sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s

A Ford divulgou, no último dia 21, um vídeo que mostra os 36 anos de história do Fiesta, mostrando a evolução do carro durante este tempo. Este material marca a chegada da primeira reestilização da atual geração do modelo, que será lançada (e fabricada) no Brasil em 2013.

O Fiesta foi lançado na Europa em 1976 e já vendeu mais de 15 milhões de unidades em todo o mundo. A evolução do veículo é considerável. Não podemos nem comparar a primeira geração com a atual; mas fica também difícil comparar a atual geração com a anterior - que ainda é vendida no Brasil com o nome de "Fiesta" e com um design questionável.

Atualmente importado do México, o New Fiesta (como é conhecido por aqui) representa o presente e o futuro do modelo. Esqueçam do nosso Fiesta e pensem apenas no New Fiesta (torço para perder o New quando a geração anterior sair de linha no Brasil), que é fruto de um projeto muito mais moderno, seguro e eficiente (e, infelizmente, caro aqui no país).

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Alta Roda - Critérios e medidas

A terceira rodada de testes de colisão contra barreira fixa, realizada pela ONG Latin NCAP (acrônimo em inglês para Programa de Avaliação de Carros Novos, da América Latina), continua a trazer interrogações. A entidade sediada no Uruguai tem bons discursos, pois trata de estimular por efeito comparativo o nível de segurança passiva dos veículos.
Existem pelo menos seis desses programas em diferentes regiões produtivas do mundo. Os métodos não conversam entre si. Há diferenças marcantes entre modo de colisão contra barreira fixa (frente toda ou parcial), velocidade de choque, impactos laterais (perpendiculares e contra obstáculo cilíndrico), além de proteções específicas para crianças a bordo e simulação de atropelamento de pedestre.

Classificação de zero a cinco estrelas é por meio de pontuação que avalia ferimentos em bonecos antropométricos sensorizados. Algumas distorções não são explicitadas pelo Latin NCAP, como a velocidade de impacto. Regulamentos da ONU sugerem 56 km/h, mas aqui a ONG usa 64 km/h. Essa diferença, que vem sendo eliminada, decorre de custos de produção e poder aquisitivo de cada mercado.

A China tem seu próprio NCAP e já concordou com a velocidade maior, o que encarecerá a estrutura de seus carros. Afinal, o Geeky CK1 (sem airbags) não conseguiu nenhuma estrela, em 2010, e o JAC J3 foi o único modelo, mesmo com airbags frontais, que alcançou apenas uma estrela, em 2012. Oito automóveis compactos fabricados no Brasil (Celta, Corsa Classic, Gol, Ka, Palio, Sandero, Uno e 207) também ficaram com uma estrela, quando testados sem airbags. Se serve de consolo, veículos chineses são (bem) inferiores nessa segurança aos produzidos no Brasil.
Nissan March - Latin NCAP/Divulgação
Há outras curiosidades com a pontuação. March mexicano, com airbags frontais, ganhou duas estrelas (2011) e o europeu, cinco. O modelo vendido na Europa tem mais equipamentos, mas estruturalmente são iguais: três estrelas de diferença mostram algo errado na metodologia.

Colocaram aqui um mínimo de 14 pontos para o veículo ser cinco estrelas, enquanto na Europa esse limite é “flexível”. No site da EuroNCAP, Chevrolet Volt aparece com 11,6 pontos em impacto frontal e recebe cinco estrelas (2011), enquanto o Cruze com 13,18 pontos (2011) se classificou com quatro estrelas no Latin NCAP. Excesso de zelo para os fabricados na América Latina?

Essas trapalhadas só acontecem pela omissão dos legisladores da região em criar um padrão de segurança coerente e mais severo ao longo do tempo. O nosso continente é o único para o qual a organização Euro NCAP conseguiu exportar seus negócios e métodos, com pouca discussão técnica sobre a realidade dos mercados.

Latin NCAP gosta de repetir que os modelos mais vendidos aqui estão 20 anos atrasados em relação aos mercados centrais. Mas se esqueceu de comentar que dos 26 automóveis testados contra a barreira, em três anos, há mais modelos, nove, com quatros estrelas (City, Corolla, Cruze, Etios, Fiesta, Fluence, Focus, Polo e Tiida), do que com uma estrela. E vários dos atuais “uma-estrela” receberão outra, quando a legislação tornar airbags obrigatórios, parte em 2013 e a totalidade em 2014.

RODA VIVA

PARA quem gosta de comparar preços do Brasil com o exterior, esquece de ver a Europa. Bom exemplo é Fusion Titanium mexicano, carro praticamente igual ao alemão Mondeo Titanium. Aqui, o médio-grande da Ford custa R$ 113.000 e lá, 33.750 euros (R$ 91.000). Se igualadas as cargas fiscais, os preços são iguais ou até um pouco mais caro na Europa.

CARLOS GHOSN, presidente mundial da Renault-Nissan, em visita ao Brasil, fez primeira previsão de um executivo do setor sobre o mercado brasileiro em 2013. Ele acredita em elevação nas vendas de automóveis e comerciais leves de 2%, metade em termos nominais do que deve crescer a economia (4%). Ano será mais difícil sem o incentivo do IPI menor.
Renault/Divulgação
FLUENCE GT (R$ 79.370) é dos poucos produtos fabricados no Mercosul que não vilipendiou a sigla Grã Turismo. Além do motor turbo 2 litros/180 cv (37 cv a mais), o carro tem apêndices e apliques discretos, além de câmbio manual. Suspensão recalibrada e o torque de 30,6 kgf.m formam boa combinação para quem quer algo mais de um honesto sedã familiar.

REDUÇÃO de até 35% no consumo de combustível é esperada nos motores de F-1, em 2014, segundo a Magneti Marelli. O downsizing parte de um V-8 aspirado/2,4 L para um híbrido V-6 com eletroturbo/1,6 L. Pela primeira vez, se utilizará injeção direta de gasolina a 500 bares de pressão e a empresa será única responsável pelos novos injetores. Potência se manterá em 700 cv.

RASTREADOR/BLOQUEADOR de veículos com comando por voz e controle remoto foi desenvolvido pela LocatorOne, de Campinas (SP), especializada em soluções de segurança sem pagamento de mensalidades. O ABR – Super também detecta tentativas de interferência eletrônicas (jamming) sobre o GPS. Preço: R$ 1.220. Pormenores em www.locatorone.com.br.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Papo Ligeiro - Os cinco mais da Fórmula-1 2012

Force India F1/Divulgação
Aí vai meu top five da temporada 2012 de Fórmula-1.

5º lugar: Sergio Pérez. Apesar da considerável queda de rendimento após ser anunciado com um dos pilotos da McLaren ao próximo campeonato, em setembro, a participação do mexicano nos 13 primeiros Grandes Prêmios de 2012 foi notável. Nesse período, faturou 65 pontos, uma volta mais rápida e três pódios.

Pérez obteve os dois melhores resultados da Sauber em 16 temporadas na Fórmula-1: os segundos postos na Malásia e na Itália. Aliás, nessas provas, não ficou distante dos vencedores. Em Sepang, recebeu a quadriculada 2s2 atrás de Fernando Alonso; em Monza, a 4s3 de Lewis Hamilton.

Além de marcar presença entre os dez primeiros em sete corridas, o novo piloto da McLaren esteve bem perto de pontuar em outras cinco – nas quais terminou na 11ª colocação. Em uma destas, no GP de Mônaco, onde havia largado apenas em 23º - por conta de um acidente no treino. De quebra, ainda cravou a melhor volta daquela corrida. 

