinyurl.com/9sryuec).

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ninhos de pássaros atrasam 1ª fábrica brasileira da Nissan

Venceslau Borlina Filho, do Rio de Janeiro

Em forte expansão no Brasil, a montadora japonesa Nissan pode ter que adiar para 2015 a abertura da primeira fábrica no país por causa da reprodução de pássaros. É que a área onde ficará o parque com 32 fornecedores da empresa, em Resende (RJ), é escolhida por aves migratórias para fazer seus ninhos.

A área das aves fica próxima à lagoa da Turfeira, que a Nissan teve que preservar e cercar com uma faixa marginal de proteção de até 100 metros. Ali, árvores e solo não podem ser perturbados.

"Um estudo vai identificar as aves e definir melhor opção de unidade de conservação para a proteção da avifauna da região", disse a presidente do Inea (Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro), Marilene Ramos.

A Nissan disse que o estudo deve ser entregue ao Inea em 30 dias.

CONTEÚDO NACIONAL
A instalação dos fornecedores é importante para garantir o percentual mínimo exigido pelo governo na nacionalização dos veículos, hoje de 65%. Sem isso, a marca terá que pagar mais impostos para produzir no Brasil.

A situação é motivo de preocupação entre os executivos da Nissan. Eles se reúnem periodicamente com representantes do governo na tentativa de convencê-los a adotar regras mais amenas sobre o conteúdo nacional.

A maior parte dos veículos da marca são importados do México. No começo do ano, o governo adotou um sistema de cotas e as importações não podem ultrapassar US$ 1,45 bilhão no ano. A regra vale para todas as montadoras.

De janeiro a julho, a marca vendeu 123,15% a mais que no mesmo período do ano passado. Em 2010, ela ocupava a 13ª posição no ranking das que mais vendem. Hoje, disputa a 6ª colocação com outra japonesa, a Honda.

Segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), as importações da fabricante japonesa cresceram 65,9% -para US$ 496 milhões- no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011.

A Nissan não comentou sobre o parque de fornecedores e as constantes reuniões com representantes do governo, mas afirmou que a abertura da fábrica está prevista para o primeiro semestre de 2014.

A montadora planeja investir R$ 2,6 bilhões na nova operação. A unidade vai produzir 200 mil carros por mês e gerar 2.000 empregos diretos. O parque de fornecedores deve atrair investimentos de até R$ 600 milhões para o município de Resende.

Fonte: Folha de S. Paulo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Duelo 5: Nissan Versa X Fiat Grand Siena

O Nissan Versa tem uma das melhores relações custo/benefício do segmento no Brasil. Mesmo que ele ainda não consiga demonstrar o seu potencial nas vendas, ele vem criando uma grande dor de cabeça para os interessados em comprar um sedã compacto premium, tanto é que ele já venceu os duelos contra o Nissan Tiida Sedan (não é compacto), o Chevrolet Cobalt e os Renault Logan e Symbol aqui no De 0 a 100. Mas como será que o Versa vai se sair contra o seu maior adversário no segmento, o Fiat Grand Siena?

Nissan Versa X Nissan Tiida Sedan
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol

Já antecipo um ponto semelhante entre Versa e Grand Siena: o prazo de entrega. Ambos continuam "sofrendo" com a alta procura, obrigando o consumidor a aguardar entre 1 e 2 meses (já foi pior para o Nissan), mesmo com as notícias de estoques cheios das montadoras (leia mais aqui, aqui e aqui). O Fiat Palio Sporting também está com longa fila de espera.
Preços e equipamentos
O Nissan Versa 1.6 S tem preço sugerido de R$ 35.990 e já vem equipado com airbag duplo, trava elétrica, sistema Keyless com abertura do porta-malas, alarme, direção elétrica progressiva, ajuste de altura do banco do motorista e do volante, computador de bordo, para-choques na cor do veículo (maçanetas externas e capa dos retrovisores pretos), console central inteiriço, tampa de combustível com abertura interna, preparação para som com antena e dois alto-falantes e rodas de aço de aro 15" (pneus 185/65 R15). Pagando mais R$ 2.600, o cliente leva ar-condicionado (R$ 38.590).

