segunda-feira, 29 de junho de 2009

Fiat lança Strada Adventure Cabine Dupla

Depois de muita expectativa e diversas negações, finalmente a Fiar apresentou oficialmente a Strada Cabine Dupla . Além de ter mais espaço para as pessoas e menos para as bagagens, outro ponto me chamou a atenção: o bloqueio eletrônico de diferencial, também conhecido com o Locker, virou um equipamento opcional, com o preço de R$ 1.300. Até então ele era um item de série em todas a família Adventure da Fiat - Doblò, Palio Weekend e Idea. Será que isso vai ser uma tendência para todos os "aventureiros" da Fiat no nosso mercado?
Como de costume, também achei que a Strada Cabine Dupla pudesse ser um pouco mais barata. Mas, para isso, toda linha Strada precisaria sofrer um corte de preço. O modelo mais simples, Fire 1.4 com cabine simples, tem valor sugerido de R$ 30.590. Por R$ 46.440 você leva a Adventure Cabine Dupla 1.8. Tudo bem que a nova versão vem até bem equipada, mas, por esse preço, ela poderia vir com mais itens de série, como rádio CD player com RDS, leitor de MP3 e WMA, viva-voz Bluetooth e entradas USB e iPod, retrovisores elétricos , volante revestido em couro e o diferencial Locker (ou airbags e ABS).
Como eu disse há alguns dias, quero mesmo ver o espaço traseiro da nova Strada ao vivo. Eu poderia até fazer um Tira-Teima com ela, vendo se o espaço interno é suficiente para levar quatro adultos, e o externo, quatro bikes para uma trilha. Sobre o visual, mesmo sendo um aspecto subjetivo, achei que a picape ficou bonita e arrojada, mesmo com o uso excessivo de plástico.
Mas uma coisa eu tenho que tirar o chapéu para a Fiat: ela está de parabéns por conseguir fazer mais um modelo de carroceria com a plataforma do Palio. Já foram criados um hatch, um sedã, uma perua e três estilos de picapes (se alguém lembrar de mais algum, me avise para eu incluir aqui). A marca só não pode deixar o consumidor na mão, tirando, em pouco tempo, a Strada Cabine Dupla do mercado (onde estão Siena 6 marchas e Palio Citymatic?). Mas acredito que isso não vai acontecer. Resta agora saber da recepção do público à nova versão da picape, que vai ter três meses ainda de preço sem IPI.
Veja abaixo um simples comparativo entre a Strada Cabine Dupla e a Estendida.

Strada Adventure Cabine Dupla 1.8
Comprimento: 4.457 mm
Altura: 1.631 mm
Largura: 1.740 mm
Entre-eixos: 2.753 mm
Altura livre do solo: 20 cm
Peso: 1.195 kg
Ângulo de entrada: 26º
Ângulo de saída: 31º
Caçamba: 580 litros
Carga útil: 650 kg (com o condutor)
Velocidade máxima: 173 km/h (G) / 175 km/h (A)
0 a 100 km/h: 12 s (G) / 11,8 s (A)
Consumo (cidade): 10,9 km/l (G) / 7,6 km/l (A)
Consumo (estrada): 15,3 km/l (G) / 10,6 (A)

Strada Adventure Locker Cabine Estendida 1.8
Comprimento: 4.457 mm
Altura: 1.648 mm
Largura: 1.740 mm
Entre-eixos: 2.753 mm
Altura livre do solo: 20 cm
Peso: 1.160 kg
Ângulo de entrada: 26º
Ângulo de saída: 31º
Caçamba: 830 litros
Carga útil: 685 kg (com o condutor)
Velocidade máxima: 173 km/h (G) / 175 km/h (A)
0 a 100 km/h: 11,3 s (G) / 11,1 s (A)
Consumo (cidade): 11,3 km/l (G) / 8 km/l (A)
Consumo (estrada): 15,6 km/l (G) / 10,9 (A)

Strada Trekking Cabine Simples 1.8
Comprimento: 4.409 mm
Altura: 1.530 mm
Largura: 1.660 mm
Entre-eixos: 2.718 mm
Altura livre do solo: 18,5 cm
Peso: 1.070 kg
Ângulo de entrada: 24º30'
Ângulo de saída: 28º30'
Caçamba: 1.100 litros
Carga útil: 705 kg (com o condutor)
Velocidade máxima: 180 km/h (G) / 182 km/h (A)
0 a 100 km/h: 10,5 s (G) / 10,2 s (A)
Consumo (cidade): 11,3 km/l (G) / 8 km/l (A)
Consumo (estrada): 15,6 km/l (G) / 10,9 (A)

Fonte dos dados acima: Fiat

Atualização (30/06/09)
Segundo informações da imprensa especializada, citando como fonte a própria Fiat, quem vai no banco traseiro da nova Strada Cabine Dupla, para ter conforto, precisa ter, no máximo, 1,75 m de altura. Para quem tem mais de 1,80 m, como eu, parece que vai faltar espaço. Mas ainda quero esperar para ver o modelo ao vivo.
Fotos: Fiat/Divulgação

Redução de IPI continua

Como conversado no videochat da última quinta, o governo federal anunciou hoje a prorrogação da redução do IPI até o dia 30 de setembro para os automóveis novos no Brasil. A partir de outubro, o imposto volta de forma gradual. Veja como ficou o "cronograma do IPI":

Carros 1.0
. Isenção total do imposto até o final de setembro;
. Aumento para 1,5% em outubro;
. Aumento para 3% em novembro;
. Aumento para 5% em dezembro;
. A partir de janeiro, o IPI volta à alíquota de 7%

Carros 1.1 a 2.0 a gasolina
. Imposto de 6,5% até o final de setembro;
. Aumento para 8% em outubro;
. Aumento para 9,5% em novembro;
. Aumento para 11% em dezembro;
. A partir de janeiro, o IPI volta à alíquota de 13%

Carros 1.1 a 2.0 a álcool e flex
. Imposto de 5,5% até o final de setembro;
. Aumento para 6,5% em outubro;
. Aumento para 7,5% em novembro;
. Aumento para 9% em dezembro;
. A partir de janeiro, o IPI volta à alíquota de 11%

Para caminhões, haverá isenção de IPI até o final do ano. A partir de 2010, a alíquota volta para 5%.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Impressões: Espaço para tudo e todos no Idea

Na segunda edição do Impressões, temos mais um veículo da Fiat, um Idea ELX 1.4, enviado pelo Rafael Dias de Almeida, de Vila Velha (ES). Pelas fotos, vemos que o carro dele está muito bem cuidado.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas e o Rafael, basta enviar um e-mail para
renatoparizzi@gmail.com.


