Dessa vez, um segredo bem guardado. Congelamento das alíquotas do IPI até 31 de dezembro – cancela os dois aumentos previstos para abril e julho – foi anunciado durante feriado da Páscoa. No momento, o governo está preocupado não apenas em sustentar o crescimento no mercado de veículos, mas de tabela controlar reflexos na inflação. Há especulações de que tal patamar de IPI poderia se manter indefinidamente, sinalizando pequena mudança de rumo. Afinal, aqui estão os automóveis mais taxados do mundo, em longa cadeia de impostos sobre impostos. Um dia, isso teria de mudar.
Essa reviravolta já mexeu nas previsões do setor para 2013. Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, acredita em vendas de 4% a 5% superiores em relação ao ano passado (antes, de 3,5% a 4,5%). Ele fez a afirmação durante o IV Fórum da Indústria Automobilística, em São Paulo, promovido essa semana em São Paulo pela Automotive Business. Inovar-Auto, ambicioso regime revelado em setembro de 2012, ainda provoca muitas dúvidas sobre o nível de avanço em tecnologia nos próximos cinco anos e dominou os debates.
Como comentou Stephan Keese, da consultoria Roland Berger, já foi dito no exterior que o mercado brasileiro deve deflagrar uma nova “corrida do ouro”. Porém, ele desconfia mais de uma corrida contra o tempo do que propriamente de resultados financeiros, inclusive com risco de excesso de capacidade instalada. Prejuízo estimado pela Ford na América do Sul (Brasil representa 60% das vendas), no primeiro trimestre, pode chegar a US$ 300 milhões. GM também perdeu dinheiro na região, ano passado.
No entanto, um mercado entre cinco e seis milhões de unidades, até o final da década, se tornará ainda mais disputado. Há sete novos fabricantes de veículos leves se instalando no País até 2015, para totalizar 25, e não vai parar aí. Fábricas de motores passarão de 13 para 18, incluindo a Fiat, em sua nova unidade industrial em Pernambuco, e a Chery, que anunciou durante o Fórum. Hyundai Brasil, em breve, também comunicará a produção de motores.
Para o economista José Mendonça de Barros o consumidor deve esperar uma paulatina queda real de preços dos carros novos (ou aumentos inferiores à taxa de inflação para ser mais claro), acompanhado de desvalorização maior dos modelos usados. Esse descolamento é irreversível em situações de crescimento firme do mercado e continuará nos próximos anos.
Existe preocupação do setor de autopeças quanto à regulamentação do conteúdo local, adiada por mais dois meses pelo governo federal. Exigirá rastreabilidade do país de origem das peças e incertezas de como será feito o controle na Argentina, um vespeiro conhecido. Foi discutida a possibilidade de criar o programa Inovar-Peças, simultâneo ao Inovar-Auto, que adicionaria novos níveis de complexidade, apesar do potencial de desemperrar as coisas.
Falta competitividade na indústria brasileira e o setor automobilístico não é exceção. Paulo Butori, presidente do Sindipeças, colocou no rol dos problemas a moeda valorizada. Para ele, sem resolver a questão será muito difícil avançar. Exemplificou com o ramo de autopeças que passou de superavitário a deficitário no comércio exterior, em meia dúzia de anos.
RODA VIVA
SUBSIDIÁRIA da GM na Argentina confirmou lançamento do SUV compacto Tracker, vindo do México, no terceiro trimestre do ano. Jaime Ardila, presidente da empresa no Brasil e América do Sul, em entrevista à TV a cabo Band News, de fim de noite, admitiu de forma indireta que também chegará aqui até o fim do ano. E que um subcompacto está nos planos.
AUDI TT chega aos 15 anos e oferece cada vez mais potência. RS tem motor de cinco cilindros, 2,5 L, e ronco quase como um seis-cilindros em linha. Para guiar sem sustos, lidar com 340 cv e torque assombroso de 45,9 kgf∙m, tração é nas quatro rodas. Estilo do cupê compacto permanece fiel ao original, sem sinais de cansaço, um tanto raro, hoje.
MAIS atraente que o Cielo, compacto Chery Celer foi finalmente colocado à venda. Marca chinesa demonstra que quando a fábrica de Jacareí (SP) entregar as primeiras unidades, em um ano, terá produto competitivo e segurança de conteúdo nacional. Em versões hatch (R$ 35.990) e sedã (R$ 36.990), tem motor flex 1,5 L e pacote completo de equipamentos.
TELA multimídia de comando por toque veio para ficar. Renault já a oferece para toda a linha Sandero/Logan, ao preço em torno de R$ 600. Duster Techroad desbravou o interesse pelo equipamento (no caso, de série), bem fácil de operar. Esse utilitário compacto, bom de guiar, mostra limitações ergonômicas: perna esbarra na caixa de comando dos vidros elétricos.
LINHA 2014 do Fox, lançada agora, tem poucas mudanças. Freios ABS são os de nona geração: cada vez menos pulsação no pedal em frenagem de emergência. Discos de freio do CrossFox têm maior diâmetro em razão do acréscimo de massa da versão, em relação ao resto da linha, pelo suporte externo do estepe e suspensão reforçada.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Enquanto Fiat fecha na liderança e Renault comemora crescimento, venda de importados cai 35,2% em 2012
Os resultados de vendas de 2012 foi bastante pela maioria das montadoras com fábrica no Brasil. A Fiat, por exemplo, fechou o ano passado mais uma na liderança do mercado nacional (11º ano). Já a Renault foi uma das que mais cresceu, subindo mais de 24% em relação a 2011. Por outro lado, a comercialização de veículos importados caiu muito, o que deixou a Abeiva (Associação Brasileiras das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) bastante preocupada.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
Em 2012, a Fiat superou sua marca histórica de vendas no Brasil, registrando o melhor desempenho em seus 36 anos de presença no país. De janeiro a dezembro, foram emplacados 838.218 automóveis e comerciais leves da marca, o que representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior (com 754.276 unidades vendidas) e uma expansão de 10,2% em relação ao recorde de vendas anterior da empresa, estabelecido em 2010, com 760.495 unidades, segundo a Anfavea. Em market share, a marca italiana subiu de 22% em 2011 para 23,06% em 2012.
Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.
Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
Para alcançar esse resultado foi fundamental a estratégia de ampliação e renovação da gama de produtos, como o Clio reestilizado, Fluence GT, Duster Tech Road, Sandero GT Line. Os motores (1.0 16V e 1.6 8V) foram aperfeiçoados e o 2.0 turbo fez a sua estreia, enquanto a rede de concessionárias cresceu 15% em todo o País. Além disso, foram feitos investimentos para a ampliação da capacidade produtiva, que saltará de 280.000 para 380.000 carros por ano a partir de março de 2013.
O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).
Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
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| Fotos acima: Fiat/Divulgação |
Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.
Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
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| Fotos abaixo: Renault/Divulgação |
O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).
Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Regime automotivo ampliará investimentos de montadoras em R$ 5,5 bilhões
O novo regime automotivo vai elevar em R$ 5,5 bilhões os investimentos das montadoras até o fim da vigência do Inovar-Auto, como o sistema foi batizado pelo governo. Cálculos de técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) finalizados ontem e obtidos pelo Estado apontam investimentos em novas fábricas e ampliação da produção em unidades já existentes. Os investimentos representarão um aumento de 453 mil veículos produzidos por ano no País.
Os dados foram apresentados por 45 empresas que pediram para entrar no novo regime, sendo que 28 delas já receberam habilitação. Entre as montadoras que se comprometeram a desenvolver novos projetos e fabricar novos modelos no País estão Nissan, Chery, JAC Motors, BMW, Mitsubishi Motor Company, DAFF e CAOA.
Se efetivados, os investimentos e o aumento na produção mudarão a tendência do mercado nacional. No ano de 2012, a produção de veículos teve a primeira queda em uma década em comparação com o ano anterior. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram produzidos 3,34 milhões de automóveis no ano passado, contra 3,41 milhões em 2011, uma queda de 1,9%.
O Inovar-Auto contempla um conjunto de exigências para as montadoras. Elas precisam adquirir um volume maior de peças, componentes e sistemas no País, em vez de importá-los. Também devem aumentar a eficiência energética dos automóveis e investir em pesquisa, desenvolvimento e engenharia local. Se cumprirem todos esses pré-requisitos, os fabricantes podem não apenas evitar o pagamento de 30 pontos porcentuais adicionais de IPI, como obter um desconto de até 4 pontos porcentuais no imposto.
Embaladas pelo corte de IPI concedido de forma emergencial pelo governo no ano passado, as vendas de automóveis "made in Brasil" cresceram 8,3%, atingindo 3 milhões de unidades, enquanto as exportações caíram 20,1%, totalizando 442.075 carros. A participação dos importados caiu 7,3%, sempre segundo os dados divulgados pela Anfavea. Em 2012, o governo federal abriu mão de R$ 2,85 bilhões em impostos para estimular o setor. Para este ano, há renúncia prevista de R$ 5,1 bilhões.
Texto: Iuri Dantas
Fonte: reprodução de O Estado de S. Paulo
Os dados foram apresentados por 45 empresas que pediram para entrar no novo regime, sendo que 28 delas já receberam habilitação. Entre as montadoras que se comprometeram a desenvolver novos projetos e fabricar novos modelos no País estão Nissan, Chery, JAC Motors, BMW, Mitsubishi Motor Company, DAFF e CAOA.
Se efetivados, os investimentos e o aumento na produção mudarão a tendência do mercado nacional. No ano de 2012, a produção de veículos teve a primeira queda em uma década em comparação com o ano anterior. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram produzidos 3,34 milhões de automóveis no ano passado, contra 3,41 milhões em 2011, uma queda de 1,9%.
O Inovar-Auto contempla um conjunto de exigências para as montadoras. Elas precisam adquirir um volume maior de peças, componentes e sistemas no País, em vez de importá-los. Também devem aumentar a eficiência energética dos automóveis e investir em pesquisa, desenvolvimento e engenharia local. Se cumprirem todos esses pré-requisitos, os fabricantes podem não apenas evitar o pagamento de 30 pontos porcentuais adicionais de IPI, como obter um desconto de até 4 pontos porcentuais no imposto.
Embaladas pelo corte de IPI concedido de forma emergencial pelo governo no ano passado, as vendas de automóveis "made in Brasil" cresceram 8,3%, atingindo 3 milhões de unidades, enquanto as exportações caíram 20,1%, totalizando 442.075 carros. A participação dos importados caiu 7,3%, sempre segundo os dados divulgados pela Anfavea. Em 2012, o governo federal abriu mão de R$ 2,85 bilhões em impostos para estimular o setor. Para este ano, há renúncia prevista de R$ 5,1 bilhões.
Texto: Iuri Dantas
Fonte: reprodução de O Estado de S. Paulo
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Alta Roda - Distração em ação
Já se sabe, há muito, que distrações ao volante são causas de acidentes, algumas vezes fatais. As estatísticas no Brasil, pouco confiáveis, não chegam a captar corretamente esse problema. Mas, no exterior, em especial nos EUA, os estudos se aprofundam.
A Administração Nacional de Segurança de Tráfego em Rodovias (NHTSA, em inglês) informou que mais de 900.000 colisões envolvendo distração dos motoristas foram reportadas pelos policiais em 2011. Destas, 26.000 ocorreram em razão de ajuste em dispositivos portáteis ou controles nos veículos. Mais de 5.000 pessoas morreram por falta de atenção, em torno de 15% das fatalidades totais.
Distrações têm várias origens e causas: cansaço, sonolência, conversa com ocupantes, estresse, doenças, idade, entre outras. Mais recentemente, o uso de equipamentos instalados a bordo ou embarcados – celulares, tabletes, tocadores de áudio e vídeo, navegadores, telefones inteligentes (e sua frenética troca de textos) – passaram a ser fontes de preocupação.
