Dessa vez, um segredo bem guardado. Congelamento das alíquotas do IPI até 31 de dezembro – cancela os dois aumentos previstos para abril e julho – foi anunciado durante feriado da Páscoa. No momento, o governo está preocupado não apenas em sustentar o crescimento no mercado de veículos, mas de tabela controlar reflexos na inflação. Há especulações de que tal patamar de IPI poderia se manter indefinidamente, sinalizando pequena mudança de rumo. Afinal, aqui estão os automóveis mais taxados do mundo, em longa cadeia de impostos sobre impostos. Um dia, isso teria de mudar.
Essa reviravolta já mexeu nas previsões do setor para 2013. Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, acredita em vendas de 4% a 5% superiores em relação ao ano passado (antes, de 3,5% a 4,5%). Ele fez a afirmação durante o IV Fórum da Indústria Automobilística, em São Paulo, promovido essa semana em São Paulo pela Automotive Business. Inovar-Auto, ambicioso regime revelado em setembro de 2012, ainda provoca muitas dúvidas sobre o nível de avanço em tecnologia nos próximos cinco anos e dominou os debates.
Como comentou Stephan Keese, da consultoria Roland Berger, já foi dito no exterior que o mercado brasileiro deve deflagrar uma nova “corrida do ouro”. Porém, ele desconfia mais de uma corrida contra o tempo do que propriamente de resultados financeiros, inclusive com risco de excesso de capacidade instalada. Prejuízo estimado pela Ford na América do Sul (Brasil representa 60% das vendas), no primeiro trimestre, pode chegar a US$ 300 milhões. GM também perdeu dinheiro na região, ano passado.
No entanto, um mercado entre cinco e seis milhões de unidades, até o final da década, se tornará ainda mais disputado. Há sete novos fabricantes de veículos leves se instalando no País até 2015, para totalizar 25, e não vai parar aí. Fábricas de motores passarão de 13 para 18, incluindo a Fiat, em sua nova unidade industrial em Pernambuco, e a Chery, que anunciou durante o Fórum. Hyundai Brasil, em breve, também comunicará a produção de motores.
Para o economista José Mendonça de Barros o consumidor deve esperar uma paulatina queda real de preços dos carros novos (ou aumentos inferiores à taxa de inflação para ser mais claro), acompanhado de desvalorização maior dos modelos usados. Esse descolamento é irreversível em situações de crescimento firme do mercado e continuará nos próximos anos.
Existe preocupação do setor de autopeças quanto à regulamentação do conteúdo local, adiada por mais dois meses pelo governo federal. Exigirá rastreabilidade do país de origem das peças e incertezas de como será feito o controle na Argentina, um vespeiro conhecido. Foi discutida a possibilidade de criar o programa Inovar-Peças, simultâneo ao Inovar-Auto, que adicionaria novos níveis de complexidade, apesar do potencial de desemperrar as coisas.
Falta competitividade na indústria brasileira e o setor automobilístico não é exceção. Paulo Butori, presidente do Sindipeças, colocou no rol dos problemas a moeda valorizada. Para ele, sem resolver a questão será muito difícil avançar. Exemplificou com o ramo de autopeças que passou de superavitário a deficitário no comércio exterior, em meia dúzia de anos.
RODA VIVA
SUBSIDIÁRIA da GM na Argentina confirmou lançamento do SUV compacto Tracker, vindo do México, no terceiro trimestre do ano. Jaime Ardila, presidente da empresa no Brasil e América do Sul, em entrevista à TV a cabo Band News, de fim de noite, admitiu de forma indireta que também chegará aqui até o fim do ano. E que um subcompacto está nos planos.
AUDI TT chega aos 15 anos e oferece cada vez mais potência. RS tem motor de cinco cilindros, 2,5 L, e ronco quase como um seis-cilindros em linha. Para guiar sem sustos, lidar com 340 cv e torque assombroso de 45,9 kgf∙m, tração é nas quatro rodas. Estilo do cupê compacto permanece fiel ao original, sem sinais de cansaço, um tanto raro, hoje.
MAIS atraente que o Cielo, compacto Chery Celer foi finalmente colocado à venda. Marca chinesa demonstra que quando a fábrica de Jacareí (SP) entregar as primeiras unidades, em um ano, terá produto competitivo e segurança de conteúdo nacional. Em versões hatch (R$ 35.990) e sedã (R$ 36.990), tem motor flex 1,5 L e pacote completo de equipamentos.
TELA multimídia de comando por toque veio para ficar. Renault já a oferece para toda a linha Sandero/Logan, ao preço em torno de R$ 600. Duster Techroad desbravou o interesse pelo equipamento (no caso, de série), bem fácil de operar. Esse utilitário compacto, bom de guiar, mostra limitações ergonômicas: perna esbarra na caixa de comando dos vidros elétricos.
LINHA 2014 do Fox, lançada agora, tem poucas mudanças. Freios ABS são os de nona geração: cada vez menos pulsação no pedal em frenagem de emergência. Discos de freio do CrossFox têm maior diâmetro em razão do acréscimo de massa da versão, em relação ao resto da linha, pelo suporte externo do estepe e suspensão reforçada.
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Líderes do mercado brasileiro de 2012 merecem estar na ponta de seus respectivos segmentos?
O mercado brasileiro de carros nunca emplacou tantos carros na sua história como em 2012. A Fiat, mais uma vez foi a líder em vendas (automóveis + comerciais leves) e conseguiu a proeza de se manter na ponta por mais um ano. Mas e entre os líderes das principais categorias do mercado nacional? Será que eles merecem ter terminado o ano passado no topo de seus respectivos segmentos?
Hatch pequeno - Volkswagen Gol (293.293 unidades emplacadas)
Se o Gol fosse um carro ruim, ele não seria líder de mercado há mais de 25 anos! Tudo bem que a Volkswagen pisou feio na bola com o consumidor ao lançar duas versões 2013 no ano passado. Mas essa decisão infeliz nada tem a ver com a qualidade do veículo, que merece ser líder especialmente por causa da sua robustez e confiabilidade. São duas opções de câmbio (manual e manual automatizado I-Motion), duas de motor (1.0 e 1.6) e várias versões. Além disso, tem duas carrocerias (feia e ultrapassada G4 e G5) e preços que variam entre R$ 25.100 e R$ 51.871 - por isso vence a disputa da categoria aqui do post dos hatches compactos populares e dos premium. Mesmo muito parecido com os irmãos, o Gol (G5) nunca foi tão bonito no Brasil como agora.
Hatch médio - Ford Focus (24.023 unidades emplacadas)
Como adiantei há pouco tempo, finalmente o Focus conseguiu fechar um ano na liderança. Mas será que foi a falta do Chevrolet Astra? Será que foi uma bobeada da Hyundai? Acho que os dois fatores contribuíram mas o maior responsável pelo sucesso do Focus não foi nem o marketing da Ford, mas sim o carro em si, que é muito bom. Por mais que ele tenha perdido para o Peugeot 308 no Duelo do De 0 a 100, o hatch médio da marca do oval azul tem muito mais qualidades do que defeitos, o que o faz merecer a ponta. Infelizmente, seu preço poderia ser um pouco mais convidativo. Mas, para celebrar o excelente resultado de 2012, a Ford deve lançar por aqui a novíssima geração do modelo neste ano. Seja bem-vinda!
Sedã pequeno - Fiat Siena (103.547 unidades emplacadas)
Como o Gol, o Fiat Siena participou da disputa do segmento de sedãs compactos populares e premium com duas carrocerias e não fez feio. Graças a união, "antigo" e Grand fizeram a diferença e tornaram o sedã merecedor da vitória. O antigo tem belo visual e aposta na relação custo/benefício e do amplo porta-malas para se dar bem, enquanto o Grand Siena cresceu, evoluiu em acabamento e manteve o lindo visual e o porta-malas espaçoso. Já pensou se eles tivessem 3 anos de garantia - pelo menso o Grand, que fez um grande Duelo com o Nissan Versa por aqui.
Sedã médio - Toyota Corolla (56.365 unidades emplacadas)
O veterano sedã da Toyota dá muito sinais de cansaço, especialmente visuais e tecnológicos (câmbio automático de quatro marchas), além de ser vendido por um preço alto e com versões "curiosas". Mas o conforto e a confiabilidade mecânica do modelo são tão bons que ele realmente é um merecedor deste primeiro lugar, ainda mais se pensarmos nos concorrentes. Mas, se a marca japonesa não se movimentar em 2013, o resultado de 2012 pode não se repetir, ainda mais com a chegada do (caro) Civic 2.0.
Perua (Station Wagon) - Volkswagen SpaceFox (21.134 unidades emplacadas)
Num dos segmentos mais frios do mercado brasileiro, a Volkswagen SpaceFox foi a perua mais emplacada do Brasil em 2012. Seu resultado é merecido e justificável pelo bom espaço interno, porta-malas com espaço interessante, visual que agrada (mas, infelizmente, parecido demais com outros carros da marca) e outros atributos. O modelo poderia contar com um número maior e mais variado de versões, como na principal concorrente, a (ultrapassada) Fiat Palio Weekend, sem perder um único equipamento, com preços iniciais inferiores a R$ 40.000.
Minivan (monovolume) - Honda Fit - (38.623 unidades emplacadas)
A vitória do Fit foi mais do que esperada, mas muito merecida. Se a Honda tivesse tornado o modelo o veículo definitivo, ela teria sido merecidíssma O maior problema do Fit é o alto preço cobrado pela marca japonesa, que insiste com os valores premium. Mas o consumidor acaba pagando mais e leva um veículo espaçoso por dentro, compacto por fora, confortável e com mecânica confiável. E olha que ele pode até ter visual fora de estrada (mais só visual)! Mas tivemos a chegada do feio e forte Spin em 2012, que vai deixar a disputa do segmento bem mais interessante.
SUV pequeno - Renault Duster (46.893 unidades emplacadas)
Sem dúvida a maior surpresa de todo este post e do ano passado. Quem poderia imaginar que o Renault Duster terminaria 2012 em primeiro lugar do segmento? Não que o carro não seja merecedor, pelo contrário ele merece. Mas desbancar o então intocável Ford EcoSport foi algo notável. Talvez a maior parcela de culpa seja da Ford, que ficou lançando a nova geração do EcoSport desde janeiro, mas só o começou mesmo a vendê-lo no segundo semestre. A Renault não quis nem saber e aproveitou para mostrar que o seu jipinho é espaçoso, mais barato e versátil para a cidade e trilhas leves. Resta agora saber se, depois de perder para o novo EcoSport no Duelo, mas sem fazer feio, o Duster conseguirá manter a ponta em 2013.
Picape pequena - Fiat Strada (117.412 unidades emplacadas)
Volkswagen Saveiro e Chevrolet Montana são ótimas picapes, mas não são capazes de superar a Fiat Strada no principal quesito que a faz merecer a liderança por mais um ano consecutivo: versatilidade. São opções de carroceria (simples, estendida e dupla), três de motor (1.4 8V, 1.6 16V e 1.8 16V), duas opções de câmbio (manual e manual automatizado Dualogic), sem contar o grande número de versões disponíveis para as mais variadas situações.