"Após 2 anos de sofrimento com um Palio 1.3 ELX 2004, que teimava em freqüentar constantemente a concessionária, em 2006 resolvi trocá-lo por um Idea 1.4 ELX. Infelizmente na época a Fiat não oferecia o kit Creative, assim tive que desembolsar um dinheiro a mais em alguns opcionais como: ar condicionado, rodas de liga leve, retrovisores da cor do carro entre outros itens que hoje são de série.

A minivan ou monovolume, como alguns preferem dizer, vem atendendo muito bem às necessidades da minha família, por apresentar um espaço interno excelente - quando entro em outros carros me sinto apertado - ponto para a altura do teto e assoalho plano que facilita a vida do passageiro central no banco traseiro. O porta-malas com 380 litros comporta bem as compras do dia-dia, sem contar a grande quantidade de porta-objetos.


Ao volante, o Idea apresenta a posição de dirigir elevada, que considero boa. Porém, a visibilidade é prejudicada pela coluna A, que pode esconder uma pessoa atravessando a rua; além disso, os retrovisores externos são pequenos, o que requer atenção ao mudar de faixa. Ainda no interior, o carro é bastante silencioso, graças aos vidros laterais laminados, porém o silencio é quebrado com um som de ik, ik, ik vindo do painel e console do teto, quando se passa por ruas de calçamento ruim.

Quanto ao desempenho, o motor 1.4 para uso na cidade é satisfatório, já na estrada ele sofre bastante em trechos de subida e em ultrapassagens. Em relação ao consumo, considero bom, com gasolina tenho feito 10 km/l.

Alguns problemas apresentados durante a garantia de 1 ano.

1 - Troca da bóia do reservatório de partida a frio;
2 - Troca da bateria;
3 - Silencioso do escapamento foi trocado 4 vezes (carro com 3 anos de uso), devido aparecimento de corrosão. Todas as trocas foram feitas pela Fiat sem cobrança, mesmo o carro estando fora da garantia. Motivo da corrosão não foi encontrado.

Com a noticia de que em 2010 a Fiat irá lançar o Idea com o visual renovado, espero que as alterações não fiquem apenas na carroceria, sendo também, melhorado o motor e mudado o painel que é o mesmo da família Palio."

Opinião do blogueiro
Compartilho boa parte das impressões do Rafael a respeito do Fiat Idea. Gosto do espaço interno e dos vários porta-objetos. Mesmo não muito tempo distante da primeira plástica, o visual do modelo ainda me agrada, mas acho que as alterações estéticas serão bem-vindas. Gostei também do teto solar Skydome, embora eu considere este equipamento caro e bastante sujeito a defeitos.

Mas não acho que a versão ELX 1.4 tenha desempenho satisfatório. Considero a motorização muito fraca para o conjunto do carro, até mesmo na cidade. Os 80 cv com gasolina e 81 cv com álcool, aliados aos 12,2 mkgf (G) e 12,4 mkgf (A) de torque do motor 1.4 flex não são suficientes para os 1.180 kg do modelo. Na carro que testei (era um daqueles laranjas da época do lançamento) faltava força em subidas no trânsito urbano, principalmente quando o ar-condicionado ligado. Na hora de fazer uma ultrapassagem na estrada, precisei ficar muito atento para calcular o tempo certo para a manobra, já que faltou fôlego ao veículo. Pelo menos o Idea deve ganhar os 5 cv extras vindos com o Punto na próxima linha. Não é muita coisa, mas já ajuda.

Nova picape Ford Ranger é flagrada em definitivo

A revista Auto Esporte teve acesso a um catálogo da Ford que mostra o novo visual da Ranger. Pelas imagens, vemos que o modelo vai sofrer uma plástica mais radical. Mas, pelas fotos, não gostei do visual da picape. A dianteira parece retrô, inspirada em veículos militares. Ela ficou toda quadradona. Mas prefiro não formar ainda a minha opinião sem ver a picape ao vivo, que é o mínimo que eu posso fazer.
Analisando a Ranger, que será apresentada em julho para chegar ao mercado em agosto, vemos que os faróis da frente estão mais quadrados, com as luzes das setas posicionadas por cima, com as luzes de neblina (quando equipado) ficando por baixo da parte preta do pára-choque, que também é novo. Já a grade tem foi filetes com o escudo da Ford pelo meio. Na traseira as mudanças foram mais simples, com a maior diferença nos faróis.
Três fotos acima: reprodução da internet/autoesporte.com.br - 26/6/09
Debaixo do capô, o apenas o motor 2.3 que atualmente é a gasolina deve virar flex. Ele desenvolve 150 cv e 22,1 mkgf de torque. Já o propulsor 3.0 a diesel tem 163 cv de potência e bons 38,7 mkgf de torque. A Ranger é produzida na fábrica da Ford em Pacheco, na Argentina.

Vale lembrar que a Ranger atual vai sofrer sua última reestilização, já que o novo modelo (novo de verdade) está previsto para 2012.

A Ford vai arriscar um bocado com as alterações da Ranger, muito por causa do visual, que pode ser considerado bem polêmico. Mas talvez seja isso que a picape precise para finalmente deslanchar no mercado e sair da incômoda quarta posição do segmento em 2009. Na ponta, a Chevrolet S10 segue firme, com Hilux em segundo e L200 em terceiro.