No passado, motoristas se limitavam a mudar estação de rádio ou faixa musical, ajustar temperatura do ar-condicionado, ligar faróis ou limpadores. Agora, a corrida tecnológica envolve produtores de automóveis e compradores, principalmente os jovens, e exige conectividade total.
Aperfeiçoar a interface homem-máquina pode ser uma saída para gerenciar esses riscos ao unir segurança e conveniência. A tendência é programar os dispositivos para utilização em condições favoráveis, como baixas velocidades no trânsito e paradas em semáforos ou congestionamentos. Condições meteorológicas, visibilidade (à noite, em particular) e até traçado do percurso (via GPS) levariam a restrições voluntárias, adotadas pelos próprios fabricantes.
Pesquisas apontam outras soluções, além das tradicionais teclas no volante: ativação direta por voz em vários idiomas, botões que indiquem sensação tátil para não deixar o motorista em dúvida e tela de toque com sensibilidade adequada e fácil entendimento.
A empresa Seeing Machines propõe tecnologia de reconhecimento do rosto ou de movimentos dos olhos. Sua câmera avisa ao motorista quando ele não está suficientemente atento ao dirigir e pode ativar alarmes luminosos e sonoros ou restringir a conectividade.
O tempo para dar uma espiada no painel ou no sistema de áudio não deve passar de dois segundos. Mudar o tipo e o tamanho da fonte das letras permite ganho de 11% na leitura. Essa pequena diferença, em velocidade típica de rodovias, abrevia em cerca de 20 metros a distância percorrida em que o motorista deixou de fixar o olhar no caminho à frente.
Os produtores de celulares ajudariam se mudassem a tipologia de mensagens e comandos, pois alguns modelos de carros de maior preço permitem replicá-los na tela multimídia do veículo. Outra forma, mais difundida, é aperfeiçoar sistemas de conversão de texto para voz e vice-versa. Para os viciados em troca de mensagens e torpedos seria uma ajuda ao reduzir possibilidades de distração.
Embora a NHTSA não tenha chegado ao ponto de se preocupar com a tipologia nas telas, incentiva qualquer inovação que permita diminuir o intervalo de tempo em que os motoristas tiram os olhos da estrada.
RODA VIVA
FÁBRICA em construção da Fiat, em Goiana (PE), produzirá mais de um modelo, com certeza, além do SUV compacto com base no 500 X italiano. Há algum exagero nas especulações. Já apontaram cinco produtos, inclusive da Chrysler, como “certos”. Empresa avançará com cuidado, pois exigências de capital são grandes. Substituto do Mille ficará em Betim (MG).
CHERY informou que no início de 2014 terá à venda o Celler (primeiro hatch e logo depois, sedã) produzido em Jacareí (SP). Ainda não confirma, mas a coluna adianta que o subcompacto QQ está nos planos para o final do mesmo ano. Em 2013, poderá importar da China e Uruguai, sem superIPI, graças à cota confortável, até 35.000 unidades.
ETIQUETAS eletrônicas de controle da frota (impostos, multas) do programa Siniav atrasarão, pelo menos, até julho próximo. De custo baixo (uns R$ 15,00), podem até sair de graça. Indigestos são os R$ 200,00 (com impostos e mão de obra) dos rastreadores obrigatórios que “ameaçam” começar ainda este ano de forma paulatina, se aprovados nos testes.
LAMBANÇAS como as do Latin NCAP acontecem até nos EUA. Instituto das Seguradoras para Segurança Rodoviária (IIHS, em inglês) resolveu “inventar” um teste de choque contra barreira com apenas 25% da parte frontal. As forças geradas são enormes e não previstas em regulamentações. Maioria dos carros, claro, teve notas baixas: apenas 2 ou 3 estrelas.
BATERIA também sofre e muito no verão, lembra a Heliar. Se recebeu carga de outro veículo para uma partida emergencial, deve rodar pelo menos 20 minutos só para repor a necessidade de nova partida. Informa ainda que deixar o pé no freio por longo período, com motor em marcha-lenta (especialmente em câmbios automáticos), também drena energia.
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| Divulgação |
Distrações têm várias origens e causas: cansaço, sonolência, conversa com ocupantes, estresse, doenças, idade, entre outras. Mais recentemente, o uso de equipamentos instalados a bordo ou embarcados – celulares, tabletes, tocadores de áudio e vídeo, navegadores, telefones inteligentes (e sua frenética troca de textos) – passaram a ser fontes de preocupação.
No passado, motoristas se limitavam a mudar estação de rádio ou faixa musical, ajustar temperatura do ar-condicionado, ligar faróis ou limpadores. Agora, a corrida tecnológica envolve produtores de automóveis e compradores, principalmente os jovens, e exige conectividade total.
Aperfeiçoar a interface homem-máquina pode ser uma saída para gerenciar esses riscos ao unir segurança e conveniência. A tendência é programar os dispositivos para utilização em condições favoráveis, como baixas velocidades no trânsito e paradas em semáforos ou congestionamentos. Condições meteorológicas, visibilidade (à noite, em particular) e até traçado do percurso (via GPS) levariam a restrições voluntárias, adotadas pelos próprios fabricantes.
Pesquisas apontam outras soluções, além das tradicionais teclas no volante: ativação direta por voz em vários idiomas, botões que indiquem sensação tátil para não deixar o motorista em dúvida e tela de toque com sensibilidade adequada e fácil entendimento.
A empresa Seeing Machines propõe tecnologia de reconhecimento do rosto ou de movimentos dos olhos. Sua câmera avisa ao motorista quando ele não está suficientemente atento ao dirigir e pode ativar alarmes luminosos e sonoros ou restringir a conectividade.
O tempo para dar uma espiada no painel ou no sistema de áudio não deve passar de dois segundos. Mudar o tipo e o tamanho da fonte das letras permite ganho de 11% na leitura. Essa pequena diferença, em velocidade típica de rodovias, abrevia em cerca de 20 metros a distância percorrida em que o motorista deixou de fixar o olhar no caminho à frente.
Os produtores de celulares ajudariam se mudassem a tipologia de mensagens e comandos, pois alguns modelos de carros de maior preço permitem replicá-los na tela multimídia do veículo. Outra forma, mais difundida, é aperfeiçoar sistemas de conversão de texto para voz e vice-versa. Para os viciados em troca de mensagens e torpedos seria uma ajuda ao reduzir possibilidades de distração.
Embora a NHTSA não tenha chegado ao ponto de se preocupar com a tipologia nas telas, incentiva qualquer inovação que permita diminuir o intervalo de tempo em que os motoristas tiram os olhos da estrada.
RODA VIVA
FÁBRICA em construção da Fiat, em Goiana (PE), produzirá mais de um modelo, com certeza, além do SUV compacto com base no 500 X italiano. Há algum exagero nas especulações. Já apontaram cinco produtos, inclusive da Chrysler, como “certos”. Empresa avançará com cuidado, pois exigências de capital são grandes. Substituto do Mille ficará em Betim (MG).
CHERY informou que no início de 2014 terá à venda o Celler (primeiro hatch e logo depois, sedã) produzido em Jacareí (SP). Ainda não confirma, mas a coluna adianta que o subcompacto QQ está nos planos para o final do mesmo ano. Em 2013, poderá importar da China e Uruguai, sem superIPI, graças à cota confortável, até 35.000 unidades.
ETIQUETAS eletrônicas de controle da frota (impostos, multas) do programa Siniav atrasarão, pelo menos, até julho próximo. De custo baixo (uns R$ 15,00), podem até sair de graça. Indigestos são os R$ 200,00 (com impostos e mão de obra) dos rastreadores obrigatórios que “ameaçam” começar ainda este ano de forma paulatina, se aprovados nos testes.
LAMBANÇAS como as do Latin NCAP acontecem até nos EUA. Instituto das Seguradoras para Segurança Rodoviária (IIHS, em inglês) resolveu “inventar” um teste de choque contra barreira com apenas 25% da parte frontal. As forças geradas são enormes e não previstas em regulamentações. Maioria dos carros, claro, teve notas baixas: apenas 2 ou 3 estrelas.
BATERIA também sofre e muito no verão, lembra a Heliar. Se recebeu carga de outro veículo para uma partida emergencial, deve rodar pelo menos 20 minutos só para repor a necessidade de nova partida. Informa ainda que deixar o pé no freio por longo período, com motor em marcha-lenta (especialmente em câmbios automáticos), também drena energia.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Alta Roda - Presente de Natal
Apesar de altos e baixos, 2012 termina com mais um recorde nas vendas. A previsão até 31 de dezembro é de que se vendam 3,810 milhões de automóveis e comerciais leves e pesados. O crescimento de 4,9% se alinhará ao previsto pela Anfavea que sustentou seus números apesar de um começo de ano muito difícil.
O ano, mais uma vez, foi salvo pelos estímulos de corte parcial nos impostos. Esse tipo de manobra econômica sempre dá certo no Brasil porque os impostos aqui são insanos. Em países como os EUA, onde a sanha arrecadadora do governo é baixa, e mesmo da Europa, esses cortes provisórios da carga fiscal mostram efeito limitado. Então, por um lado, cobrar mais impostos implica certa flexibilidade para incentivar a comercialização nos momentos de crise, o que serve muito mais de consolo dispensável do que real alívio.
A prorrogação do IPI mais baixo – tudo indica – é o que se prepara como “presente de Natal” para os brasileiros. Maioria dos consumidores deve preferir não arriscar e comprar logo. Precisamos, porém, de algo mais que benesses provisórias. Aqui a taxação sobre automóveis, em termos nominais, é o dobro da média europeia e quatro vezes maior do que nos EUA. Diz-se que há necessidade dessa arrecadação para manter programas sociais. Por esse ângulo, louvável; por outro, desculpa esfarrapada. Com intervencionismo não chegaremos a lugar nenhum. O governo quer ser “sócio” de tudo e de todos.
Um desvio nas previsões da Anfavea, entretanto, preocupa. No começo deste ano a entidade dos fabricantes esperava crescimento de 2% no número de unidades produzidas. Na realidade, vai cair 1,5%. Interrompeu-se uma série de nove anos contínuos em que a produção crescia. Desde 2003 as linhas de montagem aumentam seu ritmo, embora sempre abaixo do crescimento das vendas. A produção é calibrada por exportações e participação de importados no mercado interno, de origem argentina (positiva, pois o comércio está equilibrado) ou de outros países.
Deve-se atentar a este indicador porque é daí que surgem empregos e sustentação do consumo. Afinal, 2011 terminou com 23,6% de participação de importados (pico de 27%, em dezembro) e as restrições criadas deveriam significar queda acentuada. Este ano, contudo, as importações devem representar 21% do total, recuo relativamente modesto.
O retrocesso da produção se deu, em parte, pelo ano fraquíssimo para caminhões, mas o problema mesmo está nas exportações, que encolheram 21% sobre 2011. O custo Brasil, principalmente, e o câmbio valorizado são explicações óbvias, sem contar a forte concorrência nos mercados de exportação do País exacerbada pelo excesso de oferta mundial.
Reflexo nos empregos não ocorreu. Ao contrário, fabricantes de veículos criaram 5.500 postos, mas se explica pelas novas instalações industriais da Hyundai e da Toyota, além do acordo de não demissão como compensação aos cortes do IPI. Sabe-se, porém, que a GM tem cerca de 1.000 empregos sob risco, em São José do Campos (SP).
Para 2013, a Anfavea acredita numa reação da produção, alinhada com suas previsões de crescimento das vendas (até 4,9%) que, por sua vez, dependem do comportamento do PIB. Resta saber se é torcida ou realidade.
