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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alta Roda - Opulência chiensa

Como tudo na China é grandioso, o Salão do Automóvel de Xangai, maior cidade do país mais populoso, não poderia ser diferente. A começar pelo número de marcas locais desconhecidas no mundo ocidental e focadas no mercado local. Apenas para citar algumas: Baojun, Bestern, Dongfeng, Emgrand, Englon, GAC, Haima, Haval, Hauwtai, Icona, Oley, SouEast, Zinoro e Zotye. Na maioria dos estandes as informações se limitavam a folhetos em chinês e sem informações em inglês para imprensa estrangeira. A exposição termina na 2ª. feira, dia 29.
Reprodução/Physis SDA
Explosiva demanda na China – vendas crescerão 7% este ano para em torno de 20 milhões de veículos leves e pesados, cinco vezes mais que o Brasil – leva a situações inusitadas. Numa tentativa de controlar a procura e a nuvem de smog que envolve Xangai, leiloam-se placas para carros novos e podem alcançar até U$14.000/R$ 28.000. Por isso modelos pequenos e baratos não compensam tal investimento. Quem tem dinheiro quer conforto e mesmo automóveis médio-grandes contam com versões de entre-eixos alongados.

Além de o mercado chinês ser o maior do mundo, até 2020 deve alcançar 2,7 milhões de carros de luxo por ano, o que desbancaria também os EUA nesse segmento de topo. Portanto, soa natural eleger o Salão de Xangai para lançamentos como revitalização do Porsche Panamera, novo Maserati Ghibli ou Lamborghini Aventador 720-5, edição especial de 50 anos da marca. São lá as estreias do sedã A3 e dos conceituais crossovers (quase prontos) BMW X4, Mercedes-Benz GLA, este candidato à produção no Brasil, e Citroën DS4 X, apelidado de Wild Rubis por sua cor especial.

Para compensar os 17 novos produtos que a GM lançará este ano, além da tradicional ofensiva da VW que lidera entre automóveis, a Ford apresenta o carro-conceito Escort, originado de um Focus sedã anabolizado, específico para o mercado local. Honda exibiu o Crider, evolução do conceito C, mais próximo da nova geração do Civic que chega em quatro anos. Curioso é reestreia de uma marca americana de carro elétrico, Detroit Electric, que já produziu esse tipo de veículo de 1907 a 1939 (apenas 13.000 unidades).

Chinesas que constroem fábricas de automóveis no País também apresentam novidades. JAC A20, equivalente ao hatch J3, mostra dimensões semelhantes ao futuro modelo a ser feito em Camaçari (BA). Mas o carro será específico para o Brasil, inclusive versão sedã Turin, em estratégia semelhante à Hyundai Brasil com o HB20. Já o sedã A30 será importado em 2014, como J4. No total, há cinco lançamentos da marca e três modelos-conceito.

Chery também tem novidades. Além do novo QQ, subcompacto que será produzido em Jacareí (SP), ao lado do Celer, apresenta dois protótipos Alfa 7 (sedã) e Beta 5 (SUV), além do modelo futurístico @Ant.

RODA VIVA
Ford/Divulgação
CONFORME esperado, novo Fiesta, alinhado ao modelo europeu e início de produção apenas seis meses depois, começa a ser vendido em maio sem motor de 1 litro, inicialmente (depois chegará o 3-cilindros). Compacto estreia motor de duplo comando de válvulas variável, 1,5 litro/115 cv, nas versões mais baratas, e 1,6 litro/130 cv. Ambos dispõem da maior potência específica do mercado e partida sem gasolina em dias frios, ao usar etanol.

CONSUMO em cidade/estrada, com 130 cv e câmbio manual: 1 L/7,9 km e 1L/9,9 km (etanol) e 1L/11,4 km e 1L/13,9 km (gasolina). Com 115 cv: 1 L/7,8 km e 1L/9,6 km (etanol) e 1L/10,8 km e 1L/13,7 km (gasolina). Na média, motor mais potente é mais econômico, ao contrário do ocorrido no passado.
Ford/Divulgação
PREÇOS partem de R$ 38.990, pouco abaixo da maioria dos concorrentes de peso, e sobem até R$ 54.990, na versão Titaniun, que inclui sete airbags e câmbio automatizado de embreagem dupla, seis marchas. Ford investiu, ainda, em segurança ativa ao adicionar, aos modelos de maior cilindrada, controle eletrônico de trajetória e tração.

FIESTA apresenta, agora, estilo marcante: adotou nova grade frontal de identidade da marca e manteve tradicionais lanternas traseiras elevadas para melhor visibilidade. Interior também é novo e se nivela aos compactos “premium” do mercado brasileiro. Por enquanto, conviverá com Fiesta Rocam que continua com motor de 1 litro e preço menor.
Volkswagen/Divulgação
SAVEIRO recebeu mesma frente de Gol e Voyage, na linha 2014. Assim tem condições de avançar em participação de mercado frente à líder Strada, que apresenta linhas já cansadas, mas não a ponto de lhe tomar a dianteira. Faltam motor mais forte (continua o de 1,6 l/104 cv como única e incômoda oferta) e preço competitivo, apesar de conjunto tecnicamente superior e estilo mais atual. Começa em R$ 33.490 (cabine simples) e R$ 36.610 (cabine estendida).

VERSÃO Cross, da picape compacta da VW, é a mais equilibrada do segmento. Combina tradicional espírito aventureiro, sem resvalar para o exagero e gosto duvidoso. De novo, seu preço atrapalha ao iniciar em R$ 48.990. Evolução em relação à Saveiro anterior aparece, com nitidez, exatamente nessa versão.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ford quer dominar o segmento de compactos premium com o New Fiesta 2014 nacional. Vai conseguir?

É... parece que a "brincadeira" acabou. Finalmente, depois de uma longa e estranha espera, a Ford tomou a decisão correta e está (re)lançando o New Fiesta, agora produzido no Brasil, com preços competitivos de verdade (chega do absurdo anterior!). O desejo da marca é tornar o seu modelo a escolha definitiva do segmento de compactos premium no Brasil, que tem Fiat Punto e Volkswagen Polo como opções interessantes (mas carentes de novidades), o Chevrolet Sonic hatch como um coadjuvante, e a dupla de franceses Citroën C3 e Peugeot 208 como novas atrações (que poderiam custar menos). Será que a Ford vai conseguir?

Vou responder de uma vez: a Ford tem tudo para conseguir a liderança neste segmento e, por consequência, melhorar as suas vendas no país. A versão inicial do New Fiesta hatch é tão equipada quanto os concorrentes citados, mas é mais barata (a partir de R$ 38.990) e potente do que os adversários de entrada (1.4, 1.5 e até 1.6 - da VW).

Conheça mais sobre os principais concorrentes do Ford New Fiesta!
Enorme grade dianteira é a principal alteração visual da linha 2014 do Ford New Fiesta
O New Fiesta tupiniquim mede 3,969 m de comprimento, 1,464 m de altura, 1,787 m de largura e tem 2,489 m de distância entre-eixos. Seu espaço interno continua ruim, assim como a capacidade do porta-malas: limitados 281 litros. Por fora, o modelo adora a nova linha de design da Ford, a Kinetic 2.0, já aplicada nos novos Fusion e EcoSport. A ampla grade dianteira é o principal destaque e caiu muito bem ao compacto, que ficou com aspecto mais robusto e esportivo.

Motores Sigma
Mas a mudança visual não é novidade para ninguém, já que o carro foi exibido no Salão do Automóvel de São Paulo em 2012 com o mesmo design. Por isso, vamos logo para os motores Sigma.
Depois de me decepcionar quando foi lançado, finalmente o propulsor 1.6 16V mostrar os números de potência que sempre esperávamos dele: 125 cv com gasolina e 130 cv com etanol - ambos alcançados a 6.500 rpm (o anterior gerava 109 cv a 6.250 rpm e 115 cv a 5.500 rpm). Entretanto, o torque ficou igual com gasolina (15,4 mkgf a 4.250 rpm) e inferior com etanol: 16 mkgf a 5.000 rpm, contra 16,3 mkgf a 4.250 rpm da versão anterior. O sacrifício deve ter acontecido para privilegiar as melhorias de potência, consumo e emissões.

