Salões de automóveis sobem seu astral quando refletem recuperação de vendas e produção. Essa atmosfera positiva marca o Salão de Detroit que se encerra neste domingo. Afinal, o mercado está em franca expansão (13% em 2012), embora as marcas locais, à exceção da Jeep, continuem patinando na preferência do consumidor.
Simbolismo do Corvette Stingray, em sua sétima geração, ajuda a levantar autoestima da Chevrolet. Todo novo, herda características de marcas alemãs como câmbio manual de sete marcas (até agora só no Porsche 911) e distribuição de peso de exatos 50% em cada eixo (ponto de honra da BMW).
No outro extremo, a picape pesada Silverado reformada coloca pressão sobre a arquirrival série F, da Ford. A reação veio da picape conceitual Atlas, visão antecipada da nova F-150, em 2014. Houve comentários de que a empresa ousou na estratégia e talvez se reflita nas vendas do modelo atual.
Leves reestilizações do Grand Chrerokee e Compass, acompanhadas de versões diesel e câmbio automático convencional no lugar do CVT (no final do ano, aqui), continuam a animar a Jeep.
Essa edição do salão está mais atraente para o mercado brasileiro. O SUV-conceito compacto da Honda sobre arquitetura do Fit e a bem-vinda reinvenção estilística do Corolla, batizada pela Toyota de Fúria (interior não exibido), antecipam o que será também produzido aqui, em 2014/15.
Outra novidade está fora do Salão, mas mostrado a jornalistas na véspera do dia de imprensa. Mercedes-Benz CLA, sedã compacto anabolizado com base nos Classes A e B, além de carro mais aerodinâmico do mundo (Cx incrível de 0,22), deverá abrir a produção no Brasil. Falta a empresa alemã bater o martelo, mas Dieter Zetsche, principal executivo mundial, admitiu ser mais viável um acordo com a Nissan, na fábrica em construção de Resende (RJ).
Graças ao previsto crescimento, nos próximos anos, do mercado brasileiro de marcas refinadas, esta edição do salão merece um olhar mais atento. Acura e Infiniti têm novidades: SUV médio MDX e novo sedã Q50, respectivamente. Cadillac, até como reação ao maior número de concorrentes, é considerada marca de importação certa pela GM. E o médio-grande ATS, de tração traseira ou 4x4 e menor Cadillac em dimensões, mostra apelo visual digno dos europeus, o que atrai por aqui.
Entre outras novidades conceituais, destacam-se o Volkswagen Cross Blue e o Hyundai HCD-14. O primeiro, um crossover híbrido diesel de sete lugares (no salão, versão de seis lugares), específico para o mercado local, com preço entre Tiguan e Touareg. O projeto será ainda aperfeiçoado para provável produção ao lado do Passat americano. O segundo é a visão do futuro sedã de topo coreano, Genesis, com portas traseiras “suicidas” à Rolls-Royce. Versão final deve ousar menos.
Balanço positivo do salão não impede constatar, mais uma vez, que fabricantes parecem bem mais empolgados com soluções alternativas do que compradores. Elétricos puros, híbridos e Diesel, tudo somado, representam apenas 3% das vendas totais nos EUA. Embora tenda a crescer, na realidade poucos querem pagar a conta. E, para complicar, motores convencionais têm mostrado queda de consumo de combustível, a preço que todos suportam.
RODA VIVA
COTAS de produtos mexicanos ainda amarram planos de importação. SUV compacto Chevrolet Trax (aqui se chamará Tracker) virá para atrapalhar a vida de EcoSport e Duster, porém falta definir de que forma Sonic será “prejudicado”. Volta da Alfa Romeo ainda está condicionada, pela Fiat, à avaliação de cotas previstas no regime Inovar-Auto. Nada confirmado.
FLUENCE GT, sedã discreto, ao menos faz jus à sigla, ao contrário do Sandero da própria Renault. Motor turbo de dois litros, 180 cv, coloca-se em desempenho entre Peugeot 308 THP e Jetta TSI, na faixa dos R$ 80 mil, mas sem câmbio automático. Bom trabalho de engenharia na suspensão. Faltam coisas simples: um-toque nas alavancas de limpador e setas.
MESMO sem confirmação pela GM, importação do novo Malibu é certa, depois da desistência do Omega. Chevrolet concorrente direto do mexicano Fusion, impostos refletem no seu preço (vem dos EUA, sem isenções). Retoques externos e internos e motor um pouco mais potente agradam, em breve avaliação. Banco traseiro, baixo demais, será mudado até meados do ano.
ENQUANTO a taxa cambial ajudou, alguns modelos nacionais foram competitivos até em países avançados do Hemisfério Norte. Destaque para o Fox, com 305.000 unidades, maior volume já exportado de um automóvel brasileiro para a Europa (2005-2012). Voyage, nos anos 1980, teve 202.000 unidades vendidas nos EUA e Canadá, feito para época.
SAIU lista dos 10 mais vendidos na Europa, em 2012, segundo pesquisa da consultoria inglesa Jato: Golf, Fiesta, Polo, Corsa, Clio, Focus, Astra, Qashqai (Nissan), Mégane e Passat. Crossover da Nissan é o único a nunca aparecer por aqui. Os outros, em diferentes gerações, foram produzidos e/ou importados, nomes familiares aos brasileiros.
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Alta Roda - Quem paga a conta
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Enquanto Fiat fecha na liderança e Renault comemora crescimento, venda de importados cai 35,2% em 2012
Os resultados de vendas de 2012 foi bastante pela maioria das montadoras com fábrica no Brasil. A Fiat, por exemplo, fechou o ano passado mais uma na liderança do mercado nacional (11º ano). Já a Renault foi uma das que mais cresceu, subindo mais de 24% em relação a 2011. Por outro lado, a comercialização de veículos importados caiu muito, o que deixou a Abeiva (Associação Brasileiras das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) bastante preocupada.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
Em 2012, a Fiat superou sua marca histórica de vendas no Brasil, registrando o melhor desempenho em seus 36 anos de presença no país. De janeiro a dezembro, foram emplacados 838.218 automóveis e comerciais leves da marca, o que representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior (com 754.276 unidades vendidas) e uma expansão de 10,2% em relação ao recorde de vendas anterior da empresa, estabelecido em 2010, com 760.495 unidades, segundo a Anfavea. Em market share, a marca italiana subiu de 22% em 2011 para 23,06% em 2012.
Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.
Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
Para alcançar esse resultado foi fundamental a estratégia de ampliação e renovação da gama de produtos, como o Clio reestilizado, Fluence GT, Duster Tech Road, Sandero GT Line. Os motores (1.0 16V e 1.6 8V) foram aperfeiçoados e o 2.0 turbo fez a sua estreia, enquanto a rede de concessionárias cresceu 15% em todo o País. Além disso, foram feitos investimentos para a ampliação da capacidade produtiva, que saltará de 280.000 para 380.000 carros por ano a partir de março de 2013.
O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).
Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
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| Fotos acima: Fiat/Divulgação |
Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.
Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
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| Fotos abaixo: Renault/Divulgação |
O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).
Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Alta Roda - Critérios e medidas
A terceira rodada de testes de colisão contra barreira fixa, realizada pela ONG Latin NCAP (acrônimo em inglês para Programa de Avaliação de Carros Novos, da América Latina), continua a trazer interrogações. A entidade sediada no Uruguai tem bons discursos, pois trata de estimular por efeito comparativo o nível de segurança passiva dos veículos.
Existem pelo menos seis desses programas em diferentes regiões produtivas do mundo. Os métodos não conversam entre si. Há diferenças marcantes entre modo de colisão contra barreira fixa (frente toda ou parcial), velocidade de choque, impactos laterais (perpendiculares e contra obstáculo cilíndrico), além de proteções específicas para crianças a bordo e simulação de atropelamento de pedestre.
Classificação de zero a cinco estrelas é por meio de pontuação que avalia ferimentos em bonecos antropométricos sensorizados. Algumas distorções não são explicitadas pelo Latin NCAP, como a velocidade de impacto. Regulamentos da ONU sugerem 56 km/h, mas aqui a ONG usa 64 km/h. Essa diferença, que vem sendo eliminada, decorre de custos de produção e poder aquisitivo de cada mercado.
A China tem seu próprio NCAP e já concordou com a velocidade maior, o que encarecerá a estrutura de seus carros. Afinal, o Geeky CK1 (sem airbags) não conseguiu nenhuma estrela, em 2010, e o JAC J3 foi o único modelo, mesmo com airbags frontais, que alcançou apenas uma estrela, em 2012. Oito automóveis compactos fabricados no Brasil (Celta, Corsa Classic, Gol, Ka, Palio, Sandero, Uno e 207) também ficaram com uma estrela, quando testados sem airbags. Se serve de consolo, veículos chineses são (bem) inferiores nessa segurança aos produzidos no Brasil.
Há outras curiosidades com a pontuação. March mexicano, com airbags frontais, ganhou duas estrelas (2011) e o europeu, cinco. O modelo vendido na Europa tem mais equipamentos, mas estruturalmente são iguais: três estrelas de diferença mostram algo errado na metodologia.
Colocaram aqui um mínimo de 14 pontos para o veículo ser cinco estrelas, enquanto na Europa esse limite é “flexível”. No site da EuroNCAP, Chevrolet Volt aparece com 11,6 pontos em impacto frontal e recebe cinco estrelas (2011), enquanto o Cruze com 13,18 pontos (2011) se classificou com quatro estrelas no Latin NCAP. Excesso de zelo para os fabricados na América Latina?
