Mostrando postagens com marcador Chana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chana. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Governo regulamenta aumento do IPI para carros importados

Veja oa notícia publicada no site Folha.com, feita pelos repórteres Ana Carolina Oliveira, Eduardo Cucolo e Cirilo Junior:
Hyundai/Divulgação
O governo anunciou na quinta-feira (15) a elevação do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional. A medida vale a partir de hoje.

As empresas, no entanto, terão dois meses para provar que atendem às novas regras. Nesse prazo, o imposto continua nos níveis atuais, mesmo para as importadoras.

A mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para o consumidor que comprar um carro que tenha menos de 65% de componentes fabricadas no país. Serão afetados automóveis, caminhões, caminhonetes e veículos comerciais leves. Deve encarecer, principalmente, carros chineses, coreanos e de luxo.
Jac/Divulgação
O IPI sobe 30 pontos percentuais. Atualmente, o tributo varia de 7% a 25%, dependendo da potência e do tipo de combustível. Agora, ficará entre 37% e 55%. Para as montadoras que cumprirem a nacionalização exigida, não haverá mudança do imposto.

Além do percentual de componentes nacionais, as montadoras precisam fazer investimentos e deverão realizar no Brasil pelo menos 6 de 11 etapas de produção definidas pelo governo. Entre elas, fabricação de motores e montagem de chassis.

A estimativa do Ministério da Fazenda é que entre 12 e 15 montadoras não devem ter alta de imposto, principalmente as que estão há muito tempo no país.
Kia/Divulgação
Como o Brasil tem acordo automotivo com a Argentina e o México, componentes desses países não serão considerados como importados. Por isso, o governo estima que cerca de metade dos veículos importados terá aumento de imposto e preço.

A medida vigora até dezembro de 2012 e faz parte do plano Brasil Maior, anunciado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.

11 etapas
Para manter o atual nível de IPI, as empresas devem nacionalizar seis de 11etapas da produção. Seão elas: montagem, revisão final e ensaios compatíveis; estampagem; soldagem; tratamento anticorrosivo e pintura; injeção de plástico; fabricação de motores; fabricação de transmissões; montagem de sistemas de direção, de suspensão, elétrico e de freio, de eixos, de motor, de caixa de câmbio e de transmissão; montagem de chassis e de carrocerias; montagem final de cabines ou de carrocerias, com instalação de itens, inclusive acústicos e térmicos, de forração e de acabamento; e produção de carrocerias preponderantemente através de peças avulsas estampadas ou formatadas regionalmente. (fonte das 11: G1)


Vocês acham que o governo acertou com a medida?

Fica a sugestão para a leitura do editorial do blog Alto Giro sobre o assunto!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Governo Federal freia chineses e coreanos (importados)

O Governo Federal anunciou uma forma de incentivar a indústria automotiva nacional por meio de um programa de incentivos fiscais para estimular o crescimento. Além de dar apoio às marcas que têm fábrica no Brasil, o Governo também está freiando a chegada dos veículos importados ao país.

Mas as montadoras nacionais também precisarão dar uma contra-partida. Elas terão que investir mais em tecnologia e inovação com conteúdo local, bem como fabricar carros de maior valor agregado, aumentar empregos e a produção. 
Leia abaixo a matéria do O Estado de S. Paulo de hoje (04/08) sobre o assunto.

Carro pode ter IPI reduzido até 2016
MP beneficia empresas que aumentarem o conteúdo nacional e atende à indústria preocupada com importação de carros chineses e coreanos
Iuri Dantas e Renata Veríssimo / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

A indústria automobilística instalada no Brasil, composta exclusivamente de multinacionais, foi escolhida para receber o mais longo benefício da política industrial da presidente Dilma Rousseff.

Medida provisória publicada ontem vai permitir ao governo reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas que aumentarem o conteúdo nacional, elevarem investimentos e produzirem veículos inovadores. Hoje, a alíquota máxima do tributo é de 45%. O benefício vai durar até julho de 2016.

Segundo fontes da indústria automobilística, os veículos não vão ficar mais baratos, a exemplo do que ocorreu de dezembro de 2008 a março de 2010, quando o governo reduziu o IPI para incentivar o consumo durante a crise internacional. Pela nova medida, o governo vai abrir mão de parte da sua arrecadação, desde que a empresa apresente um projeto que envolva melhoria de competitividade.

