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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Alta Roda - De volta para o futuro

Mercedes-Benz/Divulgação
Filmes de ficção científica encantam quem gosta de visão antecipada dos avanços que reservam o futuro. Pois os carros de topo de linha são provas de que o futuro deixa às vezes de ser ficção, embora inalcançável para a maioria dos mortais. Mas há um consolo: algumas dessas novidades um dia cairão de preço com progresso das pesquisas, novos materiais e processos. Computadores de bordo, controles de trajetória, freios ABS e navegadores GPS pareciam inacessíveis faz pouco tempo.

Exemplo de transformação em realidade é o novo Mercedes-Benz Classe S, que chegará ao Brasil no fim do ano, na faixa dos R$ 800 mil. Sua première mundial (estática) em Hamburgo, Alemanha, semana passada, teve show à altura dentro da fábrica de aviões Airbus. Para descrever o modelo-símbolo da marca necessitam-se 150 páginas, em DVD; manual do proprietário seria confundido com um livro.

Difícil selecionar tópicos mais importantes entre tantos. Trata-se do primeiro automóvel a dispensar lâmpadas: há quase 500 LEDs (diodos de luz), dos quais 56 só para os faróis. Uma estereocâmera (tridimensional) avalia desníveis e buracos no pavimento à frente e comanda adaptação prévia das suspensões a ar. Essa câmera, em conjunto com sensores e radares, detecta, além de pedestres e outros obstáculos, o tráfego em cruzamentos, dia ou noite, para evitar ou mitigar acidentes. Estabilizador de velocidade mantém distância de segurança – acelera, freia, para e arranca – e segue o veículo da frente até em curvas de raio longo, sempre dentro da faixa de rodagem, ao atuar no volante de forma autônoma.

Novo Classe S foi construído de trás para frente, a partir da versão de entre-eixos longo, tal o nível de conforto e segurança. Poltrona traseira diagonal à do motorista inclina até 43 graus, tem suporte integral para pernas, aquecimento nos apoios de braços e 14 atuadores para massagem nas costas. Além de cinto de segurança inflável, há algo como airbag de assento que limita, em caso de acidente, o corpo escorregar por baixo do cinto, mesmo que o passageiro esteja adormecido.

Entre as amenidades, sistema ativo de perfumar o habitáculo sem saturar o ambiente, comando de várias funções por meio de telefone inteligente ou tablete e duas mesas de apoio rebatíveis no console central traseiro, além de sistema de áudio com 24 alto-falantes e 1.540 W de potência.

Privilégios também na parte da frente, com duas grandes telas de 12,3 polegadas, uma delas só para o quadro de instrumentos. E mais segurança: os cintos afastam motorista e passageiro da direção do impacto frontal; freio de estacionamento é acionado em caso de iminente colisão traseira para minimizar o efeito chicote sobre a coluna cervical de todos os ocupantes.

Em estilo, manteve o caráter evolutivo, embora a grade frontal maior lhe dê personalidade. São só dois cm a mais de comprimento (versão de entre-eixos curto), mas “emagreceu” 100 kg. Coeficiente aerodinâmico surpreende – apenas 0,24 –, mas, em breve, alcançará 0,23 com um pacote opcional de menor consumo/emissões. Motores vão de 258 cv a 456 cv, já enquadrados na próxima e ainda mais rigorosa legislação europeia antipoluição.

RODA VIVA

ESTRATÉGIA clara das marcas francesas: antecipar os sedãs novos frente aos hatches. Substituto do C4 Pallas (nome vai mudar para Lounge ou outro, em estudo) chega logo no segundo semestre, seguido pelo sucessor do Logan, igual ao já disponível na Europa. Respectivos hatches, C4 e Sandero, só no início de 2014. Este último tem mais fôlego de vendas até lá.

REPOSICIONAMENTOS de preços continuam para defender posições de mercado. Toyota recheou versão intermediária do Corolla em tentativa de deter avanço do Civic. Já a Ford acrescentou ar-condicionado ao Ka, o que o tornou o mais barato modelo com esse equipamento entre automóveis pequenos. Veterano Mille retomou a coroa de nacional mais acessível por R$ 21.990.
Volkswagen/Divulgação
VOLKSWAGEN também mexeu no líder de vendas do mercado. Enquanto o todo novo subcompacto up! é esperado para início de 2014, a marca se defende das investidas dos rivais com Gol Rallye e Track, versões especiais de suspensões (mais) elevadas. Primeiro tem motor de 1,6 L e o segundo, de 1 L, ambos bem equipados. Preços puxados de R$ 48.580 e R$ 33.060, respectivamente.

LIFAN, marca chinesa agora divorciada do sócio brasileiro Effa, coloca suas apostas na montagem uruguaia do X60, SUV compacto anabolizado. Manteve a fórmula oriental de combinar máximo de recheio a preço baixo: R$ 52.777. Inclui até navegador GPS, além de material de acabamento longe do rústico. Estilo agrada e motor de 1,8 L/128 cv/16v está de bom tamanho.

SEGUNDO a Anfavea, mercado brasileiro é disputado por 1.220 modelos e versões de 54 marcas, entre nacionais e importadas (somados caminhões e ônibus, 62 marcas e 1.744 opções). Nesse nível de oferta, os dias de estoques em fábricas, importadoras e concessionárias terão que crescer para algo em torno de 30 a 35 dias.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Correndo atrás do prejuízo, Ford prepara 18 lançamentos para o Brasil em 2013

Novo Focus
Há um pouco mais de um ano, eu perguntei aqui no De 0 a 100: Por que a Ford não emplaca no Brasil? Dei três justificativas principais: falta de um Ka quatro portas; veículos interessantes muito caros (New Fiesta, Focus, Fusion e Edge); e falta de opções variadas entre R$ 24.000 e R$ 47.000 (só Ka 1.0 e 1.6, Fiesta hatch 1.0 e 1.6, Fiesta Sedan 1.0 e 1.6 e Courier 1.6). Pois bem, parece que a marca norte-americana percebeu que estava ficando para trás e anunciou que, em 2013, deverá fazer 18 lançamentos no Brasil (entre carros e caminhões).

Veja os 36 anos do Ford Fiesta em apenas 1:25s

Quem deu esta bela notícia foi o presidente da Ford no Brasil, Steven Armstrong. Entre as novidades, podemos esperar os novos Ka (hatch e sedã); (New) Fiesta (hatch e sedã) e Focus (hatch e sedan) - estes últimos já mostrados oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo.
New Fiesta nacional - Fotos: Ford/Divulgação
Não custa lembrar que, em 2012, tivemos os lançamentos dos novos EcoSport, Fusion e Ranger. Com a nova família Ka e a nacionalização do New Fiesta, o atual Fiesta Rocam deve dar adeus num futuro não muito distante, assim como o nosso Ka.

Segundo Armstrong, até 2015 serão investido no país R$ 4,5 bilhões, sendo que a planta de motores e transmissões de Taubaté (SP) será ampliada com o investimento de R$ 500 milhões; a fábrica de São Bernardo do Campo (SP) receberá R$ 800 milhões (provavelmente para a produção de um novo veículo); e, em Camaçari (BA), será erguida a nova fábrica de motores, com custo estimado em R$ 400 milhões.