Essas trapalhadas só acontecem pela omissão dos legisladores da região em criar um padrão de segurança coerente e mais severo ao longo do tempo. O nosso continente é o único para o qual a organização Euro NCAP conseguiu exportar seus negócios e métodos, com pouca discussão técnica sobre a realidade dos mercados.
Latin NCAP gosta de repetir que os modelos mais vendidos aqui estão 20 anos atrasados em relação aos mercados centrais. Mas se esqueceu de comentar que dos 26 automóveis testados contra a barreira, em três anos, há mais modelos, nove, com quatros estrelas (City, Corolla, Cruze, Etios, Fiesta, Fluence, Focus, Polo e Tiida), do que com uma estrela. E vários dos atuais “uma-estrela” receberão outra, quando a legislação tornar airbags obrigatórios, parte em 2013 e a totalidade em 2014.
RODA VIVA
PARA quem gosta de comparar preços do Brasil com o exterior, esquece de ver a Europa. Bom exemplo é Fusion Titanium mexicano, carro praticamente igual ao alemão Mondeo Titanium. Aqui, o médio-grande da Ford custa R$ 113.000 e lá, 33.750 euros (R$ 91.000). Se igualadas as cargas fiscais, os preços são iguais ou até um pouco mais caro na Europa.
CARLOS GHOSN, presidente mundial da Renault-Nissan, em visita ao Brasil, fez primeira previsão de um executivo do setor sobre o mercado brasileiro em 2013. Ele acredita em elevação nas vendas de automóveis e comerciais leves de 2%, metade em termos nominais do que deve crescer a economia (4%). Ano será mais difícil sem o incentivo do IPI menor.
FLUENCE GT (R$ 79.370) é dos poucos produtos fabricados no Mercosul que não vilipendiou a sigla Grã Turismo. Além do motor turbo 2 litros/180 cv (37 cv a mais), o carro tem apêndices e apliques discretos, além de câmbio manual. Suspensão recalibrada e o torque de 30,6 kgf.m formam boa combinação para quem quer algo mais de um honesto sedã familiar.
REDUÇÃO de até 35% no consumo de combustível é esperada nos motores de F-1, em 2014, segundo a Magneti Marelli. O downsizing parte de um V-8 aspirado/2,4 L para um híbrido V-6 com eletroturbo/1,6 L. Pela primeira vez, se utilizará injeção direta de gasolina a 500 bares de pressão e a empresa será única responsável pelos novos injetores. Potência se manterá em 700 cv.
RASTREADOR/BLOQUEADOR de veículos com comando por voz e controle remoto foi desenvolvido pela LocatorOne, de Campinas (SP), especializada em soluções de segurança sem pagamento de mensalidades. O ABR – Super também detecta tentativas de interferência eletrônicas (jamming) sobre o GPS. Preço: R$ 1.220. Pormenores em www.locatorone.com.br.
Existem pelo menos seis desses programas em diferentes regiões produtivas do mundo. Os métodos não conversam entre si. Há diferenças marcantes entre modo de colisão contra barreira fixa (frente toda ou parcial), velocidade de choque, impactos laterais (perpendiculares e contra obstáculo cilíndrico), além de proteções específicas para crianças a bordo e simulação de atropelamento de pedestre.
Classificação de zero a cinco estrelas é por meio de pontuação que avalia ferimentos em bonecos antropométricos sensorizados. Algumas distorções não são explicitadas pelo Latin NCAP, como a velocidade de impacto. Regulamentos da ONU sugerem 56 km/h, mas aqui a ONG usa 64 km/h. Essa diferença, que vem sendo eliminada, decorre de custos de produção e poder aquisitivo de cada mercado.
A China tem seu próprio NCAP e já concordou com a velocidade maior, o que encarecerá a estrutura de seus carros. Afinal, o Geeky CK1 (sem airbags) não conseguiu nenhuma estrela, em 2010, e o JAC J3 foi o único modelo, mesmo com airbags frontais, que alcançou apenas uma estrela, em 2012. Oito automóveis compactos fabricados no Brasil (Celta, Corsa Classic, Gol, Ka, Palio, Sandero, Uno e 207) também ficaram com uma estrela, quando testados sem airbags. Se serve de consolo, veículos chineses são (bem) inferiores nessa segurança aos produzidos no Brasil.
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| Nissan March - Latin NCAP/Divulgação |
Colocaram aqui um mínimo de 14 pontos para o veículo ser cinco estrelas, enquanto na Europa esse limite é “flexível”. No site da EuroNCAP, Chevrolet Volt aparece com 11,6 pontos em impacto frontal e recebe cinco estrelas (2011), enquanto o Cruze com 13,18 pontos (2011) se classificou com quatro estrelas no Latin NCAP. Excesso de zelo para os fabricados na América Latina?
Essas trapalhadas só acontecem pela omissão dos legisladores da região em criar um padrão de segurança coerente e mais severo ao longo do tempo. O nosso continente é o único para o qual a organização Euro NCAP conseguiu exportar seus negócios e métodos, com pouca discussão técnica sobre a realidade dos mercados.
Latin NCAP gosta de repetir que os modelos mais vendidos aqui estão 20 anos atrasados em relação aos mercados centrais. Mas se esqueceu de comentar que dos 26 automóveis testados contra a barreira, em três anos, há mais modelos, nove, com quatros estrelas (City, Corolla, Cruze, Etios, Fiesta, Fluence, Focus, Polo e Tiida), do que com uma estrela. E vários dos atuais “uma-estrela” receberão outra, quando a legislação tornar airbags obrigatórios, parte em 2013 e a totalidade em 2014.
RODA VIVA
PARA quem gosta de comparar preços do Brasil com o exterior, esquece de ver a Europa. Bom exemplo é Fusion Titanium mexicano, carro praticamente igual ao alemão Mondeo Titanium. Aqui, o médio-grande da Ford custa R$ 113.000 e lá, 33.750 euros (R$ 91.000). Se igualadas as cargas fiscais, os preços são iguais ou até um pouco mais caro na Europa.
CARLOS GHOSN, presidente mundial da Renault-Nissan, em visita ao Brasil, fez primeira previsão de um executivo do setor sobre o mercado brasileiro em 2013. Ele acredita em elevação nas vendas de automóveis e comerciais leves de 2%, metade em termos nominais do que deve crescer a economia (4%). Ano será mais difícil sem o incentivo do IPI menor.
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| Renault/Divulgação |
REDUÇÃO de até 35% no consumo de combustível é esperada nos motores de F-1, em 2014, segundo a Magneti Marelli. O downsizing parte de um V-8 aspirado/2,4 L para um híbrido V-6 com eletroturbo/1,6 L. Pela primeira vez, se utilizará injeção direta de gasolina a 500 bares de pressão e a empresa será única responsável pelos novos injetores. Potência se manterá em 700 cv.
RASTREADOR/BLOQUEADOR de veículos com comando por voz e controle remoto foi desenvolvido pela LocatorOne, de Campinas (SP), especializada em soluções de segurança sem pagamento de mensalidades. O ABR – Super também detecta tentativas de interferência eletrônicas (jamming) sobre o GPS. Preço: R$ 1.220. Pormenores em www.locatorone.com.br.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Renault Fluence GT chega apimentado e salgado
A Renault finalmente resolveu alterar a receita do seu bom sedã Fluence. Com a ideia de fazer uma "releitura de um prato de sucesso", a marca pediu para o chef "Renault Sport", especialista na gastronomia "caliente", mudar a receita. Resultado: ele acertou em cheio na pimenta do Fluence GT, mas exagerou um pouco no sal!
O reconhecido "chef" Renault Sport assina os esportivos da marca na Europa. Para o Fluence vendido por aqui, a principal mudança está debaixo do capô: no lugar o interessante motor 2.0 16V flex, que desenvolve 140/143 cv de potência e 19,9/20,3 mkgf de torque, entra o propulsor de quatro cilindros a gasolina 2.0 16V turbo, com seus 180 cv de potência a 5.500 rpm e 30,6 mkgf de torque a 2.250 rpm. Esta é a mesma motorização do Mégane GT europeu.
Em relação aos restaurantes concorrentes, a nova versão do sedã da Renault leva vantagem no torque, já que o Mitsubishi Lancer GT tem 20,1 mkgf, o Peugeot 408 THP desenvolve 24,5 mkgf e o Volkswagen Jetta TSi gera 28,5 mkgf. O "esportivo" Corolla XRS tem 20,7 mkgf.
Antes que você me questione sobre o "receita de sucesso", afirmo que, para o Fluence, ser 5º colocado na categoria de sedãs médios no Brasil, com potencial para crescer, pode ser considerado sim um sucesso. Como eu disse antes, dificilmente ele ficará entre os três mais vendidos, mas o Fluence tem chance de tirar o Jetta da quarta colocação.
A pimenta realmente deu um gosto especial ao prato francês. De acordo com a Renault, o Fluence GT precisa de 8 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 220 km/h. O câmbio manual de seis marchas foi mantido, mas recebeu alterações para aproveitar melhor o desempenho do motor, sem sacrificar o consumo.
Visualmente, o Fluence GT recebeu novos para-choques e saias laterais, um discreto aerofólio, além de belas rodas exclusivas de 17 polegadas. O ideal mesmo seria ter nova a dianteira do Fluence europeu. Por dentro, destaque para pedaleiras de alumínio; soleiras das portas com a inscrição “Renault Sport”, bancos esportivos com revestimento em couro natural e sintético, preto, com costuras em vermelho e volante de três raios com revestimento em couro com costura em vermelho.
