terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Março: o mês dos hatches médios no Brasil

Se em janeiro os compactos foram as principais responsáveis por novidades (Palio Fire, Palio ELX, Palio R, Celta VHCE), além das alterações nos sedãs (Civic 2009 e Classic VHCE), março promete ser o mês dos hatches no Brasil. Os Chevrolet Astra e Vetra GT, Fiat Stilo, Volkswagen Golf, Ford Focus, Peugeot 307 e o Nissan Tiida vão ganhar dois novos concorrentes mais diretos: Hyundai i30 e Citroën C4 hatch quatro portas. Quando digo diretos, quero falar que o C4 VTR já está no nosso mercado há algum tempo, mas nunca teve vendas expressivas. Além dos dois, o Vectra GT também deve receber um tapa no visual e alterações no motor 2.0 Flexpower, que deve ficar mais potente (133/140 cv) e "teoricamente" mais econômico - a mudança está previsa para fevereiro.
Fotos do i30: Hyundai/Divulgação
i30
O modelo mais barato da linha Hyundai no Brasil deve chegar ao nosso mercado com o preço de R$ 54.000, com câmbio manual e motor 2.0 16V, que desenvolve 143 cv de potência e 19 mkgf de torque. Ele deve ser equipado com ar-condicionado digital, direção assistida, computador de bordo, som com MP3 com conexão para iPod e coluna de direção com ajuste de altura e profundidade. Além disso, o i30 também deve ter equipamentos como sensor de chuva, freio a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, controle de estabilidade (ESP), entre outros. Se o hatch for equipado com teto solar elétrico, seu preço sobe aproximadamente R$ 4.000. O valor da versão com câmbio automático (de quatro marchas) também é de R$ 58.000; por cerca de R$ 62.000, o interessado pode levar o i30 automático e com teto solar.
Conheci o i30 no Salão do Automóvel de São Paulo do ano passado e achei o carro muito legal - só a traseira é um pouco vistosa demais na primeira olhada por causa dos grandes faróis. Se os preços forem confirmados, e se todas as versões do carro tiverem os equipamentos citados acima, além do motor 2.0 e da conhecida "garantia mais longa" da Hyundai, o i30 vai ter boas armas para derrotar os seus adversários.
C4 hatch
A versão quatro portas do hatch médio da família C4 já é esperado há muito tempo. Ele já esteve para ser lançado várias vezes; mas nunca chegou às concessionárias da marca. Porém, finalmente, ele deve dar as caras em março, para completar a família no Brasil, composta por C4 VTR, C4 Pallas, C4 Picasso e C4 Grand Picasso. Na verdade o C4 hatch estava previsto para junho de 2009, mas deve ser adiantado (embora esta informação ainda não tenha sido confirmada oficialmente). Ele chegaria com duas opções de motor: 1.6 16V (do C3) e 2.0 16V (do C4 Pallas), ambos flex, com opções de câmbio manual e automático (este último não foi especulado para o 1.6).
Citroën/Divulgação
Os preços não foram definidos. O C4 VTR tem valor sugerido de R$ 60.610 (com a redução de IPI). O preço C4 hatch quatro portas deve variar entre R$ 55.000 e R$ 65.000, dependendo da versão. Entre os equipamentos, a boa lista do VTR deve ser mantida (não sei se para todas as versões), com ar-condicionado digital, sistema de som com MP3 e Bluetooth, sensores de estacionamento, faróis de xenônio, seis airbags e rodas de aro 16". O C4 hatch tem praticamente o mesmo visual do VTR, mas com a traseira mais comportada. Veja nas fotos abaixo as diferenças entre os dois. A verdade é que o carro já está pronto há muito tempo e a Citroën nem toma mais tanto cuidado para camuflá-lo.

C4 hatch X C4 VTR
Trio de fotos acima: Reprodução da internet/citroen.c4.free.fr - 27/1/09

