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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Alta Roda - Opulência chiensa

Como tudo na China é grandioso, o Salão do Automóvel de Xangai, maior cidade do país mais populoso, não poderia ser diferente. A começar pelo número de marcas locais desconhecidas no mundo ocidental e focadas no mercado local. Apenas para citar algumas: Baojun, Bestern, Dongfeng, Emgrand, Englon, GAC, Haima, Haval, Hauwtai, Icona, Oley, SouEast, Zinoro e Zotye. Na maioria dos estandes as informações se limitavam a folhetos em chinês e sem informações em inglês para imprensa estrangeira. A exposição termina na 2ª. feira, dia 29.
Reprodução/Physis SDA
Explosiva demanda na China – vendas crescerão 7% este ano para em torno de 20 milhões de veículos leves e pesados, cinco vezes mais que o Brasil – leva a situações inusitadas. Numa tentativa de controlar a procura e a nuvem de smog que envolve Xangai, leiloam-se placas para carros novos e podem alcançar até U$14.000/R$ 28.000. Por isso modelos pequenos e baratos não compensam tal investimento. Quem tem dinheiro quer conforto e mesmo automóveis médio-grandes contam com versões de entre-eixos alongados.

Além de o mercado chinês ser o maior do mundo, até 2020 deve alcançar 2,7 milhões de carros de luxo por ano, o que desbancaria também os EUA nesse segmento de topo. Portanto, soa natural eleger o Salão de Xangai para lançamentos como revitalização do Porsche Panamera, novo Maserati Ghibli ou Lamborghini Aventador 720-5, edição especial de 50 anos da marca. São lá as estreias do sedã A3 e dos conceituais crossovers (quase prontos) BMW X4, Mercedes-Benz GLA, este candidato à produção no Brasil, e Citroën DS4 X, apelidado de Wild Rubis por sua cor especial.

Para compensar os 17 novos produtos que a GM lançará este ano, além da tradicional ofensiva da VW que lidera entre automóveis, a Ford apresenta o carro-conceito Escort, originado de um Focus sedã anabolizado, específico para o mercado local. Honda exibiu o Crider, evolução do conceito C, mais próximo da nova geração do Civic que chega em quatro anos. Curioso é reestreia de uma marca americana de carro elétrico, Detroit Electric, que já produziu esse tipo de veículo de 1907 a 1939 (apenas 13.000 unidades).

Chinesas que constroem fábricas de automóveis no País também apresentam novidades. JAC A20, equivalente ao hatch J3, mostra dimensões semelhantes ao futuro modelo a ser feito em Camaçari (BA). Mas o carro será específico para o Brasil, inclusive versão sedã Turin, em estratégia semelhante à Hyundai Brasil com o HB20. Já o sedã A30 será importado em 2014, como J4. No total, há cinco lançamentos da marca e três modelos-conceito.

Chery também tem novidades. Além do novo QQ, subcompacto que será produzido em Jacareí (SP), ao lado do Celer, apresenta dois protótipos Alfa 7 (sedã) e Beta 5 (SUV), além do modelo futurístico @Ant.

RODA VIVA
Ford/Divulgação
CONFORME esperado, novo Fiesta, alinhado ao modelo europeu e início de produção apenas seis meses depois, começa a ser vendido em maio sem motor de 1 litro, inicialmente (depois chegará o 3-cilindros). Compacto estreia motor de duplo comando de válvulas variável, 1,5 litro/115 cv, nas versões mais baratas, e 1,6 litro/130 cv. Ambos dispõem da maior potência específica do mercado e partida sem gasolina em dias frios, ao usar etanol.

CONSUMO em cidade/estrada, com 130 cv e câmbio manual: 1 L/7,9 km e 1L/9,9 km (etanol) e 1L/11,4 km e 1L/13,9 km (gasolina). Com 115 cv: 1 L/7,8 km e 1L/9,6 km (etanol) e 1L/10,8 km e 1L/13,7 km (gasolina). Na média, motor mais potente é mais econômico, ao contrário do ocorrido no passado.
Ford/Divulgação
PREÇOS partem de R$ 38.990, pouco abaixo da maioria dos concorrentes de peso, e sobem até R$ 54.990, na versão Titaniun, que inclui sete airbags e câmbio automatizado de embreagem dupla, seis marchas. Ford investiu, ainda, em segurança ativa ao adicionar, aos modelos de maior cilindrada, controle eletrônico de trajetória e tração.