As mudanças técnicas da motorização foram, nas palavras da Ford: "O motor Sigma 1.6 TiVCT Flex do New Fiesta traz várias inovações que contribuem para o seu nível superior de eficiência e economia. Além do duplo comando de válvulas variável e independente, que funciona tanto na admissão como na exaustão, ele utiliza uma taxa de compressão de 12:1 otimizada para a eficiência e performance. Tem ainda pistões grafitados, tuchos polidos, óleo de baixa viscosidade e novos componentes que reduzem o consumo de energia."
Linhas são realmente bonitas
Segundo a Ford, o New Fiesta 1.6 16V nacional manual precisa de 12,1 s com etanol e 12,3 s com gasolina para ser acelerado de 0 a 100 km/h com etanol e atinge a velocidade máxima de 190 km/h - mesmos numeros alcançados pelas versão PowerShift de duas embreagens (veja mais detalhes abaixo). No consumo, conta com a classificação A de eficiência do INMETRO/CONPET: faz 8 km/l com etanol e 12 km/l com gasolina na cidade e 10 km/l com etanol e 14,3 km/l com gasolina na estrada, com câmbio manual. Números otimistas, especialmente na cidade.

No consumo, a versão 1.6 16V PowerShift faz 7,9 km/l com etanol e 11,4 km/l com gasolina na cidade e 9,9 km/l com etanol e 13,9 km/l com gasolina na estrada.

Além do motor 1.6 16V mais potente, a Ford está lançando no mercado nacional mais um integrante da família Sigma, o propulsor 1.5 DOHC 16V flex, que desenvolve  107 cv de potência (a 6.500 rpm) e 14,7 mkgf de torque com gasolina e 111 cv (5.500 rpm) e 14,9 mkgf com etanol - torques alcançados a 4.250 rpm.
Espaço interno é ruim, mas ergonomia é boa
De acordo com a Ford, o New Fiesta 1.5 16V brasileiro precisa de 12,2 s com etanol e 12,7 s com gasolina para ser acelerado de 0 a 100 km/h com etanol e atinge a velocidade máxima de 180 km/h. No consumo, a marca norte-americana afirma que o modelo faz 7,8 km/l com etanol e 10,8 km/l com gasolina na cidade e 9,7 km/l com etanol e 13,7 km/l com gasolina na estrada, com câmbio manual. Números aparentemente mais realistas.

O New Fiesta Hatch 2014 é o primeiro veículo da marca a usar o Ford Easy Start, sistema que, por meio de sensores, aquece a linha de combustível quando necessário para a partida a frio. Essa tecnologia dispensa a necessidade do ultrapassado reservatório (tanquinho) de gasolina e está disponível em todas as versões.
Porta-malas leva míseros 281 litros - praticamente igual ao Fiat Uno e pouco mais do que o Ka
Automático? Quase! Automatizado? Sim!
O New Fiesta 1.5 está disponível apenas com transmissão manual de cinco velocidades, enquanto o 1.6 pode ser equipado com câmbio manual de cinco marchas ou manual automatizado PowerShift de seis marchas com dupla embreagem.

Esta transmissão permite ao motorista selecionar diferentes modos de condução, de acordo com o estilo do motorista: D, para trocas automáticas de marcha suaves e econômicas; S, esportivo, com um nível de rotação mais alto e preparado para retomadas; e manual sequencial SelectShift, para o condutor usar a faixa de rotação de sua preferência.
Câmbio manual automatizado PowerShift tem seis marchas e dupla embreagem
No câmbio de duas embreagens, enquanto uma marcha está engatada (2ª, por exemplo), a marcha seguinte já está pronta para entrar (3ª, seguindo o mesmo exemplo), agilizando a troca, reduzindo a perda de potência e torque, e melhorando o desempenho.

O comportamento é muito superior ao de um veículo manual automatizado comum (Dualogic, I-Motion e Easytronic).

Equipamentos e preços
Ford New Fiesta 2014 S 1.5 – R$ 38.990
Airbag duplo, freios ABS com EBD, direção elétrica, ar-condicionado, travas, espelhos e vidros dianteiros elétricos, sistema de som MyConnection Gen. 3 com conexão USB e Bluetooth; alarme volumétrico, rodas de 15 polegadas com calota integral, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção; ajuste manual de altura do banco do motorista; desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, entre outros itens.

Ford New Fiesta 2014 SE 1.5 – R$ 42.490
Acrescenta rodas de liga leve de 15 polegadas, farol de neblina e pacote de acabamento SE (?).

Ford New Fiesta 2014 SE 1.6 – R$ 45.490
Adiciona controle eletrônico de estabilidade e tração (AdvanceTrac), assistente de partida em rampa, ar-condicionado digital, vidros elétricos com abertura e fechamento global, sistema SYNC com comandos de voz em português e controles no volante e rodas de alumínio de 15 polegadas.

Ford New Fiesta 2014 SE 1.6 PowerShift – R$ 48.990
Itens da versão SE 1.6.

Ford New Fiesta 2014 Titanium 1.6 – R$ 51.490
Tem também sete airbags, bancos e volante revestidos em couro; controle automático de velocidade, sensor de estacionamento traseiro; sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, retrovisor interno eletrocrômico e rodas de alumínio de 16 polegadas.

Ford New Fiesta 2014 Titanium 1.6 PowerShift – R$ 54.900
Itens da versão Titanium 1.6.
New Fiesta nacional tem preços competitivos. Quem comprou o mexicano se deu mal
Conclusão
Depois da Ford lançar o New Fiesta por aqui por um preço absurdo, a marca muda de rumo ao nacionalizar o New Fiesta em sua linha 2014, o deixando mais bonito, barato e competitivo. O modelo tem realmente tudo para ser o líder da categoria de compactos premium, cada vez mais uma das mais disputadas do Brasil.

Mas encerro com uma reflexão. Quando eu disse estranha na primeira fase do post me referi à demora da Ford em lançar o New Fiesta nacional. O carro foi apresentado em outubro do ano passado! Logo, quem comprou o modelo importado do México, num português claro, se deu muito mal! O carro continua muito bom, mas o consumidor não só tem um carro ultrapassado em design (em relação à nova versão), mas também em desempenho e, principalmente, em negócio: imaginem a desvalorização do modelo! Mas o mercado é assim: para crescer, a Ford precisa sacrificar os milhares de proprietários do modelo mexicano - assim como outras marcas já fizeram, com a Fiat (mas em menor escala) com o Cinquecento (500) polonês que virou mexicano.
Fotos: Ford/Divulgação

quinta-feira, 28 de março de 2013

Alta Roda – Volta por cima

Ter-se transformado no quarto maior mercado de veículos do mundo significa, afinal, que a defasagem generalizada de modelos lançados no País começa a desaparecer. Exemplo evidente, o todo novo Peugeot 208 chega às ruas agora em abril, apenas 11 meses depois do mercado europeu.

Posicionado no padrão mais alto de equipamentos, o hatch compacto da marca francesa parte de R$ 39.990 (Active, motor 1,5/93 cv) e vai a R$ 54.690 (Griffe, motor 1.6/122 cv, automático). Seu preço de entrada, curiosamente, é igual ao do Citroën C3, marca do mesmo grupo, só que oferece mais. No ano passado, ao contrário do resto do mundo, Citroën superou em quase 10% as vendas da “matriz” Peugeot, sem novidades em tempo recente. A decisão estratégica do grupo, agora, é evitar essa situação em todos os mercados. Meta é vender de 2.500 a 3.000 unidades do 208 por mês, factível por sua diferenciação.
Estilo arrojado, vincos marcantes e luzes diurnas de LED (Griffe) destacam o modelo entre tantos. Com a maior distância entre eixos dos hatches compactos (2,54 m), coloca-se muito bem em termos de espaço interno, mas o porta-malas de 285 litros se alinha à média dos concorrentes. Destaque para o maior teto fixo panorâmico de vidro (0,66 m²), disponível de série a partir da versão intermediária Allure, embora o para-brisa estendido do C3 provoque melhor sensação. Em ambos, aliás, estão ausentes as úteis alças de teto.

