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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Um adeus para a Mercury

A Ford decidiu acabar com a Mercury, para a tristeza de muitos fãs da empresa. Resolvi então fazer uma homenagem à marca lembrando os dois meses em que pude dirigir um Mercury Grand Marquis 2002 diariamente.

Foi durante o ano de 2004, quando morei por quase 3 meses no estado do Arizona, nos Estados Unidos. O primeiro detalhe que me chamou a atenção no Grand Marquis foi o tamanho do carro: 5,38 metros! Eu, que sempre preferi carros grandes em relação aos pequenos, fique louco pelo modelo. Ele mal cabia na garagem.

Se fosse no Brasil, seria bem complicado estacionar o Mercury nas vagas de shopping ou das ruas das cidades. Mas, nos Estados Unidos, ele cabia em quase todas as vagas e estacionamentos disponíveis. Uma vez fui a um shopping e estacionei o veículo ao lado de um Golf, pensando como o meu carro era grande. Foi engraçado porque cheguei a ficar orgulhoso. Mas, segundos depois, senti que eu estava guiando um Celta, já que uma picape Ford 250 Cabine Dupla com caçamba do tamanho normal (da cabine simples) parou exatamente ao meu lado. Como o Grand Marquis ficou pequeno.

Dentro do carro, o conforto era o grande destaque. Cinco pessoas viajavam muito bem, mas o modelo levada até seis ocupantes. A manopla do câmbio automático ficava na coluna de direção, abrindo espaço para o sexto ocupante, exatamente ao lado do motorista. O painel era bem completo e o banco acomodava bem o corpo. Até os mais gordinhos sobravam no assento.


O que sobrava também era espaço no porta-malas: 583 litros, suficiente para longas e confortáveis viagens pelas estradas norte-americanas. Mas o motor V8 4.6 16V, mesmo com 238 cv de potência e 38 mkgf de torque, poderia ter respostas mais rápidas e animadas. Tudo bem que poderia ser escalonamento do câmbio e o peso do modelo, cerca de 1.800 kg. Mas a minha reclamação sobre o propulsor acabou se espalhando por centenas de outros proprietários do modelo 2002, já que, a partir da linha 2003, a motorização ganhou um pequeno upgrade, subindo para 242 cv e 39 mkgf.

Não cheguei a fazer medições da média de consumo, mas lembro que o carro bebia bastante. Eu até brinquei na época que ele fazia 3 quarteirões por litro. Segundo a marca, o carro fazia 7,22 km/l na cidade e 10,62 km/l na estrada. Como o fabricante sempre consegue números excelentes, o carro realmente bebia muito. Meu cálculo era algo em torno de 4,5 km/l a 5 km/l na cidade e 7,5 km/l a 8,5 km/l na estrada. Quando usei gasolina de alta octanagem, lembro que a média melhorou um pouco. Pelo menos o tanque levava 71,9 litros.

Em novembro de 2004, o Grand Marquis acabou sendo trocado por um Chevrolet Impala, pois precisávamos de um carro menor. Depois vou fazer um post sobre este Impala.

Um abraço para o Grand Marquis, um verdadeiro carro norte-americano, e que descanse em paz a Mercury.