Emplacamentos de janeiro a maio de 2009:

1. Chevrolet S10 - 13.025
2. Toyota Hilux - 10.267
3. Mitsubishi L200 - 8.169
4. Ford Ranger - 4.365
5. Nissan Frontier - 2.409
6. SsangYong Actyon - 343
7. Mahindra Scorpio - 163

Aproveite e vote na enquete do De 0 a 100 (que ainda está no ar): Deixando de lado as versões, qual é a melhor picape média do Brasil? Até o momendo (26/6/09 - 17:09), a Ranger está vencendo, com a Hilux em segundo. Veja abaixo a atual Ranger e compare com as fotos da nova versão reestilizada, que estão acima.
Ford/Divulgação

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Fiat Strada Cabine Dupla oficial

Primeira imagem oficial da Strada Cabine Dupla - Fiat/Divulgação
A Fiat divulgou hoje, oficialmente, a primeira foto oficial da Strada Cabine Dupla. O modelo será apresentado oficialmente à impensa na semana que vem. Com a nova picape, a família Strada chega a oito versões de acabamento (duas Fire, quatro Trekking e duas Adventure), duas motorizações (1.4 Fire Flex e 1.8 Flex) e três opções de carroceria: simples, estendida e dupla.

Segundo a Fiat, a Strada Cabine Dupla "acomoda bem mais dois passageiros atrás e ainda oferece uma boa capacidade de carga em sua caçamba. Essas características reforçam a versatilidade do modelo, adequando-o igualmente bem para o lazer e o uso urbano". Será mesmo? Quero entrar no banco traseiro para ver se cabem dois adultos mesmo. Fica a impressão, pela foto abaixo, que apenas duas crianças ou dois adultos de baixa estatura vão caber por ali com algum conforto.
Revista Car Magazine mostra o banco traseiro da Strada Cabine Dupla

terça-feira, 23 de junho de 2009

Problemas com o garotão Chevrolet Captiva

Fotos: Chevrolet/Divulgação
O Chevrolet Captiva é um sucesso de público, sempre vendendo muito bem desde a sua chegada ao Brasil, em agosto do ano passado. O modelo serviu para melhorar um pouco a imagem da marca, que estava carente de algo realmente novo e inédito. O impacto do Captiva foi tão grande que ele abafou dois outros modelos de grande sucesso e bastante cobiçados pelo público brasileiro: Hyundai Tucson e Honda CR-V.

Já ouvi que o Captiva é o rival direto do Tucson; também já me disseram que o Captiva é o principal adversário do CR-V. A verdade é que o Chevrolet incomoda tanto os modelos considerados crossovers médios, quanto os utilitários esportivos médios. Veja as vendas:

Chevrolet Captiva
4.795 unidades - 2008 (setembro a dezembro)
5.689 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Honda CR-V
7.955 unidades - 2008 (março a dezembro)
6.041 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Hyundai Tucson
19.644 unidades - 2008 (janeiro a dezembro)
8.208 unidades - 2009 (janeiro a maio)

Mas o ponto que quero chegar com esse post é o seguinte. Nos últimos meses, tenho recebido algumas reclamações sobre o Captiva. Um internauta vendeu o carro depois de 35 dias com o mesmo. Já um outro proprietário fez um acordo com a GM e devolveu o veículo pouco tempo depois de comprá-lo. Fiquei curioso para saber quais são os defeitos mais comuns do modelo. Resolvi então fazer algumas visitas especiais a concessionárias da marca em Belo Horizonte.
Interior bem acabado e confortável
Ao entrar nas oficinas, me deparei com alguns contrastes. Numa delas, pouquissimos Captivas parados nos "boxes". Perguntei ao consultor o que os carros tinham e ele disse que eles estavam lá para a primeira revisão de seis meses (troca de óleo, etc.). Em outra revenda, o mesmo foi dito, mas algo chamou a minha atenção: oito Captivas estavam na mesma oficina, ao mesmo tempo - número que achei alto para uma simples troca de óleo. Conversa vai, conversa vem, começo a saber o que está acontecendo.

Muitos Captivas estão parados esperando peças, que, aparentemente, estão demorando um bocado para chegar. Alguns tiveram problemas com os discos de freio, que empenaram graças às nossas ruas, avenidas e estradas, que insistem em imitar a superfície da Lua. Outros estão com um problema mais grave: a luz da injeção eletrônica se acende no painel do veículo, acusando problemas com o sistema. O defeito parece não ser fatal, já que permite que o carro rode sem dificuldades. Mas ele pode ser a ponta de algo muito pior. Um dos modelos estava com um problema no motor que ninguém sabia o que era e, logo, ninguém sabia resolver. Não me lembro a proporção, mas vi na oficina Captivas V6 e Ecotec.
Motores V6 3.6 e 2.4 16V Ecotec parecem não gostar da gasolina brasileira
Fica a impressão que o Captiva não recebeu as adaptações necessárias para rodar nas péssimas condições de piso do Brasil (embora o carro seja um fora-de-estrada) e para receber a nossa gasolina, que contêm 25% de álcool - e que adora ser batizada. A situação pode ser ainda pior. Recebi uma informação, que ainda não pude confirmar, mas que diz que algumas concessionárias da Chevrolet fora do estado de São Paulo estão, literalmente, colocando os Captivas defeituosos numa cegonha e mandando de volta para a sede da GM em SP com o seguinte bilhete: "Toma que o filho é seu. Resolvam os problemas e me mandem os carros de volta".

Deixando a ironia de lado, a situação pode até não parecer grave, já que é natural que qualquer carro tenha seus defeitos - até por isso existe a garantia da fábrica. Mas o que começa pequeno pode crescer muito rápido, se tornando uma grande dor de cabeça. Tenho certeza que a Chevrolet do Brasil já trabalha para conseguir a reposição mais eficiente das peças do modelo e para solucionar os problemas de injeção, fazendo o Captiva voltar ao que ele é: um carro caro, moderno, confortável, muito bonito e beberrão.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Projeto Viva da Chevrolet já tem nome: Agile

Agile é o nome do novo hatch que a Chevrolet vai lançar no último trimestre de 2009 no Brasil, provavelmente em outubro. É o primeiro "filho" do Projeto Viva.  Suas principais características devem ser o visual moderno, inspirado no conceito GPiX (foto abaixo) , o amplo espaço interno e a posição elevada de dirigir. Ele não deve aposentar o Corsa, nem o Astra, já que o Agile está entrando num "novo" segmento, que já tem modelos como o Fox (grande adversário no novo GM), Polo, Punto e Sandero.