Direção de assistência elétrica com regulagem da coluna em distância/altura (de série), ar-condicionado de duas zonas de resfriamento (inédito em compactos nacionais) e apliques cromado e preto piano nas versões mais caras colocam o carro como referência do segmento, embora plásticos menos rígidos fossem desejáveis. Tela de toque multimídia de 7 pol inclui GPS (mapas da América Latina), diversos recursos e operação intuitiva.
Fotos: Peugeot/Divulgação
Um dos pontos altos do carro é a posição de guiar, diferente dos outros. Volante tem diâmetro horizontal de 35 cm (cerca de 10% menos que o convencional) e vertical de 33 cm. Permite, assim, visão do quadro de instrumentos por cima do volante, de forma natural e desvio mínimo do olhar. Se todos adotassem esse arranjo, não seria má ideia, pois a tendência de uso generalizada de direção assistida dispensa volante de maior diâmetro. Regulagem do banco em altura (de série) é fácil e de modo correto, ao contrário de concorrentes como Onix e HB20.

Ideal no dia a dia é o motor mais potente, porém o de 1,5 l também mostra seu valor. Acerto de suspensões muito bom, como a grande maioria dos carros aqui afinados, apesar da altura livre do solo 1 cm acima do versão europeia. Câmbio manual poderia ter cursos de engates mais curtos, enquanto o automático de quatro marchas é caro (R$ 4.000) para o que oferece em termos de suavidade.

Estratégia da Peugeot, a exemplo de outros, é reposicionar os atuais 207 sedã e hatch em torno do R$ 30 mil. Quando o motor de 3 cilindros/1 litro estiver disponível, em menos de um ano, o 208 terá versão mais acessível para brigar por volume. E o SUV compacto 2008 complementará a linha no início do segundo semestre de 2014 para a árdua luta pela quinta colocação no mercado com Hyundai, Renault, Honda e Toyota.

RODA VIVA

FORD prevê ao menos dobrar vendas, a partir de 20 de abril, do novo Fiesta hatch graças ao início da produção em São Bernardo do Campo (SP). Antes importado do México, só tinha versões de topo. É primeiro carro de classe mundial produzido no município que foi berço da indústria automobilística e perdeu investimentos ao longo do tempo por problemas sindicais.

SINCRONIZAR saída de cena do Gol G4 e entrada do inteiramente novo subcompacto Up!, entre o final deste ano e o começo do próximo, toma as atenções da VW que completa 60 anos no Brasil. Posicionamento de preço é segredo bem guardado. Tanto pode posicioná-lo abaixo como acima do atual Gol G5, numa gaveta estratégica que pode incluir realocação do Fox.

COMEÇA a se consolidar a solução híbrida para carros médios e principalmente grandes em vários dos principais mercados mundiais do Hemisfério Norte. No Hemisfério Sul o preço continua um grande empecilho. Primeiro híbrido com motor turbo, VW Jetta acaba de ser lançado com objetivo de fazer frente às boas vendas do Prius, em especial nos EUA.

RÁPIDA avaliação do Jetta híbrido, nos arredores de Genebra (Suíça), impressionou. Apesar de a bateria acrescentar 104 kg ao peso total, quando o motor elétrico entra em ação em paralelo ao de combustão (5-cilindros/2,5 litros) a sensação de colar as costas no banco é quase a de um esportivo. Pormenor: ponteira de escapamento foi escondida para lembrar um elétrico puro.

NOVA regulamentação que estimula produções brasileiras na TV por assinatura abre oportunidades a programas dedicados ao automóvel. No próximo dia 8, canal +Globosat, estreia Oficina Motor em horário nobre, 21 horas. Com 52 min. (uma hora, no ar) é responsabilidade da produtora carioca Midmix.

terça-feira, 19 de março de 2013

Para Latin NCAP, Ford EcoSport é um carro seguro. Hyundai HB20 precisa melhorar

Ford/Divulgação
O Programa de Avaliação de Carros Novos da América Latina (Latin NCAP) divulgou hoje resultados de testes de colisão feitos com dois carros "badalados" fabricados no Brasil: Ford EcoSport e Hyundai HB20.

Os testes demonstram que houve progresso, e que mais carros latino-americanos têm obtido classificação de segurança quatro estrelas. Com esses resultados, encerra-se a terceira fase do Latin NCAP, do qual a PROTESTE Associação de Consumidores foi impulsionadora e é parceira.

Do meu ponto de vista, muitas melhorias em termos de segurança ainda precisam ser feitas em carros nacionais. Além de airbag duplo frontal e ABS, todos os veículos fabricados e vendidos no Brasil deveriam ter, de série, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, além de ar quente, desembaçador e limpador (este para os hatches) do vidro traseiro.

Na sua segunda geração, o EcoSport obteve quatro estrelas estrelas na avaliação de proteção de adultos, e três estrelas na proteção das crianças. O "coreano brasileiro" HB20 foi até bem na proteção para adultos, com três estrelas, e decepcionou muito na segurança de crianças com apenas uma estrela..
HB20 não é muito seguro para crianças - Hyundai/Divulgação
Quanto mais seguro o carro, mais estrelas ele recebe. Os modelos foram avaliados em número de estrelas, que vão de cinco, para segurança ideal para aos ocupantes, a zero, para os mais inseguros.

Nestas avaliações, cada automóvel é submetido a uma colisão frontal a 64 km/h contra um obstáculo deformável, que simula outro carro. O programa já testou, nos últimos três anos, 28 modelos, incluindo a maioria dos carros mais vendidos na região.

Para a proteção dos ocupantes, um bom carro deve satisfazer a duas condições: em colisão, a estrutura não pode entrar em colapso; e deve contar com um absorvedor metálico, em aço ou alumínio, que evita a deformação das longarinas (peças estruturais atrás do para-choque), conhecido como crash box. O HB20 revelou uma estrutura estável durante o ensaio, o que é desejável. No entanto, os seus sistemas de retenção não funcionaram adequadamente.

A segurança das crianças deve ser melhorada, pois um dos sistemas de retenção quebrou devido a cargas elevadas no cinto de segurança do carro. O manequim de 3 anos se chocou, então, contra o encosto do banco da frente. Também o de um ano e meio, sentado em frente, foi exposto a elevadas desacelerações. Ambas as situações explicam a baixa pontuação.

 A fixação das cadeirinhas infantis com o sistema de retenção Isofix desempenha um papel significativo na redução de erros de instalação e melhorou o desempenho dinâmico em alguns casos. Foi o que se comprovou no veículo da Ford. O Latin NCAP recomenda e incentiva todos os governos da região a adotar o sistema em seus mercados, por meio do Regulamento R44 da ONU.
Por outro lado, a apresentação de uma estrutura estável não é tudo, quando os sistemas de retenção (airbag, cintos de segurança, pré-tensores, etc) não podem fornecer proteção adequada para desacelerações elevadas. Uma boa proteção é alcançada por carros que podem equilibrar um comportamento estável estrutural e encostos de sistemas que protegem adequadamente os ocupantes do veículo.

Para o Latin NCAP, os consumidores devem exigir que os fabricantes adotem, ou que lhes sejam impostas, as recomendações das Nações Unidas em relação aos padrões dos testes de colisão (regulamentos R94 e R95). Dessa forma, haverá mais proteção a todos os envolvidos no trânsito, e os consumidores terão oportunidade de escolher seus carros segundo as avaliações de segurança dos testes de colisão efetuados pelo Latin NCAP.
Etios bem, J3 mal
Se o HB20 não foi tão bem, o que podemos dizer do Jac J3? Segundo os testes, o modelo tem mais segurança do que o coreano para crianças, mas deixa bastante a desejar na hora de proteger os adultos. Mesmo sem airbags, o Renault Sandero obteve a mesma nota do hatch chinês.

