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terça-feira, 2 de abril de 2013

Nissan Versa 2014 tem ABS de série (finalmente!). Câmbio automático fica para depois

Finalmente a linha 2014 do Versa está chegando às concessionárias da Nissan em todo Brasil. Digo isso porque o modelo passa a contar com sistema ABS de freios (com Controle Eletrônico de Frenagem - EBD - e Assistência de Frenagem - BA) como equipamento de série em todas as versões ofertadas no país, complementando com os airbags frontais (que já eram de fábrica) o pacote de segurança do sedã.

Por R$ 37.390, o Versa S também recebeu a sempre útil iluminação no porta-malas na sua nova linha. Outros itens interessantes que já eram de série são a direção elétrica, travas elétricas, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, volante com regulagem de altura, vidros dianteiros elétricos e rodas de aço de 15" (pneus 185/65 R15). Com ar-condicionado, o valor sobe para R$ 40.190
Conexão bluetooth e comandos no volante são as novidades do Versa SL 2014
Além do ABS, o Versa SV, modelo intermediário, vendido por sugeridos R$ 42.190, ganhou o mesmo painel de instrumentos Fine Vision encontrado no SL, maçanetas internas cromadas, botão do freio de estacionamento cromado e as três alças retráteis no teto. O veículo tem ainda os itens da versão S além de ar-condicionado, abertura interna do porta-malas, ar-condicionado, banco traseiro bipartido 60/40, retrovisores externos elétricos (na cor da carroceria), vidros dianteiros e traseiros elétricos com função "one touch" para abrir o vidro do motorista; rádio CD Player com função MP3, entrada auxiliar, conexão para iPod e 4 alto-falantes; e pontos de ancoragem para cadeiras infantis (ISOFIX).

Por R$ 44.890, além do sistema ABS e dos equipamentos da versão SV, a versão topo de linha SL recebeu sistema bluetooth e comandos de áudio e do telefone no volante, botão do freio de estacionamento cromado e três alças retráteis de teto como itens de série. O Versa SL tem ainda faróis de neblina e rodas de liga leve de aro 15".
Com o ABS e os novos equipamentos, o Nissan Versa ficou um pouco mais caro. Veja abaixo um comparativo de preços entre as versões 2013 e 2014.

Nissan Versa 1.6 S 2013: R$ 36.590
Nissan Versa 1.6 S 2013 + ar-condicionado:  R$ 39.390
Nissan Versa 1.6 SV 2013: R$ 41.290
Nissan Versa 1.6 SL 20143 R$ 44.190
X
Nissan Versa 1.6 S 2014: R$ 37.390
Nissan Versa 1.6 S 2014 + ar-condicionado:  R$ 40.190
Nissan Versa 1.6 SV 2014: R$ 42.190
Nissan Versa 1.6 SL 2014: R$ 44.890
Espaço interno é um dos destaques do Versa
Todas as versões do Nissan Versa são vendidas com o motor flex 1.6 16V em alumínio (HR16), que desenvolve 111 cv de potência a 5.600 rpm e 15,1 mkgf de torque a 4.000 rpm com gasolina e/ou etanol. O modelo é equipado apenas com câmbio manual de cinco marchas, deixando esperada transmissão automática (que os principais concorrentes já possuem) para outra oportunidade.

sábado, 24 de março de 2012

Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"

As expectativa era grande e as (poucas) mudanças vieram, mas a Honda perdeu uma grande chance de tornar o excelente Fit o "carro difinitivo" na linha 2013. O modelo passa a ser vendido em seis versões: DX 1.4 (MT), LX 1.4 (MT e AT), EX 1.5 (MT e AT), e EXL 1.5 (AT) - adeus EXL 1.4 (MT e AT). Além disso, o Fit passou por uma mínima reestilização, além de ganhar alguns equipamentos de série e de evoluir no quesito autonomia. Mas eu esperava por mais!

A Honda diz que o Fit apresenta um novo design, mas o veículo recebeu apenas um tapa leve no visual. Embora o novo para-choque dianteiro tenha ficado bem legal, a nova grade tem gosto duvidoso, lembrando um pouco os velhos tempos da Chevrolet aplicando "botox" na (antiga) picape S10. Os faróis dianteiros ficaram praticamente iguais aos da linha 2012, assim como o para-choque traseiro. Mas, no geral, o visual ainda agrada.
Em relação aos itens de série, desde a versão de entrada, DX, o Fit vem equipado com direção com assistência elétrica, ar-condicionado (digital no EX e EXL), airbag duplo, trio elétrico, computador de bordo (consumo instantâneo e médio em km/l, autonomia e hodômetros total e parcial) e com o excelente sistema de modularidade interna dos bancos.