Picape média - Chevrolet S10 (47.717 unidades emplacadas)
A Ford Ranger pode até parecer mais completa de maneira geral, enquanto a Volkswagen Amarok parece mais moderna. Mas, vai ano, entra ano, e a Chevrolet S10 demostra porque foi a picape média mais vendida do Brasil em 2012. São muitas qualidades, mas, sem dúvida, o maior delas com a nova geração do modelo foi consegui unir a robustez da antiga S10 com o conforto e modernidade da então referência do mercado: Toyota Hilux (hoje uma veterana).
Como vocês repararam, todos os modelos obviamente mereceram suas respectivas lideranças em 2012. Não é fácil ser líder num mercado tão disputado como o brasileiro, ainda mais a partir de agora, quando teremos novas marcas com fábricas e carros (fabricados) por aqui. Espero que as disputas fiquem ainda mais acirradas em 2013.
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| Gol - Volkswagen/Divulgação |
Se o Gol fosse um carro ruim, ele não seria líder de mercado há mais de 25 anos! Tudo bem que a Volkswagen pisou feio na bola com o consumidor ao lançar duas versões 2013 no ano passado. Mas essa decisão infeliz nada tem a ver com a qualidade do veículo, que merece ser líder especialmente por causa da sua robustez e confiabilidade. São duas opções de câmbio (manual e manual automatizado I-Motion), duas de motor (1.0 e 1.6) e várias versões. Além disso, tem duas carrocerias (feia e ultrapassada G4 e G5) e preços que variam entre R$ 25.100 e R$ 51.871 - por isso vence a disputa da categoria aqui do post dos hatches compactos populares e dos premium. Mesmo muito parecido com os irmãos, o Gol (G5) nunca foi tão bonito no Brasil como agora.
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| Focus - Ford/Divulgação |
Como adiantei há pouco tempo, finalmente o Focus conseguiu fechar um ano na liderança. Mas será que foi a falta do Chevrolet Astra? Será que foi uma bobeada da Hyundai? Acho que os dois fatores contribuíram mas o maior responsável pelo sucesso do Focus não foi nem o marketing da Ford, mas sim o carro em si, que é muito bom. Por mais que ele tenha perdido para o Peugeot 308 no Duelo do De 0 a 100, o hatch médio da marca do oval azul tem muito mais qualidades do que defeitos, o que o faz merecer a ponta. Infelizmente, seu preço poderia ser um pouco mais convidativo. Mas, para celebrar o excelente resultado de 2012, a Ford deve lançar por aqui a novíssima geração do modelo neste ano. Seja bem-vinda!
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| Grand Siena - Fiat/Divulgação |
Como o Gol, o Fiat Siena participou da disputa do segmento de sedãs compactos populares e premium com duas carrocerias e não fez feio. Graças a união, "antigo" e Grand fizeram a diferença e tornaram o sedã merecedor da vitória. O antigo tem belo visual e aposta na relação custo/benefício e do amplo porta-malas para se dar bem, enquanto o Grand Siena cresceu, evoluiu em acabamento e manteve o lindo visual e o porta-malas espaçoso. Já pensou se eles tivessem 3 anos de garantia - pelo menso o Grand, que fez um grande Duelo com o Nissan Versa por aqui.
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| Corolla - Toyota/Divulgação |
O veterano sedã da Toyota dá muito sinais de cansaço, especialmente visuais e tecnológicos (câmbio automático de quatro marchas), além de ser vendido por um preço alto e com versões "curiosas". Mas o conforto e a confiabilidade mecânica do modelo são tão bons que ele realmente é um merecedor deste primeiro lugar, ainda mais se pensarmos nos concorrentes. Mas, se a marca japonesa não se movimentar em 2013, o resultado de 2012 pode não se repetir, ainda mais com a chegada do (caro) Civic 2.0.
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| SpaceForx - Volkswagen/Divulgação |
Num dos segmentos mais frios do mercado brasileiro, a Volkswagen SpaceFox foi a perua mais emplacada do Brasil em 2012. Seu resultado é merecido e justificável pelo bom espaço interno, porta-malas com espaço interessante, visual que agrada (mas, infelizmente, parecido demais com outros carros da marca) e outros atributos. O modelo poderia contar com um número maior e mais variado de versões, como na principal concorrente, a (ultrapassada) Fiat Palio Weekend, sem perder um único equipamento, com preços iniciais inferiores a R$ 40.000.
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| Fit - Honda/Divulgação |
A vitória do Fit foi mais do que esperada, mas muito merecida. Se a Honda tivesse tornado o modelo o veículo definitivo, ela teria sido merecidíssma O maior problema do Fit é o alto preço cobrado pela marca japonesa, que insiste com os valores premium. Mas o consumidor acaba pagando mais e leva um veículo espaçoso por dentro, compacto por fora, confortável e com mecânica confiável. E olha que ele pode até ter visual fora de estrada (mais só visual)! Mas tivemos a chegada do feio e forte Spin em 2012, que vai deixar a disputa do segmento bem mais interessante.
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| Duster - Renault/Divulgação |
Sem dúvida a maior surpresa de todo este post e do ano passado. Quem poderia imaginar que o Renault Duster terminaria 2012 em primeiro lugar do segmento? Não que o carro não seja merecedor, pelo contrário ele merece. Mas desbancar o então intocável Ford EcoSport foi algo notável. Talvez a maior parcela de culpa seja da Ford, que ficou lançando a nova geração do EcoSport desde janeiro, mas só o começou mesmo a vendê-lo no segundo semestre. A Renault não quis nem saber e aproveitou para mostrar que o seu jipinho é espaçoso, mais barato e versátil para a cidade e trilhas leves. Resta agora saber se, depois de perder para o novo EcoSport no Duelo, mas sem fazer feio, o Duster conseguirá manter a ponta em 2013.
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| Strada - Fiat/Divulgação |
Volkswagen Saveiro e Chevrolet Montana são ótimas picapes, mas não são capazes de superar a Fiat Strada no principal quesito que a faz merecer a liderança por mais um ano consecutivo: versatilidade. São opções de carroceria (simples, estendida e dupla), três de motor (1.4 8V, 1.6 16V e 1.8 16V), duas opções de câmbio (manual e manual automatizado Dualogic), sem contar o grande número de versões disponíveis para as mais variadas situações.
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| S10 - Chevrolet/Divulgação |
A Ford Ranger pode até parecer mais completa de maneira geral, enquanto a Volkswagen Amarok parece mais moderna. Mas, vai ano, entra ano, e a Chevrolet S10 demostra porque foi a picape média mais vendida do Brasil em 2012. São muitas qualidades, mas, sem dúvida, o maior delas com a nova geração do modelo foi consegui unir a robustez da antiga S10 com o conforto e modernidade da então referência do mercado: Toyota Hilux (hoje uma veterana).
Como vocês repararam, todos os modelos obviamente mereceram suas respectivas lideranças em 2012. Não é fácil ser líder num mercado tão disputado como o brasileiro, ainda mais a partir de agora, quando teremos novas marcas com fábricas e carros (fabricados) por aqui. Espero que as disputas fiquem ainda mais acirradas em 2013.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Enquanto Fiat fecha na liderança e Renault comemora crescimento, venda de importados cai 35,2% em 2012
Os resultados de vendas de 2012 foi bastante pela maioria das montadoras com fábrica no Brasil. A Fiat, por exemplo, fechou o ano passado mais uma na liderança do mercado nacional (11º ano). Já a Renault foi uma das que mais cresceu, subindo mais de 24% em relação a 2011. Por outro lado, a comercialização de veículos importados caiu muito, o que deixou a Abeiva (Associação Brasileiras das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) bastante preocupada.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
Em 2012, a Fiat superou sua marca histórica de vendas no Brasil, registrando o melhor desempenho em seus 36 anos de presença no país. De janeiro a dezembro, foram emplacados 838.218 automóveis e comerciais leves da marca, o que representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior (com 754.276 unidades vendidas) e uma expansão de 10,2% em relação ao recorde de vendas anterior da empresa, estabelecido em 2010, com 760.495 unidades, segundo a Anfavea. Em market share, a marca italiana subiu de 22% em 2011 para 23,06% em 2012.
Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.
Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
Para alcançar esse resultado foi fundamental a estratégia de ampliação e renovação da gama de produtos, como o Clio reestilizado, Fluence GT, Duster Tech Road, Sandero GT Line. Os motores (1.0 16V e 1.6 8V) foram aperfeiçoados e o 2.0 turbo fez a sua estreia, enquanto a rede de concessionárias cresceu 15% em todo o País. Além disso, foram feitos investimentos para a ampliação da capacidade produtiva, que saltará de 280.000 para 380.000 carros por ano a partir de março de 2013.
O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).
Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
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| Fotos acima: Fiat/Divulgação |
Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.
Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
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| Fotos abaixo: Renault/Divulgação |
O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).
Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
De 0 a 100 fecha o ano muito bem e se prepara para mudanças! Conheça os posts mais populares de 2012
O ano de 2012 está chegando ao fim e devo, ao mesmo tempo, agradecer e comemorar.
Começo agradecendo a todas as pessoas que ajudaram a tornar o De 0 a 100 o que ele é hoje. Não vou citar nomes para não ser injusto com ninguém. Mas agradeço, especialmente, a todos vocês leitores, que, durante todo este ano (e nos outros desde 2007) leram os meus posts, trocando ideias, criticando, elogiando, sugerindo conteúdos e comentando sobre os mais variados assuntos.
Comemoro porque 2012 foi o melhor ano da história do De 0 a 100 em audiência. Nem quando eu era editor do Portal Vrum, tendo todo o aparato dos Diários Associados por trás, o acesso foi tão bom. Muito obrigado mesmo! E minha comemoração se estende porque o De 0 a 100 foi eleito, pelo juri popular, um dos três melhores blogs de carros do Brasil pelo Top Blog 2012 (categoria Autos e Acessórios)!
Para 2013, o De 0 a 100 ficará bem mais agradável para ler em qualquer lugar. Primeiro porque ele ganhará um visual novo, mais moderno e atrativo. Não estou falando de um reestilização, mas sim de uma nova geração. Vocês merecem as melhorias; eu mereço as melhorias; e o De 0 a 100 merece as melhorias! Além disso, ele se adaptará ao dispositivo que você estará usando para acessá-lo, o que é muito legal.
Finalmente, o De 0 a 100 ganhará uma fan page no Facebook e outra no Google+ - sem contar as várias novidades, que não vou adiantar para não esfriar o lançamento.
Para encerrar, listei abaixo os 15 posts publicados em 2012 que foram os mais acessados em 2012 - apenas a seção Consumo Real não nasceu em 2012, mas foi constantemente atualizada neste ano.
15. Fiat alfineta Mitsubishi e anuncia Bravo Sporting em comercial. Linha Bravo 2013 está mais equipada
14. Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"
13. Duelo: Chevrolet Onix X Hyundai HB20
12. Duelo 3: Nissan Versa X Renault Logan
11. Conheça as linhas finais do novo Hyundai HB20
10. Mais acessórios serão suficientes para o Renault Duster vencer o novo Ford EcoSport?
9. Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples
8. Novo Hyundai HB20 deverá fazer um baita "estrago" no mercado nacional
7. Nova Chevrolet S10 vem com tudo. Picape reinará na ponta do segmento
6. Duelo: Peugeot 308 x Ford Focus
5. Duelo 5: Nissan Versa X Fiat Grand Siena
4. Fiat Strada, Palio Weekend e Siena chegam à linha 2013 com novidades. Família Palio está dividida
3. Conheça o visual do novo Fiat Siena 2013
2. Consumo Real
1. Ford EcoSport 2013 pode custar a partir de R$ 59.990
Um abraço e um 2013 com muita saúde, paz, alegrias e conquistas a todos vocês!