Acima destes três concorrentes está o Etios hatch. O "não" popular da Toyota conseguiu quatro estrelas para a proteção de adultos e crianças - prova de que o conjunto mecânica do modelo é realmente muito bom, mesmo com o painel feio e ultrapassado.

New Fiesta e City no topo
Da lista divulgada, Honda City e Ford New Fiesta foram os veículos mais seguros para adultos e crianças, alcançando, cada um, quatro estrelas nos testes.

Com informações de PROTESTE Associação de Consumidores.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Correndo atrás do prejuízo, Ford prepara 18 lançamentos para o Brasil em 2013

Novo Focus
Há um pouco mais de um ano, eu perguntei aqui no De 0 a 100: Por que a Ford não emplaca no Brasil? Dei três justificativas principais: falta de um Ka quatro portas; veículos interessantes muito caros (New Fiesta, Focus, Fusion e Edge); e falta de opções variadas entre R$ 24.000 e R$ 47.000 (só Ka 1.0 e 1.6, Fiesta hatch 1.0 e 1.6, Fiesta Sedan 1.0 e 1.6 e Courier 1.6). Pois bem, parece que a marca norte-americana percebeu que estava ficando para trás e anunciou que, em 2013, deverá fazer 18 lançamentos no Brasil (entre carros e caminhões).

Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s

Quem deu esta bela notícia foi o presidente da Ford no Brasil, Steven Armstrong. Entre as novidades, podemos esperar os novos Ka (hatch e sedã); (New) Fiesta (hatch e sedã) e Focus (hatch e sedan) - estes últimos já mostrados oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo.
New Fiesta nacional - Fotos: Ford/Divulgação
Não custa lembrar que, em 2012, tivemos os lançamentos dos novos EcoSport, Fusion e Ranger. Com a nova família Ka e a nacionalização do New Fiesta, o atual Fiesta Rocam deve dar adeus num futuro não muito distante, assim como o nosso Ka.

Segundo Armstrong, até 2015 serão investido no país R$ 4,5 bilhões, sendo que a planta de motores e transmissões de Taubaté (SP) será ampliada com o investimento de R$ 500 milhões; a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) receberá R$ 800 milhões (provavelmente para a produção de um novo veículo); e, em Camaçari (BA), será erguida a nova fábrica de motores, com custo estimado em R$ 400 milhões.

Para encerrar, entre os "não carros" previstos na lista de 18 lançamentos, devemos ter a sexta geração do Ford Transit e um caminhão extrapesado.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s

A Ford divulgou, no último dia 21, um vídeo que mostra os 36 anos de história do Fiesta, mostrando a evolução do carro durante este tempo. Este material marca a chegada da primeira reestilização da atual geração do modelo, que será lançada (e fabricada) no Brasil em 2013.

O Fiesta foi lançado na Europa em 1976 e já vendeu mais de 15 milhões de unidades em todo o mundo. A evolução do veículo é considerável. Não podemos nem comparar a primeira geração com a atual; mas fica também difícil comparar a atual geração com a anterior - que ainda é vendida no Brasil com o nome de "Fiesta" e com um design questionável.

Atualmente importado do México, o New Fiesta (como é conhecido por aqui) representa o presente e o futuro do modelo. Esqueçam do nosso Fiesta e pensem apenas no New Fiesta (torço para perder o New quando a geração anterior sair de linha no Brasil), que é fruto de um projeto muito mais moderno, seguro e eficiente (e, infelizmente, caro aqui no país).

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Chevrolet prepara o substituto do Celta, enquanto a Ford põe novo Ka no forno

Lançado em 2000, Celta será substituído até 2015 - Chevrolet/Divulgação
A Chevrolet já trabalha a passos largos para lançar o substituto do Celta no Brasil. O modelo chegaria até 2015 para fazer frente ao Volkswagen Up! e ao novo compacto que a Fiat está preparando. Outro concorrente seria o novo Ka, que a Ford também já se move para lancá-lo por aqui até 2014.

A intenção da GM é ter um carro com baixo custo de produção, com preços atraentes (cerca de R$ 25.000) e nível de equipamentos e conforto competitivos para o segmento. O motor do futuro "Celtinha" seria o novo 1.0 de três cilindros - como o do HB20 da Hyundai, do Picanto da Kia e do próprio Up!.

Se o novo Chevrolet tiver um pouco mais de conforto e sofisticação e um volante que não seja torto como o do Celta, já será um grande avanço! O modelo teria cerca de 3,50 m a 3,60 m de comprimento, mais ou menos o mesmo tamanho do Fiat 500. O Chevrolet Spark, eterno candidato a novo Celta, mede 3,64 m de comprimento.

Não é novidade para ninguém que a Chevrolet está renovando toda a sua linha de carros no Brasil. Astra, Astra Sedan, Corsa, Corsa Sedan, Meriva, Zafira, Vectra, Vectra GT e a velha S10 já se foram, enquanto a cova do Prisma já está pronta para ser fechada. Chegaram Sonic, Sonic Sedan, Cobalt, Spin, Cruze, Cruze Sport6, nova S10 e mais recentemente o Onix. O próximo da fila será o Onix Sedan, no início de 2013, que deve mesmo se chamar Prisma.

Pelos lados da Ford, a nova geração do Ka seria produzida em Camaçari, na Bahia, e usaria a mesma plataforma do EcoSport. Por isso o New Fiesta, que muda de geração no início do ano que vem, conforme anuncio (e exibição) da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, será transferido para a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP).

O novo Ka terá duas grandes novidades quando for lançado: motor 1.0 de três cilindros, que será montado na fábrica de Taubaté (SP), e a esperada carroceria de quatro portas, que até hoje, inexplicavelmente, nunca foi lançada pela marca - um erro absurdo de estratégia de mercado na minha opinião. A última novidade será o Ka Sedan, também previsto para ser lançado.
Ford New Fiesta hatch reestilizado - Ford/Divulgação
A fabricação do New Fiesta reestilizado no Brasil fará muito bem ao Fusion, já que a Ford aliviará sua cota de importaçãodo México .

 Fonte: Estadão

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alta Roda - Novo ciclo para o Salão

Aberto até 4 de novembro, o 27º Salão do Automóvel de São Paulo virou uma página importante de sua história ao entrar, definitivamente, no circuito de lançamentos mundiais. Em edições anteriores, à exceção de estreias locais, o público podia ver algumas novidades apresentadas no Salão de Paris, sempre realizado nos anos pares, como a mostra paulistana. Havia também produtos requentados de outros salões.

Esse ciclo começa a mudar. Não por coincidência, quatro executivos de topo da GM, Honda, Jaguar Land Rover e VW vieram à exposição. A estreia mundial do Taigun, SUV compacto conceitual sobre a arquitetura do Up!, é quase a confirmação de que será fabricado aqui, em 2014, na fábrica VW de Taubaté (SP), e em outros países.

Outro lançamento importante, o compacto Chevrolet Onix (à venda em novembro), também poderá ser feito adiante em algum país do sudeste asiático, fora da China. A Ford reservou ao salão brasileiro a versão sedã do Fiesta reestilizado – em Paris, estava o hatch. Ambos serão produzidos em São Bernardo do Campo (SP), em 2013.

A Peugeot apresenta o 208, início da era de alinhamento aos modelos do exterior. No mercado europeu há cinco meses, começa a fabricação, no final de dezembro, em Porto Real (RJ) e as vendas, em abril de 2013. O 207 continuará em produção, como o Fiesta Rocam, para a base do mercado, a exemplo do Clio que recebeu retoques no centro de estilo paulistano da Renault.

O SUV médio Chevrolet TrailBlazer é outro lançamento, inicialmente na versão de topo LTZ, com uma longa lista de concorrentes. Projeto brasileiro, lançado na Tailândia há sete meses, a produção começa agora em São José dos Campos (SP). Criado aqui, o Troller TR-X, de Horizonte (CE), recebeu as boas atenções do centro de desenvolvimento da Ford, em Camaçari (BA). O SUV subcompacto Suzuki Jimny, agora feito em Itumbiara (GO), recebeu as pequenas alterações executadas no exterior há quatro meses.