A Fiat equipa a versão de entrada do Grand Siena, Attractive 1.4, com airbag duplo, sistema ABS de freios, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, faróis de neblina, banco traseiro rebatível com 2 posições para o encosto, chave canivete com telecomando para abertura das portas, vidros e porta-malas; computador de bordo, follow me home; comando interno de abertura da tampa do tanque de combustível; rodas de aço estampado 5.5 x 14" (pneus 185/65 R14 - baixa resistência a rolagem); travas elétricas + trava automática das portas a 20 km/h; para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo, três apoios de cabeça traseiros, porta-luvas iluminado e volante com regulagem de altura. O preço sugerido é de R$ 38.410 - R$ 2.420 mais caro que o Versa, mas o Grand Siena vem mais equipado. Pagando R$ 2.979, o sedã italiano passa a ser equipado com ar-condicionado (R$ 41.689).
Mas, ao invés de pagar quase R$ 42.000 no Grand Siena 1.4, penso que vale investir um pouco mais e pegar o Grand Siena Essence 1.6 16V, que tem preço sugerido de R$ 43.470 e vem equipado com os itens do Attractive além de ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, rodas de liga leve 6.0 x 16" (pneus 195/55 R16 - baixa resistência a rolagem), indicador de temperatura externa, frisos laterais cromados e luzes de leitura dianteiras (com spot) - mas estranhamente, itens como os vidros traseiros elétricos (R$ 470) e predisposição para rádio (R$ 303) continuam opcionais. Por R$ 45.990, o Grand Siena Essence passa a ser equipado com câmbio manual automatizado Dualogic e piloto automático.

No Versa, a versão intermediária SV custa R$ 40.390 e tem os itens da S além de ar-condicionado, vidros com acionamento elétrico nas quatro portas, retrovisor com acionamento elétrico na cor do veículo, rádio CD Player 2DIN com RDS, MP3, iPod e entrada auxiliar; maçanetas externas cromadas (gosto duvidoso), banco traseiro bipartido (60/40), três cintos de segurança traseiro de três pontos (todas as versões deveriam ter), sistema fixação de cadeiras de criança ISOFIX, abertura interna do porta-malas e iluminação do porta-malas.
Por R$ 43.390, o Versa 1.6 SL (o preferido dos consumidores) tem todos os equipamentos da versão SV acrescidos de freios ABS com distribuição eletrônica da frenagem (EBD) e assistência à frenagem (BA), roda de liga leve de aro 15 com pneus 185/65 R15, maçanetas internas cromadas, painel “Fine Vision” e farois de neblina.

Nas versões básicas (Attractive e S), o Grand Siena é mais caro e mais equipado, tendo como principal diferencial o ABS; mas o Versa compensa com a força (1.6 x 1.4). Comparando os acabamentos topo de linha, Essence e SL, o Nissan é mais barato. Mas o sedã da Fiat tem uma lista de itens de série mais extensa, além de equipamentos exclusivos, como o câmbio Dualogic, piloto automático, side bags dianteiros e comandos de rádio no volante. Mas fica em dívida com o consumidor por não oferecer o sistema de som de série - item disponível de fábrica desde o Versa intermediário.
No Versa, painel é feio e funcional. Direção elétrica é de série em todas as versões
O maior defeito do Grand Siena é oferecer apenas um ano de garantia, enquanto o Versa (e quase todos os outros concorrentes - Cobalt, Logan e Symbol) oference três anos. A Fiat contra-ataca com com uma rede de quase 600 concessionárias espalhadas pelo Brasil, enquanto a Nissan beira 150. A facilidade de reposição de peças também pesa a favor da marca italiana.
Grand Siena Essence pode ser equipado com o câmbio manual automatizado Dualogic
No quesito "Preços e Equipamentos", decreto empate.

Fiat Grand Siena Attractive 1.4 - R$ 38.410
Fiat Grand Siena Attractive 1.4 + ar-condicionado - R$ 41.689
Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V - R$ 43.470
Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V Dualogic - R$ 45.990
X
Nissan Versa S - R$ 35.990
Nissan Versa S + ar-condicionado - R$ 38.590
Nissan Versa SV - R$ 40.390
Nissan Versa SL - R$ 43.390

Resultado: Fiat Grand Siena 1 x 1 Nissan Versa

Desempenho
Comparando o Versa 1.6 com o Grand Siena 1.4, vitória com folga do Versa, que anda mais e bebe menos. Mas, ao colocarmos o motor 1.6 16V E.TorQ a favor do Fiat, a situação fica bem mais equilibrada.
Versa: Visual é meio desengonçado, mas carro não é feio
Por mais que o sedã da Nissan seja mais leve, o Grand Siena 1.6 contra-ataca entregando mais potência (4 cv e 6 cv) com rotação mais baixa (100 rpm) e torque visivalmente superior (1,1 mkgf e 1,7 mkgf), mas com regime de giro 500 rpm mais alto.