Com a morte da versão LXL, a LX recebeu alguns equipamentos de herança: sistema ABS de freios com EBD e novo sistema de rádio integrado AM/FM com CD Player e entradas USB e P2. Com câmbio manual, o Fit LX 2013 ficou R$ 800 mais caro (R$ 55.700) se comparado ao mesmo modelo 2012 (R$ 54.900), enquanto o Fit LX 2013 automático manteve o mesmo preço do respectivo 2012: R$ 58.900.

As versões DX e LX são equipadas com o motor 1.4 16V que desenvolve 100 cv de potência a 6.000 rpm com gasolina e 101 cv na mesma rotação com etanol. O torque é de 13 kgfm a 4.800 rpm com qualquer combustível.
Versão EXL tem bancos com revestimento em couro
Cabe mais, mas ainda bebe muito
Entre as versões com EX e EXL, equipadas com o propulsor 1.5 16V, que desenvolve 115 cv a 6.000 rpm com gasolina e 116 cv com etanol (na mesma rotação) e torque de 14,8 kgfm a 4.800 rpm com qualquer combustível, basicamente tivemos duas novidades.

A principal foi a redução de preço do acabamento EXL, o topo de linha, equipado unicamente com câmbio automático de cinco marchas com Paddle Shift. De inaceitáveis R$ 71.720, o valor foi para abusivos R$ 67.720 - R$ 2.000 a mais do que a versão EX automática. O Fit EXL tem bancos revestidos em couro e faróis de neblina a mais em relação ao EX.
Fit 2013 X Fit 2012 - Pergunta: onde ficam os faróis de neblina no Fit 2013?
A segunda novidade foi a inclusão do sensor de estacionamento traseiro como item de série (EX e EXL), uma vez o equipamento era vendido como opcional nas concessionárias (ainda é para DX e LX). Se a versão EXL ficou mais barata, a EX 1.5 manual 2013 ficou R$ 1.005 mais cara em relação a linha 2012, subindo para R$ 62.720, enquanto a EX automática - agora com Paddle Shift - manteve o mesmo preço.

Uma evolução do Fit 2013 foi na autonomia. O aumento da capacidade do tanque de combustível de 42 litros para 47 litros foi muito bem-vinda, mas ele não resolve o problema do alto consumo do Fit, especialmente com motor 1.5 16V e câmbio automático. Infelizmente, as calibrações do novo Civic, com a inclusão do modo (e botão) Econ, ficarão para outra oportunidade no Fit. Pior para o consumidor, que na primeira geração do Fit via o veículo como sinônimo de baixo consumo.

Linha 2013
Honda Fit DX 1.4 MT: R$ 51.800
Honda Fit LX 1.4 MT: R$ 55.700
Honda Fit LX 1.4 AT: R$ 58.900
Honda Fit EX 1.5 MT: R$ 62.120
Honda Fit EX 1.5 AT: R$ 65.720
Honda Fit EXL 1.5 AT: R$ 67.720
Fit 2013 X Fit 2012
Resumo da obra
O Honda Fit continua um excelente carro, versátil, com ótimo espaço interno, bom porta-malas (384 litros), mecânica confiável e três anos de garantia. Mas ele continua com os mesmos problemas: consumo elevado de combustível (atenuado pelo aumento do tanque), preço absurdamente alto e falta de mais equipamentos de série (som para a versão DX, faróis de neblina para DX, LX e EX; conexão bluetooth de celular para para todos; e airbag laterais para a EXL, por exemplo).

Por isso digo que a Honda perdeu uma grande chance de transformar o Fit no "carro definitivo". Já imaginaram o Fit EXL (R$ 67.720) com um preço mais real e próximo ao dos concorrentes? O Nissan Livina SL 1.8 16V automático custa R$ 54.000, sem opcionais e com três anos de garantia, equanto o Fiat Idea Essence 1.6 16V Dualogic parte de R$ 50.680 básico e, muito bem equipado (até com airbags laterais) custa R$ 59.700 - infelizmente só com um ano de garantia. Básico, o Idea Sporting 1.8 16V Dualogic custa R$ 58.880 e mais equipado (também com airbags laterais e outros itens) sai por R$ 63.800.
Fotos: Honda/Divulgação

sábado, 10 de abril de 2010

Sou interessante, mas não estou na moda. Estrelando: Nissan Tiida

Existem muitos carros no mercado brasileiro que são opções bastante interessantes para o consumidor. Muitos são antigos e têm ótima relação custo/benefício. Outros são bem equipados, modernos e com ótimo desempenho. Mas nem sempre ter boas qualidades significa garantia de boas vendas. É o caso do Nissan Tiida.

