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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sem novidades impactantes, Fiat tenta, mas decepciona no Salão do Automóvel de São Paulo 2012

Com um dos maiores estantes de todo o Salão do Automóvel de São Paulo 2012, a Fiat mostrou muitas atrações interessantes de suas outras marcas, como Ferrari e Maserati. Mas a marca decepcionou muita gente eu não apresentar nenhuma novidade impactantes que veremos nas em breve.
500 Cabrio
A maior atração da marca é o 500 Cabrio, versão conversível do compacto que chega às concessionárias ainda no mês de outubro. Baseado na versão Lounge Air, o 500C é equipado com motor 1.4 16V Multiair, que desenvolve 105 cv de potência e 13,6 mkgf de torque, e tem câmbio automático de seis marchas.
500 Cabrio
O teto, com duas opções de cores para o teto (preto e vermelho), pode ser operado por meio de comandos elétricos e tem três posições diferentes de vão de abertura, que se retrai até a tampa do porta-malas. A ação de abertura ou fechamento pode ser feita com o carro em movimento a uma velocidade de até 80 km/h. Ele também recebeu de série nova identificação nas colunas de portas, novas rodas de liga leve com aro de 15 polegadas e sensores traseiros de estacionamento, que facilitam as manobras.
500 Cabrio
Com uma ótima lista de equipamentos de série, o Fiat 500 Cabrio estará disponível em três opções de cores para o revestimento interno - preto, bege/marfim e vermelho/marfim - e terá quatro cores para o seu visual externo: Vermelho Sfrontato (sólida), Cinza Sfrenato e Preto Provocatore (metálicas) e Branco Gioioso (perolizada). No total, são 11 possibilidades de personalização.
500 by Gucci
Outro Cinquecento também está sendo mostrado pela Fiat no evento, o 500 by Gucci, que foi desenvolvido a partir de uma parceria com a famosa grife italiana, que se caracteriza pelo luxo de seus produtos.
500 by Gucci
Com detalhes especiais no acabamento interno e externo, o modelo tem muitos equipamentos de série, como sete airbags, sistema Blue & Me, sensor de estacionamento traseiro, rádio com leitor de CD/MP3, volante revestido em couro que traz os comandos do rádio e teto solar elétrico Sky Wind.
Grand Siena Sublime
Linea e Grand Siena marcam presença no evento com a série especial Sublime. Baseada na versão Essence dos dois modelos, os sedãs tem acabamento diferenciado, com detalhes exclusivos e muitos equipamentos de série.
Linea Sublime
Já Uno e Palio "se exibem" no salão com a série especial Interlagos, em analogia ao GP do Brasil de Formula 1 que acontece em novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).
Palio Interlagos
Derivada das versões Sporting dos dois hatches, os modelos receberam a nova cor Amarelo Interlagos e contam com itens que acentuam a "esportividade", tanto na parte externa, quanto na interna. A veraão Itália do Uno Vivace, com mais equipamentos de série, também está no Salão.
Uno Interlagos
Strada, Palio Weekend, Punto e Freemont e toda a linha Adventure estão presentes no evento com suas respectivas linhas 2013. A a minivan Idea também está exposta com a sua linha 2013, que agora está disponível com o câmbio manual automatizado Dualogic Plus.
Bravo Xtreme
Fechando as atrações da Fiat em relação a veículos, a marca exibe mais uma versão especial, mas que não estará a venda: Bravo Xtreme. O hatch médio recebeu um novo pára-choque dianteiro, com duas tomadas de ar com LEDS nas laterais, spoiler central exclusivo e faróis redesenhados. Na traseira para-choque apresenta saídas de ar laterais e um enorme difusor de ar, além de um aerofólio e minissaias laterais.
Bravo Xtreme
Por dentro, destaque para os quatro bancos individuais. O Bravo ganhou ainda painel de instrumentos com nova grafia e console central redesenhado. O último grande diferencial do modelo é o propulsor 1.4 16V T-Jet, que recebeu uma preparação específica, capaz de gerar 253 cv a 6.600 rpm de potência máxima e torque máximo 33,2 kgfm a 5.000 rpm.
Ferrari 458 Spider
Ainda no estande da Fiat, os visitantes podem ver a Ferrari 458 Spider e o maravilhoso Maserati Grancabrio Sport - definitivamente um dos carros mais bonitos do evento.
Ferrari 458 Spider
Concluindo
O estande da Fiat tem realmente muitas atrações (especialmente o Maserati), mas, do meu ponto de vista, foi uma grande decepção, ainda mais se lembramos de como a Fiat é criativa e líder de mercado há quase 11 anos consecutivos. O 500 Cabrio é até legal, mas séries especiais são passageiras. Eu queria que a marca tivesse, pelo menos, um grande lançamento para brigar com a Chevrolet, por exemplo. Para isso, teremos que esperar até o Salão de 2014...
Maserati Grancabrio Sport - um dos carros mais bonitos do Salão do Automóvel 2012
Fotos: Fiat/Divulgação, Ferrari/Divulgação e Maserati/Divulgação