sábado, 24 de janeiro de 2009

Chevrolet Captiva Ecotec 2009 mais econômico

Chevrolet/Divulgação
Querendo elevar ainda mais as boas vendas do Captiva e, ao mesmo tempo, querendo resolver um dos principais problemas do modelo - o consumo -, a Chevrolet está lançando no nosso mercado (em fevereiro) o Captiva 2.4 16V Ecotec, com preço sugerido de R$ 86.990. Quando digo no título que o carro está mais econômico, me refiro à média de 10 km/l na cidade (e 14,9 km/l na estrada) prometidos pela marca e à diferença de R$ 10.000 no preço entre as versões Ecotec e V6 4x2, que tem valor sugerido de R$ 96.990. A versão topo de linha 4x4 agora custa R$ 103.990. Vale lembrar que é muito difícil encontrar o Captiva por estes preços, já que a maioria das concessionárias vendem o carro com ágio "extra-oficial", já que não existe mais ágio - o preço do carro é sugerido pela fábrica, e não tabelado.
Foto acima e abaixo: Reprodução da internet/revistaautoesporte.com.br - 22/1/09
Quando testamos o Captiva, ficou claro que modelo é muito bem equipado e tem bom desempenho com o motor V6 3.6, de 261 cv de potência. O problema realmente foi a média de consumo: 4,5 km/l, no circuito misto - metade cidade, metade estrada. Vamos ver se o sempre elogiado motor Ecotec vai se sair bem.
Falando do motor Ecotec 2.4 16V, ele não tem nenhuma ligação com o 2.4 16V Flexpower que equipa do Vectra Elite. O Ecotec desenvolve 171 cv de potência e 22,2 kgfm de torque, sempre com gasolina, além de ter bloco, pistões e cabeçote de alumínio e comando de válvulas variável. Já o Flexpower tem 146 cv e 23,1 kgfm com gasolina e 150 cv e 23,7 kgmf com álcool. Embora o segundo tenha mais torque, os 25 cv (ou 21 cv) a mais do Ecotec devem fazer muita diferença. A sua construção e tecnologia também é muito superior. Fica o recado para a GM: aposente o 2.4 Flexpower e lance o 2.4 Ecotec para as linhas Zafira, Omega e, principalmente, Vectra (sedã e GT) - aproveite também e lance logo o motor 2.0 Flexpower mais potente (133/140 cv) e econômico.

O Captiva Ecotec continua muito bem equipado. O modelo tem, como equipamentos de série, seis airbags (frontais, laterais e do tipo cortina), freios ABS, controles de tração e estabilidade, ar-condicionado e direção elétrica. A linha 2009 do modelo ganhou computador de bordo (com monitor de pressão dos pneus) e um novo limite eletrônico de velocidade máxima: 180 km/h, contra 160 km/h do anterior. O Captiva Ecotec só não tem bancos revestidos em couro, com regulagem elétrica para o motorista, e porta-objetos no porta-malas, vendidos como opcionais. Em relação às diferenças visuais, a nova versão possui para-choque bicolor (pintado na cor do veículo e na cor antracite), rodas com aro de 17 polegadas com outro desenho e não possui os detalhes cromados das versões mais caras.

Se o Captiva já tomou a liderança do segmento no segundo semestre de 2008, muito provavelmente o modelo vai se consolidar na ponta conta desta nova versão. Só quero mesmo ver se o motor 2.4 Ecotec é econômico, já que nesta versão o Captiva só estará disponível com câmbio automático de quatro marchas e o seu peso não ajuda muito: 1.720 kg.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sugestões de modelos frutos da parceria entre Fiat e Chrysler

Arte de Ricardo Tadeu/Reprodução da internet/ revistaautoesporte.com.br - 22/1/09
Muito interessante esta parceria entre a Fiat e a Chrysler. Os italianos vão receber 35% das ações da montadora norte-americana. Em troca, investimentos de reestruturação e reforma das fábricas da Chrysler nos EUA serão feitos. Ou seja, as ações serão trocadas por investimentos. Por contrato, a Fiat pode aumentar a sua parcela de ações em até 55% no futuro.

Na prática, a Fiat vai ajudar a Chrysler a sair do buraco. Mas como? Ela vai ajudar na criação de motores menos poluentes e mais eficientes, na adoção de técnicas que diminuem os custos de produção e na criação de plataformas mais modernas. Mas o que a Fiat ganha com isso? Ela poderá, finalmente, entrar num dos maiores mercados do mundo. Os modelos da marca seriam vendidos nos Estados Unidos pela Chrysler. Mas ainda não sabemos quais carros chegarão às ruas e quando eles vão ser lançados.

Fiz uma pesquisa e selecionei alguns modelos que considero competitivos para o mercado dos EUA.

. 500: Seria uma aposta mais nostalgica para concorrer com modelos como o Volkswagen New Bettle, (finado) PT Cruiser e Chevrolet HHR. O 500 chegaria já em 2010, sendo o primeiro Fiat nos EUA nessa nova fase;
. Linea: Entraria para concorrer com os "sedãs pequenos" vendidos nos EUA, como o Civic;
. Bravo: Seria um concorrente para os carros menores, como o Golf (Rabbit por lá);
. Sedici: Outra aposta, em especial para quem precisa de um carro menor, menos poluente, com tração nas quatro rodas;
. Ulysse: Este seria um opção para concorrer com os carros familiares, como o Toyota Siena e o Chrysler Town & Country.