Para encerrar, entre os "não carros" previstos na lista de 18 lançamentos, devemos ter a sexta geração do Ford Transit e um caminhão extrapesado.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Chevrolet prepara o substituto do Celta, enquanto a Ford põe novo Ka no forno

Lançado em 2000, Celta será substituído até 2015 - Chevrolet/Divulgação
A Chevrolet já trabalha a passos largos para lançar o substituto do Celta no Brasil. O modelo chegaria até 2015 para fazer frente ao Volkswagen Up! e ao novo compacto que a Fiat está preparando. Outro concorrente seria o novo Ka, que a Ford também já se move para lancá-lo por aqui até 2014.

A intenção da GM é ter um carro com baixo custo de produção, com preços atraentes (cerca de R$ 25.000) e nível de equipamentos e conforto competitivos para o segmento. O motor do futuro "Celtinha" seria o novo 1.0 de três cilindros - como o do HB20 da Hyundai, do Picanto da Kia e do próprio Up!.

Se o novo Chevrolet tiver um pouco mais de conforto e sofisticação e um volante que não seja torto como o do Celta, já será um grande avanço! O modelo teria cerca de 3,50 m a 3,60 m de comprimento, mais ou menos o mesmo tamanho do Fiat 500. O Chevrolet Spark, eterno candidato a novo Celta, mede 3,64 m de comprimento.

Não é novidade para ninguém que a Chevrolet está renovando toda a sua linha de carros no Brasil. Astra, Astra Sedan, Corsa, Corsa Sedan, Meriva, Zafira, Vectra, Vectra GT e a velha S10 já se foram, enquanto a cova do Prisma já está pronta para ser fechada. Chegaram Sonic, Sonic Sedan, Cobalt, Spin, Cruze, Cruze Sport6, nova S10 e mais recentemente o Onix. O próximo da fila será o Onix Sedan, no início de 2013, que deve mesmo se chamar Prisma.

Pelos lados da Ford, a nova geração do Ka seria produzida em Camaçari, na Bahia, e usaria a mesma plataforma do EcoSport. Por isso o New Fiesta, que muda de geração no início do ano que vem, conforme anuncio (e exibição) da marca no Salão do Automóvel de São Paulo, será transferido para a fábrica da Ford em São Bernardo do Campo (SP).

O novo Ka terá duas grandes novidades quando for lançado: motor 1.0 de três cilindros, que será montado na fábrica de Taubaté (SP), e a esperada carroceria de quatro portas, que até hoje, inexplicavelmente, nunca foi lançada pela marca - um erro absurdo de estratégia de mercado na minha opinião. A última novidade será o Ka Sedan, também previsto para ser lançado.
Ford New Fiesta hatch reestilizado - Ford/Divulgação
A fabricação do New Fiesta reestilizado no Brasil fará muito bem ao Fusion, já que a Ford aliviará sua cota de importaçãodo México .

 Fonte: Estadão

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Confira os carros mais fáceis e difíceis de serem roubados no Brasil. Chineses são uma vergonha

Chevrolet Cruze LTZ foi eleito o mais seguro do país de acordo com a Cesvi - Chevrolet/Divulgação
Deixando um pouco os posts sobre as novidades do Salão do Automóvel de São Paulo de lado, o Centro de Experimentação e Segurança Viária, mais conhecido como Cesvi Brasil lançou, na semana passada, a primeira edição do seu Índice de Furto - o nome já é auto-explicativo.

A Cesvi avaliou as 118 versões dos 20 modelos mais vendidos do Brasil, além de automóveis das marcas chinesas Chery e Jac Motors.A pontuação variava entre 0 a 5 estrelas. A boa notícia foi que nenhum veículo ficou com zero. A má notícia foi que nenhum tirou nota máxima.
Ford Ka Sport 1.6 ficou em segundo lugar com entre os mais seguros - Ford/Divulgação
O objetivo é medir a vulnerabilidade dos veículos a partir dos itens de segurança instalados: alarme (se tinham ou não de série); trava de volante (se tinham ou não de série); vidro lateral laminado (se tinham ou não de série no Brasil - esse item foi o calcanhar de Aquiles do veículos analisados, já que ele opcional - por isso nenhum modelo recebeu 5 estrelas); imobilizador (se tinham ou não de série e de que tipo); a localização da bateria (quanto mais difícil acessá-la, mais difícil roubar o veículo); e o tipo de chave utilizada. Cada item tem um peso específico na análise:

Chaves - 35%
Alarme - 25%
Imobilizador - 20%
Vidro laminado - 10%
Localizador de bateria - 5%
Trava no volante - 5%

Resultado
Os principais interessados nestes dados são as seguradoras, que podem analisar os resultados para reduzir ou aumentar o valor das apólices. Mas as informações são interessantes para qualquer pessoa.
J3 foi muito mal na pesquisa - Jac Motors/Divulgação
O veículo mais seguro foi o Chevrolet Cruze na sua versão topo de linha LTZ, com 4,5 estrelas. O segundo colocado foi o Ford Ka Sport 1.6, com 3,5 estrelas, na sua versão menos vendida - o Ka 1.0 ficou em quarto (2,5 estrelas).

Do outro lado da tabela temos os chineses da Jac Motors J3, J3 Turin, J5, J6 e o QQ da Chery, que receberam meia estrela cada um. Definitivamente os chineses precisam melhorar.
Outro chinês que se deu mal foi o QQ da Chery - Chery/Divulgação
Mas outros carros mais conhecidos e consagrados também precisam evoluir, como os Fiat Uno e Mille e os Chevrolet Celta e Classic.

Os mais seguros

Chevrolet Cruze LTZ 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P: 4,5 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Presencial
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • O modelo é dotado com o imobilizador e a chave dos tipos mais seguros.
  • *: O Cruze LT 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P recebeu apenas 3 estrelas porque a sua chave é de segredo interno, segundo tipo mais inseguro de acordo com a Cesvi Brasil.

Ford Ka SPORT 1.6 FLEX MECÂNICO 8V 3P: 3,5 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo externo circular
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo circular é apenas o terceiro tipo mais seguro de chave. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Honda Civic (todas as versões): 3 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo interno
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo interno é o segundo tipo menos inseguro. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Chevrolet Cobalt (LT e LTZ 1.4): 3 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo interno
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo interno é a segunda menos segura. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Honda Fit (todas as versões): 3 estrelas
  • Alarme de série: Sim
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Criptografado
  • Chave: Segredo interno
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo interno é a segunda menos segura. 
  • O imobilizador criptografado é o tipo mais seguro.