A conta, por favor
Foi uma pena que a marca tenha deixou sua receita um pouco salgada. O preço sugerido é de R$ 79.370 - ainda inferior ao Corolla XRS quando ele foi lançado. O único opcional disponível no site da Renault é a pintura metálica (Preto Nacré e Vermelho Fogo), que custa R$ 1.200.
Tudo bem que Fluence tenha uma lista de equipamentos de série excelente, mas ele poderia custar na casa de R$ 75.000. Mas entendo porque ele vale cerca de R$ 80.000: o Fluence Privilège 2.0 16V CVT completo custa R$ 76.000 (+ R$ 1.200 da pintura metálica). Seria melhor se a marca reduzisse os preços das suas versões.
O sedã GT da Renault vem equipado com seis airbags (dois frontais, dois laterais e duplos do tipo de “cortina”); controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR); freios a disco nas quatro rodas com ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD); direção com assistência elétrica; ar-condicionado digital dual-zone com saídas de ar para o banco traseiro; sistema de som da Arkamys com rádio, CD Player, MP3, duas antenas, 4 alto-falantes e 4 tweeters, conexões USB/iPod, Bluetooth e auxiliar; GPS TomTom com tela de 5" integrada ao painel; partida do carro feita com cartão eletrônico e botão “Start/Stop” no painel; sistema Hands Free ( permite que o motorista acione o motor sem tirar o cartão do bolso), vidros, travas e retrovisores elétricos; teto solar; faróis de xenônio com lavador e regulagem de altura; entre outros itens.
Com três anos de garantia, a versão esportiva do Fluence mede 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 530 litros e o tanque comporta até 60 litros de gasolina.
Vai um cafezinho?
O Renault Fluence GT é mais uma alternativa saborosa para quem espera mais de um tradicional sedã médio no Brasil. O motor de 180 cv e 30,6 mkgf é o grande destaque, mas a lista de equipamentos de série também é excelente. Com certeza o modelo é um grande candidato a entrar na lista dos carros para se divertir até R$ 80.000.
O preço poderia ser um pouco menos salgado, mas se você estiver pensando em gastar R$ 80.740 num consagrado e cansado Toyota Corolla Altis (+ R$ 870 de pintura metálica/perolizada), ou R$ 84.990 num moderno e divertido Volkswagen Jetta TSi 2.0 Tiptronic (+ R$ 976 da pintura metálica ou R$ 1.440 da perolizada; + R$ 3.790 pelos faróis de xénon + R$ 2.369 pelo sistema de navegação + R$ 2.834 pelo teto de vidro corrediço/basculante), sem dúvida, passe numa concessionária da Renault. Se optar pelo Fluence GT, você terá um carro bem legal, além de sobrar um belo "troco" para o café.
O reconhecido "chef" Renault Sport assina os esportivos da marca na Europa. Para o Fluence vendido por aqui, a principal mudança está debaixo do capô: no lugar o interessante motor 2.0 16V flex, que desenvolve 140/143 cv de potência e 19,9/20,3 mkgf de torque, entra o propulsor de quatro cilindros a gasolina 2.0 16V turbo, com seus 180 cv de potência a 5.500 rpm e 30,6 mkgf de torque a 2.250 rpm. Esta é a mesma motorização do Mégane GT europeu.
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| Mudanças visuais foram discretas |
Antes que você me questione sobre o "receita de sucesso", afirmo que, para o Fluence, ser 5º colocado na categoria de sedãs médios no Brasil, com potencial para crescer, pode ser considerado sim um sucesso. Como eu disse antes, dificilmente ele ficará entre os três mais vendidos, mas o Fluence tem chance de tirar o Jetta da quarta colocação.
A pimenta realmente deu um gosto especial ao prato francês. De acordo com a Renault, o Fluence GT precisa de 8 segundos para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge velocidade máxima de 220 km/h. O câmbio manual de seis marchas foi mantido, mas recebeu alterações para aproveitar melhor o desempenho do motor, sem sacrificar o consumo.
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| Sais e belas rodas de aro 17" se destacam nas laterais |
A conta, por favor
Foi uma pena que a marca tenha deixou sua receita um pouco salgada. O preço sugerido é de R$ 79.370 - ainda inferior ao Corolla XRS quando ele foi lançado. O único opcional disponível no site da Renault é a pintura metálica (Preto Nacré e Vermelho Fogo), que custa R$ 1.200.
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| Motor 2.0 16V turbo a gasolina desenvolve 180 cv de potênicia e 30,6 mkgf de torque |
O sedã GT da Renault vem equipado com seis airbags (dois frontais, dois laterais e duplos do tipo de “cortina”); controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR); freios a disco nas quatro rodas com ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD); direção com assistência elétrica; ar-condicionado digital dual-zone com saídas de ar para o banco traseiro; sistema de som da Arkamys com rádio, CD Player, MP3, duas antenas, 4 alto-falantes e 4 tweeters, conexões USB/iPod, Bluetooth e auxiliar; GPS TomTom com tela de 5" integrada ao painel; partida do carro feita com cartão eletrônico e botão “Start/Stop” no painel; sistema Hands Free ( permite que o motorista acione o motor sem tirar o cartão do bolso), vidros, travas e retrovisores elétricos; teto solar; faróis de xenônio com lavador e regulagem de altura; entre outros itens.
Com três anos de garantia, a versão esportiva do Fluence mede 4,62 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,47 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 530 litros e o tanque comporta até 60 litros de gasolina.
Vai um cafezinho?
O Renault Fluence GT é mais uma alternativa saborosa para quem espera mais de um tradicional sedã médio no Brasil. O motor de 180 cv e 30,6 mkgf é o grande destaque, mas a lista de equipamentos de série também é excelente. Com certeza o modelo é um grande candidato a entrar na lista dos carros para se divertir até R$ 80.000.
O preço poderia ser um pouco menos salgado, mas se você estiver pensando em gastar R$ 80.740 num consagrado e cansado Toyota Corolla Altis (+ R$ 870 de pintura metálica/perolizada), ou R$ 84.990 num moderno e divertido Volkswagen Jetta TSi 2.0 Tiptronic (+ R$ 976 da pintura metálica ou R$ 1.440 da perolizada; + R$ 3.790 pelos faróis de xénon + R$ 2.369 pelo sistema de navegação + R$ 2.834 pelo teto de vidro corrediço/basculante), sem dúvida, passe numa concessionária da Renault. Se optar pelo Fluence GT, você terá um carro bem legal, além de sobrar um belo "troco" para o café.
Fotos: Renault/Divulgação
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Renault Fluence evolui na Europa - diferente do Mexico. E no Brasil?
Com alguma expectativa, finalmente a Renault mudou o Fluence na Europa. Agora, seu sedã segue a tendência de design dos mais recentes lançamentos da marca - diferente do que aconteceu com o modelo no México, onde, "nissanzinado", ele regrediu muito visualmente.
O Fluence acompanha as mudanças que aconteceram no Clio vendido no velho continente (a quarta geração), e as do "novo" Clio vendido por aqui (muitas gerações para trás). Na dianteira, destaque para a nova grande, mais larga na parte superior, que destaca a logomarca da Renault. Nas extremidades, os faróis de neblina estão diferentes, e o carro ganhou, logo acima deles, luzes de LEDs diurnas. A traseira, aparentemente, não mudou.
Em relação ao nosso Fluence, a evolução foi muito bem-vinda. O modelo ganhou um aspecto mais esportivo, que deve fazer a diferença na hora da compra.
Por dentro, o quadro de instrumentos é digital e o freio de estacionamento passa a ser elétrico. Os sistemas interativos também evoluiram, com bluetooth para conexão do celular, e, principalmente, graças ao sistema R-Link (vendido opcionalmente), que tem tela touchscreen com GPS com comandos de voz, além de outras funções.
Na Europa, o Fluence conta com opções de motores a diesel e a gasolina.
No México (abaixo), o sedã da Renault regrediu na sua reestilização mais recente, ficando com a dianteira muito feia, que parece ter sido inspirada em modelos da Nissan (Versa?) ou no antigo Corolla.
E no Brasil?
No Brasil, para a nossa alegria, a Renault deve repetir por aqui as mudanças efetuadas no Fluence europeu em algum momento de 2013. Se os preços se mantiverem ou até cairem um pouco, o sedã francês poderá vender ainda mais.
Sua participação no mercado não é ruim, mas ele nunca vendeu o que realmente pode - o Fluence é um carro muito bom. Segundo a Fenabrave, de janeiro a outubro de 2012, foram emplacadas 13.029 unidades do Fluence, mantendo firme a quinta colocação no segmento de sedãs médios em 2012, à frente de concorrentes como Nissan Sentra, Hyundai Elantra, Kia Cerato e Peugeot 408.
Acima do Fluence estão Volkswawagen Jetta (18.306 unidades vendidas no mesmo período), Chevrolet Cruze (34.112), Honda Civic (41.907) e Toyota Corolla (45.520).
Mesmo com as mudanças, não existe nenhuma maneira do Renault brigar com os japoneses. Alcançar o Cruze também é difícil. Mas, se as alterações forem mesmo confirmadas, especialmente mais para o início de 2013, lutar pela quarta posição será algo realmente possível.
O Fluence acompanha as mudanças que aconteceram no Clio vendido no velho continente (a quarta geração), e as do "novo" Clio vendido por aqui (muitas gerações para trás). Na dianteira, destaque para a nova grande, mais larga na parte superior, que destaca a logomarca da Renault. Nas extremidades, os faróis de neblina estão diferentes, e o carro ganhou, logo acima deles, luzes de LEDs diurnas. A traseira, aparentemente, não mudou.