Vale lembrar que todos os modelos da marca italiana precisariam ser adaptados para atender às rígidas normas de segurança norte-americanas, "segundo as quais os faróis precisam ser do tipo 'sealed beam' e os pára-choques reforçados para suportar impactos mais fortes que os europeus exigem para seus carros serem devidamente homologados" (texto entre aspas da revista Car Magazine).

E você, o que achou da parceria entra a Fiat e a Chrysler? Vai dar certo? Quais modelos da marca italiana você acha que poderiam ser vendidos nos EUA?

Atualização (26/01):
A imprensa nacional e internacional já está especulando quais modelos da Fiat vão ser vendidos nos EUA. Entres os cogitados, como eu já falei no post, o primeiro seria o Fiat 500. Outro seria o uma nova geração do Panda; acompanhado do Alfa Romeo Mi.To, além de um sedã para substituir os fracos Avenger e Sebring, que não vendem bem.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Michael Schumacher acelera um Fiat Linea T-Jet

Fiat/Divulgação
As vendas do Linea estão em baixa. A Fiat tinha a expectativa de vender 2.500 unidades por mês, metade da média do líder da categoria dos sedãs médios, o Honda Civic. Lançado em setembro, o modelo começou a chegar "mesmo" nas concessionárias em outubro, quando foram vendidas 938 unidades. Em novembro, a situação piorou um pouco, com a comercialização de 756 Lineas. Em dezembro, com 819 unidades vendidas, a Fiat também não teve o que comemorar. A situação parece estar um pouco melhor em janeiro: foram comercializados, até o dia 15, 486 unidades - todos os números são da Fenabrave.

Mas o que a Fiat pode fazer para melhorar as vendas do Linea? A minha sugestão seria abaixar o preço de todas as versões do carro em R$ 5.000. Mas a montadora italiana preferiu adotar uma outra tática, que é boa (mas não é melhor do que a minha idéia), mas não é inédita: usar um garoto-propaganda para promover o seu automóvel.

A bola da vez é o heptcampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher. O ex-piloto aparece no comercial dirigindo um Linea T-Jet, versão mais esportiva do modelo, equipada com motor 1.4 turbo, que desenvolve 152 cv de potência. Na propaganda, Schumi dá um "binóculo" nos seus seguranças, mostrando com o Linea T-Jet tem ótimo desempenho.


A Citroën também já usou essa "arma mercadológica", colocando Kiefer "Jack Bauer" Sutherland para promover o lançamento do C4 Pallas. Já a Chevrolet usou do carisma de Pierce "ex-007" Brosnan para valorizar a chegada do Vectra Elite 2.0 Flexpower. Em 2008. a Volkswagen usou "a Bela e a Fera" quando o novo Gol chegou ao mercado. Gisele Bündchen mostrou que o Gol continuava bonito, enquanto Sylvester "Botox" Stallone entrou no páreo mostrando que o compacto ainda era "pau pra toda obra".

Será que as vendas do Linea vão acelerar no mesmo ritmo do heptcampeão Michael Schumacher? Eu acho que não...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Projeto Viva da Chevrolet e novo Fiat Uno são destaques

Não é segredo para ninguém que a Chevrolet e a Fiat estão trabalhando em projetos de novos modelos compactos. A turma da GM desenvolve o projeto Viva, veículo que vai substituir o nosso Corsa. Já os italianos trabalham paralelamente (mesmo que um projeto ande mais rápido que o outro) com os novos Uno e Palio.
Estadão/Reprodução da internet/blogauto.com.br - 16/1/09
Chevrolet
O projeto Viva tem linhas inspiradas no GPix, conceito que a Chevrolet mostrou no Salão do Automóvel de São Paulo de 2008. Se ele seguir mais do que as linhas, ele terá dimensões maiores que o atual Corsa, algo um pouco semelhante ao Renault Sandero. Além da versão hatch, flagrada pelo Estadão, a previsão é que a família tenha uma picape, um pequeno jipe, para brigar com o EcoSport, e um sedã, que pode ser um notchback (lembra do Escort?).

Os faróis traseiros, por exemplo, serão diferentes do Corsa atual, que ficam no alto. No Viva, eles estão na posição mais tradicional (repare na foto acima, do lado esquerdo). Já a dianteira não foge muito da arte abaixo, feita pelo Jorge L. Fernádez, do blog Area 75. O modelo tem linhas agressivas, robustas e bem mais modernas que o Corsa.
Jorge L. Fernádez/reprodução da internet/http://area75.com.ar/cardesign/ - 16/1/09
A previsão é que o primeiro integrante da família Viva seja lançado já em 2009, no segundo semestre. Rumores apontam para o mês de agosto. Fica a dúvida da sobrevivência do Corsa, uma vez que o Astra morrerá em 2011 ou 2012. Acho que os Corsa continua no mercado, com menos versões, e, aos poucos, irá saindo de linha.