Os menos seguros

Chery QQ 1.1L ACTECO GASOLINA 5P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J6 2.0 16V DOHC 4P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J5 1.5 16V DOHC VVT 4P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J3 Turin 1.4 16V DOHC VVT 4P: 0,5 estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

JAC J3 1.4 16V DOHC VVT 5P: meia estrela
  • Alarme de série: Não
  • Trava de volante de série: Sim
  • Imobilizador: Não há
  • Chave: Segredo externo
  • Acesso à bateria: Difícil
  • Vidros laterais laminados de série: Não
  • A chave de segredo externo é o tipo menos seguro

Confira a lista completa

1º Lugar - 4,5 estrelas
GM Cruze LTZ 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P

2º Lugar - 3,5 estrelas
Ford Ka SPORT 1.6 FLEX MECÂNICO 8V 3P

3º lugar - 3 estrelas
Honda Civic LXS 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda Civic LXL 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda Civic EXS 1.8 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
GM Cobalt LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
GM Cobalt LTZ 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
GM Cruze LT 1.8 16V ECOTEC FLEX 4P
Honda FIT DX 1.4 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT LX 1.4 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT EX 1.5 16V SOHC i-VTEC Flex 4P
Honda FIT EXL 1.5 16V SOHC i-VTEC Flex 4P

4º lugar - 2,5 estrelas
GM Agile LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 5P
GM Agile LTZ 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 5P
Chery Cielo Hatch 1.6L ACTECO GASOLINA 4P
Chery Cielo Sedan 1.6L ACTECO GASOLINA 5P
Volkswagen Crossfox 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Crossfox 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Chery Face 1.3L 16V ACTECO FLEXFUEL 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L BASE FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.6L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.0L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta ROCAM 1.6L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L BASE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.6L FLY FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.0L PULSE FLEX 5P
Ford Fiesta Sedan ROCAM 1.6L PULSE FLEX 5P
Ford Ka 1.0 ROCAM FLEX MECÂNICO 8V 3P
Nissan March 1.6SV 16V FLEX 5P
Nissan March 1.6SR 16V FLEX 5P
Chery S18 1.3L 16V ACTECO FLEXFUEL 5P
Renault Sandero EXPRESSION 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero GT LINE 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero PRIVILÈGE 1.6 HI-TORQUE 8V 5P
Renault Sandero PRIVILÈGE 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 5P
Renault Sandero Stepway 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 5P
Chery Tiggo 2.0L 16V ACTECO GASOLINA 5P

5º lugar - 2 estrelas
Toyota Corolla XLi 1.8 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla GLi 1.8 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla XEi 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla Altis 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P
Toyota Corolla XRS 2.0 Dual VVT-i 16V DOHC Flex 4P

6º lugar - 1,5 estrela
GM Cobalt LS 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
Volkswagen Fox 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 3P
Volkswagen Fox 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox 1.6 BLUEMOTION TOTALFLEX 8V 5P
Volkswagen Fox PRIME 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Fox PRIME 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Fiat Grand Siena ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Grand Siena ESSENCE 1.6 FLEX MECÂNICO 16V 4P
Fiat Grand Siena ESSENCE 1.6 FLEX DUALOGIC 16V 4P
Fiat Grand Siena TETRAFUEL 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Nissan March 1.0 16V FLEX 5P
Nissan March 1.0S 16V FLEX 5P
Nissan March 1.6S 16V FLEX 5P
Volkswagen Novo Gol 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol POWER 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 5P
Volkswagen Novo Gol POWER 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 5P
Fiat Novo Palio ATTRACTIVE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Palio ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Palio ESSENCE 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Novo Palio ESSENCE 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Novo Palio SPORTING 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Novo Palio SPORTING 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Palio FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Palio FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 5P
Fiat Punto ATTRACTIVE 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Punto ESSENCE 1.6 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Punto ESSENCE 1.6 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Punto SPORTING 1.8 16V FLEX MECÂNICO 16V 5P
Fiat Punto SPORTING 1.8 16V FLEX DUALOGIC 16V 5P
Fiat Punto T-JET 1.4 TURBO GASOLINA MECÂNICO 16V 5P
Renault Sandero EXPRESSION 1.0 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero AUTHENTIQUE 1.0 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero Stepway 1.6 HI-FLEX 16V 5P
Renault Sandero Stepway RIP CURL 1.6 HI-FLEX 16V 5P
Fiat Siena EL 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Siena EL 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.0 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage COMFORTLINE 1.6 MI TOTAL FLEX 8V 4P
Volkswagen Voyage COMFORTLINE 1.6 MI I-MOTION TOTAL FLEX 8V 4P

7º Lugar - 1 estrela
GM Celta LS 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 3P
GM Celta LS 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 5P
GM Celta LT 1.0 VHCE FLEXPOWER MECÂNICO 8V 5P
GM Classic LS 1.0 FLEXPOWER 4P
Volkswagen Gol G4 1.0 TOTAL FLEX 2P
Volkswagen Gol G4 1.0 TOTAL FLEX 5P
Volkswagen Gol G4 1.0 ECOMOTION TOTAL FLEX 2P
Volkswagen Gol G4 1.0 ECOMOTION TOTAL FLEX 5P
Renault Logan AUTHENTIQUE 1.0 HI-FLEX 16V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.0 HI-FLEX 16V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.6 HI-TORQUE 8V 4P
Renault Logan EXPRESSION 1.6 HI-FLEX AUTOMÁTICO 16V 4P
Fiat Novo Uno VIVACE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 3P
Fiat Novo Uno VIVACE 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno ECONOMY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 3P
Fiat Novo Uno ECONOMY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno WAY 1.0 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno WAY 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
Fiat Novo Uno SPORTING 1.4 FLEX MECÂNICO 8V 5P
GM Prisma LT 1.4 ECONO.FLEX MECÂNICO 8V 4P
Fiat Uno MILLE FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Uno MILLE FIRE ECONOMY 1.0 FLEX 5P
Fiat Uno MILLE WAY ECONOMY 1.0 FLEX 3P
Fiat Uno MILLE WAY ECONOMY 1.0 FLEX 5P

8º lugar - 0,5 estrela
JAC J3 1. 4 16V DOHC VVT 5P
JAC J3 Turin 1. 4 16V DOHC VVT 4P
JAC J5 1. 5 16V DOHC VVT 4P
JAC J6 2.0 16V DOHC 4P
Chery QQ 1.1L ACTECO GASOLINA 5P

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Alta Roda - Da pesquisa à prática

Congressos e seminários técnicos que integram os calendários anuais de eventos da indústria automotiva passam a desempenhar um novo papel. O regime Inovar-Auto, criado pelo governo para o período 2013-2017, mas que certamente irá além, estimula pesquisas no país. Aqueles fóruns deverão focar também no que estiver ao alcance do bolso dos motoristas.

O Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea 2012) teve sua pauta estudada, como sempre, com antecedência a fim de atrair trabalhos técnicos e palestrantes. O tema desse ano -- transporte e trânsito mais sustentáveis - centrou-se em problemas de infraestrutura com ênfase na ampliação do transporte urbano sobre trilhos.

São Paulo, maior cidade do país, tem apenas 74 km de metrô, porém dobrará sua extensão em quatro anos. Alternativa do monotrilho suspenso, solução mais barata e rápida de construir, adicionará 64 km. Estudos indicam que dois terços dos motoristas trocariam automóveis pelo transporte público confiável, confortável e rápido.

Redução de acidentes também foi abordado no Simea 2012. Fabricantes no exterior trabalham com o conceito de segurança integral: freios inteligentes e sinalização de alerta capaz de detectar motociclistas e ciclistas nos pontos cegos dos veículos.

O 21º Congresso da SAE Brasil, no início de outubro e uma semana após o Simea, conseguiu adaptar algumas pautas ao iminente anúncio do novo regime automotivo. Economia de combustível, um dos pontos importantes na evolução dos automóveis aqui fabricados, valoriza recursos como o sistema desliga-liga o motor.