Em relação ao nosso Fluence, a evolução foi muito bem-vinda. O modelo ganhou um aspecto mais esportivo, que deve fazer a diferença na hora da compra.
Por dentro, o quadro de instrumentos é digital e o freio de estacionamento passa a ser elétrico. Os sistemas interativos também evoluiram, com bluetooth para conexão do celular, e, principalmente, graças ao sistema R-Link (vendido opcionalmente), que tem tela touchscreen com GPS com comandos de voz, além de outras funções.
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| Painel tem instrumentos digitais e sistema R-Link - Fotos acima: Renault/Divulgação |
No México (abaixo), o sedã da Renault regrediu na sua reestilização mais recente, ficando com a dianteira muito feia, que parece ter sido inspirada em modelos da Nissan (Versa?) ou no antigo Corolla.
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| Reprodução de Al Volante |
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| Duas fotos logo acima são do Fluence mexicano. Feio, não? - Renault/Divulgação |
No Brasil, para a nossa alegria, a Renault deve repetir por aqui as mudanças efetuadas no Fluence europeu em algum momento de 2013. Se os preços se mantiverem ou até cairem um pouco, o sedã francês poderá vender ainda mais.
Sua participação no mercado não é ruim, mas ele nunca vendeu o que realmente pode - o Fluence é um carro muito bom. Segundo a Fenabrave, de janeiro a outubro de 2012, foram emplacadas 13.029 unidades do Fluence, mantendo firme a quinta colocação no segmento de sedãs médios em 2012, à frente de concorrentes como Nissan Sentra, Hyundai Elantra, Kia Cerato e Peugeot 408.
Acima do Fluence estão Volkswawagen Jetta (18.306 unidades vendidas no mesmo período), Chevrolet Cruze (34.112), Honda Civic (41.907) e Toyota Corolla (45.520).
Mesmo com as mudanças, não existe nenhuma maneira do Renault brigar com os japoneses. Alcançar o Cruze também é difícil. Mas, se as alterações forem mesmo confirmadas, especialmente mais para o início de 2013, lutar pela quarta posição será algo realmente possível.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Jac Motors e Renault anunciam novos preços de seus modelos com a redução do IPI
O Governo Federal anunciou ontem a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para compra de carros e Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para todas as operações de crédito de pessoas físicas - tudo até 31 de agosto de 2012. Menos de 24 horas depois, as marcas de carros já começaram a se movimentar, mostrandos seus preços novos ao consumidor. Jac Motors e Renault foram as primeiras.
Confiram os valores:
Jac Motor
. J3 - R$ 34.990 (antes: R$ 37.900)
. J3 Turin - R$ 36.990 (antes: R$ R$ 39.990)
. J5 - R$ 49.990 (antes: R$ 53.800)
. J6 2.0 5S - R$ 51.9900 (R$ 55.900)
. J6 2.0 Diamond 7S 17" - R$ 55.990 (R$ 59.500)
Renault
. Clio 1.0 16V Hi-Flex - 2 portas - R$ 23.760 (antes: R$ 25.910)
. Clio 1.0 16V Hi-Flex - 4 portas - R$ 25.060 (antes: R$ 27.330)
. Sandero Authentique 1.0 16V Hi-Flex - R$ 26.280 (antes: R$ 29.230)
. Sandero Expression 1.0 16V Hi-Flex- R$ 28.720 (antes: R$ 31.950)
. Sandero Expression 1.6 8V Hi-Torque - R$ 31.720 (antes: R$ 34.250)
. Sandero Privilège 1.6 8V Hi-Torque - R$ 38.100 (antes: R$ 41.150)
. Sandero Privilège 1.6 16V Hi-Flex automático - R$ 41.350 (antes: R$ 44.650)
. Sandero Stepway 1.6 16V Hi-Flex - R$ 40.270 (antes: R$ 43.490)
. Sandero Stepway Rip Curl série limitada 1.6 16V Hi-Flex - R$ 40.730 (antes: R$ 43.990)
. Sandero Stepway 1.6 16V Hi-Flex automático - R$ 44.440 (antes: R$ 47.990)
. Logan Authentique 1.0 16V Hi-Flex - R$ 25.780 (antes: R$ 28.610)
. Logan Expression 1.0 16V Hi-Flex - R$ 27.230 (antes: R$ 30.220)
. Logan Expression 1.6 8V Hi-Torque - R$ 30.490 (antes: R$ 32.820)
. Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex automático - R$ 38.390 (antes: R$ 41.320)
. Logan Avantage série limitada 1.0 16V Hi-Flex - R$ 27.400 (antes: R$ 30.410)
. Symbol Expression 1.6 16V Hi-Flex - R$ 37.310 (antes: R$ 39.900)
. Symbol Privilège 1.6 16V Hi-Flex - R$ 42.260 (antes: R$ 45.200)
. Grand Tour Dynamique 1.6 16V Hi-Flex - R$ 47.860 (antes: R$ 51.190)
. Fluence Dynamique 2.0 16V Hi-Flex câmbio manual - R$ 57.030 (antes: R$ 60.990)
. Fluence Dynamique 2.0 16V Hi-Flex câmbio CVT X-Tronic - R$ 62.640 (antes: R$ 66.990)
. Fluence Privilège 2.0 16V Hi-Flex câmbio CVT X-Tronic - R$ 71.050 (antes: R$ 75.990)
. Duster 1.6 16V Hi-Flex - R$ 48.170 (antes: R$ 51.800)
. Duster Expression 1.6 16V Hi-Flex - R$ 50.310 (antes: R$ 54.100)
. Duster Dynamique 1.6 16V Hi-Flex - R$ 54.030 (antes: R$ 58.100)
. Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex - R$ 57.470 (antes: R$ 61.800)
. Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex automático - R$ 61.190 (antes: R$ 65.800)
. Duster Dynamique 2.0 16V tração 4x4 - R$ 61.470 (antes: R$ 66.100)
Além da redução do preços de seus modelos, Além disso, a Renault continua com ofertas exclusivas para o mês de maio com taxas zero de juros para financiamentos de veículos para a maioria da sua gama, em até 36 meses. As taxas zero de juros estão valendo em toda a rede de concessionários da marca e incluem os modelos Duster, Fluence, Logan, Sandero, Sandero Stepway, Mégane Grand Tour e Symbol. Ficam de fora somente os modelos Clio, Master e Kangoo, conforme a tabela abaixo.
Clio 12/12 e anteriores
- Taxa de 0,99%, 50% de entrada – 24 meses
- Taxa de 1,19%, 40% de entrada – 60 meses
Logan 12/12 e anteriores
- Taxa de 0%, 50% de entrada – 36 meses
Sandero 11/12 e 12/12
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 36 meses
Stepway 11/12 e 12/12
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 18 meses
Mégane Grand Tour 12/13 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 12 meses
Fluence 12/13 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 36 meses
Symbol 12/12 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 24 meses
Duster 12/13 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 36 meses
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| Fotos acima: Jac Motors/Divulgação |
Jac Motor
. J3 - R$ 34.990 (antes: R$ 37.900)
. J3 Turin - R$ 36.990 (antes: R$ R$ 39.990)
. J5 - R$ 49.990 (antes: R$ 53.800)
. J6 2.0 5S - R$ 51.9900 (R$ 55.900)
. J6 2.0 Diamond 7S 17" - R$ 55.990 (R$ 59.500)
Renault
. Clio 1.0 16V Hi-Flex - 2 portas - R$ 23.760 (antes: R$ 25.910)
. Clio 1.0 16V Hi-Flex - 4 portas - R$ 25.060 (antes: R$ 27.330)
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| Sandero Privilège 1.6 16V automático - Renault/Divulgação |
. Sandero Expression 1.0 16V Hi-Flex- R$ 28.720 (antes: R$ 31.950)
. Sandero Expression 1.6 8V Hi-Torque - R$ 31.720 (antes: R$ 34.250)
. Sandero Privilège 1.6 8V Hi-Torque - R$ 38.100 (antes: R$ 41.150)
. Sandero Privilège 1.6 16V Hi-Flex automático - R$ 41.350 (antes: R$ 44.650)
. Sandero Stepway 1.6 16V Hi-Flex - R$ 40.270 (antes: R$ 43.490)
. Sandero Stepway Rip Curl série limitada 1.6 16V Hi-Flex - R$ 40.730 (antes: R$ 43.990)
. Sandero Stepway 1.6 16V Hi-Flex automático - R$ 44.440 (antes: R$ 47.990)
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| Fluence Privilège 2.0 16V automático - Renault/Divulgação |
. Logan Authentique 1.0 16V Hi-Flex - R$ 25.780 (antes: R$ 28.610)
. Logan Expression 1.0 16V Hi-Flex - R$ 27.230 (antes: R$ 30.220)
. Logan Expression 1.6 8V Hi-Torque - R$ 30.490 (antes: R$ 32.820)
. Logan Expression 1.6 16V Hi-Flex automático - R$ 38.390 (antes: R$ 41.320)
. Logan Avantage série limitada 1.0 16V Hi-Flex - R$ 27.400 (antes: R$ 30.410)
. Symbol Expression 1.6 16V Hi-Flex - R$ 37.310 (antes: R$ 39.900)
. Symbol Privilège 1.6 16V Hi-Flex - R$ 42.260 (antes: R$ 45.200)
. Grand Tour Dynamique 1.6 16V Hi-Flex - R$ 47.860 (antes: R$ 51.190)
. Fluence Dynamique 2.0 16V Hi-Flex câmbio manual - R$ 57.030 (antes: R$ 60.990)
. Fluence Dynamique 2.0 16V Hi-Flex câmbio CVT X-Tronic - R$ 62.640 (antes: R$ 66.990)
. Fluence Privilège 2.0 16V Hi-Flex câmbio CVT X-Tronic - R$ 71.050 (antes: R$ 75.990)
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| Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex automático - Guilber Hidaka/Renault/Divulgação |
. Duster Expression 1.6 16V Hi-Flex - R$ 50.310 (antes: R$ 54.100)
. Duster Dynamique 1.6 16V Hi-Flex - R$ 54.030 (antes: R$ 58.100)
. Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex - R$ 57.470 (antes: R$ 61.800)
. Duster Dynamique 2.0 16V Hi-Flex automático - R$ 61.190 (antes: R$ 65.800)
. Duster Dynamique 2.0 16V tração 4x4 - R$ 61.470 (antes: R$ 66.100)
Além da redução do preços de seus modelos, Além disso, a Renault continua com ofertas exclusivas para o mês de maio com taxas zero de juros para financiamentos de veículos para a maioria da sua gama, em até 36 meses. As taxas zero de juros estão valendo em toda a rede de concessionários da marca e incluem os modelos Duster, Fluence, Logan, Sandero, Sandero Stepway, Mégane Grand Tour e Symbol. Ficam de fora somente os modelos Clio, Master e Kangoo, conforme a tabela abaixo.