Em classificações, Pérez levou a melhor sobre o companheiro de Sauber, Kamui Kobayashi. É bem verdade que o duelo foi equilibrado: superou o japonês em 11 dos 20 treinos do ano. No entanto, vale ressaltar que Kobayashi é um piloto muito veloz, sobretudo em treinos. Um típico osso duro de roer.

4º lugar: Lewis Hamilton. Nenhum piloto teve rendimento tão espetacular nos treinos classificatórios em 2012 quanto Hamilton. O inglês foi o único piloto que marcou presença em todos os Q3 da temporada. No ano, foi ainda o piloto que mais partiu da pole (sete vezes) e da primeira fila (11). Largou à frente do companheiro de McLaren, o compatriota Jenson Button, em 16 dos 20 Grandes Prêmios. Aliás, no confronto direto em corridas, nova vitória ao campeão de 2008. Das 13 ocasiões em que ambos receberam a quadriculada, Lewis superou a Jenson em nove.

Entre os pilotos que disputavam o título, Hamilton foi o que menos completou corridas: 14. Tal retrospecto pode parecer normal, pois o inglês é um piloto extremamente arrojado; é razoável afirmar que está mais passível a erros em pista que os adversários. Contudo, ao menos e, 2012, Lewis foi vítima em seus abandonos. Nos GPs da Bélgica, Europa e do Brasil, acabou atingido por adversários. Na Alemanha, não completou por conta de um furo no pneu de seu McLaren. Já em Cingapura e Abu Dhabi, o carro deixou-lhe na mão por problemas mecânicos.

Detalhe: destes GPs, Hamilton liderava dois - e brigava pela ponta em outro. Ou seja, perdeu pontos preciosos, que o colocariam de modo mais incisivo na luta pelo caneco.

3º lugar: Sebastian Vettel. Fez ao longo do ano exatamente tudo que se espera de um piloto de seu porte: foi extremamente rápido, não correu riscos desnecessários e, sobretudo, mostrou força psicológica para superar momentos difíceis. Na prova de domingo passado, por exemplo, caiu às últimas colocações após toque com o Williams de Bruno Senna, pouco após a largada. Mesmo diante do clima instável que assolou Interlagos, fez uma corrida de recuperação sem deslizes e assegurou o tricampeonato graças ao sexto lugar.

Outro momento de enorme superação por parte do tricampeão ocorreu na quarta etapa do ano, no Bahrein, quando faturou um hat trick (pole position, volta mais rápida e vitória). À época, a pressão sobre o alemão, que ocupava apenas o quinto posto na tabela de pontos, era enorme. Nas provas anteriores, os carros da McLaren e Mercedes mostraram rendimento superior aos da Red Bull. Além disso, até Alonso, mesmo com um Ferrari pouco competitivo, já havia conquistado uma vitória, em Sepang.

Reflexo de uma temporada equilibrada, com oito vencedores em 20 provas, Vettel faturou apenas cinco GPs em 2012. Foi o campeão com menor número de primeiros lugares em uma temporada nos últimos 25 anos – ao lado de Alain Prost, em 1989, e Lewis Hamilton, em 2008. Contudo, o alemão da Red Bull compensou com grande regularidade: pontuou em 17 corridas, 15 entre os cinco primeiros colocados.

É o cara certo. Na equipe certa.

2º lugar: Fernando Alonso. Basta o espanhol herdar posição de um adversário nas corridas para alguns colegas de imprensa soltarem o popular “Esse Alonso é sortudo”. Trata-se de um conceito absurdo. O espanhol nada mais é que um piloto extremamente rápido e competente, que raramente comete erros. Não à toa, completou 18 corridas em 2012. E esteve longe de ser o responsável por seus dois abandonos na temporada. Em Suzuka, acabou atingido por Kimi Räikkönen pouco após a largada; já em Spa-Francorchamps, também pouco depois da partida, foi uma das vítimas da barbeiragem de Romain Grosjean.

A regularidade foi quesito fundamental para que o asturiano chegasse à última prova do campeonato, em Interlagos, na disputa pelo título de Pilotos – mesmo com um carro que, por mais um ano, não esteve à altura de Red Bull e McLaren. Embora tenha largado na primeira fila em apenas três ocasiões, Alonso foi o recordista de pódios no campeonato: foram 13, com três primeiros, cinco segundos e cinco terceiros lugares. Também foi o piloto que mais vezes terminou entre os cinco primeiros colocados (em 16 GPs).

Mesmo sem faturar o tão desejado tricampeonato, Alonso fecha 2012 com o moral altíssimo. Moral, inclusive, para solicitar carro mais competitivo à turma de Maranello.

1º lugar: Kimi Räikkönen. Voltou à Fórmula-1 em grande estilo, com uma regularidade assombrosa. Completou nada menos que 1191 das 1192 voltas disputadas no campeonato. Foi o único piloto a receber a quadriculada nas 20 provas do ano e, de quebra, quem mais vezes pontuou. O único GP em que não ficou entre os dez primeiros aconteceu na China, terceira prova do campeonato, em abril. Na ocasião, obteve a 14ª posição.

Kimi terminou 11 provas entre os cinco primeiros. Sete delas no pódio. De quebra, ainda conquistou uma vitória, em Abu Dhabi. Por lá, deixou claro que sabe bem o que fazer... A Lotus não vencia na Fórmula-1 desde 31 de maio de 1987, com Ayrton Senna, no GP de Mônaco.

Nada mal para um piloto que voltara à Fórmula-1 após duas temporadas no Mundial de Rali. Nada mal para um piloto que tinha em mãos um Lotus, carro bem acertadinho, mas que apenas em esporádicas ocasiões fazia frente aos rivais Red Bull e McLaren.

Em tempo: apesar da hierarquia desse ranking, creio que a diferença de rendimento entre Räikkönen, Alonso, Vettel e Hamilton em 2012 foi minúscula. Tanto que, qualquer um destes pilotos fosse o vencedor da temporada, o título ficaria em boas mãos.

Novo Chevrolet Tracker já subiu no telhado no Brasil?

O novo Chevrolet Tracker nem foi lançado no Brasil e já subiu no telhado. A chegada da principal arma da marca para enfrentar o Ford EcoSport foi colocada em xeque porque depende da forma como a GM usará a sua cota de importação pelo novo regime automotivo brasileiro, que entra em vigor em janeiro de 2013.

A informação foi publicada na edição de dezembro da revista Quatro Rodas. Por causa do novo regime, o SUV pode nunca ser lançado por aqui - embora eu ache esta possibilidade pouquíssimo provável.

Antes conhecido como "Mini-Captiva" e depois como Trax e Enjoy, o Tracker seria, inicialmente, fabricado no México e importado para o Brasil com o motor 1.8 16V Ecotec flex, o mesmo do Cruze, que desenvolve 140 cv de potência com gasolina e 144 cv de etanol.

Será que a marca poderia mudar de planos e fabricá-lo por aqui? É uma possibilidade, mas que fatalmente atrasaria o seu lançamento no mercado nacional.

Chevrolet Tracker (Trax/Enjoy)
Comprimento: 4,248 
Largura: 1,776 m
Entre-eixos: 2,555 m
Porta-malas: 358 litros 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

De 0 a 100 está no Top 3 do Top Blog 2012!

Olá pessoal.

É com muita satisfação que anuncio que o De 0 a 100 foi eleito um dos 3 melhores blogs de carros do Brasil!!!