RODA VIVA
FORD tem linha de produtos menor que a GM, mas também renovará tudo. Versão SUV da Ranger, Everest, estreia aqui em 2013, vinda da Argentina. Novo Ka terá versões hatch e sedã (pela primeira vez) e motor de 3 cilindros (inicialmente sem turbocompressor), em 2014, tudo direto da Bahia. Novo Fiesta será paulista. E sairia até EcoSport de sete lugares.
DEPOIS de assinar acordo com a Chery para produzir Land Rover e Jaguar na China, o braço britânico da indiana Tata investirá US$ 1,2 bilhão na Arábia Saudita: de início 50.000 utilitários/ano. Assim, falta pouco para a próxima bola da vez entre emergentes, o Brasil. Nosso país já chegou perto de se considerar emergido, mas por enquanto só os olhos aparecem...
CITROËN DS5 (R$ 124.900) não parece, mas utiliza mesma arquitetura do C4 e do Peugeot 3008, com entre-eixos alongado (2,73 m). Espaço interno é muito bom, embora sair do banco traseiro exija algum esforço em razão do desenho do carro. Interior sofisticado (três tetos solares) e porta-malas de 465 litros convidam a viajar, em asfalto liso, onde está “em casa”.
RENAULT, única dos fabricantes nacionais a importar apenas da Argentina, mudará o foco em 2013. Estuda o que trazer de fora e candidato mais forte é o SUV Koleos. Quanto à fabricação local do monovolume Lodgy, empresa reafirma não estar nos planos, nem remotos. Mas dupla Logan/Sandero ficará igual à europeia, no último trimestre de 2013.
LANÇADA no recente Salão Internacional de Veículos Antigos, em São Paulo, primeira rede social para praticantes ou apreciadores do antigomobilismo. Em www.redeantigoauto.com.br é possível interação e utilização sem custos de recursos e aplicativos especificamente desenvolvidos para a atividade tão pouco apoiada no Brasil.
O ano, mais uma vez, foi salvo pelos estímulos de corte parcial nos impostos. Esse tipo de manobra econômica sempre dá certo no Brasil porque os impostos aqui são insanos. Em países como os EUA, onde a sanha arrecadadora do governo é baixa, e mesmo da Europa, esses cortes provisórios da carga fiscal mostram efeito limitado. Então, por um lado, cobrar mais impostos implica certa flexibilidade para incentivar a comercialização nos momentos de crise, o que serve muito mais de consolo dispensável do que real alívio.
A prorrogação do IPI mais baixo – tudo indica – é o que se prepara como “presente de Natal” para os brasileiros. Maioria dos consumidores deve preferir não arriscar e comprar logo. Precisamos, porém, de algo mais que benesses provisórias. Aqui a taxação sobre automóveis, em termos nominais, é o dobro da média europeia e quatro vezes maior do que nos EUA. Diz-se que há necessidade dessa arrecadação para manter programas sociais. Por esse ângulo, louvável; por outro, desculpa esfarrapada. Com intervencionismo não chegaremos a lugar nenhum. O governo quer ser “sócio” de tudo e de todos.
Um desvio nas previsões da Anfavea, entretanto, preocupa. No começo deste ano a entidade dos fabricantes esperava crescimento de 2% no número de unidades produzidas. Na realidade, vai cair 1,5%. Interrompeu-se uma série de nove anos contínuos em que a produção crescia. Desde 2003 as linhas de montagem aumentam seu ritmo, embora sempre abaixo do crescimento das vendas. A produção é calibrada por exportações e participação de importados no mercado interno, de origem argentina (positiva, pois o comércio está equilibrado) ou de outros países.
Deve-se atentar a este indicador porque é daí que surgem empregos e sustentação do consumo. Afinal, 2011 terminou com 23,6% de participação de importados (pico de 27%, em dezembro) e as restrições criadas deveriam significar queda acentuada. Este ano, contudo, as importações devem representar 21% do total, recuo relativamente modesto.
O retrocesso da produção se deu, em parte, pelo ano fraquíssimo para caminhões, mas o problema mesmo está nas exportações, que encolheram 21% sobre 2011. O custo Brasil, principalmente, e o câmbio valorizado são explicações óbvias, sem contar a forte concorrência nos mercados de exportação do País exacerbada pelo excesso de oferta mundial.
Reflexo nos empregos não ocorreu. Ao contrário, fabricantes de veículos criaram 5.500 postos, mas se explica pelas novas instalações industriais da Hyundai e da Toyota, além do acordo de não demissão como compensação aos cortes do IPI. Sabe-se, porém, que a GM tem cerca de 1.000 empregos sob risco, em São José do Campos (SP).
Para 2013, a Anfavea acredita numa reação da produção, alinhada com suas previsões de crescimento das vendas (até 4,9%) que, por sua vez, dependem do comportamento do PIB. Resta saber se é torcida ou realidade.
RODA VIVA
FORD tem linha de produtos menor que a GM, mas também renovará tudo. Versão SUV da Ranger, Everest, estreia aqui em 2013, vinda da Argentina. Novo Ka terá versões hatch e sedã (pela primeira vez) e motor de 3 cilindros (inicialmente sem turbocompressor), em 2014, tudo direto da Bahia. Novo Fiesta será paulista. E sairia até EcoSport de sete lugares.
DEPOIS de assinar acordo com a Chery para produzir Land Rover e Jaguar na China, o braço britânico da indiana Tata investirá US$ 1,2 bilhão na Arábia Saudita: de início 50.000 utilitários/ano. Assim, falta pouco para a próxima bola da vez entre emergentes, o Brasil. Nosso país já chegou perto de se considerar emergido, mas por enquanto só os olhos aparecem...
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| Citroën/Divulgação |
RENAULT, única dos fabricantes nacionais a importar apenas da Argentina, mudará o foco em 2013. Estuda o que trazer de fora e candidato mais forte é o SUV Koleos. Quanto à fabricação local do monovolume Lodgy, empresa reafirma não estar nos planos, nem remotos. Mas dupla Logan/Sandero ficará igual à europeia, no último trimestre de 2013.
LANÇADA no recente Salão Internacional de Veículos Antigos, em São Paulo, primeira rede social para praticantes ou apreciadores do antigomobilismo. Em www.redeantigoauto.com.br é possível interação e utilização sem custos de recursos e aplicativos especificamente desenvolvidos para a atividade tão pouco apoiada no Brasil.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Confira os carros mais fáceis e difíceis de serem roubados no Brasil. Chineses são uma vergonha
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| Chevrolet Cruze LTZ foi eleito o mais seguro do país de acordo com a Cesvi - Chevrolet/Divulgação |
A Cesvi avaliou as 118 versões dos 20 modelos mais vendidos do Brasil, além de automóveis das marcas chinesas Chery e Jac Motors.A pontuação variava entre 0 a 5 estrelas. A boa notícia foi que nenhum veículo ficou com zero. A má notícia foi que nenhum tirou nota máxima.
| Ford Ka Sport 1.6 ficou em segundo lugar com entre os mais seguros - Ford/Divulgação |
Chaves - 35%
Alarme - 25%
Imobilizador - 20%
Vidro laminado - 10%
Localizador de bateria - 5%
Trava no volante - 5%
Resultado
Os principais interessados nestes dados são as seguradoras, que podem analisar os resultados para reduzir ou aumentar o valor das apólices. Mas as informações são interessantes para qualquer pessoa.
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| J3 foi muito mal na pesquisa - Jac Motors/Divulgação |
Do outro lado da tabela temos os chineses da Jac Motors J3, J3 Turin, J5, J6 e o QQ da Chery, que receberam meia estrela cada um. Definitivamente os chineses precisam melhorar.
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| Outro chinês que se deu mal foi o QQ da Chery - Chery/Divulgação |
Os mais seguros
Chevrolet Cruze LTZ 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P: 4,5 estrelas
- Alarme de série: Sim
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Criptografado
- Chave: Presencial
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- O modelo é dotado com o imobilizador e a chave dos tipos mais seguros.
- *: O Cruze LT 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P recebeu apenas 3 estrelas porque a sua chave é de segredo interno, segundo tipo mais inseguro de acordo com a Cesvi Brasil.
Ford Ka SPORT 1.6 FLEX MECÂNICO 8V 3P: 3,5 estrelas
- Alarme de série: Sim
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Criptografado
- Chave: Segredo externo circular
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo externo circular é apenas o terceiro tipo mais seguro de chave.
- O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.
Honda Civic (todas as versões): 3 estrelas
- Alarme de série: Sim
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Criptografado
- Chave: Segredo interno
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo interno é o segundo tipo menos inseguro.
- O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.
Chevrolet Cobalt (LT e LTZ 1.4): 3 estrelas
- Alarme de série: Sim
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Criptografado
- Chave: Segredo interno
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo interno é a segunda menos segura.
- O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.
Honda Fit (todas as versões): 3 estrelas
- Alarme de série: Sim
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Criptografado
- Chave: Segredo interno
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo interno é a segunda menos segura.
- O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.