FIESTA apresenta, agora, estilo marcante: adotou nova grade frontal de identidade da marca e manteve tradicionais lanternas traseiras elevadas para melhor visibilidade. Interior também é novo e se nivela aos compactos “premium” do mercado brasileiro. Por enquanto, conviverá com Fiesta Rocam que continua com motor de 1 litro e preço menor.
Volkswagen/Divulgação
SAVEIRO recebeu mesma frente de Gol e Voyage, na linha 2014. Assim tem condições de avançar em participação de mercado frente à líder Strada, que apresenta linhas já cansadas, mas não a ponto de lhe tomar a dianteira. Faltam motor mais forte (continua o de 1,6 l/104 cv como única e incômoda oferta) e preço competitivo, apesar de conjunto tecnicamente superior e estilo mais atual. Começa em R$ 33.490 (cabine simples) e R$ 36.610 (cabine estendida).

VERSÃO Cross, da picape compacta da VW, é a mais equilibrada do segmento. Combina tradicional espírito aventureiro, sem resvalar para o exagero e gosto duvidoso. De novo, seu preço atrapalha ao iniciar em R$ 48.990. Evolução em relação à Saveiro anterior aparece, com nitidez, exatamente nessa versão.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Semáforo mais confuso do mundo é retirado na China. Precisava?

Reprodução/G1
Amigos, não sei como descrever a imagem acima! Vejam como um semáforo pode atrapalhar muito mais do que ajudar. Estas imagens foram feitas na China.

Segundo o Portal G1, o "semáforo mais confuso do mundo" está localizado no parque temático de Chongqing, China. A peça é, na verdade, uma instalação de arte, mas estava confundindo motoristas e foi retirada do local na semana passada. Precisava mesmo?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alta Roda - Negócios da China

A competição no mercado brasileiro não se faz mais apenas com lançamentos de automóveis, mas também ampliações e novas instalações industriais. Semana passada, enquanto o Grupo SHC, de Sérgio Habib, assentava a pedra fundamental da fábrica de Camaçari (BA) para 100.000 unidades/ano, já circulavam rumores de que o Grupo Caoa, de Carlos Andrade, anunciaria, nas próximas semanas, investimento para aumentar a capacidade instalada (mais 60.000 veículos/ano), em Anápolis (GO), para produção de três novos modelos da Hyundai, um deles o ix35.
A ousadia de Habib já é conhecida. Apostou numa marca chinesa desconhecida e se preparou para a mudança dos ventos que se delineava. Planejou a guinada de simples importador para industrial, além de convencer a JAC Motors a acompanhá-lo, inicialmente com apenas 20% e agora com 34% de um desembolso total de R$ 1,2 bilhão. Os 3.500 novos empregos diretos da cidade baiana se juntam aos 10.000 do pioneiro complexo da Ford, recém-ampliado para 300.000 unidades/ano.

A fábrica estará pronta no final de 2014 e, conforme a coluna antecipou, produzirá os sucessores da atual linha J3, hatch e sedã, além da versão aventureira do hatch. O carro terá dimensões maiores, estilo todo novo e lanternas traseiras de desenho ousado.
Para agitar a cerimônia, em geral insossa, o executivo resolveu parodiar a iniciativa da cidade americana de Tulsa que, em 2007, desenterrou um Plymouth Belvedere depois de 50 anos. Agora, enterrou um dos primeiros J3 de teste, com mensagens e objetos atuais no interior. Pretendia mandar recuperar essa cápsula do tempo também em meio século, contudo reduziu para 20 anos, a pedido do governador Jaques Wagner.

Habib é mestre dos números. Mostrou estudo comparando o preço, em dólares, de um Corolla no Brasil, EUA, Alemanha, China e Japão. Para equilibrar o poder aquisitivo, mostrou quantas unidades de Big Macs, jeans Levi’s, TV LG, revista automobilística e valor do frete eram necessárias para adquirir o mesmo veículo em cada país. Apesar de câmbio desfavorável e os maiores impostos do mundo, o carro produzido aqui aparece em posição intermediária nessa comparação, ao contrário de análises alopradas. Para ele, “somos um país caro, em tudo”.
Fotos: Jac Motors/Divulgação
Simultaneamente, a empresa lançou o simpático subcompacto J2 que recebeu mais de 300 modificações específicas para o Brasil. O motor é o de 1,35 litro/108 cv, em substituição ao vendido na China com apenas 1 litro. Versão única e completa sai por R$ 30.990 e inclui vidros elétricos nas quatro portas, volante com regulagem de altura, direção de assistência elétrica e ar-condicionado, entre outros. Apesar de possuir sensor de estacionamento traseiro, não há sustentação para o protetor de bagagem (porta-malas de 120 litros) e nem tampa do porta-luvas.