A onda aventureira se ampliou com Fit Twist e o HB20X. O Hyundai está um pouco mais dentro do espírito, graças à pequena elevação da suspensão em 1,5 cm, mas só chegará às lojas em janeiro.

Interessante o estudo apresentado pela Nissan: Extrem, SUV compacto desenhado na Califórnia (EUA), mesma arquitetura do March e candidato à produção em Resende (RJ), no fim de 2014.

Assuntos de bastidores se aprofundaram. Todos à caça do primeiro produto que a BMW produzirá em Araquari (SC), depois de longas negociações sobre o novo regime automobilístico. Além dos possíveis X1 e Série 1, a linha (ainda inédita) de tração dianteira, Série 2 e X2, estão nos planos. Falta confirmação, em breve, da Land Rover, em Cariacica (ES).

Chineses continuam ávidos e tratam de investir no estilo de seus carros. Destaques para Chery Celer, primeiro a fabricar aqui, em Jacareí (SP) e JAC J2, que confirmou a unidade fabril de Camaçari (BA).

Importador Kia, Grupo Gandini tenta acordo com a marca sul-coreana para produzir algum modelo no Brasil. Estreou o todo novo Cerato, mas em razão de impostos não manterá volumes apenas com importação simples, sem contrapartidas industriais.

Para o Salão de 2014, espera-se um novo local, diferente do Anhembi, e infraestrutura digna de nível internacional. Previsão aponta para Pirituba, ainda na capital paulista.

RODA VIVA

CHEVROLET Tracker, utilitário esporte compacto sobre plataforma que deu origem a Sonic, Cobalt, Spin e Onix (três últimos fabricados aqui), será produzido em Rosário (Santa Fé), Argentina, em 2014. Investimento crucial para manter equilíbrio comercial com o vizinho, pois o Agile argentino ficará bem afetado pela chegada do Onix.

PRORROGAÇÃO do IPI reduzido até 31 de dezembro era totalmente previsível e se confirmou. Pairam dúvidas sobre o que ocorrerá depois. Em 1º de janeiro começa o novo regime tributário para a indústria e o governo pode se valer disso para interromper o desconto. Mas, se o mercado der sinais de fraqueza...

LEXUS RX 350, SUV grande da divisão de luxo da Toyota e tração 4x4 sob demanda, busca seu espaço. Ótimo acabamento, suspensão eficiente e motor silencioso (V-6/3,5 l/277 cv). Grande tela multimídia inclui GPS. Há mouse estilizado no console. Com IPI menor, baixou para R$ 255.000. Sua base, do Camry, atrai menos que BMW ou Mercedes.

INMETRO divulgou no Salão de São Paulo a nova etiqueta, de 1º de janeiro de 2013, que indicará, além de consumo de combustível cidade e estrada, as emissões de CO2. O instituto, de forma correta, considera o emitido apenas por combustíveis de origem fóssil. Ao etanol puro atribui emissão zero e, da gasolina, descontou os 25% de etanol na mistura.

PRIMEIRO índice de vulnerabilidade a furtos de veículos foi anunciado pelo Cesvi. Considerou itens como alarme, chave de ignição, imobilizador eletrônico do motor, trava de volante, localização da bateria e vidro laminado lateral. Vencedor: Cruze LTZ (4,5 estrelas, escala até 5) e o segundo, Ford Ka Sport (3,5 estrelas). Avaliados 118 modelos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Alta Roda - Cuidem-se os outros

A chegada de mais uma marca oriental produzindo no Brasil vai acirrar e muito a competição pelos compradores. A Hyundai ergueu a fábrica de Piracicaba (SP) em tempo recorde e, mais do que isso, estudou com bastante cuidado as peculiaridades do mercado. Primeiro de três produtos, o compacto HB20 é específico para o Brasil, muito diferente do Eon, que produz na Índia, ou o Solaris, russo. Contrariamente ao usual, o europeu i20 é que terá, dentro de dois anos, o jeitão do modelo brasileiro.

Os sul-coreanos manterão a convivência de duas redes de distribuição. Produtos montados em Anápolis (GO) pelo Grupo Caoa e os importados ficam como estão. O novo carro será vendido por meio de rede à parte (pórtico azul identificador), de 130 concessionárias exclusivas, a partir de 10 de outubro. Assistência técnica, no entanto, será unificada (ambas atenderão todos os produtos). Esse processo será gradativo, ao longo de 2013, até chegar a 200 pontos. Estratégia que deixa brecha a explorar por concorrentes.
Embora o hatch HB20 seja oferecido também com motor de 1 litro/80 cv (primeiro três cilindros em automóvel nacional, depois do DKW-Vemag, de dois tempos, dos anos 1950), a Hyundai acredita que 60% terão motores de 1.6 l/128 cv. Ambos são de alumínio, multiválvulas e duplo comando variável. Diretrizes do projeto foram sofisticar o produto e mantê-lo, no mínimo, 1% abaixo do preço do Gol com o mesmo nível de equipamentos. Preços começam em R$ 32.000 e vão a R$ 43.000 (câmbio automático, mais R$ 3.000), em sete catálogos. Adiante, pode haver versão de R$ 28.000 (referência, IPI atual).

Há um truque, copiado dos Nissans March/Versa. Airbags são de série, mas freios ABS só nas versões de R$ 38.000 (motor 1,0; superequipada) ou de R$ 37.000 (motor 1,6; menos equipada). No geral, o HB20 surpreende pelo nível de acabamento, escolha de materiais e regulagem de altura e distância do volante (como o Gol). No entanto, parafusos aparentes atrás dos para-sóis contrastam com o cuidado de ocultar os bicos do lavador do para-brisa (em geral sobre o capô). Ao mesmo tempo em que existe bom apoio para o pé esquerdo, a regulagem de altura do banco do motorista limita-se ao ângulo do assento.
Fotos acima: Hyundai/Divulgação
Seu estilo, além de moderno, é bem atraente com elegantes vincos laterais. Graças aos 2,50 m de entre-eixos oferece espaço para pernas no banco traseiro equivalente ao Palio. Espaço atrás para cabeças também é bom, apesar de refletir algum desconforto do assento baixo. Portas traseiras, porém, dispõem de grande ângulo de abertura. Porta-malas, de 300 l (segundo a fábrica, 10% maior que os rivais) e tanque, de 50 litros, 10% menor que o do Gol.

O carro é agradável de dirigir, mas suspensões poderiam ser um pouco mais firmes e direção um pouco menos assistida. Silêncio a bordo destaca-se entre os compactos. Caixa de câmbio manual de cinco marchas tem engates precisos; automático, quatro marchas, menos brilhante. O motor de 1,6 l impressiona pelo ímpeto de acelerar, mas abaixo de 2.500 rpm mostra alguma lentidão de resposta. O de 1 litro surpreende pela suavidade em baixas rotações e timbre de escapamento diferenciado.
Ambos são os mais potentes do segmento, mas em torque perdem para o Gol (motor de menor cilindrada) e para o Palio (no de maior cilindrada).

A Hyundai poderia até vender o carro mais barato. Optou por aumentar a garantia total para cinco anos, sem limite de quilometragem (uso comercial, 100.000 km), além de segurar os preços de revisões, a cada 10.000 km ou um ano.

RODA VIVA

APESAR do recorde de vendas do mês passado, alcançado pela combinação de demanda reprimida, menos imposto e juros menores, participação dos motores de 1 litro nas vendas totais caiu. Encolheu de 41,7% em julho, para 40,9%, em agosto. Entretanto, ainda representa posição média acima de 60%, quando considerados apenas os modelos compactos.