Fiat (dica do internauta JCCG)
Já o blog Pit Stop publicou uma foto da revista AutoOggi do que pode ser o novo Uno. Na verdade, a imagem é do novo Seiscento, irmão do Fiat 500. É interessante que a revista afirma que o modelo será produzido em Betim, além da Polônia, Sérvia e Turquia.
Fiat 600 pode ser o novo Uno? - Reprodução da internet/pitstopbrasil.wordpress.com - 16/1/09
O 600 terá custo de produção mais baixo e muitas peças compartilhadas com outros veículos da marca. Segundo a publicação, o Seiscento custaria em torno de 6.000 euros, o equivalente aproximado a R$ 18.000. Por causa do preço é que podemos acreditar que esse possa ser o esperado substituto do Uno, que está nas nossas ruas há mais de 20 anos. Será mesmo? Você gostaria de ter o carro da imagem acima no mercado brasileiro? Eu gostaria, mas não acho que esse será o novo Uno.

Ainda não existe um prazo preciso para o lançamento dos novos Palio e Uno. Um deles é esperado para o intervalo que vai entre o segundo semestre de 2010 e o final de 2011 (Uno). O outro poderia vir em 2012. Mas só mesmo a Fiat para saber (e não divulgar) nesse momento as datas de lançamento.

Contato do Jorge L. Fernádez: info@area75.com.ar

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Videochat de volta em alta velocidade com Alberto Valério da GP2!

Fotos: Alberto Valério/Arquivo pessoal
Depois de um mês de "férias", estamos de volta com o videochat do De 0 a 100 e do Vrum - e do Acima de 100! E logo no primeiro programa já teremos uma participação muito especial: o piloto da GP2 Alberto Valério. Ele tem uma carreira interessante: começou no kart, foi para a Fórmula 3 Sul-Americana (campeão em 2005), depois para a Fórmula 3 Inglesa e, desde 2008, está na GP2.
Alberto Valério já voou baixo (e até pelos ares) em pistas de diversos lugares do mundo
Para quem não sabe, a GP2 é a principal categoria de acesso à Fórmula 1. Dela vieram pilotos como Lewis Hamilton (campeão da GP2 em 2006), Niko Rosberg (campeão da GP2 em 2005), Timo Glock (campeão em 2007), Heikki Kovalainen (vice-campeão em 2005), além dos brasileiros Nelsinho Piquet e Bruno Senna (vice-campeões, respectivamente, em 2006 e 2008) - este último, inclusive, pode também disputar a GP2 nem 2009, uma vez que ainda não acertou sua ida para a F1.

Vai ser uma oportunidade muito bacana para conversarmos sobre automobilismo; as categorias; diferenças entre os carros; vida de piloto; e muitas outras coisas.

Para participar do bate-papo, basta entrar no www.dezeroacem.com.br, www.vrum.com.br, no www.uai.com.br ou no Uai Chats hoje, dia 15/01, um pouco antes das 16h30 e clicar no link do programa! Além disso, você pode entrar no videochat pelos portal Correio Web.

Atualização (16/01):
Walber Pereira, do Acima de 100, Alberto Valério, da GP2, e Renato Parizzi, durante o programa
Obrigado a todos pela participação do videochat de ontem! A presença do Alberto Valério foi muito interessante e enriquecedora, além do programa ter sido muito divertido. A história do banheiro, na parte 3, foi realmente muito engraçada. Espero que o Alberto tenha muito sucesso na temporada 2009 da GP2 e no futuro da sua carreira. Realmente espero vê-lo na Fórmula 1 muito em breve (quem sabe em 2010).

Videochat - Parte 1


Videochat - Parte 2


Videochat - Parte3

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"Semi-novo" Honda New Civic 2009

Fotos: Honda/Divulgação
Qual seria a estratégia para mexer num veículo líder de mercado e que é referência em design e confiabilidade entre os concorrentes (não só diretos)? A resposta é simples: alterar quase nada. Foi com este pensamento que a linha 2009 do Civic começou a chegar, sem muito alarde, às concessionárias da Honda em todo Brasil. Como foram poucas mudanças, dei o título de "semi-novo" New Civic. O modelo ganhou alguns itens a mais de série e, principalmente,  uma mudança na dianteira, que ficou igual à do modelo norte-americano. Nós discutimos estas alterações aqui no De 0 a 100 em novembro do ano passado.
Mesmo mínima, ela deixou a dianteira do Civic mais bonita e esportiva. O pára-choque tem novo desenho, assim como a grade, agora do tipo colméia, que está um pouco mais "musculosa". Os faróis de neblina também mudaram de posição, localizados agora nas extremidades da frente (os "antigos" ficavam mais ao centro). Já a traseira ficou praticamente intacta. O lado positivo foi que a feia barra cromada no meio da tampa do porta-malas da versão norte-americana não veio para o nosso. O lado negativo foi que o porta-malas ficou com os mesmos 340 litros de espaço. Bem que a Honda poderia ter adotado o sistema pantografico que, na pior das hipóteses, aumentaria um pouco a capacidade de carga.