Na prática, o Versa anda ligeiramente mais que o Grand Siena 1.6, com o Fiat superando o Nissan nas frenagens. O consumo com etanol é praticamente igual na cidade e melhor para o Versa na estrada. Mas, como o sedã japonês mexicano tem um tanque com capacidade pífia, o italiano tem melhor autonomia. Mais um empate.
Grand Siena tem visual mais bem resolvido
Nissan Versa 1.6 16V
Potência: 111 cv (g/e) a 5.600 rpm
Torque: 15,1 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Comprimento: 4,455 m
Largura: 1,695 m
Altura: 1,505 m
Entre-eixos: 2,600 m
Porta-malas: 460 litros
Tanque: 41 litros
Peso: 1.052 kg (S), 1.068 kg (SV) e 1.069 kg (SL)
Consumo (etanol): 8 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 624)

Fiat Grand Siena
Potência 1.4: 85/88 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.4: 12,4/12,5 mkgf (g/e) a 3.500 rpm
Potência 1.6 16V: 115/117 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 16,2/16,8 mkgf (g/e) a 4.500 rpm
Comprimento: 4,290 m
Largura: 1,700 m
Altura: 1,507 m
Entre-eixos: 2,511 m
Porta-malas: 520 litros
Tanque: 48 litros
Peso 1.4: 1.094 kg;
Peso 1.6 16V: 1.141 kg (Essence); 1.148 kg (Essence Dualogic)
Consumo 1.4 (etanol): 7,6 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 630)
Consumo 1.6 (etanol): 7,8 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 629)

Resultado: Fiat Grand Siena 2 x 2 Nissan Versa

Espaço, acabamento e conforto
Começando pelo acabamento, ligeira vantagem para o Siena. O Versa tem acabamento simples, mas bem feito, com peças bem encaixadas, mas o Fiat passa a sensação de melhor qualidade. No quesito espaço, por mais que o Versa seja um veículo maior (4,455 m x 4,29 m), o Grand Siena leva 60 litros a mais de bagagem no porta-malas (520 l x 460 l), o que pode fazer a diferença numa viagem.
Grand Siena tem porta-malas maior
Mas o Versa leva pequena vantagem no espaço interno, especialmente para as pernas, graças ao seu entre-eixos mais longo (2,60 m x 2,511 m). O Grand Siena é mais largo para quem vai atrás, o que facilita na hora de levar três pessoas no banco traseiro.

Em termos de conforto, gostei um pouco mais do acerto de suspensão do Versa, embora não tenha achado a do Grand Siena ruim. Por outro lado, a posição de dirigir do Fiat é mais gostosa. Os dois ficam devendo com a falta em ajuste de profundidade do volante.
Espaço do Versa é bom. Na traseira, sobra espaço para as pernas, mas só 2 viajam com conforto por causa da largura
A possibilidade de equipar o Grand Siena com comandos de rádio no volante (disponíveis para o Versa fora do Brasil) e com câmbio Dualogic (com a opção de Paddle Shift atrás do volante) tornam o sedã italiano ainda mais confortável - embora a transmissão automatizada ainda precise evoluir. Mais um quesito que termina com empate.

Resultado: Fiat Grand Siena 3 x 3 Nissan Versa

Visual
Este é um aspecto subjetivo, por isso não vale nota. Mas afirmo sem dúvidas: o Grand Siena é muito mais bonito e resolvido que o Nissan Versa. A Fiat realmente caprichou nas duas últimas carrocerias do Siena (atual e anterior), especialmente na traseira, inspirada em modelos da Alfa Romeo. Em relação ao Nissan, repito o que já disse antes: com seu jeito desengonçado, o Versão não é feio, mas também não é um primor de design.
Resumo da obra
O Nissan Versa não venceu, mas também nao perdeu, se mantendo invicto aqui nos Duelos do De 0 a 100 - bantendo anteriormente Nissan Tiida Sedan, Chevrolvet Cobalt e os Renault Logan e Symbol. O Grand Siena se mostrou um grande adversário, com qualidades para se tornar o mais popular do segmento.

A escolha entre os dois acaba mesmo sendo por gosto pessoal, pois os tem vantagens e desvantagens específicas. O Versa anda mais, bebe menos, é mais barato e tem três anos de garantia, enquanto o Grand Siena tem porta-malas maior, melhor autonomia, amplo apoio da rede de concessionárias, melhor posição de dirigir, maior segurança e maior possibilidade de equipamentos de conforto e segurança do que o adversário.
E como a decisão é algo bastante pessoal, entre os dois, na minha garagem eu teria um Fiat Grand Siena 1.6 16V.