Clio 12/12 e anteriores
- Taxa de 0,99%, 50% de entrada – 24 meses
- Taxa de 1,19%, 40% de entrada – 60 meses
Logan 12/12 e anteriores
- Taxa de 0%, 50% de entrada – 36 meses
Sandero 11/12 e 12/12
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 36 meses
Stepway 11/12 e 12/12
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 18 meses
Mégane Grand Tour 12/13 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 12 meses
Fluence 12/13 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 36 meses
Symbol 12/12 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 24 meses
Duster 12/13 e anteriores
- Taxa de 0%, 60% de entrada – 36 meses
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Toyota Corolla continua na ponta, enquanto Honda Civic fica mais barato
A Chevrolet lançou o seu "carro mais vendido do mundo" no Brasil; a Honda lançou a nova geração do seu consagrado sedã no país; mas, no final das contas, em terras brasileiras, o Toyota Corolla continua líder de mercado em 2012, sem dar chances para Cruze e Civic.
Será que a versão "jovem e esportiva" XRS está ajudando o Corolla? Por mais que eu ache que existam, pelo menos, 10 carros mais divertidos que o Corolla XRS (com preços próximos ou inferiores), o sedã da Toyota mostra que tem ótimas qualidades para se manter na ponta neste ano com certa tranquilidade. De janeiro a abril, foram comercializdas 16.558 unidades do Corolla, o equivalente a 22,82% do segmento de sedãs médios.
Em segundo lugar vem o Cruze, com 16,70%, emplacando 12.114 unidades segundo a Fenabrave. Será que, para a próxima mudança de linha, a Chevrolet já estaria preparando a primeira reestilização do seu sedã mirando a dianteira do segmento em definitivo? Vamos esperar para saber, mas bem que o Cruze poderia ficar um pouco mais barato.
E foi essa a estratégia da Honda. Como as vendas do novo Civic não repetem o sucesso de anos anteriores, a marca japonesa reduziu em R$ 3.000 o valor da versão LXS do seu sedã. Vejam:
Novembro de 2011
. Honda Civic LXS MT Flex: R$ 69.700
. Honda Civic LXS AT Flex: R$ 72.900
. Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72.700
. Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75.900
. Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85.900
Maio de 2012
. Honda Civic LXS MT Flex: R$ 66.700
. Honda Civic LXS AT Flex: R$ 69.900
. Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72.700
. Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75.900
. Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85.900
O ideal mesmo seria tirar, pelo menos, R$ 3.000 do valor da LXL e R$ 5.000 no da EXS. Nos quatro primeiros meses de 2012, foram emplacados 11.200 unidades do Civic, o que corresponde a 15,44% do segmento.
Os dois colocados seguintes são interessantes. O quarto lugar está com o Volkswagen Jetta, que oferece os extremos de motorização: o ultrapassado 2.0 8V flex e o moderno 2.0 TSI a gasolina. Se a versão de entrada tivesse um propulsor mais interessante, com certeza o sedã da Volks venderia mais que as 8.120 unidades de janeiro a abril desse ano (11,19%).
Já a Renault conseguiu colocar o bom Fluence em quinto lugar com 6,55% de participação de mercado e 4.749 unidades emplacadas no mesmo período já citado. Com o rumor da chegada do Fluence 1.6 16V ganhando cada vez mais força, a tendência é que o sedã francês se mantenha no top 5, com qualidade suficiente até para subir.
Eu diria que o "estranho do ninho" está na 6ª colocação. A Nissan conseguiu a proeza de vender 3.502 unidades do Sentra, que é um ótimo carro, mas que sempre viveu nas sombras. Ele tem 4,83% do mercado.
O badalado Elantra, com seus freios a tambor na traseira e quase indefinidos números de potência, ainda não mostrou para que veio. Mesmo com toda a badalação da Hyundai e do Grupo CAOA, o modelo amarga a 7ª colocação, com apenas 2.434 unidades vendidas nos primeiros quatro meses de 2012, o equivalente a 3,35% de participação no segmento. É um resultado semelhante ao alcançado pela Peugeot com o 408, mas o carro do leão está uma posição atrás, sendo o responsável por 2.204 unidades emplacadas de janeiro a abril de 2012 (3,04%).
Em 9º temos o Cerato, que já teve seu tempo de sucesso no segmento de sedãs médios no Brasil. Com 2.194 unidades emplacadas nos primeiros quatro meses do ano, ele teve participação de 3,02% na categoria. A perda de interesse no sedã da Kia pode estar acontecendo pelo fato da marca estar renovando toda a sua linha pelo mundo, o que deve acontecer com o Cerato num futuro não muito distante.
Atualização (20h40)
Como a Fenabrave colocou, estranhamente, o Ford Focus Sedan no meio dos sedãs compactos, acabei esquecendo de colocá-lo na análise dos números. Por isso, matenho as participações de mercado em porcentagem acima, mas levem em consideração a posição de mercado da lista abaixo. A Ford conseguiu emplacar 3.098 unidade do Focus Sedan, deixando seu modelo numa modesta 7ª posição.
Sedãs médios - Janeiro a abril de 2012
1º. Toyota Corolla - 16.558 unidades emplacadas
2º. Chevrolet Cruze - 12.114
3º. Honda Civic - 11.200
4º. Volkswagen Jetta - 8.120
5º. Renault Fluence - 4.749
6º. Nissan Sentra - 3.502
7º. Ford Focus Sedan - 3.098
8º. Hyundai Elantra - 2.434
9º. Peugeot 408 - 2.204
10º. Kia Cerato - 2.194
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| 1º. Toyota Corolla segue líder com folga. Versão XRS é a "esportiva" da família - Toyota/Divulgação |
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| 2º. Cruze é a estrela da Chevrolet, mas falta alguma coisa para assumir a ponta - Chevrolet/Divulgação |
E foi essa a estratégia da Honda. Como as vendas do novo Civic não repetem o sucesso de anos anteriores, a marca japonesa reduziu em R$ 3.000 o valor da versão LXS do seu sedã. Vejam:
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| 3º. Honda Civic: dianteira bonita, traseira horrorosa e versão LXS R$ 3.000 mais barata - Honda/Divulgação |
. Honda Civic LXS MT Flex: R$ 69.700
. Honda Civic LXS AT Flex: R$ 72.900
. Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72.700
. Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75.900
. Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85.900
Maio de 2012
. Honda Civic LXS MT Flex: R$ 66.700
. Honda Civic LXS AT Flex: R$ 69.900
. Honda Civic LXL MT Flex: R$ 72.700
. Honda Civic LXL AT Flex: R$ 75.900
. Honda Civic EXS AT Flex: R$ 85.900
O ideal mesmo seria tirar, pelo menos, R$ 3.000 do valor da LXL e R$ 5.000 no da EXS. Nos quatro primeiros meses de 2012, foram emplacados 11.200 unidades do Civic, o que corresponde a 15,44% do segmento.
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| 4º. Volkswagen Jetta é dono do pior motor e do melhor motor entre os sedãs médios - Volkswagen/Divulgação |
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| 5º. Fluence tem potencial para melhorar ainda mais no Top 5 - Renault/Divulgação |
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| 6º. Sentra tem mostrado suas qualidades mantendo a sexta colocação - Nissan/Divulgação |
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| 7º. Hyundai ainda não conseguiu "descer os atributos do Elantra guela abaixo do consumidor" - Hyundai/Divulgação |
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| 8º. Peugeot 408 é bom, mas será um eterno coadjuvante? - Peugeot/Divulgação |
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| 9º. Cerato fez sucesso em outros tempos - Kia/divulgação |
Como a Fenabrave colocou, estranhamente, o Ford Focus Sedan no meio dos sedãs compactos, acabei esquecendo de colocá-lo na análise dos números. Por isso, matenho as participações de mercado em porcentagem acima, mas levem em consideração a posição de mercado da lista abaixo. A Ford conseguiu emplacar 3.098 unidade do Focus Sedan, deixando seu modelo numa modesta 7ª posição.