FORD está pronta para produzir em São Bernardo do Campo (SP), no início de 2013, além do novo Fiesta hatch (retocado e alinhado ao modelo europeu que estreia no fim do mês), a versão sedã, mais adiante. Esta continuaria sendo importada do México, mas existem dúvidas sobre o futuro do acordo comercial que inclui também Brasil e Argentina.

POUCOS comparam preços de modelos equivalentes entre Brasil e Europa. Monovolume Dacia Lodgy, candidato à produção no Brasil pela Renault, teve preço anunciado a partir de R$ 38.000, versão a gasolina, de 1,2 l. O Spin, motor de 1,8 l e mais equipado, parte de R$ 44.500. Igualadas cargas fiscais e conteúdos, o Chevrolet fica um pouco mais barato que o romeno.

SEMANA Nacional do Trânsito (18 a 25 de setembro) terá ação do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). A organização desenvolveu campanha diferenciada sobre o tema acidentes de trânsito, focando no cidadão. Para a ONSV, somente com mudanças de atitude se conseguirá reduzir o alto índice de mortes (estimado em 60.000 em 2012) e feridos (285.000).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Alta Roda - Modernidade em foco

Chevrolet/Divulgação
Depois de 17 anos apenas com mudanças cosméticas, a S10 mudou para valer. Prevista para ser lançada no início do ano passado (o atraso se deu pelas dificuldades da matriz em 2008/09), a picape média, que lidera o segmento desde março de 1995, amplia sua pegada de mercado. Sem abandonar o enfoque no trabalho rural e no uso por frotistas, nem da oferta do motor flex bem mais barato que o a diesel, deu um passo adiante na versão de topo. Os preços vão de R$ 58.860 (cabine simples) a R$ 135.250 (cabine dupla com todos os opcionais).

Toda nova por dentro e por fora, a S10 herdou um chassi mais moderno, da Isuzu, marca japonesa em que a GM já teve participação societária. Dimensões externas continuam bem próximas ao modelo anterior, mas o desenho da cabine e o rearranjo interno mostram clara evolução. O diâmetro de giro de 12,7 m, que facilita as manobras, teve pequeno ganho, sempre bem-vindo em um veículo, como a cabine-dupla, de 5,35 m de comprimento. Não há mais barras de torção dianteiras, substituídas por molas helicoidais. Isso ajudou no conforto de marcha, apesar dos 1.300 kg de capacidade de carga (versão 4x2).

O motor diesel (origem MWM/International) agora entrega potência de 180 cv e se destaca pelo que mais importa, torque de 47,9 kgf•m, só suportado pela caixa automática de seis marchas. Com câmbio manual, também modernizado, o torque é limitado a 44,9 kgfm. Outras picapes do segmento ficarão com inveja, embora possam ostentar maior potência, no caso desse tipo de veículo menos relevante. Falta apenas a nova Ranger apresentar suas “armas”, em maio próximo.
Peugeot/Divulgação
Outro produto da modernidade é o Peugeot 308. O hatch médio-compacto argentino recebeu as mesmas modificações de estilo do modelo francês, de maio do ano passado. Portanto, estar alinhado ao que é vendido hoje na Europa sempre ajuda. Na realidade, há pequenas modificações como alguns apliques cromados e o logotipo do leão estilizado sobre o capô, além de detalhes do interior. As luzes diurnas de LED estão em todos os 308 europeus, mas aqui apenas no topo de linha, que é o Felline automático (R$ 70.990), e inclui o teto solar fixo de grandes dimensões. A versão básica, Active1.6, parte de R$ 53.990, sem sofrer nenhum reajuste em relação ao 307.

O motor flex 1,6 l/16 v ganhou alguns aperfeiçoamentos, como comando de válvulas variável (só na admissão), balanceiros sobre roletes e maior taxa de compressão, o que elevou a potência a 122 cv (etanol). É o primeiro a dispensar o reservatório auxiliar de partida a frio com gasolina entre carros de produção em série. O sistema da Bosch usa aquecimento elétrico para os dias mais frios do ano, a exemplo do Polo BlueMotion, apenas uma série especial sob encomenda.

Câmbio automático de 4 marchas do 308 está disponível apenas com motor de 2 litros flex (151 cv), que continua com o sistema de partida convencional. Em viagem entre Belo Horizonte e Ouro Preto, de 140 quilômetros, o carro confirmou ótimas qualidades dinâmicas. Usando gasolina e câmbio automático, o motor de 2 litros é seguido de perto, sem esforço, pelo de 1,6 litro (câmbio manual), com etanol.

O 308 tem várias qualidades, mas a Peugeot não precisava encher o porta-malas com água e afirmar ser o maior da categoria. Volume do porta-malas, sob o padrão mais aceito (VDA, de blocos retangulares), é de 348 litros, contra 365 l do Focus e 400 l do Bravo.

RODA VIVA

CÂMBIOS automáticos convencionais não são o ponto forte de fabricantes franceses, até por falta de interesse de compradores, que preferem câmbio manual, em especial na França. Houve alguma melhora, porém o Peugeot 308 perde muito de sua vivacidade em desempenho, mesmo com motor de 2 litros. As trocas de marcha são hesitantes e lentas, abaixo do padrão.

FIESTA da nova geração, hoje importado do México apenas em versão completa, é bom exemplo de compacto moderno. Oferece dirigibilidade estimulante, ótimo desempenho (motor de 1,6 l/115 cv) e sistema de áudio bem projetado. Sem transferir sensação de aperto entre motorista e acompanhante, comum em carros menores. A Ford exagerou no preço e, recentemente, resolveu baixá-lo em R$ 3.000.

FABRICANTES europeus colocam em dúvida as potências altas declaradas por marcas sul-coreanas, em motores de especificações comparáveis. A desconfiança se dá em relação à medição em dinamômetro. Há sempre pequenas variações na potência máxima indicada. Em geral, vale a leitura média. Engenheiros “espertos” preferem declarar apenas os picos...

ENTRE as coisas estranhas que, às vezes, se leem nos manuais de proprietários está uma curiosa recomendação da Toyota. No Corolla flex, a cada 10.000 km, o proprietário deveria se lembrar de abastecer com um tanque de gasolina, caso utilize sempre etanol. É flex ou não é? Que seria dos motores puramente a etanol, dos anos 1980, se só podiam utilizar um combustível? Se alguém esquecer da recomendação do manual, não há problema, segundo a fábrica. Ah, bom!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Alta Roda - Fortes emoções

Reprodução Consulado Social
Mais coisas vão mudar nos próximos meses em termos de importação e de produção interna. Apesar do intervencionismo meio atabalhoado do governo federal, um caminho parece aberto para incentivar mais fabricantes no Brasil. A renegociação do acordo automobilístico com o México aponta nessa direção. Aliás, este possui cláusula de saída de qualquer das partes: se decidido, haveria um período de 14 meses durante o qual tudo permaneceria como antes.

O Brasil exportou, de 2000 a 2011, ao mercado mexicano cerca de 1,5 milhão de veículos e importou 500.000. O balanço nos é favorável em US$ 13 bilhões. No entanto, ocorreram mudanças importantes no período. O México possuía uma moeda forte e a nossa havia passado por desvalorização severa. Hoje, o real está valorizado e o peso, enfraquecido.

O fator cambial fica esquecido muitas vezes. Para efeito prático, o imposto de importação, para quem paga, de 35% foi zerado (em termos reais) há muito tempo e se pode considerá-lo até um imposto negativo. Mas, as tolices continuam sendo repetidas, quando se comparam preços.

Na realidade, o Brasil deseja equilibrar o comércio com o México. O intercâmbio livre atual só inclui automóveis e comerciais leves e com dólar a R$ 1,70 as exportações só não pararam porque ficaria muito caro voltar depois. Caminhões e ônibus brasileiros têm que pagar imposto de importação lá e como seu preço é 10 vezes superior a um automóvel pequeno, uma alíquota zerada melhoraria a relação de troca.