Pelo visto, depois de uma equilibradíssima disputa, um pouco mais da metade das pessoas concorda comigo, mostrando que os dois carros são boas opções:

Qual desses dois sedãs vale mais a pena no Brasil?
Fiat Grand Siena - 65 votos (52,8%)
Nissan Versa - 58 votos (47,1%)
Total: 123 votos

A enquete ficou no ar no De 0 a 100 por exatos 5 dias.
Fotos: Grand Siena - Fiat/Divulgação // Versa - Nissan/Divulgação

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Duelo 4: Nissan Versa X Renault Symbol

O Nissan Versa está dando trabalho para muitos concorrentes nos comparativos e duelos nas revistas e na internet. Com seu conjunto atraente, ele é realmente um dos carros com melhor custo/benefício do Brasil nesse momento. Uma pena que a Nissan não esteja conseguindo atender as demandas, e o sedã tem demorado de 30 dias a 120 dias para chegar até o consumidor (embora a situação já deva estar ligeiramente melhor).
Atendendo a vários pedidos, como será que o Versa vai se sair no Duelo contra um adversário discreto, com vendas modestas, mas também com relação custo/benefício relativamente atraente: Renault Symbol. Será que o francês vai vingar a (apertada) derrota do irmão "menor" Logan?

Antes do início, sabia que Symbol e Versa tem motor 1.6 16V flex e três anos de garantia.

Nissan Versa X Nissan Tiida Sedan
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Fiat Grand Siena

Preços e equipamentos
Como o pequeno aumento de preços realizado pela Nissan, o Versa 1.6 S tem preço sugerido de R$ 35.990 e já vem equipado com airbag duplo, trava elétrica, sistema Keyless com abertura do porta-malas, alarme, direção elétrica progressiva, ajuste de altura do banco do motorista e do volante, computador de bordo, console central inteiriço, tampa de combustível com abertura interna e rodas de aço de aro 15" (pneus 185/65R15). Pagando mais R$ 2.600, o cliente leva ar-condicionado (R$ 38.590).
Symbol já pede uma atualização visual
Esse valor é bem próximo ao do Symbol Expression, que custa sugeridos R$ 39.400 e já vem equipadode série com ar-condicionado, banco do motorista regulável em altura, direção hidráulica, travas elétricas das portas por radiofrequência, vidros dianteiros elétricos, volante com regulagem altura, banco traseiro rebatível (1/1), computador de bordo, retrovisores externos na cor preta, rodas de aço aro 14' com pneus 175/65 R14 (+ calotas integrais), iluminação do porta-malas, Sistema CAR - travamento automático a 6 Km/h, airbags para motorista e passageiro e alarme.

Se o consumidor pagar mais R$ 40.700, leva o Symbol com os itens acima e o pacote de opcionais Pack (R$ 1.300), composto por maçanetas externas e retrovisores externos na cor da carroceria, rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção e roda de liga-leve de aro 15". Por R$ 42.300, o Symbol Expression vem com o pacote Pack e freios com sistema ABS.

No Versa, a versão intermediária SV, que custa R$ 40.390, tem os itens da S além de ar-condicionado, vidros com acionamento elétrico nas quatro portas, retrovisor com acionamento elétrico na cor do veículo, rádio CD Player 2DIN com RDS, MP3, iPod e entrada auxiliar; maçanetas externas cromadas (gosto duvidoso), banco traseiro bipartido (60/40), três cintos de segurança traseiro de três pontos (todas as versões deveriam ter), sistema fixação de cadeiras de criança ISOFIX, abertura interna do porta-malas e iluminação do porta-malas.
No topo
Por R$ 43.390, o Versa 1.6 SL (o preferido dos consumidores) tem todos os equipamentos da versão SV acrescidos de freios ABS com distribuição eletrônica da frenagem (EBD) e assistência à frenagem (BA), roda de liga de aro 15 com pneus 185/65R15, maçanetas internas cromadas, painel “Fine Vision” e farois de neblina.

Por R$ 44.900, a Renault contra-ataca com o Symbol Privilege, que tem os itens da versão Expression, além de ar-condicionado digital, retrovisores externos com regulagem elétrica, sensor de estacionamento traseiro, vidros dianteiros (com sistema one-touch de descida p/ motorista) e traseiros elétricos, indicador de temperatura externa, bancos com revestimento em veludo, maçanetas e retrovisores externos na cor da carroceria, volante em couro com aro interno cromado e manopola da alavanca de câmbio em couro, rodas de liga leve aro 15' com pneus 185/55 R15, rádio CD-Player MP3 com comando satélite na coluna de direção e faróis de neblina. Pagando R$ 1.600 extras, o Symbol vem com ABS (R$ 46.500)

Nas versões entrada, Symbol e Versa se equivalem, mas o Nissan leva vantagem por ser mais barato e por ter direção elétrica. Já o Renault é melhor na versão intermediária (Expression + opcionais). Mesmo sendo R$ 1.910 mais caro, aumentar a segurança dos ocupantes com sistema ABS compença a diferença ao tirar o carro da concessionária.
Logo da Renault esconde o botão de abertura do porta-malas. Ótima solução visual
Nas versões SL e Privilege, as mais luxuosas de casa sedã, vitória do Versa. Custa menos e vem mais equipada, mesmo que o Symbol ofereça alguns mimos a mais. Se a Renault vendesse o Symbol Privilege com a ABS por R$ 44.900, a história poderia ter sido outra. R$ 46.500 deveria ser o valor do Symbol Privilege 1.6 16V com câmbio automático (que nunca foi lançado) e ABS.