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| Focus Sedan é um ótimo carro, mas nunca soube ser vendido - Ford/Divulgação |
1º. Toyota Corolla - 16.558 unidades emplacadas
2º. Chevrolet Cruze - 12.114
3º. Honda Civic - 11.200
4º. Volkswagen Jetta - 8.120
5º. Renault Fluence - 4.749
6º. Nissan Sentra - 3.502
7º. Ford Focus Sedan - 3.098
8º. Hyundai Elantra - 2.434
9º. Peugeot 408 - 2.204
10º. Kia Cerato - 2.194
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Alta Roda - Aposta no futuro
A Renault cumpriu a promessa do seu executivo-chefe, Carlos Ghosn, e acaba de colocar à venda, na França e na Espanha, o primeiro sedã elétrico dos tempos modernos. Apresentado no Salão de Frankfurt de 2009, o Fluence Z.E. (emissão zero, em várias línguas) abre uma alternativa em termos de conforto interno para cinco passageiros e certo nível de representação pelo porte do carro. As ofertas até agora se resumiam ao pioneiro minicarro Mitsubishi i-MiEV, seguido pelo hatch médio-compacto Nissan Leaf.
A aliança Renault-Nissan fez uma aposta alta – US$ 5,5 bilhões – na tração puramente elétrica, sem passagem por híbridos (a marca japonesa tem poucos modelos desse tipo; a francesa, nenhum). O Fluence Z.E. inaugura uma fórmula interessante de comercialização: preço de 25.900 euros (R$ 62.400) igual ao do modelo a diesel, sem a bateria de íons de lítio de 398 V/22 kWh. Uma bateria desse tipo custa mais que o carro. Neste caso, o comprador paga um aluguel à parte de apenas 88 euros (R$ 211) durante 36 meses, incentivo pesado do fabricante. Países europeus acrescentam até 5.000 euros (R$ 12.000) de subsídio direto para número limitado de vendas.
Certos mitos podem ser desconsiderados como efeito memória na bateria ou o uso dos faróis diminuir autonomia. A Renault foi cautelosa ao especificar a autonomia, de 80 a 200 km, dependendo de vários fatores. O tempo de recarga pode ser de 7 ou de 22 horas, em função da instalação e tensão local (220 ou 110 V). Nenhuma emissão de poluentes tóxicos acontece enquanto roda, um alívio para as cidades, onde as distâncias médias diárias percorridas ficam em torno de 50 km e o para-e-anda até ajuda a recarregar a bateria.
Há outro lado da questão, ao considerar o CO2 (principal gás de efeito estufa) na geração de eletricidade. Se for de fonte renovável (hidráulica, eólica) ou de origem nuclear, as emissões ficam em torno do equivalente a 15 g/km, contra 120 g/km de um Fluence movido a combustível fóssil (160 g/km ao incluir o ciclo completo de produção). Porém, na maior parte do mundo a eletricidade vem de usinas térmicas. Assim um elétrico acaba “emitindo” de 180 a 200 g/km de CO2, um complicador.
No teste organizado, entre Lisboa e Cascais (Portugal), o percurso totalizou 86 km. O ímpeto para arrancar dá a sensação de que a potência (95 cv) e o torque (23 kgf•m) são maiores. Apesar de o motor elétrico atingir 8.900 rpm a aceleração de 0 a 100 km/h em 13 s não empolga e a velocidade máxima é travada em 135 km/h a fim de preservar autonomia. O desempenho sofre com o peso da bateria – 280 kg – colocada atrás do encosto do banco traseiro e invade a área de bagagem. Para garantir o espaço restrito de 317 l no porta-malas, o sedã ganhou 13 cm no comprimento o que prejudicou sua harmonia de linhas.
O Fluence Z.E. nada perdeu em dirigibilidade e o silêncio a bordo é impressionante. Ao final do percurso, três quartos da bateria se esgotou, dirigindo em ritmo normal, mas sem passar por autoestradas. Autonomia total seria de uns 120 km. Economia sobre combustíveis líquidos é em torno de 700 euros (R$ 1.700) por ano, ou seja, 30 anos para recuperar o preço da bateria subsidiada aos primeiros proprietários.
O futuro chegou? Nem tanto.
RODA VIVA
PORTUGAL foi escolhido para os lançamentos do Fluence e também do Kangoo Z.E. pelo comprometimento do país com a mobilidade elétrica. Empresa do governo, Mobi.E, desenvolveu sistema unificado de reabastecimento por cartão magnético e aplicativos para gerenciar recarga mais barata. Há 1.350 pontos de recarga, sendo 50 de carga rápida, em 25 cidades portuguesas.
ALÍVIO no crédito, anunciado pelo ministério da Fazenda, ajudará bastante a diminuir os estoques altos. Além da maior oferta de financiamentos longos (até 60 meses), juros também serão menores. Há tendência dos bancos serem menos seletivos, principalmente em prazos menores ou com entrada de 10%. Sem essa ajuda, não se alcançariam as metas de vendas de 2011.
AUMENTO do IPI para marcas importadas, fora do Mercosul e México, continuará além de 2012. Rumores preveem essa política até 2015, pelo menos. Em compensação, cronograma para atingir índice mínimo de nacionalização será flexibilizado para novos fabricantes. Se prazos forem cumpridos, governo estuda diminuir o IPI adicional, menos para os que só importam.
FONTES confirmam que o governo vai mesmo obrigar todas as marcas a aderir ao programa de eficiência energética coordenado pelo Inmetro. Etiquetas com dados sobre consumo de combustível não deverão ser mais unificadas com o de emissões (Selo Verde, do Ibama). No entanto, poderá se exigir o nível de CO2 emitido, sempre proporcional ao consumo.
CORREÇÃO: Tanto na picape Toyota Hilux como no utilitário esporte SW4, o atual motor V-6 a gasolina será substituído por um flexível etanol/gasolina de quatro cilindros em linha, 2,7 litros, 163/158 cv e torque de 25,3 kgfm. Previsão: fevereiro/março de 2012.
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| Renault/Divulgação |
Certos mitos podem ser desconsiderados como efeito memória na bateria ou o uso dos faróis diminuir autonomia. A Renault foi cautelosa ao especificar a autonomia, de 80 a 200 km, dependendo de vários fatores. O tempo de recarga pode ser de 7 ou de 22 horas, em função da instalação e tensão local (220 ou 110 V). Nenhuma emissão de poluentes tóxicos acontece enquanto roda, um alívio para as cidades, onde as distâncias médias diárias percorridas ficam em torno de 50 km e o para-e-anda até ajuda a recarregar a bateria.
Há outro lado da questão, ao considerar o CO2 (principal gás de efeito estufa) na geração de eletricidade. Se for de fonte renovável (hidráulica, eólica) ou de origem nuclear, as emissões ficam em torno do equivalente a 15 g/km, contra 120 g/km de um Fluence movido a combustível fóssil (160 g/km ao incluir o ciclo completo de produção). Porém, na maior parte do mundo a eletricidade vem de usinas térmicas. Assim um elétrico acaba “emitindo” de 180 a 200 g/km de CO2, um complicador.
No teste organizado, entre Lisboa e Cascais (Portugal), o percurso totalizou 86 km. O ímpeto para arrancar dá a sensação de que a potência (95 cv) e o torque (23 kgf•m) são maiores. Apesar de o motor elétrico atingir 8.900 rpm a aceleração de 0 a 100 km/h em 13 s não empolga e a velocidade máxima é travada em 135 km/h a fim de preservar autonomia. O desempenho sofre com o peso da bateria – 280 kg – colocada atrás do encosto do banco traseiro e invade a área de bagagem. Para garantir o espaço restrito de 317 l no porta-malas, o sedã ganhou 13 cm no comprimento o que prejudicou sua harmonia de linhas.
O Fluence Z.E. nada perdeu em dirigibilidade e o silêncio a bordo é impressionante. Ao final do percurso, três quartos da bateria se esgotou, dirigindo em ritmo normal, mas sem passar por autoestradas. Autonomia total seria de uns 120 km. Economia sobre combustíveis líquidos é em torno de 700 euros (R$ 1.700) por ano, ou seja, 30 anos para recuperar o preço da bateria subsidiada aos primeiros proprietários.
O futuro chegou? Nem tanto.
RODA VIVA
PORTUGAL foi escolhido para os lançamentos do Fluence e também do Kangoo Z.E. pelo comprometimento do país com a mobilidade elétrica. Empresa do governo, Mobi.E, desenvolveu sistema unificado de reabastecimento por cartão magnético e aplicativos para gerenciar recarga mais barata. Há 1.350 pontos de recarga, sendo 50 de carga rápida, em 25 cidades portuguesas.
ALÍVIO no crédito, anunciado pelo ministério da Fazenda, ajudará bastante a diminuir os estoques altos. Além da maior oferta de financiamentos longos (até 60 meses), juros também serão menores. Há tendência dos bancos serem menos seletivos, principalmente em prazos menores ou com entrada de 10%. Sem essa ajuda, não se alcançariam as metas de vendas de 2011.
AUMENTO do IPI para marcas importadas, fora do Mercosul e México, continuará além de 2012. Rumores preveem essa política até 2015, pelo menos. Em compensação, cronograma para atingir índice mínimo de nacionalização será flexibilizado para novos fabricantes. Se prazos forem cumpridos, governo estuda diminuir o IPI adicional, menos para os que só importam.
FONTES confirmam que o governo vai mesmo obrigar todas as marcas a aderir ao programa de eficiência energética coordenado pelo Inmetro. Etiquetas com dados sobre consumo de combustível não deverão ser mais unificadas com o de emissões (Selo Verde, do Ibama). No entanto, poderá se exigir o nível de CO2 emitido, sempre proporcional ao consumo.
