Entre as trajetórias mais surpreendentes dos últimos anos está a do grupo sul-coreano Hyundai, que possui 34% das ações da Kia, mas controla a marca por meio da mesma família proprietária, a Chung. No ano passado, o grupo produziu quase sete milhões de unidades de automóveis e veículos comerciais, atrás apenas de GM, Toyota e Volkswagen.
O país asiático de 50 milhões de habitantes é o exemplo de como investimentos maciços na educação transformaram uma nação dividida e pobre em desenvolvida ao longo de menos de 50 anos. E continua a crescer, haja vista estradas e conjuntos de edifícios em construção ao redor da capital Seul.
Fundada em 1967, a companhia começou montando carros da Ford e depois fabricou produtos baseados em mecânica Mitsubishi. Seu primeiro modelo próprio, o compacto Pony, é de 1974 e o primeiro motor, de 1991. São nada modestos ao comentar que suas referências atuais em qualidade transferiram-se das marcas japonesas para as principais europeias.
A expansão internacional da Hyundai impressiona. Cerca de 60% de sua capacidade produtiva total situa-se fora da Coreia, incluindo China e EUA. No Brasil, a fábrica de Piracicaba (SP) está dimensionada para 150.000 unidades em dois turnos, onde começa a produzir em outubro. O acordo de importação com o Grupo CAOA continua, além da produção em Anápolis (GO) do SUV Tucson e dos caminhões leves HR/HD. No entanto, a nomeação de novas concessionárias será de responsabilidade dos coreanos. Lojas próprias da CAOA respondem, hoje, por 70% das vendas atuais da marca.
O foco da empresa é o mercado brasileiro, sem preocupação inicial em exportar para os países vizinhos. Tanto que produz na Índia dois modelos pequenos, i10 e Eon, e ainda assim decidiu desenhar um carro específico para o Brasil, com nome a ser anunciado em breve.
No centro de desenvolvimento de Namyang, a 60 km de Seul, alguns jornalistas puderam ver o carro pronto, faltando apenas pormenores como a superfície do volante de direção. Embora nada comentassem sobre arquitetura e dados técnicos do carro, sua origem é o Kia Picanto/i10, um subcompacto de dimensões internas e externas próximas às de um Gol, por exemplo. Distância entre eixos e comprimento do Picanto (2,38 m/3,60m ante 2,46 m/3,90 m do Gol) são inferiores, mas não chegam a comprometer o espaço para joelhos e cabeça atrás. Volume do porta-malas é bom (225 litros), porém não igual ao de um compacto como o Uno (280 litros).
O estilo do Hyundai brasileiro é bastante atual e difere tanto do Picanto como do i10. Internamente, painel e quadro de instrumentos são específicos, de desenho agradável, além de um bom porta-luvas. A versão mostrada foi a de topo e inclui recursos como regulagens de altura e distância do volante, além do assento do motorista, e bom apoio para o pé esquerdo.
Haverá dois motores, ambos flex: 1,0 l, 3 cilindros (Picanto) e o 1,6 l, 4 cilindros (Cerato/Soul). Em curta avaliação, o motor de três cilindros demonstrou disposição para acelerar, sonoridade agradável, mas não tão suave como um quatro-cilindros. Direção e suspensões ficam dentro dos melhores padrões do segmento. O preço, obviamente, continua em segredo até o lançamento. Com certeza estará abaixo de R$ 29 mil. O sedã vem no começo de 2013, seguido por versão “aventureira” do tipo CrossFox. O SUV ou crossover derivado ainda está por definir.
RODA VIVA
APESAR de ter acontecido o melhor junho da história – 353.200 unidades vendidas entre carros e veículos comerciais – ainda não dá para saber como será o segundo semestre. Parte do bom resultado se deve a unidades que não puderam ser emplacadas no fim de maio logo depois da redução do IPI. Fenabrave (concessionárias) acha que, no máximo, haverá empate com 2011 e Anfavea prefere esperar para revisar sua previsão de crescimento.