Renault Symbol Expression - R$ 39.400
Renault Symbol Expression + Pack - R$ 40.700
Renault Symbol Expression + Pack + ABS - R$ 42.300
Renault Symbol Privilege - R$ 44.900
Renault Symbol Privilege + ABS - R$ 46.500
X
Nissan Versa S - R$ 35.990
Nissan Versa S + ar-condicionado - R$ 38.590
Nissan Versa SV - R$ 40.390
Nissan Versa SL - R$ 43.390

Resultado: Renault Symbol 0 x 1 Nissan Versa 

Desempenho
Depois de bater Chevrolet Cobalt e Renault Logan, as duas armas secretas do Versa, baixo peso (em relação aos adversários, não importando a versão) e motor mais elástico, não fizeram diferença para o Nissan vencer desta vez.

Além de ser entre 7 kg e 24 kg mais leve, o Symbol é 4 cv mais potente com etanol (e 1 cv mais fraco com gasolina) e atinge torque máximo maior (0,1 mkgf com gasolina e 0,9 mkgf com álcool) com rotação 250 rpm mais baixa. Por isso, o Renault levou o quesito desempenho.

Nissan Versa 1.6 16V
Potência: 111 cv (g/e) a 5.600 rpm
Torque: 15,1 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Comprimento: 4,455 m
Largura: 1,695 m
Altura: 1,505 m
Entre-eixos: 2,600 m
Porta-malas: 460 litros
Tanque: 41 litros
Peso: 1.052 kg (S), 1.068 kg (SV) e 1.069 kg (SL)
Consumo (etanol): 8 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 624)

Renault Symbol 1.6 16V
Potência: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque: 15,2/16 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Comprimento: 4,261 m
Largura: 1,672 m (1,925 m com os retrovisores)
Altura: 1,439 m
Entre-eixos: 2,473 m
Porta-malas: 506 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.045 kg
Consumo (etanol): 7 km/l na cidade (medição da Quatro Rodas)

Resultado: Renault Symbol 1 x 1 Nissan Versa 
Versa: painel é feio e funcional. Direção elétrica é de série em todas as versões
Espaço, acabamento e conforto
A união entre estes dois sedãs faria um carro com conjunto difícil de ser vencido na categoria: espaço para os passageiros e conforto do Versa e acabamento e porta-malas do Symbol. Pensando dessa forma, eu poderia decretar empate entre o Nissan e o Renault.

Entretanto, o Versa vence neste quesito porque seu espaço interno é muito maior, especialmente no banco traseiro, mesmo que seu acabamento seja inferior ao Renault. Os 13 cm a mais de entre-eixos fazem muita diferença, permitindo que quem vá atrás tenha conforto. Já o Symbol tem o mesmo espaço interno do Clio Sedan, ou seja, é apertado.

O Symbol também compartilha o espaço do porta-malas do Clio Sedan, o que, por outro lado, é muito bom. São 506 litros, contra 460 litros do Versa.  

Resultado: Renault Symbol 1 x 2 Nissan Versa 
Symbol: ar-condicionado digital na versão Privilege
Visual
Este é um aspecto subjetivo, por isso não vale nota. Repito a minha opinião: com seu jeito desengonçado, o Versão não é feio, mas também não é um primor de design. Acho o Symbol ligeiramente mais bem resolvido, mas isso também não o faz bonito, nem uma referência em design. O Renault já precisa de um tapa no visual, o que não deve demorar muito a acontecer.

Resumo da obra
O Symbol é um carro honesto, que compensa o espaço interno ruim com bom desempenho, ótimo porta-malas e relação custo/benefício razoavelmente boa. Entretanto, suas qualidades não foram suficientes para superar o Nissan Versa, que segue invicto nos Duelos do De 0 a 100 (contra Tiida Sedan, Cobalt e Logan).