Os menos seguros
Chery QQ 1.1L ACTECO GASOLINA 5P: 0,5 estrela
- Alarme de série: Não
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Não há
- Chave: Segredo externo
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo externo é o tipo menos seguro
JAC J6 2.0 16V DOHC 4P: 0,5 estrela
- Alarme de série: Não
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Não há
- Chave: Segredo externo
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo externo é o tipo menos seguro
JAC J5 1.5 16V DOHC VVT 4P: 0,5 estrela
- Alarme de série: Não
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Não há
- Chave: Segredo externo
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo externo é o tipo menos seguro
JAC J3 Turin 1.4 16V DOHC VVT 4P: 0,5 estrela
- Alarme de série: Não
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Não há
- Chave: Segredo externo
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo externo é o tipo menos seguro
JAC J3 1.4 16V DOHC VVT 5P: meia estrela
- Alarme de série: Não
- Trava de volante de série: Sim
- Imobilizador: Não há
- Chave: Segredo externo
- Acesso à bateria: Difícil
- Vidros laterais laminados de série: Não
- A chave de segredo externo é o tipo menos seguro
Confira a lista completa
1º Lugar - 4,5 estrelas
GM Cruze LTZ 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P
2º Lugar - 3,5 estrelas
Ford Ka SPORT 1.6 FLEX MECÂNICO 8V 3P
3º lugar - 3 estrelas
Honda Civic LXS 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda Civic LXL 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda Civic EXS 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
GM Cobalt LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
GM Cobalt LTZ 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
GM Cruze LT 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P
Honda FIT DX 1.4 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT LX 1.4 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT EX 1.5 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT EXL 1.5 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
4º lugar - 2,5 estrelas
GM Agile LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 5P
GM Agile LTZ 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 5P
Chery Cielo Hatch 1.6L ACTECO GASOLINA 4P
Chery Cielo Sedan 1.6L ACTECO GASOLINA 5P
Volkswagen Crossfox 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Crossfox 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Chery Face 1.3L 16V ACTECO FLEXFUEL 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L BASE FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.6L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.6L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L BASE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.6L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.6L PULSE FLEX 5P
Ford Ka 1.0 ROCAM FLEX MECÂNICO 8V 3P
Nissan March 1.6SV 16V FLEX 5P
Nissan March 1.6SR 16V FLEX 5P
Chery S18 1.3L 16V ACTECO FLEXFUEL 5P
Renault Sandero EXPRESSION 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero GT LINE 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero PRIVILÈGE 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero PRIVILÈGE 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 5P
Renault Sandero Stepway 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 5P
Chery Tiggo 2.0L 16V ACTECO GASOLINA 5P
5º lugar - 2 estrelas
Toyota Corolla XLi 1.8 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla GLi 1.8 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla XEi 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla Altis 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla XRS 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
6º lugar - 1,5 estrela
GM Cobalt LS 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
Volkswagen Fox 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 3P
Volkswagen Fox 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 BLUEMOTION TOTALFLEX 8V 5P
Volkswagen Fox PRIME 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox PRIME 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Fiat Grand Siena ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Grand Siena ESSENCE 1.6 FLEX MECÂNICO 16V 4P
Fiat Grand Siena ESSENCE 1.6 FLEX DUALOGIC 16V 4P
Fiat Grand Siena TETRAFUEL 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Nissan March 1.0 16V FLEX 5P
Nissan March 1.0S 16V FLEX 5P
Nissan March 1.6S 16V FLEX 5P
Volkswagen Novo Gol 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol POWER 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol POWER 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Fiat Novo Palio ATTRACTIVE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Palio ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Palio ESSENCE 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Novo Palio ESSENCE 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Novo Palio SPORTING 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Novo Palio SPORTING 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Palio FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Palio FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 5P
Fiat Punto ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Punto ESSENCE 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Punto ESSENCE 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Punto SPORTING 1.8 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Punto SPORTING 1.8 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Punto T-JET 1.4 TURBO GASOLINA MECÂNICO 16V 5P
Renault Sandero EXPRESSION 1.0 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero AUTHENTIQUE 1.0 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero Stepway 1.6 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero Stepway RIP CURL 1.6 HI-FLEX 16V 5P
Fiat Siena EL 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Siena EL 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage COMFORTLINE 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage COMFORTLINE 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 4P
7º Lugar - 1 estrela
GM Celta LS 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 3P
GM Celta LS 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 5P
GM Celta LT 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 5P
GM Classic LS 1.0 FLEXPOWER 4P
Volkswagen Gol G4 1.0 TOTAL FLEX 2P
Volkswagen Gol G4 1.0 TOTAL FLEX 5P
Volkswagen Gol G4 1.0 ECOMOTION TOTAL FLEX 2P
Volkswagen Gol G4 1.0 ECOMOTION TOTAL FLEX 5P
Renault Logan AUTHENTIQUE 1.0 HI-FLEX 16V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.0 HI-FLEX 16V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.6 HI-TORQUE 8V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 4P
Fiat Novo Uno VIVACE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 3P
Fiat Novo Uno VIVACE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno ECONOMY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 3P
Fiat Novo Uno ECONOMY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno WAY 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno WAY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno SPORTING 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
GM Prisma LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Uno MILLE FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Uno MILLE FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 5P
Fiat Uno MILLE WAY ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Uno MILLE WAY ECONOMY 1.0 FLEX 5P
8º lugar - 0,5 estrela
JAC J3 1. 4 16V DOHC VVT 5P
JAC J3 Turin 1. 4 16V DOHC VVT 4P
JAC J5 1. 5 16V DOHC VVT 4P
JAC J6 2.0 16V DOHC 4P
Chery QQ 1.1L ACTECO GASOLINA 5P
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Alta Roda - O futuro em jogo
Vários aspectos do novo regime de produção para a indústria automobilística, que começa em 2013 e vai até 2017, ainda estão em profundas análises por quem já produz ou pretende produzir aqui. O que esperar do futuro? Para o consumidor importa saber se comprará carros mais baratos, atualizados e econômicos.
Torna-se necessário diferenciar preço nominal (nas tabelas sugeridas) e preço real, que considera a inflação. Apesar de aceitar a matemática na discussão ser incomum, de fato, nos últimos cinco anos praticamente todos os automóveis baixaram de preço em termos reais, ou seja, subiram menos que a inflação. Sem falar do acréscimo de equipamentos sem reajuste de preço ou com reajuste parcial, forma disfarçada de descontos. Se a nova política de atrair investimentos alcançar pleno sucesso, cinco ou seis novos fabricantes produzirão no Brasil e a oferta de modelos será ainda maior que hoje. Caminho certo para compras mais acessíveis, considerado ainda o maior poder aquisitivo nos próximos anos.
Haverá também estímulos, em forma de crédito de até dois pontos percentuais no IPI, para as empresas que comprovarem investir um percentual do faturamento (excluídos impostos) em pesquisa, inovação e engenharia locais. A intenção é incentivar tecnologias mais modernas e próximas ao que existe hoje no exterior. A forma de se atestar continua meio obscura, porém o governo pretende delegar essa responsabilidade a certificadoras independentes. Exemplo: freio ABS será obrigatório, mas adoção de controle de trajetória/estabilidade (ESC, em inglês), que se associa ao ABS, fará jus ao desconto? Modelos híbridos estarão incluídos? Ponto positivo é o incentivo empresa a empresa, caso a caso, a fim de estimular a concorrência.
Muito ruim para o consumidor foi o governo permitir os fabricantes escolherem três, entre quatro requisitos, para se habilitar ao novo desenho industrial: pesquisa/inovação; engenharia/tecnologia industrial; etapas fabris/aumento de conteúdo local; e adesão ao programa de etiquetagem de consumo de combustível. Em outros termos, a informação primordial da eficiência do veículo continua facultativa, em vez de obrigatória. Os que optarem pelas etiquetas terão, agora, até cinco anos para incluir todos os modelos de sua produção e não somente alguns, como hoje. A chamada Nota Verde, do Ibama, ficou de fora, pois rendimento energético (controle de CO2) é mais relevante.
A mudança na aplicação de conteúdo local obrigará as fábricas a importar menos componentes com dólar barato e se esforçar em comprar autopeças para gerar empregos aqui e não no exterior.
Adotou-se um modo complexo de cálculos, sem índice fixo, como ocorria antes e de forma, digamos, amigável. No entanto, induzirá o aumento desse índice, o que não agradou a todos, claro.
Importadores que decidirem produzir no Brasil terão normas flexíveis de nacionalização. Poderão, ainda, ter desconto no acréscimo do IPI nos modelos que trazem do exterior, limitado a 50% do volume que fabricarão aqui. Tudo só será concedido depois do início da produção, para evitar falcatruas como a da Asia Motors, no final dos anos 1990, que importou sem impostos em troca de construir fábrica na Bahia e nunca saiu do papel.
RODA VIVA
IMPORTADORES que já têm planos anunciados de fábricas no Brasil – Chery, JAC, Suzuki, entre outros – tentarão acelerar os projetos. Quanto mais cedo começarem a produzir, mais cedo receberão de volta créditos de IPI sobre os modelos vindos do exterior no momento. Entretanto, as dificuldades são grandes porque há vários obstáculos que não existem na China ou Japão.
PARA a BMW o novo regime da indústria automobilística exige outras avaliações de médio e longo prazos. A marca alemã não deseja abrir mão de ter fabricação local. Legislação faz algumas exigências que impactam os custos e o volume dos investimentos. Movimentos de concorrentes diretos, como Mercedes-Benz e Audi, também entram nessas conjeturas.
ENQUANTO Anfavea mantém inalteradas suas previsões sobre crescimento de 4% a 5% do mercado interno em 2012, os menos otimistas acham que as vendas estacionam este ano, se os bancos continuarem seletivos demais e assustados com a inadimplência. Também se deve considerar que o primeiro semestre de 2011 foi muito bom e distorce as comparações.
MAHINDRA pretende fazer produto mais adaptado ao Brasil, quando decidir anunciar seu investimento em unidade industrial no Rio Grande do Sul. Além de reformulação estilística, em relação ao existente na Índia, já sabe que o brasileiro gosta de modelos robustos, mas não abre mão de conforto de marcha. Nisso, nossa engenharia de suspensões dá bailes.
NOVA resina para reparos de trincas em para-brisas começa a ser aplicada nas lojas brasileiras da Carglass. Desenvolvida na Inglaterra, objetivo é aumentar a durabilidade do conserto. Ao mesmo tempo, melhora o acabamento final, diminuindo a tendência, com o passar do tempo, de amarelecimento da resina no local do impacto.
Torna-se necessário diferenciar preço nominal (nas tabelas sugeridas) e preço real, que considera a inflação. Apesar de aceitar a matemática na discussão ser incomum, de fato, nos últimos cinco anos praticamente todos os automóveis baixaram de preço em termos reais, ou seja, subiram menos que a inflação. Sem falar do acréscimo de equipamentos sem reajuste de preço ou com reajuste parcial, forma disfarçada de descontos. Se a nova política de atrair investimentos alcançar pleno sucesso, cinco ou seis novos fabricantes produzirão no Brasil e a oferta de modelos será ainda maior que hoje. Caminho certo para compras mais acessíveis, considerado ainda o maior poder aquisitivo nos próximos anos.
Haverá também estímulos, em forma de crédito de até dois pontos percentuais no IPI, para as empresas que comprovarem investir um percentual do faturamento (excluídos impostos) em pesquisa, inovação e engenharia locais. A intenção é incentivar tecnologias mais modernas e próximas ao que existe hoje no exterior. A forma de se atestar continua meio obscura, porém o governo pretende delegar essa responsabilidade a certificadoras independentes. Exemplo: freio ABS será obrigatório, mas adoção de controle de trajetória/estabilidade (ESC, em inglês), que se associa ao ABS, fará jus ao desconto? Modelos híbridos estarão incluídos? Ponto positivo é o incentivo empresa a empresa, caso a caso, a fim de estimular a concorrência.
Muito ruim para o consumidor foi o governo permitir os fabricantes escolherem três, entre quatro requisitos, para se habilitar ao novo desenho industrial: pesquisa/inovação; engenharia/tecnologia industrial; etapas fabris/aumento de conteúdo local; e adesão ao programa de etiquetagem de consumo de combustível. Em outros termos, a informação primordial da eficiência do veículo continua facultativa, em vez de obrigatória. Os que optarem pelas etiquetas terão, agora, até cinco anos para incluir todos os modelos de sua produção e não somente alguns, como hoje. A chamada Nota Verde, do Ibama, ficou de fora, pois rendimento energético (controle de CO2) é mais relevante.
A mudança na aplicação de conteúdo local obrigará as fábricas a importar menos componentes com dólar barato e se esforçar em comprar autopeças para gerar empregos aqui e não no exterior.
Adotou-se um modo complexo de cálculos, sem índice fixo, como ocorria antes e de forma, digamos, amigável. No entanto, induzirá o aumento desse índice, o que não agradou a todos, claro.
Importadores que decidirem produzir no Brasil terão normas flexíveis de nacionalização. Poderão, ainda, ter desconto no acréscimo do IPI nos modelos que trazem do exterior, limitado a 50% do volume que fabricarão aqui. Tudo só será concedido depois do início da produção, para evitar falcatruas como a da Asia Motors, no final dos anos 1990, que importou sem impostos em troca de construir fábrica na Bahia e nunca saiu do papel.
RODA VIVA
IMPORTADORES que já têm planos anunciados de fábricas no Brasil – Chery, JAC, Suzuki, entre outros – tentarão acelerar os projetos. Quanto mais cedo começarem a produzir, mais cedo receberão de volta créditos de IPI sobre os modelos vindos do exterior no momento. Entretanto, as dificuldades são grandes porque há vários obstáculos que não existem na China ou Japão.
PARA a BMW o novo regime da indústria automobilística exige outras avaliações de médio e longo prazos. A marca alemã não deseja abrir mão de ter fabricação local. Legislação faz algumas exigências que impactam os custos e o volume dos investimentos. Movimentos de concorrentes diretos, como Mercedes-Benz e Audi, também entram nessas conjeturas.