Ao rodar em cidade exige poucas trocas de marcha pois a massa do J2 é de apenas 915 kg. Ótimo para estacionar, com apenas 3,53 m de comprimento (1 cm menos que o Fiat 500). A agilidade ao ultrapassar em estrada é sua característica, porém em velocidades mais altas surge certa imprecisão direcional. A visibilidade dos instrumentos precisa melhorar a exemplo de outros modelos da marca.

RODA VIVA

PRESIDENTE da aliança Renault Nissan, Carlos Ghosn, havia comentado, poucos dias antes de Habib, a questão dos preços no Brasil. Chamou atenção para altos custos e impostos. Afirmou que margens de lucro aqui se assemelham às de Europa e Japão. Disse ainda que, entre países emergentes, Rússia tem operações mais rentáveis do que no Brasil.

FUSCA perdeu algumas ligações com o carro original, mas evoluiu graças ao competente trem de força (motor turbo, 200 cv, câmbios manual e automatizado de dupla embreagem, seis marchas), suspensão e interior. Posição de dirigir é impar e visibilidade à frente melhorou pela coluna dianteira reposicionada. Preços: R$ 76.600 a R$ 80.990.

VOLKSWAGEN lança agora sedã-cupê reformulado CC, seu automóvel topo de linha, por R$ 208.024. Tração nas quatro rodas, motor V6/300 cv/35,6 kgf.m e câmbio automatizado de dupla embreagem. Há recursos sofisticados: assistência ao estacionar em vagas paralelas e perpendiculares, detector de fadiga e abertura do porta-malas sem usar as mãos.

ECOSPORT é o primeiro veículo nacional com caixa automatizada (seis marchas) de duas embreagens, a partir de R$ 63.390. Por enquanto, só motor 2.0/147 cv. Três bons recursos: “creeping”, desacoplamento da embreagem em neutro e modo esporte. Pesa 20 kg menos e até 10% mais econômica que automática convencional. Trocas são rápidas, suaves e seleção manual no pomo da alavanca, prático.

VERSÃO 4x4 do EcoSport (começa em R$ 66.090) estreia caixa manual de seis marchas. Único motor disponível será sempre o 2-litros. Evoluiu em relação ao sistema anterior de acoplamento do eixo traseiro sob demanda. Agora tração nas quatro rodas é permanente, gerenciada por diferencial eletrônico, o que melhora desempenho fora de estrada.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Chery vem com tudo com o Cielo a R$ 41.900

A marca chinesa Chery anunciou os preços das versões hatch e sedã do seu mais novo lançamento, o Cielo, que começa a ser vendido em breve. Ambos custarão o mesmo valor: R$ 41.900. E, como de costume, os modelos virão com uma boa lista de equipamentos de série.

É sempre assim para os chineses: oferecer mais por menos. O Cielo vem equipado com direção hidráulica, ar-condicionado, rodas de liga leve de 16 polegadas (205/55 R16), rádio CD Player com reprodução de arquivos em MP3 e entrada auxiliar USB, sensor de estacionamento traseiro, airbag duplo e freios com sistema ABS.
Debaixo do capô está o motor 1.6 16V a gasolina que desenvolve 119 cv de potência a 6.150 rpm e 14,98 mkgf de torque entre 4.300 rpm a 4.500 rpm. O modelo conta com um câmbio manual de cinco marchas e freio a disco nas quatro rodas. Toda linha do novo Chery possui três anos de garantia.

Segundo o site da Chery do Brasil, as versões hatch e Sedan do Cielo têm o mesmo peso, 1.375 kg, e praticamente as mesmas dimensões, respectivamente: 4,280 m e 4,285m de comprimento; 1,792m e 1,794m de largura; 1,467m e 1,464m de altura; e 2,55m de entre-eixos (ambos). O tanque é igual para os dois, 57 litros, mas o sedã tem porta-malas maior: 395 l, contra 337 l.
Porém, de acordo com o site da Chery internacional, o peso e o comprimento são diferentes, o que faz mais sentido. As medições de largura e altura são as mesmas. Mas, enquanto o Cielo hatch pesa 1.350 kg e mede 4,28 m de comprimento, o Cielo Sedan pesa 1.395 kg e mede 4,352m de comprimento.

Em termos visuais, o Cielo agrada bem mais que o jipinho Tiggo. Enquanto a dianteira tem linhas atuais, com faróis de dupla parábola, a traseira é diferente dependendo da carroceria. Na hatch, os faróis lembram gotas e invadem a lateral. Outro detalhe que chama a atenção é o vidro traseiro, aparentemente muito pequeno. Encerrando o hatch, a parte de trás da sua lateral lembra, um pouco, a do velho Mégane hatch vendido no Brasil. Já o sedã tem a parte traseira bem chinesa, com lanternas maiores e tampa do porta-malas volumosa.
Então, quando chegar às concessionárias da Chery, o Cielo oferecerá tamanho e equipamentos de hatches médios com preços de compacto premium. Diferente do Tiggo, o carro com o nome brasileiro em homenagem ao nadador campeão Olímpico César Cielo tem mais chances de dar certo.