EXISTE consenso entre analistas de que condições atuais de imposto menor precisam ir além de 31 de agosto. Isso para que o segundo semestre alcance média de pelo menos 330.000 unidades mensais e o fechamento de 2012 empate com o ano passado. Em junho estoques totais caíram de 43 para 29 dias e índice de inadimplência deu sinais de queda. Assim, o ano não parece perdido, apesar dos tropeços até agora.
COMPRA dos restantes 50,1% das ações da Porsche Holding pela Volkswagen muda pouca coisa na prática. Fusão das duas empresas já havia acontecido na prática, mas não de direito. Ocorre que a Porsche SE, nível acima na estrutura acionária e de propriedade das duas famílias que controlavam diretamente a marca de carros esporte, continua com 50,7% do novo grupo.
CÂMBIO manual automatizado, agora disponível no CrossFox I-Motion, trouxe o conforto de uso no dia a dia do trânsito que faltava na versão aventureira do Fox. Demora em tornar disponível a opção deveu-se a testes para o uso leve no fora de estrada. Em qualquer das duas situações o comportamento do câmbio é muito bom e tende a ter mais aceitação pela relação preço-comodidade.
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quinta-feira, 12 de julho de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Hyundai e Kia preparam 48 lançamentos até 2015
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| Novo i30 - Hyundai/Divulgação |
O site Notícias Automotivas publicou uma lista das próximas novidades das duas marcas até 2015. Ao todo serão 48 lançamentos, sendo 24 da Kia e 24 da Hyundai..
Está certo que alguns lançamentos não passam de face-lifts. Mas a maioria dos lançamentos será de carros realmente novos. Confira abaixo a lista de prováveis lançamentos da dupla Kia e Hyundai até 2015:
HYUNDAI
- i10 (nova geração em 2014)
- i15 (carro compacto e CUV. Codinome HB. Carro compacto para final de 2012 e CUV para primeiro trimestre de 2013)
- i20 (nova geração em 2014. Codinome MC)
- Accent (lançado em janeiro de 2011 no Salão de Montreal. Codinome RB)
- Avante/Elantra (lançado em abril de 2010 no Salão de Busan. Codinome MD)
- Avante Coupe (lançamento confirmado para 2012 no Salão de Detroit
- i30 (lançado em setembro de 2011 no Salão de Frankfurt. Codinome GD)
- i30 Plug-in Hybrid (lançamento previsto para o segundo trimestre de 2012. Baseado no conceito Blue Will; HND-4)
- i40 (Lançado em março de 2011 no Salão de Genebra)
- Sonata (leve facelift no final de 2012. Nova geração prevista para 2014, com nova versão plug-in hybrid)
- i50 (sem previsão de lançamento)
- Veloster (lançado em março de 2011. Versão GDi Turbo com lançamento confirmado para 2012, no Salão de Detroit)
- Grandeur/Azera (lançado em 2011. Codinome HG)
- Coupe esportivo de 4 portas (Lançamento previsto para 2014. Codinome SG)
- Equus (nova geração prevista para 2015)
- CUV ix25 (lançamento previsto para o final de 2013. Baseado no conceito Curb; HCD-12)
- Tucson/ix35 (leve facelift no final de 2012. Nova geração prevista para 2015)
- Santa Fe/ix45 (nova geração prevista para 2012, entre abril e setembro)
- Veracruz (sem previsão de lançamento de uma nova geração)
- Minivan ix30 (lançamento previsto para o segundo trimestre de 2012. Baseado no conceito i-mode; HED-5)
- CUV “médio” ix40 (sem previsão de lançamento. Baseado no conceito Portico; HND-1)
- CUV “grande” ix50 (sem previsão de lançamento)
- Grand Starex (nova geração prevista para 2015)
- Potter 2 pickup (sem previsão de lançamento)
KIA
- Morning/Picanto (lançado em março de 2011 no Salão de Genebra)
- Ray (lançado em novembro de 2011)
- Ray EV (lançamento (comercialização) previsto para a primeira metade de 2012)