O sedã "mexicano japonês" anda um pouco menos, mas é mais barato e tem espaço interno muito maior - qualidades que pesaram muito a seu favor.
Fotos: Versa - Nissan/Divulgação // Symbol - Renault/Divulgação

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Alta Roda - Morrer na praia

Finalmente, o aguardado novo regime automobilístico brasileiro foi anunciado na semana passada, às vésperas dos feriados da Páscoa. Apesar de fama (merecida) do País de quebra de regras, protecionismo e excesso de intervenção na economia, é apenas o terceiro programa, em mais de meio século, desde o pioneiro em 1956, quando se criou o Grupo Executivo da Indústria Automobilística (Geia). O segundo, em 1995, também se implantou sem grandes sobressaltos.

Depois de 56 anos, o mundo mudou bastante. E ficou mais fechado ao comércio, depois da crise financeira mundial de 2008. Seria ingenuidade supor que o Brasil devesse bancar a vestal em baile de Carnaval. Aliás, pesquisa de instituto especializado no exterior aponta o País só em nona posição, com 49 medidas de “defesa comercial” no período, contra 242 da União Europeia, 112 da Rússia e 111 da Argentina.

Em setembro do ano passado, anunciaram-se as linhas gerais da nova política para o setor. Implicou aumento de 30 pontos percentuais (pp) do IPI para veículos leves de todas as origens, inclusive os produzidos aqui. Ao mesmo tempo, criaram-se regras para dispensar esse aumento, se cumpridas certas condições agora anunciadas. Na época, os importadores gritaram que os compradores seriam prejudicados e a ausência de concorrência externa elevaria os preços. Seis meses depois não subiram e até diminuíram, à exceção de modelos importados de médio e alto preço. Ainda assim, se absorveu parte dos ônus, pois a taxa de câmbio camarada para importação deixa grande margem de manobra.
O regime anunciado é complexo e tomou a maior parte dos debates no III Fórum da Indústria.

Automobilística, da Automotive Business, nessa 2ª feira, em São Paulo. Nem tudo ficou completamente esclarecido pelo pouco tempo para análises pré-fórum. Mas se trata de um programa coerente, com começo, meio e fim, entre 2013 e 2017, focado na atração de novos fabricantes, aumento de investimentos, incentivo ao uso de peças nacionais e pesquisa/inovação dentro do País.

Acaba com o tradicional índice de nacionalização, substituindo-o por cálculo de compras internas vinculado à redução total dos 30 pp adicionais de IPI, o que poderá dobrar o uso de componentes regionais do Mercosul.

Marcas que se aproveitaram da frouxidão de regulamentos anteriores terão dificuldade em manter operações rentáveis no Brasil. A previsão para 2017 é um mercado interno de 5 milhões de unidades (com caminhões e ônibus), a partir de 3,8 milhões em 2012. Até aquele ano, a concorrência será bem maior, com mais fabricantes produzindo internamente sob as mesmas regras e estimulados a oferecer modelos atuais e inovadores para obter redução de impostos.

Outros aspectos desses regimes serão abordados pela coluna, inclusive sobre o provável cenário de preços reais, considerada a inflação, aquilo que realmente interessa ao consumidor. Abriu-se, na verdade, uma janela de cinco anos para melhorar competitividade e modernização da produção brasileira. Ao governo, porém, caberão ações fundamentais de combate às ineficiências estruturais e aos altos custos visíveis e invisíveis do País, de sua responsabilidade, sem as quais vamos nadar, nadar e morrer na praia.

RODA VIVA

PRIMEIRO recuo de vendas no trimestre inicial, desde 2003, aconteceu agora em 2012. Na realidade foi de apenas 0,8% em relação a 2011, atribuído às dificuldades de aprovação de financiamentos ao consumidor. A considerar, ainda, notícias de que o governo patrocinaria redução de juros, via bancos estatais. Pode ter tido impacto sobre expectativas dos compradores.
Chevrolet/Divulgação
CRUZE Sport6 engrossa disputa entre hatches médios-compactos, de visual tão atual como o do Peugeot 308. Espaço interno igual ao do sedã Cruze, mesmo motor de 1,8 l/144 cv, câmbio manual ou automático de seis marchas e até teto solar na versão de topo LTZ. Suspensões e direção muito bons. Preços, puxados por equipamentos, de R$ 64.900 a R$ 79.400, limitarão vendas.

RACIONALIZAÇÃO do número de versões foi a estratégia da Mercedes-Benz para seu roadster SLK enfrentar o aumento do IPI. Antes havia três opções, agora só a de R$ 249.990 e, mais adiante, a AMG sob encomenda. Fábrica espera redução próxima a 50% na comercialização de 2012 em relação a 2011. Ano passado compras foram antecipadas para fugir do imposto.
Nissan/Divulgação
VERSA apresenta estilo algo controverso. No entanto, destaca espaço interno, motor adequado e preço realmente diferenciado, pelo que oferece, a partir de R$ 35.590. Redução de oferta em função das cotas de automóveis mexicanos atrapalhará planos da Nissan. Incomodam bancos dianteiros de assentos curto demais, incompatíveis à proposta de modelo espaçoso.