Estamos no Top 3 do Prêmio TOP BLOG 2012 na categoria "Autos e Acessórios", Pessoal, de acordo com o Juri Popular. Ou seja, o De 0 a 100 chegou no Top 3 graças a todos vocês que acessam o blog! Muito obrigado pelo apoio!

No dia 8 de dezembro 26 de janeiro de 2013 será revelado em que lugar o De 0 a 100 ficou entre os três primeiros.  Mesmo se ficar em 3º, este já é um prêmio a ser comemorado, uma vez que ficar entre os 3 primeiros da lista de TOP 100 é um bela conquista.

Mas torçam para que o De 0 a 100 fique em 1º!

Antes de encerrar, deixo os meus parabéns aos outros blogs que também chegaram ao Top 3.

Obrigado mais uma vez a todos vocês e, assim que o resultado sair, publicarei aqui!

Um abraço!

Renato Parizzi

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Renault Fluence GT chega apimentado e salgado

A Renault finalmente resolveu alterar a receita do seu bom sedã Fluence. Com a ideia de fazer uma "releitura de um prato de sucesso", a marca pediu para o chef "Renault Sport", especialista na gastronomia "caliente", mudar a receita. Resultado: ele acertou em cheio na pimenta do Fluence GT, mas exagerou um pouco no sal!

O reconhecido "chef" Renault Sport assina os esportivos da marca na Europa. Para o Fluence vendido por aqui, a principal mudança está debaixo do capô: no lugar o interessante motor 2.0 16V flex, que desenvolve 140/143 cv de potência e 19,9/20,3 mkgf de torque, entra o propulsor de quatro cilindros a gasolina 2.0 16V turbo, com seus 180 cv de potência a 5.500 rpm e 30,6 mkgf de torque a 2.250 rpm. Esta é a mesma motorização do Mégane GT europeu.
Mudanças visuais foram discretas
Em relação aos restaurantes concorrentes, a nova versão do sedã da Renault leva vantagem no torque, já que o Mitsubishi Lancer GT tem 20,1 mkgf, o Peugeot 408 THP desenvolve 24,5 mkgf e o Volkswagen Jetta TSi gera 28,5 mkgf. O "esportivo" Corolla XRS tem 20,7 mkgf.

Antes que você me questione sobre o "receita de sucesso", afirmo que, para o Fluence, ser 5º colocado na categoria de sedãs médios no Brasil, com potencial para crescer, pode ser considerado sim um sucesso. Como eu disse antes, dificilmente ele ficará entre os três mais vendidos, mas o Fluence tem chance de tirar o Jetta da quarta colocação.

A pimenta realmente deu um gosto especial ao prato francês. De acordo com a Renault, o Fluence GT precisa de 8 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 220 km/h. O câmbio manual de seis marchas foi mantido, mas recebeu alterações para aproveitar melhor o desempenho do motor, sem sacrificar o consumo.
Sais e belas rodas de aro 17" se destacam nas laterais
Visualmente, o Fluence GT recebeu novos para-choques e saias laterais, um discreto aerofólio, além de belas rodas exclusivas de 17 polegadas. O ideal mesmo seria ter nova a dianteira do Fluence europeu. Por dentro, destaque para pedaleiras de alumínio; soleiras das portas com a inscrição “Renault Sport”, bancos esportivos com revestimento em couro natural e sintético, preto, com costuras em vermelho e volante de três raios com revestimento em couro com costura em vermelho.

A conta, por favor
Foi uma pena que a marca tenha deixou sua receita um pouco salgada. O preço sugerido é de R$ 79.370 - ainda inferior ao Corolla XRS quando ele foi lançado. O único opcional disponível no site da Renault é a pintura metálica (Preto Nacré e Vermelho Fogo), que custa R$ 1.200.
Motor 2.0 16V turbo a gasolina desenvolve 180 cv de potênicia e 30,6 mkgf de torque
Tudo bem que Fluence tenha uma lista de equipamentos de série excelente, mas ele poderia custar na casa de R$ 75.000. Mas entendo porque ele vale cerca de R$ 80.000: o Fluence Privilège 2.0 16V CVT completo custa R$ 76.000 (+ R$ 1.200 da pintura metálica). Seria melhor se a marca reduzisse os preços das suas versões.

O sedã GT da Renault vem equipado com seis airbags (dois frontais, dois laterais e duplos do tipo de “cortina”); controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR); freios a disco nas quatro rodas com ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD); direção com assistência elétrica; ar-condicionado digital dual-zone com saídas de ar para o banco traseiro; sistema de som da Arkamys com rádio, CD Player, MP3, duas antenas, 4 alto-falantes e 4 tweeters, conexões USB/iPod, Bluetooth e auxiliar;  GPS TomTom com tela de 5" integrada ao painel; partida do carro feita com cartão eletrônico e botão “Start/Stop” no painel; sistema Hands Free ( permite que o motorista acione o motor sem tirar o cartão do bolso), vidros, travas e retrovisores elétricos; teto solar; faróis de xenônio com lavador e regulagem de altura; entre outros itens.

Com três anos de garantia, a versão esportiva do Fluence mede 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 530 litros e o tanque comporta até 60 litros de gasolina. 
Vai um cafezinho?
O Renault Fluence GT é mais uma alternativa saborosa para quem espera mais de um tradicional sedã médio no Brasil. O motor de 180 cv e 30,6 mkgf é o grande destaque, mas a lista de equipamentos de série também é excelente. Com certeza o modelo é um grande candidato a entrar na lista dos carros para se divertir até R$ 80.000.

O preço poderia ser um pouco menos salgado, mas se você estiver pensando em gastar R$ 80.740 num consagrado e cansado Toyota Corolla Altis (+ R$ 870 de pintura metálica/perolizada), ou R$ 84.990 num moderno e divertido Volkswagen Jetta TSi 2.0 Tiptronic (+ R$ 976 da pintura metálica ou R$ 1.440 da perolizada; + R$ 3.790 pelos faróis de xénon + R$ 2.369 pelo sistema de navegação + R$ 2.834 pelo teto de vidro corrediço/basculante), sem dúvida, passe numa concessionária da Renault. Se optar pelo Fluence GT, você terá um carro bem legal, além de sobrar um belo "troco" para o café.
Fotos: Renault/Divulgação

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Chevrolet prepara o substituto do Celta, enquanto a Ford põe novo Ka no forno

Lançado em 2000, Celta será substituído até 2015 - Chevrolet/Divulgação
A Chevrolet já trabalha a passos largos para lançar o substituto do Celta no Brasil. O modelo chegaria até 2015 para fazer frente ao Volkswagen Up! e ao novo compacto que a Fiat está preparando. Outro concorrente seria o novo Ka, que a Ford também já se move para lancá-lo por aqui até 2014.

A intenção da GM é ter um carro com baixo custo de produção, com preços atraentes (cerca de R$ 25.000) e nível de equipamentos e conforto competitivos para o segmento. O motor do futuro "Celtinha" seria o novo 1.0 de três cilindros - como o do HB20 da Hyundai, do Picanto da Kia e do próprio Up!.

Se o novo Chevrolet tiver um pouco mais de conforto e sofisticação e um volante que não seja torto como o do Celta, já será um grande avanço! O modelo teria cerca de 3,50 m a 3,60 m de comprimento, mais ou menos o mesmo tamanho do Fiat 500. O Chevrolet Spark, eterno candidato a novo Celta, mede 3,64 m de comprimento.