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Alta Roda - Discurso dúbio

Aspecto até certo ponto confuso do novo regime automobilístico, em vigor entre 2013 e 2017, é o estímulo às inovações tecnológicas. De fato, trazer as conquistas já conhecidas no exterior aos carros aqui produzidos só merece apoio. As barreiras para esse fim são amplamente conhecidas: baixo poder aquisitivo dos compradores e alto preço desses equipamentos, em geral absorvidos em escalas de produção bem maiores nos países centrais de três continentes.
Peugeot/Divulgação
Além disso, cerca de 70% das vendas no mercado brasileiro se concentram em carros compactos e seus derivados que, por razões óbvias, são os últimos, em qualquer lugar do mundo, a receber as conquistas técnicas de segurança, conforto e utilidade.

Portanto, é bom não esperar milagres. Mesmo porque o estímulo chegará na forma de redução de apenas dois pontos percentuais no IPI. Os fabricantes serão estimulados a ampliar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Porém o grande desafio está em adaptar o conhecimento existente no exterior às condições de uso no Brasil e, mais importante, ao bolso dos compradores. Como também não havia nenhum tipo de apoio fiscal, esse objetivo ficava cada vez mais distante, em especial no campo da eletrônica e informática de bordo.

Faltam também coerência e continuidade nas políticas governamentais. Afinal, de um mandato presidencial para outro as prioridades mudam. A justificativa para adoção em massa de motores flexíveis foi a volta do uso do etanol em larga escala e a segurança ao motorista em eventual escassez ou subida de preço temporária. No entanto, não se resolveu o impasse crucial nas bombas dos postos: a gasolina tem preço congelado; o etanol, ao deus-dará.

Talvez os fabricantes utilizem a especialização desenvolvida ao longo dos últimos anos para melhorar a tecnologia dos motores flexíveis e se creditar da diminuição do IPI. À exceção recente de motores de 1,6 litro da PSA Peugeot Citroën e apenas um modelo da Volkswagen, até hoje continua desprezada a partida a frio aquecida eletricamente apenas com etanol. Esse é apenas um exemplo simples do atraso da indústria. A solução, todavia, tardou tanto que pode ficar superada. Basta os fabricantes resolverem investir em sistema de injeção direta de combustível, que vai bem com gasolina e ainda melhor com etanol, em termos de consumo e desempenho.

Não se pode assegurar de que tudo isso ocorrerá sem resolver o impasse do custo por quilômetro rodado por um e outro combustível. Ou, então, se mudar a taxação sobre emissões, como ocorre na Europa, onde gás carbônico (CO2) tem impacto direto sobre o preço final dos veículos.

O Inmetro, responsável pelo programa de etiquetagem veicular que classifica os carros em termos de consumo de combustível, prepara nova tabela que incluirá informações sobre CO2. A novidade é o índice corrigido, corretamente, pelo ciclo fechado: da produção à ponta de escapamento dos motores. Nesse caso combustíveis fósseis ficam mal na fotografia e abrem espaço para biocombustíveis, caso do etanol de cana. Se o governo vai mexer nesse vespeiro, afinar seu discurso dúbio, inconsistente sobre meio ambiente e criar taxação sobre CO2 é algo de que ninguém tem a menor ideia.

RODA VIVA

FINAL da produção do Citroën Xsara Picasso e o fim próximo do Chevrolet Zafira viram uma página sobre monovolumes médios fabricados no Brasil. Só monovolumes compactos resistem. Fica expectativa sobre por quanto tempo a Renault produzirá station média Mégane Grand Tour, último produto brasileiro nesse segmento (tristemente) em extinção.

AUMENTO de 8% sobre importados da Fiat provenientes do México - subcompacto 500 e crossover Freemont – teve a ver não apenas com valorização do dólar frente ao real, mais ou menos na mesma proporção. Ocorre que cotas acertadas no acordo bilateral de comércio limitaram o equilíbrio oferta-demanda e o preço (no caso do 500) subiria de qualquer forma.

POR outro lado, forte concorrência entre produtos nacionais levou à redução definitiva (não é promoção) de até R$ 2.000,00 nos preços de Polo e Golf. Importados da Coreia do Sul e China, que não subiram de preço por razões estratégicas e outras menos elogiáveis, forçam uma situação a que todos se submetem: leis de mercado.