ENQUANTO Anfavea mantém inalteradas suas previsões sobre crescimento de 4% a 5% do mercado interno em 2012, os menos otimistas acham que as vendas estacionam este ano, se os bancos continuarem seletivos demais e assustados com a inadimplência. Também se deve considerar que o primeiro semestre de 2011 foi muito bom e distorce as comparações.
MAHINDRA pretende fazer produto mais adaptado ao Brasil, quando decidir anunciar seu investimento em unidade industrial no Rio Grande do Sul. Além de reformulação estilística, em relação ao existente na Índia, já sabe que o brasileiro gosta de modelos robustos, mas não abre mão de conforto de marcha. Nisso, nossa engenharia de suspensões dá bailes.
NOVA resina para reparos de trincas em para-brisas começa a ser aplicada nas lojas brasileiras da Carglass. Desenvolvida na Inglaterra, objetivo é aumentar a durabilidade do conserto. Ao mesmo tempo, melhora o acabamento final, diminuindo a tendência, com o passar do tempo, de amarelecimento da resina no local do impacto.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
O que meros R$ 10 bilhões podem fazer
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| O BMW X1, crossover que poderá ser montado aqui em sistema CKD pela marca alemã - BMW/Divulgação |
O desembolso total em novas fábricas é estimado em aproximadamente R$ 10 bilhões (não inclui expansões). Tamanho volume não era visto desde meados dos anos 90, quando diversas marcas se instalaram no Brasil - e as que aqui estavam se viram obrigadas a ampliar sua capacidade produtiva. Nesse período, foram inauguradas as fábricas da Toyota em Indaiatuba (SP), Honda em Sumaré (SP), Peugeot-Citroën em Porto Real (RJ), Renault-Nissan em São José dos Pinhais (PR), Mitsubishi em Catalão (GO) e Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG). Na mesma época, a Volkswagen ergueu uma unidade no Paraná; a Ford, na Bahia; e a GM, no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, a Fiat ampliava suas linhas de montagem em Minas Gerais.
Quase 20 anos depois, após vários momentos de crise, o mercado brasileiro vem batendo seguidos recordes de produção e vendas e passou a ser um dos poucos no mundo com capacidade de expansão, ao lado de China, Índia e Rússia. O novo ciclo pode não ser tão grandioso como o dos anos 90, mas mostra uma luta aguerrida por aumento de participação de mercado no Brasil, ou, no caso das quatro montadoras que mais vendem (Fiat, VW, GM e Ford), uma tentativa de minimizar as inevitáveis perdas de fatia no bolo.
"Essas quatro marcas, que tinham quase 100% nos anos 80, caíram para 80% nos anos 90 e hoje têm 70%", diz João Carlos Rodrigues, diretor-presidente da consultoria Jato Brasil, especializada em indústria automobilística global. "A médio prazo, devem chegar a 60%. Em nenhum mercado do mundo as quatro líderes, sejam que marcas forem, concentram mais de 50% das vendas"
Coreanos e japoneses
A nova rodada de inaugurações começa no segundo semestre deste ano, com as inaugurações de duas fábricas quase vizinhas: a da coreana Hyundai em Piracicaba (SP) e a da japonesa Toyota em Sorocaba (SP). Elas também têm em comum o mix de produtos - modelos compactos, bem equipados e com uma promessa geral de preços bastante competitivos.
A chegada da coreana Hyundai como fabricante traz ao país uma das marcas que mais crescem no mundo, conhecida pela agressividade estratégica e pela rápida evolução de seus produtos. Será a primeira fábrica de uma marca coreana no Brasil. Seu importador, o grupo Caoa, mantém uma linha de montagem em CKD (as peças vêm desmontadas de fora) em Anápolis (GO), de onde saem o jipe Tucson e a caminhonete HR, mas o investimento é todo nacional. Em Piracicaba, é 100% coreano.
A unidade terá capacidade para produzir 150 mil veículos por ano. Seu primeiro fruto será um hatch com preço na faixa do líder de mercado, o VW Gol. O nome do carro ainda não foi definido, mas o "Projeto HB" foi feito especificamente para o mercado brasileiro. O modelo terá motor 1.0 ou 1.6 flex, desenho arrojado e pacote de equipamentos generoso, até com opção de câmbio automático. No ano que vem, a mesma plataforma dará origem a um sedã compacto e, em 2014, a um jipinho ao estilo do Ford EcoSport. Ou seja, a Hyundai mira nos segmentos de maior volume do mercado brasileiro.
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| Toyota Etios - Toyota/Divulgação |
O sedã da Toyota entrará na seara dos carros que são "compactos-mas-nem-tanto", inaugurada pelo Renault Logan e imitada por Chevrolet Cobalt e Nissan Versa. O hatch também promete bom espaço interno. A nova unidade fabril terá capacidade para 70 mil unidades por ano. A estreia dos modelos feitos no interior paulista terá como palco o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro.
Essas duas fábricas serão as primeiras de uma série programada para os próximos anos. Outra japonesa, a Nissan, anunciou no ano passado que fará uma nova planta em Resende (RJ), onde serão produzidos inicialmente os compactos March e Versa, hoje importados do México. A capacidade da planta será de 200 mil unidades anuais. Sua conterrânea Suzuki terá uma operação bem mais modesta em Itumbiara (GO), para produção do jipinho Jimny em 2013 (7 mil unidades por ano).
Chineses
Outra grande onda de investimentos virá de marcas chinesas. A Chery já ergue sua fábrica em Jacareí (SP), onde será produzido inicialmente o compacto S-18, a partir de 2013. A capacidade será superior a 150 mil unidades por ano.
Sua rival de origem chinesa, a JAC Motors, escolheu Camaçari (BA), com 80% de capital de seu importador brasileiro, o Grupo SHC. As obras começam em maio e a capacidade será de 100 mil unidades por ano. Os modelos serão a próxima geração do hatch J3 e do sedã J3 Turin.
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| O coreano SsangYong Korando - SsangYong/Divulgação |
Outras marcas
Nos bastidores da indústria automotiva, muita gente aposta que as próximas marcas asiáticas a tentar a sorte no Brasil como fabricantes são a indiana Tata e a coreana Kia Motors.
A segunda rodada de investimentos das montadoras não alcança somente os modelos "populares". Para quem espera opções mais luxuosas, a grande expectativa no fim de março era em relação ao anúncio da primeira fábrica da BMW em solo brasileiro, no sistema CKD. O compacto premium Série 1 e o jipinho X1 são os modelos mais cotados para ganhar cidadania brasileira. O anúncio só não havia saído antes por causa do recente aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados, que irritou os executivos alemães da BMW.
Sua grande rival, a Mercedes-Benz, também sinaliza que voltará a produzir carros de passeio, provavelmente em Juiz de Fora (MG), onde hoje são feitos apenas caminhões. De lá saía o modelo Classe A, que não fez sucesso por aqui. Nos planos estão um sedã ou um crossover derivado da nova geração do Classe A, apresentada em março em Genebra.
Essa segunda invasão de "newcomers" preocupa as quatro marcas de maior tradição no Brasil. Mas elas não assistirão passivamente a esse movimento. A Fiat foi a primeira a anunciar uma nova fábrica, a ser erguida em Goiana (PE). O objetivo: fazer um modelo menor que o novo Uno para aposentar o Mille em 2014.
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| O pequeno Volkswagen Up! chega em 2014 com a promessa de ser mais barato que o Gol - Volkswagen/Divulgação |
Para Rodrigues, da Jato Brasil, é preciso aguardar as estratégias de cada marca para saber se os preços serão mesmo pressionados para baixo. "De qualquer forma, essa concorrência já impede que as montadoras reajustem valores, mesmo quando o modelo tem mudanças radicais de estilo ou mecânica."
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Alta Roda - Falso dilema
A chamada Lei Seca, que procura inibir o ato de dirigir sob efeito de álcool ou de substâncias entorpecentes, sofreu um rude golpe depois da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na semana passada, confirmou a interpretação constitucional de que ninguém é obrigado a se submeter ao teste do bafômetro ou ao exame de sangue porque estaria produzindo provas contra si mesmo, em caso de responder a processo criminal.
Dois fatos precisam ficar claros. Primeiramente, não há Lei Seca no Brasil porque se estabeleceu um limite mínimo de tolerância de 0,2 grama de álcool por litro de sangue. Entre 0,2 g/l e 0,6 g/l o motorista recebe multa de R$ 957,00 e tem a carteira de habilitação suspensa por até um ano. São referências bastante rígidas, no mesmo nível de outros 20 países. Se o motorista exceder o limite superior, comete crime e é processado, mas a partir de agora lhe fica assegurado pelo STJ o direito de recusa aos testes.
O segundo fato é que, mesmo se negando a qualquer avaliação legal, o infrator hoje já sofre penalidades pecuniárias e administrativas acima descritas. Mas quem realmente abusou dos limites fica livre da cadeia, o que inviabiliza o ponto mais forte da lei. O STJ culpou a redação, aprovada pelo Congresso em 2008, ao estabelecer o escalonamento alcoólico. Os juízes protagonizaram votação apertada, cinco votos a quatro.
Diversos juristas discordam, pois provas testemunhais, fotografias ou vídeos são válidas diante de algo tão grave. Sinais notórios de embriaguez (hálito forte, confusão mental, desequilíbrio espacial, fala prejudicada, olhos avermelhados) deveriam levar o motorista, no mínimo, a dormir uma noite na cadeia e, depois de processado, cumprir pena em regime fechado.
Países como os EUA resolveram esse impasse. A maioria dos 50 estados impõe a concordância aos testes químicos (bafômetro, sangue ou urina) para receber a carteira de habilitação. O consultor Rexford Parker informou à coluna que as tentativas de apelar para a Constituição foram rechaçadas.
“Mesmo quem bebeu um só copo de cerveja submete-se ou a carteira é suspensa no mínimo por 90 dias. Alguns estados decretam a prisão em flagrante de quem recusar o teste quando há acidente, está acima da velocidade, transporta menores de idade ou recebeu condenação anterior por dirigir sob influência de álcool ou drogas.” Na França, se o motorista repudiar o bafômetro, exame de sangue se torna obrigatório.
O Congresso Nacional movimenta-se para reformular a lei e já se fala em tolerância zero, a exemplo do que ocorre no Japão, Suécia e Noruega, ou seja, nenhuma concentração de álcool no sangue, uma verdadeira Lei Seca. Testemunhas durante as blitze seriam suficientes. Mas o motorista poderia solicitar o uso do bafômetro, dessa vez como prova de defesa e não de autoacusação.
Por outro lado, parece injusto punir da mesma forma quem ingeriu um ou dez copos de bebida alcoólica. Vários países têm limites um pouco superiores a 0,6 g/l, mas isso é menos relevante. O que não pode continuar é o falso dilema de produzir prova contra si mesmo. Se a Lei (totalmente) Seca for a única forma de resolver, que venha.
RODA VIVA
LISTA organizada por um blog na Austrália apontou os 100 modelos mais vendidos no mundo. Corolla teria liderado com 1,142 milhão de unidades em 2011. Porém, sob critérios discutíveis. Todos os Corollas estão juntos, inclusive versões hatch (Auris, na Europa; Matriz, nos EUA). Mas Golf e Jetta, por exemplo, hatch e sedã do mesmo modelo, somaram 1,559 milhão.
CONFORME antecipou a coluna, a Honda começou a construir agora nova fábrica México. Produzirá o Fit, a partir de 2014, para exportação aos EUA e todas as Américas. Significa que se o modelo passar a vir do México ao Brasil, libera espaço na unidade de Sumaré (SP) para o futuro compacto da marca japonesa. Sem a necessidade de construir novas instalações industriais.