Não é novidade para ninguém que a Chevrolet está renovando toda a sua linha de carros no Brasil. Astra, Astra Sedan, Corsa, Corsa Sedan, Meriva, Zafira, Vectra, Vectra GT e a velha S10 já se foram, enquanto a cova do Prisma já está pronta para ser fechada. Chegaram Sonic, Sonic Sedan, Cobalt, Spin, Cruze, Cruze Sport6, nova S10 e mais recentemente o Onix. O próximo da fila será o Onix Sedan, no início de 2013, que deve mesmo se chamar Prisma.

Pelos lados da Ford, a nova geração do Ka seria produzida em Camaçari, na Bahia, e usaria a mesma plataforma do EcoSport. Por isso o New Fiesta, que muda de geração no início do ano que vem, conforme anuncio (e exibição) da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, será transferido para a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP).

O novo Ka terá duas grandes novidades quando for lançado: motor 1.0 de três cilindros, que será montado na fábrica de Taubaté (SP), e a esperada carroceria de quatro portas, que até hoje, inexplicavelmente, nunca foi lançada pela marca - um erro absurdo de estratégia de mercado na minha opinião. A última novidade será o Ka Sedan, também previsto para ser lançado.
Ford New Fiesta hatch reestilizado - Ford/Divulgação
A fabricação do New Fiesta reestilizado no Brasil fará muito bem ao Fusion, já que a Ford aliviará sua cota de importaçãodo México .

 Fonte: Estadão

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Alta Roda - Dois extremos no mercado

Pode parecer combinação, mas, claro, não foi. Com datas escassas no calendário para a apresentação de tantos carros, Renault e Chevrolet separaram apenas por algumas horas, no mesmo dia, a apresentação do Clio retocado (terceiro modelo mais barato do mercado, atrás de Ka e Mille) e o do SUV médio-grande Trailblazer (veículo mais caro em produção no Brasil).

A marca francesa adotou uma plástica inspirada no visual do modelo que estreou, recentemente, no Salão de Paris. Aqui, seguiu a toada local e o batizou de Novo Clio. Argentinos são reticentes a essas liberdades de expressão e lá, onde é fabricado, se chama Clio Mio.
Renault/Divulgação
Esse sopro de vida fez bem ao compacto, acompanhado por pequenas reformas no quadro de instrumentos e forrações. O preço – bastante sensível nesse segmento - foi cortado, em média, R$ 700 e parte agora de R$ 23.290 (duas portas) e vai a R$ 28.550 (quatro portas, ar-condicionado e direção assistida). Nenhuma versão traz itens como as três regulagens de altura (banco, cinto e volante) ou alças de teto. Acrescenta de série, porém, o útil computador de bordo. ABS e bolsas infláveis, nem como opcionais, a exemplo dos concorrentes.

Bom trabalho feito no motor 1,0 L/16V/80 cv/10,5 kgf.m (etanol), agora um flex verdadeiro, ao elevar a taxa de compressão para 12:1. Outros aperfeiçoamentos deram ao compacto o troféu de economia, com um avanço de respeitáveis 9% sobre o anterior: 9,5/14,3 km/l, cidade e 10,7/15,8 km/l, estrada (etanol/gasolina). Vence por muito pouco o Mille Economy que, na estrada, faz 15,6 km/l (gasolina).

Em avaliação, por circuito urbano no Rio de Janeiro, o Clio mostrou desenvoltura, inclusive na recuperação a partir de 30 km/h, em terceira marcha, situação típica ao subir e aterrissar das famigeradas lombadas que infestam as ruas brasileiras.

Estratégia diferenciada adotou a Chevrolet no Trailblazer, ao romper qualquer laço com o antigo Blazer. A começar pelo preço da única versão disponível, a LTZ, topo de linha: R$ 145.450 (V-6, gasolina, 239 cv) e R$ 175.450 (4-cilindros, diesel, 180 cv). A diferença de R$ 30.000,00 dá para adquirir até um compacto equipado, o que demonstra a pouca racionalidade de 70% dos compradores da versão diesel. O mercado de SUVs médios e grandes representa 180.000 unidades/ano (5% do total de veículos leves) e altamente rentável para os fabricantes.

A GM espera vender apenas 400 unidades/mês do modelo e não pretende, pelo menos por ora, oferecer nada mais barato. Está disponível só na versão de sete lugares, tração 4x4 engatável eletricamente, câmbio automático de seis marchas e muito bem equipada em conforto e segurança. Basta citar alguns: regulagem de encosto nas duas fileiras traseiras, ar-condicionado de controle separado para a parte de trás e airbags tipo cortina que se estendem à última fileira. Apesar do preço salgado, câmera de ré e navegador com tela tátil são acessórios à parte.

O espaço interno é um dos pontos altos: 2,84 m de distância entre eixos e largura de 2,13 m (6 cm maior do que Hilux SW4). Porta-malas com os últimos dois bancos rebatidos oferece nada menos que 878 litros (235 litros, o mínimo). Suspensão traseira recebeu molas helicoidais e cinco braços de localização. Ao rodar, mesmo no asfalto, o Trailblazer mostra que os tempos de aspereza e excessivo desconforto ficaram no passado. O motor diesel é mais silencioso que a geração anterior e o torque de 43,1 kgf.m impressiona. Já com gasolina dá para esticar as marchas e a suavidade, bem maior.

RODA VIVA

FONTES ligadas aos fornecedores confirmam que será fácil transferir a produção do Cruze (sedã e hatch), a partir dos atuais kits CKD, de São Caetano do Sul para Rosário, Argentina. Em 2014, a GM lançará a nova geração do Cruze, conforme anunciado nos EUA, e concentrará no país vizinho a fabricação de modelos médios, como já fazem Ford e marcas francesas.

POUCO depois de completar 30 anos de mercado, em junho último, a Parati entrou em processo de fim de linha. A station compacta da Volkswagen liderou o segmento por quase duas décadas e deixa saudosistas. Em razão do encolhimento na procura por peruas, suplantadas por SUVs e sedãs, sai de cena agora. Restam poucas unidades na rede.

ETIOS hatch, na versão de topo XLS, motor 1,5 l/96 cv (etanol), é realmente um automóvel de contrastes. Freios, motor, câmbio e, em especial, suspensões com raro equilíbrio entre conforto e estabilidade, além de direção elétrica e precisa com reduzido diâmetro de giro, agradam bastante. Uma pena a falta de tantos acessórios e escolhas tão equivocadas no carro como um todo.

DEMOROU, mas chegaram ao mercado películas transparentes de última geração para proteção de peças metálicas ou de plástico, como as que revestem para-choques. O Antichip, da 3M (concorrentes devem surgir), é algo realmente útil e racional para preservar a pintura em lançamento de pedriscos, batidas leves ao estacionar e raspadas em obstáculos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Entre os novos hatches "de massa", Hyundai HB20 e Chevrolet Onix se destacam. Já o Toyota Etios...

Hyundai/Divulgação
 Ainda é cedo para dizer, mas, levando em consideração as vendas de novembro de 2012, Hyundai HB20 e Chevrolet Onix estão no caminho certo para o sucesso no mercado nacional (leia o Duelo entre os dois aqui). Já o Toyota Etios parece não estar agradando.

Se somarmos os emplacamentos do Etios hatch desde o seu lançamento, em setembro, o número ainda é inferior ao obtido pelo Onix, que chegou às concessionárias em novembro. Tudo bem que a Chevrolet tem muito mais concessionárias do que a Toyota, mas não era de se esperar uma diferença tão grande.
Chevrolet/Divulgação
Um ponto interessante é que nos primeiros 15 dias de novembro, o HB20 emplacou mais carros do que todo o mês de outubro.