Internamente, a versão LXS tem bancos com nova padronagem de tecido (couro na EXS) e piloto automático. Já a EXS sai de fábrica com luzes internas com leds de alta intensidade, entrada USB e controle de estabilidade (VSA) - o sistema aplica força de frenagem independente a cada uma das quatro rodas e, ao mesmo tempo, interage com os sistemas de aceleração, funcionamento do motor e controle de tração. Só lembrando que todas as versões são equipadas, de série, com airbag duplo, freios ABS com EBD.
O Civic 2009 está disponível nas cores Cinza Spectrum Perolizado, Verde Deep Perolizado e Preto Cristal Perolizado, o modelo será comercializado em Branco Taffetá Sólido, Dourado Poente Metálico, Grafite Magnesium Metálico, Verde Vermont Perolizado, Prata Global Metálico e Cinza Palladium Metálico. Já o Civic Si está disponível nas cores Vermelho Rally Sólido, Preto Nighthawk Perolizado e Prata Global Metálico.

Falando no Si, ele tem agora novos tecidos nos bancos, entrada USB, faróis de neblina e airbag lateral - todos de série. A versão também recebeu a nova dianteira, mas com uma diferença: a grade dianteira foi ampliada e está na cor preta, diferentemente da versão anterior que era pintada de acordo com a cor do modelo.

Veja abaixo os preços médios da linha 2009/2009. Os valores dependem da cidade e da concessionária. Dentro dos parenteses coloquei o preço sugerido pela Honda para o estado de São Paulo. Vale ressaltar que o Civic ficou mais caro.
Civic LXS mecânico: R$ 63.900 e R$ 65.900 (sugerido: R$ 64.365)
Civic LXS automático: R$ 68.900 e R$ 70.900 (sugerido: R$ 69.340)
Civic LXS mecânico com bancos de couro: R$ 65.500 e R$ 65.990 (sugerido: R$ 65.990)
Civic LXS automático com bancos de couro: R$ 70.500 (sugerido: R$ 70.955)
Civic EXS automático: R$ 83.000 e R$ 83.800 (sugerido: R$ 83.810)
Civic Si: R$ 97.000 (sugerido: R$ 96.965)

Para quem não se importa com a "novidade", o Civic 08/08 ainda pode ser encontrado com um belo desconto. A versão EXS, por exemplo, custa R$ 71.990.

A Honda poderia ter colocado novos equipamentos de série no Civic 2009, como ar-condicionado digital e computador de bordo (no LXS) e, principalmente, sistema de som com conexão Bluetooth para celular (todas as versões). Mesmo questionado por muitos, sensor de estacionamento também poderia ser de série para todas a linha.

Na prática, o Civic continua um excelente carro - um dos melhores do mercado nacional na minha opinião. A linha 2009 ficou com a dianteira ainda mais bonita. Mesmo com alguns equipamentos a mais, o sedã japonês poderia ser um pouco mais equipado de série e ter uma lista maior de opcionais. Já o porta-malas, considerado o ponto fraco do carro, também poderia ser maior. Mas, se isso fosse realmente um problema sério, o carro não estaria vendendo tanto.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Fiat Stilo Abarth - O adeus de quem não faz falta

Agora não tem mais jeito. A versão Abarth do Stilo não está mais entre nós. Ela deixou de ser comercializada oficialmente pela Fiat. Na verdade, o modelo quase nunca esteve entre nós. De 2002, quando o Stilo foi lançado no Brasil, até 2008, foram apenas 942 unidades do Abarth vendidos em todo país, entre os mais de 75 mil Stilos vendidos durante o mesmo período. A versão nem está mais disponível no site da Fiat. A explicação para isso é simples: preço! Em outubro de 2008, o modelo custava "míseros" R$ 92.890, valor suficiente para se comprar, por exemplo, um Honda Civic Si, Civic EXS, Ford Fusion, Volkswagen Jetta, Toyota Corolla SE-G, Linea T-Jet, entre muitos outros. Por isso a versão Abarth do Stilo era considerada um mico de mercado.
 Não posso negar que o modelo era muito bem equipado, especialmente na última linha disponível, que tinha airbag duplo, ABS, freios traseiros a disco, controle de tração, ar-condicionado, direção elétrica, kit NGI, entre outros itens. Além disso, os 167 cv do motor 2.4 20V de cinco cilindros garantiam um ótimo desempenho, deixando a condução do modelo "nervosa". Porém, o propulsor, embora moderno, sempre foi alvo de muitas críticas dos donos do Marea (que também foi equipado com a mesma motorização) por causa da sua alta manutenção e pelo preço acima da média das peças de reposição.