AMAROK com inédito câmbio automático de oito marchas torna-se referência no segmento de picapes médias. Vai além, ao adotar sistema 4x4 permanente, cujo diferencial central Torsen distribui tração entre os eixos dianteiro e traseiro, conforme o uso exigir. Terceiro item exclusivo é freio ABS para superfícies não pavimentadas. Desempenho fora de estrada impressiona.
VOLTA da picape pesada Ram (ex-Dodge), importada do México, comprova interesse da Chrysler no mercado brasileiro. Única no segmento e oferecida por R$ 150.000. Preço muito competitivo, considerando 30% adicionais de IPI, nível de equipamentos e novo motor diesel de 310 cv e torque de 84 kgf.m que dá inveja a caminhão. Aliás, para dirigi-lo só com carteira de camioneiro.
CHERY assumiu operações de importação de todos seus modelos da China, antes de responsabilidade da empresa paulista Venko. Decisão se deve à integração com a fábrica que constrói em Jacareí (SP), prevista para o segundo semestre de 2013. Rely, subsidiária de veículos comerciais da Chery, ficará com a Venko.
Dois fatos precisam ficar claros. Primeiramente, não há Lei Seca no Brasil porque se estabeleceu um limite mínimo de tolerância de 0,2 grama de álcool por litro de sangue. Entre 0,2 g/l e 0,6 g/l o motorista recebe multa de R$ 957,00 e tem a carteira de habilitação suspensa por até um ano. São referências bastante rígidas, no mesmo nível de outros 20 países. Se o motorista exceder o limite superior, comete crime e é processado, mas a partir de agora lhe fica assegurado pelo STJ o direito de recusa aos testes.
O segundo fato é que, mesmo se negando a qualquer avaliação legal, o infrator hoje já sofre penalidades pecuniárias e administrativas acima descritas. Mas quem realmente abusou dos limites fica livre da cadeia, o que inviabiliza o ponto mais forte da lei. O STJ culpou a redação, aprovada pelo Congresso em 2008, ao estabelecer o escalonamento alcoólico. Os juízes protagonizaram votação apertada, cinco votos a quatro.
Diversos juristas discordam, pois provas testemunhais, fotografias ou vídeos são válidas diante de algo tão grave. Sinais notórios de embriaguez (hálito forte, confusão mental, desequilíbrio espacial, fala prejudicada, olhos avermelhados) deveriam levar o motorista, no mínimo, a dormir uma noite na cadeia e, depois de processado, cumprir pena em regime fechado.
Países como os EUA resolveram esse impasse. A maioria dos 50 estados impõe a concordância aos testes químicos (bafômetro, sangue ou urina) para receber a carteira de habilitação. O consultor Rexford Parker informou à coluna que as tentativas de apelar para a Constituição foram rechaçadas.
“Mesmo quem bebeu um só copo de cerveja submete-se ou a carteira é suspensa no mínimo por 90 dias. Alguns estados decretam a prisão em flagrante de quem recusar o teste quando há acidente, está acima da velocidade, transporta menores de idade ou recebeu condenação anterior por dirigir sob influência de álcool ou drogas.” Na França, se o motorista repudiar o bafômetro, exame de sangue se torna obrigatório.
O Congresso Nacional movimenta-se para reformular a lei e já se fala em tolerância zero, a exemplo do que ocorre no Japão, Suécia e Noruega, ou seja, nenhuma concentração de álcool no sangue, uma verdadeira Lei Seca. Testemunhas durante as blitze seriam suficientes. Mas o motorista poderia solicitar o uso do bafômetro, dessa vez como prova de defesa e não de autoacusação.
Por outro lado, parece injusto punir da mesma forma quem ingeriu um ou dez copos de bebida alcoólica. Vários países têm limites um pouco superiores a 0,6 g/l, mas isso é menos relevante. O que não pode continuar é o falso dilema de produzir prova contra si mesmo. Se a Lei (totalmente) Seca for a única forma de resolver, que venha.
RODA VIVA
LISTA organizada por um blog na Austrália apontou os 100 modelos mais vendidos no mundo. Corolla teria liderado com 1,142 milhão de unidades em 2011. Porém, sob critérios discutíveis. Todos os Corollas estão juntos, inclusive versões hatch (Auris, na Europa; Matriz, nos EUA). Mas Golf e Jetta, por exemplo, hatch e sedã do mesmo modelo, somaram 1,559 milhão.
CONFORME antecipou a coluna, a Honda começou a construir agora nova fábrica México. Produzirá o Fit, a partir de 2014, para exportação aos EUA e todas as Américas. Significa que se o modelo passar a vir do México ao Brasil, libera espaço na unidade de Sumaré (SP) para o futuro compacto da marca japonesa. Sem a necessidade de construir novas instalações industriais.
AMAROK com inédito câmbio automático de oito marchas torna-se referência no segmento de picapes médias. Vai além, ao adotar sistema 4x4 permanente, cujo diferencial central Torsen distribui tração entre os eixos dianteiro e traseiro, conforme o uso exigir. Terceiro item exclusivo é freio ABS para superfícies não pavimentadas. Desempenho fora de estrada impressiona.
VOLTA da picape pesada Ram (ex-Dodge), importada do México, comprova interesse da Chrysler no mercado brasileiro. Única no segmento e oferecida por R$ 150.000. Preço muito competitivo, considerando 30% adicionais de IPI, nível de equipamentos e novo motor diesel de 310 cv e torque de 84 kgf.m que dá inveja a caminhão. Aliás, para dirigi-lo só com carteira de camioneiro.
CHERY assumiu operações de importação de todos seus modelos da China, antes de responsabilidade da empresa paulista Venko. Decisão se deve à integração com a fábrica que constrói em Jacareí (SP), prevista para o segundo semestre de 2013. Rely, subsidiária de veículos comerciais da Chery, ficará com a Venko.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Alta Roda - Fortes emoções
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| Reprodução Consulado Social |
O Brasil exportou, de 2000 a 2011, ao mercado mexicano cerca de 1,5 milhão de veículos e importou 500.000. O balanço nos é favorável em US$ 13 bilhões. No entanto, ocorreram mudanças importantes no período. O México possuía uma moeda forte e a nossa havia passado por desvalorização severa. Hoje, o real está valorizado e o peso, enfraquecido.
O fator cambial fica esquecido muitas vezes. Para efeito prático, o imposto de importação, para quem paga, de 35% foi zerado (em termos reais) há muito tempo e se pode considerá-lo até um imposto negativo. Mas, as tolices continuam sendo repetidas, quando se comparam preços.
Na realidade, o Brasil deseja equilibrar o comércio com o México. O intercâmbio livre atual só inclui automóveis e comerciais leves e com dólar a R$ 1,70 as exportações só não pararam porque ficaria muito caro voltar depois. Caminhões e ônibus brasileiros têm que pagar imposto de importação lá e como seu preço é 10 vezes superior a um automóvel pequeno, uma alíquota zerada melhoraria a relação de troca.
Outro equívoco é comparar o índice mínimo de nacionalização de 30%, no México e 65%, no Brasil. As fórmulas de cálculo diferem, porém, ao final se equivalem. Ocorre que o conteúdo local das marcas há mais tempo produzindo aqui supera os 85% e, novamente, o fator cambial distorce comparações. Carro argentino, por exemplo, importado para o Brasil tem, em média, maior conteúdo de peças brasileiras do que a montagem do Hyundai Tucson, em Anápolis (GO). Tudo dentro da lei, porém os custos de produção são bem diferentes e, por consequência, as condições de venda, incluindo aí investimentos em marketing.
A negociação Brasil-México valerá também para o Mercosul e pode se arrastar por semanas. Acordo deve sair, nem que se retorne ao regime de cotas, válido entre 2000 e 2006. Inequivocamente, fabricantes como Mazda e Mercedes-Benz querem se instalar no México, com sua moeda enfraquecida, para exportar ao Brasil. Nissan fará investimento pesado lá, mas preferiu não arriscar e também terá fábrica aqui, em Resende (RJ).
Para o consumidor interessa mais automóveis produzidos no País e que a concorrência abaixe os preços. Ninguém vai se instalar para fabricar velharias. Com a decisão da BMW (ainda não pormenorizada) da fábrica brasileira, a Mercedes-Benz já acenou, à luz da discussão do acordo, voltar a produzir aqui. Quem sabe, a Audi também.
Por fim, importar é atividade complicada em qualquer mercado. Há riscos cambial, legislativo e de logística, entre outros. Em 1999, o real se desvalorizou frente ao dólar, de R$ 1,10 para R$ 2,00. Quatro anos depois, beirou os R$ 4,00. Marcas e redes de assistência foram a nocaute, sem mudança de alíquota de nenhum imposto. Todos precisam estar preparados para fortes emoções.
RODA VIVA
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| Ford/Divulgação |
COTAÇÕES entre moedas mudam o panorama ao longo do tempo. O Fusca, por exemplo, teve seu fim apressado quando o marco alemão subiu muito em relação ao dólar, nos anos 1970. Valorização do euro levou fabricantes europeus a abrir fábricas nos EUA. E os japoneses, com a recente escalada do iene, só pensam em construir novas instalações fora do seu país.
SPORTAGE flex de 2 litros segue a mesma fórmula de privilegiar o desempenho com etanol, em termos de potência e toque. São 178 cv (mais 5,3%), porém a Kia não informa o consumo, impedindo a comparação correta entre os combustíveis. Câmbio automático de seis marchas também é novidade no utilitário esporte sul-coreano. Mantidas opções 4x2 e 4x4.
CHERY começou a vender, sem prévio aviso, o monovolume compacto Face equipado com motor flex de 1,3 litro/91 cv. Trata-se da mesma unidade motriz do hatch S18. Parte de R$ 30.000,00, ainda sem aplicação do valor elevado do IPI. Pelo menos os chineses tendem a absorver essa diferença.
ALÉM da atenção para que todos os ocupantes do veículo usem os cintos de segurança – sempre e não apenas nas viagens de verão –, é preciso observar se os cadarços (fitas) estão deslizando normalmente. Uso contínuo e descuidado tende a torcê-los, comprometendo sua proteção. Sem treinar antes, pode ser demorada a operação fundamental de distorcer os cadarços.
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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Governo divulga lista das 18 montadoras livres do aumento do IPI
O governo divulgou hoje a lista das 18 montadoras instaladas no Brasil que estão livres do pagamento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) mais alto na produção de veículos em território nacional até dezembro de 2012.
Agrale
Fiat
Ford
General Motores (Chevrolet)
Honda
Hyundai (CAOA)
Iveco
MAN
Mercedes-Benz do Brasil (caminhões)
Mitsubishi (MMC Automotores)
Nissan
PSA Peugeot Citroën
Renault
Scania
Toyota
Volkswagen
Volvo (caminhões)
International Indústria Automotiva da América do Sul
Todas atendem as regras de produção nacional e de investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo, conforme estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essas condições integram o plano “Brasil Maior”, criado no fim do ano passado para "estimular" a indústria nacional, especialmente as montadoras já instaladas em território brasileiro, e para "atrair" as estrangeiras a construirem fábricas no país - sem contar que serviu para acabar com o "oba-oba" das marcas chinesas.
É curioso observar que a Mercedes-Benz, mesmo com fábrica em Juiz de Fora (MG), só conseguiu a isenção do IPI para caminhões. Mas isso é compreensível, já que a planta mineira sempre foi uma incógnita.
As outras marcas, como Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo sofrerão com o aumento da alíquota de 30 pontos percentuais sobre o IPI, que varia de 7% a 25%, dependendo da motorização do veículo.
O que você acha dessa história toda?