Há duas evoluções prontas no exterior: desligar o motor já abaixo de 20 km/h, mais útil em cidades, e o desligamento do motor e da transmissão, sob certas condições, em estrada. Mesmo na versão básica, o potencial de economia pode chegar a 13% no trânsito urbano pesado.

No entanto, consumo regulamentado representa média ponderada (ou combinada) cidade-estrada e a diminuição homologada fica em torno de 4%, o que exigirá muito esforço ainda. Redução no peso do carro e do motor é outra estratégia admitida.

A injeção direta de combustível, pelo custo difícil de diluir nos modelos de menor preço, pode demorar. Falta o desenvolvimento para os motores flex ao consumir 100% de etanol (E100), embora disponível nos países que utilizam E85 (15% de gasolina). Turbocompressores também ajudarão na redução de cilindrada/consumo, processo conhecido por downsizing. No passado foram usados até em motores de 1 litro. Agora o foco passou da potência maior ao consumo menor.

Na exposição do Congresso SAE várias tecnologias foram apresentadas. Entre elas as manobras de estacionamento automáticas em que o motorista só precisa introduzir alguns comandos. E, em breve, a novidade: poderá sair dele e, ao toque de um botão, o automóvel estacionará sem dificuldade, mesmo em vagas transversais típicas das garagens e estacionamentos apertados.

Os abrangentes painéis de apresentações e debates deram mostra, já nessa edição, que congressos e simpósios deverão se concentrar na discussão de aplicações práticas, sem deixar de lado o aspecto de pesquisa pura ainda pouco estruturada e valorizada no Brasil. De alguma forma, isso terá de acontecer.

RODA VIVA

FUTURO Ford Ka, a produzir na unidade de Camaçari (BA), será diferente do Ka europeu. Deverá ter um pouco mais de espaço, porém não se afastará muito em estilo, dentro do conceito da marca de unificação mundial dos projetos. Aqui, haverá uma versão sedã quatro-portas, logo depois do lançamento do hatch, previsto para o primeiro trimestre de 2014.

RENAULT admite que houve mal-entendido em relação aos seus motores Hi-Flex. Eles não dispõem de gerenciamento eletrônico específico para rodarem nos países vizinhos, com zero de etanol na gasolina. Podem circular por lá, sem problemas, mesmo em viagens longas, porém não de forma permanente. Motores exportados para lá têm calibração específica.

CRISE de vendas na Europa e prejuízos acumulados devem levar a PSA Peugeot Citroën e a subsidiária alemã da GM, a Opel, a ampliar acordos de produção e até se fundir, como se especula. Em outro movimento, Volkswagen estuda criar uma nova submarca, específica para países de menor poder aquisitivo.

MUITOS desses países puxam, hoje, a demanda mundial de automóveis. Estratégia da Renault e da GM, com produtos mais simples, bom espaço interno e preços em conta, têm conquistado compradores. O Brasil está dentro desse cenário, embora para vender aqui sejam necessários airbags e ABS de série, a partir de 2014. O que não exatamente é um problema.

CERTAS pegadinhas na internet (os "hoaxes") fazem muitos acreditarem em coisas absurdas. Lojistas orientam quem compra um extintor de incêndio a retirar o plástico que o envolve, sob pena de multa. Não existe penalização prevista para isso. Apenas para facilitar a leitura do manômetro do extintor pode-se afastar ou rasgar o plástico em volta, sem obrigação de fazê-lo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fila para comprar carro já dura 90 dias

Os consumidores da capital paulista estão enfrentando filas de espera para comprar modelos populares de carros, de até R$ 35 mil. Há filas porque, com o desconto do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), aumentou muito a procura, mas a produção não acompanhou esse movimento.

Governo descarta prorrogar IPI reduzido para carros, diz Mantega

Com a demora, dependendo do modelo que o cliente escolher, já poderá ficar sem o desconto do IPI, que vai até o dia 31 deste mês - segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não deverá ser prorrogado

Na Nissan, o modelo mais barato, o March 1.0, demora até 90 dias em uma concessionária da zona sul consultada pela reportagem.

Na Ford, a espera também é grande. O Ford Ka e o Fiesta, tanto nas versões básicas como nas completas, só são entregues após 30 dias, segundo vendedores de duas concessionárias da capital. Nas concessionárias Ford, a explicação dada pelos vendedores é que a montadora havia dado férias aos funcionários por conta dos altos estoques, mas, com a redução do IPI, os carros foram todos vendidos e as montadoras não conseguiram acompanhar a procura.

A situação nas concessionárias Fiat é semelhante. Há poucas unidades do Novo Uno Vivace para pronta entrega, tanto de duas quanto de quatro portas, e a encomenda demora 30 dias. O Novo Palio também está em falta nas revendedoras.

O consumidor também não consegue alguns modelos específicos da Renault e da GM com facilidade, como o Celta versão básica de duas portas e algumas cores do Clio 1.0. As assessorias da GM e da concessionária Grand Brasil, da Renault, têm explicações semelhantes, de que não são modelos tão procurados e que, portanto, não ficam nos estoques.

A Ford afirma que, com o corte do IPI e o crescimento das linhas de crédito, houve aumento acelerado nas vendas do Ka. "No entanto, apesar de variações sazonais, a montadora trabalha constantemente para manter adequado seu nível de produção à demanda", informou.

A Fiat e a Nissan não responderam até a conclusão desta edição.

Joel Leite, diretor da Autoinforme, afirma que "a produção não acompanhou a procura carros".

Leite acredita que o cenário deve piorar em agosto, por ser o último mês do IPI reduzido. "Muita gente deve antecipar a compra que faria no início do ano que vem, para aproveitar o desconto."

Não são só os carros populares que estão deixando seus futuros donos na espera. Algumas marcas importadas também estão com atraso. Para o presidente do Sincodiv-SP (reúne as concessionárias e distribuidoras de São Paulo), Octávio Vallejo, essas são situações pontuais que independem dos incentivos.

Fonte: Do "Agora" para a Folha de S. Paulo

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dez modelos para se divertir com até R$ 80.000

Toyota/Divulgação
A Toyota lançou na semana passada a linha 2013 do Corolla. A grande novidade ficou por conta da nova versão XRS (acima), a "esportiva" da família. Por R$ 79.500 você leva um veículo confortável, bem equipado, com motor 2.0 16V flex (142/153 cv) e câmbio automático de quatro marchas, com paddle shift. Quando digo da família, uso o duplo sentido, já que o sedã é um carro familiar. Mas onde fica a diversão de ter um esportivo (mesmo que quase de verdade)?