DISTORÇÕES típicas do sistema tributário brasileiro: imposto estadual (ICMS) menor para veículos importados que chegam via portos em razão de “guerra” fiscal. Lei federal colocará ordem na casa, mas como Estados pedirão compensação, quem compra carros (mesmo os nacionais, sem usar portos) pagam a conta de forma indireta. Coisas do Custo Brasil.
Volkswagen/Divulgação

ENTRE dois e três anos, se rodar em média 60 km/dia, comprador teria retorno do investimento no Fox BlueMotion (R$ 36.730,00 2-portas; R$ 38.300; 4-portas). Recebeu mudanças mecânicas e aerodinâmicas para economizar até 10% de combustível. Com gasolina, em estrada a 90 km/h constantes, marcou 22 km/l. VW espera BlueMotion representar 5% das vendas totais do Fox.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Alta Roda - Ocupando espaços

Uma notícia no começo deste mês, vinda dos EUA, chamou a atenção sobre as interpretações conflitantes e certos interesses envolvidos nos vários programas de avaliação de segurança de carros novos (NCAP, em inglês) em torno do mundo. A Fiat gastou cerca de US$ 500 milhões (quase o investimento em um produto novo) para adaptar o subcompacto 500 às leis de segurança dos EUA, diferentes da Europa. Um automóvel muito pequeno tem grande dificuldade em atingir nota máxima, tanto que possui sete airbags, sendo uma bolsa inflável para joelho do motorista (retirada da versão exportada do México para o Brasil).
O teste oficial é feito por entidade do governo americano e o 500 alcançou apenas três estrelas, de cinco possíveis. Outra avaliação, do instituto ligado às seguradoras, aprovou o modelo com nota máxima. Marcus Romaro, engenheiro especialista independente, confirma: “Programas de segurança passiva ao redor do mundo diferem significativamente entre si, seja nas configurações dos testes, nas medições de lesões nos dummies (bonecos instrumentados) e quanto à ponderação da pontuação”.

Isso leva, de novo, à discussão dos procedimentos da organização não governamental (ONG) Latin NCAP, que se baseia, parcialmente, em critérios do EuroNCAP. Os objetivos de estimular a redução das consequências de acidentes são nobres, mas esbarra em contradições e na vontade velada de favorecer os métodos da entidade. A começar pela velocidade do choque contra barreira física. A Organização das Nações Unidas, considerando diferenças de poder aquisitivo dos mercados internos entre estados-membros, preconiza 56 km/h. No Euro/Latin NCAP, a velocidade é de 64 km/h. Pode parecer pouco, porém muda bastante os resultados. No China NCAP (do governo) – adivinhe – são 56 km/h...
No Brasil, testes contra barreiras são executados desde os anos 1970, sem dummies. Faz três anos, o Contran introduziu um cronograma percentual e anual de itens de segurança. A partir de 1º de janeiro 2013, 100% de carros de projetos novos, nacionais ou importados, terão airbags duplos e ABS. E um ano depois, todos, sem exceção.

Por isso, não faz sentido o Latin NCAP avaliar veículos iguais, com e sem airbags, como se aqui só existissem tolos e alienados. Quando seus testes começaram, de forma oficial, em 2010 já havia uma lei em curso. Se a entidade estivesse de fato preocupada em demonstrar como as pessoas devem olhar os recursos de segurança, poderia providenciar um teste simplório. Um dummie do passageiro, por exemplo, sem usar o cinto de segurança e “protegido” apenas por bolsa inflável. Apagaria, de vez, sensações errôneas de que o cinto de segurança é menos importante que o airbag.

O Latin NCAP, na realidade, veio ocupar espaço por essas bandas, onde governos lenientes nem ao menos exigem inspeções veiculares de segurança, preconizadas (por acaso) pelo Código de Trânsito Brasileiro, de alcance maior que um par de airbags. Na Europa, com poder aquisitivo muito maior, é bem raro um modelo não conseguir cinco estrelas (os de pequeno porte e mais baratos, às vezes, levam notas menores). Então, o “mercado” para esse tipo de ONG, cheia de boas intenções, tornou-se menos apetitoso no Velho Continente.

RODA VIVA

DEPOIS de ganhar liminar de um juiz de Brasília, isentando-o de recolher o IPI majorado sobre veículos importados, Grupo Hyundai-CAOA preferiu esperar o julgamento da ação. Além de possuir estoques que permitem manter, por ora, os preços, preferiu diminuir riscos de eventual derrota, que forçaria recolher imposto com multa.

MENOS de seis meses e a PSA Peugeot Citroën substituirá todos os motores flex de 1,6 litro pelo novo EC5, primeiro (em grande série) a eliminar gasolina na partida a frio com etanol. Aumentou a taxa de compressão e há variador de fase do comando de válvulas. Potência de 122 cv (6% maior que com gasolina) indica que este é um dos raros verdadeiramente flex...

APESAR do recall recente e atrasos na produção, sedã Cobalt tem espaço de médio a preço de compacto (R$ 39.980 a 45.980), ou seja, fórmula atraente. Motor atual, 1,4 litro/102 cv, funciona com suavidade, mas falta o torque de um bom 1,6 litro. Suspensões e manuseio do câmbio são outros destaques. Bancos dianteiros, de assento estreito, destoam do conjunto.