Vejam os números de emplacamentos, de 1º a 15 de novembro, segundo a Fenabrave, com a posição dos modelos no ranking dos 50 mais emplacados:

9º. Hyundai HB20 - 3.902 unidades
13º. Chevrolet Onix - 2.853 unidades
35º. Toyota Etios hatch - 660 unidades

Acumulado do ano - 1º de janeiro a 15 de novembro de 2012:

Hyundai HB20 - 7.214 unidades
Chevrolet Onix - 2.853 unidades
Toyota Etios hatch - 2.063 unidades
Toyota/Divulgação
O que fazer Toyota? Melhor abaixar os "preços premium"...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Duelo: Chevrolet Onix X Hyundai HB20

Chevrolet Onix e Hyundai HB20 são os lançamentos mais importantes do mercado brasileiro de automóveis em 2012. Com "passados diferentes", mas com o mesmo objetivo, os dois querem ser a referência do segmento de compactos no Brasil.

O Onix nasceu com o peso de toda a tradição de carros compactos da Chevrolet. Mas isso não é por acaso, já que ele chegou para substituir o Corsa, um dos mais lendários veículos da marca no Brasil. Este lançamento mostra que a GM aprendeu com os erros do Agile, já que Onix é bem bonito e mais bem resolvido do que o seu irmão maior.
Já a Hyundai aposta no "inédito". Inaugurou sua primeira fábrica oficial no Brasil para a fabricação de um carro feito especialmente para o mercado nacional, não sendo vendido em nenhuma outra parte do mundo. Sem dúvida o novíssimo HB20 é maior aposta da história da Hyundai na América do Sul. Seu visual moderninho e os seus cinco anos de garantia são seus principais trunfos para conquistar o consumidor.

Mas no duelo entre Chevrolet Onix e Hyundai HB20, que leva a melhor?

Nissan Versa X Nissan Tiida Sedan
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus

Preços e equipamentos
Por R$ 29.990, a versão LS 1.0 do Onix vem equipada de série com direção hidráulica, pneus 175/70 R14, freios ABS com EBD, airbags frontais, alça dianteira retrátil do teto do passageiro, ar quente, desembaçador e limpador traseiro, brake light, cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura e cintos dianteiros e traseiros de três pontos, para-choques dianteiro e traseiro na cor do veículo, além de sistema para abertura da tampa de combustível pela chave.
Pelo lado da Hyundai, a versão mais barata do HB20, Comfort 1.0, sai da fábrica de Sorocaba (SP) custando R$ 31.995 equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, duplo airbag frontal, faróis com máscara negra, rodas de 14 polegadas com calotas, ajuste de altura do banco do motorista e quadro de instrumentos luminescente (que se mantém aceso o tempo todo). O HB20 Comfort 1.6 custa R$ 36.995 e vem ainda com alarme e ABS com EBD.

Entre os 1.0, custando R$ 2.005 a menos, o Onix LS vem com ABS com EBD (e desembaçador traseiro), mas não pode ser equipado com ar-condicionado nem como opcional. Ainda assim, mesmo que muitos não concordem (mas no fundo sabem que é verdade), vale mais ter um veículo com ABS do que com ar-condicionado.
Se o consumidor gastar R$ 31.690, ele leva o Onix LT, que vem equipado com os itens do LS, com a adição de pneus 185/65 R14, alavanca de transmissão cromada, abertura elétrica do porta-malas pela chave, travas e vidros dianteiros elétricos, alarme anti-furto, antena, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro bi-partido (60/40), chave do tipo canivete com fechamento de portas e vidros, controle de luminosidade do painel de instrumentos e controles de ventilação cromados;  luz de cortesia no porta-luvas e porta-malas, maçanetas das portas na cor do veículo; moldura da grade do radiador e das saídas de ar cromadas; painel das portas com acabamento em tecido; para-choques dianteiros e traseiros com acabamento preto fosco; protetor de carter, puxadores internos das portas cromados, e volante com regulagem de altura e acabamento de pintura metalizada.

Além de mais desempenho e dos itens do LT 1.0, a versão LT 1.4 tem ainda faróis dianteiros com máscara negra e lente decorativa Ice Blue, pneus 185/65 R15, lanternas traseiras com lentes escurecidas e saia lateral com acabamento em preto. Seu preço: R$ 35.290. Quando equipadas com sistema MyLink e ar-condicionado, as versões LT saem por R$ 34.990 (1.0) e R$ 38.490 (1.4).
 Já a Hyundai oferece duas versões intermediárias para o HB20. A Comfort Plus (R$ 33.995 - 1.0 e R$ 38.995 - 1.6) tem os itens da versão Comfort além de alarme, vidros elétricos, desembarçador traseiro, chave canivete com abertura e travamento remoto e tecido nas portas.

A partir da Comfort Style (R$ 37.995 - 1.0 e R$ 42.995 - 1.6), o HB20 fica bem mais atraente. Esta versão tem todos os itens da Comfort e Comfort Plus, além de rodas de liga leve, freios ABS com EBD (para a 1.0), rodas de liga de 14", sistema de áudio com comandos no volante e banco traseiro bipartido. Com motor 1.6, o câmbio automático de quatro marchas é opcional.
Nos pacotes intermediários, o Onix é um pouco mais vantajoso. As versões LT completas, com ar-condicionado e MyLink (sistema com um tela LCD com touch screen que permite levar músicas, fotos, vídeos e aplicativos do celular para dentro do veículo, além de permitir fazer telefonemas via Bluetooth e de configurar algumas funções do veículo), custam ligeiramente mais do que o HB20 Comfort Plus, que não oferece ABS de série com motor 1.0. Já o HB20 Comfort Style tem um excelente pacote de equipamentos, mas, 1.0 16V, custa R$ 3.005 a mais do que o Onix LT 1.0 completo e, 1.6, R$ 4.505 a mais do que o Onix LT 1.4.

Por R$ 41.990, a versão LTZ 1.4 do Chevrolet Onix, a topo de linha, além dos itens encontrados na versão LT, oferece ainda pneus 185/70 R15, acionamento elétrico dos vidros traseiros, ar-condicionado, computador de bordo, conexão Bluetooth para celulares, conjunto de alto-falantes (2 dianteiros e 2 traseiros), entrada USB, espelhos retrovisores com controle elétrico, faróis de neblina, rodas de alumínio com acabamento diamantado e sistema multimídia MyLink. O único opcional é a pintura metálica, que custa R$ 850.
Onix tem 280 litros de capacidade no porta-malas
Na sua versão topo de linha, a Premium, disponível apenas com motor 1.6, o HB20 vem equipado com todos os itens da Comfort Style, além de rodas de liga leve com aro 15 polegadas, painel bicolor (cinza e preto), rádio 2DIN com CD/MP3, 4 alto-falantes + tweeters, console central com porta-objetos, entradas auxiliar, USB e IPOD e tampa retrátil. Com câmbio manual, custa R$ 44.995, enquanto o automático de quatro marchas sai por R$ 47.995. A pintura metálica custa entre caros R$ 1.005 (cinza e prata) e abusivos R$ 1.245 (marrom, azul e preto).