Com esse questionamento na cabeça, pensei: com até R$ 80.000, será que é possível comprar algum outro carro mais divertido que o Corolla XRS? A resposta é sim! Vejam a lista, na qual levei em consideração apenas as versões ditas esportivas de cada modelo.
Fiat/Divulgação
10. Fiat Uno Sporting
Pesando apenas 944 kg com duas portas; equipado com motor 1.4 8V EVO flex, que desenvolve 85 cv de potência a 5.750 rpm e 12,4 mkgf de torque a 3.500 rpm com gasolina e 88 cv e 12,5 mkgf com etanol (nas mesmas rotações), dotado de câmbio manual de cinco marchas, e com visual chamativo que remete à esportividade, o Uno Sporting realmente é um carrinho divertido. Seu preço varia entre R$ 32.600 (direção hidráulica, travas e vidros elétricos, volante revestido em couro com ajuste de altura e rodas de liga-leve de aro 15") e R$ 38.300 (+ ar-condicionado, ABS com EBD, airbag duplo e rádio Connect CD MP3/WMA com RDS, viva-voz Bluetooth e entrada USB). Se tivesse a motorização 1.6 16V E.TorQ, sem dúvidas estaria mais à frente.
Fiat/Divulgação
9. Fiat Palio Sporting
Sem nenhum kit ou alteração especial, o novo Palio ficou com o visual bem legal. Com as poucas mas visíveis mudanças estéticas da versão Sporting, o Palio ficou ainda melhor. Seu relativo baixo peso (1.090 kg) e o câmbio manual de cinco marchas ajudam o motor 1.6 16V E.TorQ, que desenvolve 115 cv de potência a 5.500 rpm e 16,2 mkgf de torque a 4.500 rpm com gasolina e 117 cv e 16,8 mkgf com etanol (nas mesmas rotações), a tornar o Palio Sporting um carro muito agradável e divertido de guiar. A Fiat realmente sabe fazer um carro compacto. O preço do Palio Sporting varia entre R$ 41.300 (direção hidráulica, ar-condicionado, airbag duplo, ABS com EBD e rodas de liga-leve de aro 16") e R$ 45.800 (+ airbags laterais, rádio Connect CD MP3/WMA integrado ao painel com RDS, viva-voz bluetooth e entrada USB; retrovisores elétricos; volante em couro com comandos do rádio, sensores de chuva e crepuscular). O Palio poderia virar um esportivo mais encorpado se tivesse duas portas e motor 1.8 16V E.TorQ - que sabe uma versão 1.8R (estaria no Top 5 fácil).
Volkswagen/Divulgação
8. Volkswagen Polo Sportiline
Será que o Polo merecia estar na frente do Palio? A resposta é sim, principalmente por causa do excelente câmbio manual de cinco marchas e do torque em baixa rotação - ótimo para abrir o sorriso nas arrancadas. Seu peso (1.156 kg) poderia ser mais baixo e o motor 2.0 8V flex deveria ser bem mais potente (no mínimo 10 cv e 1,2 mkgf a mais): são 116 cv com gasolina e 120 cv gom etanol, ambos a 5.250 rpm, e 17,3 mkgf de torque a 2.250 rpm com qualquer combustível. Além da transmissão, o acerto da suspensão e a direção eletro-hidráulica (com boas respostas) ampliam a diversão. O Polo merecia um visual mais ousado, não necessariamente na personalização da versão Sportline, mas sim nas suas linhas gerais, que foram empobrecidas depois da última reestilização. Partindo de R$ 55.340, seu preço é elevado. Pelo menos a lista de equipamentos é boa, com destaque para ar-condicionado digital, computador de bordo I-System, ABS, airbag duplo, rodas de liga-leve de aro 15", trio elétrico e CD-Player com MP3, SD-Card, Bluetooth e USB compatível com iPod. Completo, com teto solar e bancos revestidos em couro (entre outros itens), o valor sobe para R$ 61.500.
Fiat/Divulgação
7. Fiat Punto Sporting
O Punto é mais potente que o trio acima, mais barato que o Polo e tem uma posição de dirigir de fazer inveja a dezenas de carros do mercado nacional. Sem contar o seu visual que, mesmo prestes a ser reestilizado e já sentindo o peso da idade, ainda é muito bonito, especialmente com o "traje sport fino" da versão Sporting. Nesta configuração, o Punto é um dos carros que garantem maior diversão a qualquer motorista que goste de dirigir. O entrosamento com o motor 1.8 16V E.TorQ é excelente. Se fosse mais leve (pesa 1.176 kg), os 130 cv de potência a 5.250 e 18,4 mkgf de torque a 4.500 rpm com gasolina e 132 cv e 18,9 mkgf com etanol (nas mesmas rotações) fariam ainda mais diferença. O Punto Sporting custa a partir de R$ 49.250 e já vem equipado com ar-condicionado, computador de bordo, direção hidráulica, ABS com EBD, airbag duplo e rodas de liga-leve de aro 16". Completo, seu preço sobe para R$ 64.000, acrescentando teto solar Skydome, airbag laterias e do tipo cortina, ar-condicionado digital, Blu&Me, entre outros itens. 
Ford/Divulgação
6. Ford Ka Sport
O compacto da Ford aparece em sexto por causa da sua relação peso/potência. Básico, vale R$ 35.000. Completo, sem nenhum opcional, ele sai por R$ 36.000. Os principais itens de série são aerofólio; spoilers dianteiro e traseiro, saias laterais, faixas esportivas na lateral, capô e teto; rodas de liga-leve de 15" (cinzas); bancos dianteiros de figurino esportivo "tipo concha" com inscrição Sport e tecido exclusivo nos bancos e revestimento das portas; ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos; e airbag duplo. Assim como o March, o Ka fica devendo o ABS. Pesando 968 kg e equipado com motor 1.6 8V Rocam, que desenvolve 102 cv de potência e 14,5 mkgf de torque com gasolina e 107 cv e 15,3 mkgf com etanol (potência a 5.500 rpm e torque a 4.250 rpm), o Ka é realmente muito divertido de guiar. Assim como o March, suas dimensões compactas me fazem ter a sensação de estar pilotando um kart.