PROJETO de lei 5.979, proposto para regulamentar a inspeção técnica veicular em todo o Brasil, completou, no último dia 18, dez anos de esquecimento em uma gaveta da Câmara dos Deputados, em Brasília. Não existe vontade política de diminuir acidentes trágicos causadas por veículos sem condições de circular. Como seus donos votam, fica o “impasse”.

BRIDGESTONE avançou rumo ao pneumático do futuro. Na realidade, como trabalhará sem ar, até o nome da peça, que se confunde com a roda, deveria ser mudado. Ainda não há data para essa revolução. Michelin apresentou há quatro anos um protótipo com iguais características. Agora é ver quem ganha a corrida tecnológica.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Alta Roda - Carga Pesada

Em meio a tanta turbulência nas economias desenvolvidas, chega a surpreender a recuperação firme do mercado americano. Tomando 2010 como referência, as vendas de automóveis e comerciais leves devem crescer 11%. Na União Europeia não haverá crescimento. No Brasil as vendas subirão em torno de 5%. O ritmo de expansão do mercado chinês – o maior do mundo – sofre um tranco, mas ainda é o mais dinâmico.

A interdependência entre os países interessa pelos reflexos que podem ocorrer nas subsidiárias brasileiras. Fiat depende, hoje, em grande parte dos resultados no Brasil e das marcas da Chrysler nos EUA (em especial da Jeep), pois o modelo 500 enfrenta vendas modestas, depois do investimento pesadíssimo para retorno ao mercado americano. A Volkswagen construiu uma fábrica nova no Tennessee e pode oferecer modelos menos caros, como o Passat específico para os EUA, que acaba de ganhar o título de Carro do Ano, da revista Motor Trend. Ford e GM confiam nas fábricas do México para complementar sua oferta por aqui.

Nesse cenário, o Salão do Automóvel de Los Angeles (18 a 27 de novembro) exerce um papel peculiar, numa cidade que tem a maior densidade de veículos por habitante no mundo.

Tradicionalmente é considerado um salão-butique (relativamente poucas marcas em exibição) e da vanguarda do pensamento californiano em favor de carros menos gastadores. Este ano, no entanto, os carros potentes fizeram a festa: do Porsche Panamera GTS (430 cv) ao Ford Mustang GT500 (660 cv), passando pelo Chevrolet Camaro ZL1 conversível (580 cv) e até o SUV Mercedes ML63 AMG (555 cv).

Apesar disso houve alguns lançamentos mundiais, prontos para o Brasil em 2012. Honda CR-V, inteiramente novo, agradou por suas linhas harmoniosas (versão apenas de cinco lugares) e um sistema de tração 4x4 melhorado. Hyundai Azera, igualmente todo novo, segue o estilo arrojado dos sedãs da marca – gama de seis modelos, todos brancos, no estande da marca sul-coreana chegavam a confundir pela semelhança.

A Volkswagen guardou para este salão o CC (cupê conforto), levemente retocado, agora sem o nome Passat, para não confundir clientes do sedã-cupê. Fabricado na Alemanha, também chegará ao Brasil no próximo ano. Desfeitos os laços com a Mazda, a Ford apresentou o SUV compacto (para eles) Escape, praticamente o europeu Kuga, baseado no Focus, porém com acabamento refinado. O novo EcoSport terá inspiração nas suas linhas.

A Chevrolet elegeu este salão para o lançamento mundial do subcompacto Spark, de origem sul-coreana, e por uma razão simples. Os carros pequenos nos EUA conquistarão, em 2011, surpreendentes 18% entre os veículos leves, se bem que enquadram Civic e Corolla, por exemplo, nesse segmento.

Por fim, apesar de 15 novas opções de modelos híbridos e elétricos disponíveis este ano, os compradores esfriaram o ânimo. Só se a gasolina subir de preço, a procura aumenta. A apatia pelos híbridos ocorre pelo maior preço (25% mais) e porque novos motores quase empatam em consumo de combustível na estrada. Os alternativos são muito melhores em uso urbano, mas as distâncias percorridas menores atrapalham o retorno financeiro. Poucos sustentam essa carga extra.

RODA VIVA

SEGUNDO a J.D. Powers, serão vendidos 815.000 veículos híbridos e elétricos este ano no mundo, 6% menos do que em 2010. Representam 1,1% do total mundial de 75 milhões de unidades (sem contar os pesados). Em 2012, os elétricos a bateria terão oferta bem maior. Previsão de 27.000 unidades comercializadas em 2012 nos EUA, 0,2% do mercado americano.

VIDA difícil também para híbridos no Brasil, apesar da Toyota anunciar que importará o Prius no próximo ano. A Porsche enviou uma unidade do Cayenne híbrido em 2010. Cerca de 20 jornalistas fizeram aqui rápidas avaliações do modelo, nos últimos 12 meses. Apesar dos elogios, o importador Stuttgart não conseguiu sequer um único interessado por essa opção.