Outro equívoco é comparar o índice mínimo de nacionalização de 30%, no México e 65%, no Brasil. As fórmulas de cálculo diferem, porém, ao final se equivalem. Ocorre que o conteúdo local das marcas há mais tempo produzindo aqui supera os 85% e, novamente, o fator cambial distorce comparações. Carro argentino, por exemplo, importado para o Brasil tem, em média, maior conteúdo de peças brasileiras do que a montagem do Hyundai Tucson, em Anápolis (GO). Tudo dentro da lei, porém os custos de produção são bem diferentes e, por consequência, as condições de venda, incluindo aí investimentos em marketing.

A negociação Brasil-México valerá também para o Mercosul e pode se arrastar por semanas. Acordo deve sair, nem que se retorne ao regime de cotas, válido entre 2000 e 2006. Inequivocamente, fabricantes como Mazda e Mercedes-Benz querem se instalar no México, com sua moeda enfraquecida, para exportar ao Brasil. Nissan fará investimento pesado lá, mas preferiu não arriscar e também terá fábrica aqui, em Resende (RJ).

Para o consumidor interessa mais automóveis produzidos no País e que a concorrência abaixe os preços. Ninguém vai se instalar para fabricar velharias. Com a decisão da BMW (ainda não pormenorizada) da fábrica brasileira, a Mercedes-Benz já acenou, à luz da discussão do acordo, voltar a produzir aqui. Quem sabe, a Audi também.

Por fim, importar é atividade complicada em qualquer mercado. Há riscos cambial, legislativo e de logística, entre outros. Em 1999, o real se desvalorizou frente ao dólar, de R$ 1,10 para R$ 2,00. Quatro anos depois, beirou os R$ 4,00. Marcas e redes de assistência foram a nocaute, sem mudança de alíquota de nenhum imposto. Todos precisam estar preparados para fortes emoções.

RODA VIVA
Ford/Divulgação
FIESTA, da última geração hoje importado do México, será fabricado também em Camaçari (BA), já no início de 2013. Ford, como fabricante prudente, sabe que situações econômicas, de mercado e de legislação podem mudar. O plano é produzir o Fiesta hatch e continuar a importar apenas a versão sedã. Dependendo do rumo do acordo entre os países, fica tudo aqui.

COTAÇÕES entre moedas mudam o panorama ao longo do tempo. O Fusca, por exemplo, teve seu fim apressado quando o marco alemão subiu muito em relação ao dólar, nos anos 1970. Valorização do euro levou fabricantes europeus a abrir fábricas nos EUA. E os japoneses, com a recente escalada do iene, só pensam em construir novas instalações fora do seu país.

SPORTAGE flex de 2 litros segue a mesma fórmula de privilegiar o desempenho com etanol, em termos de potência e toque. São 178 cv (mais 5,3%), porém a Kia não informa o consumo, impedindo a comparação correta entre os combustíveis. Câmbio automático de seis marchas também é novidade no utilitário esporte sul-coreano. Mantidas opções 4x2 e 4x4.

CHERY começou a vender, sem prévio aviso, o monovolume compacto Face equipado com motor flex de 1,3 litro/91 cv. Trata-se da mesma unidade motriz do hatch S18. Parte de R$ 30.000,00, ainda sem aplicação do valor elevado do IPI. Pelo menos os chineses tendem a absorver essa diferença.

ALÉM da atenção para que todos os ocupantes do veículo usem os cintos de segurança – sempre e não apenas nas viagens de verão –, é preciso observar se os cadarços (fitas) estão deslizando normalmente. Uso contínuo e descuidado tende a torcê-los, comprometendo sua proteção. Sem treinar antes, pode ser demorada a operação fundamental de distorcer os cadarços.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Acordo comercial automotivo entre Brasil e México pode acabar a qualquer momento?

Nissan/Divulgação
Mais uma polêmica a vista. Depois do aumento do IPI, segundo informou a colunista do Estado de S. Paulo, Sonia Racy, o acordo comercial do setor automotivo entre Brasil e México pode estar próximo do fim. Com isso, os 35% de impostos de importação seriam cobrados para os veículos vindos do país da América Central.
Ford/Divulgação
Já pensaram como ficariam a Nissan, com March, Versa e Sentra; a Ford, com a dupla de New Fiestas (que acabou de ficar mais barata); e várias outras montadoras que se aproveitam desse acordo para vender seus carros produzidos no México no Brasil? Vejam alguns exemplos (arredondados):

Ford New Fiesta hatch: R$ 45.950 + 35% = R$ 62.000
Ford New Fiesta Sedan: R$ 47.950 + 35% = R$ 64.700
Nissan Versa S - R$ 35.490 + 35% = R$ 47.900
Nissan Versa SV - R$ 39.990 + 35% = R$ 54.000
Nissan Versa SL - R$ 42.990 + 35% = R$ 58.000

Claro que esta simulação acima são apenas exemplos simplórios do aumento, mas a situação é preocupante. Vamos aguardar os próximos dias para ver o que acontece.

Leia a coluna na íntegra:

Pegando fogo
O Brasil está prestes a interromper unilateralmente o acordo automotivo assinado com o México. Isto é, os carros importados passarão a pagar 35 % de imposto ao entrar no País. Hoje não pagam nada. A decisão, segundo fonte governamental, foi tomada depois de tentativas de se chegar a um acordo. Não foi possível.

As autoridades mexicanas foram informadas a respeito. Não gostaram e fizeram chegar seu desagrado á presidente Dilma em Cuba.Enquanto o acordo foi bom para o País, o Ministério do Desenvolvimento ficou calado. Agora que a situação se inverteu, ante a valorização do real, os brasileiros querem voltar atrás.

Houve tentativas de negociação. Mas não foram produtivas.

Não se sabe se ante a pressão do país de Calderon, Dilma recuará.
Fonte: Estadão

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Linha New Fiesta fica mais barata no Brasil. Obrigado Ford!

Logo que foi lançado no Brasil, fiz muitos elogios ao New Fiesta hatch, especialmente ao seudesign moderno, construção de qualidade e boa tecnologia embarcada. Porém, critiquei o preço do carro, abusivo para o mercado nacional: a partir de R$ 48.950. E, pelo visto, não só as minhas críticas mas também a de outros colegas da imprensa e, principalmente, do consumidor deram resultado: a linha New Fiesta (hatch e sedã) ficará mais barata no Brasil a partir de fevereiro.

A Ford deseja aumentar a participação da dupla de New Fiestas e, segundo a marca, o aumento da oferta permitiu que uma nova estratégia de preços fosse adotada, com reduções de valores que podem chegar a até R$ 3.500.

Essa oferta maior é consequência do aumento da disponibilidade de produção para o mercado sul-americano. "Com essa reprogramação, poderemos atender com maior disponibilidade os consumidores que desejam o New Fiesta no nosso mercado", afirma Oswaldo Ramos, gerente nacional de Vendas da Ford, no comunicado divulgado pela marca. 
Mantendo os mesmos equipamentos de série (e opcionais), o New Fiesta hatch parte agora de R$ 45.950, R$ 3.000 a menos em relação ao lançamento. O modelo vem equipado com ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricas, CD Player MP3 com entrada auxiliar e com seis alto falantes, alarme perimétrico e rodas de liga leve aro 15" - sem ABS e airbag duplo, que deveriam ser de série.

Com os mesmos equipamentos, o New Fiesta Sedan passa a custar a partir de R$ 47.950, contra R$ 50.950 do preço praticado atualmente no site da Ford (que ainda não foi atualizado).