TOP 5
Da turma de acima, Uno Sporting, Palio Sporting e Polo Sportline podem ser considerados apenas aperitivos. A entrada fica por conta do Punto Sporting, Ka Sport e March SR. O prato principal você confere mais abaixo.
Nissan/Divulgação
5. Nissan March SR 
O Nissan March SR tem câmbio manual de cinco marchas e seu motor 1.6 16V flex que desenvolve 111 cv a 5.600 rpm e 15,1 mkgf de torque a 4.000 rpm com gasolina e/ou etanol. Sua vantagem sobre o Ka está na maior potência aliada ao menor peso - 962 kg. Realmente o March SR é um capetinha para andar. Ele pode até não atingir números tão expressivos quanto o Corolla XRS, mas é muito mais divertido de dirigir. Sem contar que ele custa praticamente metade do preço com a mesma garantia de três anos. Básico, custa sugeridos R$ 39.490. Por R$ 40.700, é possível comprar o March SR com todos os itens disponíveis para o modelo (no site o único opcional vendido como acessório é  o fechamento automático dos vidros + alarme volumétrico). Os principais de série são: ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos; airbag duplo, rádio CD Player com função MP3 e entrada auxiliar, saias laterais, espóilers dianteiro, traseiro e aerofólio; ponteira de escapamento cromada, retrovisores externos personalizados para versão SR e rodas de liga leve de 15” na cor titanium. Falta o ABS.
Kia/Divulgação
4. Kia Cerato Koup
Mesmo com preço sugerido de R$ 84.135, o Cerato Koup merece entrar nesta lista e figurar entre os cinco primeiros por causa do seu acerto de suspensão, das suas portas associadas a uma carroceria muito bonita (talvez a mais da lista) e, principalmente, por causa do eficiente motor 2.0 16V que desenvolve 156 cv de potência e 6.200 rpm e 19,8 mkgf de torque a 4.300 rpm. Não chega ser como o propulsor 2.0 do Honda Civic Si, mas a motorização da Kia torna o Cerato valente. Mesmo automático, o câmbio tem seis marchas com opção de trocas sequenciais com paddle shift - sem contar o peso de 1.212 kg, baixo se comparamos aos três modelos abaixo. A lista de equipamentos de série é composta por airbags frontais, laterais e de cortina; sistema ABS de freios com EBD e ESP; ar-condicionado digital, rodas de liga-leve de aro 17", computador de bordo, quartero elétrico (direção, trava, vidros e retrovisores). Se tivesse a opção de transmissão manual, o Cerato Koup seria ainda mais divertido. E, negociando, é possível comprar uma unidade do modelo com preço na casa de R$ 80.000.
Peugeot/Divulgação
3. Peugeot 408 THP
Ele poderia ter ido melhor se o seu visual fosse mais esportivo, se o câmbio fosse manual, se o peso fosse menor (1.527 kg) e se o preço fosse abaixo dos R$ 81.490 pedidos pela Peugeot. Completo, com o único opcional (banco do motorista com regulagem elétrica), sai por R$ 83.490. Mas, colocando este 408 THP básico lado a lado com o Corolla "esportivo", o Peugeot vale muito mais a pena para quem quer se divertir. Com auxilio do turbo e da injeção direta, motor 1.6 16V desenvolve 165 cv de potência a 6.000 rpm e 24,5 mkgf de torque a 1.400 rpm. Por mais sua transmissão também seja automática (como a do Corolla), ela tem seis marchas, com opções de trocas sequenciais. Ao pisar fundo, o motor enche rapidamente e vai "pedindo cada vez mais". Além de ser mais potente e de ter mais marchas do que o Corolla XRS, o 408 THP é um dos veículos mais bem equipados de série do Top 10: airbags frontais, laterais e do tipo cortina; sistema ABS de freios com AFU (auxílio a frenagem de urgência), REF (repartidor eletrônico de frenagem) e ESP (controle eletrônico de estabilidade; faróis de xenon autodirecionais, navegador GPS integrado ao painel e escamoteável eletronicamente, rodas de liga-leve de aro 17'', teto solar elétrico, trio elétrico, direção eletro-hidráulica, ar-condicionado automático digital Bi-zone com saída de ar traseira, entre outros.
Fiat/Divulgação
2. Fiat Bravo T-Jet
De cara falo duas coisas: o Bravo T-Jet é caro e muito divertido! Isso porque ele sai por R$ 87.950 completo. Básico, seu preço é um pouco mais convidativo: R$ 68.950. O divertimento de guiá-lo acontece por causa do câmbio manual de seis marchas e do motor 1.4 16V turbo, que desenvolve 152 cv de potência a 5.500 rpm e 21,1 kgfm de torque entre 2.250 rpm a 4.500 rpm. A graça aumenta quando o botão Overbooster é acionado, fazendo o torque subir para 23 mkgf a 3.000 rpm. A posição de dirigir é excelente. O carro é firme, bem acertado, e seu visual é arrebatador. Se fosse mais leve (o peso é de 1.370 kg), a diversão seria ainda maior. Por R$ 79.600, você leva o Bravo T-Jet com ar-condicionado automático Dualtemp, sistema Blue&;Me, ABS com EBD e ESP, faróis de neblina com sistema cornering, airbag duplo, minissaias laterais, para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo, rodas de liga leve de 17” e quarteto elétrico (direção, travas, vidros e retrovisores), além dos opcionais rebatimento elétrico dos retrovisores externos, faróis de Xenon, sensores de chuva e crepuscular; window bags, sidebags dianteiros e airbag para o joelho do motorista, parafusos antifurto das rodas; navegador GPS com tela de LCD 6,5'' colorida integrada ao painel e sistema de monitoramento da pressão dos pneus.
Fiat/Divulgação
1. Fiat Punto T-Jet
Imagine pegar o Punto Sporting e torná-lo mais potente e mais agressivo, mantendo a excelente posição de dirigir, e pegar o Bravo T-Jet e torná-lo 140 kg mais leve (e mais barato), mantendo a mesma firmeza dos acertos e a pronta resposta do propulsor turbo: este é o Punto T-Jet, carro que merece estar no 1º lugar desta lista com louvor! Com motor 1.4 16V turbo, que desenvolve 152 cv de potência a 5.500 rpm e 21,1 kgfm de torque entre 2.250 rpm a 4.500 rpm e 1.230 kg de peso, o Punto T-Jet é um foguete para andar! Ele consegue acompanhar até veículos com potência supeior a 190 cv. Seu visual é agressivo e imponente, mas sem exageros. Básico, ele custa R$ 62.700, já equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, ABS com EBD, airbag duplo, rodas de liga-leve de aro 17", computador de bordo, Blu&Me, entre vários outros itens. Completo, com todos os opcionais - teto solar Skydome, airbag laterias e do tipo cortina, ar-condicionado digital, Blu&Me NAV, parafusos antifurto das rodas e Kit High Tech (retrovisor interno eletrocrômico, sensor de chuva, sensor crepuscular) -, o Punto T-Jet sai por R$ 73.900. Mas eu retiraria os Blu&Me NAV, que custa R$ 1.300 (um GPS comum de R$ 300 vale mais a pena), fazendo o preço final do carro cair para R$ 72.600. Se tivesse uma marcha a mais e sistema Overbooster, como o Bravo, e apenas duas portas, como o Uno Sporting e o Cerato Koup, seria praticamente perfeito.
Fiat/Divulgação

quinta-feira, 1 de março de 2012

Alta Roda - Respeito verdadeiro

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) publicou a quarta edição de seu Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) para avaliar o consumo de combustível. Ao considerar as várias omissões do governo federal em termos de controle da frota circulante, falta de inspeção técnica de segurança e estabelecimento de um verdadeiro programa de avaliação de veículos novos, com normas específicas para o país, que incluísse um centro de testes de colisão contra barreira, a iniciativa do Inmetro em colaboração com outros órgãos e ministérios é vitoriosa.
Fiat/Divulgação
O programa ainda contém imperfeições, entre elas a classificação de subcompacto, compacto, médio, grande, utilitário esporte, fora de estrada, minivan, comercial e carga derivado (de autos). Mas essa, de fato, não é missão fácil ao considerar a área projetada no solo, enquanto surgem modelos difíceis de classificar hoje em dia. Manter a adesão voluntária por parte dos fabricantes merece crítica, apesar de os 105 modelos avaliados (quase 60% mais sobre 2011) responderem agora por 55% das vendas totais. A partir de 15 de abril, no entanto, a etiqueta precisará estar nos carros participantes exibidos nas lojas, a exemplo de outros países. Deveria ser obrigatório também nos manuais.

Entre os que mais respeitam os consumidores, quanto à informação fundamental, estão Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen. Outras 40 marcas à venda continuam se escondendo, mesmo que a norma NBR 7024, baseada em parâmetros dos EUA, tenha sofrido, lá como aqui, uma correção para se aproximar do modo normal de utilização por 80% dos motoristas. A desculpa comum é o conflito entre medições de laboratório (necessárias pela repetibilidade) e uso real que, às vezes, pode parar na Justiça. Porém, faz parte dos riscos do negócio.