A marca já tentou várias vezes fazer seu modelo “pegar” no mercado, mas nada parece dar certo. Depois do seu lançamento, em 2007, o Tiida era criticado por três questões: motor 1.8 que só podia ser abastecido com gasolina; preço pouco atraente para um marca e um veículo que precisavam ganhar mercado; e o visual que não arranca suspiros. Resultado: não vendeu bem. Para a linha 2009, os japoneses esperavam que o etanol desse o impulso que faltava para o Tiida alavancar de vez suas vendas no Brasil. O motor, que antes gerava 124 cv de potência com gasolina, passou a desenvolver 125 cv com o derivado do petróleo e 126 cv com álcool. Resultado: continuou não vendendo bem.

Solucionado o primeiro problema, a marca japonesa concentrou seus esforços para corrigir o segundo questionamento do veículo. Para a linha 2010, toda as versões tiveram uma redução média de R$ 3.000 no preço sugerido, fazendo com que o Tiida mais simples (S 1.8 manual) pudesse ser encontrado a partir de R$ 48.990, e a versão mais completa (SL 1.8 automática) fosse vendida por R$ 57.990.
Além disso, a Nissan fez pequenas alterações visuais no seu hatch médio. Na verdade, só a grade dianteira mudou, o que foi uma decepção para muitos. As linhas continuaram as mesmas, com a frente inspirada no sedã Maxima e o restante do conjunto com o aspecto “minivanizado” – ressaltando que design é um item de gosto subjetivo: basta lembrar que a dupla Logan e Doblò tem boa procura, mesmo com a estética nem um pouco atraente.

Segundo a Fenabrave, em 2008, primeiro ano completo do Tiida no Brasil, foram comercializados 3.280 carros – média de 273 unidades por mês. Em 2009, a média mensal subiu para 323 carros – total de 3.882 unidades vendidas em 12 meses – mas continuou abaixo da expectativa da Nissan, que era de 350 Tiidas vendidos ao mês. Em 2010, o Tiida continua sem arrancar suspiros, embora ligeiramente melhores: média de 350 unidade mensais, bem abaixo da meta de 500 vendas estipulada pela Nissan.

Conjunto da obra
Pensando no todo, o Tiida é um carro bem interessante. Com três anos de garantia, ele vem importado do México para o Brasil unicamente com o motor 1.8 16V flex (o mesmo da família Livina), que tem desempenho interessante com o câmbio manual de seis marchas. Quando equipado com a transmissão manual de quatro velocidades, seu comportamento fica suave, mas falta harmonia ao conjunto. Uma quinta marcha seria bem-vinda, especialmente na estrada.

Internamente, o acabamento não  é muito luxuoso, mas é bem feito. O destaque fica mesmo por conta do espaço interno, bom para cinco pessoas. Para a linha 2010, a linha Tiida contou com a introdução de novos equipamentos de série, como a chave presencial I-Key para a versão SL, e o ajuste de altura do banco do motorista para a S. Além disso, o modelo sai da fábrica com ar-condicionado, vidros e travas com acionamento elétrico, direção elétrica com assistência variável, travamento automático das portas com veículo em movimento e airbag duplo desde a versão de entrada, S, que tem preço sugerido de R$ 48.990.
A SL, que tem valor sugerido de R$ 52.990, vem com os mesmos itens da S, além de freios ABS integrados ao controle eletrônico de frenagem (EBD) e ao assistente de frenagem (BAS), ar-condicionado automático digital e banco traseiro reclinável deslizante na horizontal (que pode ser deslocado em até 24 cm), que faz o espaço do porta-malas variar de 289 litros a 463 litros. Completo, com câmbio automático, seu valor sobe para R$ 57.990.

Mas então por que não vende bem?
Como vocês viram, o carro tem um conjunto atraente. Mas é difícil explicar exatamente quais são os motivos para o Tiida não ter caído no gosto do brasileiro, ainda mais depois das “correções”. O primeiro, como já foi dito, é  o visual. Mas, repetindo, este é um item subjetivo.

O segundo, mais realista, é a falta de agressividade da Nissan em relação ao veículo. Faltam anúncios, campanhas e outras ações de marketing para colocar o Tiida na “cabeça do povo”. Por fim, aliado à falta de agressividade, falta ousadia à Nissan. Acredito que o Tiida teria uma procura muito maior se o seu preço rivalizasse com o do Chevrolet Astra, na casa dos R$ 45.000.

E para você, por que o Tiida não vende no Brasil?

Fonte: Jalopnik
Fotos: Nissan/Divulgação