Em outubro do ano passado, quando critiei a Ford pelo alto preço do hatch (veja aqui), sugeri que a linha Fiesta ("old" e New) custasse menos no Brasil. E a marca realmente fez isso acontecer. Vejam:
Fiesta Rocam é feio, mas tem preço atraente
Minha sugestão (18/10/2011)
Fiesta 1.6 Rocam completo: R$ 43.270
New Fiesta hatch básico: R$ 45.990
New Fiesta hatch intermediário: R$ 48.990
New Fiesta hatch completo: R$ 51.990 
Focus GL: R$ 54.790
Focus GLX: R$ 56.700

Preços praticados pela Ford em 23/01/2012 já com a atualização dos valores prevista para fevereiro
Fiesta 1.6 Rocam completo: R$ 38.900
New Fiesta hatch básico: R$ 45.950
New Fiesta hatch intermediário: R$ 48.950 (provavelmente)
New Fiesta hatch completo: R$ 51.950 (provavelmente)
Focus GL: R$ 54.790
Focus GLX: R$ 56.700
O New Fiesta Sedan deve passar de:
R$ 50.950 para R$ 47.950 (já anunciado)
R$ 53.950 para R$ 50.950
R$ 56.950 para R$ 53.950

O pacote intermediário do New Fiesta tem os itens do básico além de ABS, airbag duplo, controle de estabilidade, controle de tração, assistente de partida em rampa e sistema multimídia. Já o topo de linha tem os itens das versões mais baratas acrescidos de rodas de liga leve aro 16",  sete airbags, sistema de classificação de ocupantes, bancos revestidos em couro, retrovisores com luz indicadora de direção, aquecimento e ponto cego.

New Fiesta 1.6 16V Sigma
Portência: 110 cv (gasolina) e 115 cv (etanol)
Torque: 15,8 mkgf (gasolina) e 16,2 mkgf (etanol)
Dimensões: 4,06 m (hatch) e 4,41 m (Sedan) de comprimento, 1,972 m de largura (com espelhos), 1,446 m de altura e 2,489 m de entre-eixos
Peso: 1.145 kg (hatch) e 1.162 kg (Sedan)
Porta-malas: 287 litros (hatch) e 440 litros (Sedan)
Tanque: 47 litros

Deixo meus parabéns para a Ford por ter tornado as linhas New Fiesta e, anteriormente, Fiesta Rocam mais baratas no Brasil, tornando seus produtos mais acessíveis ao consumidor - e ajudando a corrigir um dos principais problemas da marca no país. Que o mesmo seja feito com o Focus (hatch e Sedan) e que o novo EcoSport (2013) não seja tão caro.

Uma pena mesmo que o novo preço praticado não tenha sido "lançado" junto com o New Fiesta no Brasil. Digo isso porque quem comprou o carro com o valor "antigo" não vai ficar nada feliz com a notícia desse post.
Fotos: Ford/Divulgação

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por que a Ford não emplaca no Brasil?

Eu adoro vários carros da Ford. Acho que a marca consegue produzir veículos muito competivivos para praticamente todos os segmentos nos quais atua. Quase comprei um Focus hatch nesse ano, mas as concessionárias da marca simplesmente (e lamentavelmente para a marca) não souberam me vender o modelo. Uma lástima.

Mas o que quero discutir aqui é outros aspecto. Por que a Ford não emplaca no Brasil? A marca está em quarto lugar a tanto tempo e, mesmo com as investidas recentes, a tendência aparente é que, ao invés de incomodar as três líderes, a empresa norte-maericana vai sofrer, em médio prazo, com as adversárias que estão atrás. Mas por que isso? Fiz uma lista que vale a leitura.
Ótimo carro compacto, Ka só tem versão com duas portas
Ford Ka 4 portas
A Ford continua insistindo que o Ka só deve ser vendido no Brasil com duas portas. Já ouvi dizer que "não é possível mecanicamente fazer um Ka 4p por causa do tamanho do veículo". Considero isso uma mentira. Vejam os casos do Mille, Uno, Gol G4, Palio Fire, e, especialmente, Celta e Chery QQ. Todos são pequenos e têm quatro portas. O modelo da Chevrolet tinha vendas tímidas apenas com duas portas. Quando a carroceria com quatro portas foi lançada, o Celta se tornou popular.

Veículos interessantes muito caros
Os carros mais interessantes da Ford no momento no Brasil custam muito caro: New Fiesta hatch (a partir de R$ 48.950), New Fiesta Sedan (a partir de R$ 50.950), Focus (a partir de R$54.790), Fusion (a partir de R$ 83.660) e Edge (a partir de R$ 123.940). Os dois últimos eu até entendo, mas os outros, em especial a dupla de New Fiestas poderiam e deveriam ser mais baratos para se tornarem ainda mais competitivos nos seus respectivos segmentos.

O EcoSport também é um carro legal, mas, com a aproximação do lançamento da sua nova geração, preferi não incluí-lo na lista acima.

Você pode me perguntar exemplos de veículos interessantes de outras marcas que sejam atraentes e que não custem tanto (abaixo dos quase R$ 49.000 pedidos pela Ford para o New Fiesta hatch). Respondo: Renault Sandero e (novo) Fiat Palio. 
New Fiesta hatch é um excelente automóvel, mas poderia custar menos
Falta de opções variadas entre R$ 24.000 e R$ 47.000
Esse é o maior problema da Ford no Brasil, disparado. Nessa faixa de preço citada, a Ford conta com apenas quatro modelos: Ka (1.0 e 1.6), Fiesta hatch (1.0 e 1.6), Fiesta Sedan (1.0 e 1.6) e Courier (1.6). É um número muito pequeno de veículos para a principal fatia do mercado brasileiro. A marca deveria ter mais opções e variações. Alguma minivan? Algum compacto mais barato com 4 portas? Picape compacta moderna?

Fazendo uma comparação com duas "grandes" do mercado, a Fiat tem 10 modelos (Mille, Uno, Palio Fire, Novo Palio, Siena, Strada, Palio Weekend, Punto, Idea e o Cinquetendo), sem contar as variações da Strada. A Chevrolet (de acordo com o seu site hoje), que passa por mudanças profundas na sua linha de produtos, tem nove modelos (Celta, Classic, Corsa, Prisma, Agile, Montana, Meriva, Cobalt e Astra).

Em relação às "newcomers", a Renault tem quatro (Clio, Sandero, Logan e Symbol - quase seis se somarmos Grand Tour e Duster), mesmo número da Peugeot (207, 207 Passion, 207 SW e Hoggar - quase cinco com o Partner). A Nissan ttambém tem quatro (March, Versa, Livina e Tiida Sedan - quase cinco com o Tiida).
Focus: baita carro que pode vender ainda mais
Honda e Toyota ainda não tem nenhum (mas terão em breve). A Citroën até tem, mas me recuso a colocar em protesto ao "Sem aumento de IPI" que a empresa coloca no seu site em relação aos preços de carros fabricados no Brasil.

Confira a participação de mercado dos últimos seis anos na somatória entre automóveis e comerciais leves, sendo que o ano de 2011 foi usado como referência para organizar a disposição das marcas:

Marca/Ano
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011 até out
Fiat
24,98%
25,40%
25,94%
24,62%
23,76%
21,98%
22,17%
Volkswagen
21,63%
22,37%
22,97%
21,91%
20,76%
20,38%
20,55%
Chevrolet
22,54%
22,37%
21,29%
20,54%
19,33%
19,67%
18,42%
Ford
12,13%
11,25%
10,55%
9,74%
10,38%
10,00%
9,26%
Renault
2,92%
2,82%
3,14%
4,31%
4,06%
5,05%
5,40%
Hyundai
-
-
0,81%
1,64%
3,37%
3,01%
3,35%
Honda
3,52%
3,67%
3,66%
4,40%
3,96%
4,36%
2,88%
Toyota
3,75%
3,80%
3,07%
3,03%
4,19%
3,17%
2,75%
Citroën
1,68%
1,90%
2,12%
2,56%
2,19%
2,76%
2,70%
Peugeot
3,29%
3,34%
3,36%
3,09%
2,49%
2,42%
2,54%
Kia
-
-
-
-
1,17%
1,55%
2,41%
Nissan
-
-
-
-
0,86%
1,45%
1,71%
(fonte: Fenabrave)

Se a Ford já se mantem relativamente estável no mercado nacional com sua linha atual de produtos, imaginem se marca tivesse mais opções de modelos no Brasil? Ela venderia bem mais do que atualmente. E tenho certeza de que a marca sabe disso e que já pensa em novos produtos.
Fotos: Ford/Divulgação