Se todos os veículos se enquadrassem no PBEV, se evitariam algumas distorções ainda observadas. Carros da Peugeot, por exemplo, que ainda nem estão à venda, como o 508, aparecem na lista, enquanto o 408 está de fora. A outra marca do grupo, a Citroën, também está de fora.

Modelos que conquistaram a nota máxima (A) do PBVE/2012, na classificação de tamanho citada acima: Mille Fire Economy (1,0) e Uno Economy (1,4); Siena Fire (1,0), Fit (1,4), Sandero (1,0), Gol G4 Ecomotion (1,0) e Polo Bluemotion (1,6); Logan (1,0); Fusion Hybrid (2,5), Civic (1,8), Fluence (2,0) e Corolla (1,8). Nenhum utilitário esporte recebeu nota A, incluindo os pseudo-modelos “aventureiros”. Único minivan, Doblò (1,8), também não. Duster 4x4 (2,0), Kangoo Express (1,6) e Saveiro (1,6) completam o ranking.

Alguns modelos, normalmente mais caros, são avaliados com e sem ar-condicionado ligado, além da possibilidade de utilizar caixa de câmbio manual ou automática. Assim, é preciso analisar com atenção para fazer a escolha correta. Todos os dados aparecem em http://www.inmetro.gov.br/consumidor/pbe/veiculos_leves_2012.pdf.

Ainda não foi agora que consumo e emissões de gases (chamada de Nota Verde, do Ibama) aparecem em uma única classificação. Existe uma portaria conjunta assinada. Por enquanto, de prático, só a intenção.

RODA VIVA

RUMORES dão conta de acordo entre GM (Opel) e PSA Peugeot Citroën para enfrentar dificuldades crescentes do mercado europeu. É possível que o grupo americano adquira 7% do capital do francês. Meta: administrar capacidade instalada, compras e pesquisa/desenvolvimento. Com esse movimento, operações da Fiat na Europa ficariam sob enorme pressão.

FORD não confirma, mas parece decidido que futuro novo Fiesta será fabricado mesmo em São Bernardo do Campo (SP). Na fábrica de Camaçari (BA), maior e mais moderna, ficarão EcoSport e novo Ka, que será o carro-chefe em volume de vendas da companhia. Daí a decisão de instalar na Bahia a fábrica de motores de três cilindros e a sua versão EcoBoost (turbo).
Volkswagen/Divulgação
TIGUAN (R$ 115.650) mostra um dos melhores conjuntos para quem gosta de SUVs mais “civilizados” em termos de porte e dirigibilidade. Motor TFSI de 200 cv (turbo) e câmbio automático de seis marchas servem com folga a esse 4X4 de 4,43 m de comprimento, adequado ao uso urbano. Muito útil o freio de estacionamento automático no para-e-anda do trânsito.

EMPRESA canadense Argo se prepara para lançar no Brasil em abril o seu anfíbio 750 HDi. Trata-se de um pequeno veículo de trabalho, tração 8x8 e capaz de levar até seis pessoas, incluído o condutor. Destaques são versatilidade e capacidade de enfrentar qualquer terreno, mesmo com motor de baixa cilindrada. Pormenores: http://www.argoatv.com/.

MICHELIN E GOODYEAR estão juntas na pesquisa para produção de pneus a partir do açúcar como matéria-prima. Empresa de biotecnologia Genencor, parceira do projeto, desenvolve micróbios selecionados para obter isopreno, o derivado de petróleo usado na obtenção de borracha sintética. Ainda são necessários de três a cinco anos para comprovação de viabilidade.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alta Roda - A moda muda

O Salão do Automóvel de Detroit (14 a 22 de janeiro) ainda não recuperou todo o espaço ocupado anteriormente nos tempos de opulência em razão da desistência de algumas marcas europeias e japonesas. No entanto, marcou tendências interessantes e consolidou o avanço em direção de automóveis um pouco menores e motores mais econômicos.

Exemplo vem do novo Fusion. Além de se unificar com o Mondeo europeu, a Ford fez a troca definitiva do motor V-6 de aspiração normal por um 4-cilindros turbo de 2 litros, com potência semelhante, maior torque e mais autonomia em km/litro. Esse médio-grande terá comercialização nos EUA e no Brasil quase simultânea, mas aqui também será oferecido um motor flex de 4 cilindros e 2,5 litros.
Dodge/Divulgação
A Chrysler respondeu com o sedã Dart – nada a ver com o modelo que foi fabricado no Brasil –, aproveitando a mesma arquitetura do Alfa Romeo Giulietta/Fiat Bravo e motores de origem Fiat e Chrysler. Na realidade, é o sucessor natural do Neon, de tração dianteira, vendido também aqui. Como será produzido nos EUA não tem preço competitivo para ser importado.

Surpresa bem escondida pela GM foi o Buick Encore. Trata-se de um SUV compacto, com futura versão mais em conta da Chevrolet (menor que o Captiva) para brigar nos EUA com o Ford Escape. Sua arquitetura é a mesma do veículo pequeno global que deu origem ao Cobalt e, portanto, deve ser feito no Brasil para focar o novo EcoSport e o Renault Duster.

Em termos de estilo, parece que a moda dos faróis de grandes dimensões e formatos exóticos começa a perder força, resgatando a sua tradicional função de bem iluminar os caminhos. No Lincoln MKZ, no próprio Fusion e em outros, continuam como importantes elementos estéticos, porém sem exageros.

Dois carros-conceito da Chevrolet chamaram atenção. O Code 130 R, de tração traseira, compartilha a arquitetura do ATS, modelo com o qual a Cadillac decidiu dar combate aos Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C. Já o Tru 140S é um exercício de desenho do que poderia ser o Cruze cupê.
Chevrolet/Divulgação
Jornalistas brasileiros puderam testar os Sonics hatch e sedã. Na prática, isso confirma sua importação no segundo semestre, quando começará a fabricação no México. Como acontece com modelos argentinos, estará livre dos ônus de importados de outras origens, embora a GM continue a falar em “estudos”. O Sonic virá nas versões completas, mirando o novo Fiesta (em torno dos R$ 50 mil). Tem a seu favor bom espaço interno, quadro de instrumentos criativo, estilo atual (sem arrebatar) e dirigibilidade agradável. Unidade avaliada possuía motor de 1,8 litro, igual ao do Cruze, com 6 cv a menos, mas é provável que a fábrica opte por um de 1,6 litro.

A Mercedes-Benz fez o lançamento mundial do novo conversível SL, 140 kg mais leve que o anterior. De olho nos endinheirados da Califórnia, o carro tem presença marcante, apesar de pragmáticos desejarem algo mais. A Hyundai agora dispõe de um motor turbo para o cupê de três portas Veloster (1,6 l/201 cv) que lhe garante desempenho compatível ao seu estilo audacioso.

A Volkswagen, por sua vez, lançou o Jetta híbrido que se destaca como referência em consumo frente ao Prius, pioneiro de mercado e, até agora, pouco incomodado.

RODA VIVA

TOYOTA faz suas apostas no Prius c, apresentado em Detroit. Esse híbrido tem porte menor (ainda mais econômico no consumo de gasolina) e preço acessível. A marca japonesa pretende atrair a faixa de entrada do mercado americano, abaixo dos US$ 20 mil (R$ 36 mil). Reúne condições de chegar ao Brasil a preço mais atraente do que o Prius convencional.

