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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alta Roda - Pensamentos alternativos

O Salão do Automóvel de Frankfurt, o maior do mundo em área locada de exposição, inverteu o clima de pessimismo observado há dois anos em razão da crise financeira mundial. A feira estará aberta até este domingo, 25/9, e reflete um cenário de vendas mundiais de veículos em ascensão, embora no continente europeu os resultados não estejam bons, à exceção da Alemanha, o que ajudou a mostra.
Volkswagen/Divulgação
Naturalmente, as marcas germânicas dominaram o ambiente. A começar pelo VW Up!, um subcompacto de quatro lugares, para disputar um segmento que crescerá muito. O modelo apresenta sofisticações, como frenagem automática e inteligente sistema multimídia portátil. Essa plataforma dará origem ao futuro carro de entrada da marca, substituindo o Gol IV, para cinco passageiros e com estilo próprio.

A Mercedes-Benz apresentou o novo Classe B, crossover de hatch e monovolume, com muitos equipamentos de série inclusive sistema anticolisão. Sua arquitetura flexível vai gerar um hatch (Classe A), um utilitário esporte (SUV) compacto, um sedã-cupê e uma station. Atenções se voltaram ao carro conceito F-125 (alusão aos 125 anos da empresa), um elétrico muito avançado que associa bateria de íon-enxofre e pilha a hidrogênio para até 1.000 km de autonomia.

A BMW mostrou o compacto Série 1, mais espaçoso, e consolidou sua submarca para propulsão alternativa. O i3 elétrico está praticamente pronto com muita fibra de carbono para aliviar o consumo da bateria, enquanto o híbrido esporte i8 ainda demora dois anos. A Audi respondeu com o carro-conceito A2 que terá também motor elétrico e o estudo Urban Concept ainda em estágio primário, mas o esportivo R8 e-Tron surgiu em forma quase definitiva.

Fechando a ofensiva alemã, a Porsche exibiu o novo 911, mais baixo e longo, projetado para receber propulsão híbrida. Versões conversíveis de supercarros também tiveram vez: Mercedes-Benz CLS (teto de lona) e Ferrari 458 Italia (teto rígido), atraindo fãs fiéis do puro glamour.
Fiat/Divulgação
Impressionaram a semelhança visual entre o novo Fiat Panda e o Uno brasileiro, de plataformas diferentes, além da nova linguagem de estilo da Ford realçada no Evos. Citroën DS5 confirmou o desenho audacioso da marca; a Renault contra-atacou com o conceito do que poderá ser um Kangoo no futuro; Smart também antecipou a evolução estética do microcarro (além da terceira geração elétrica); Mini cupê ampliou de forma criativa o desenho que parecia único.

Entre os SUV de maior porte, a maior surpresa foi o Maserati Kubang (materialização de um conceito do Salão de Detroit/2003). A Land Rover antecipou em quatro anos as primeiras formas do que, tudo indica, será o sucessor do icônico Defender.

Apesar da ênfase sobre elétricos e híbridos em Frankfurt, já há mais gente pensando que motores a combustão ainda vão evoluir e surpreender em emissões. Na Europa, por exemplo, 75% dos motores de carros novos utilizam turbocompressores (Classe B e A1, 100%). Como gerar eletricidade também emite gás carbônico (CO2), à exceção de usinas atômicas, podem acontecer surpresas e adiar para além de 2030 as chances de mínima consolidação do mercado de veículos elétricos a bateria.

RODA VIVA

AUMENTO significativo do IPI atingirá indistintamente todos os modelos não produzidos no Mercosul e México, mesmo que o fabricante já possua instalações industriais no Brasil. No fundo, o governo federal sabe que essa discriminação de imposto segundo a origem do produto contraria a Constituição. Resolveu correr o risco, em defesa do emprego industrial.

MAIS estranho é a taxação extra sobre importados vigorar até dezembro de 2012, embora a política de aumento da competitividade vá até 2016. Fica a dúvida se a medida pode ser revista ou a exigência de conteúdo de peças nacionais abrandada para quem quer fabricar no País. Casos da Chery e JAC, além da BMW que extraoficialmente já decidiu, mas pode desistir.