Renato Parizzi
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| Reprodução |
Comemoro porque 2012 foi o melhor ano da história do De 0 a 100 em audiência. Nem quando eu era editor do Portal Vrum, tendo todo o aparato dos Diários Associados por trás, o acesso foi tão bom. Muito obrigado mesmo! E minha comemoração se estende porque o De 0 a 100 foi eleito, pelo juri popular, um dos três melhores blogs de carros do Brasil pelo Top Blog 2012 (categoria Autos e Acessórios)!
Para 2013, o De 0 a 100 ficará bem mais agradável para ler em qualquer lugar. Primeiro porque ele ganhará um visual novo, mais moderno e atrativo. Não estou falando de um reestilização, mas sim de uma nova geração. Vocês merecem as melhorias; eu mereço as melhorias; e o De 0 a 100 merece as melhorias! Além disso, ele se adaptará ao dispositivo que você estará usando para acessá-lo, o que é muito legal.
Finalmente, o De 0 a 100 ganhará uma fan page no Facebook e outra no Google+ - sem contar as várias novidades, que não vou adiantar para não esfriar o lançamento.
Para encerrar, listei abaixo os 15 posts publicados em 2012 que foram os mais acessados em 2012 - apenas a seção Consumo Real não nasceu em 2012, mas foi constantemente atualizada neste ano.
15. Fiat alfineta Mitsubishi e anuncia Bravo Sporting em comercial. Linha Bravo 2013 está mais equipada
14. Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"
13. Duelo: Chevrolet Onix X Hyundai HB20
12. Duelo 3: Nissan Versa X Renault Logan
11. Conheça as linhas finais do novo Hyundai HB20
10. Mais acessórios serão suficientes para o Renault Duster vencer o novo Ford EcoSport?
9. Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples
8. Novo Hyundai HB20 deverá fazer um baita "estrago" no mercado nacional
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5. Duelo 5: Nissan Versa X Fiat Grand Siena
4. Fiat Strada, Palio Weekend e Siena chegam à linha 2013 com novidades. Família Palio está dividida
3. Conheça o visual do novo Fiat Siena 2013
2. Consumo Real
1. Ford EcoSport 2013 pode custar a partir de R$ 59.990
Um abraço e um 2013 com muita saúde, paz, alegrias e conquistas a todos vocês!
Renato Parizzi
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Duelo: Ford EcoSport X Renault Duster
Desde o seu lançamento, em 2003, o Ford EcoSport reinou absoluto na categoria que ele ajudou a criar no Brasil. Várias tentativas de concorrentes diretos apareceram, com pequeno destaque para o Fiat Palio Weekend Adventure (Locker) e para o Chevrolet Tracker. Mas, apenas com a chegada do Renault Duster, em outubro de 2011, o SUV da Ford passou a ter um adversário de peso pela ponta do segmento.
O atraso para encontrar um rival, obviamente, foi bom para a Ford, que ganhou mercado e preparou o lançamento da segunda geração do EcoSport, que aconteceu em agosto de 2012, depois de inúmeros flagrantes (aqui), especulações (aqui e aqui), enquete (aqui) e divulgações de informações (aqui, aqui e aqui).
O tempo de espera também foi bom para a Renault, que preparou um adversário a altura para as duas gerações do EcoSport. E até mais "munição" já foi dada ao Duster, que recebeu uma linha de acessórios em março deste ano.
Agora, novo EcoSport e Duster se enfrentam aqui no (antecipado) Duelo do De 0 a 100 em igualdade de condições, ambos como linha 2013. Quem leva a melhor?
Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus
Preço e equipamentos
Logo no primeiro contato com as tabelas dos dois carros, já é possível notar que o Duster é visivelmente mais barato do que o EcoSport. Por outro lado, o Ford é bem mais equipado que o Renault.
1.6 16V
O Duster 1.6 16V parte de R$ 48.300 equipado, de série, com banco traseiro com encosto rebatível 1/1, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; tomada 12 volts; sistema CAR (travamento automático a 6 km/h), cintos de segurança dianteiros retráteis com regulagem em altura, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica, volante com regulagem de altura; retrovisores, para-choques e maçanetas externas na cor preto; e rodas de ferro aro 16".
Investindo R$ 2.150 a mais, é possível levar o Duster Expression 1.6 16V (versão intermediária), que tem os equipamentos da versão de entrada, além de airbag duplo, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, vidros traseiros elétricos; para-choque superior na cor da carroceria; barras de teto longitudinais na cor preta e rodas de aço aro 16". Bem que a marca francesa poderia reduzir o valor da Expression de R$ 50.450 para os R$ 48.300 e passar a vendê-la como a versão de entrada.
Com o preço de R$ 53.490, a versão de entrada do EcoSport, S 1.6 16V, é mais cara e mais equipada do que o Duster intermediário. O Ford vem equipado com faróis com LED, para-choques na cor do veículo, direção com assistência elétrica, ar-condicionado; vidros dianteiros, travas e retrovisores elétricos; airbag duplo; freios com sistema ABS, rodas de aço de 15", abertura elétrica do porta-malas; grade do radiador na cor cinza midgrey; ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, ajuste manual de altura do banco do motorista, assento do banco traseiro rebatível, banco traseiro reclinável e com assento e encosto bipartido (60/40); compartimento porta-objetos embaixo do banco do passageiro; fixadores laterais traseiros (2 posições) para cadeiras de crianças (ISOFIX); lavador, limpador e desembaçador do vidro traseiro; porta-luvas climatizado; controle de rádio e comandos configuráveis no volante; Sync Media System com comandos de voz em português (para funções de áudio e telefone) e bluetooth; CD Player com MP3, conexão Bluetooth, entrada USB e entrada auxiliar; tela de 3.5 polegadas no painel central, entre outros itens de série.
O valor do EcoSport S é um pouco inferior ao do Duster Dynamique. Com o preço sugerido de R$ 54.200, a versão topo de linha do Renault tem os itens da Expression, além de bancos traseiros rebatíveis 1/3 - 2/3, volante com
revestimento em couro, freios com sistema ABS, faróis de neblina, apoios
de cabeça traseiros (3) reguláveis em altura, computador de bordo,
retrovisores elétricos, iluminação no porta-malas, retrovisores
exteriores cromados, barras de teto longitudinais na cor alumínio, rodas
de alumínio aro R16", para-choque inferior na cor da carroceria;
comando satélite de áudio e celular na coluna da direção; e radio CD
Player MP3 com 4 alto-falantes, conexão USB/iPod, bluetooth e auxiliar.
A Ford contra-ataca com a versão intermediária SE 1.6 do EcoSport, que custa sugeridos R$ 56.490 e tem os itens da S além de vidros traseiros elétricos, faróis de neblina, rack (bagageiro) no teto, rodas de aço de 15" estilizadas e grade do radiador na cor light finish/satin aluminuim. Na minha opinião, a versão SE deveria perder o rack (que viraria acessório, já que não é todo mundo que gosta) e virar a versão de entrada, por R$ 53.490.
Pagando R$ 59.990, é possível levar o sucesso de vendas da Ford, a versão FreeStyle do EcoSport 1.6 16V. Além dos itens da SE, tem ainda 6 alto-falantes, abertura e fechamento global das portas e vidros, acendimento automático das luzes de emergência após frenagem brusca, AdvanceTrac com ESC - Controle eletrônico de estabilidade e tração; ajuste lombar do banco do motorista, alarme volumétrico anti-furto, bagageiro de teto na cor cinza london, computador de bordo, descansa braço do lado do motorista, espelhos retrovisores externos elétricos, na cor cinza london, com pisca integrado, grade do radiador na cor cinza london, assistência de partida em rampas (HLA); manopla de câmbio com acabamento em couro, maçanetas externas das portas na cor cinza midgrey, rodas de liga-leve aro 16" com Pneus 205/60, ponto de força 12V extra no banco traseiro, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros/traseiros com 1 toque cima/baixo e anti-esmagamento.
Por R$ 63.690, você leva o FreeStyle completo, com 6 airbags (dianteiro/ laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro.
A versão mais completa do EcoSport 1.6 16V é a Titanium, que tem preço sugerido de R$ 63.990 e vem com quase todos os itens da FreeStyle, somando acendimento automático dos faróis, acesso Inteligente - sistema de destravamento das portas por sensor de proximidade na chave, ar-condicionado digital, bagageiro de teto na cor prata, espelho retrovisor interno eletrocrômico, espelhos retrovisores externos na cor do veículo, Ford Power - partida sem chave; grade do radiador cromada, limpador do para-brisa com sensor de chuva e maçanetas externas das portas na cor do veículo
Com 6 airbags (dianteiros/laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro, o EcoSport Titanium 1.6 custa R$ 67.690.
2.0 16V
Se você gostou do Duster Dynamique, mas acha o motor 1.6 fraco, saiba que, por R$ 57.850, é possível levar a mesma versão, mas com propulsor 2.0 16V. Os itens de série são iguais. O mesmo acontece com o EcoSport FreeStyle 2.0, que custa a partir de R$ 62.490 e tem os mesmos equipamentos do 1.6 16V. Com todos os opcionais, o valor se eleva para R$ 66.190.
A Ford repete a dose com a versão Titanium 2.0, que vem com os itens da 1.6, mas com o preço sugerido de R$ 66.490. Com os únicos opcionais disponíveis do FreeStyle, 6 airbags e bancos revestidos parcialmente em couro, o preço vai para R$ 70.190.
Passando agora para os diferenciais das versões 2.0, se você precisar de mais conforto, a versão Dynamique 2.0 do Duster pode ser equipada com câmbio automático de quatro marchas, com o preço de R$ 61.550. Os equipamentos de série são os mesmos da versão Dynamique manual. Caso a sua necessidade seja por mais desempenho no fora de estrada, leve o Duster Dynamique 2.0 4x4 manual, que tem os mesmos itens do 4x2 mecânico e preço sugerido de R$ 62.050 - mas vem com visual diferenciado: rodas de alumínio aro 16" na cor cinza inox, faróis dianteiros com máscara negra, para-choque inferior na cor preta e soleiras externas na cor da carroceria com a face superior na cor preta.
Com o novo EcoSport, a Ford manteve a mesma proposta da primeira geração do modelo, mas fez evoluções consideráveis, especialmente com câmbio automático. Sai de cena a ultrapassada transmissão de quatro velocidades e entra a moderna caixa manual automatizada de dupla embreagem Powershift, que possui seis marchas. Mantendo os mesmos equipamentos de série das respectivas versões, o EcoSport Powershift custa R$ 63.390 (SE 2.0) e R$ 70.890 (Titanium 2.0 - R$ 74.590 com 6 airbags e bancos parcialmente revestidos em couro).