- Pride/Rio (lançado em março de 2011 no Salão de Genebra)
- Cee’d (lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2012. Codinome JD)
- Pro_Cee’d (lançamento previsto para o final de 2012
- Forte/Cerato Sedan (lançamento em 2012 já como modelo 2013- carro global. Codinome YD)
- K5/Optima (facelift “mediano” previsto para 2015, com nova versão plug-in hybrid)
- K7/Cadenza (nova geração prevista para 2014)
- K9/Opirus (lançamento previsto para o final do primeiro trimestre de 2012. Codinome CH)
- Pequeno roadster (sem previsão de lançamento)
- Forte/Cerato Koup (nova geração prevista para o final de 2012)
- Coupe “grande” (sem previsão de lançamento. *provavelmente baseado no Conceito GT)
- CUV do “Segmento B” (opção AWD disponível.Baseado no Hyundai ix25. Sem previsão de lançamento)
- Sportage (lançado em 2011)
- Sorento (leve facelift previsto para 2013 e nova geração prevista para 2015)
- Mohave/Borrego (nova geração sem previsão de lançamento)
- Venga (leve facelift previsto para 2013 e nova geração prevista para 2015)
- Soul (nova geração prevista para 2014)
- Soul’ster (2 portas. Sem previsão de lançamento. Baseado no conceito homônimo)
- Carens/Rondo (nova geração com previsão de lançamento para o segundo trimestre de 2012. Projeto NG)
- CUV “grande” (lançamento esperado para 2013 ou 2014)
- Carnival/Sedona (nova geração prevista para o primeiro trimestre de 2013)
- Bongo 3 pickup (previsto para o segundo trimestre de 2012)
Fonte: NA
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Alta Roda - Vençam os melhores
| Fiat/Divulgação |
A mudança relevante nos números estonteantes dos últimos oito anos, que elevaram o País à posição de quarto mercado mundial (sexto em produção), está na cadência. Será mais difícil, de agora em diante, superar a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), como ocorria até este ano. Em 2011, as vendas atingirão 3,7 milhões de unidades, 5% acima de 2010, enquanto PIB deverá subir em torno de 3,5%.
Para 2012, a maioria prevê o mercado acelerando 3% (pessimistas, 2%; otimistas, 4%), alinhado ao PIB. O bom ânimo dos palestrantes se deve ao desejo permanente da classe média emergida em adquirir um carro novo. Pesquisa da GfK indica que 16% dos brasileiros, em geral, demonstraram essa intenção para os próximos seis meses. Afinal, estamos longe da saturação dos mercados maduros. Este ano, vamos adquirir 19 veículos para cada grupo de 1.000 habitantes. Nos EUA, nos anos bons, são 60 para cada 1.000.
Na realidade, está nas mãos do governo a calibragem fina da demanda. Embora todos concordassem que a taxa de juros continuará a cair, o nível do crédito está sob controle para evitar desequilíbrios. Prazos de financiamento menores aumentaram as prestações na média em 20%. Por essa razão, quem ganha RS 2.000,00 deixa de atingir a renda mínima e acaba, quando muito, apenas trocando seu atual carrinho por outro menos usado, adiando o salto para o novo.
A consultora Letícia Costa sinalizou um ponto muito positivo: “Pela primeira vez vejo a economia brasileira, mesmo crescendo menos, mais previsível do que a global”. Porém, colocou suas preocupações sobre a inflação.
Quem acha que o IPI majorado para modelos importados de países sem parceria com o Brasil diminuirá a concorrência interna, engana-se. Estoques estão altos e as margens serão apertadas em 2012 e nos próximos anos. As quatro principais marcas continuarão encolhendo participação, embora ampliando investimentos porque a procura crescente compensa parte do que foi perdido. A PSA Peugeot Citroën, por exemplo, anuncia essa semana que dobrará sua capacidade produtiva em Porto Real (RJ).