Espero que esta versão tenha feito 942 felizes proprietários; mas, na minha opinião, o Stilo Abarth não vai fazer falta ao mercado nacional.
Fotos: Fiat/Divulgação

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Fiat lança Palio 2010 - mas já de novo?

Palio ELX 1.8 é a nova versão
Se não bastasse o lançamento do Palio Fire Economy ontem, a Fiat anunciou hoje a chegada do Palio 2010! Mas por que não mostrar os dois modelos juntos? Os italianos foram espertos e conseguiram dois dias de mídia na imprensa "de graça". Todos os sites de notícias mais importantes do Brasil publicaram ontem o Palio Economy e hoje o Palio 2010.

O elogio que fiz ontem em relação à montadora ter mantido o visual da linha Fire não pode ser repetido hoje. Não que eu não tenha gostado das mudanças estéticas do Palio 2010 - ele ficou realmente mais bonito que o 2009 (gostei especialmente da versão ELX 1.8) -, mas, repetindo a pergunta de ontem, imagina a "felicidade" de quem comprou o Palio ELX 1.0, ELX 1.4 e o 1.8R em novembro e dezembro de 2008? A traseira quase não mudou, recebendo apenas lanternas um pouco diferentes e mais interessantes. O interior é praticamente o mesmo, com pequenas diferenças no painel. Bem que a Fiat poderia ter acabado com o péssimo marcador digital do nível de combustível. Seria uma alteração bem útil.
Deixando a questão da mudança visual de lado, a Fiat foi muito feliz nas alterações, e está contra-atacando o novo Gol 1.6 "de acordo". O que estava acontecendo? O Palio 1.4 era considerado muito fraco e o 1.8 muito caro e beberrão, se comparados ao Gol 1.6 VHT. Agora, o Palio 1.4 está mais potente (85 cv com gasolina e 86 cv, contra 80 cv e 81 cv do anterior) e o 1.8 está mais barato, com a versão ELX. Além disso, a versão 1.8R está mais barata com duas (menos R$ 1.250) e quatro portas (menos R$ 1.228). O aumento de potência do Palio ELX 1.0 também vai ajudar na "briga" com o Gol 1.0 VHT.

Porém, para quem não reparou, o Palio 2010 está ligeiramente mais caro que o 2009. O aumento não é muito grande, mas não deixa de ser um aumento. Veja abaixo as diferenças (preços sugeridos):

Modelo                  2009       2010
Palio ELX 2p 1.0      28.703    28.930 (+ R$ 227)
Palio ELX 4p 1.0      30.279    30.520 (+ R$ 241)
Palio ELX 4p 1.4      32.680    32.940 (+ R$ 260)
Palio 1.8R 2p          41.240    39.990 (- R$ 1.250)
Palio 1.8R 4p          42.818    41.590 (- R$ 1.228)
Mais uma vez a Fiat afirma que os Palios ELX 1.0 e 1.4 ficaram desempenho e consumo melhores. Será mesmo? Vejam os números divulgados pela marca. Na ordem: modelo, velocidade máxima (gasolina/álcool), de 0 a 100 km/h (gasolina/álcool), consumo na cidade (gasolina/álcool) e consumo na estrada (gasolina/álcool).

Palio ELX 1.0 2009    154/155 km/h   16,1/15,9 s   12,9/9,1 km/l   17,1/12,7 km/l
Palio ELX 1.0 2010    156/157 km/h   15,8/15,7 s   14,1/9,9 km/l   18,6/13,8 km/l

Palio ELX 1.4 2009    165/166 km/h   12,3/12,2 s   13/9,2 km/l      17/12,6 km/l
Palio ELX 1.4 2010    166/167 km/h   12,1/11,8 s   13,4/9,5 km/l   17,5/13 km/l

Mesmo com a grande revolta que a nova mudança visual do Palio 4,5 deve causar, finalmente o Palio está competitivo novamente para brigar com o novo Gol. Ele poderia ser um pouco mais equipado de série, mas ainda assim as alterações foram bem-vindas.
Fotos: Fiat/Divulgação

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Fiat lança Palio Fire 2010 - mas já?