PARA quem deseja acompanhar debates sobre embriaguez ao volante e assinar petição pública há um site bem estruturado: www.naofoiacidente.org. Participa de redes sociais (Facebook e Twitter). Iniciativas desse naipe são bem-vindas para engajar pessoas por mais segurança no trânsito.

terça-feira, 6 de março de 2012

Nissan Versa: maioria dos compradores é do sudeste, prefere a versão SL e espera entre 2 e 3 meses

Conforme prometido, estou divulgando um balanço do interessante formulário criado pelo internauta Thiago Cordeiro sobre o Nissan Versa. Analisando os números, podemos ver que a maioria dos compradores do sedã mora na região sudeste, compraram (encomendaram) a versão topo de linha SL e esperam (esperaram ou vão esperar) de 60 dias a 90 dias pelo veículo.

Quando fiz a minha análise, às 12h50 de hoje, dia 6 de março de 2012, 125 formulários haviam sido preenchidos - exatamente 50 a mais do que quando publiquei o post sobre a demora de até 4 meses para a entrega do Versa (27/02). (clique nas imagens para ampliar)
Com 99 "votos", a SL, que seria a minha opção de escolha, foi a versão mais procurada entre as três disponíveis. Das 125 pessoas, ninguém optou pelo Versa S sem ar-condicionado, quanto apenas 2 escolheram o Versa S com ar-condicionado. As outras 24 pessoas (19%) compraram a versão intermediária SV do sedã.

Versão
S (básico) - 0 -  0%
S + Ar - 2 - 2%
SV (intermediário) - 24    19%
SL (top de linha)        99    79%
O prazo de entrega foi o tópico do formulário que mais me interessou. E o que eu pude analisar foi um pouco desanimador, pois mais de 60% das 125 pessoas deverá esperar (ou já esperou) de 60 dias a 120 dias pelo Versa. De acordo com os dados, 13 pessoas ouviram das concessionárias que o prazo de espera seria de 120 dias (4 meses), enquanto 29 pessoas ouviram 90 dias (3 meses) de prazo e 35 pessoas ouviram 60 dias de prazo (dois meses).

Prazo de espera
30 dias - 23 - 18%
60 dias - 35 - 28%
90 dias - 29 - 23%
120 dias - 13 - 10%
Outro prazo - 25 - 20%

A cor Cinza Titanium, a mais fácil de ser vista do modelo graças à própria Nissan, é a mais popular, seguida pela sempre predileta cor preta e pelo clássico prata. Em quarto, como esperado, está o branco, que ganha cada vez mais adeptos. Vermelho, que ilustra este post, e azul não cairam tanto no gosto dos que preencheram o formulário.

Cor
Cinza Titanium - 43 - 34%
Preto Premium - 28 - 22%
Prata Classic - 28 - 22%
Branco Aspen - 18 - 14%
Vermelho Fuji - 4 - 3%
Azul Onyx - 3 - 2%
O primeiro que tiver disponibilidade - 1 - 1%
Ainda não escolhi - 0 - 0%
Outra - 0 - 0%
Finalizando, segundo os dados do formulário, a região sudeste foi a que mais recebeu pedidos pelo Versa. Dos 125 preenchidos, 66 vieram de São Paulo (36), Rio de Janeiro (25) e Minas Gerais (5). O nordeste foi a segunda região com mais pedidos: 25. A região sul foi a terceira, com 22, sendo 11 no Paraná, 6 no Rio Grande do Sul e 5 em Santa Catarina.

SP - 36 - 29%
RJ - 25 - 20%
PR - 11 - 9%
CE e PE - 7 - 6% (cada)
RS - 6 - 5%
MG, RN e SC - 5 - 4% (cada)
BA e GO - 3 - 2% (cada)
AC, MS, PA e SE - 2 - 2% (cada)
AM, DF, MT e PB - 1 - 1% (cada)
AL, AP, ES, MA, PI, TO, RR e TO - 0 - 0% (cada)

Enquanto isso continuo esperando algum retorno da Nissan sobre os meus e-mails com pedidos de informações sobre a normalização da entrega do Versa aos consumidores. Pelo menos estou esperando sentado.
Fotos: Nissan/Divulgação

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nissan "sofre" com a alta procura do Versa. Espera pelo sedã pode chegar a 120 dias (4 meses)

Um sucesso acima do esperado. Assim podemos definir a fase atual da Nissan no mercado brasileiro. Com o lançamento da dupla March e Versa, a marca atingiu uma nova e abrangente faixa de preço, entre R$ 28.000 e R$ 44.000 - a maior responsável por vendas de automóveis no Brasil. Com isso, a marca cresceu impressionantes 88% em 2011, se comparado a 2010 (saltou de 1,08% em 2010 para 1,97% de participação no mercado nacional em 2011). O que a Nissan não esperava era que o público se animasse tanto com os seus dois carros, especialmente o sedã.