Já o EcoSport 2.0 4WD está disponível apenas na versão FreeStyle, com o preço sugerido de R$ 66.090. Completo, com 6 airbags e bancos revestidos em couro, o valor sobe para R$ 69.790. Permanente, a tração nas quatro rodas tem a mesma tecnologia do Ford Escape, com controle inteligente de torque (ITCC) e transmissão manual de seis marchas.
Logo...
Sem dúvidas o EcoSport tem uma lista de equipamentos bem mais atraente do que a do Duster, que não é mal equipado apenas na versão Dynamique. Digo isso porque as versões 1.6 e Expression 1.6 ficam devendo, especialmente em segurança, aspecto que sempre levo muito em consideração. Nesse ponto, o Ford leva muita vantagem.
Por outro lado, o Renault é bem mais barato, não importando a versão. Com a diferença de preço entre as versões 4x4, por exemplo, provavelmente seria possível pagar o IPVA, o emplacamento e, quem sabe, até o seguro.
Com três anos de garantia para ambos, o primeiro quesito avaliado neste Duelo terminou empatado.
EcoSport S 1.6 16V - R$ 53.490
EcoSport SE 1.6 16V - R$ 56.490
EcoSport FreeStyle 1.6 16V - R$ 59.990 (R$ 63.690 completo)
EcoSport Titanium 1.6 16V - R$ 63.990 (R$ 67.690 completo)
EcoSport SE 2.0 16V Powershift - R$ 63.390
EcoSport FreeStyle 2.0 16V - R$ 62.490 (R$ 66.190 completo)
EcoSport FreeStyle 2.0 16V 4WD - R$ 66.090 (R$ 69.790 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V - R$ 66.490 (R$ 70.190 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V Powershift - R$ 70.890 (R$ 74.590 completo)
X
Duster 1.6 16V - R$ 48.300
Duster Expression 1.6 16V - R$ 50.450
Duster Dynamique 1.6 16V - R$ 54.200
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Manual - R$ 57.850
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Automático - R$ 61.550
Duster Dynamique 2.0 16V 4x4 Manual - R$ 62.050
Resultado: Ford EcoSport 1 x 1 Renault Duster
Desempenho
O Renault Duster possui três opções de câmbio: manual de cinco marchas (1.6), manual de seis marchas (2.0 e 2.0 4x4) e automático de quatro marchas (2.0). Quase igual ao Ford EcoSport: manual de cinco marchas (1.6 e 2.0), manual de seis marchas (2.0 4WD) e manual automatizado de seis marchas (2.0 Powershift).
1.6 16V
Duster e EcoSport possuem a mesma potência com motor 1.6 16V, mas o Ford leva vantagem no torque: 0,5 mkgf maior com gasolina e 0,4 mkgf superior com etanol. Entretanto, o Renault atinge o torque máximo com giro a 500 rpm mais baixo. Os pesos são próximos entre dos dois.
Na prática, o EcoSport é superior ao Duster em desempenho e consumo, fruto, especialmente, de um projeto mais novo associado a um motor mais moderno, o Sigma 1.6 16V. Mas não pense que o Ford anda muito mais. Pelo contrário, ele vence, mas o Duster não faz feio, embora pudesse fazer bem melhor.
2.0 16V manual
Com motor 2.0 16V, o EcoSport entrega 2,5 cv a mais com gasolina e 5 cv a mais com etanol. Mas o Duster atinge a potência máxima 750 rpm antes. Além disso, o Renault tem mais torque (0,8 mkgf com gasolina e 1,2 mkgf com etanol), que chega 500 rpm com o giro do mais baixo.
No dia a dia com o propulsor 2.0, a disputa é mais acirrada do que o 1.6. O Duster Dynamique tem praticamente o mesmo peso do EcoSport Titanium e é 19 kg mais pesado do que o FreeStyle. Entretanto, seu câmbio manual com seis marchas aproveita melhor a força que a motorização 2.0 16V entrega. Pelo lado da Ford, os cavalinhos extras do velho conhecido propulsor Duratec 2.0 16V ajudam um pouco a compensar a falta da sexta marcha no câmbio do EcoSport.
2.0 16V manual 4x4
Se os dois andam praticamente lado a lado com câmbio manual e tração 4x2, com ligeira vantagem para o Renault, o mesmo acontece quando Duster e EcoSport têm tração 4x4. Os 51 kg extras de peso atrapalharam um pouco o Ford. O Renault tem 3 modos para o acionamento da tração: 4x2 (força nas rodas dianteiras), Auto (um sensor analisa quais rodas precisam de mais força e faz a distribuição automática) e Lock (torna o 4x4 mais "sensível", já que o motorista "avisou" o carro que o terreno é mais complicado, como areia e lama, ao acionar o botão).
Já o EcoSport possui tração nas quatro rodas permanente. O sistema capta informações dos sensores numa frequência de 60 vezes por
segundo e distribui o torque automaticamente para as rodas que mais
precisam, com velocidade de resposta de 1 décimo de segundo.
2.0 16V automático X automatizado
Quando emparelhamos as versões sem o pedal da esquerda, vitória folgada do EcoSport. Seu câmbio manual automatizado, de dupla embreagem e seis marchas, garante desempenho e consumo superior ao ultrapassado conjunto do Duster, com transmissão automática convencional de apenas quatro velocidades - mesmo que o Duster seja um pouco mais leve.
O Ford fica devendo nas trocas sequenciais, feitas por botões ridículos na própria alavanca do câmbio - paddle shifts seriam muito melhores! Já o Duster permite que as quatro marchas sejam trocadas em modo manual "cambiando" pela própria alavanca - que é mais divertido do que o concorrente.
O quesito desempenho poderia terminar empatado, já que o EcoSport venceu com motor 1.6 16V e com o 2.0 automatizado, enquanto o Duster levou a melhor com propulsor 2.0 4x2 e 4x4. Mas a vitória fica com o Ford por causa da média de consumo. Infelizmente não consegui fazer as minhas próprias medições. Mas, de maneira geral, analisando os testes dos colegas da imprensa, o EcoSport bebe menos.
Ford EcoSport
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 6.500/5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 15,6/15,9 mkgf (g/e) a 4.250/4.750 rpm
Potência 2.0 16V: 140,5/147 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque 2.0 16V: 18,9/19,7 mkgf (g/e) a 4.250 rpm
Comprimento: 4,241 m
Largura: 1,765 m (2,057 m com retrovisores)
Altura: 1,672 m (1.696 m - Powershift // 1.701 m - 4WD)
Entre-eixos: 2,521 m
Porta-malas: 362 litros
Tanque: 52 litros
Peso 1.6: 1.228 kg (S); 1.249 (SE); 1.243 kg (FreeStyle)
Peso 2.0: 1.302 kg (SE Powershift); 1.275 kg (FreeStyle); 1.404 kg (FreeStyle 4WD); 1.297 kg (Titanium); 1.316 kg (Titanium Powershift);
Consumo 1.6 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada (Quatro Rodas 633)
Consumo 1.6 (etanol): 8,2 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 man (etanol): 6,7 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada (Quatro Rodas 634)
Consumo 2.0 aut (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada (Quatro Rodas 637)
Renault Duster
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.6 16V: 15,1/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Potência 2.0 16V: 138/142 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 2.0 16V: 19,7/20,9 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Altura: 1,660 m (1,700 m com barras no teto)
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros 4x4)
Tanque: 50 litros
Peso 1.6: 1.202 kg (1.6 16V); 1.258 (Expression); 1.258 kg (Dynamique)
Peso 2.0: 1.294 kg (Dynamique), e 1.276 kg (Dynamique aut); 1.353 kg (Dynamique 4x4)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 5,7 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 7 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada (Auto Esporte 11/2011)
Resultado: Ford EcoSport 2 x 1 Renault Duster
Espaço, acabamento e conforto
Em termos de espaço interno e para bagagem, o Duster leva a melhor. Cinco adultos podem viajar tranquilos graças às proporções maiores do Renault, que é 7 cm mais comprido, 6 cm mais largo e tem entre-eixos 15 cm mais longo! No porta-malas, as versões 4x2 do Duster comportam bons 475 litros, enquanto a 4x4 leva 400 litros - números superiores aos medianos 362 litros do EcoSport.
Por outro lado, o acabamento do Ford é superior. Não é preciso nem muito esforço para notar. Basta entrar em um e, em seguida, no outro para ver. O Duster é muito simples e precisa evoluir. Seu painel é idêntico ao do Logan e do Sandero - tudo para cortar gastos.
O EcoSport também tem bancos mais confortáveis e uma posição de dirigir muito mais agradável, graças aos ajustes de altura do banco e de altura e profundidade do volante. No Renault, banco e coluna de direção só ajustam em altura. Achei o volante do Duster muito perto do painel, problema que seria resolvido com um ajuste de
profundidade. Mas entendo que sou muito alto, por isso não levem tanto
em consideração esta minha reclamação.
Rodando, o ajuste de suspensão torna o Duster mais confortável, mas o volante, com auxilio hidráulico, é mais pesado. No Ford, as imperfeições do piso (infelizmente muito comuns no Brasil) são mais sentidas no volante, que é mais leve por causa da assistência elétrica.
Mais um empate entre os dois.
Resultado: Ford EcoSport 3 x 2 Renault Duster
Visual
Este quesito não vale nota, mas o EcoSport é superior. Suas linhas são mais modernas e atraentes, mostrando que a Ford fez bem o dever de casa. O pneu na tampa traseira e a dianteira com uma grade enorme servem para aumentar a robustez do modelo.
E robustez pode ser a melhor palavra para descrever "o que o Duster passa" ao consumidor. Suas linhas simples, com traços mais retos e "musculosos", são bem "parrudas", mas ficaram um pouco antigas ao lado do novo EcoSport. Ficou evidente que o Renault poderia ter o design mais inspirado.
Para fechar este quesito, conversei com quatro mulheres e cinco homens, mostrando três fotos de cada carro, sendo uma da dianteira, uma da traseira e outra do painel. Curiosamente, o único ponto unânime entre os nove foi: o Renault passa a sensação de ser um carro bem mais masculino, enquanto o EcoSport é unissex.
Resumo da Obra
O Renault Duster é maior, mais espaçoso para os ocupantes e para bagagem, além de ser mais barato. Já o Ford EcoSport é bem mais equipado, seguro, com melhor acabamento, e com desempenho e consumo superiores (fazendo uma média geral).
Não foi fácil, mas, pelo conjunto da obra, o EcoSport vence o Duster.
Os pontos que precisam de melhora para o Renault são o acabamento, a segurança, a ergonomia e o consumo, enquanto o Ford precisa ter preços mais baixos, mais espaço para os passageiros (especialmente atrás) e para bagagem e tornar as trocas sequenciais do câmbio mais eficientes e divertidas - o botão na alavanca de câmbio realmente é um atraso.
Se eu fosse escolher um para a minha garagem, seria o EcoSport, principalmente pela posição de dirigir e pela segurança. Mas não gosto do estepe externo, nem preso na tampa do porta-malas (EcoSport), nem abaixo do porta-malas (Duster) - o pneu precisa ficar dentro do carro. Se o Duster tivesse ajuste de profundidade do volante, provavelmente ele teria mais chances de ser o meu carro.