NOVO Ka, em desenvolvimento em Camaçari (BA), não ficará igual ao que será fabricado na Europa. J. Mays, vice-presidente mundial de Design da Ford, admitiu, durante conversa em Detroit: “Mercados de entrada são bastante diferentes entre países emergentes e europeus”. Ou seja, desenho único em todos os mercados da Ford pode ter uma exceção...

CHRYSLER sabe que precisa construir fábrica no Mercosul para conseguir preços competitivos nos produtos importados do México pelo acordo bilateral de comércio. Brasil seria candidato natural e favorito. Mas, os argentinos também estão no páreo e apontam a marca Jeep como escolhida no lado de lá da fronteira. Decisão não deve demorar muito.

SPORTAGE, agora com motor flex de 2 litros e até 178 cv (etanol), confirma que os sul-coreanos estão sendo mais audazes do que outras marcas instalados há décadas no Brasil e com experiência acumulada no combustível vegetal. O Kia tem potência 7,3% superior em comparação à gasolina (mais 12 cv). Há motores flex no Brasil com diferença de apenas 1 cv.

FENÔMENO incômodo acontece quando o para-brisa embaça pelo lado de fora. O limpador ajuda a remover a condensação observada. Melhor maneira, entretanto, é ligar o ar quente, direcionando-o para a base do para-brisa. Causa algum desconforto no habitáculo pelo aumento da temperatura. Vale a pena, pois o embaçamento demora a retornar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Por que a Ford não emplaca no Brasil?

Eu adoro vários carros da Ford. Acho que a marca consegue produzir veículos muito competivivos para praticamente todos os segmentos nos quais atua. Quase comprei um Focus hatch nesse ano, mas as concessionárias da marca simplesmente (e lamentavelmente para a marca) não souberam me vender o modelo. Uma lástima.

Mas o que quero discutir aqui é outros aspecto. Por que a Ford não emplaca no Brasil? A marca está em quarto lugar a tanto tempo e, mesmo com as investidas recentes, a tendência aparente é que, ao invés de incomodar as três líderes, a empresa norte-maericana vai sofrer, em médio prazo, com as adversárias que estão atrás. Mas por que isso? Fiz uma lista que vale a leitura.
Ótimo carro compacto, Ka só tem versão com duas portas
Ford Ka 4 portas
A Ford continua insistindo que o Ka só deve ser vendido no Brasil com duas portas. Já ouvi dizer que "não é possível mecanicamente fazer um Ka 4p por causa do tamanho do veículo". Considero isso uma mentira. Vejam os casos do Mille, Uno, Gol G4, Palio Fire, e, especialmente, Celta e Chery QQ. Todos são pequenos e têm quatro portas. O modelo da Chevrolet tinha vendas tímidas apenas com duas portas. Quando a carroceria com quatro portas foi lançada, o Celta se tornou popular.

Veículos interessantes muito caros
Os carros mais interessantes da Ford no momento no Brasil custam muito caro: New Fiesta hatch (a partir de R$ 48.950), New Fiesta Sedan (a partir de R$ 50.950), Focus (a partir de R$54.790), Fusion (a partir de R$ 83.660) e Edge (a partir de R$ 123.940). Os dois últimos eu até entendo, mas os outros, em especial a dupla de New Fiestas poderiam e deveriam ser mais baratos para se tornarem ainda mais competitivos nos seus respectivos segmentos.

O EcoSport também é um carro legal, mas, com a aproximação do lançamento da sua nova geração, preferi não incluí-lo na lista acima.

Você pode me perguntar exemplos de veículos interessantes de outras marcas que sejam atraentes e que não custem tanto (abaixo dos quase R$ 49.000 pedidos pela Ford para o New Fiesta hatch). Respondo: Renault Sandero e (novo) Fiat Palio. 
New Fiesta hatch é um excelente automóvel, mas poderia custar menos
Falta de opções variadas entre R$ 24.000 e R$ 47.000
Esse é o maior problema da Ford no Brasil, disparado. Nessa faixa de preço citada, a Ford conta com apenas quatro modelos: Ka (1.0 e 1.6), Fiesta hatch (1.0 e 1.6), Fiesta Sedan (1.0 e 1.6) e Courier (1.6). É um número muito pequeno de veículos para a principal fatia do mercado brasileiro. A marca deveria ter mais opções e variações. Alguma minivan? Algum compacto mais barato com 4 portas? Picape compacta moderna?

Fazendo uma comparação com duas "grandes" do mercado, a Fiat tem 10 modelos (Mille, Uno, Palio Fire, Novo Palio, Siena, Strada, Palio Weekend, Punto, Idea e o Cinquetendo), sem contar as variações da Strada. A Chevrolet (de acordo com o seu site hoje), que passa por mudanças profundas na sua linha de produtos, tem nove modelos (Celta, Classic, Corsa, Prisma, Agile, Montana, Meriva, Cobalt e Astra).

Em relação às "newcomers", a Renault tem quatro (Clio, Sandero, Logan e Symbol - quase seis se somarmos Grand Tour e Duster), mesmo número da Peugeot (207, 207 Passion, 207 SW e Hoggar - quase cinco com o Partner). A Nissan ttambém tem quatro (March, Versa, Livina e Tiida Sedan - quase cinco com o Tiida).
Focus: baita carro que pode vender ainda mais
Honda e Toyota ainda não tem nenhum (mas terão em breve). A Citroën até tem, mas me recuso a colocar em protesto ao "Sem aumento de IPI" que a empresa coloca no seu site em relação aos preços de carros fabricados no Brasil.

Confira a participação de mercado dos últimos seis anos na somatória entre automóveis e comerciais leves, sendo que o ano de 2011 foi usado como referência para organizar a disposição das marcas:

Marca/Ano
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011 até out
Fiat
24,98%
25,40%
25,94%
24,62%
23,76%
21,98%
22,17%
Volkswagen
21,63%
22,37%
22,97%
21,91%
20,76%
20,38%
20,55%
Chevrolet
22,54%
22,37%
21,29%
20,54%
19,33%
19,67%
18,42%
Ford
12,13%
11,25%
10,55%
9,74%
10,38%
10,00%
9,26%
Renault
2,92%
2,82%
3,14%
4,31%
4,06%
5,05%
5,40%
Hyundai
-
-
0,81%
1,64%
3,37%
3,01%
3,35%
Honda
3,52%
3,67%
3,66%
4,40%
3,96%
4,36%
2,88%
Toyota
3,75%
3,80%
3,07%
3,03%
4,19%
3,17%
2,75%
Citroën
1,68%
1,90%
2,12%
2,56%
2,19%
2,76%
2,70%
Peugeot
3,29%
3,34%
3,36%
3,09%
2,49%
2,42%
2,54%
Kia
-
-
-
-
1,17%
1,55%
2,41%
Nissan
-
-
-
-
0,86%
1,45%
1,71%
(fonte: Fenabrave)

Se a Ford já se mantem relativamente estável no mercado nacional com sua linha atual de produtos, imaginem se marca tivesse mais opções de modelos no Brasil? Ela venderia bem mais do que atualmente. E tenho certeza de que a marca sabe disso e que já pensa em novos produtos.
Fotos: Ford/Divulgação