Fotos: Fiat/Divulgação
Estamos no dia 7 de janeiro e a Fiat já está lançando a linha 2010 do Palio Fire! Realmente é o primeiro lançamento de 2009, mas está tudo muito cedo! Imagina a felicidade de quem comprou o modelo em novembro e dezembro de 2008? Mas o que a Fiat quer é recuperar logo o terreno perdido para o novo Gol, que "espancou" o Palio nos últimos meses do ano passado. Além disso, a montadora italiana quer alavancar as vendas do seu principal carro no Brasil, que foi superado até pelo Mille em algumas ocasiões (outubro, novembro e dezembro de 2008).
Econômetro e novo CD MP3 Player são as novidades no interior do Palio Fire Economy 2010
Mas como alavancar as vendas do Palio? Primeiro foi manter o visual da geração três, o que mais fez sucesso na história do Palio no Brasil desde 1996. Segundo foi "roubar" o conceito de economia do Mille e adaptá-lo para o Palio. A ideia é muito boa, já que o Palio Fire Economy está mais potente (73 cv com gasolina e 75 cv com álcool), menos poluente e, teoricamente, mais econômico. Finalizando, o terceiro foi manter um preço competitivo para o modelo.

De acordo com o site da Fiat, o Palio Fire 2009 custa, para Belo Horizonte, R$ 25.007 com duas portas e R$ 26.654 com quatro portas. Já o Palio Fire Economy 2010 tem preços sugeridos de R$ 24.290 na versão 2p e R$ 25.860 na 4p. Redução de preço é sempre bem-vinda!

Mas será que o Palio ficou mesmo mais econômico e com melhor desempenho? Veja a resposta dada pelos números divulgados pela Fiat. Na ordem: modelo, velocidade máxima (gasolina/álcool), de 0 a 100 km/h (gasolina/álcool), consumo na cidade (gasolina/álcool) e consumo na estrada (gasolina/álcool).

Palio Fire 2009    153/154 km/h   15,9/15,7 s   13/9,2 km/l     17,2/12,8 km/l
Palio Fire 2010    156/157 km/h   15,8/15,2 s   14,2/10 km/l   18,8/13,9 km/l

Para quem esperava números bem melhores, vale citar que o Palio Economy ficou 30 kg mais pesado que o Palio Fire 2009 (2p: 890 kg x 920 kg / 4p: 910kg  x 940 kg). Vamos agora esperar para ver se as mudanças realizadas pela Fiat vão dar resultado.

Vale lembrar que o Palio Fire deve ganhar as alterações visuais do atual Palio geração quatro ainda em 2009, possivelmente no segundo semestre. Já o Palio atual vai mudar a dianteira, que ficará igual à do Siena, criando a geração 4,5.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

BuRaco 040

BR-040 - Foto de Rodrigo Clemente -17/3/08/Reprodução da internet - otempoonline - 5/1/08
Depois de trabalhar 72 horas em oito dias, durante o natal, finalmente recebi cinco dias de folga para o reveillon. Resolvi pegar a "BuRaco-040" e seguir para duas belas cidades histórias de Minas Gerais: São João Del Rei e Tiradentes. Além dos belos lugares e construções, e da excelente companhia, a viagem foi muito interessante para observar, mais uma vez, o triste estado das estradas brasileiras e o ridículo comportamento de alguns motoristas durante o caminho. Vou ilustrar o que aconteceu tomando como base quatro carros. Mas antes gostaria de deixar claro que ninguém é santo; nenhum motorista respeita todas das leis. Mas acho válido e importante ilustrar os episódios.

Corolla Fielder
Durante os mais de 400 km de estrada (ida e volta), fui ultrapassado por três carros conduzidos por completos imbecis, que preferem colocar a vida da família em risco para chegar cinco minutos antes ao destino. Um deles estava num Toyota Corolla Fielder prata, com bagagem até o teto do porta-malas, além de cinco passageiros. Numa subida, com "pista" (entre aspas pela qualidade da via) dupla e um "acostamento", eu estava ultrapassando (pela esquerda) um longo caminhão que subia (pela direita) com velocidade máxima acima do permitido para caminhões (80 km/h). Eis que o "piloto" do Corolla surge e vai para a contra-mão para passar o meu carro e o caminhão ao mesmo tempo. Mas quem disse que ele tinha fôlego para passar com tanto peso a bordo? O "motorista" então joga o carro para cima do meu para não bater em outro caminhão que vinha no sentido oposto. Como eu não podia atropelar o caminhão, caso eu desviasse para a direita, pisei no freio com vontade para não bater.

Corsa Sedan X Accord
Minutos depois, um Corsa Sedan 1.6 branco (atualmente conhecido como Classic) fez uma "bela" ultrapassagem sobre o meu carro: esperou o momento "certo" e "se mandou". O problema foi que o momento "certo" foi numa ponte em descida, seguida por uma curva à direita - dois pontos mais do que proibidos de ultrapassar.