Enquete
Com a pergunta "Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?", a enquete do De 0 a 100 mostrou que a disputa entre Duster e EcoSport é mesmo acirrada. Mas, diferente do resultado final desde Duelo, na pesquisa o Renault levou a melhor, embora eu possa considerar um empate técnico.
Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?
1. Renault Duster - 50 votos (50,50%)
2. Ford EcoSport - 49 votos (49,49%)
Total: 99 votos
Nota do editor
Fazer o levantamento de informações do EcoSport deu um trabalho extra. O site da Ford e os dados de imprensa possuem diferenças que não deveriam existir. Vou citar apenas algumas, como o comprimento do veículo (4,239 m x 4,241 m), equipamentos de série (versão SE tem rodas de aço num lugar e de liga-leve em outro), e assim vai. Mas valeu o esforço.
O atraso para encontrar um rival, obviamente, foi bom para a Ford, que ganhou mercado e preparou o lançamento da segunda geração do EcoSport, que aconteceu em agosto de 2012, depois de inúmeros flagrantes (aqui), especulações (aqui e aqui), enquete (aqui) e divulgações de informações (aqui, aqui e aqui).
O tempo de espera também foi bom para a Renault, que preparou um adversário a altura para as duas gerações do EcoSport. E até mais "munição" já foi dada ao Duster, que recebeu uma linha de acessórios em março deste ano.
Agora, novo EcoSport e Duster se enfrentam aqui no (antecipado) Duelo do De 0 a 100 em igualdade de condições, ambos como linha 2013. Quem leva a melhor?
Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus
Preço e equipamentos
Logo no primeiro contato com as tabelas dos dois carros, já é possível notar que o Duster é visivelmente mais barato do que o EcoSport. Por outro lado, o Ford é bem mais equipado que o Renault.
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| Duster 1.6 16V de entrada não deveria existir |
O Duster 1.6 16V parte de R$ 48.300 equipado, de série, com banco traseiro com encosto rebatível 1/1, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; tomada 12 volts; sistema CAR (travamento automático a 6 km/h), cintos de segurança dianteiros retráteis com regulagem em altura, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica, volante com regulagem de altura; retrovisores, para-choques e maçanetas externas na cor preto; e rodas de ferro aro 16".
Investindo R$ 2.150 a mais, é possível levar o Duster Expression 1.6 16V (versão intermediária), que tem os equipamentos da versão de entrada, além de airbag duplo, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, vidros traseiros elétricos; para-choque superior na cor da carroceria; barras de teto longitudinais na cor preta e rodas de aço aro 16". Bem que a marca francesa poderia reduzir o valor da Expression de R$ 50.450 para os R$ 48.300 e passar a vendê-la como a versão de entrada.
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| Duster Expression deveria ser a versão de entrada |
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| EcoSport é mais caro e equipado |
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| Topo de linha, Duster Dynamique é a melhor versão do Renault |
Pagando R$ 59.990, é possível levar o sucesso de vendas da Ford, a versão FreeStyle do EcoSport 1.6 16V. Além dos itens da SE, tem ainda 6 alto-falantes, abertura e fechamento global das portas e vidros, acendimento automático das luzes de emergência após frenagem brusca, AdvanceTrac com ESC - Controle eletrônico de estabilidade e tração; ajuste lombar do banco do motorista, alarme volumétrico anti-furto, bagageiro de teto na cor cinza london, computador de bordo, descansa braço do lado do motorista, espelhos retrovisores externos elétricos, na cor cinza london, com pisca integrado, grade do radiador na cor cinza london, assistência de partida em rampas (HLA); manopla de câmbio com acabamento em couro, maçanetas externas das portas na cor cinza midgrey, rodas de liga-leve aro 16" com Pneus 205/60, ponto de força 12V extra no banco traseiro, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros/traseiros com 1 toque cima/baixo e anti-esmagamento.
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| EcoSport FreeStyle é a versão que mais vende do Ford |
A versão mais completa do EcoSport 1.6 16V é a Titanium, que tem preço sugerido de R$ 63.990 e vem com quase todos os itens da FreeStyle, somando acendimento automático dos faróis, acesso Inteligente - sistema de destravamento das portas por sensor de proximidade na chave, ar-condicionado digital, bagageiro de teto na cor prata, espelho retrovisor interno eletrocrômico, espelhos retrovisores externos na cor do veículo, Ford Power - partida sem chave; grade do radiador cromada, limpador do para-brisa com sensor de chuva e maçanetas externas das portas na cor do veículo
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| Com motores 1.6 16V e 2.0 16V, EcoSport Titanium é a versão topo de linha |
2.0 16V
Se você gostou do Duster Dynamique, mas acha o motor 1.6 fraco, saiba que, por R$ 57.850, é possível levar a mesma versão, mas com propulsor 2.0 16V. Os itens de série são iguais. O mesmo acontece com o EcoSport FreeStyle 2.0, que custa a partir de R$ 62.490 e tem os mesmos equipamentos do 1.6 16V. Com todos os opcionais, o valor se eleva para R$ 66.190.
A Ford repete a dose com a versão Titanium 2.0, que vem com os itens da 1.6, mas com o preço sugerido de R$ 66.490. Com os únicos opcionais disponíveis do FreeStyle, 6 airbags e bancos revestidos parcialmente em couro, o preço vai para R$ 70.190.
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| Renault Duster 4WD |
Com o novo EcoSport, a Ford manteve a mesma proposta da primeira geração do modelo, mas fez evoluções consideráveis, especialmente com câmbio automático. Sai de cena a ultrapassada transmissão de quatro velocidades e entra a moderna caixa manual automatizada de dupla embreagem Powershift, que possui seis marchas. Mantendo os mesmos equipamentos de série das respectivas versões, o EcoSport Powershift custa R$ 63.390 (SE 2.0) e R$ 70.890 (Titanium 2.0 - R$ 74.590 com 6 airbags e bancos parcialmente revestidos em couro).
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| Ford EcoSport 4WD |
Logo...
Sem dúvidas o EcoSport tem uma lista de equipamentos bem mais atraente do que a do Duster, que não é mal equipado apenas na versão Dynamique. Digo isso porque as versões 1.6 e Expression 1.6 ficam devendo, especialmente em segurança, aspecto que sempre levo muito em consideração. Nesse ponto, o Ford leva muita vantagem.
Por outro lado, o Renault é bem mais barato, não importando a versão. Com a diferença de preço entre as versões 4x4, por exemplo, provavelmente seria possível pagar o IPVA, o emplacamento e, quem sabe, até o seguro.
Com três anos de garantia para ambos, o primeiro quesito avaliado neste Duelo terminou empatado.
EcoSport S 1.6 16V - R$ 53.490
EcoSport SE 1.6 16V - R$ 56.490
EcoSport FreeStyle 1.6 16V - R$ 59.990 (R$ 63.690 completo)
EcoSport Titanium 1.6 16V - R$ 63.990 (R$ 67.690 completo)
EcoSport SE 2.0 16V Powershift - R$ 63.390
EcoSport FreeStyle 2.0 16V - R$ 62.490 (R$ 66.190 completo)
EcoSport FreeStyle 2.0 16V 4WD - R$ 66.090 (R$ 69.790 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V - R$ 66.490 (R$ 70.190 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V Powershift - R$ 70.890 (R$ 74.590 completo)
X
Duster 1.6 16V - R$ 48.300
Duster Expression 1.6 16V - R$ 50.450
Duster Dynamique 1.6 16V - R$ 54.200
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Manual - R$ 57.850
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Automático - R$ 61.550
Duster Dynamique 2.0 16V 4x4 Manual - R$ 62.050
Resultado: Ford EcoSport 1 x 1 Renault Duster
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| Duster 2.0 tem 138/142 cv de potência |
O Renault Duster possui três opções de câmbio: manual de cinco marchas (1.6), manual de seis marchas (2.0 e 2.0 4x4) e automático de quatro marchas (2.0). Quase igual ao Ford EcoSport: manual de cinco marchas (1.6 e 2.0), manual de seis marchas (2.0 4WD) e manual automatizado de seis marchas (2.0 Powershift).
1.6 16V
Duster e EcoSport possuem a mesma potência com motor 1.6 16V, mas o Ford leva vantagem no torque: 0,5 mkgf maior com gasolina e 0,4 mkgf superior com etanol. Entretanto, o Renault atinge o torque máximo com giro a 500 rpm mais baixo. Os pesos são próximos entre dos dois.
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| EcoSport 2.0 tem 140,5/147 cv de potência |
2.0 16V manual
Com motor 2.0 16V, o EcoSport entrega 2,5 cv a mais com gasolina e 5 cv a mais com etanol. Mas o Duster atinge a potência máxima 750 rpm antes. Além disso, o Renault tem mais torque (0,8 mkgf com gasolina e 1,2 mkgf com etanol), que chega 500 rpm com o giro do mais baixo.
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| Com tração 4x2, Duster leva bons 475 litros no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução |
2.0 16V manual 4x4
Se os dois andam praticamente lado a lado com câmbio manual e tração 4x2, com ligeira vantagem para o Renault, o mesmo acontece quando Duster e EcoSport têm tração 4x4. Os 51 kg extras de peso atrapalharam um pouco o Ford. O Renault tem 3 modos para o acionamento da tração: 4x2 (força nas rodas dianteiras), Auto (um sensor analisa quais rodas precisam de mais força e faz a distribuição automática) e Lock (torna o 4x4 mais "sensível", já que o motorista "avisou" o carro que o terreno é mais complicado, como areia e lama, ao acionar o botão).
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| EcoSport tem apenas 362 litros de espaço no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução |
2.0 16V automático X automatizado
Quando emparelhamos as versões sem o pedal da esquerda, vitória folgada do EcoSport. Seu câmbio manual automatizado, de dupla embreagem e seis marchas, garante desempenho e consumo superior ao ultrapassado conjunto do Duster, com transmissão automática convencional de apenas quatro velocidades - mesmo que o Duster seja um pouco mais leve.
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| Câmbio automático do Duster tem apenas quatro marchas, mas trocas sequenciais são mais legais |
O quesito desempenho poderia terminar empatado, já que o EcoSport venceu com motor 1.6 16V e com o 2.0 automatizado, enquanto o Duster levou a melhor com propulsor 2.0 4x2 e 4x4. Mas a vitória fica com o Ford por causa da média de consumo. Infelizmente não consegui fazer as minhas próprias medições. Mas, de maneira geral, analisando os testes dos colegas da imprensa, o EcoSport bebe menos.