Entre outras perspectivas positivas apontadas no congresso, destacam-se pelo menos duas. Em 2020, o Brasil poderá ser a quinta economia mundial, ultrapassando a Alemanha, mas batido pela Índia. Em curto prazo, a chinesa Chery pretende antecipar em seis meses, para o primeiro semestre de 2013, o início da produção em Jacareí (SP).
Ótimo que isso aconteça. Diferentes empresas, de várias origens, produzindo sob as mesmas condições econômicas, enfrentando as agruras do Custo Brasil, além da severa e complicada carga tributária. Também sem o conforto artificial da taxa de câmbio que faz dos brasileiros os reis, comprando no exterior, e plebeus em seu mercado interno.
É assim que deve ser e que vençam os melhores. Hora de parar de chorar, arregaçar as mangas e trabalhar.
RODA VIVA
MÉXICO reserva surpresas. Chevrolet produz lá o Aveo de geração anterior e importa o Sonic (novo Aveo) da Coreia do Sul. Decidiu fabricar, no próximo ano, versão simplificada do Sonic, já feito nos EUA, com motor menos potente e materiais mais baratos. Preço bom internamente e Brasil e Argentina poderão importá-lo sem imposto.
CORRENDO para aproveitar o apetitoso mercado brasileiro, Rolls-Royce abriu escritório no Brasil e nomeou como concessionário a Via Itália (também Ferrari, Lamborghini e Maserati). Loja, em São Paulo, estará aberta em seis meses para vender de 10 a 15 unidades/ano, do Ghost (R$ 2 milhões) ao Phantom (R$ 3 milhões). Significa 0,5% das vendas mundiais da marca.
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| Kia/Divulgação |
PODE parecer milagre, mas não é. Na VIII Maratona Universitária da Eficiência Energética, no kartódromo de Interlagos, o vencedor dessa vez usou um motor a etanol. Equipe Etanóis, do Oeste do Paraná, marcou 736,395 km/l, novo recorde. Derrotou em economia de combustível a Equipe Ecoville, de Joinville. Com gasolina alcançou apenas 594,394 km/l.
DIA da Engenharia Alemã, na sede da Câmara Brasil Alemanha, em São Paulo, destacou uma observação do brasileiro Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil. “Nos próximos 15 anos veremos mais desenvolvimento no setor automobilístico, considerando os desafios energéticos e ambientais, do que nos últimos 50 anos”. A coluna acrescenta: haja dinheiro...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Alta roda - Agora são outros 500
Poucos carros na história da Fiat foram capazes de virar o jogo de forma tão cabal como o 500 ou Cinquecento, como se diz em italiano. Aconteceu em 1957 e se repetiu exatos 50 anos depois, em julho de 2007. O novo 500, releitura modernizada do minicarro original, vendeu o dobro da previsão mais otimista da sede da companhia em Turim. Superou as 700.000 unidades acumuladas, basicamente na Europa, ao atender os desejos da afluente classe média e se tornar o terceiro ou quarto carro da classe alta por suas dimensões ideais para o trânsito e estacionamento urbanos.
Preço elevado não é problema na Europa rica. Tornou-se o primeiro subcompacto a oferecer sete airbags de série (incluindo para joelho do motorista) e uma lista de equipamentos de série inigualável nesse segmento. No Brasil, ao contrário, trata-se de uma grande limitação. Por isso era previsível que, ao preço de lançamento de R$ 63.000, as vendas decepcionassem: apenas 100 unidades/mês, em média.
A opção equivocada de lançar o 500 no País se tomou antes da Fiat decidir assumir a Chrysler e produzir o carrinho no México para atender as Américas do Norte e Latina. De cara, sem imposto de importação de 35%, o preço poderia se reduzir em torno de 25%. Mas os italianos gastaram muito para acomodar o modelo às regras americanas de segurança passiva, fabricar o motor Multiair nos EUA e adaptar a fábrica de Toluca. Quase tanto quanto um carro novo.