MERCEDES-BENZ SLS AMG roadster oferece rara combinação entre raízes históricas, estilo atual e desempenho ímpar. Inspirado no venerável 300 SL, de 1954, e suas portas no estilo de asas de gaivota na versão cupê, o conversível tem, claro, portas convencionais. O teto de lona se amolda à perfeição ao desenho do carro, além de subtrair apenas três litros do porta-malas.

GUIAR o SLS é uma experiência estonteante. O roadster tem capô longo e traseira curta. Sua largura exige atenção em estradas e ruas estreitas da Costa Azul francesa, Mônaco e pequenas cidades italianas na região. Motor V-8 de 571 cv e excitantes 66,3 kgfm são exploráveis em todas as situações. Mesmo que por apenas alguns segundos.

EXISTEM quatro opções de controle das suspensões no SLS, combinadas a respostas de direção, acelerador e troca de marchas na caixa automatizada de sete velocidades formando um transeixo traseiro. O conversível é cerca de 10% mais caro que o cupê e terá 30% do mix de vendas (no Brasil, bem menos). A fábrica produz cerca de 1.200 unidades/ano.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sugestões de modelos frutos da parceria entre Fiat e Chrysler

Arte de Ricardo Tadeu/Reprodução da internet/ revistaautoesporte.com.br - 22/1/09
Muito interessante esta parceria entre a Fiat e a Chrysler. Os italianos vão receber 35% das ações da montadora norte-americana. Em troca, investimentos de reestruturação e reforma das fábricas da Chrysler nos EUA serão feitos. Ou seja, as ações serão trocadas por investimentos. Por contrato, a Fiat pode aumentar a sua parcela de ações em até 55% no futuro.

Na prática, a Fiat vai ajudar a Chrysler a sair do buraco. Mas como? Ela vai ajudar na criação de motores menos poluentes e mais eficientes, na adoção de técnicas que diminuem os custos de produção e na criação de plataformas mais modernas. Mas o que a Fiat ganha com isso? Ela poderá, finalmente, entrar num dos maiores mercados do mundo. Os modelos da marca seriam vendidos nos Estados Unidos pela Chrysler. Mas ainda não sabemos quais carros chegarão às ruas e quando eles vão ser lançados.

Fiz uma pesquisa e selecionei alguns modelos que considero competitivos para o mercado dos EUA.

. 500: Seria uma aposta mais nostalgica para concorrer com modelos como o Volkswagen New Bettle, (finado) PT Cruiser e Chevrolet HHR. O 500 chegaria já em 2010, sendo o primeiro Fiat nos EUA nessa nova fase;
. Linea: Entraria para concorrer com os "sedãs pequenos" vendidos nos EUA, como o Civic;
. Bravo: Seria um concorrente para os carros menores, como o Golf (Rabbit por lá);
. Sedici: Outra aposta, em especial para quem precisa de um carro menor, menos poluente, com tração nas quatro rodas;
. Ulysse: Este seria um opção para concorrer com os carros familiares, como o Toyota Siena e o Chrysler Town & Country.

Vale lembrar que todos os modelos da marca italiana precisariam ser adaptados para atender às rígidas normas de segurança norte-americanas, "segundo as quais os faróis precisam ser do tipo 'sealed beam' e os pára-choques reforçados para suportar impactos mais fortes que os europeus exigem para seus carros serem devidamente homologados" (texto entre aspas da revista Car Magazine).

E você, o que achou da parceria entra a Fiat e a Chrysler? Vai dar certo? Quais modelos da marca italiana você acha que poderiam ser vendidos nos EUA?

Atualização (26/01):
A imprensa nacional e internacional já está especulando quais modelos da Fiat vão ser vendidos nos EUA. Entres os cogitados, como eu já falei no post, o primeiro seria o Fiat 500. Outro seria o uma nova geração do Panda; acompanhado do Alfa Romeo Mi.To, além de um sedã para substituir os fracos Avenger e Sebring, que não vendem bem.