O Agile será fabricado, inicialmente, na planta de Rosário, na Argentina, e deverá custar entre R$ 35.000 (Corsa Premium 1.4) e R$ 44.000 (Astra Advantage), com motor 1.4 Econo.flex. Vale lembrar que o nome Agile não é tão inédito para a marca, já que a General Motors já comercializa, na Europa, o Opel Agila.
Conceito GPiX serviu de inspiração para o visual do Agile
Depois do hatch, a família Viva deverá gerar um crossover compacto, para brigar com o Ford EcoSport, em 2010. Depois viria uma picape, que talvez substitua a Montana. Como eu disse no post anterior, o Agile é o modelo que eu mais aguardo em 2009. Se ele tiver o visual bastante parecido com o GPiX, com linhas bonitas e modernas, mas sem ter um aspecto "minivanizado", ele tem tudo para ser um sucesso e virar mais um best-seller da Chevrolet, como Corsa (todos) e o Astra, modelos que que ficarão abaixo e acima do Agile.

A verdade é que a Chevrolet não pode errar. Com a crise, o Agile é o modelo mais importante da marca nos últimos anos para o nosso mercado e para muitos outros. Ele precisa ser um tiro certeiro, como aconteceu com o novo Gol. Finalmente a Chevrolet parece estar se movendo, Alterando, embora ainda de forma lenta, seu estilo "jurássico" de mudanças para algo mais moderno. Já está na hora de investir em novos produtos e dar menos importância a modelos com projeto de 10 anos atrás (ou mais). Não que Classic, S10, Celta, Astra e Corsa sejam carros ruins, muito pelo contrário. Mas a Chevrolet precisa urgentemente mudar a cara da marca com produtos mais novos e modernos.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

domingo, 21 de junho de 2009

Notícias sobre o Chevrolet Viva se aproximam

Finalmente teremos novidades sobre o principal lançamento da Chevrolet do ano no Brasil e na Argentina, o "projeto Viva". Segundo o site www.elnuevochevrolet.com, o modelo será apresentado em breve (talvez já nos próximos dias). Já é certo que o desenvolvimento da família Viva já está pronto, e que eles serão produzidos em Rosário, na Argentina.

Além disso, o nome Viva não deve ser mantido. O lançamento do "Viva hatch" no Brasil está marcado para a primaira semana de outubro, provavelmente com motor 1.4 flex. Uma versão picape e um crossover compacto devem aparecer no nosso mercado em 2010.

O Viva é o modelo que eu mais aguardo em 2009. Ele tem a importante missão de ser uma espécie de substituto para a dupla de best-sellers da "gravatinha" Corsa e Astra - mas não de cara.

O ótimo blog Argentina Auto Blog publicou algumas imagens do Viva ainda camuflado, rodando em terras argentinas. O visual lembra o Sandero misturado com o velho Corsa (o Classic hatch), mas tudo por causa dos disfarces. Uma pena que a foto do interior está com muito reflexo. Ainda assim, vale conferir os flagrantes abaixo:
Fotos acima: reprodução da internet/argentinaautoblog.blogstpot.com - 21/6/09

sábado, 20 de junho de 2009

Notícias da Volkswagen

Tom Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil - Foto de Marcos Vieira/EM/D.A Press - 18/6/09
Estive numa coletiva de imprensa do presidente da Volkswagen do Brasil, Tom Schmall, e de outros executivos da marca na última quinta. Foram abordados vários assuntos importantes e interessantes. Fiz um pequeno resumo e selecionei o que achei mais interessante para este espaço:

Mercado mundial
. Depois da Alemanha, Brasil e China são as prioridades da Volkswagen;
. Das vendas mundiais da Volkswagen, atualmente, o Brasil é responsável por 16% de participação. Dois anos atrás, o mercado brasileiro representava 12% das vendas globais da marca.
. Hoje, o Brasil tem oito pessoas para um carro. A Alemanha tem 1,2 pessoas para cada carro. Já o México tem cinco pessoas para um carro. Para a Volks, o mercado brasileiro vai chegar no mesmo nível do México em 2014;
. A Volkswagen nunca pensou em “investir” na General Motors, comprando alguma de suas marcas, como a Saturn, Hummer ou Opel;
. Para Schmall, seria interessante o acordo com a Porsche, pois seria mais uma marca forte para fazer parte do Volkswagen Group.

Mercado nacional
. A partir de julho, se a redução do IPI acabar, a Volkswagen vai trabalhar com estoques menores para enfrentar melhor uma provável queda de vendas;
. Segundo Schmall, uma ação para ajudar a compensar o fim da redução do IPI seria investir em crédito para financiamentos;
. Para a Volkswagen, na crise, é sempre interessante para a marca investir em novos produtos e em exposição na mídia, já que, com a queda de vendas, a marca não pode diminuir os anúncios para não sumir do mercado (se esconder);
. O retorno escalonado do IPI seria o mais adequado;

Lançamentos
. O Volkswagen Group vai lançar, nos próximos cinco anos, 47 veículos inéditos em todo mundo;
. Segundo Schmall, a Volkswagen antecipou sete lançamentos de 2010 para 2009 no Brasil;
. Ao todo, a marca vai ter 16 novidades em 2009. Dessas, sete já foram lançadas: Tiguan, Passat, EOS, Bora flex, Fox Sunrise, Polo E-Flex e Polo Bluemotion (não necessariamente nesta ordem).

Num momento da coletiva, perguntei ao Tom se o fim da redução do IPI atrapalharia os outros lançamentos da marca 2010, em especial os dois que a fábrica cuida com mais carinho ( Fox reestilizado e Saveiro). A resposta dele, com um grande sorriso no rosto, foi em forma de pergunta: "Por favor, você poderia me falar mais desses dois lançamentos?".

Infelizmente nenhum executivo comentou sobre o Fox reestilizado, a nova Saveiro e o Gol GTI. Falando do campeão de vendas, a sua versão esportiva terá visual mais agressivo, com máscaras negras nos faróis, grade do tipo colméia (estilo inspirado no Polo GTI), rodas com aro 16", suspensão ligeiramente mais baixa e motor 1.4 TSI, importado da Alemanha, que deve gerar entre 140 cv e 160 cv de potência. Seu preço ficará acima dos R$ 35.490 sugeridos para o Gol 1.6 Power. Acredito que o valor fique entre R$ 40.000 e R$ 60.000.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Impressões: "Carro é Stilo! É FATO!!!"

Olá pessoal.
Estou inaugurando uma nova sessão no De 0 a 100, chamada de Impressões. Nela, vocês internautas vão poder publicar as impressões, os testes e o que vocês acham dos carros que vocês dirigiram e dirigem. Para participar é só mandar um e-mail para
renatoparizzi@gmail.com.

A idéia é discutir o que achamos do modelo em destaque. Eu também vou opinar.
Como post de estréia, pedi ao Leônidas para me enviar as impressões dele sobre o Fiat Stilo, modelo que ele defende com unhas e dentes. Confiram!

"Em março de 2007, estava pensando em trocar o meu Siena HLX 2005 por precisar de um automóvel com maior espaço interno e com um porta-malas funcional, o que definitivamente não é o caso do porta-malas do Siena ou de qualquer outro sedã. Minha esposa queria um Idea Adventure e fomos lá comprar. O Idea Adventure estava em falta e o vendedor me mostrou um STILO. Foi amor a primeira vista. Fico imaginando como um automóvel, com cinco anos de mercado, tinha passado totalmente invisível aos meus olhos. Comprei o STILO com o Kit Connect por 50.600 reais e eles ficaram com o Siena por 30.000 reais.

O Stilo realmente me surpreendia mais a cada dia. Primeira viagem, destino Tiradentes (MG), porta-malas lotado com banheira, carrinho de bebê, duas malas gigantes e mais algumas sacolas. Piloto automático testado e aprovado. No início apenas um pequeno problema, o ar-condicionado parecia fraco; mas depois da troca do filtro, ficou ótimo.

Hoje, depois de dois anos e dois meses, só tenho elogios ao STILO. Foi muito mais do que eu esperava e estou muito satisfeito com ele.

Vamos aos pontos que poderiam ser melhores:

1) Concessionárias péssimas. Coisas irritantes como deixar de zerar o aviso de revisão e serviços da pior qualidade. Com o STILO saindo de linha vou pensar muito para decidir se continuo na FIAT.
2) Pneus originais P6000 péssimos. Hoje com 35.000 Km já estão precisando trocar. E serão em breve.
3) Embreagem trocada na revisão dos 30.000. Fora da garantia mas fizeram por cortesia. Claro que tive que brigar muito no 0800 da FIAT.
4) Tanquinho de gasolina que vaza, vaza de novo e depois torna a vazar.
5) Não sei se é problema da cor preta, mas os arranhões resolveram vir morar no meu STILO.
6) Ruídos acima do esperado para um automóvel deste tipo.
Minha meta é ter outro STILO antes que ele saia de linha. No entanto vou tentar comprar um com mais opcionais. O Kit SP me atrai muito e a versão Sporting é fantástica. O motor 1.8 flex tem fama de beber demais mas eu não concordo. Para mim o motor é perfeito.

Na verdade o STILO é perfeito mas é apenas a minha opinião. É FATO!
"

Opinião do blogueiro:
Eu concordo com o Leônidas em vários pontos, principalmente em relação ao porta-malas, acabamento e som com MP3. Me atrai ainda no Stilo o espaço interno e o sistema NGI (Next Generation Interior), que inclui itens como banco traseiro bipartido com regulagem longitudinal, reclináveis e rebatíveis; mesa tipo avião no encosto do banco dianteiro do passageiro; e banco do motorista com regulagem lombar).

Sobre o motor 1.8 flex, acho que ele bebe mais do que deveria e tem desempenho satisfatório para os 1.230 kg do Stilo. Mas o propulsor acaba compensando com uma manutenção mais em conta. Indo um pouco além do carro do Leônidas, o câmbio manual automatizado Dualogic é bem interessante, mas deixa bastante a desejar nas trocas de marchas automáticas, já que o veículo dá muitos solavancos.

Tira-teima: Fiat Palio Adventure Locker

A vida passa muito rápido. Num dia somos crianças; depois estamos nos formando no colégio; no outro a universidade é o nosso mundo; em seguida estamos trabalhando para construir uma carreira, de preferência naquilo que gostamos; e assim ela segue. Um ponto que normalmente está presente e une as fases da vida é o automóvel. Primeiro ele é o "carro do meu pai"; depois ele vira o "meu primeiro carro", para virar o "carrão" e depois o "carro da família" (não necessariamente nesta ordem).
Recém casados, Leandro Couri e Luiza Marques querem um carro espaçoso e bom na trilha
O parágrafo acima é meio clichê, mas serve de ponto de partida para o Tira-teima com o Fiat Palio Adventure Locker. O modelo foi escolhido depois da ligação da advogada e psicóloga Luiza Cardoso, que tinha uma dúvida: qual carro comprar. Proprietária de um Volkswagen Gol geração III 1.6, recém casada e grávida do primeiro filho, ela busca "um carro espaçoso e que consiga encarar trilhas no final de semana sem problemas". Quando ela diz espaçoso, ela se refere ao espaço para os ocupantes, (tanto Luiza, quanto o marido, Lenadro Couri, são altos - 1,71 m e 1,80 m, respectivamente), para o bebê no banco de trás e para muita bagagem no porta-malas. As trilhas seriam estradas de terra leves e trechos com pavimentação ruim e muito buraco (qualquer semelhança com as ruas e estradas brasileiras não é mera coincidência).

Depois de uma longa conversa com Luiza, "passeamos" por vários modelos até escolhemos os três carros que pudessem melhor atender às suas necessidades: Volkswagen SpaceFox e dois representantes da família Adventure Locker da Fiat, Idea e Palio Weekend. Todos têm preços relativamente próximos e miram o mesmo perfil de comprador. Com os três em mente, o objetivo foi escolher o carro que melhor atendesse a um "casal jovem, com um filho pequeno ou bebê, e que gosta de aventuras". Como o Leandro e Luiza já conheciam o modelo da Volks em detalhes, partimos para os dois italianos, avaliando o Palio por questões de disponibilidade da frota da Fiat. Confira como o modelo se saiu no Tira-teima do De 0 a 100.

Espaço interno - Pode melhorar

A primeira parte do Tira-teima avaliou o espaço interno do Palio Adventure Locker. Com o banco traseiro na posição normal e colocando a bagagem até a altura da tampa do bagagito, conseguimos preencher o espaço com uma mala grande (para um casal), um violão, um amplificador (15"), um carrinho para bebê, quatro mochilas (uma fotográfica, uma de laptop e duas pessoais), uma pequena bolsa de cabos e ainda caberia a bolsa do bebê. Com o banco traseiro rebatido, conseguimos levar 16 cadeiras, quatro mesas pequenas, duas mesas grandes, os 24 pés das mesas (quatro por mesa) e ainda sobrou um bom espaço para acomodar mais coisas. No quesito porta-malas, com 460 litros (banco na posição normal), o Palio Weekend Adventure Locker está aprovado.

O mesmo não pode ser dito do espaço para os ocupantes. "O carro tem boa posição de dirigir, com bons ajustes. A visibilidade também me agradou. Mas falta espaço no banco de trás, especialmente atrás do 'marido'", afirma Luiza, sentada atrás do banco do motorista. Leandro concorda com o aperto no banco traseiro, mas "entende" o espaço do modelo: “é compatível para o tamanho do carro”. "Ele é bom para dois adultos na frente e duas crianças atrás", completou Luiza. O Palio Weekend Adventure Locker mede 4,30 m de comprimento, 1,72 m de largura, 1,64 m de altura e 2,46 m de distância entre-eixos.
Com 460 litros, porta-malas foi aprovado - Foto: Leandro Couri
Vejam no vídeo abaixo como o Palio Weekend Adventure Locker é um bom veículo para trilhas leves, que não exijam demais do carro. Seus pneus são bons para a terra, assim como a suspensão, com amortecedores power shock desenvolvido especificamente para o carro, e a altura livre do solo (20 cm). O sistema Locker funcionou bem, mas tem um uso muito específico. Vale tomar cuidado com a combinação lama e chuva e com terrenos mais acidentados, já que o Fiat não tem tração nas quatro rodas.

O motor 1.8 8V flex, fruto da parceria com a GM, foi bem na trilha, especialmente por causa dos seus bons números de torque: 17,8 kgfm com gasolina e 18,5 kgfm com álcool, combustível usado durantes a avaliação. Na média de consumo, o Palio Locker não foi bem: 5,8 km/l na cidade e 8,6 km/l na estrada.

Custo/benefício - Pode melhorar
Se não bastasse o aperto para quem vai no banco traseiro, o Palio Adventure também causa um aperto no coração do comprador na hora de abrir a carteira. Isso porque ele tem preço sugerido de R$ 53.040 (com o IPI reduzido). Embora relativamente bem equipado, com ar-condicionado; banco do motorista com regulagem manual de altura, computador de bordo; sistema My Car; direção hidráulica; faróis de neblina e de profundidade, vidros dianteiros e travas elétricas, entre outros, o modelo poderia ter mais itens de série, como retrovisores elétricos, som com MP3, banco traseiro bipartido e, por que não, ABS e airbag duplo. Pelo menos do visual do modelo agradou bastante aos dois interessados. "O Palio Locker é a perua mais bonita do mercado. Só precisava ser mais barato", afirma Leandro.
Fiat Palio Locker tem a altura do solo superior à do Chevrolet Tracker
Os outros dois carros de interesse do casal possuem equipamentos de série bem semelhantes ao do Palio Locker. O SpaceFox custa menos. Na versão de entrada, o modelo da Volks tem preço sugerido de R$ 46.070 com motor 1.6 VHT Total Flex, já equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores, trava e vidros elétricos, sistema de trilhos no banco traseiro, entre outros. Embora o porta-malas seja 30 litros menor (430 l), o espaço para os ocupantes, especialmente atrás, é superior ao do Palio Weekend. Em relação ao desempenho, o SpaceFox anda junto com o Palio. Mesmo mais fraco, com 101 cv com gasolina e 104 cv com álcool, ele é 35 kg mais leve.

Já o Idea Adventure Locker, de cara, leva duas grandes vantagens em relação ao Palio Adventure Locker: maior espaço interno e preço mais em conta (R$ 51.430 - sugerido). Sua lista de equipamentos de série também é melhor, com os mesmos ar-condicionado; banco do motorista com regulagem manual de altura, computador de bordo; sistema My Car; direção hidráulica; faróis de neblina e de profundidade, vidros dianteiros e travas elétricas, além de banco traseiro bipartido e rádio CD player com RDS e MP3.
Tracker tem pneu mais largo, mas apenas para o asfalto. Já o Locker tem pneu mais fino, mas de uso misto
Mesmo sem avaliá-lo, acredito que o comportamento do Idea na estrada de terra seja bastante semelhante ao modelo avaliado pelo Tira-teima , principalmente por causa do motor 1.8 flex, que é o mesmo; das rodas e pneus, que também são iguais (em liga leve 5,5 x 15, 205/70 R15); e do sistema de bloqueio de diferencial Locker. Mas o Idea perde em altura livre do solo (1,5 cm mais baixo, com 18,5 cm); em desempenho, já que pesa 107 kg a mais (1.305 kg), consumo e autonomia pelo mesmo motivo - além do tanque do Idea ser 3 litros menor (48 l x 51 l) -, e volume do porta-malas: 380 litros, contra 460 l do Palio Weekend.
Cromado na dianteira agrada no conjunto visual
Conclusão
Embora aprovado, especialmente por causa do bom porta-malas e do comportamento na terra, o Palio Adventure Locker ganhou o "Pode Melhorar" porque precisa de algumas mudanças. A principal necessidade é um preço de entrada mais em conta, ou (bem) mais equipamentos de série para justificar os R$ 53.040 sugeridos. O espaço interno também poderia ser um pouco melhor, especialmente no banco traseiro. Mas, para o carro crescer, só mesmo com uma nova plataforma. "Gostamos do Palio Adventure Locker, mas o Idea e o SpaceFox são dois modelos mais adequados para a nossa necessidade", conclui Leandro Couri.
Aprovado pelo casal
+ Visual
+ Mimos (porta-óculos, bússola, inclinômetros, computador de bordo e sensor de estacionamento - este opcional)

Reprovado pelo casal
- Custo/benefício
- Espaço traseiro

A opinião dele - Leandro Couri
. "É a perua mais bonita"
. "Entrega um espaço compatível para o carro"
. "Bom conforto para motorista e passageiro"
. "Falta torque em primeira marcha"
Luiza e Leandro gostaram do Palio Locker., mas acham que Idea Adventure e SpaceFox são mais adequados
A opinião dela - Luiza Marques
. "Retrovisores externos estranhos (deformam a imagem)"
. "Gostei do porta-óculos próximo da cabeça do motorista"
. "Ventilador é um pouco barulhento"
. "Gostei da roda e do cromado da frente"
. “Gostei dos inclinômetros e da bússola”

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Apenas um comentário fora do tema carros

Reprodução de Nelson Jr./STF
Gostaria de dar os parabéns ao Excelentíssimo Senhor Gilmar Mendes (foto) e aos ministros Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello. Próximo passo é acabar com o diploma dos médicos, assim qualquer um pode exercer a medicina.
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DIPLOMA DE JORNALISTA
Antônio Álvares da Silva - Professor titular da Faculdade de Direito da UFMG

A recente decisão do STF, tornando desnecessária a exigência de diploma para o exercício do jornalismo, contém um erro de análise do mundo e das coisas que nele existem.

A Constituição garante o exercício de qualquer profissão - art. 5º, XIII, mas ressalva que a lei pode impor condições. Esta restrição leva em conta o interesse público da profissão, as exigências técnicas para seu exercício e o significado que tem para a sociedade. Para algumas profissões, estas exigências são óbvias: não se poderia conceber que um prático operasse o cérebro de uma pessoa ou que um pedreiro fizesse o cálculo estrutural de um edifício.

Outras vezes, as restrições não se ligam a impedimentos imediatos. Têm um objetivo mais amplo que diz respeito a interesses morais, políticos e sociais da vida comunitária. Exige-se então que a pessoa tenha formação que envolva valores mais altos e refinados, cuja exatidão  ão se mede com números, mas com habilitação cultural e humanística solidamente  onstruída. Não se pode permitir que alguém se intitule professor de filosofia, depois da leitura de dois autores, nem de história, depois de estudar dois manuais.

É aqui que se situa a profissão de jornalista. Ele não é apenas um homem da palavra e da redação de textos que trabalha em alguma seção de jornal. A sociedade precisa de informação para tudo. O homem moderno não pode conhecer diretamente a complexidade dos dados e acontecimentos que hoje se agitam na complexa organização social em que vivemos. Por isto, tem que se servir dos órgãos de informação, ou seja, da atividade jornalística, na qual se abrigam conhecimentos técnicos, éticos e políticos, de fundamental importância e significado social, exatamente porque forma opinião e divulga a verdade.

Gay Talese, o grande jornalista americano, disse recentemente, em entrevista à Veja, que o jornalismo é a mais bela das profissões, porque não esconde nem protege um mundo irreal, como acontece muitas vezes com políticos, juízes, militares, empresários e várias outras que, muitas vezes, preservam um mundo que não corresponde à realidade. Pelo contrário, o bom jornalismo expõe a verdade ao povo, com coragem e determinação. Vara a casca dos corporativismos. Desmascara governos, falsidades de ministros e falaciosas versões oficiais. Mostra realidades ocultas e subtendidas, como atualmente faz com o Senado Federal. Só mesmo uma imprensa e jornalistas livres poderiam desempenhar tão grande e significativa façanha.

Portanto, além da formação técnica, do jornalista se exige conhecimento humanístico, filosófico, político e social. Como se pode escrever sobre a reforma do Judiciário, a rebelião do Irã, o problema árabe-israelense, a crise econômica mundial se não tiver conhecimentos especializados e gerais? Como pode interpretar um fato político e social se não possuir aparato técnico e cultural para a tarefa?

Estes conhecimentos, evidentemente, só se colhem nas Faculdades que são o manancial do saber puro, independente, descompromissado, holístico e completo. O conhecimento humano, principalmente nos dias de hoje, é por demais complexo para ser empiricamente apreendido. Exige esforço, dedicação e estudo. E isto só se faz com reflexão acadêmica.

A inexigência de diploma banalizou a profissão de jornalista. Reduziu-a a um empirismo barato e insignificante, cuja condição de exercício será agora apenas de um estágio e um mero registro num ministério, como se tão singelas formalidades fossem suficientes para o desempenho de uma profissão tão nobre e exigente.

Por que os órgãos da grande imprensa brasileira (Veja e Folha de São Paulo, por exemplo) louvaram a extinção do diploma? Se foi para baixar custos e contratar jornalistas baratos, estas empresas não enfrentarão a concorrência e em breve fecharão as portas. A razão é outra. O jornalista diplomado é um homem consciente de seus deveres. Exerce sua profissão com independência. Constitui sindicatos fortes e atuantes. Negocia coletivamente salários. Faz greve. Questiona a imprensa de interesses que age apenas como empresa, de olhos postos na vantagem econômica e não na missão social e política que dela se espera.

O jornalista diplomado e conhecedor de sua profissão divide o poder com o dono da empresa jornalística. Sua opinião tem peso. É independente. Tudo isto é visto como ameaça e está no fundo da argumentação contra o diploma pelos empregadores.

O Min. Gilmar Mendes, relator do processo, deu um exemplo: um chef pode ser um excelente mestre de culinária. Mas isto não significa que toda refeição deva ser por ele feita. Se a lição for seguida, os processos não precisam necessariamente de advogados e juízes. Podem ser conduzidos por rábulas. A medicina não necessita dos grandes médicos. Pode ser exercida por enfermeiros. As grandes construções não carecem de engenheiros e calculistas. Bastam as mãos experientes de pedreiros e serventes.