O 500 ressurge ao preço razoável de R$ 40.000 (versão Cult) e algumas modificações para o mercado brasileiro, a começar pela motorização flex (mesma do Uno 1,4 l, 85/88 cv). Também perdeu cinco airbags e uma marcha no câmbio manual (agora, cinco), porém ganhou bancos dianteiros mais confortáveis, ar-condicionado de maior vazão, quatro refletores nos para-lamas (obrigatórios nos EUA) e cinco litros extras no tanque.
Na primeira avaliação do Cult, com muito calor em Miami, é nítida a diferença de desempenho: 25 cv a menos (gasolina), inferior até ao Uno 2-portas de mesmo motor, que pesa 136 kg menos. Câmbio automatizado Dualogic (R$ 3.000) vem da Itália e mostra pequena evolução nas trocas de marchas.
A novidade é o câmbio automático, da japonesa Aisin, seis marchas (R$ 4.000,00 extras), da versão Sport Air (R$ 48.800, manual), acoplado ao tecnológico motor Multiair, 1.4 l/105 cv. Essa unidade motriz traz gerenciamento eletro-hidráulico de válvulas de admissão, ganhando 5 cv de potência, mesmo com uma árvore de comando a menos. Coloca-se muito bem em termos de desempenho e na faixa baixa dos R$ 50.000 por incluir uma invejável lista de equipamentos de série e um bom conjunto de áudio Bose.
Não deve ser difícil a Fiat comercializar, inicialmente, umas 1.000 unidades/mês – 10 vezes mais que antes – porque toda a sua rede, superior a 500 lojas, passa a vendê-lo, ajudada por uma forte e criativa campanha publicitária e preço ajustado. No entanto, a sustentação ainda se considera uma incógnita. O 500 está na mesma faixa de preço do Punto e do novo Palio, que chega ainda este ano. Exige atenção redobrada, pois a dispersão dos vendedores nas concessionárias, ao explicar a proposta de subcompacto chic, pode enfraquecer esse relançamento.
RODA VIVA
MOMENTO é mesmo dos minicarros. Além do novo VW Up!, uma das atrações do Salão de Frankfurt em meados de setembro, Fiat vai contra-atacar exibindo também o novo Panda. Há anos este é o mais vendido do segmento específico, na Europa. Semelhança de linhas ao Uno brasileiro é grande. Todavia, o modelo italiano sofreu um atraso superior a 18 meses.
COINCIDENTEMENTE, a Kia apresentou o novo Picanto com motor flex no mesmo dia que o Fiat 500. Os preços são próximos – de R$ 35.000 a R$ 45.000 – embora o subcompacto sul-coreano ofereça cinco lugares/quatro portas e o italiano, quatro/duas. Picanto evoluiu em estilo, é muito bem equipado, mas não oferece tantos mimos de série, nem o charme do 500.
ESSE minicarro da Kia também surpreendeu ao oferecer motor 3-cilindros/1 litro (só o Smart, hoje, tem 3 cilindros no nosso mercado). Engenheiros orientais ousaram na alta taxa de compressão (12,5:1), ao contrário de certos flex capengas daqui. E foram recompensados: 77/80 cv de potência, até 10,2 kgfm de torque. Lá fora, só a gasolina, motor empaca nos 70 cv, bom cala a boca...
AINDA falta o fluxo ideal, porém tudo indica que a escassez de peças em razão dos desastres naturais no Japão, em março passado, começa a se solucionar. Mais atingida, a Honda previa atrasar o novo Civic para 2012. No entanto, as boas notícias devem fazer a fábrica de Sumaré (SP) preparar o lançamento ainda este ano, provavelmente em dezembro.
ESTUDO do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) demonstra que vibrações de origem própria e da pavimentação, a que estão sujeitos todos os veículos, podem afetar componentes eletrônicos. Trata-se de lembrete a quem produz sistemas de rastreamento e bloqueio. Microfissuras podem gerar mau funcionamento.