Nas versões mais caras e equipadas, mais uma vez o Onix se mostra mais atraente por custar menos e vir com equipamentos tão interessantes quanto o do HB20. Seu maior diferencial é o sistema MyLink. O HB20 contra-ataca com sistema de som com comandos no volante e com o câmbio automático de quatro marchas (1.6). Mas, a maior arma do Hyundai são os (excelentes) cinco anos de garantia, contra (ótimos) três anos do Chevrolet.
Porta-malas do HB20 tem 300 litros de capacidade
Colocando os dois na balança, o Onix vence neste quesito. Mesmo com garantia menor e sem ter ar-condicionado de série em todas as versões, ele custa menos, tem ABS e airbag duplo como equipamentos de série em todos os acabamentos, conta com o apoio das cerca de 600 concessionárias da Chevrolet espalhadas pelo Brasil (não garante, mas tende a facilitar muito o pós-venda) e, em breve, terá a opção de transmissão automática de seis velocidades.

Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 29.990
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 31.690
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 32.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 33.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 34.990 
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 35.290
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 36.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 37.290
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 38.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 41.990
X
Hyundai HB20 1.0 Comfort - R$ 31.995
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus - R$ 33.995
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style - R$ 37.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort - R$ 36.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus - R$ 38.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style - R$ 42.995
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático - R$ 45.995
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual - R$ 44.995
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático - R$ 47.995
Preços praticados em 19/11/2012 (com IPI reduzido)
Resultado: Chevrolet Onix 1 x 0 Hyundai HB20

Desempenho
Para deixar o duelo mais justo neste quesito, comparei o motor 1.0 12V de três cilindros do HB20 com o 1.0 8V SPE/4 de quatro cilindros do Onix; e o propulsor 1.6 16V do Hyundai com o 1.4 8V SPE/4 do Chevrolet. Nesta disputa, vitória do coreano.
Motores SPE/4 da Chevrolet: 1.0 e 1.4, ambos 8V
A motorização do Onix entrega mais potência (3 cv) e torque (0,1 mkgf) com gasolina, enquanto o motor do HB20 tem mais torque (0,4 mkgf) com etanol - ambos empatam na potência com o derivado da cana-de-açúcar: 80 cv.

Mas o HB20 leva vantagem porque ele alcança os picos de potência e torque com rotações mais baixas, e porque o carro é mais leve - o que faz muitas diferença, ainda mais para os 1.0.
Motor do HB20 - Reprodução/Veja
Como esperado, mesmo com os ganhos em relação ao propulsor antigo Econo.Flex, o motor 1.4 SPE/4 do Onix, com seus valentes 98 cv e 13 mkgf com gasolina e 106 cv e 13,9 mkgf com etanol, não foi páreo para o 1.6 16V do HB20. Esta é a mesma motorização do Veloster (diferente do que a Hyundai/CAOA afirma), que desenvolve 122 cv e 16 mkgf com gasolina e 128 cv e 16,5 mkgf com etanol. O peso mais baixo também "pesa" (com perdão do trocadilho) a favor do coreano.

Fechando, segundo as medições da Quatro Rodas, os motores do HB20 bebem menos do que os do Onix, sempre com etanol, não importando a comparação: 1.0 8V x 1.0 12V; 1.4 8V x 1.6 16V; 1.0 8V x 1.6 16V; 1.4 8V x 1.0 12V.

Chevrolet Onix
Potência 1.0 8V: 78/80 cv (g/e) a 6.400 rpm
Torque 1.0 8V: 9,5/9,8 mkgf (g/e) a 5.200 rpm
Potência 1.4 8V: 98/106 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13/13,9 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Comprimento: 3,930 m
Largura: 1,705 m (1,964 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,484 m
Entre-eixos: 2,528 m
Porta-malas: 280 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.012 kg (LS 1.0), 1.019 kg (LT 1.0), 1.018 (LT 1.4) e 1.067 kg (LTZ)
Consumo 1.0 (etanol): 7,6 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 636)
Consumo 1.4 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 636)

Hyundai HB20
Potência 1.0 12V: 75/80 cv (g/e) a 6.200 rpm
Torque 1.0 12V: 9,4/10,2 mkgf (g/e) a 4.500 rpm
Potência 1.6 16V: 122/128 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.6 16V: 16/16,5 mkgf (g/e) a 4.500/5.000 rpm
Comprimento: 3,900 m
Largura: 1,680 m
Altura: 1,470 m
Entre-eixos: 2,500 m
Porta-malas: 300 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 953 kg (1.0); 1.000 kg (1.6 manual); 1.027 kg (1.6 automático)
Consumo 1.0 (etanol): 8,3 km/l na cidade e 11,8 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 636)
Consumo 1.6 (etanol): 8 km/l na cidade e 11,3 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 636)

Resultado: Chevrolet Onix 1 x 1 Hyundai HB20

Espaço, acabamento e conforto
O comprador da dupla deste post não deve esperar luxo na cabine. Mas Chevrolet e Hyundai fizeram o dever de casa, demonstrando que simplicidade não precisa ser ruim. Ambos tem bons encaixas e materiais de qualidade relativamente boa, com ligeira vantagem para o Onix.
Chevrolet Onix
Falando do painel, os instrumentos inspirados em motos do Onix têm gosto duvidoso (mas estão "anos luz" à frente do Toyota Etios). A solução mais tradicional do HB20 é melhor. O Chevrolet contra-ataca com o MyLink e sua bela tela sensível ao toque, que faz o bom sistema convencional do Hyundai parecer bem antigo, mesmo com os comandos no volante. Mas o coreano tem ergonomia superior.

É do compacto da GM o melhor espaço interno, graças ao seu entre-eixos um pouco mais longo. Sem dúvida, os ocupantes encontram mais espaço no Onix. Por outro lado, o HB20 leva mais bagagem no porta-malas: 300 litros X 280 litros.
Hyundai HB20
O Chevrolet Onix tem mais espaço interno e acabamento ligeiramente melhor do que o Hyundai HB20, que leva a melhor na ergonomia e no porta-malas maior.

Resultado: Chevrolet Onix 2 x 2 Hyundai HB20

Visual
Como sempre digo, este é um item subjetivo, por isso não vale nota. A Chevrolet, finalmente, conseguiu fazer um carro (de preço mais acessível) bonito que segue a linha de design mundial da marca. Diferente do Cobalt e, especialmente, Agile e Spin, o Onix agrada. Sua dianteira tem visual mais agradável e proporcional para o seu tamanho, enquanto sua traseira, inspirada no Volkswagen Gol, não compromete.
MyLink é um dos destaques do Chevrolet Onix
Mas, por conter um conjunto mais harmônico, o Hyundai é mais bonito. Suas linhas tem mais inspiração e passam a sensação de mais modernidade do que do Onix. O HB20 realmente parece um mini novo i30.

Resumo da obra
Quando comecei a fazer as analises para este duelo, achei que o HB20 fosse vencer. Durante os estudos e testes, achei que o Onix fosse vencer. Mas, no final, o empate foi o mais justo.
HB20 tem espaço interior inferior ao do Onix
O Hyundai tem desempenho superior, bebe menos combustível, tem o porta-malas maior, garantia mais longa e visual mais moderno e ergonomia melhor, além de ter ar-condicionado de série em todas as versões, e opção de câmbio automático.

Já o Chevrolet custa menos, tem melhores equipamentos de série, como freios ABS com EBD para todas as versões; tem maior espaço interno, acabamento ligeiramente superior; uma assistência técnica mais abrangente em número de concessionárias e não faz feio na garantia (3 anos) e no desempenho.

Empate foi muito justo. Mas, se eu fosse escolher um destes dois para colocar na minha garagem, seria o Chevrolet Onix. Suas qualidades são mais adequadas para a minha vida.
Enquete
Pelo visto, o resultado deste duelo reflete bem o que os internautas pensam. De acordo com a enquete que ficou no ar no De 0 a 100 por 1 semana, com a pergunta "Qual novidade é a melhor compra?", o Chevrolet Onix levou a melhor, mas vencendo o Hyundai HB20 de forma bem apertada. Sinal de que os dois devem se dar bem no mercado nacional.