O problema foi que a marca japonesa não estava preparada para atender a uma demanda tão grande. O pequeno March chegou do México com um conjunto interessante, em lotes mais volumosos, mantendo a média de vendas nos dois últimos meses de 2011 e no primeito mês de 2012: 2.261 emplacamentos em novembro, 3.232 em dezembro (total de 2011: 6.939) e 2.555 em janeiro, segundo números da Fenabrave. Os consumidores praticamente não tiveram problemas com os prazos de entrega do modelo, especialmente com motor 1.0.

Por outro lado, boa parte dos interessados no Versa tiveram muita dor de cabeça. De acordo com a Fenabrave, foram emplacadas 824 unidades em novembro de 2011, 2.394 em dezembro de 2011 (total do ano passado: 3.224) e 1.581 unidades em janeiro de 2012. Até o dia 15 de fevereiro, 723 carros foram emplacados.
Estes números poderiam ser bem maiores se a Nissan tivesse se preparado melhor e tomado providências com mais agilidade. Claro que isso não acontece da noite para o dia, mas a logística da marca japonesa não foi adequada para tanta procura. Como resultado, o tempo médio de espera para o Versa varia entre 30 dias, 60 dias, 90 dias, chegando a absurdos 120 dias! Alguns clientes compraram o modelo em novembro de 2011 e até hoje ele não chegou! Claro que muitos consumidores receberam o veículo em prazos normais e até em pronta entrega. Mas, mesmo assim, a maioria ficou a ver navios.

O prazo de entrega do Versa foi o mesmo informado por seis concessionárias da marca em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e confirmado por muitos internautas que entraram em contato por e-mail e que comentaram nos três duelos do Versa até o momento (X Tiida Sedan, X Cobalt e X Logan). Pelo Twitter oficial, a marca deu uma resposta bastante vaga ao consumidor que comprou um Versa SL em dezembro de 2011 e até hoje não recebeu o veículo (abaixo).

Quem ganhou com isso foi a Chevrolet, que vendeu muitas unidades do bom, espaçoso e (muito) caro Cobalt. Além da logistica ser bem melhor, a falta do Versa e a força da marca Chevrolet (além do grande número de concessionárias) fez com que o novo sedã da marca emplacasse, segundo a Fenabrave, 2.355 unidades em 2011 (2.156 só em dezembro) e 5.906 em janeiro de 2012 (1.796 de 1º a 15 de fevereiro).
Reprodução do blog novoversa.blogspot.com
O interessante blog Novo Versa, de onde peguei e reproduzi a imagem acima, tentou contato com a Nissan pelo o Twitter e pelo site oficial, mas não recebeu nenhum esclarecimento às dúvidas sobre a demora para a entrega.

Solução?
Segundo o diretor de uma concessionária da Nissan que preferiu não se identificar, em conversa que aconteceu um pouco antes do Carnaval, a Nissan precisaria de 30 dias para que suas tentativas de normalizar a entrega do veículo começassem a fazer efeito - ou seja, a partir do final de março. Segundo ele, a importação mensal de 2.000 unidades do Versa deve subir para 6.000 unidades a partir de abril.

Entrei em contato com a assessoria de imprensa da Nissan três vezes, sendo uma em janeiro e duas em fevereiro, para saber o que aconteceu e, principalmente, o que está sendo feito para normalizar a entrega do Versa. Até a publicação deste post, que foi atrasada por mais de 15 dias aguardando, não recebi nenhum retorno oficial da Nissan.

Para encerrar, compartilho abaixo o formulário criado pelo internauta Thiago Cordeiro. Esta é uma excelente iniciativa para medirmos onde o Versa está sendo mais vendido no país; qual versão e cor Versa mais compradas; quais foram os acessórios instalados (de gratuitamente ou não); quais cortesias foram dadas pela concessionária; e, principalmente, quais foram os prazos previstos para a entrega e a data da entrega.

Se você comprou o Nissan Versa por favor, responda ao formulário abaixo. Em breve publicarei uma balanço dos dados. Já adianto que mais de 75 pessoas já preencheram o formulário!

Leia também 
Nissan Versa X Nissan Tiida Sedan
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan