sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Por R$ 81.200, Hyundai Elantra tem freio a tambor

Hyundai/Divulgação
O grande internauta Pedro Fialho me chamou a atenção para um detalhe curioso sobre o Hyundai Elantra. Lendo uma matéria dos amigos do Carplace, ele reparou que o recém lançado Hyundai Elandra tem freios traseiros a tambor!
Carplace/Reprodução
Para um carro que custa entre R$ 68.700 e R$ 81.200, é de se estranhar a falta de discos nos freios de trás. O líder da categoria, Toyota Corolla, tem freios a disco ventilados na dianteira e freios a disco sólidos na traseira. Honda Civic e Chevrolet Cruze também têm freio a disco nas quatro rodas.
Carplace/Reprodução
Ter freios a tambor não significa que o carro seja ultrapassado ou que tenha problemas de segurança. A questão é que, com freios a disco, a frenagem costuma ser mais eficiente e, para um carro dessa categoria, era o mínimo esperado. Pelo menos ele tem ABS.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Alta Roda - Não é pouca coisa

Os lançamentos não param esse ano em todos os segmentos. E haja fôlego para os jornalistas correrem atrás. Quem enfrentou o tranco, teve que viajar de Düsseldorf, Alemanha (Chevrolet Cruze) até San Diego, EUA (Nissan March) com apenas 10 dias de intervalo. Ou se contentar em avaliar os dois modelos por aqui mesmo.
Chevrolet/Divulgação
Substituindo o Vectra, o produto da GM entrou na briga de uma renovação completa no subsegmento de sedãs médios-compactos, como nunca se viu. Dos franceses Renault Fluence e Peugeot 408, ao alemão VW Jetta e ao sul-coreano Kia Cerato. E há mais: Hyundai Elantra, em outubro, e Honda Civic, até dezembro.

Partindo de R$ 67.900 (LT) o Cruze está bem inserido entre os concorrentes quanto a itens de série: controle eletrônico de tração (TC) e de trajetória (ESC), rodas de alumínio de 17 pol e ar-condicionado digital que detecta poluição. Versão de topo LTZ (R$ 78.900,00) oferece seis airbags, central de mídia de 7 pol com navegador, câmbio automático de seis marchas com seleção manual, entre outros. O fabricante subsidiou esse câmbio na versão de entrada, pois oferece a opção por apenas R$ 2.000,00.

Oferece um interior aconchegante e moderno, ajudado pelo acabamento em dois tons. Infelizmente perdeu o plástico de toque macio do painel do Vectra. Banco do motorista firma bem o corpo, mas o encosto se regula por alavanca. São bons o espaço atrás (2,685 m de entre-eixos) e porta-malas de 450 litros. O motor de 1.8 L, moderno e elástico, tem dois comandos variáveis, 16 válvulas, 144 cv e quase 19 kgf·m (etanol). Bem acertado de suspensões (convencionais), agrada ao dirigir. Alguns ruídos surgem na parte traseira em piso irregular e a costura do couro dos bancos deveria ser no capricho.
Nissan/Divulgação
A Nissan desbravou, para as marcas japonesas, o segmento mais difícil e concorrido: compactos de motor de 1 litro. Até agora os nipônicos se encastelavam nos modelos de maior rentabilidade, arriscando pouco. O March apresenta estilo palatável (dentro de sua gama atual), bom espaço interno em especial para cabeças no banco traseiro, bom coeficiente aerodinâmico (Cx 0,33), câmbio de engates precisos e robusto motor Renault, 16v, de 74 cv. Consumo declarado com etanol (norma NBR 7024) é de 9,5 km/l (urbano) e 13,7 km/l (estrada), otimista demais, considerando que as duas primeiras marchas são bem curtas. Em estrada deve ir melhor, em consumo.

Porta-malas está na média dos concorrentes (265 litros). Pontos altos são visibilidade, direção assistida eletricamente e diâmetro de giro de apenas 9 m o que melhora a manobrabilidade. Preço de partida – R$ 27.790,00 – surpreende por entregar airbag duplo de série, mas sem direção assistida e calotas sujeitas a buracos pelo seu diâmetro. Sem opção de ABS, neste primeiro catálogo, a decisão pelo airbag parece puro marketing. Versão completa, R$ 33.390.  Com motor 1,6 L/111 cv, de origem Nissan, os preços vão de R$ 35.890 a R$ 39.990.

Sem dúvida, a Nissan tem um produto para incomodar quem já se estabeleceu no ramo há décadas. E sobre a mesma arquitetura do March lançará, já em novembro, o sedã Versa com entre-eixos maior e preço também competitivo. Não é pouca coisa.

RODA VIVA

DEMOROU a cair a ficha, mas fabricantes se convenceram de que preço fechado das revisões é ponto fundamental para competitividade. Daí o esforço da Nissan em oferecer preços razoáveis, no novo March. Nada de visita semestral à concessionária. Trocas de óleo, por exemplo, só a cada 12 meses ou 10.000 km. Até 60.000 km, gasto previsto total é de R$ 1.774,00.

CRUZE está indo muito bem no mercado americano, onde há inclusive versão Eco. Nesta, mudanças são as de praxe: diminuição de peso e altura, pneus de baixo atrito de rolagem e retoques aerodinâmicos. Surpreendentemente, 55% dos compradores pedem, na Eco, caixas de câmbio manuais para maior economia de combustível. Nos EUA, 90% usam câmbio automático.

MOTORES V6 flex das picapes e SUVs da Mitsubishi, produzidas em Catalão (GO), deverão ser os primeiros modelos a oferecer de série partida a frio elétrica, aposentando de vez o reservatório auxiliar de gasolina. Até agora apenas uma versão do Polo, a Bluemotion, com pacote de economia de combustível, mas de vendas simbólicas, utiliza esse sistema de partida.

ARTISTA plástico Adelson Carneiro quer colocar o Brasil no livro de recordes do Guinness, construindo a maior maquete de tema automobilístico com veículos (escala 1/32) em movimento. Interativa, ela terá sinais de trânsito, ambientes diurno e noturno, vento, trovoada, neblina e até chuva fina. Área será de 1.000 m², possivelmente montada na capital paulista.

PNEUS aquém da pressão recomendada, que aumentam o consumo de combustível, são um problema mundial. Bridgestone checou, em 38.000 automóveis de nove países europeus, e conclui que nada menos de 71% dos motoristas dirigiam com pressão baixa nos pneus. E mais: 12% dos inspecionados mostravam espessura de banda abaixo do limite legal de 1,6 mm.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Nissan March cria novo parâmetro financeiro para o segmento?

Fiquei vendo a lista de equipamentos e os preços do March no último final de semana e pensei: embora fique devendo na lista de segurança (airbag duplo de série é excelente, mas faltam intens), será que o March conseguirá criar um novo padrão de custo inicial para o segmento de compactos?

Tudo bem que esse título poderia ser usado para o Chery QQ. Entretanto, o Nissan March tem um potencial de vendas muito maior do que o compacto chinês, especialmente pela força e tradição da marca japonesa em comparação com a chinesa.

Meu pensamento vem seguido de uma pesquisa. Para facilitar a montagem da lista, já que algumas montadoras vendem os opcionais "casados", usei a versão 1.0 S do March para a comparação com outros modelos da mesma cilindrada, com quatro portas, pintura sólida e para-choques na cor da carroceria. Não coloquei todos os itens de cada modelo para não deixar o post longo demais.
Nissan/Divulgação
Nissan March 1.0 S - R$ 33.390
Principais itens de série (veja a lista completa aqui): Airbag duplo, ar-condicionado, direção elétrica progressiva, volante de três raios com regulagem de altura, abertura e fechamento das portas e porta-malas por controle remoto, desembaçador do vidro traseiro com temporizador, porta malas com iluminação, trio elétrico (retrovisores externos na cor da carroceria), revestimento das portas dianteiras em tecido, limpador traseiro com controle intermitente e travamento automático das portas com o veículo em movimento, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, conta-giros, para-sol com espelhos cortesia para motorista e passageiro, retrovisores externos rebatíveis, rodas de aço de 14″ (165/70 R14), bloqueio de ignição através de imobilizador do motor, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores, preparação para áudio e antena.
. Garantia: 3 anos
. Positivo: Garantia, preço e airbag duplo
. Negativo: Falta ABS
Chevrolet/Divulgação
Chevrolet Celta LT 1.0 - R$ 33.034
Vidros verdes com parabrisa laminado / instrumento do painel com conta-giros / alarme sonoro de fárois ligados / parachoque pintado na cor do veículo / sombreira do passageiro com espelho integrado / alça de teto do lado do passageiro / limpador lavador e desembaçador vidro traseiro / temporizador do limpador parabrisa /protetor de cárter / vidros elétricos dianteiros / travas elétricas / acabamento interno com detalhes na cor prata / travamento automático das portas ao atingir 15 km/h / ar-condicionado / direção hidráulica
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, desempenho
. Negativo: Garantia e (falta de) segurança 
Fiat/Divulgação
Fiat Uno Vivace 1.0 - R$ 35.797
Banco traseiro rebatível, Fiat Code 2ª geração, espelho no para-sol lado passageiro, Kit HSD (airbag duplo e ABS - R$ 2.419) + Kit celebration 5 (travas e vidros elétricos dianteiros, ar-condicionado, direção hidráulica, para-brisas degradê, predisposição para rádio, faróis de neblina, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, pneus 175/65 R14, entre outros itens - R$ 4.520) + Ajuste de altura do volante (R$ 84) + Kit Young (para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo e revestimento externo nas colunas das portas - R$ 294)
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, airbag duplo e ABS
. Negativo: Garantia e preço
Ford/Divulgação
Ford Ka 1.0 - R$ 31.590
BASE 1 (Abertura e fechamento global das portas, abertura do porta malas no painel, alarme volumétrico, chave única para ignição e abastecimento, rodas de aço de 14", porta-copos central, conta-giros, controle remoto, travamento/retravamento automático a 15 km/h, antena de teto, relógio digital e para-choques na cor do veículo) + PULSE (Indicadores de direção nos retrovisores; molduras laterais na cor do veículo; tecido exclusivo; saídas de ar condicionado, maçanetas e alavanca de câmbio na cor Ford Silver) + CLASS (Ar condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos) + PERFORMER (Rodas de liga-leve de 14") + SEGURANÇA (Air bag duplo).
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, preço, airbag duplo
. Negativo: (só) 2 portas (até hoje), garantia e falta do ABS
Peugeot/Divulgação
Peugot 207 XR 1.4 - R$ 38.990
Ar-condicionado, desembaçador de vidro traseiro temporizado, direção hidráulica, travas elétricas nas portas e porta-malas com telecomando, vidros elétricos dianteiros, limpador e desembaçaro do vidro traseiro (com vinculação ao engate da marcha-ré) chave de ignição codificada (Transponder), retrovisores externos com regulagem interna manual, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro rebatível, coluna da direção com regulagem de altura, follow me home, preparação para som com, rravamento automático das portas e do porta-malas em velocidade e antena + Airbag duplo frontal (R$ 1.000)
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Motor 1.4, airbag duplo
. Negativo: Garantia, preço e falta do ABS
Renault/Divulgação
Renault Clio 1.0 16V - R$ 31.700
Desembaçador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, banco traseiro rebatível, pré-disposição para rádio, conta-giros, rodas de aço de aro 14" (175/65 R14), trava de segurança nas portas traseiras e Pack Conf (2 apoios de cabeça traseiros reguláveis em altura, limpador traseiro, ar-condicionado, direção hidráulica, conta-giros, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas nas portas e no porta-malas com comando por distância por radio frequência e alarme - R$ 5.150).
. Garantia: 3 anos
. Positivo: Garantia, preço
. Negativo: Segurança (sem airbag duplo e ABS)
Volkswagen/Divulgação
Volkswagen Gol 1.0 - R$ 41.180
Banco do motorista com ajuste de altura, banco e encosto traseiro totalmente rebatível, rodas de aço de aro 14" (pneus 175/70 R14 84T), Kit VI (2 Luzes de leitura dianteiras, acionamento elétrico dos vidros com limitador de força, ar-condicionado, chave estilo canivete com controle remoto (reserva sem controle), destravamento elétrico do porta malas - Keyless, direção hidráulica, espelho retrovisor externo com ajuste elétrico, filtro para ar-condicionado, iluminação interna, imobilizador eletrônico com alarme antifurto, travamento central por controle remoto - R$ 6.200), Modulo Funcional IV (desembaçador traseiro, lavador e limpador do vidro traseiro com temporizador e limpador do pára-brisas com temporizador - R$ 470), Modulo Funcional V (coluna de direção com ajuste de altura e profundidade e destravamento elétrico do porta malas - R$ 570), Trend (alças de segurança escamoteáveis no quadro do teto, antena no teto, carcaça do espelho retrovisor externo, maçanetas e frisos na cor do veículo, cintos de segurança traseiros externos automáticos de 3 pontos, console central, farol duplo, frisos de proteção lateral na cor do veículo, iluminação interna, iluminação no porta-malas, instrumento combinado com conta-giros e hodômetro parcial, preparação para rádio e spoiler traseiro - R$ 1.250) e Airbag duplo + ABS - R$ 2.310.
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, airbag duplo e ABS
. Negativo: Preço e garantia
(fonte dos equipamentos e preços: sites das montadoras)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fiat Punto 2012 fica mais barato no Brasil

Fiat/Divulgação
Estive numa concessionária da Fiat no último sábado. Conversei com um vendedor que me mostrou os preços da linha 2012 do Punto. Fiz um esforço e me lembrei que a versão Attractive custava mais de R$ 40.000, mas ele estava me vendendo por cerca de R$ 39.000, sem bonificação, e dizendo que esse era o preço de tabela. Quando fui embora, olhei no site da Fiat e realmente o compacto estava mais barato. Logo em seguida li a notícia no Notícias Automotivas e, realmente, o Fiat Punto 2012 está mais barato.

A queda de preço varia de R$ 1.000 a R$ 2.200. Confira aqui os preços antigos e veja abaixo os novos valores e suas respectivas reduções.

Punto Attractive 1.4 – R$39.380 (redução de R$ 1.000)
Punto Essence 1.6 – R$42.690 (redução de R$ 2.200)
Punto Essence 1.6 Dualogic – R$45.430 (redução de R$ 2.200)
Punto Essence 1.8 – R$45.210 (redução de R$ 1.400)
Punto Essence 1.8 Dualogic – R$47.760 (redução de R$ 1.500)
Punto Sporting 1.8 – R$49.500 (redução de R$ 2.200)
Punto Sporting 1.8 Dualogic – R$52.060 (redução de R$ 2.200)
Punto T-Jet 1.4 Turbo – R$63.630 (redução de R$ 2.200)

Seria esse o efeito retardado ao lançamento do Jac J3? Seria essa uma forma de alavancar as vendas do compacto premium? Seria o início da queima de estoque para preparar terreno para a chegada do Punto 2013 reestilizado no ano que vem? São muitas dúvidas e possibilidades.

De acordo com a Fenabrave, de 1º de janeiro a 15 de setembro de 2011, 24.889 unidades do Punto foram emplacadas no Brasil, média de 2.880 carros de janeiro a agosto. Nos últimos três meses, o desempenho do Fiat no mercado melhorou. Vamos esperar para ver se o modelo vai atingir 4.000 unidades vendidas por mês em setembro, outubro e novembro com essa redução de preço. Pelos números da primeira quinzena de setembro, acho que o Punto ficará na casa de 3.700 unidades vendidas.

A Volkswagen já emplacou 85.101 unidades do Fox (que tem motores 1.0, com preço mais baixo e alto volume de vendas, e 1.6) em 2011 (jan até 15 de setembro), enquanto 59.312 unidades do Fiesta (1.0 a 1.6) foram emplacadas, seguido na lista pela Renault, com 54.222 Sanderos emplacados (motores 1.0 16V, 1.6 8V e 1.6 16V).

O Chevrolet Agile (apenas 1.4) vem em sequida com 49.800 unidades, bem a frente do Citroën C3 (1.4 e 1.6 16V), um dos principais concorrendes do Fiat, com 28.186 unidades emplacadas no mesmo período citado. Entre o francês e o Punto temos ainda o valente Corsa (apenas 1.4), com 26.394 carros emplacados de 1º de janeiro a 15 de setembro de 2011.

Diferente do C3, outro dos principais concorrentes do Punto, o Polo, continua com sua partipação mísera no mercado, sem incomodar a dupla da Fiat e da Citroën. O Volkswagen foi responsável por 6.495 carros emplacados de 1º de janeiro a 15 de setembro de 2011.

Mesmo assim, analisando os números, o bom Punto realmente precisa de um empurrãozinho extra.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Com March e Versa, Nissan vem com tudo no Brasil!

Ter 5% de participação no mercado nacional até 2014. Este é o ambicioso objetivo da Nissan, que dá a largada ao seu plano com o duplo lançamento do compacto March, no final de setembro, e do Versa, em novembro. Segundo a empresa, com estes dois modelos será possível aumentar sua cobertura de mercado da companhia para 83%.
Versa: Tamanho de Civic com preço abaixo de R$ 36.000
Vou falar primeiro do carro que chega depois. Vendidos em outros países, como Estados Unidos e México, o Versa será lançado em território nacional no penúltimo mês do ano com motor 1.6 16V flex e custando menos de R$ 36.000. Como ele vem do México, o aumento do IPI não será um problema.
De acordo com a Nissan, o Versa se destaca por ter "design imponente, qualidade japonesa, inovação, elegância e conforto com muita segurança pelo amplo espaço interno, alto nível de qualidade e, claro, preço muito competitivo". Pela pesquisa que fiz e pela conversa que tive com uma fonte nos Estados Unidos, o Versa tem um excelente espaço interno.
A receita adotada pela Renault com o Logan parece estar se repetindo com sua marca irmã: o Versa tem tamanho de sedã médio (Civic e Corolla), com 4,47 m de comprimento e 2,60 m de entre-eixos, e preço de sedã compacto premium (menos de R$ 36.000). Se vier bem equipado, vair ser um grande candidato a ser um dos destaques do segmento. Resta agora saber o que vai ser do Tiida Sedan, que chega ao Brasil por R$ 44.500.

March
Agora vamos ao grande lançamento do ano da Nissan, o compacto March. Fabricado no México, o "primeiro popular japonês" chega com um grande potencial de mercado, já que seu conjunto é bem atraente. O modelo chega com quatro versões com motor 1.0 e três com propulsor 1.6. O March mais simples parte de R$ 27.790 já equipado com airbag duplo, computador de bordo, ar quente, preparação para rádio (entre outros equipamentos - veja mais abaixo), com quatro portas e para-choques na cor da carroceria. A garantia é de três anos, como seu meio irmão Clio.
Em relação ao visual do March, vou reproduzir aqui a melhor expressão que ouvi a respeito: "ele é tão feio, mas tão feio, que é até bonitinho". É estranho dizer isso, mas realmente o compacto da Nissan é simpático.

O motor 1.0 16V desenvolve 74 cv de potência a 5.850 rpm e 10 kgfm de torque a 4.350 rpm, tanto com etanol como com gasolina. De acordo com a marca, o March precisa de 13,79 segundos (etanol) e 14,48 s (gasolina) para ser acelerado de 0 a 100 km/h. Segundo a Autoesporte, o consumo de combustível do pequeno, com álcool, é de 9,5 km/l na cidade e 13,7 km/l na estrada.

Já a motorização 1.6 16V desenvolve 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 kgfm de torque a 4.000 rpm, também com qualquer um dos combustíveis. O March 1.6 16V precisa de 9,88 s (gasolina) e 9,49 s (etanol) para ser acelerado de 0 a 100 km/h.
O March mede 3,78 metros de comprimento, 1,53 m de altura, 1,66 m de largura e 2,45 m de entre-eixos. O porta-malas tem capacidade para 227 litros e o tanque leva 41 litros. Fazendo uma comparação rápida, o Ford Ka mede 3,83 m de comprimento, 1,42 m de altura, 1,64 m de largura, 2,45 m de entre-eixos, 263 litros de porta-malas e 45 l de tanque de combustível.

Segurança parcial
Dou meus parabéns à Nissan por ter equipado o March com airbag duplo de série desde a versão de entrada. Entretando, a marca pisou na bola feio por não oferece apoio de cabeça e cinto de três pontos para todos os ocupantes, limpador e desembaçador traseiro para a versão de entrada e sistema ABS de freios, não disponível nem para a versões 1.6. Uma pena...
Conheça abaixo as versões e preços do Nissan March.

Nissan March 1.0 – R$ 27.790
Airbags frontais para motorista e passageiro
Acelerador eletrônico do motor (drive-by-wire)
Ar quente
Banco do motorista com regulagem de altura e “Comfort Seat”
Computador de bordo
Console central com 3 porta copos e porta objetos
Conta-giros
Display digital de quilometragem total e parcial
Para-sol com espelhos cortesia para motorista e passageiro
Porta-luvas com tampa
Portas dianteiras com porta objetos e suporte para garrafa
Tampa de combustível com abertura interna
Tomada de 12V integrada ao console central
Grade frontal com acabamento cromado
Retrovisores externos rebatíveis
Rodas de aço de 14″ e pneus 165/70 R14
Alarme de advertência sonoro para chave no contato e lanternas acesas
Apoios de cabeça dianteiros com regulagem de altura (2)
Apoios de cabeça traseiros com regulagem de altura (2)
Bloqueio de ignição através de imobilizador do motor
Cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores
Cintos de segurança traseiros laterais de 3 pontos retráteis e central de 2 pontos
Limpador de pára-brisa com 3 velocidades com controle intermitente
Preparação para áudio
Antena

Nissan Marcha 1.0 S – R$ 33.390
Todos os itens da versão 1.0 acrescidos de:

Ar-condicionado
Direção elétrica progressiva
Abertura e fechamento das portas e porta-malas por controle remoto
Desembaçador do vidro traseiro com temporizador
Porta malas com iluminação
Retrovisores externos com regulagem elétrica e na cor da carroceria
Travas elétricas das portas e porta-malas
Vidros dianteiros e traseiros elétricos
Volante de três raios com regulagem de altura
Calotas integrais
Retrovisores externos na cor da carroceria
Revestimento das portas dianteiras em tecido
Alças de teto para o passageiro
Limpador de pára-brisa com 9 velocidades com controle intermitente
Limpador traseiro com controle intermitente
Travamento automático das portas com o veículo em movimento
OPCIONAIS

1.0
Pacote “Plus”: Limpador, lavador e desembaçador traseiro temporizado, regulagem interna dos espelhos retrovisores e calotas integrais - preço final: R$ 28.490.

Pacote “Conforto”: ar-condicionado, direção elétrica progressiva e volante com Regulagem de altura - preço final: R$ 31.990.

Pacote “Roda” (vinculado ao Pacote “Conforto”): Rodas de liga-leve 15” e pneus 175/60 R15 - preço: R$ 700.

1.0S
Pacote “Roda”: Rodas de liga-leve 15” e pneus 175/60 R15 - preço: R$ 700.

Nissan March 1.6 S – R$ 35.890
Todos os itens da versão 1.0S acrescidos de motor 1.6 16V.

Nissan March 1.6 SV – R$ 37.990
Todos os itens da versão 1.6S acrescidos de:

Acionamento do alarme perimétrico por controle remoto
Rodas de liga leve de 15” e pneus 175/60 R15
4 altofalantes
Rádio CD Player com função MP3 e entrada auxiliar

Nissan March 1.6 SR – R$ 39.990
Todos os itens da versão 1.6 SV acrescidos de:

Adesivos específicos para versão SR
Aerokit (saias laterais, espóilers dianteiro, traseiro e aerofólio)
Ponteira de escapamento cromada
Retrovisores externos personalizados para versão SR
Rodas de liga leve de 15” na cor titanium e pneus 175/60 R15 
CORES (1.0 e 1.6)

Sólidas: Branco Aspen e Preta Premium
Metálicas (+ R$ 720): Prata Classic, Cinza Magnetic, Vermelho Fuji, Laranja Califórnia e Azul Egeu

ACESSÓRIOS E TATTOS

O March também conta com vários acessórios disponpiveis nas concessionárias: protetor de cárter, alarmes, travas e vidros elétricos com automatizador, tapetes, faróis de neblina, equipamentos de áudio, kits aerodinâmicos, estéticos e as "Tattos" - adesivos colados na carroceria que custam de R$ 25 a R$ 490 com os seguintes temas: Sport, Shift (duas versões), Aiko, Pop, Kanji, além dos adesivos para a guarnição da Coluna B (central) e mascara para farol de neblina.

O March chega com quatro kits de acessórios, vendidos com preços fixos nacionais. São eles:

. Conveniência: Vidros elétricos dianteiros + trava elétrica + alarme volumétrico;
. Kit Segurança: Automatizador de vidros elétricos com antiesmagamento + alarme volumétrico;
. Kit Áudio: Radio CD Player Kenwood com entrada USB + porta-objetos + 2 altofalantes
. Kit Sport: espóilers dianteiro e traseiro + minissaias laterais + aerofólio superior traseiro.
Nota 10: Airbag duplo de série para todas as versões // Nota 0: ABS, nem opcional
GARANTIA E REVISÕES

O March tem 3 anos de garantia sem limite de quilometragem e as revisões, que acontecem a cada 10.000 km ou 12 meses (o que acontecer primeiro) tem preços fixos. Confira os valores, que incluem peças, óleo e mão de obra:

10 mil km – R$ 149
20 mil km – R$ 299
30 mil km – R$ 249
40 mil km – R$ 499
50 mil km – R$ 249
60 mil km – R$ 299
Fotos: Nissan/Divulgação

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alta Roda - Pensamentos alternativos

O Salão do Automóvel de Frankfurt, o maior do mundo em área locada de exposição, inverteu o clima de pessimismo observado há dois anos em razão da crise financeira mundial. A feira estará aberta até este domingo, 25/9, e reflete um cenário de vendas mundiais de veículos em ascensão, embora no continente europeu os resultados não estejam bons, à exceção da Alemanha, o que ajudou a mostra.
Volkswagen/Divulgação
Naturalmente, as marcas germânicas dominaram o ambiente. A começar pelo VW Up!, um subcompacto de quatro lugares, para disputar um segmento que crescerá muito. O modelo apresenta sofisticações, como frenagem automática e inteligente sistema multimídia portátil. Essa plataforma dará origem ao futuro carro de entrada da marca, substituindo o Gol IV, para cinco passageiros e com estilo próprio.

A Mercedes-Benz apresentou o novo Classe B, crossover de hatch e monovolume, com muitos equipamentos de série inclusive sistema anticolisão. Sua arquitetura flexível vai gerar um hatch (Classe A), um utilitário esporte (SUV) compacto, um sedã-cupê e uma station. Atenções se voltaram ao carro conceito F-125 (alusão aos 125 anos da empresa), um elétrico muito avançado que associa bateria de íon-enxofre e pilha a hidrogênio para até 1.000 km de autonomia.

A BMW mostrou o compacto Série 1, mais espaçoso, e consolidou sua submarca para propulsão alternativa. O i3 elétrico está praticamente pronto com muita fibra de carbono para aliviar o consumo da bateria, enquanto o híbrido esporte i8 ainda demora dois anos. A Audi respondeu com o carro-conceito A2 que terá também motor elétrico e o estudo Urban Concept ainda em estágio primário, mas o esportivo R8 e-Tron surgiu em forma quase definitiva.

Fechando a ofensiva alemã, a Porsche exibiu o novo 911, mais baixo e longo, projetado para receber propulsão híbrida. Versões conversíveis de supercarros também tiveram vez: Mercedes-Benz CLS (teto de lona) e Ferrari 458 Italia (teto rígido), atraindo fãs fiéis do puro glamour.
Fiat/Divulgação
Impressionaram a semelhança visual entre o novo Fiat Panda e o Uno brasileiro, de plataformas diferentes, além da nova linguagem de estilo da Ford realçada no Evos. Citroën DS5 confirmou o desenho audacioso da marca; a Renault contra-atacou com o conceito do que poderá ser um Kangoo no futuro; Smart também antecipou a evolução estética do microcarro (além da terceira geração elétrica); Mini cupê ampliou de forma criativa o desenho que parecia único.

Entre os SUV de maior porte, a maior surpresa foi o Maserati Kubang (materialização de um conceito do Salão de Detroit/2003). A Land Rover antecipou em quatro anos as primeiras formas do que, tudo indica, será o sucessor do icônico Defender.

Apesar da ênfase sobre elétricos e híbridos em Frankfurt, já há mais gente pensando que motores a combustão ainda vão evoluir e surpreender em emissões. Na Europa, por exemplo, 75% dos motores de carros novos utilizam turbocompressores (Classe B e A1, 100%). Como gerar eletricidade também emite gás carbônico (CO2), à exceção de usinas atômicas, podem acontecer surpresas e adiar para além de 2030 as chances de mínima consolidação do mercado de veículos elétricos a bateria.

RODA VIVA

AUMENTO significativo do IPI atingirá indistintamente todos os modelos não produzidos no Mercosul e México, mesmo que o fabricante já possua instalações industriais no Brasil. No fundo, o governo federal sabe que essa discriminação de imposto segundo a origem do produto contraria a Constituição. Resolveu correr o risco, em defesa do emprego industrial.

MAIS estranho é a taxação extra sobre importados vigorar até dezembro de 2012, embora a política de aumento da competitividade vá até 2016. Fica a dúvida se a medida pode ser revista ou a exigência de conteúdo de peças nacionais abrandada para quem quer fabricar no País. Casos da Chery e JAC, além da BMW que extraoficialmente já decidiu, mas pode desistir.

MERCEDES-BENZ SLS AMG roadster oferece rara combinação entre raízes históricas, estilo atual e desempenho ímpar. Inspirado no venerável 300 SL, de 1954, e suas portas no estilo de asas de gaivota na versão cupê, o conversível tem, claro, portas convencionais. O teto de lona se amolda à perfeição ao desenho do carro, além de subtrair apenas três litros do porta-malas.

GUIAR o SLS é uma experiência estonteante. O roadster tem capô longo e traseira curta. Sua largura exige atenção em estradas e ruas estreitas da Costa Azul francesa, Mônaco e pequenas cidades italianas na região. Motor V-8 de 571 cv e excitantes 66,3 kgfm são exploráveis em todas as situações. Mesmo que por apenas alguns segundos.

EXISTEM quatro opções de controle das suspensões no SLS, combinadas a respostas de direção, acelerador e troca de marchas na caixa automatizada de sete velocidades formando um transeixo traseiro. O conversível é cerca de 10% mais caro que o cupê e terá 30% do mix de vendas (no Brasil, bem menos). A fábrica produz cerca de 1.200 unidades/ano.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Suposto Honda City 2013 aparece em imagem

(post atualizado no dia 21/08, às 12h05)
O JokeForBlog publicou uma imagem (acima) que seria da primeira reestilização do Honda City. Já o Paul Tan´s Automotive News (abaixo) revelou imagens de um folder mostrando como o modelo deve ficar. Pelo andar da carruagem, esse deve mesmo ser o visual do sedã. Lançado em 2008, já está chegando a hora do face lift para enfrentar a concorrência por mais alguns anos.

Mas a Honda só deve alterar o City no Brasil depois que o novo New Civic chegar por aqui, o que, segundo rumores, pode acontecer ainda em 2011, embora tudo ainda aponte para 2012.

Reparem nas imagens que a dianteira do City está um pouco mais robusta, lembrando um pouco a do Accord - tudo por causa da grade e do para-choque remodelado. A traseira também muda, com alterações nas lanternas e no para-choque. A lateral terá novas rodas. Por dentro, o acabamento deve evoluir, mas não muito - mudanças na padronagem dos tecidos e no painel.
O City é vendido no Brasil em quatro versões: DX, LX, EX e EXL - todas com motor 1.5 16V flex, que desenvolve 115 cv de potência e com gasolina e 116 cv com etanol e 14,8 mkgf de torque com qualquer combustível. São duas opções de câmbio de cinco marchas: manual e automático. O sedã da Honda mede 4,40 m de comprimento, 1,65 m de largura, 1,55 m de altura e tem 2,55 m de distância entre-eixos. O modelo leva bons 506 litros no porta-malas e seu tanque tem capacidade para apenas 42 l.

De série, todas as versões do City saem de fábrica equipadas com direção hidráulica, ar-condicionado, airbag duplo, banco do motorista regulável em altura, banco traseiro bipartido, alarme, coluna de direção regulável em altura e profundidade, trio elétrico e descança braço dianteiro e traseiro - entre outros itens.
Sem dúvida o City é um excelente carro. Mas, infelizmente, não podemos esperar um corte nos salgados preços praticados pela Honda com o lançamento da nova linha. Mas, quem sabe com a chegada de novos concorrentes, o City não fica mais barato? Por enquanto, os preços são esses:

Honda City DX MT - R$ 53.620
Honda City DX AT - R$ 57.500
Honda City LX MT - R$ 57.420
Honda City LX AT - R$ 61.300
Honda City EX MT - R$ 62.975
Honda City EX AT - R$ 66.855
Honda City EXL AT -R$ 72.625
De janeiro a agosto de 2011, foram emplacados 18.697 unidades do City, uma média mensal de 2.337 carros.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Toyota investe US$ 8 bilhões em pesquisa por ano!?!?

A Toyota, usando a figura do ator Wagner Moura, está com uma campanha, no mínimo, curiosa pelo valor envolvido. A empresa diz que investe US$ 1 milhão por hora (em todo mundo) em pesquisa para o desenvolvimento de produto. Como diz na descrição do vídeo no Youtube, esta campanha, chamada de "Toyota: Qualidade para seu Caminho, exalta a qualidade da marca como diferencial competitivo".

Quando vi a propaganda ontem na TV, meu amigo me perguntou: "será que a Toyota investe tudo isso mesmo"? Resolvi fazer os cálculos. Se ela investe US$ 1 milhão por hora, logo ela investe US$ 24 milhões por dia e US$ 8.760.000.000 (oito bilhões e setecentos e sessenta milhões de dólares) por ano.

Falei com ele desse número e a resposta veio de bate-pronto: "duvido!!". Acho um valor realmente alto, mas não chego a duvidar. Os carros da Toyota realmente tem uma qualidade mundialmente reconhecida, por isso acho esse valor aceitável.

Mesmo assim fiquei pensando: será que o meu amigo também tem razão na sua dúvida?

Atualização (30/09/2011)
O internauta Marcelo postou nos comentários um link interessante e que vale ser compartilhado aqui. Reparem na minutagem 1:30. Reparem nos números da Kia e da Hyundai!

sábado, 17 de setembro de 2011

Assista ao primeiro comercial do Chevrolet Cruze


Este é o comercial de lançamento do Chevrolet Cruze. O texto dá um tapa de luva nos compradores de Corolla e Civic.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cruze pode levar a Chevrolet para o topo do segmento?

A Chevrolet bem que tentou, mas o valente Vectra não foi pareo sedãs médios japoneses. Agora, com o Cruze, será que a marca conseguirá voltar ao topo do segmento no Brasil?

Qualidades para isso o Cruze tem. Sua plataforma é global (diferente da do Vectra, que usava a do Astra alongada) e seu design e moderno, seguindo a identidade visual da GM. Por aqui, o novo sedã será vendido em duas versões de acabamento, LT e LTZ, duas opções de câmbio, manual e automático de seis marchas, e com um motor: 1.8 16V Ecotec.
No início, achei os preços anunciados pela Chevrolet um pouco salgados: LT manual, por R$ 67.900, LT automática (R$ 69.900) e a LTZ (R$ 78.900). Mas, analisando o mercado, os valores estão de acordo com a categoria e com a proposta do carro. Ainda acho caro, mas logo teremos bonus e promoções.

Fabricado na planta de São Caetano do Sul (mas com o índice de nacionalização longe do ideal), o Cruze LT vem equipado, de série, com direção elétrica, ar-condicionado digital, faróis de neblina, airbags frontais e laterais, freios ABS com EBD, controle de estabilidade, volante multimídia com piloto automático e conexão Bluetooth e USB. A LT automática de seis velocidades acrescenta sensor de chuva (R$ 2.000 a mais) e revestimento em couro nos bancos (R$ 4.000 extra). Já a LTZ vem com roda de liga leve, tela de 7 polegadas para a central multimídia, revestimento em couro no painel, GPS e botão de partida.
O novo motor Ecotec flex 1.8 16V, com duplo comando de valvulas variável, batizado de Ecotec6 e candidato a beberrão, desenvolve 140 cv de potência a 6.300 rpm e 17,8 mkgf de torque a 3.800 rpm com gasolina e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol, nas mesmas rotações.

Segundo a GM, a versão pode ser acelerada de 0 a 100 km/h em 10,7/10,8 segundos (E/G) e alcança 204/203 km/h de velocidade máxima (E/G). Os números da versão automática são 11,4/11,7 s (E/G) e alcança 197 km/h de máxima.
O Cruze mede 4,60 m de comprimento, 1,79 m de largura (2,098 m com os espelhos), 1,47 m de altura e 2,685 m de distância entre-eixos. Seu porta-malas tem espaço para 450 litros, o tanque tem capacidade para 60,3 litros e o veículo pesa 1.399 kg.

Veja abaixo uma compração dos preços do Cruze e com os dos concorrentes.

Chevrolet Cruze LT 1.8 MT - R$ 67.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT - R$ 69.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT + couro - R$ 71.900
Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT - R$ 78.900

Citroën C4 Pallas 2.0 GLX MT - R$ 60.490
Citroën C4 Pallas 2.0 GLX AT - R$ 66.990
Citroën C4 Pallas 2.0 Exclusive AT - R$ 75.400

Honda Civic LXS 1.8 MT - R$ 66.660
Honda Civic LXS 1.8 AT - R$ 71.430
Honda Civic LXL 1.8 SE MT - R$ 67.340
Honda Civic LXL 1.8 SE AT - R$ 72.165
Honda Civic LXL 1.8 SE AT + couro - R$ 73.885
Honda Civic EXS 1.8 AT + couro - R$ 86.750

Nissan Sentra 2.0 MT - R$ 54.990 (por R$ 49.990)
Nissan Sentra 2.0 CVT - R$ 60.290 (por R$ 55.290)
Nissan Sentra 2.0 S CVT - R$ 64.290 (por R$ 59.290)
Nissan Sentra 2.0 SL CVT - R$ 71.990 (por R$ 66.990)

Peugeot 408 Allure 2.0 MT - R$ 59.500
Peugeot 408 Allure 2.0 AT - R$ 64.500
Peugeot 408 Feline 2.0 AT - R$ 74.900
Peugeot 408 Griffer 2.0 AT - R$ 79.900

Renault Fluence Dynamique 2.0 MT - R$ 60.290
Renault Fluence Dynamique 2.0 CVT - R$ 65.690
Renault Fluence Privilège 2.0 CVT - R$ 76.390

Toyota Corolla XLi 1.8 MT - R$ 63.570
Toyota Corolla XLi 1.8 AT - R$ 67.570
Toyota Corolla GLi 1.8 MT - R$ 67.070
Toyota Corolla GLi 1.8 AT - R$ 70.570
Toyota Corolla XEi 2.0 AT - R$ 77.070
Toyota Corolla XLi 2.0 AT - R$ 86.870

Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 MT - R$ 65.775
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 AT - R$ 69.990
Volkswagen Jetta Highline 2.0 TSi AT- R$ 89.520
Não sei se o Cruze fará sucesso, mas ele muitas qualidades para isso. No mínimo, ele deve vender mais que o Vectra. E, se o trabalho da marca for bem feito, ele pode assumir a carante segunda posição enquanto o novo Civic não chega. Só depois disso é o momento de pensar na liderança.
(Fotos: Chevrolet/Divulgação)

Governo regulamenta aumento do IPI para carros importados

Veja oa notícia publicada no site Folha.com, feita pelos repórteres Ana Carolina Oliveira, Eduardo Cucolo e Cirilo Junior:
Hyundai/Divulgação
O governo anunciou na quinta-feira (15) a elevação do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para veículos importados ou que não atendam a novos requisitos de conteúdo nacional. A medida vale a partir de hoje.

As empresas, no entanto, terão dois meses para provar que atendem às novas regras. Nesse prazo, o imposto continua nos níveis atuais, mesmo para as importadoras.

A mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para o consumidor que comprar um carro que tenha menos de 65% de componentes fabricadas no país. Serão afetados automóveis, caminhões, caminhonetes e veículos comerciais leves. Deve encarecer, principalmente, carros chineses, coreanos e de luxo.
Jac/Divulgação
O IPI sobe 30 pontos percentuais. Atualmente, o tributo varia de 7% a 25%, dependendo da potência e do tipo de combustível. Agora, ficará entre 37% e 55%. Para as montadoras que cumprirem a nacionalização exigida, não haverá mudança do imposto.

Além do percentual de componentes nacionais, as montadoras precisam fazer investimentos e deverão realizar no Brasil pelo menos 6 de 11 etapas de produção definidas pelo governo. Entre elas, fabricação de motores e montagem de chassis.

A estimativa do Ministério da Fazenda é que entre 12 e 15 montadoras não devem ter alta de imposto, principalmente as que estão há muito tempo no país.
Kia/Divulgação
Como o Brasil tem acordo automotivo com a Argentina e o México, componentes desses países não serão considerados como importados. Por isso, o governo estima que cerca de metade dos veículos importados terá aumento de imposto e preço.

A medida vigora até dezembro de 2012 e faz parte do plano Brasil Maior, anunciado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff.

11 etapas
Para manter o atual nível de IPI, as empresas devem nacionalizar seis de 11etapas da produção. Seão elas: montagem, revisão final e ensaios compatíveis; estampagem; soldagem; tratamento anticorrosivo e pintura; injeção de plástico; fabricação de motores; fabricação de transmissões; montagem de sistemas de direção, de suspensão, elétrico e de freio, de eixos, de motor, de caixa de câmbio e de transmissão; montagem de chassis e de carrocerias; montagem final de cabines ou de carrocerias, com instalação de itens, inclusive acústicos e térmicos, de forração e de acabamento; e produção de carrocerias preponderantemente através de peças avulsas estampadas ou formatadas regionalmente. (fonte das 11: G1)


Vocês acham que o governo acertou com a medida?

Fica a sugestão para a leitura do editorial do blog Alto Giro sobre o assunto!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Alta Roda - Bandeira vermelha

No recente Fórum da Indústria Automobilística, organizado pela Automotive Business, o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, foi enfático ao tomar uma posição em relação ao papel do automóvel nas cidades. Carros são sempre considerados vilões. Não param de engarrafar as ruas e avenidas, causam acidentes, poluem o meio ambiente, ocupam todos os espaços das cidades, enfeiam a paisagem urbana ao originar vias elevadas, pontes e viadutos, atrapalham a circulação do transporte coletivo, queimam combustível fóssil (gasolina, diesel e gás) e assim aquecem a atmosfera do planeta, aumentam o nível de ruído, estimulam a individualidade das pessoas, aumentam os custos da saúde pública e diminuem a expectativa de vida da população.

Reze destacou na sua palestra o outro lado da questão. As cidades podem viver sem o que arrecadam com os veículos em circulação? Na realidade, afirmou, carros são coletores móveis de impostos. “Antes de chegar às concessionárias e também depois sofrem taxações elevadas em vários níveis. E continuam recolhendo para os cofres públicos ao longo de pelo menos 20 anos. Que outro bem durável mostra esse perfil de arrecadação contínua?”

Há um termo, dentro do jargão econômico, para explicar essa situação: cash cow, em tradução livre, vaca leiteira, no caso de dinheiro. Especialmente os automóveis não param de jorrar recursos financeiros para alimentar toda uma infraestrutura que, obviamente, deveria significar investimentos pesados em metrô, trem, ônibus e ampliação viária.

No afã de imputar mais problemas, reportagens na televisão chegam a desprezar a matemática. Em noticiário sobre o “mau uso” do automóvel, a repórter destacou que em São Paulo apenas uma pessoa “em média” ocupa um carro. Trata-se de uma observação interessante pois, para contrabalançar automóveis que transportam mais de uma pessoa, haveria outros que seriam dirigidos por fantasmas para atingir a média citada. Na realidade, não apenas em São Paulo, mas em todas as grandes cidades do mundo, a média fica entre 1,2 e 1,5 ocupante por veículo.

Também nas informações radiofônicas se costuma explicar que os longos congestionamentos ocorrem por excesso de carros. Talvez se repita o dilema entre copo meio cheio e meio vazio, porém será que a falta de ruas, pela inépcia de planejamento dos governos, não seria uma boa explicação?

Em São Paulo os limites de velocidades, já entre os mais baixos do país, estão sendo diminuídos em grandes corredores de tráfego para 60 km/h. Certamente um atalho para aumentar congestionamentos, porém certos especialistas alegam que o fluxo não seria prejudicado porque, quando a velocidade cai, os carros rodam mais próximos uns dos outros. Esquecem um pormenor: freios são bem mais eficientes do que no passado. Não há a menor necessidade de corte de 10 km/h ou 20 km/h no limite seguro de velocidade previsto no projeto de uma avenida multifaixas. Fora dos horários de pico os tempos de deslocamentos aumentarão à toa.

Quem sabe, retrocederíamos ao final do século 19, na Inglaterra, quando um homem a pé com uma bandeira vermelha precedia, obrigatoriamente, as perigosas carruagens sem cavalos... A alforria chegou em 1896.

RODA VIVA

FOI o melhor agosto da história: venderam-se 327,4 mil unidades de veículos leves e pesados. Na média diária, no entanto, houve uma pequena queda de 2,4% em relação a julho, compensada pelo maior número de dias úteis. As previsões da indústria continuam apontando o segundo semestre sem crescimento, porém 2011 deve superar 2010 em 5%.

DISCURSO da Anfavea é bem diferente da Fenabrave sobre resultados do mês passado. Enquanto esta apontou aumento de estoques nas concessionárias, aquela registrou um dia a menos (23 contra 24, em julho). Fabricantes admitem que em seus pátios os estoques subiram de 12 para 14 dias por desajustes no planejamento de produção. No total, 35 contra 36 dias.
Chevrolet/Divulgação
CHEVROLET Cruze estará à venda nos próximos dias com novo motor 1,8/16 v/144 cv, mais potente e econômico do que o anterior de 2 litros. Fabricado em São Caetano (SP), GM ainda calcula se vale a pena enviar o modelo para a Argentina a partir daqui. Hoje, o carro segue para lá vindo da Coreia do Sul e paga 35% de imposto de importação. Mazelas do Custo Brasil...

CONJUNTO do JAC J6 (R$ 59.800,00/7 lugares) agrada pelo estilo, praticidade e dotação de itens de série. Desde que não esteja com carga total, desempenho é bom, suspensões com equilíbrio conforto/estabilidade (embora ruidosa) e porta-malas de volume razoável (720 a 198 litros). Ressalvas no acabamento: antena no para-brisa e fragilidade de algumas peças plásticas.
JAC/Divulgação
SEGUNDO a empresa de segurança McAfee, estamos sujeitos a ameaças “cibercriminosas”, dependendo dos equipamentos a bordo: destravamento e partida remotos do automóvel por meio de telefone celular; desativação remota do veículo; rastreamento de atividades e rotinas do motorista; interrupção de sistemas de navegação.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Honda Civic europeu faria sucesso no Brasil?

Eu estava lendo notícias sobre as novidades do Salão de Frankfurt ontem. Logo de cara uma chamou a minha atenção: o novo Civic europeu.
Seu design é realmente chamativo. A dianteira ficou bonita, mais moderna e e robusta do que a da antiga versão (ver abaixo). Já a traseira continuou polêmica. Unidas por uma linha vermelha de gosto bastante duvidoso, as lanteras "saltam" pelas laterais. O interior segue as linhas do Civic norte-americano.
Segundo a Quatro Rodas, a principal novidade em termos de motorização do Civic europeu é a introdução do propulsor 1.6 a diesel, que deve ser lançada apenas no meio de 2012. As opções iniciais são versões revisadas e mais econômicas do 1.4 e 1.8 a gasolina, além do 2.2 i-DTEC diesel, vindo do Accord.

Avaliando o visual do novo Civic europeu, você acha que ele faria sucesso no Brasil? Se este modelo hatch custasse entre R$ 50.000 e R$ 60.000, acho que ele provavelmente seria líder do segmento.
Versão anterior era menos "musculosa"
Traseira sempre foi o ponto mais polêmico
(Fotos: Honda/Divulgação)