Qual novidade é a melhor compra?
1. Chevrolet Onix - 55 votos (51,4%)
2. Hyundai HB20 - 52 votos (48,6%)
Total: 107 votos (100%)
Fotos: Onix: Chevrolet/Divulgação // HB20: Hyundai/Divulgação

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Renault Clio 2013 chega mais bonito e competitivo, mas falta de espaço e segurança continuam

Voltando a pensar com mais carinho na categoria de entrada do mercado nacional, a Renault lançou a linha 2013 do Clio com novidades para ganhar mercado e continuar crescendo na disputa com a Ford pelo quarto lugar no ranking nacional. As principais atrações do hatch compacto são o visual e os preços, que evoluiram em relação à versão anterior. O motor também ficou mais econômico, segundo a marca. Mas, infelizmente, segurança foi deixada de lado - sem contar o espaço interno, que continua ruim.

Com queda de quase R$ 1.000, o Clio Authentique com duas portas tem preço sugerido de R$ 23.290, enquanto o quatro portas pode ser encontrado a partir de R$ 24.290.
Esta versão vem equipada com alarme sonoro de advertência de luzes acessas, apoios de cabeça dianteiros reguláveis em altura, apoios de cabeça traseiros (2) reguláveis em altura, banco traseiro rebatível, barras de proteção lateral nas portas dianteiras e traseiras; brake light, calota das rodas integrais, computador de bordo com oito funções; conta giros com zona demarcada para economia de combustível (Eco-Monitoramento), fechadura inviolável (giro-falso); hodômetro total e parcial digital, iluminação interna central dianteiro, limpador de parabrisa com temporizador e cadência variável, para-choques dianteiro e traseiro na cor da carroceria, porta-objetos no painel de bordo e console central, pré-disposição para rádio (antena e cabos até o local de instalação dos alto-falantes dianteiros e traseiros), relógio digital, revestimento dos bancos em tecido “Kario”, retrovisores externos com regulagem manual interna, travas de segurança nas portas traseiras, tomada 12V e vidros verdes. Por R$ 2.500, ar-condicionado é o único opcional.
Clio pode ser personalizado com adesivos, como este horroroso colado no teto
Mas nem pense na versão de entrada, pois ela, definitivamente, não vale a pena. Ar quente, desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, que deveriam ser de série, não estão disponíveis nem como opcionais! Lamentável...

Invista R$ 24.950 no Clio Expression, vendido apenas com quatro portas. Ele custa um pouco mais, mas a diferença compensa, ainda mais se pensarmos em como a linha Clio é pelada em relação a itens de segurança.

Além dos itens da versão Authentique, a Expression vem equipada ainda com ar quente, botões do painel central com acabamento cromado; desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, manopla do câmbio com acabamento em alumínio, porta-luvas com dois porta-copos, porta-objetos nas portas dianteiras, revestimento dos bancos em tecido “Bertone” e filete amarelo; e volante com o contorno central do logo cromado. Completo, com os dois opcionais disponíveis, ar-condicionado (R$ 2.500) e direção hidráulica (R$ 1.100), o preço final é de R$ 28.550.
Quer mais segurança com airbag duplo e ABS? Então compre um carro de outra marca ou um Sandero Fluence, pois, mais uma vez, estes equipamentos não estão disponíveis nem como opcionais no Clio. Pelo visto vai ser assim, no mínimo, até a linha 2014 - ou até 31/12/2013, último dia em que os carros vendidos por aqui poderão ser comercializados sem estes dois itens de segurança.

Visual agrada
Um das melhoras mais visíveis do Clio 2013 é o seu visual, que a marca já havia mostrado antes - sem contar os flagrantes. Inspirada no Clio europeu, que, infelizmente não é vendido no Brasil, a dianteira recebeu novos para-choques, capô e faróis. Mas o destaque fica para a entrada de ar, que está maior, valorizando a logo da Renault no centro.
Na traseira, as lanternas tem nova disposição de luzes e a tampa do porta-malas tem dois vincos nas laterais. Por dentro, aproveitando para cortar gastos, o quadro de instrumentos ficou igual ao do Logan e do Sandero, incluindo os imprecisos marcadores de temperatura e nível de combustível. O conta-giros tem quatro áreas demarcadas (branco, verde, amarelo e vermelho) para indicar as zonas de rotação do motor mais adequadas para economizar combustível - mantenha o giro no verde para poupar e no amarelho para ter mais desempenho. Evite o vermelho.

O espaço interno continua o mesmo, ou seja, bastante limitado. Pequno, o porta-malas tem capacidade de 250 litros, enquanto o tanque de combustível leva bons 50 litros. Com 912 kg de peso, o Clio 2013 mede 3,811 m de comprimento, 1,417 de altura, 1,639 m de largura (1,940 m com os retrovisores) e 2,472 m de entre-eixos.
Motor "novo"
Debaixo do capô, a Renault aposta no motor 1.0 16V Hi-Power para o Clio, uma evolução do seu propulsor anterior. Entre as mudanças, a "nova" motorização tem bielas e bomba de óleo do motor 1.2 16V turbo usado na Europa, nova junta de cabeçote, borboleta de aceleração, injetores, coletor de admissão de ar e pistões (agora refrigerados por jato de óleo) - são 71 peças novas de acordo com a marca, que ainda alterou a taxa de compressão de 10:1 para 12:1.

O motor 1.0 16V Hi-Power desenvolve 77 cv de potência e 10,1 mkgf de torque com gasolina e 80 cv e 10,5 mkgf com etanol. A potência é alcançada com 5.750 rpm, enquanto o torque máximo chega com 4.250 rpm.
De acordo com a Renault, com etiqueta A do Inmetro e já atendendo às normas de emissão que entram em vigor em 2015, o Clio passa a ser o modelo mais econômico da categoria. A garantia de três anos está mantida, e as revisões agora têm preços fixos.

O Renault Clio 2013 está disponível nas cores sólidas Branco Glacier, Preto Opaco, Vermelho Vivo e Branco Creme; e sólidas Prata Etoile, Cinza Quartz, Vermelho Fogo e Bege Poivre.

Segundo dados da Fenabrave, foram emplacados 14.511 unidades do Clio de janeiro a outubro de 2012, uma média mensal de 1.451 carros. A Renault espera que as vendas cresçam 30% com as novidades introduzidas na linha 2013.
Persinalização
Seguindo a onda dos concorrentes, o Clio também aposta na personalização para se destacar, especialmente entre o público mais jovem. Veja abaixo os preços dos kits interno e externos e de outros acessórios. Reparem como o vidro elétrico traseiro custa um olho da cara.

Kit Adesivo Modelo Sport - R$ 299
Kit Adesivo Modelo Geométrico - R$ 299
Kit Sport - R$ 1.405

Kit Look - R$ 632
- Baquete Lateral Personalizada
- Capa do Retrovisor

Kit Estilo - R$ 449
- Máscara dos Aeradores Laterais
- Máscara do Console Central
- Máscara do Painel Central

Kit Elétrico 3P - R$ 1.146
- Vidros Elétricos Dianteiros
- Travas Elétricas
- Alarme

Kit Elétrico 5P Traseiro - R$ 1.544
- Vidros Elétricos Traseiros

 Kit Music - R$ 411
- Rádio Hbuster CDMP3 com entrada AUX, USB
- Alto-Falantes
- Antena Interna

Rodas de liga leve aro 13" - R$ 879
Rodas de liga leve e pneus aro 14" - R$ 1.979
Fotos: Renault/Divulgação

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Alta Roda - Timidez conveniente

A quinta fase do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), a partir de janeiro de 2013, coloca o Brasil no rumo certo quanto ao direito à informação sobre o consumo de combustível, além de estimular a competição entre os fabricantes. O PBE é coordenado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) em parceria com o Conpet (programa de racionalização do uso de derivados de petróleo e gás, do Ministério de Minas e Energia, e gerenciado pela Petrobras). Começou em 2008, de forma voluntária e modesta, com a adesão de apenas cinco fabricantes e 54 versões de alguns modelos.