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Honda
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Nissan
PSA Peugeot Citroën
Renault
Scania
Toyota
Volkswagen
Volvo (caminhões)
International Indústria Automotiva da América do Sul
Todas atendem as regras de produção nacional e de investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo, conforme estudo realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Essas condições integram o plano “Brasil Maior”, criado no fim do ano passado para "estimular" a indústria nacional, especialmente as montadoras já instaladas em território brasileiro, e para "atrair" as estrangeiras a construirem fábricas no país - sem contar que serviu para acabar com o "oba-oba" das marcas chinesas.
É curioso observar que a Mercedes-Benz, mesmo com fábrica em Juiz de Fora (MG), só conseguiu a isenção do IPI para caminhões. Mas isso é compreensível, já que a planta mineira sempre foi uma incógnita.
As outras marcas, como Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo sofrerão com o aumento da alíquota de 30 pontos percentuais sobre o IPI, que varia de 7% a 25%, dependendo da motorização do veículo.
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Ford, GM, Peugeot, Honda e Fiat registram queda em vendas no Brasil em 2011
Reprodução do site da Folha.
Três das quatro maiores fabricantes de veículos no Brasil --Ford, GM (General Motors) e Fiat-- registraram queda nas vendas e consequente redução da participação no mercado brasileiro em 2011, informa reportagem de Venceslau Borlina Filho publicada na Folha desta quinta-feira.
A Ford apresentou a queda mais acentuada em relação a 2010, seguida por GM e Fiat. Já a fatia de mercado das empresas variou negativamente de 0,82 a 1,3 pontos percentuais no período.
*Nota do blogueiro: Mas a pior queda foi a da Honda. O principal motivo foi o terremoto no Japão, que atrapalhou bastante os planos da marca, que sofreu com a escassez de peças (como as ligadas à transmissão automática). O Civic 2012 acabou sendo adiado (principalmente) por causa do terremoto.
Por outro lado, marcas com pouco tempo de comercialização no país tiveram os melhores resultados, impulsionando o resultado geral de aumento na venda de veículos em 2011, de 2,90%.
Segundo os dados da Fenabrave (federação dos distribuidores de veículos), as chinesas Chery e Hafei, as japonesas Nissan e Suzuki e a britânica Land Rover foram as que mais cresceram em vendas durante o ano.
"A competitividade gerada com a chegada de outras fabricantes, associada à falta de novos produtos por essas empresas, resultaram nessa mudança", disse o professor e consultor da MSX International, Arnaldo Brazil.
Fonte: Folha
Três das quatro maiores fabricantes de veículos no Brasil --Ford, GM (General Motors) e Fiat-- registraram queda nas vendas e consequente redução da participação no mercado brasileiro em 2011, informa reportagem de Venceslau Borlina Filho publicada na Folha desta quinta-feira.
A Ford apresentou a queda mais acentuada em relação a 2010, seguida por GM e Fiat. Já a fatia de mercado das empresas variou negativamente de 0,82 a 1,3 pontos percentuais no período.
*Nota do blogueiro: Mas a pior queda foi a da Honda. O principal motivo foi o terremoto no Japão, que atrapalhou bastante os planos da marca, que sofreu com a escassez de peças (como as ligadas à transmissão automática). O Civic 2012 acabou sendo adiado (principalmente) por causa do terremoto.
Por outro lado, marcas com pouco tempo de comercialização no país tiveram os melhores resultados, impulsionando o resultado geral de aumento na venda de veículos em 2011, de 2,90%.
Segundo os dados da Fenabrave (federação dos distribuidores de veículos), as chinesas Chery e Hafei, as japonesas Nissan e Suzuki e a britânica Land Rover foram as que mais cresceram em vendas durante o ano.
"A competitividade gerada com a chegada de outras fabricantes, associada à falta de novos produtos por essas empresas, resultaram nessa mudança", disse o professor e consultor da MSX International, Arnaldo Brazil.
Fonte: Folha
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Alta Roda - Vençam os melhores
| Fiat/Divulgação |
A mudança relevante nos números estonteantes dos últimos oito anos, que elevaram o País à posição de quarto mercado mundial (sexto em produção), está na cadência. Será mais difícil, de agora em diante, superar a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), como ocorria até este ano. Em 2011, as vendas atingirão 3,7 milhões de unidades, 5% acima de 2010, enquanto PIB deverá subir em torno de 3,5%.
Para 2012, a maioria prevê o mercado acelerando 3% (pessimistas, 2%; otimistas, 4%), alinhado ao PIB. O bom ânimo dos palestrantes se deve ao desejo permanente da classe média emergida em adquirir um carro novo. Pesquisa da GfK indica que 16% dos brasileiros, em geral, demonstraram essa intenção para os próximos seis meses. Afinal, estamos longe da saturação dos mercados maduros. Este ano, vamos adquirir 19 veículos para cada grupo de 1.000 habitantes. Nos EUA, nos anos bons, são 60 para cada 1.000.
Na realidade, está nas mãos do governo a calibragem fina da demanda. Embora todos concordassem que a taxa de juros continuará a cair, o nível do crédito está sob controle para evitar desequilíbrios. Prazos de financiamento menores aumentaram as prestações na média em 20%. Por essa razão, quem ganha RS 2.000,00 deixa de atingir a renda mínima e acaba, quando muito, apenas trocando seu atual carrinho por outro menos usado, adiando o salto para o novo.
A consultora Letícia Costa sinalizou um ponto muito positivo: “Pela primeira vez vejo a economia brasileira, mesmo crescendo menos, mais previsível do que a global”. Porém, colocou suas preocupações sobre a inflação.
Quem acha que o IPI majorado para modelos importados de países sem parceria com o Brasil diminuirá a concorrência interna, engana-se. Estoques estão altos e as margens serão apertadas em 2012 e nos próximos anos. As quatro principais marcas continuarão encolhendo participação, embora ampliando investimentos porque a procura crescente compensa parte do que foi perdido. A PSA Peugeot Citroën, por exemplo, anuncia essa semana que dobrará sua capacidade produtiva em Porto Real (RJ).
Entre outras perspectivas positivas apontadas no congresso, destacam-se pelo menos duas. Em 2020, o Brasil poderá ser a quinta economia mundial, ultrapassando a Alemanha, mas batido pela Índia. Em curto prazo, a chinesa Chery pretende antecipar em seis meses, para o primeiro semestre de 2013, o início da produção em Jacareí (SP).
Ótimo que isso aconteça. Diferentes empresas, de várias origens, produzindo sob as mesmas condições econômicas, enfrentando as agruras do Custo Brasil, além da severa e complicada carga tributária. Também sem o conforto artificial da taxa de câmbio que faz dos brasileiros os reis, comprando no exterior, e plebeus em seu mercado interno.
É assim que deve ser e que vençam os melhores. Hora de parar de chorar, arregaçar as mangas e trabalhar.
RODA VIVA
MÉXICO reserva surpresas. Chevrolet produz lá o Aveo de geração anterior e importa o Sonic (novo Aveo) da Coreia do Sul. Decidiu fabricar, no próximo ano, versão simplificada do Sonic, já feito nos EUA, com motor menos potente e materiais mais baratos. Preço bom internamente e Brasil e Argentina poderão importá-lo sem imposto.
CORRENDO para aproveitar o apetitoso mercado brasileiro, Rolls-Royce abriu escritório no Brasil e nomeou como concessionário a Via Itália (também Ferrari, Lamborghini e Maserati). Loja, em São Paulo, estará aberta em seis meses para vender de 10 a 15 unidades/ano, do Ghost (R$ 2 milhões) ao Phantom (R$ 3 milhões). Significa 0,5% das vendas mundiais da marca.
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| Kia/Divulgação |
PODE parecer milagre, mas não é. Na VIII Maratona Universitária da Eficiência Energética, no kartódromo de Interlagos, o vencedor dessa vez usou um motor a etanol. Equipe Etanóis, do Oeste do Paraná, marcou 736,395 km/l, novo recorde. Derrotou em economia de combustível a Equipe Ecoville, de Joinville. Com gasolina alcançou apenas 594,394 km/l.
DIA da Engenharia Alemã, na sede da Câmara Brasil Alemanha, em São Paulo, destacou uma observação do brasileiro Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil. “Nos próximos 15 anos veremos mais desenvolvimento no setor automobilístico, considerando os desafios energéticos e ambientais, do que nos últimos 50 anos”. A coluna acrescenta: haja dinheiro...
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Aumento do IPI para carros importados é adiado
Estava demorando, mas o Supremo Tribunal Federal finalmente se manifestou e da maneira que muitos (contando comigo) esperavam: o aumento do IPI para carros importados foi adiado para dezembro.
Maioria do STF vota por adiamento de cobrança de IPI maior
FELIPE SELIGMAN - DE BRASÍLIA
A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira que a medida do governo federal de aumentar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros (importados, com exceção dos modelos vindos do México, Argentina e Uruguai) só pode entrar em vigor a partir da segunda quinzena de dezembro.
Sete ministros já votaram, todos a favor de suspender o artigo 16 do decreto 7.567, editado no dia 16 de setembro, que determinou que o aumento de IPI ocorreria imediatamente. São eles o relator Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Gilmar Mendes.
Eles avaliaram que é inconstitucional a entrada imediata em vigor da regra ao entender que qualquer mudança do tributo deve respeitar os princípios da anterioridade nonagesimal e o da não surpresa. Em outras palavras, deve esperar noventa dias para não surpreender o contribuinte.
Faltam os votos de Celso de Mello e Cezar Peluso. Durante os debates, alguns ministros sugeriram, também, que aqueles contribuintes que compraram carro com o IPI já corrigido deverão receber a diferença de volta.
Fonte: Folha.com
Maioria do STF vota por adiamento de cobrança de IPI maior
FELIPE SELIGMAN - DE BRASÍLIA
A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira que a medida do governo federal de aumentar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros (importados, com exceção dos modelos vindos do México, Argentina e Uruguai) só pode entrar em vigor a partir da segunda quinzena de dezembro.
Sete ministros já votaram, todos a favor de suspender o artigo 16 do decreto 7.567, editado no dia 16 de setembro, que determinou que o aumento de IPI ocorreria imediatamente. São eles o relator Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Gilmar Mendes.
Eles avaliaram que é inconstitucional a entrada imediata em vigor da regra ao entender que qualquer mudança do tributo deve respeitar os princípios da anterioridade nonagesimal e o da não surpresa. Em outras palavras, deve esperar noventa dias para não surpreender o contribuinte.
Faltam os votos de Celso de Mello e Cezar Peluso. Durante os debates, alguns ministros sugeriram, também, que aqueles contribuintes que compraram carro com o IPI já corrigido deverão receber a diferença de volta.
Fonte: Folha.com
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Governo regulamenta aumento do IPI para carros importados
Veja oa notícia publicada no site Folha.com, feita pelos repórteres Ana Carolina Oliveira, Eduardo Cucolo e Cirilo Junior:
O governo anunciou na quinta-feira (15) a elevação do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional. A medida vale a partir de hoje.
As empresas, no entanto, terão dois meses para provar que atendem às novas regras. Nesse prazo, o imposto continua nos níveis atuais, mesmo para as importadoras.
A mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para o consumidor que comprar um carro que tenha menos de 65% de componentes fabricadas no país. Serão afetados automóveis, caminhões, caminhonetes e veículos comerciais leves. Deve encarecer, principalmente, carros chineses, coreanos e de luxo.
O IPI sobe 30 pontos percentuais. Atualmente, o tributo varia de 7% a 25%, dependendo da potência e do tipo de combustível. Agora, ficará entre 37% e 55%. Para as montadoras que cumprirem a nacionalização exigida, não haverá mudança do imposto.
Além do percentual de componentes nacionais, as montadoras precisam fazer investimentos e deverão realizar no Brasil pelo menos 6 de 11 etapas de produção definidas pelo governo. Entre elas, fabricação de motores e montagem de chassis.