MINI Cooper Countryman (R$ 99.950) se afasta do Mini duas-portas de chassi alongado, fabricado de 1961 a 1969. Não é feito na Inglaterra e sim na Áustria. Transformou-se em crossover, de quatro portas, com espaço interno razoável e mantendo painel, instrumentos e comandos lembrando o original. Motor 1,6 l da versão de entrada (120 cv) não faz jus à grife Cooper.

CONFIRMADA, semana passada, construção da fábrica da JAC, em Camaçari (BA). Dos R$ 900 milhões de investimento, 80% virão de fonte nacional, do empresário e importador da marca chinesa, Sérgio Habib, com capital próprio e empréstimos. Capacidade: 100 mil unidades/ano. De lá sairá, no início de 2014, segunda geração do J3 (hatch e sedã), abaixo de R$ 40 mil.

ALEMANHA segue a Suíça e exige que, três meses após obter a carteira de habilitação definitiva, os jovens voltem a ter aulas práticas com ênfase em direção defensiva. Essa providência diminuiu em 30% os acidentes de trânsito envolvendo os motoristas de primeira viagem, naturalmente com experiência menor ao volante.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Alta roda - Agora são outros 500

 Poucos carros na história da Fiat foram capazes de virar o jogo de forma tão cabal como o 500 ou Cinquecento, como se diz em italiano. Aconteceu em 1957 e se repetiu exatos 50 anos depois, em julho de 2007. O novo 500, releitura modernizada do minicarro original, vendeu o dobro da previsão mais otimista da sede da companhia em Turim. Superou as 700.000 unidades acumuladas, basicamente na Europa, ao atender os desejos da afluente classe média e se tornar o terceiro ou quarto carro da classe alta por suas dimensões ideais para o trânsito e estacionamento urbanos.

Preço elevado não é problema na Europa rica. Tornou-se o primeiro subcompacto a oferecer sete airbags de série (incluindo para joelho do motorista) e uma lista de equipamentos de série inigualável nesse segmento. No Brasil, ao contrário, trata-se de uma grande limitação. Por isso era previsível que, ao preço de lançamento de R$ 63.000, as vendas decepcionassem: apenas 100 unidades/mês, em média.

A opção equivocada de lançar o 500 no País se tomou antes da Fiat decidir assumir a Chrysler e produzir o carrinho no México para atender as Américas do Norte e Latina. De cara, sem imposto de importação de 35%, o preço poderia se reduzir em torno de 25%. Mas os italianos gastaram muito para acomodar o modelo às regras americanas de segurança passiva, fabricar o motor Multiair nos EUA e adaptar a fábrica de Toluca. Quase tanto quanto um carro novo.

O 500 ressurge ao preço razoável de R$ 40.000 (versão Cult) e algumas modificações para o mercado brasileiro, a começar pela motorização flex (mesma do Uno 1,4 l, 85/88 cv). Também perdeu cinco airbags e uma marcha no câmbio manual (agora, cinco), porém ganhou bancos dianteiros mais confortáveis, ar-condicionado de maior vazão, quatro refletores nos para-lamas (obrigatórios nos EUA) e cinco litros extras no tanque.

Na primeira avaliação do Cult, com muito calor em Miami, é nítida a diferença de desempenho: 25 cv a menos (gasolina), inferior até ao Uno 2-portas de mesmo motor, que pesa 136 kg menos. Câmbio automatizado Dualogic (R$ 3.000) vem da Itália e mostra pequena evolução nas trocas de marchas.

A novidade é o câmbio automático, da japonesa Aisin, seis marchas (R$ 4.000,00 extras), da versão Sport Air (R$ 48.800, manual), acoplado ao tecnológico motor Multiair, 1.4 l/105 cv. Essa unidade motriz traz gerenciamento eletro-hidráulico de válvulas de admissão, ganhando 5 cv de potência, mesmo com uma árvore de comando a menos. Coloca-se muito bem em termos de desempenho e na faixa baixa dos R$ 50.000 por incluir uma invejável lista de equipamentos de série e um bom conjunto de áudio Bose.

Não deve ser difícil a Fiat comercializar, inicialmente, umas 1.000 unidades/mês – 10 vezes mais que antes – porque toda a sua rede, superior a 500 lojas, passa a vendê-lo, ajudada por uma forte e criativa campanha publicitária e preço ajustado. No entanto, a sustentação ainda se considera uma incógnita. O 500 está na mesma faixa de preço do Punto e do novo Palio, que chega ainda este ano. Exige atenção redobrada, pois a dispersão dos vendedores nas concessionárias, ao explicar a proposta de subcompacto chic, pode enfraquecer esse relançamento.

RODA VIVA

MOMENTO é mesmo dos minicarros. Além do novo VW Up!, uma das atrações do Salão de Frankfurt em meados de setembro, Fiat vai contra-atacar exibindo também o novo Panda. Há anos este é o mais vendido do segmento específico, na Europa. Semelhança de linhas ao Uno brasileiro é grande. Todavia, o modelo italiano sofreu um atraso superior a 18 meses.