"O dinheiro será carimbado, ou seja, a empresa só poderá se beneficiar se tiver um projeto aprovado pelo governo", diz um executivo do setor. Ele ressalta, contudo, que as regras do plano, como porcentuais de redução e que tipo de projeto pode ser beneficiado, não estão definidas.

O estímulo inclui carros de passeio, comerciais leves, caminhões, tratores e ônibus, e não se aplica diretamente a empresas de autopeças. Segundo o coordenador-geral de Tributação da Receita Federal, Fernando Mombelli, as montadoras que cumprirem os parâmetros de inovação e uso de conteúdo local, que ainda serão definidos pelo governo, poderão ter uma "redução de alíquota (do IPI) de zero a 30 pontos porcentuais".

Assim, o governo poderá, no extremo, zerar o IPI de 25% que hoje recai sobre os carros de passeio. "A medida do setor automotivo busca propiciar melhoria das condições competitivas dos fabricantes nacionais, concedendo benefício condicionado a certos requisitos", disse Mombelli.

Coreanos e chineses
A medida atende a um forte lobby das montadoras que estão preocupadas com as importações dos automóveis coreanos e chineses. Como não há muito espaço para o uso de medidas de defesa comercial para conter as importações, os fabricantes pressionaram o governo para obter incentivos fiscais para carros "genuinamente brasileiros".

A proposta da própria Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) sugere desoneração tributária para carros que atendam a índice de pelo menos 60% de componentes vindos do Mercosul.

A Argentina, vista pelo setor como um mercado complementar ao brasileiro, continua sendo o principal fornecedor de carros importados para o Brasil, mas já tem perdido mercado para os coreanos e chineses.

Embora a participação chinesa ainda seja inexpressiva, a Anfavea antevê que, em cinco anos, a presença dos carros chineses será "violenta" - nas palavras de uma fonte do setor - e atingirá o principal nicho das montadoras brasileiras, que são os carros mais populares.

Por outro lado, o governo quis acabar com a concessão de incentivos "gratuitamente". Por isso, desta vez foi colocada uma contrapartida para forçar a indústria a inovar e tornar o País um polo de engenharia automotiva.

Técnicos dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio preparam as linhas do programa, como o porcentual de conteúdo nacional e as alíquotas de IPI. Não há prazo para a publicação de um decreto com as regras.

No primeiro semestre, de um total de 1,73 milhão de veículos vendidos no País, 390 mil (22,4%) foram importados, a maioria pelas próprias montadoras. As marcas que não produzem localmente trouxeram 90,4 mil automóveis no período.

Nas últimas semanas, algumas das marcas importadoras, especialmente as chinesas, anunciaram projetos de construção de fábricas no Brasil. A Chery está construindo uma unidade em Jacareí (SP), com investimento de R$ 640 milhões. A JAC Motors procura área para uma fábrica que terá aportes de R$ 900 milhões, metade bancado pelo empresário brasileiro Sérgio Habib. / COLABOROU CLEIDE SILVA
(Foto: Chevrolet/Divulgação)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Carros chineses no Brasil - vamos esperar

Com a chegada do Tiggo (acima) e do Cielo, ambos da Chery, as marcas chinesas finalmente começam a ter alguns carros mais atrativos no mercado brasileiro. Pensando nisso resolvi fazer a seguinte pergunta na enquete: Já vale a pena comprar um carro chinês no Brasil?

Pelo visto os chineses vão precisar de mais um bom tempo para serem bem aceitos por aqui. Para 55% dos votos, as pessoas ainda não pensam em comprar carros vindos da China, preferindo esperar mais para ver o que vai acontecer com eles. Já para 32% das pessoas que votaram, nunca vai valer a pena comprar um carro vindo da China aqui no Brasil.

Mas, se fosse para comprar um, no momento, ele seria da Chery, que foi a única marca levada em consideração na hora da compra (se comparada às outras chinesas), com 12%. Effa e Chana ficaram com 0%.

Veja os números finais da enquete, realizada por 12 dias no mês de dezembro de 2009:

Já vale a pena comprar um carro chinês no Brasil?

Sim, qualquer marca - 0 voto (0%)
Sim, mas só da Chana - 0
voto (0%)
Sim, mas só da Chery - 10
votos (12%)
Sim, mas só da Effa - 0
voto (0%)
Não, prefiro esperar mais - 44
votos (55%)
Não, e nunca vai valer - 26
votos (32%)