O caráter voluntário continua até hoje, mas deveria – e deverá – ser obrigatório. A importância do programa cresceu ao se tornar um dos critérios para enquadramento no Inovar-Auto, novo regime de produção automobilística do período 2013-2017. Até o ano passado, nove fabricantes (incluindo um importador) participavam: Citroën, Fiat, Ford, Honda, Kia, Renault, Toyota e Volkswagen. Já em 2012 a lista subiu para 20 empresas, das quais quatro produzem no país: Hyundai Brasil, Mitsubishi, Nissan e Suzuki.

Há algumas poucas falhas no PBE, entre elas a classificação dos veículos baseada em área projetada no solo e uma designação de categorias um pouco diferente do usual no mercado. Entretanto, o critério de massa vai prevalecer, como acontece na Europa. Apesar do cuidado do Inmetro em evitar modelos “especiais” que não refletissem a realidade da oferta, isso acabou acontecendo em casos isolados. Foi a desculpa alegada pela Chevrolet para renegar o programa, embora admita que “vai aderir nos próximos anos”, mesmo porque afeta a imagem da marca.

Agora mesmo nos EUA, Hyundai e Kia divulgaram informações erradas sobre o consumo de 900.000 veículos dos anos-modelo 2011 a 2013. Além de, voluntariamente, indenizar os compradores, o grupo sul-coreano está sujeito a pesadas multas do governo. Aqui, a Hyundai já enquadrou o novo HB20 que recebeu nota A, na versão de 1 litro: 7,6/11,5 km/l, cidade e 9,8/14,5 km/l, estrada (etanol/gasolina).

No Brasil, o controle sobre as informações do PBE é bem mais rígido e independe de denúncia de consumidores. Há uma dupla checagem anual, inclusive ensaios na presença de todos os interessados. O programa acaba de ser ampliado com a etiquetagem de pneus. O índice considera frenagem no molhado, ruído e resistência ao rolamento (ligada à economia de combustível).

As etiquetas do próximo ano estarão no para-brisa ou vidro lateral de todos os modelos enquadrados no PBE (só poderão ser retiradas após o carro sair da loja) e trazem uma novidade: emissão de CO2. Acertadamente, o Inmetro indicou os valores apenas dos combustíveis de origem fóssil e descontou a parte de etanol da gasolina. O biocombustível de cana-de-açúcar é considerado avançado até pela agência ambiental americana. Significa que, na prática, o gás carbônico emitido se autocompensa no ciclo de vida de crescimento da planta.

Claro, algumas empresas petrolíferas não gostam de encarar essa realidade, pois afeta seus negócios. No recente Salão do Automóvel de São Paulo fabricantes já exibiam as novas etiquetas, com emissão zerada de CO2 dos motores flex quando abastecidos com etanol. Para a Petrobras, o programa Conpet só mereceu um pequeno painel escondido no fundo do estande, o que deixou o parceiro Inmetro sem visibilidade em evento tão importante. Contraditório é a paraestatal ter grandes investimentos em biocombustíveis no Brasil, mas parece tímida ao divulgá-los.

RODA VIVA

RESTAM poucas dúvidas de que o mercado interno chegará este ano às 3,8 milhões de unidades, depois dos bons resultados de outubro: 341 mil veículos, incluídos caminhões e ônibus. Acumulado dos 10 primeiros meses está 5,7% acima de 2011. Como o IPI menor vai até 31 de dezembro, maioria dos fabricantes adiou férias coletivas para início de 2013.

VONTADE de sorrir, quando se lê por aí que há concorrência insuficiente no Brasil e, por isso, preços altos. Último levantamento aponta que, apenas entre modelos produzidos aqui, são 972 opções, somadas versões, acabamentos (catálogos) e trens de força (motor e câmbio) disponíveis. Ao acrescentar modelos importados, supera 1.500 ofertas.

AMBIENTE interno destaca-se no EcoSport. No dia a dia, passa sensação de um modelo maior, embora seu principal concorrente, Duster, seja referência entre SUVs compactos. Evolução de motor, agora 1,6 litro/115 cv, e câmbio, além da direção eletroassistida, mudam o modelo de patamar. Regular o volante todo para cima, obriga a elevar o banco, a fim de não encobrir marcador de combustível.

DEPOIS de quatro anos, a Única, associação de produtores de etanol de São Paulo, faz nova campanha de estímulo ao consumo. Entidade detectou oportunidade de mostrar aspectos ligados a empregos e meio ambiente. O preço não está tão competitivo como no passado, mas no momento é vantajoso em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Termina a greve dos funcionários da fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP)

Em menos de 15 dias, a Hyundai inaugurou oficialmente sua primeira fábrica no Brasil, onde produz o hatch compacto HB20; anunciou planos de ampliação da planta; depois a maioria dos funcionários da fábrica entrou em greve; e os colaboradores voltaram ao trabalho depois de chegarem a um acordo. Quantas coisas aconteceram para a Hyundai no Brasil em tão pouco tempo! Seria esse um sinal de que a marca terá sucesso por aqui, e que o HB20 será popular? Ou não?
Hyundai/Divulgação
Termina a greve dos funcionários da fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP)
Os trabalhadores do 1º turno da fábrica da Hyundai em Piracicaba, no interior de São Paulo, voltaram ao trabalho nesta quarta-feira depois de um dia de greve. Os funcionários da planta da montadora sul-coreana aceitaram o reajuste do piso salarial proposto pela marca, de R$ 1.287 para R$ 1.600. De acordo com a Hyundai do Brasil, ainda haverá uma assembleia às 17h, com a presença do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, ligado à Força Sindical, para propor o mesmo acordo com os trabalhadores do 2º turno da fábrica.

O novo piso, que sofreu alta de 24%, começa a valer no dia 1º de janeiro de 2013. Já o aumento salarial para quem ganha mais que o piso é de 8,1%. Além do aumento, o sindicato conseguiu um vale especial de Natal para os funcionários, no valor de R$ 1 mil, que deve ser pago até o dia 20 de dezembro, e uma antecipação de R$ 1.200 de antecipação de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que devem ser pagos até o dia 30 de novembro.

Apesar do acordo, o presidente do sindicato, José Luiz Ribeiro, disse que muitas questões serão discutidas ainda. "Queremos ainda mais melhorias no piso salarial, discutir a jornada de trabalho de 40 horas semanais, o adicional de hora extra aos sábados, que reivindicamos que seja de 100%, fim do assédio moral e o programa de PLR para o ano que vem", pontuou.

A fábrica da Hyundai em Piracicaba é responsável pelas vendas do recém lançado HB20. De acordo com Airton Cousseau, diretor executivo, a expectativa da marca era vender 10 mil unidades do hatch até dezembro. Mas foram encomendadas mais de 27 mil unidades até o prazo. A unidade fabril tem capacidade para construir 34 carros por hora.

Texto: Terra