COINCIDENTEMENTE, a Kia apresentou o novo Picanto com motor flex no mesmo dia que o Fiat 500. Os preços são próximos – de R$ 35.000 a R$ 45.000 – embora o subcompacto sul-coreano ofereça cinco lugares/quatro portas e o italiano, quatro/duas. Picanto evoluiu em estilo, é muito bem equipado, mas não oferece tantos mimos de série, nem o charme do 500.

ESSE minicarro da Kia também surpreendeu ao oferecer motor 3-cilindros/1 litro (só o Smart, hoje, tem 3 cilindros no nosso mercado). Engenheiros orientais ousaram na alta taxa de compressão (12,5:1), ao contrário de certos flex capengas daqui. E foram recompensados: 77/80 cv de potência, até 10,2 kgfm de torque. Lá fora, só a gasolina, motor empaca nos 70 cv, bom cala a boca...

AINDA falta o fluxo ideal, porém tudo indica que a escassez de peças em razão dos desastres naturais no Japão, em março passado, começa a se solucionar. Mais atingida, a Honda previa atrasar o novo Civic para 2012. No entanto, as boas notícias devem fazer a fábrica de Sumaré (SP) preparar o lançamento ainda este ano, provavelmente em dezembro.

ESTUDO do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) demonstra que vibrações de origem própria e da pavimentação, a que estão sujeitos todos os veículos, podem afetar componentes eletrônicos. Trata-se de lembrete a quem produz sistemas de rastreamento e bloqueio. Microfissuras podem gerar mau funcionamento.
(Foto: Fiat/Divulgação)

sábado, 20 de agosto de 2011

Novo Fiat Palio é o carro mais esperado do 2º semestre no Brasil

Vejam na arte do Auto Segredos como deve ser o novo FiatPalio
 Minha expectativa (e meu voto) se confirmou: o novo Palio é o carro mais esperado do 2º semestre no Brasil. Segundo enquete do De 0 a 100, que ficou no ar durante uma semana (8/8 a 15/8), 21,95% dos internautas concordam que o novo compacto da Fiat será o lançamento mais importante da segunda merdade de 2011.

Ele ganhou meu voto pela sua relevância no mercado nacional. Desde quando foi lançado, em 1996, o Palio sempre vendeu bem. Quinze anos depois é chegado o momento da renovação completa. Como a  Fiat tem  hisórico de fazer excelentes carros compactos, o novo Palio tem tudo para ser um sucesso absoluto de vendas.

Os internautas também concordaram comigo na sequência dos carros mais esperados, conforme escrevi aqui: Chevrolet Cruze (19,51%) e Ford New Fiesta hatch (12,19%), Nissan March (9,75%) e Renault Duster (9,14%). A expectativa está realmente grande nesse quarteto. São todos inéditos, sendo o Cruze a aposta da GM para ter sucesso novamente no segmento de sedãs médios; o Duster como o inédito rival direto do EcoSport; o March como o "primeiro popular japonês" (como a própria Nissan diz); e, finalmente, o New Fiesta hatch como um veículo de alta qualidade (igual ao irmão sedã), mas com a carroceria preferida dos brasileiros - sem contar o preço mais baixo do queo New Fiesta Sedan.

Em seguida veio o Hyundai Elantra, a aposta coreana para derrubar o Corolla do topo, com 8,53%. Chevrolet Cobalt, com 6,09%, e Fiat Freemont, com 5,48%, também tiveram certa relevância na votação. Os restantes apenas cumpriram tabela.

Qual carro será o lançamento mais importante do 2º semestre no Brasil?

Fiat Palio - 36 votos (21,95%)
Chevrolet Cruze - 32 votos (19,51%)
Ford New Fiesta hatch - 20 votos (12,19%)
Nissan March - 16 votos (9,75%)
Renault Duster - 15 votos (9,14%)
Hyundai Elantra - 14 votos (8,53%)
Chevrolet Cobalt - 10 votos (6,09%)
Fiat Freemont - 9 votos (5,48%)
JAC J5 - 3 votos (1,82%)
JAC J6 - 3 votos (1,82%)
Volkswagen Amarok Cabine Simples - 3 votos (1,82%)
Fiat 500 - 1 voto (0,60%)
Kia Picanto - 1 voto (0,60%)
Volkswagen SpaceCross - 1 voto (0,60%)
Brilliance FRV - 0 voto (0%)
TOTAL: 164 VOTOS

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fiat 500 mexicano custará R$ 39.900 no Brasil

Se a picape Strada Adventure Cabine Dupla Dualogic ficou muito cara, o mesmo não se pode dizer do novo Cinquecento, que passar a ser importado da América Central muito em breve aproveitando o acordo comercial entre Brasil e México. Se o bom blog Autos Segredos estiver certo, o 500 Cult terá preço inicial de R$ 39.900.

Segundo o site, o pequeno italiano será vendido em seis versões: Cult e Cult Dualogic (R$ 42.000), ambas com motor 1.4 8V EVO Flex; Sport Air, Sport Air Automático (de seis marchas) e Lounge Air Automático, e contando a série especial Prima Edizione (1.4 16V MultiAir).