A estimativa do Ministério da Fazenda é que entre 12 e 15 montadoras não devem ter alta de imposto, principalmente as que estão há muito tempo no país.
Como o Brasil tem acordo automotivo com a Argentina e o México, componentes desses países não serão considerados como importados. Por isso, o governo estima que cerca de metade dos veículos importados terá aumento de imposto e preço.
A medida vigora até dezembro de 2012 e faz parte do plano Brasil Maior, anunciado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.
11 etapas
Para manter o atual nível de IPI, as empresas devem nacionalizar seis de 11etapas da produção. Seão elas: montagem, revisão final e ensaios compatíveis; estampagem; soldagem; tratamento anticorrosivo e pintura; injeção de plástico; fabricação de motores; fabricação de transmissões; montagem de sistemas de direção, de suspensão, elétrico e de freio, de eixos, de motor, de caixa de câmbio e de transmissão; montagem de chassis e de carrocerias; montagem final de cabines ou de carrocerias, com instalação de itens, inclusive acústicos e térmicos, de forração e de acabamento; e produção de carrocerias preponderantemente através de peças avulsas estampadas ou formatadas regionalmente. (fonte das 11: G1)
Vocês acham que o governo acertou com a medida?
Fica a sugestão para a leitura do editorial do blog Alto Giro sobre o assunto!
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| Hyundai/Divulgação |
As empresas, no entanto, terão dois meses para provar que atendem às novas regras. Nesse prazo, o imposto continua nos níveis atuais, mesmo para as importadoras.
A mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para o consumidor que comprar um carro que tenha menos de 65% de componentes fabricadas no país. Serão afetados automóveis, caminhões, caminhonetes e veículos comerciais leves. Deve encarecer, principalmente, carros chineses, coreanos e de luxo.
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| Jac/Divulgação |
Além do percentual de componentes nacionais, as montadoras precisam fazer investimentos e deverão realizar no Brasil pelo menos 6 de 11 etapas de produção definidas pelo governo. Entre elas, fabricação de motores e montagem de chassis.
A estimativa do Ministério da Fazenda é que entre 12 e 15 montadoras não devem ter alta de imposto, principalmente as que estão há muito tempo no país.
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| Kia/Divulgação |
A medida vigora até dezembro de 2012 e faz parte do plano Brasil Maior, anunciado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.
11 etapas
Para manter o atual nível de IPI, as empresas devem nacionalizar seis de 11etapas da produção. Seão elas: montagem, revisão final e ensaios compatíveis; estampagem; soldagem; tratamento anticorrosivo e pintura; injeção de plástico; fabricação de motores; fabricação de transmissões; montagem de sistemas de direção, de suspensão, elétrico e de freio, de eixos, de motor, de caixa de câmbio e de transmissão; montagem de chassis e de carrocerias; montagem final de cabines ou de carrocerias, com instalação de itens, inclusive acústicos e térmicos, de forração e de acabamento; e produção de carrocerias preponderantemente através de peças avulsas estampadas ou formatadas regionalmente. (fonte das 11: G1)
Vocês acham que o governo acertou com a medida?
Fica a sugestão para a leitura do editorial do blog Alto Giro sobre o assunto!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Governo Federal freia chineses e coreanos (importados)
O Governo Federal anunciou uma forma de incentivar a indústria automotiva nacional por meio de um programa de incentivos fiscais para estimular o crescimento. Além de dar apoio às marcas que têm fábrica no Brasil, o Governo também está freiando a chegada dos veículos importados ao país.
Mas as montadoras nacionais também precisarão dar uma contra-partida. Elas terão que investir mais em tecnologia e inovação com conteúdo local, bem como fabricar carros de maior valor agregado, aumentar empregos e a produção.
Leia abaixo a matéria do O Estado de S. Paulo de hoje (04/08) sobre o assunto.
Carro pode ter IPI reduzido até 2016
MP beneficia empresas que aumentarem o conteúdo nacional e atende à indústria preocupada com importação de carros chineses e coreanos
Iuri Dantas e Renata Veríssimo / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A indústria automobilística instalada no Brasil, composta exclusivamente de multinacionais, foi escolhida para receber o mais longo benefício da política industrial da presidente Dilma Rousseff.
Medida provisória publicada ontem vai permitir ao governo reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores. Hoje, a alíquota máxima do tributo é de 45%. O benefício vai durar até julho de 2016.
Segundo fontes da indústria automobilística, os veículos não vão ficar mais baratos, a exemplo do que ocorreu de dezembro de 2008 a março de 2010, quando o governo reduziu o IPI para incentivar o consumo durante a crise internacional. Pela nova medida, o governo vai abrir mão de parte da sua arrecadação, desde que a empresa apresente um projeto que envolva melhoria de competitividade.
"O dinheiro será carimbado, ou seja, a empresa só poderá se beneficiar se tiver um projeto aprovado pelo governo", diz um executivo do setor. Ele ressalta, contudo, que as regras do plano, como porcentuais de redução e que tipo de projeto pode ser beneficiado, não estão definidas.
O estímulo inclui carros de passeio, comerciais leves, caminhões, tratores e ônibus, e não se aplica diretamente a empresas de autopeças. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, as montadoras que cumprirem os parâmetros de inovação e uso de conteúdo local, que ainda serão definidos pelo governo, poderão ter uma "redução de alíquota (do IPI) de zero a 30 pontos porcentuais".
Assim, o governo poderá, no extremo, zerar o IPI de 25% que hoje recai sobre os carros de passeio. "A medida do setor automotivo busca propiciar melhoria das condições competitivas dos fabricantes nacionais, concedendo benefício condicionado a certos requisitos", disse Mombelli.
Coreanos e chineses
A medida atende a um forte lobby das montadoras que estão preocupadas com as importações dos automóveis coreanos e chineses. Como não há muito espaço para o uso de medidas de defesa comercial para conter as importações, os fabricantes pressionaram o governo para obter incentivos fiscais para carros "genuinamente brasileiros".
A proposta da própria Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sugere desoneração tributária para carros que atendam a índice de pelo menos 60% de componentes vindos do Mercosul.
A Argentina, vista pelo setor como um mercado complementar ao brasileiro, continua sendo o principal fornecedor de carros importados para o Brasil, mas já tem perdido mercado para os coreanos e chineses.
Embora a participação chinesa ainda seja inexpressiva, a Anfavea antevê que, em cinco anos, a presença dos carros chineses será "violenta" - nas palavras de uma fonte do setor - e atingirá o principal nicho das montadoras brasileiras, que são os carros mais populares.
Por outro lado, o governo quis acabar com a concessão de incentivos "gratuitamente". Por isso, desta vez foi colocada uma contrapartida para forçar a indústria a inovar e tornar o País um polo de engenharia automotiva.
Técnicos dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio preparam as linhas do programa, como o porcentual de conteúdo nacional e as alíquotas de IPI. Não há prazo para a publicação de um decreto com as regras.
No primeiro semestre, de um total de 1,73 milhão de veículos vendidos no País, 390 mil (22,4%) foram importados, a maioria pelas próprias montadoras. As marcas que não produzem localmente trouxeram 90,4 mil automóveis no período.
Nas últimas semanas, algumas das marcas importadoras, especialmente as chinesas, anunciaram projetos de construção de fábricas no Brasil. A Chery está construindo uma unidade em Jacareí (SP), com investimento de R$ 640 milhões. A JAC Motors procura área para uma fábrica que terá aportes de R$ 900 milhões, metade bancado pelo empresário brasileiro Sérgio Habib. / COLABOROU CLEIDE SILVA
Mas as montadoras nacionais também precisarão dar uma contra-partida. Elas terão que investir mais em tecnologia e inovação com conteúdo local, bem como fabricar carros de maior valor agregado, aumentar empregos e a produção.
Leia abaixo a matéria do O Estado de S. Paulo de hoje (04/08) sobre o assunto.
Carro pode ter IPI reduzido até 2016
MP beneficia empresas que aumentarem o conteúdo nacional e atende à indústria preocupada com importação de carros chineses e coreanos
Iuri Dantas e Renata Veríssimo / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
A indústria automobilística instalada no Brasil, composta exclusivamente de multinacionais, foi escolhida para receber o mais longo benefício da política industrial da presidente Dilma Rousseff.
Medida provisória publicada ontem vai permitir ao governo reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores. Hoje, a alíquota máxima do tributo é de 45%. O benefício vai durar até julho de 2016.
Segundo fontes da indústria automobilística, os veículos não vão ficar mais baratos, a exemplo do que ocorreu de dezembro de 2008 a março de 2010, quando o governo reduziu o IPI para incentivar o consumo durante a crise internacional. Pela nova medida, o governo vai abrir mão de parte da sua arrecadação, desde que a empresa apresente um projeto que envolva melhoria de competitividade.
"O dinheiro será carimbado, ou seja, a empresa só poderá se beneficiar se tiver um projeto aprovado pelo governo", diz um executivo do setor. Ele ressalta, contudo, que as regras do plano, como porcentuais de redução e que tipo de projeto pode ser beneficiado, não estão definidas.
O estímulo inclui carros de passeio, comerciais leves, caminhões, tratores e ônibus, e não se aplica diretamente a empresas de autopeças. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, as montadoras que cumprirem os parâmetros de inovação e uso de conteúdo local, que ainda serão definidos pelo governo, poderão ter uma "redução de alíquota (do IPI) de zero a 30 pontos porcentuais".
Assim, o governo poderá, no extremo, zerar o IPI de 25% que hoje recai sobre os carros de passeio. "A medida do setor automotivo busca propiciar melhoria das condições competitivas dos fabricantes nacionais, concedendo benefício condicionado a certos requisitos", disse Mombelli.
Coreanos e chineses
A medida atende a um forte lobby das montadoras que estão preocupadas com as importações dos automóveis coreanos e chineses. Como não há muito espaço para o uso de medidas de defesa comercial para conter as importações, os fabricantes pressionaram o governo para obter incentivos fiscais para carros "genuinamente brasileiros".
A proposta da própria Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sugere desoneração tributária para carros que atendam a índice de pelo menos 60% de componentes vindos do Mercosul.
A Argentina, vista pelo setor como um mercado complementar ao brasileiro, continua sendo o principal fornecedor de carros importados para o Brasil, mas já tem perdido mercado para os coreanos e chineses.
Embora a participação chinesa ainda seja inexpressiva, a Anfavea antevê que, em cinco anos, a presença dos carros chineses será "violenta" - nas palavras de uma fonte do setor - e atingirá o principal nicho das montadoras brasileiras, que são os carros mais populares.
Por outro lado, o governo quis acabar com a concessão de incentivos "gratuitamente". Por isso, desta vez foi colocada uma contrapartida para forçar a indústria a inovar e tornar o País um polo de engenharia automotiva.
Técnicos dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio preparam as linhas do programa, como o porcentual de conteúdo nacional e as alíquotas de IPI. Não há prazo para a publicação de um decreto com as regras.
No primeiro semestre, de um total de 1,73 milhão de veículos vendidos no País, 390 mil (22,4%) foram importados, a maioria pelas próprias montadoras. As marcas que não produzem localmente trouxeram 90,4 mil automóveis no período.
Nas últimas semanas, algumas das marcas importadoras, especialmente as chinesas, anunciaram projetos de construção de fábricas no Brasil. A Chery está construindo uma unidade em Jacareí (SP), com investimento de R$ 640 milhões. A JAC Motors procura área para uma fábrica que terá aportes de R$ 900 milhões, metade bancado pelo empresário brasileiro Sérgio Habib. / COLABOROU CLEIDE SILVA
(Foto: Chevrolet/Divulgação)
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