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| Moderno, câmbio do EcoSport tem dupla embreagem e seis marchas, mas trocas sequeniciais são ruins - iG/Reprodução |
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 6.500/5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 15,6/15,9 mkgf (g/e) a 4.250/4.750 rpm
Potência 2.0 16V: 140,5/147 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque 2.0 16V: 18,9/19,7 mkgf (g/e) a 4.250 rpm
Comprimento: 4,241 m
Largura: 1,765 m (2,057 m com retrovisores)
Altura: 1,672 m (1.696 m - Powershift // 1.701 m - 4WD)
Entre-eixos: 2,521 m
Porta-malas: 362 litros
Tanque: 52 litros
Peso 1.6: 1.228 kg (S); 1.249 (SE); 1.243 kg (FreeStyle)
Peso 2.0: 1.302 kg (SE Powershift); 1.275 kg (FreeStyle); 1.404 kg (FreeStyle 4WD); 1.297 kg (Titanium); 1.316 kg (Titanium Powershift);
Consumo 1.6 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada (Quatro Rodas 633)
Consumo 1.6 (etanol): 8,2 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 man (etanol): 6,7 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada (Quatro Rodas 634)
Consumo 2.0 aut (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada (Quatro Rodas 637)
Renault Duster
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.6 16V: 15,1/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Potência 2.0 16V: 138/142 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 2.0 16V: 19,7/20,9 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Altura: 1,660 m (1,700 m com barras no teto)
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros 4x4)
Tanque: 50 litros
Peso 1.6: 1.202 kg (1.6 16V); 1.258 (Expression); 1.258 kg (Dynamique)
Peso 2.0: 1.294 kg (Dynamique), e 1.276 kg (Dynamique aut); 1.353 kg (Dynamique 4x4)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 5,7 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 7 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada (Auto Esporte 11/2011)
Resultado: Ford EcoSport 2 x 1 Renault Duster
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| Duster tem acabamento e painel simples... |
Em termos de espaço interno e para bagagem, o Duster leva a melhor. Cinco adultos podem viajar tranquilos graças às proporções maiores do Renault, que é 7 cm mais comprido, 6 cm mais largo e tem entre-eixos 15 cm mais longo! No porta-malas, as versões 4x2 do Duster comportam bons 475 litros, enquanto a 4x4 leva 400 litros - números superiores aos medianos 362 litros do EcoSport.
Por outro lado, o acabamento do Ford é superior. Não é preciso nem muito esforço para notar. Basta entrar em um e, em seguida, no outro para ver. O Duster é muito simples e precisa evoluir. Seu painel é idêntico ao do Logan e do Sandero - tudo para cortar gastos.
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| ... mas entrega espaço interno superior |
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| Banco, posição de dirigir e acabamento do EcoSport são melhores... |
Mais um empate entre os dois.
Resultado: Ford EcoSport 3 x 2 Renault Duster
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| ... mas espaço interno é inferior, especialmente no banco traseiro |
Este quesito não vale nota, mas o EcoSport é superior. Suas linhas são mais modernas e atraentes, mostrando que a Ford fez bem o dever de casa. O pneu na tampa traseira e a dianteira com uma grade enorme servem para aumentar a robustez do modelo.
E robustez pode ser a melhor palavra para descrever "o que o Duster passa" ao consumidor. Suas linhas simples, com traços mais retos e "musculosos", são bem "parrudas", mas ficaram um pouco antigas ao lado do novo EcoSport. Ficou evidente que o Renault poderia ter o design mais inspirado.
Para fechar este quesito, conversei com quatro mulheres e cinco homens, mostrando três fotos de cada carro, sendo uma da dianteira, uma da traseira e outra do painel. Curiosamente, o único ponto unânime entre os nove foi: o Renault passa a sensação de ser um carro bem mais masculino, enquanto o EcoSport é unissex.
Resumo da Obra
O Renault Duster é maior, mais espaçoso para os ocupantes e para bagagem, além de ser mais barato. Já o Ford EcoSport é bem mais equipado, seguro, com melhor acabamento, e com desempenho e consumo superiores (fazendo uma média geral).
Não foi fácil, mas, pelo conjunto da obra, o EcoSport vence o Duster.
Os pontos que precisam de melhora para o Renault são o acabamento, a segurança, a ergonomia e o consumo, enquanto o Ford precisa ter preços mais baixos, mais espaço para os passageiros (especialmente atrás) e para bagagem e tornar as trocas sequenciais do câmbio mais eficientes e divertidas - o botão na alavanca de câmbio realmente é um atraso.
Se eu fosse escolher um para a minha garagem, seria o EcoSport, principalmente pela posição de dirigir e pela segurança. Mas não gosto do estepe externo, nem preso na tampa do porta-malas (EcoSport), nem abaixo do porta-malas (Duster) - o pneu precisa ficar dentro do carro. Se o Duster tivesse ajuste de profundidade do volante, provavelmente ele teria mais chances de ser o meu carro.
Enquete
Com a pergunta "Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?", a enquete do De 0 a 100 mostrou que a disputa entre Duster e EcoSport é mesmo acirrada. Mas, diferente do resultado final desde Duelo, na pesquisa o Renault levou a melhor, embora eu possa considerar um empate técnico.
Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?
1. Renault Duster - 50 votos (50,50%)
2. Ford EcoSport - 49 votos (49,49%)
Total: 99 votos
Nota do editor
Fazer o levantamento de informações do EcoSport deu um trabalho extra. O site da Ford e os dados de imprensa possuem diferenças que não deveriam existir. Vou citar apenas algumas, como o comprimento do veículo (4,239 m x 4,241 m), equipamentos de série (versão SE tem rodas de aço num lugar e de liga-leve em outro), e assim vai. Mas valeu o esforço.
Fotos: EcoSport: Ford/Divulgação // Duster: Renault/Divulgação
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Vem aí o Duelo entre Ford EcoSport e Renault Duster!
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| Ford/Divulgação e Renault/Divulgação |
Em breve publicarei aqui o esperado Duelo entre o Ford EcoSport e o Renault Duster aqui no De 0 a 100! O material seria publicado na semana passada, mas aguardei a chegada do EcoSport 4WD e do automático para segurar o post por mais alguns dias.
Então, fiquem ligados! E aproveitem para votar na enquete (coluna lateral direita)! Qual dos dois é a melhor compra do Brasil: Ford EcoSport ou Renault Duster?
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Chevrolet divulga mais detalhes do Trax. Será que ele pode bater o EcoSport?
Continuando sua estratégia de divulgar informações de seus lançamentos em doses homeopáticas, a Chevrolet anunciou novos detalhes do Trax, seu futuro anti-EcoSport que será lançado no Brasil em 2013 - talvez com o nome de Enjoy.
Alguns dizem que o modelo ficará no lugar do Captiva, enquanto outros afirmam que o ele ficará abaixo do Captiva (em preço, tamanho e potência), opinião que eu compartilho. Não importa o que acontecer, o Trax tem grande potencial para ocupar uma faixa de mercado ainda pouco explorada pela Chevrolet no Brasil, a dos utilitários compactos, podendo conviver em perfeita harmonia com o Captiva.
Quando for lançado por aqui, o Trax deverá ser equipado com motor 1.8 16V Ecotec (o mesmo do Cruze) e com ar-condicionado, direção assistida, airbag duplo e ABS. Da forma como a Chevrolet vem tratando os seus lançamentos "mais modernos", o Trax custaria cerca de R$ 70.000. Mas a marca deverá abrir o leque, equipando o SUV também com o propulsor 1.6 16V Ecotec, para disputar com as versões 1.6 do Duster e do EcoSport - deixando o 1.8 para "trombar" com as motorizações 2.0 16V dos concorrentes.
Em termos de dimensões, veja como o Trax se compara ao Captiva e aos seus futuros adversários diretos.
Chevrolet Captiva
Comprimento: 4,576 m
Largura: 1,850 m
Entre-eixos: 2,707 m
Porta-malas: 821 litros
Chevrolet Trax (Enjoy)
Comprimento: 4,248
Largura: 1,776 m
Entre-eixos: 2,555 m
Porta-malas: 358 litros
Renault Duster
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros - 4x4)
Ford EcoSport (novo)
Comprimento: 4,24 m
Largura: 1,77 m
Entre-eixos: 2,52 m
Porta-malas: 362 litros
Prestes a ser apresentado oficialmente pela Chevrolet na Europa, durante o Salão de Paris, na França, o utilitário compacto será oferecido com três opções de motores: 1.6 16V Ecotec de 116 cv (muito próximo do Sonic), 1.4i Turbo, de 142 cv e 20,4 mkgf (ambos a gasolina); e 1.7 VCDI a diesel, de 132 cv. As versões turbo e a diesel podem ser equipada com transmissão automática de seis marchas. O Trax terá tração dianteira, mas será possível optar pela 4x4 permanente (AWD).
Ainda no velho continente, o novo Chevrolet contará com controles de tração e estabilidade, freios com sistema ABS com EBD, ar-condicionado, sistema que auxilia a partida em aclives, sistema start/stop e seis airbags desde sua versão LT, a de entrada. As versão mais requintadas terão ainda sistema multimídia MyLink (que inclui navegador, entrada USB, Bluetooth e comando de voz), ar-condicionado automático, cruise control e computador de bordo estão presentes em outras versões.
Produzido na mesma plataforma do Sonic, o Chevrolet Trax será fabrica na San Luis Potosi, no México, e vendido para 140 países.
Ainda é cedo para dizer se o Trax terá sucesso no Brasil. Mas, levando em consideração as altas vendas do Cobalt e a falta do Cruze Sport6 do mercado, sem contar o enorme potencial da minivan Spin (proporcional à sua feiura), o novo utilitário compacto da Chevrolet tem tudo para fazer sucesso por aqui, podendo até desbancar o Ford EcoSport - ou será que estou exagerando?
Alguns dizem que o modelo ficará no lugar do Captiva, enquanto outros afirmam que o ele ficará abaixo do Captiva (em preço, tamanho e potência), opinião que eu compartilho. Não importa o que acontecer, o Trax tem grande potencial para ocupar uma faixa de mercado ainda pouco explorada pela Chevrolet no Brasil, a dos utilitários compactos, podendo conviver em perfeita harmonia com o Captiva.
Quando for lançado por aqui, o Trax deverá ser equipado com motor 1.8 16V Ecotec (o mesmo do Cruze) e com ar-condicionado, direção assistida, airbag duplo e ABS. Da forma como a Chevrolet vem tratando os seus lançamentos "mais modernos", o Trax custaria cerca de R$ 70.000. Mas a marca deverá abrir o leque, equipando o SUV também com o propulsor 1.6 16V Ecotec, para disputar com as versões 1.6 do Duster e do EcoSport - deixando o 1.8 para "trombar" com as motorizações 2.0 16V dos concorrentes.
Em termos de dimensões, veja como o Trax se compara ao Captiva e aos seus futuros adversários diretos.
Chevrolet Captiva
Comprimento: 4,576 m
Largura: 1,850 m
Entre-eixos: 2,707 m
Porta-malas: 821 litros
Chevrolet Trax (Enjoy)
Comprimento: 4,248
Largura: 1,776 m
Entre-eixos: 2,555 m
Porta-malas: 358 litros
Renault Duster
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros - 4x4)
Ford EcoSport (novo)
Comprimento: 4,24 m
Largura: 1,77 m
Entre-eixos: 2,52 m
Porta-malas: 362 litros
Prestes a ser apresentado oficialmente pela Chevrolet na Europa, durante o Salão de Paris, na França, o utilitário compacto será oferecido com três opções de motores: 1.6 16V Ecotec de 116 cv (muito próximo do Sonic), 1.4i Turbo, de 142 cv e 20,4 mkgf (ambos a gasolina); e 1.7 VCDI a diesel, de 132 cv. As versões turbo e a diesel podem ser equipada com transmissão automática de seis marchas. O Trax terá tração dianteira, mas será possível optar pela 4x4 permanente (AWD).