Então, a ciência e o saber aprofundados se tornarão descartáveis. Em nome da plena autonomia, todos estarão livres para viver na superficialidade das coisas. Fecharemos as portas da universidade para a ciência e abriremos suas janelas para o mundo do empirismo e do conhecimento sem sistema. Em nome da liberdade estaremos usando o meio mais seguro de matá-la.

(Reprodução do artido publicado no Jornal Hoje em Dia em 23/06/09)

terça-feira, 16 de junho de 2009

E o melhor sedã médio entre R$ 50.000 e R$ 65.000 é...

Honda Civic: líder em vendas e vencedor da enquete
Depois de muito tempo no ar, finalmente estou publicando o resultado da enquete com a pergunta "qual é o melhor sedã médio que custa entre R$ 50.000 e R$ 65.000?". O primeiro colocado, como esperado, foi o Honda Civic, modelo bastante elogiado por todos os lados ("um verdadeiro automóvel", como diria o internauta Renato Dantas).
Valente e de forma surpreendente, Vectra ficou em segundo
A segunda colocação pode ser considerada surpreendente, não pela qualidade do Chevrolet Vectra em si, que é um bom carro, mas pela superioridade dos concorrentes, como Ford Focus Sedan, em terceiro, e Toyota Corolla, em quarto. Pelo visto, as alterações que o sedã da GM sofreu em fevereiro deram resultado.

Entre os três últimos, dois franceses, Peugeot 307 Sedan e Renault Mégane (o lanterna), e um japonês, o Nissan Sentra. Vejam o resultado final:

Honda Civic - 21.71% - 402 votos
Chevrolet Vectra - 19.33% - 358 votos
Ford Focus Sedan - 15.44% - 286 votos
Toyota Corolla - 14.04% - 260 votos
Fiat Linea - 12.96% - 240 votos
Citroën C4 Pallas - 6.48% - 120 votos
Volkswagen Bora - 2.81% - 52 votos
Peugeot 307 Sedan - 2.54% - 47 votos
Nissan Sentra - 2.48% - 46 votos
Renault Mégane - 2.21% - 41 votos
TOTAL - 100% - 1.852 votos

O que vocês acham do resultado? 
Fotos: Honda/Divulgação e Chevrolet/Divulgação

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Honda City já em julho?

Finalmente estou conseguindo blogar de novo! Já estava sentindo muita falta! Estou bastante ocupado com o Vrum e fazendo algumas matérias extras, como a de capa do caderno de Informática do Estado de Minas desta quinta (11/06). Mas vamos logo falar de carros!
A revista Quatro Rodas de junho veio repleta de segredos, e três deles me chamaram bastante a atenção. O primeiro, como está no título do post, fala que o Honda City será lançado no dia 17 de julho. No final de 2008 recebi a mesma informação de uma fonte da Honda, que só não me disse o dia.

Porém, essa mesma fonte me confirmou, recentemente, que o City será feito aqui e não mais na Argentina (pelo menos por agora), como a revista Auto Esporte também divulgou . Ela disse também que o sedã estaria previsto para chegar no segundo semestre de 2009. Então pensei em várias coisas: julho já é segundo semestre; a Honda pode ter mudado os planos entre a minha conversa com a fonte e a publicação da matéria; as fontes podem estar erradas; o carro vai mesmo chegar em julho. Em menos de 30 dias teremos a resposta definitiva.
Fotos acima: Honda/Divulgação
A verdade é que o sedã derivado do Fit está praticamente pronto, rodando em testes avançados, já que seu visual não vai mudar e sua motorização está pronta: 1.5 16V flex, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com álcool.

Segundo a publicação da Abril, o City custará entre R$ 58.000 e R$ 62.000 com motor 1.5, o único disponível no lançamento. Ele está disponível com câmbio manual e automático, sem paddle-shift, que fica apenas para Civic (e o Fit EXL). Versões mais simples, com a motorização 1.4 flex, também estão nos planos para o futuro, com preços um pouco acima de R$ 50.000.
Reprodução da internet/quatrorodas.com.br - 10/6/09
Nova raposa
O outro segredo que me chamou a atenção é a foto de capa da Quatro Rodas, que vocês conferem acima, mostrando o novo Fox. Finalmente o Fox vai ganhar uma identidade própria e deixar de ficar no meio do caminho. É como eu já disse: o Fox nasceu para ser o Gol, querendo ser o Polo, e acabou não sendo coisa nenhuma. Pelo visto ele vai ficar com o visual mais bonito, agressivo e robusto, além de ganhar melhorias de acabamento, dando adeus ao ridículo painel de instrumentos. Agora sim ele vai poder ser chamado de Volkswagen (vide Golf e Polo, principalmente). O Fox "de verdade" está previsto para ser lançado já em julho.

Debaixo do capô italiano
O terceiro e último ponto que foi publicado diz respeito aos motores Fiat. A revista afirma que o lançamento do Bravo vai esperar os propulsores da Tritec ficarem prontos, uma vez que as vendas do Linea não decolaram. Aí vem a informação que quero comentar, copiada exatamente da página 54 da Quatro Rodas de junho, sobre os motores da Tritec: "Além das versões 1.6 e 1.8, a Fiat desenvolve um 1.6 turbo para substituir o 1.4 turbo importado de Punto e Linea. Será o primeiro motor turbo e flex de série do mundo".

Será que a Fiat já está pensando em substituir uma motorização que nem completou um ano de Brasil? Fica a impressão que o motor 1.4 turbo está apresentando problemas. Também parece que as vendas da linha T-Jet está em alta e a demanda pelo propulsor está enrome, justificando sua produção local. Mais uma vez prefiro não chegar a conclusões e prefiro esperar um pouco mais para ver o que acontece.

Só um último comentário. Uma fonte da Honda me contou que o CR-V pode receber mudanças num futuro não muito distante - ainda em 2009. O modelo receberia um pequeno face-lift, entre outras coisas. O assunto já está sendo trabalhado e discutido dentro da fábrica brasileira e de outras partes do mundo. Assim que eu souber de mais informações, vou postar aqui no De 0 a 100 .