CORREÇÃO: Tanto na picape Toyota Hilux como no utilitário esporte SW4, o atual motor V-6 a gasolina será substituído por um flexível etanol/gasolina de quatro cilindros em linha, 2,7 litros, 163/158 cv e torque de 25,3 kgfm. Previsão: fevereiro/março de 2012.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Cruze pode levar a Chevrolet para o topo do segmento?
A Chevrolet bem que tentou, mas o valente Vectra não foi pareo sedãs médios japoneses. Agora, com o Cruze, será que a marca conseguirá voltar ao topo do segmento no Brasil?
Qualidades para isso o Cruze tem. Sua plataforma é global (diferente da do Vectra, que usava a do Astra alongada) e seu design e moderno, seguindo a identidade visual da GM. Por aqui, o novo sedã será vendido em duas versões de acabamento, LT e LTZ, duas opções de câmbio, manual e automático de seis marchas, e com um motor: 1.8 16V Ecotec.
No início, achei os preços anunciados pela Chevrolet um pouco salgados: LT manual, por R$ 67.900, LT automática (R$ 69.900) e a LTZ (R$ 78.900). Mas, analisando o mercado, os valores estão de acordo com a categoria e com a proposta do carro. Ainda acho caro, mas logo teremos bonus e promoções.
Fabricado na planta de São Caetano do Sul (mas com o índice de nacionalização longe do ideal), o Cruze LT vem equipado, de série, com direção elétrica, ar-condicionado digital, faróis de neblina, airbags frontais e laterais, freios ABS com EBD, controle de estabilidade, volante multimídia com piloto automático e conexão Bluetooth e USB. A LT automática de seis velocidades acrescenta sensor de chuva (R$ 2.000 a mais) e revestimento em couro nos bancos (R$ 4.000 extra). Já a LTZ vem com roda de liga leve, tela de 7 polegadas para a central multimídia, revestimento em couro no painel, GPS e botão de partida.
O novo motor Ecotec flex 1.8 16V, com duplo comando de valvulas variável, batizado de Ecotec6 e candidato a beberrão, desenvolve 140 cv de potência a 6.300 rpm e 17,8 mkgf de torque a 3.800 rpm com gasolina e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol, nas mesmas rotações.
Segundo a GM, a versão pode ser acelerada de 0 a 100 km/h em 10,7/10,8 segundos (E/G) e alcança 204/203 km/h de velocidade máxima (E/G). Os números da versão automática são 11,4/11,7 s (E/G) e alcança 197 km/h de máxima.
O Cruze mede 4,60 m de comprimento, 1,79 m de largura (2,098 m com os espelhos), 1,47 m de altura e 2,685 m de distância entre-eixos. Seu porta-malas tem espaço para 450 litros, o tanque tem capacidade para 60,3 litros e o veículo pesa 1.399 kg.
Veja abaixo uma compração dos preços do Cruze e com os dos concorrentes.
Chevrolet Cruze LT 1.8 MT - R$ 67.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT - R$ 69.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT + couro - R$ 71.900
Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT - R$ 78.900
Citroën C4 Pallas 2.0 GLX MT - R$ 60.490
Citroën C4 Pallas 2.0 GLX AT - R$ 66.990
Citroën C4 Pallas 2.0 Exclusive AT - R$ 75.400
Honda Civic LXS 1.8 MT - R$ 66.660
Honda Civic LXS 1.8 AT - R$ 71.430
Honda Civic LXL 1.8 SE MT - R$ 67.340
Honda Civic LXL 1.8 SE AT - R$ 72.165
Honda Civic LXL 1.8 SE AT + couro - R$ 73.885
Honda Civic EXS 1.8 AT + couro - R$ 86.750
Nissan Sentra 2.0 MT - R$ 54.990 (por R$ 49.990)
Nissan Sentra 2.0 CVT - R$ 60.290 (por R$ 55.290)
Nissan Sentra 2.0 S CVT - R$ 64.290 (por R$ 59.290)
Nissan Sentra 2.0 SL CVT - R$ 71.990 (por R$ 66.990)
Peugeot 408 Allure 2.0 MT - R$ 59.500
Peugeot 408 Allure 2.0 AT - R$ 64.500
Peugeot 408 Feline 2.0 AT - R$ 74.900
Peugeot 408 Griffer 2.0 AT - R$ 79.900
Renault Fluence Dynamique 2.0 MT - R$ 60.290
Renault Fluence Dynamique 2.0 CVT - R$ 65.690
Renault Fluence Privilège 2.0 CVT - R$ 76.390
Toyota Corolla XLi 1.8 MT - R$ 63.570
Toyota Corolla XLi 1.8 AT - R$ 67.570
Toyota Corolla GLi 1.8 MT - R$ 67.070
Toyota Corolla GLi 1.8 AT - R$ 70.570
Toyota Corolla XEi 2.0 AT - R$ 77.070
Toyota Corolla XLi 2.0 AT - R$ 86.870
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 MT - R$ 65.775
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 AT - R$ 69.990
Volkswagen Jetta Highline 2.0 TSi AT- R$ 89.520
Não sei se o Cruze fará sucesso, mas ele muitas qualidades para isso. No mínimo, ele deve vender mais que o Vectra. E, se o trabalho da marca for bem feito, ele pode assumir a carante segunda posição enquanto o novo Civic não chega. Só depois disso é o momento de pensar na liderança.
Qualidades para isso o Cruze tem. Sua plataforma é global (diferente da do Vectra, que usava a do Astra alongada) e seu design e moderno, seguindo a identidade visual da GM. Por aqui, o novo sedã será vendido em duas versões de acabamento, LT e LTZ, duas opções de câmbio, manual e automático de seis marchas, e com um motor: 1.8 16V Ecotec.
No início, achei os preços anunciados pela Chevrolet um pouco salgados: LT manual, por R$ 67.900, LT automática (R$ 69.900) e a LTZ (R$ 78.900). Mas, analisando o mercado, os valores estão de acordo com a categoria e com a proposta do carro. Ainda acho caro, mas logo teremos bonus e promoções.
Fabricado na planta de São Caetano do Sul (mas com o índice de nacionalização longe do ideal), o Cruze LT vem equipado, de série, com direção elétrica, ar-condicionado digital, faróis de neblina, airbags frontais e laterais, freios ABS com EBD, controle de estabilidade, volante multimídia com piloto automático e conexão Bluetooth e USB. A LT automática de seis velocidades acrescenta sensor de chuva (R$ 2.000 a mais) e revestimento em couro nos bancos (R$ 4.000 extra). Já a LTZ vem com roda de liga leve, tela de 7 polegadas para a central multimídia, revestimento em couro no painel, GPS e botão de partida.
O novo motor Ecotec flex 1.8 16V, com duplo comando de valvulas variável, batizado de Ecotec6 e candidato a beberrão, desenvolve 140 cv de potência a 6.300 rpm e 17,8 mkgf de torque a 3.800 rpm com gasolina e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol, nas mesmas rotações.
Segundo a GM, a versão pode ser acelerada de 0 a 100 km/h em 10,7/10,8 segundos (E/G) e alcança 204/203 km/h de velocidade máxima (E/G). Os números da versão automática são 11,4/11,7 s (E/G) e alcança 197 km/h de máxima.
O Cruze mede 4,60 m de comprimento, 1,79 m de largura (2,098 m com os espelhos), 1,47 m de altura e 2,685 m de distância entre-eixos. Seu porta-malas tem espaço para 450 litros, o tanque tem capacidade para 60,3 litros e o veículo pesa 1.399 kg.
Veja abaixo uma compração dos preços do Cruze e com os dos concorrentes.
Chevrolet Cruze LT 1.8 MT - R$ 67.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT - R$ 69.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT + couro - R$ 71.900
Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT - R$ 78.900
Citroën C4 Pallas 2.0 GLX MT - R$ 60.490
Citroën C4 Pallas 2.0 GLX AT - R$ 66.990
Citroën C4 Pallas 2.0 Exclusive AT - R$ 75.400
Honda Civic LXS 1.8 MT - R$ 66.660
Honda Civic LXS 1.8 AT - R$ 71.430
Honda Civic LXL 1.8 SE MT - R$ 67.340
Honda Civic LXL 1.8 SE AT - R$ 72.165
Honda Civic LXL 1.8 SE AT + couro - R$ 73.885
Honda Civic EXS 1.8 AT + couro - R$ 86.750
Nissan Sentra 2.0 MT - R$ 54.990 (por R$ 49.990)
Nissan Sentra 2.0 CVT - R$ 60.290 (por R$ 55.290)
Nissan Sentra 2.0 S CVT - R$ 64.290 (por R$ 59.290)
Nissan Sentra 2.0 SL CVT - R$ 71.990 (por R$ 66.990)
Peugeot 408 Allure 2.0 MT - R$ 59.500
Peugeot 408 Allure 2.0 AT - R$ 64.500
Peugeot 408 Feline 2.0 AT - R$ 74.900
Peugeot 408 Griffer 2.0 AT - R$ 79.900
Renault Fluence Dynamique 2.0 MT - R$ 60.290
Renault Fluence Dynamique 2.0 CVT - R$ 65.690
Renault Fluence Privilège 2.0 CVT - R$ 76.390
Toyota Corolla XLi 1.8 MT - R$ 63.570
Toyota Corolla XLi 1.8 AT - R$ 67.570
Toyota Corolla GLi 1.8 MT - R$ 67.070
Toyota Corolla GLi 1.8 AT - R$ 70.570
Toyota Corolla XEi 2.0 AT - R$ 77.070
Toyota Corolla XLi 2.0 AT - R$ 86.870
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 MT - R$ 65.775
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 AT - R$ 69.990
Volkswagen Jetta Highline 2.0 TSi AT- R$ 89.520
Não sei se o Cruze fará sucesso, mas ele muitas qualidades para isso. No mínimo, ele deve vender mais que o Vectra. E, se o trabalho da marca for bem feito, ele pode assumir a carante segunda posição enquanto o novo Civic não chega. Só depois disso é o momento de pensar na liderança.