A versão Cult será equipada com airbag duplo, ABS, controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR), Hill Holder, rodas de liga leve de 15", banco do motorista e volante com regulagem de altura, faróis com regulagem elétrica, ar-condicionado, direção elétrica, sistema isofix para fixação de cadeirinhas, rádio CD Player com leitor de MP3/WMA, vidros e travas elétricas. Câmbio manual automatizado Dualogic é opcional.

O 500 Sport Air, além dos itens acima, terá para-choques esportivos, e airbags laterais, piloto automático, rodas de 16", faróis de neblina, freios com pinças vermelhas, bancos parcialmente em couro e volante em couro. O motor 1.4 16V Multiair pode se associar ao câmbio automático de seis velocidades. Ainda de acordo com o Autos Segredos, no 500 "Lounge as rodas são mais sóbrias, os parachoques – os mesmos do Cult - tem frisos cromados, retrovisores externos cromados e bancos com abamento diferenciado. Seu motor também é 1.4 16V, mas está disponível apenas com câmbio manual".

Assim como aconteceu nos Estados Unidos, para iniciar as vendas desta nova fase do modelo no Brasil, a Fiat deverá mesmo lançar o 500 Prima Edizione, série especial baseada no Sport Air Manual e limitada a 500 unidades.
(foto: Autos Segredos/Reprodução)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

15 lançamentos devem agitar o mercado brasileiro até o final do ano

O bom repórter Diogo de Oliveira publicou uma matéria interessante no site da Autoesporte hoje. Pelo menos 15 lançamentos estão confirmados para o 2º semestre de 2011. Segundo a AE, Fiat Palio e Chevrolets Cruze e Colbalt são destaques, mas a maioria das novidades é de importado. Vejam a lista:

Agosto
JAC J6 (a partir de R$ 58.800)
Kia Picanto (a partir de R$ 34.900)
Volkswagen SpaceCross
Fiat Freemont
Setembro
Fiat 500
Ford New Fiesta hatch
Brilliance FRV (versões GL e Cross)
Hyundai Elantra
Chevrolet Cruze
Outubro
JAC J5
Volkswagen Amarok cabine simples
Nissan March
Chevrolet Cobalt
Novembro 
Fiat Palio
Renault Duster

Dos 15 carros, penso que o Fiat Palio, pela importância, será o lançamento mais significativo. Em seguida penso nesse quarteto (não necessariamente nesta ordem): Renault Duster, Nissan March, Chevrolet Cruze e Ford New Fiesta (hatch). Fechando coloco Chevrolet Cobalt, Hyundai Elantra, Fiat Freemont, Kia Picanto e Jac J5.

E para vocês qual carro será o lançamento mais importante do 2º semestre no Brasil? Comente aqui!
(Fotos: Chevrolet/Divulgação, Nissan/Divulgação e Renault/Divulgação)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Fiat 500 chega oficialmente ao Brasil

O simpático Fiat 500 vai finalmente chegar às concessionárias da Fiat em todo Brasil a partir de outubro. A marca italiana confirmou a informação e revelou ainda o preço sugerido de modelo: (salgados) R$ 61.900. O Cinquecento será comercializado com motor 1.4 16V de 101 cv de potência e 13,4 mkgf de torque. A opção de câmbio Dualogic também está confirmada.

O 500 será o "carro de imagem" da Fiat no Brasil, e terá como principais concorrentes no "segmento" o Volkswagen New Beetle, o Smart, da Mercedes-Benz, e o Mini Cooper, da BMW.

Pude conhecer o Fiat Cinquecento pessoalmente no ano passado e ele é um carro bem legal. Além de muito bonito ao vivo, ele é moderno e interessante. Teoricamente ele leva quatro ocupantes, mas o ideal mesmo é ter apenas o motorista e o passageiro por causa do pouco espaço traseiro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sugestões de modelos frutos da parceria entre Fiat e Chrysler

Arte de Ricardo Tadeu/Reprodução da internet/ revistaautoesporte.com.br - 22/1/09
Muito interessante esta parceria entre a Fiat e a Chrysler. Os italianos vão receber 35% das ações da montadora norte-americana. Em troca, investimentos de reestruturação e reforma das fábricas da Chrysler nos EUA serão feitos. Ou seja, as ações serão trocadas por investimentos. Por contrato, a Fiat pode aumentar a sua parcela de ações em até 55% no futuro.

Na prática, a Fiat vai ajudar a Chrysler a sair do buraco. Mas como? Ela vai ajudar na criação de motores menos poluentes e mais eficientes, na adoção de técnicas que diminuem os custos de produção e na criação de plataformas mais modernas. Mas o que a Fiat ganha com isso? Ela poderá, finalmente, entrar num dos maiores mercados do mundo. Os modelos da marca seriam vendidos nos Estados Unidos pela Chrysler. Mas ainda não sabemos quais carros chegarão às ruas e quando eles vão ser lançados.