Texto que escrevi para o Jalopnik Brasil.
Fotos: Chery/Divulgação (fotos atualizadas em outubro de 2012)

sábado, 15 de maio de 2010

Por que os chineses merecem um Chevrolet Classic melhor que o dos brasileiros?

O lançamento da nova “geração” do Chevrolet Classic no Brasil já está quase perdendo a graça. Assim como aconteceu com o Agile, o excesso de flagrantes está tirando um pouco do brilho da chegada do modelo reestilizado. Mas a maior questão em relação ao “novo” Classic é o fato dele não ser novo de verdade.
O sedã compacto da Chevrolet receberá apenas um face-lift inspirado na antiga geração do Sail chinês que, no país oriental, foi substituído recentemente por uma versão mais moderna, batizada de “New Sail”. 
Por causa disso, levanto a questão: por que a Chevrolet lançou um Classic novo na China, enquanto por aqui, mais uma vez, teremos apenas outra reestilização? Será que o nosso mercado não merece um lançamento de verdade? Será que os brasileiros merecem menos que os chineses, que, até 15 anos atrás, andavam praticamente só de bicicletas? Não quero aqui desmerecer a população da China, e acho que eles também merecem ter carros mais novos e modernos. Mas por que o Brasil ficou “com menos”? 
Assim como o brasileiro, o mercado da China também tem um enorme potencial para qualquer marca. Mas a General Motors parece se esquecer que, quando a crise apertou, a Chevrolet brasileira foi muito importante financeiramente para segurar as pontas da empresa. Fica a sugestão para a Chevrolet: transformar o Prisma no sedã de entrada da marca, substituindo o Corsa Sedan pelo New Sail.
Classic
De qualquer forma, a decisão já foi tomada. O “novo” Classic será inspirado no antigo Sail chinês, especialmente no visual externo, e deve chegar às concessionárias da marca ainda no primeiro semestre, com rumores da imprensa local apontando para abril. O interior receberá mínimas mudanças.
New Sail
De acordo com os sites Notícias Automotivas e Autos Segredos, a nova linha Classic será comercializada no Brasil em três versões de acabamento: LS, LT e LTZ. O motor 1.0 VHCE deve continuar o mesmo. Em relação ao New Sail, ele é vendido na China com duas opções de motor. Segundo a Chevrolet, o 1.2 16V (S-TEC II) desenvolve 87 cv de potência, vai de 0 a 100 km/h em 12,9 s, e tem média urbana de 17,5 km/l. Já o 1.4 16V (S-TEC III) tem 103 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 11,9 s e tem média na cidade de 16,9 km/l.

Na China, as versões custam entre US$ 8.400 (equivalente a R$ 14.826 com a cotação do dólar do dia 12/03) e US$ 10.100 (cerca de R$ 17.826, nas mesma cotação). No Brasil, o Classic atual sai entre R$ 25 e R$ 26 mil. Além de tudo, a gente ainda paga mais caro…

Fonte: Jalopnik
Fotos: Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

César Cielo, campeão Olímpico, de Smart Fortwo

Crédito: Renato Parizzi
A coletiva de imprensa da Mercedes estava tranquila e comum no Salão do Automóvel de São Paulo, com a montadora mostrando os cinco lançamentos previstos para o Brasil num futuro próximo.

Eis que uma parede se abre e um Smart vermelho sai para rodar no meio do estande da marca, roubando todas as atenções. A bordo do modelo estava César Cielo, nadador brasileiro campeão olímpico! Ele foi "entrevistado" pela Mercedes e disse quais pontos do Smart mais chamaram a sua atenção. Segundo ele, o espaço interno é excelente para duas pessoas. Cielo, que mede 1,95 cm, não bateu a cabeça no teto, nem os joelhos no painel - pelo menos foi o que ele disse.

O Smart Fortwo começará a ser comercializado no Brasil até o fim do primeiro trimestre de 2009 custando entre R$ 55 mil e R$ 60 mil. De início, o veículo será vendido apenas em São Paulo capital; mas pode chegar a outras cidades do país.
Crédito: Walber Pereira
Após participar da coletiva, Cielo foi muito simpático, distribuiu autógrafos e tirou fotos com dezenas de pessoas.