(Fotos: Chevrolet/Divulgação)
terça-feira, 12 de abril de 2011
Quilinhos extras que fazem a diferença (para pior)
Espero que não seja uma tendência, mas muitos dos últimos e esperados lançamentos do mercado nacional sofrem com o mesmo problema: excesso de peso! Do que adianta os carros saírem de fábrica equipados com motores modernos se os quilos extras acabam com a eficiência (bom desempenho x boa média de consumo)?
O belo Fiat Bravo, com o motor 1.8 16V E.TorQ debaixo do capô, pesa 1.340 kg (Essence), 1.345 kg (Essence Dualogic), 1.355 kg (Absolute) e 1.360 kg (Absolute Dualogic). Já a versão T-Jet, com propulsor 1.4 turbo, pesa 1.370 kg. Pelo menos a Fiat é clara e revela o peso do carro no seu site, diferente da Ford, que parece esconder na sua página oficial o peso do seu hatch médio (me avisem se vocês encontrarem!).
Segundo informações oficiais divulgadas para a imprensa em fevereiro de 2010, o Focus 2.0 pesa 1.338 kg (GLX), 1.353 kg (GLX automático), 1.356 kg (Ghia) e 1.371 kg (Ghia automático). Não achei quanto as versões GL e GLX 1.6 16V pesam, nem a nova Titanium. Interessante comparar o peso do modelo vendido por aqui com o Focus comercializado na Argentina. Segundo a Ford de lá, que publica os números de peso de seus modelos no site, o Focus 1.6 16V Sigma a gasolina pesa 1.257 kg, seguido pelo 2.0 a gasolina manual, com 1.327 kg, e pelo 2.0 automático, com 1.339 kg. Por curiosidade: o Focus 1.8 8V a diesel pesa 1.391 kg no país vizinho. Será que o sistema flex tornou o nosso Focus mais gordinho? Não custa lembrar que tenho falado do peso do novo Focus desde 2009.
O Chevrolet Vectra GT também não é dos mais leves, pesando 1.283 kg (GT manual), 1.325 kg (GT automático), 1.303 kg (GT-X) e 1.345 kg (GT-X automático). O Peugeot 307 é outro que está acima do peso: parte dos 1.302 kg (1.6 16V Presence) e chega até 1.368 kg (Feline 2.0 16V).
Em relação aos concorrentes, segundo os respectivos sites oficiais, o Nissan Tiida hatch pesa entre 1.195 kg (S) e 1.262 kg (SL automático); o Chevrolet Astra pesa 1.220 kg, e o Citroën C4 pesa entre 1.200 kg (GLX 1.6 16V manual) e 1.292 kg (2.0 Exclusive automático). Já o Volkswagen Golf 1.6 pesa 1.193 kg (o site da VW é confuso e não me permitiu encontrar os dados das outras versões).
Como vocês perceberam, considero que o hatch médio é gordo quando ele pesa mais de 1.300 kg. Modelos dessa categoria não deveriam passar dos 1.250 kg, ainda mais aqueles com motor abaixo de 2.0.
Mudando de segmento, o Honda Civic tem excelente forma, pesando entre 1.235 kg (LXS manual) e 1.275 kg (EXS automático). O Toyota Corolla também faz bonito, com pesos variando entre R$ 1.245 kg (XLi 1.8 manual) e 1.290 kg (Altis 2.0 automático). O Chevrolet Vectra começa bem, mas acaba "cheinho": 1.268 kg (Expression manual), 1.310 kg (Expression automático), 1.308 kg (Elegance manual, 1.350 kg (Elegance automático) e 1.383 kg (Elite automático).
Entre os mais novos, só gordinhos. O Volkswagen Jetta 2.0 Total Flex Tiptronic pesa 1.346 kg, um pouco menos que o Renault Fluence, que varia entre 1.369 kg (Dynamique manual) e 1.372 kg (Privilège automático). Já o Peugeot 408 é o obeso da turma, variando entre 1.468 kg (Allure manual) e gordurosos 1.527 kg (Griffe automático). Mais de uma tonelada e meia para um sedã médio! Até o Peugeot 508, que é maior que o 408 (4,79 m x 4,69 m de comprimento; 1,85 m x 1,81 m de largura; e 2,81 m x 2,71 m de entre-eixos), pesa menos: 1.400 kg!
Pela lógica simples, quanto menos um carro pesa, menos combustível ele consome e melhor desempenho ele tem. Comparei apenas duas categorias, mas tenho certeza de que outros segmentos também têm carros bem "gordinhos".
O belo Fiat Bravo, com o motor 1.8 16V E.TorQ debaixo do capô, pesa 1.340 kg (Essence), 1.345 kg (Essence Dualogic), 1.355 kg (Absolute) e 1.360 kg (Absolute Dualogic). Já a versão T-Jet, com propulsor 1.4 turbo, pesa 1.370 kg. Pelo menos a Fiat é clara e revela o peso do carro no seu site, diferente da Ford, que parece esconder na sua página oficial o peso do seu hatch médio (me avisem se vocês encontrarem!).
Segundo informações oficiais divulgadas para a imprensa em fevereiro de 2010, o Focus 2.0 pesa 1.338 kg (GLX), 1.353 kg (GLX automático), 1.356 kg (Ghia) e 1.371 kg (Ghia automático). Não achei quanto as versões GL e GLX 1.6 16V pesam, nem a nova Titanium. Interessante comparar o peso do modelo vendido por aqui com o Focus comercializado na Argentina. Segundo a Ford de lá, que publica os números de peso de seus modelos no site, o Focus 1.6 16V Sigma a gasolina pesa 1.257 kg, seguido pelo 2.0 a gasolina manual, com 1.327 kg, e pelo 2.0 automático, com 1.339 kg. Por curiosidade: o Focus 1.8 8V a diesel pesa 1.391 kg no país vizinho. Será que o sistema flex tornou o nosso Focus mais gordinho? Não custa lembrar que tenho falado do peso do novo Focus desde 2009.
O Chevrolet Vectra GT também não é dos mais leves, pesando 1.283 kg (GT manual), 1.325 kg (GT automático), 1.303 kg (GT-X) e 1.345 kg (GT-X automático). O Peugeot 307 é outro que está acima do peso: parte dos 1.302 kg (1.6 16V Presence) e chega até 1.368 kg (Feline 2.0 16V).
Em relação aos concorrentes, segundo os respectivos sites oficiais, o Nissan Tiida hatch pesa entre 1.195 kg (S) e 1.262 kg (SL automático); o Chevrolet Astra pesa 1.220 kg, e o Citroën C4 pesa entre 1.200 kg (GLX 1.6 16V manual) e 1.292 kg (2.0 Exclusive automático). Já o Volkswagen Golf 1.6 pesa 1.193 kg (o site da VW é confuso e não me permitiu encontrar os dados das outras versões).
Como vocês perceberam, considero que o hatch médio é gordo quando ele pesa mais de 1.300 kg. Modelos dessa categoria não deveriam passar dos 1.250 kg, ainda mais aqueles com motor abaixo de 2.0.
Mudando de segmento, o Honda Civic tem excelente forma, pesando entre 1.235 kg (LXS manual) e 1.275 kg (EXS automático). O Toyota Corolla também faz bonito, com pesos variando entre R$ 1.245 kg (XLi 1.8 manual) e 1.290 kg (Altis 2.0 automático). O Chevrolet Vectra começa bem, mas acaba "cheinho": 1.268 kg (Expression manual), 1.310 kg (Expression automático), 1.308 kg (Elegance manual, 1.350 kg (Elegance automático) e 1.383 kg (Elite automático).
Entre os mais novos, só gordinhos. O Volkswagen Jetta 2.0 Total Flex Tiptronic pesa 1.346 kg, um pouco menos que o Renault Fluence, que varia entre 1.369 kg (Dynamique manual) e 1.372 kg (Privilège automático). Já o Peugeot 408 é o obeso da turma, variando entre 1.468 kg (Allure manual) e gordurosos 1.527 kg (Griffe automático). Mais de uma tonelada e meia para um sedã médio! Até o Peugeot 508, que é maior que o 408 (4,79 m x 4,69 m de comprimento; 1,85 m x 1,81 m de largura; e 2,81 m x 2,71 m de entre-eixos), pesa menos: 1.400 kg!
Pela lógica simples, quanto menos um carro pesa, menos combustível ele consome e melhor desempenho ele tem. Comparei apenas duas categorias, mas tenho certeza de que outros segmentos também têm carros bem "gordinhos".
(Fotos: Montadoras/Divulgação)
Atualização
Recebi inúmeros e-mails de pessoas questionando os números que postei aqui. Deixo claro uma coisa: não inventei nenhuma informação. Todos os dados foram retirados de fontes oficiais e, em alguns casos, conferidos em mais de um lugar. Para finalizar, publico abaixo um print do release de imprensa do Focus 2.0 flex divulgado pela Ford em fevereiro de 2010 (clique na imagem para ampliar).
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