O lançamento da nova “geração” do Chevrolet Classic no Brasil já está quase perdendo a graça. Assim como aconteceu com o Agile, o excesso de flagrantes está tirando um pouco do brilho da chegada do modelo reestilizado. Mas a maior questão em relação ao “novo” Classic é o fato dele não ser novo de verdade.
O sedã compacto da Chevrolet receberá apenas um face-lift inspirado na antiga geração do Sail chinês que, no país oriental, foi substituído recentemente por uma versão mais moderna, batizada de “New Sail”. Por causa disso, levanto a questão: por que a Chevrolet lançou um Classic novo na China, enquanto por aqui, mais uma vez, teremos apenas outra reestilização? Será que o nosso mercado não merece um lançamento de verdade? Será que os brasileiros merecem menos que os chineses, que, até 15 anos atrás, andavam praticamente só de bicicletas? Não quero aqui desmerecer a população da China, e acho que eles também merecem ter carros mais novos e modernos. Mas por que o Brasil ficou “com menos”?
Assim como o brasileiro, o mercado da China também tem um enorme potencial para qualquer marca. Mas a General Motors parece se esquecer que, quando a crise apertou, a Chevrolet brasileira foi muito importante financeiramente para segurar as pontas da empresa. Fica a sugestão para a Chevrolet: transformar o Prisma no sedã de entrada da marca, substituindo o Corsa Sedan pelo New Sail.
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| Classic |
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| New Sail |
Na China, as versões custam entre US$ 8.400 (equivalente a R$ 14.826 com a cotação do dólar do dia 12/03) e US$ 10.100 (cerca de R$ 17.826, nas mesma cotação). No Brasil, o Classic atual sai entre R$ 25 e R$ 26 mil. Além de tudo, a gente ainda paga mais caro…
Fonte: Jalopnik
Fotos: Chevrolet/Divulgação






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