Ainda no velho continente, o novo Chevrolet contará com controles de tração e estabilidade, freios com sistema ABS com EBD, ar-condicionado, sistema que auxilia a partida em aclives, sistema start/stop e seis airbags desde sua versão LT, a de entrada. As versão mais requintadas terão ainda sistema multimídia MyLink (que inclui navegador, entrada USB, Bluetooth e comando de voz), ar-condicionado automático, cruise control e computador de bordo estão presentes em outras versões.
Produzido na mesma plataforma do Sonic, o Chevrolet Trax será fabrica na San Luis Potosi, no México, e vendido para 140 países.
Ainda é cedo para dizer se o Trax terá sucesso no Brasil. Mas, levando em consideração as altas vendas do Cobalt e a falta do Cruze Sport6 do mercado, sem contar o enorme potencial da minivan Spin (proporcional à sua feiura), o novo utilitário compacto da Chevrolet tem tudo para fazer sucesso por aqui, podendo até desbancar o Ford EcoSport - ou será que estou exagerando?
Fotos: Chevrolet/Divulgação
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Alta Roda - Reviravolta à vista
Nove anos pode ter sido um intervalo grande para que surgisse a segunda geração do EcoSport, mas a evolução foi notável. A Ford, em 2003, criou o SUV compacto de tração dianteira e vocação citadina. Cenário da época era de pequenos utilitários desse segmento com tração traseira ou 4x4, a exemplo do Suzuki Jimny ou Pajero TR4, modelos mais pesados e focados no fora de estrada.
Em 2011, a Renault lançou o Duster que desbancou, este ano, a liderança do EcoSport (até então sem rival direto). Mas como esse jogo só termina em 31 de dezembro a tendência é de reviravolta. Depois de 700.000 unidades vendidas, a Ford sabia exatamente o que fazer. Diretrizes de projeto atacaram os pontos fracos que, com o tempo, sobressaíram. O novo modelo tem praticamente o mesmo comprimento – 4,24 m –, porém as dimensões que importam para o espaço interno cresceram: 3 cm, no entre-eixos; 7 cm, na altura; 5 cm na largura.
O ambiente interno mudou bastante. Painel, volante, quadro de instrumentos, eletrônica de bordo, tudo inspirado no New Fiesta, de quem também herdou regulagem de altura e distância do volante, além da direção de assistência elétrica. Há quatro ajustes dos encostos bipartidos do banco traseiro. Até o porta-malas cresceu quase 20%, para 362 l (dado do fabricante).
As linhas externas são ousadas e há carreira de LEDs no contorno dos faróis. Interessante o foco em aerodinâmica (coeficiente de forma é 10% melhor) e diminuição dos ruídos de vento. O estepe continua dependurado na tampa traseira, mais leve de manusear. Agora há apenas um pequeno botão, disfarçado na lanterna, para abrir a tampa.
Motor 1,6 l, 115 cv (etanol) dispõe de bloco de alumínio (Sigma aposentou o Rocam), que, com ajuda de aços especiais na carroceria, conteve a diferença média de peso, em torno de 40 kg, apesar de novos equipamentos. A Ford informa que este propulsor está mais econômico, ganhou o selo “A”, do Inmetro: cidade, 10,2 km/l (gasolina) e 7 km/l (etanol); estrada, 12,2 km/l e 8,4 km/l, respectivamente. A fábrica não declarou o consumo do outro motor disponível.
Ao rodar com o carro, a sensação é mesmo a de outro veículo. Silêncio a bordo, câmbio com engates precisos, direção suave, mas comunicativa e bom comportamento em curvas não deixam nenhuma saudade do antigo EcoSport, em especial do nível de ruído e vibração. As suspensões, no entanto, poderiam ser um pouco mais firmes, em especial para explorar melhor a potência do motor de 2 l, 147 cv (etanol), da versão de topo, Titanium, e opção no Freestyle.
Arquitetura do novo Fiesta colocou muitos recursos de segurança disponíveis: freios ABS e airbags frontais (ambos de série) e, em versões mais caras, airbags laterais e de cortina, controles de trajetória e tração, entre outros. Preços subiram menos de R$ 3.000, como referência média, porém o conteúdo acrescentado supera esse valor. Versões básicas saíram do catálogo. Preços: R$ 53. 490 a R$ 71.490.
Para melhorar: tampa do porta-luvas ao abrir interfere com pernas do ocupante; regulagem do encosto do banco do motorista e visibilidade dianteira e traseira. Em outubro, chega a caixa automatizada de dupla embreagem, seis marchas e, em dezembro, a versão 4x4 com caixa manual, também de seis marchas.
RODA VIVA
VENDAS continuam em crescimento e superaram a barreira de 2 milhões de unidades até julho. Anfavea mantém aposta na sua previsão de crescimento de 4% em 2012, sobre 2011. A sinalização vem de nova queda nos estoques totais de 29 para 27 dias. Isso abre espaço para recuperação da produção em agosto, já que a queda nas exportações parece irreversível.
OTIMISMO no mercado de automóveis e comerciais leves depende da prorrogação do nível mais baixo de IPI para além de 31 de agosto. Declarações do ministro Mantega são de que, “no momento, não há intenção de manter o nível atual do IPI”. Esse filme já foi assistido. Prorrogação ocorrerá no último dia e poderá ir até o final do ano, com outro capítulo em outubro.
BMW Série 3 é o exemplo de como uma nova geração pode atender exigências de mercado sem abalar os dogmas de uma marca. Espaço interno, direção de assistência elétrica e a tela multimídia são pontos de destaque. No 328i, motor turbo de 4 cilindros (245 cv) substituiu o 6-cilindros (218 cv) aspirado e no uso do dia-a-dia ficou melhor, mesmo que o som do motor não seja o mesmo.
TOYOTA iniciou pré-venda do compacto Etios, hatch e sedã, sem solicitar dos interessados qualquer adiantamento financeiro. Entregas, no final de setembro. O carro tem certas soluções que deixam sensação de economia de custos, quando examinado com mais atenção. Foge dos padrões da marca, o que se previa por ser modelo mais barato, porém passou da conta.
RELAÇÃO correta dos 10 mais vendidos na Europa, no primeiro semestre: Golf, Fiesta, Polo, Corsa, Focus, Clio, Astra, Qashqai (Nissan), Mégane e Passat. Nos EUA: Camry, Civic, Altima (Nissan), Accord, Corolla/Matrix, Malibu, Fusion, Focus, Prius e Sonata.
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| Ford/Divulgação |
O ambiente interno mudou bastante. Painel, volante, quadro de instrumentos, eletrônica de bordo, tudo inspirado no New Fiesta, de quem também herdou regulagem de altura e distância do volante, além da direção de assistência elétrica. Há quatro ajustes dos encostos bipartidos do banco traseiro. Até o porta-malas cresceu quase 20%, para 362 l (dado do fabricante).
As linhas externas são ousadas e há carreira de LEDs no contorno dos faróis. Interessante o foco em aerodinâmica (coeficiente de forma é 10% melhor) e diminuição dos ruídos de vento. O estepe continua dependurado na tampa traseira, mais leve de manusear. Agora há apenas um pequeno botão, disfarçado na lanterna, para abrir a tampa.
Motor 1,6 l, 115 cv (etanol) dispõe de bloco de alumínio (Sigma aposentou o Rocam), que, com ajuda de aços especiais na carroceria, conteve a diferença média de peso, em torno de 40 kg, apesar de novos equipamentos. A Ford informa que este propulsor está mais econômico, ganhou o selo “A”, do Inmetro: cidade, 10,2 km/l (gasolina) e 7 km/l (etanol); estrada, 12,2 km/l e 8,4 km/l, respectivamente. A fábrica não declarou o consumo do outro motor disponível.
Ao rodar com o carro, a sensação é mesmo a de outro veículo. Silêncio a bordo, câmbio com engates precisos, direção suave, mas comunicativa e bom comportamento em curvas não deixam nenhuma saudade do antigo EcoSport, em especial do nível de ruído e vibração. As suspensões, no entanto, poderiam ser um pouco mais firmes, em especial para explorar melhor a potência do motor de 2 l, 147 cv (etanol), da versão de topo, Titanium, e opção no Freestyle.
Arquitetura do novo Fiesta colocou muitos recursos de segurança disponíveis: freios ABS e airbags frontais (ambos de série) e, em versões mais caras, airbags laterais e de cortina, controles de trajetória e tração, entre outros. Preços subiram menos de R$ 3.000, como referência média, porém o conteúdo acrescentado supera esse valor. Versões básicas saíram do catálogo. Preços: R$ 53. 490 a R$ 71.490.
Para melhorar: tampa do porta-luvas ao abrir interfere com pernas do ocupante; regulagem do encosto do banco do motorista e visibilidade dianteira e traseira. Em outubro, chega a caixa automatizada de dupla embreagem, seis marchas e, em dezembro, a versão 4x4 com caixa manual, também de seis marchas.
RODA VIVA
VENDAS continuam em crescimento e superaram a barreira de 2 milhões de unidades até julho. Anfavea mantém aposta na sua previsão de crescimento de 4% em 2012, sobre 2011. A sinalização vem de nova queda nos estoques totais de 29 para 27 dias. Isso abre espaço para recuperação da produção em agosto, já que a queda nas exportações parece irreversível.
OTIMISMO no mercado de automóveis e comerciais leves depende da prorrogação do nível mais baixo de IPI para além de 31 de agosto. Declarações do ministro Mantega são de que, “no momento, não há intenção de manter o nível atual do IPI”. Esse filme já foi assistido. Prorrogação ocorrerá no último dia e poderá ir até o final do ano, com outro capítulo em outubro.
BMW Série 3 é o exemplo de como uma nova geração pode atender exigências de mercado sem abalar os dogmas de uma marca. Espaço interno, direção de assistência elétrica e a tela multimídia são pontos de destaque. No 328i, motor turbo de 4 cilindros (245 cv) substituiu o 6-cilindros (218 cv) aspirado e no uso do dia-a-dia ficou melhor, mesmo que o som do motor não seja o mesmo.
TOYOTA iniciou pré-venda do compacto Etios, hatch e sedã, sem solicitar dos interessados qualquer adiantamento financeiro. Entregas, no final de setembro. O carro tem certas soluções que deixam sensação de economia de custos, quando examinado com mais atenção. Foge dos padrões da marca, o que se previa por ser modelo mais barato, porém passou da conta.
RELAÇÃO correta dos 10 mais vendidos na Europa, no primeiro semestre: Golf, Fiesta, Polo, Corsa, Focus, Clio, Astra, Qashqai (Nissan), Mégane e Passat. Nos EUA: Camry, Civic, Altima (Nissan), Accord, Corolla/Matrix, Malibu, Fusion, Focus, Prius e Sonata.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Alta Roda - Líderes do semestre
O tradicional ranking da coluna dessa vez trouxe algumas novas lideranças, já esperadas. SpaceFox e Duster, por exemplo, assumiram em seus segmentos, sem a certeza de manter as posições frente a Weekend e EcoSport, respectivamente.