Fiz uma pesquisa e selecionei alguns modelos que considero competitivos para o mercado dos EUA.

. 500: Seria uma aposta mais nostalgica para concorrer com modelos como o Volkswagen New Bettle, (finado) PT Cruiser e Chevrolet HHR. O 500 chegaria já em 2010, sendo o primeiro Fiat nos EUA nessa nova fase;
. Linea: Entraria para concorrer com os "sedãs pequenos" vendidos nos EUA, como o Civic;
. Bravo: Seria um concorrente para os carros menores, como o Golf (Rabbit por lá);
. Sedici: Outra aposta, em especial para quem precisa de um carro menor, menos poluente, com tração nas quatro rodas;
. Ulysse: Este seria um opção para concorrer com os carros familiares, como o Toyota Siena e o Chrysler Town & Country.

Vale lembrar que todos os modelos da marca italiana precisariam ser adaptados para atender às rígidas normas de segurança norte-americanas, "segundo as quais os faróis precisam ser do tipo 'sealed beam' e os pára-choques reforçados para suportar impactos mais fortes que os europeus exigem para seus carros serem devidamente homologados" (texto entre aspas da revista Car Magazine).

E você, o que achou da parceria entra a Fiat e a Chrysler? Vai dar certo? Quais modelos da marca italiana você acha que poderiam ser vendidos nos EUA?

Atualização (26/01):
A imprensa nacional e internacional já está especulando quais modelos da Fiat vão ser vendidos nos EUA. Entres os cogitados, como eu já falei no post, o primeiro seria o Fiat 500. Outro seria o uma nova geração do Panda; acompanhado do Alfa Romeo Mi.To, além de um sedã para substituir os fracos Avenger e Sebring, que não vendem bem.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Fiat Cinquecento De 0 a 100

Gostaria de fazer um agradecimento formal à Fiat da Itália que lançou uma versão do compacto Cinquecento em homenagem ao De 0 a 100! É a prova que o blog está tendo reconhecimento internacional! O mais interessante foi o modelo ser lançado apenas na Europa, enquanto o De 0 a 100 é todo feito no Brasil!
Com o nome de "Da 0 a 100” (Da Zero a Cento), a versão especial é baseada na Abarth e tem motor 1.4 turbo de 162 cv de potência e 23,45 mkgf de torque. Segundo a marca, ele precisa de 7,3 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge 211 km/h de velocidade máxima!

Deixando a brincadeira de lado, muito bacana esta nova versão do Fiat 500. Vamos agora aguardar a chegada do carrinho ao Brasil.
Fotos: Fiat/Divulgação

sábado, 12 de abril de 2008

Fiat Cinquecento no Brasil

Os boatos estão cada vez ganhando mais força! Parece que o Fiat 500 virá sim para o Brasil, mas não da maneira que as pessoas gostariam. Quando o carro foi lançado na Europa, em julho do ano passado, muitos brasileiros criaram a expectativa que ele chegaria por aqui por um preço mais baixo e competitivo, sendo mais uma opção entre Uno e Stilo. Mas, pelo visto, ele será importado para atender a um nicho de mercado, o de carros mais exóticos (e com luxo), como New Beetle e PT Cruiser. Seria uma maneira de promover ainda mais a marca Fiat no Brasil.
Fiat/Divulgação
Porém, nada foi confirmado pela montadora. Algumas pessoas apostam na chegada do Cinquecento no final do ano, com a sua primeira aparição pública oficial marcada para o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro. Segundo o jornal Estado de Minas, o modelo que vem para o Brasil deve ser o topo de linha, com motor 1.4 16V, que desenvolve 120 cv de potência.
Chrysler/Divulgação - foto abaixo também / Volkswagen/Divulgação


Nichos
PT Cruiser e New Beetle atendem a um nicho de público muito interessante, os motoristas que gostam de aparecer. Não estou vendo isso pelo lado negativo, mas sim como algo fora do comum - assim com os dois modelos. Eles gostam de serem notados quando chegam a qualquer lugar. Acredito que com o 500 seria a mesma coisa. O New Beetle já não é nenhuma novidade em termos de visual, mas ainda faz bem o seu papel de extravagante. Sua mecânica é confiável, já que compartilha a consagrada estrutura do Golf. O motor 2.0 8V é superado em termos de desempenho e consumo; mas, pelo menos, o VW já pode ser encontrado por cerca de R$ 58.000 com quatro airbags, ABS, entre outros equipamentos. Já o PT Cruiser tem o design ainda mais chamativo. Mas, o que pouca gente sabe, é que o carro não é muito luxuoso e tem alguns problemas de ergonomia, como os comandos de abertura dos vidros no painel central, abaixo do relógio. Pode até ser algo retrô, mas atrapalha bastante.
Comando de abertura dos vidros fica "fora-de-mão" no PT Cruiser