O mais "interessante" veio pouco depois. Um Honda Accord V6 estava passando todos os carros sem tomar conhecimento. Não importava se a faixa era contínua, pista dupla, pista simples, subida, descida; ele ia quente e "dane-se" quem ele estava ultrapassando. Logo depois de me passar, tivemos que parar na estrada por causa um um veículo mais longo e largo que estava no caminho, com aqueles carros batedores. A ordem de carros estava a seguinte: caminhão longo, Classic, três carros, o Accord e eu, além dos que estavam atrás de mim. Quando o trânsito foi liberado, o Classic foi para cima do caminhão com tudo e, como já era esperado, o Accord passou os três carros seguintes de uma vez, quase colidindo com uma moto, já que ele foi, mais uma vez, para a contra-mão (mesmo com pista dupla). Os três carros entre o Honda e o GM abriram caminho e eu passei por eles.

Então pude assistir, "de carteirinha", pela "área VIP", a um dos duelos mais patéticos da minha vida: Corsa Sedan 1.6 X Accord V6. O "piloto" do Chevrolet não deixava o "asno" do volante do Honda ultrapassá-lo. As circunstância impediram que o Accord fosse para a contra-mão. Então, o Honda fez uma manobra digna de um "prêmio" e preferiu ultrapassar pelo acostamento, já que o Classic ficava, literalmente, no meio da pista. O problema (outro) é que o acostamento da BR- 040 está cheio de buracos. Por causa disso (espero que seja), o Accord deu uma fechada "de cinema" no sedã da GM. Graças a Deus nenhum acidente aconteceu.

"Prêmios" extras
Além do troféu de "asnos ao volante" dado ao Corsa Sedan, Accord e ao Corolla Fielder, vale ainda dar duas menções honrosas. A primeira vai para o motorista de um Prisma, que ultrapassou sete carros ao mesmo tempo durante uma forte chuva. Nunca tinha vivenciado um dilúvio desses na minha vida. Os sete carros (o meu era o segundo) estavam a cerca de 30 km/h por causa da baixíssima visibilidade e da pista excessivamente molhada (prato cheio para a aquaplanagem). Com o farol desligado, era impossível ver o carro da frente. Andar a 50 km/h era loucura para as condições da via, e o Prisma devia estar a uns 90 km/h quando eles nos passou.

Antes do segundo "prêmio", vale comentar o comportamento dos motoristas durante a chuva. Cerca de 85% dos carros estavam com os faróis e com o pista-alerta ligados. Meu amigo Emilio Camanzi diria que ligar o farol baixo e os faróis de neblina (dianteiro e traseiro) nesta situação é o mais adequado; mas, ligar o pista alerta já não é muito adequado. Explico: inúmeros carros estavam parados no acostamento, com o pista alerta ligado. Outros estavam em movimento com o pista alerta ligado. Com a visibilidade muito baixa, como saber qual carro estava parado ou em movimento? É uma situação perigosa durante um momento de maior tensão. Por isso, ligue o pisca alerta apenas se você estiver parado.

Voltando às menções honrosas, o prêmio desta vez vai para mais de um "motorista": ele vai para alguns "pilotos" de picapes cabine dupla, como Frontier, S10, Ranger e, principalmente, Hilux. Só porque o veículo é grande, não significa que ele tem um comportamento privilegiado na estrada. Respeitar as leis e limites das estradas é sempre importante.

Votos
Espero que todos tenham tido um feliz natal e um ótimo reveillon e que 2009 seja um ano ainda melhor para todos.

Atualização com as medalhas de honra (06/01)
Aproveitando os comentários, vou dar uma medalha de "honra ao mérito" ao Clio Sedan, do comentário do Joilson; ao Fiesta, citado pelo Luiz Gustavo; aos palhaços que cortam pela direita, citados pelo Fabricio Araújo; à falta de policiais nas estradas, comentado pelo Ronaldo Lima; ao asno que fez a BMW ferver, relatado pelo Renato Dantas; aos animais ao volante, comentado pelo Luis Eduardo; ao kamikaze, citado pelo Babetto; ao Uno suicida, comentado pelo Gustavo Meneghetti; e aos dois carros (Uno e Palio) que faziam "artes", citados pelo Thomas Collins.

Complementando (06/01)
Veja o que diz a lei sobre ultrapassagens:

Art. 203. Ultrapassar pela contramão outro veículo:
I - nas curvas, aclives e declives, sem visibilidade suficiente;
II - nas faixas de pedestre;
III - nas pontes, viadutos ou túneis;
IV - parado em fila junto a sinais luminosos, porteiras, cancelas, cruzamentos ou qualquer outro impedimento à livre circulação;
V - onde houver marcação viária longitudinal de divisão de fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou simples contínua amarela:

Infração - gravíssima;
Penalidade - multa;
Consequência - batida feia que pode matar o louco e muitos inocentes.