Por outro lado, o quase eterno líder Gol, mesmo separado do Voyage, ainda conseguiu terminar o semestre à frente da dupla Uno/Mille. O Voyage, isoladamente, manteve-se à frente de Siena/Grand Siena, porém não está seguro até o fim de 2012, na briga à parte dos sedãs.
Segmentos que encolheram muito são as stations pequenas (Parati já sai de cena), as stations médias (fim da Mégane Grand Tour) e os monovolumes médios (Zafira e Xsara Picasso). Restam crossovers médios (Freemont/Journey) que se somam a um segmento esvaziado, com pouca oferta.
Alguns dos novos modelos ainda não puderam aparecer bem na tabela pois estão há pouco tempo no mercado e outros ainda virão no segundo semestre. Será que o novo EcoSport vai terminar à frente do Duster, no final de 2012, e manter-se na liderança desde que inaugurou o segmento dos utilitários compactos em 2003?
Classificação soma hatches/sedãs derivados. Entre-eixos e largura são as principais referências e, em certos casos, preço. Os resultados em porcentuais, compilados por Paulo Garbossa, da ADK, incluem só modelos mais representativos.
Compactos (%): Gol/Voyage, 17; Uno/Mille, 12; Palio/Siena, 11; Fiesta hatch/sedã, 8; Celta/Prisma, 7,8; Fox/CrossFox, 7,1; Corsa/Classic, 6,9; Logan/Sandero, 6,1; March/Versa, 3,2; Cobalt, 3,1; Agile, 2,9; Ka, 2,6; Punto/Linea, 2; 207 hatch/sedã, 1,9; C3/DS3, 1,4; City, 1,11; Clio/Symbol, 1,1. Dupla Gol/Voyage pode avançar mais.
Médios-compactos (%): Corolla, 16; Cruze hatch/sedã, 14; Civic, 13,7; Golf/Jetta, 11,6; Focus hatch/sedã, 9; i30, 6; 307/308/408, 5,7; Fluence, 4,7; C4/Pallas, 3,9; Sentra, 3,2. Cruze ameaça o Corolla.
Médios-grandes (%): Fusion, 22; Sonata, 21,7; Azera, 19; Mercedes C, 12. Fusion, mais acossado.
Grandes (%): Mercedes E/CLS, 29; Cadenza, 26; 300 C, 21; BMW 5/6, 12. Classe E/CLS virou o jogo.
Topo (%): BMW 7, 51; Panamera, 31; Bentley Continental, 6. BMW é novo líder.
Stations pequenas (%): SpaceFox, 49; Palio Weekend, 38; Parati, 8. SpaceFox passou Weekend, sem consolidar.
Stations medias/crossovers (%): Freemont, 42; Mégane Grand Tour, 40; Journey, 7. Segmento encolhido.
Monovolumes pequenos (%): Fit, 29; Idea, 21; C3 Picasso/Aircross, 18. Fit aumentou a vantagem.
Monovolumes médios (%): Zafira, 39; Xsara/C4 Picasso, 37; J6, 17. Outro segmento em crise.
Picapes pequenas (%): Strada, 47; Saveiro, 28; Montana, 20. Strada inabalável.
Picapes médias (%): S10, 28; Hilux, 22; L200/Triton, 15. S10 continua firme.
Utilitários esporte sub/pequenos (%): Duster, 20; EcoSport, 16; Tucson/ix35, 15. Duster não consolidado.
Utilitários esporte médios (%): Captiva, 33; Hilux, 24; Sorento, 22. Captiva ainda na frente.
Utilitários esporte grandes (%): Pajero Full/Dakar, 38; Edge, 28; Discovery, 9. Pajero com folga.
Esportivo (%): Veloster, 89; Mercedes SLK, 6; Peugeot RCZ, 4. Preço define o Veloster.
Esporte (%): Camaro, 47; Mustang, 21; Corvette, 8. Camaro segue à frente.
RODA VIVA
EMBORA sem confirmar que modelos lançará com o financiamento obtido do BNDES, a Volkswagen terá mais uma novidade, além do esperado Up, da classe de novos subcompactos anabolizados com motores de três cilindros. Trata-se da versão sedã do novo Polo, chamado Vento. Nada a ver com o Vento vendido na Argentina, nome do Jetta lá.
SINAL positivo para as vendas, bastante dependentes de financiamentos. Taxa de prestamistas com atrasos entre 1 e 90 dias recuou ao longo de junho. Indicador utilizado para inadimplência leva em conta atrasos superiores a 90 dias e, hoje, está em nível recorde de 6,1%, no caso de veículos. A tendência, assim, é de o índice de inadimplência começar a cair.
BOM espaço interno, sem dimensões externas exageradas, é um dos destaques da versão de sete lugares do monovolume Spin. Última fileira de assentos não garante conforto para dois adultos de média estatura, nem espaço para bagagem (mesmo com estepe estreito) além de 162 litros. Motor 1,8/108 cv e câmbio automático são suficientes, sem empolgar.
ABEIVA, associação dos importadores que não têm fábricas aqui, prevê segundo semestre mais difícil que o primeiro. Vendas reagiram pouco, mesmo após a diminuição do IPI, no fim de maio. Queda semestral até agora é de 22%, em relação a 2011, e no fim do ano pode ir a 40%. Há expectativa de cotas de importação. BMW e Land Rover estão à espera disso para anunciar produção brasileira.
SETOR de autopeças mantém investimentos, apesar de empecilhos para a produção de veículos aumentar. Ocorre em razão das dificuldades de exportar e da importação de Argentina e México (no caso, agora limitadas por cota em valores). A empresa francesa Faurecia, por exemplo, acaba de inaugurar, em Limeira (SP), a maior fábrica de escapamentos da América do Sul.
Por outro lado, o quase eterno líder Gol, mesmo separado do Voyage, ainda conseguiu terminar o semestre à frente da dupla Uno/Mille. O Voyage, isoladamente, manteve-se à frente de Siena/Grand Siena, porém não está seguro até o fim de 2012, na briga à parte dos sedãs.
Segmentos que encolheram muito são as stations pequenas (Parati já sai de cena), as stations médias (fim da Mégane Grand Tour) e os monovolumes médios (Zafira e Xsara Picasso). Restam crossovers médios (Freemont/Journey) que se somam a um segmento esvaziado, com pouca oferta.
Alguns dos novos modelos ainda não puderam aparecer bem na tabela pois estão há pouco tempo no mercado e outros ainda virão no segundo semestre. Será que o novo EcoSport vai terminar à frente do Duster, no final de 2012, e manter-se na liderança desde que inaugurou o segmento dos utilitários compactos em 2003?
Classificação soma hatches/sedãs derivados. Entre-eixos e largura são as principais referências e, em certos casos, preço. Os resultados em porcentuais, compilados por Paulo Garbossa, da ADK, incluem só modelos mais representativos.
Compactos (%): Gol/Voyage, 17; Uno/Mille, 12; Palio/Siena, 11; Fiesta hatch/sedã, 8; Celta/Prisma, 7,8; Fox/CrossFox, 7,1; Corsa/Classic, 6,9; Logan/Sandero, 6,1; March/Versa, 3,2; Cobalt, 3,1; Agile, 2,9; Ka, 2,6; Punto/Linea, 2; 207 hatch/sedã, 1,9; C3/DS3, 1,4; City, 1,11; Clio/Symbol, 1,1. Dupla Gol/Voyage pode avançar mais.
Médios-compactos (%): Corolla, 16; Cruze hatch/sedã, 14; Civic, 13,7; Golf/Jetta, 11,6; Focus hatch/sedã, 9; i30, 6; 307/308/408, 5,7; Fluence, 4,7; C4/Pallas, 3,9; Sentra, 3,2. Cruze ameaça o Corolla.
Médios-grandes (%): Fusion, 22; Sonata, 21,7; Azera, 19; Mercedes C, 12. Fusion, mais acossado.
Grandes (%): Mercedes E/CLS, 29; Cadenza, 26; 300 C, 21; BMW 5/6, 12. Classe E/CLS virou o jogo.
Topo (%): BMW 7, 51; Panamera, 31; Bentley Continental, 6. BMW é novo líder.
Stations pequenas (%): SpaceFox, 49; Palio Weekend, 38; Parati, 8. SpaceFox passou Weekend, sem consolidar.
Stations medias/crossovers (%): Freemont, 42; Mégane Grand Tour, 40; Journey, 7. Segmento encolhido.
Monovolumes pequenos (%): Fit, 29; Idea, 21; C3 Picasso/Aircross, 18. Fit aumentou a vantagem.
Monovolumes médios (%): Zafira, 39; Xsara/C4 Picasso, 37; J6, 17. Outro segmento em crise.
Picapes pequenas (%): Strada, 47; Saveiro, 28; Montana, 20. Strada inabalável.
Picapes médias (%): S10, 28; Hilux, 22; L200/Triton, 15. S10 continua firme.
Utilitários esporte sub/pequenos (%): Duster, 20; EcoSport, 16; Tucson/ix35, 15. Duster não consolidado.
Utilitários esporte médios (%): Captiva, 33; Hilux, 24; Sorento, 22. Captiva ainda na frente.
Utilitários esporte grandes (%): Pajero Full/Dakar, 38; Edge, 28; Discovery, 9. Pajero com folga.
Esportivo (%): Veloster, 89; Mercedes SLK, 6; Peugeot RCZ, 4. Preço define o Veloster.
Esporte (%): Camaro, 47; Mustang, 21; Corvette, 8. Camaro segue à frente.
RODA VIVA
EMBORA sem confirmar que modelos lançará com o financiamento obtido do BNDES, a Volkswagen terá mais uma novidade, além do esperado Up, da classe de novos subcompactos anabolizados com motores de três cilindros. Trata-se da versão sedã do novo Polo, chamado Vento. Nada a ver com o Vento vendido na Argentina, nome do Jetta lá.
SINAL positivo para as vendas, bastante dependentes de financiamentos. Taxa de prestamistas com atrasos entre 1 e 90 dias recuou ao longo de junho. Indicador utilizado para inadimplência leva em conta atrasos superiores a 90 dias e, hoje, está em nível recorde de 6,1%, no caso de veículos. A tendência, assim, é de o índice de inadimplência começar a cair.
BOM espaço interno, sem dimensões externas exageradas, é um dos destaques da versão de sete lugares do monovolume Spin. Última fileira de assentos não garante conforto para dois adultos de média estatura, nem espaço para bagagem (mesmo com estepe estreito) além de 162 litros. Motor 1,8/108 cv e câmbio automático são suficientes, sem empolgar.
ABEIVA, associação dos importadores que não têm fábricas aqui, prevê segundo semestre mais difícil que o primeiro. Vendas reagiram pouco, mesmo após a diminuição do IPI, no fim de maio. Queda semestral até agora é de 22%, em relação a 2011, e no fim do ano pode ir a 40%. Há expectativa de cotas de importação. BMW e Land Rover estão à espera disso para anunciar produção brasileira.
SETOR de autopeças mantém investimentos, apesar de empecilhos para a produção de veículos aumentar. Ocorre em razão das dificuldades de exportar e da importação de Argentina e México (no caso, agora limitadas por cota em valores). A empresa francesa Faurecia, por exemplo, acaba de inaugurar, em Limeira (SP), a maior fábrica de escapamentos da América do Sul.
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