Preço elevado não é problema na Europa rica. Tornou-se o primeiro subcompacto a oferecer sete airbags de série (incluindo para joelho do motorista) e uma lista de equipamentos de série inigualável nesse segmento. No Brasil, ao contrário, trata-se de uma grande limitação. Por isso era previsível que, ao preço de lançamento de R$ 63.000, as vendas decepcionassem: apenas 100 unidades/mês, em média.
A opção equivocada de lançar o 500 no País se tomou antes da Fiat decidir assumir a Chrysler e produzir o carrinho no México para atender as Américas do Norte e Latina. De cara, sem imposto de importação de 35%, o preço poderia se reduzir em torno de 25%. Mas os italianos gastaram muito para acomodar o modelo às regras americanas de segurança passiva, fabricar o motor Multiair nos EUA e adaptar a fábrica de Toluca. Quase tanto quanto um carro novo.
O 500 ressurge ao preço razoável de R$ 40.000 (versão Cult) e algumas modificações para o mercado brasileiro, a começar pela motorização flex (mesma do Uno 1,4 l, 85/88 cv). Também perdeu cinco airbags e uma marcha no câmbio manual (agora, cinco), porém ganhou bancos dianteiros mais confortáveis, ar-condicionado de maior vazão, quatro refletores nos para-lamas (obrigatórios nos EUA) e cinco litros extras no tanque.
Na primeira avaliação do Cult, com muito calor em Miami, é nítida a diferença de desempenho: 25 cv a menos (gasolina), inferior até ao Uno 2-portas de mesmo motor, que pesa 136 kg menos. Câmbio automatizado Dualogic (R$ 3.000) vem da Itália e mostra pequena evolução nas trocas de marchas.
A novidade é o câmbio automático, da japonesa Aisin, seis marchas (R$ 4.000,00 extras), da versão Sport Air (R$ 48.800, manual), acoplado ao tecnológico motor Multiair, 1.4 l/105 cv. Essa unidade motriz traz gerenciamento eletro-hidráulico de válvulas de admissão, ganhando 5 cv de potência, mesmo com uma árvore de comando a menos. Coloca-se muito bem em termos de desempenho e na faixa baixa dos R$ 50.000 por incluir uma invejável lista de equipamentos de série e um bom conjunto de áudio Bose.
Não deve ser difícil a Fiat comercializar, inicialmente, umas 1.000 unidades/mês – 10 vezes mais que antes – porque toda a sua rede, superior a 500 lojas, passa a vendê-lo, ajudada por uma forte e criativa campanha publicitária e preço ajustado. No entanto, a sustentação ainda se considera uma incógnita. O 500 está na mesma faixa de preço do Punto e do novo Palio, que chega ainda este ano. Exige atenção redobrada, pois a dispersão dos vendedores nas concessionárias, ao explicar a proposta de subcompacto chic, pode enfraquecer esse relançamento.
RODA VIVA
MOMENTO é mesmo dos minicarros. Além do novo VW Up!, uma das atrações do Salão de Frankfurt em meados de setembro, Fiat vai contra-atacar exibindo também o novo Panda. Há anos este é o mais vendido do segmento específico, na Europa. Semelhança de linhas ao Uno brasileiro é grande. Todavia, o modelo italiano sofreu um atraso superior a 18 meses.
COINCIDENTEMENTE, a Kia apresentou o novo Picanto com motor flex no mesmo dia que o Fiat 500. Os preços são próximos – de R$ 35.000 a R$ 45.000 – embora o subcompacto sul-coreano ofereça cinco lugares/quatro portas e o italiano, quatro/duas. Picanto evoluiu em estilo, é muito bem equipado, mas não oferece tantos mimos de série, nem o charme do 500.
ESSE minicarro da Kia também surpreendeu ao oferecer motor 3-cilindros/1 litro (só o Smart, hoje, tem 3 cilindros no nosso mercado). Engenheiros orientais ousaram na alta taxa de compressão (12,5:1), ao contrário de certos flex capengas daqui. E foram recompensados: 77/80 cv de potência, até 10,2 kgfm de torque. Lá fora, só a gasolina, motor empaca nos 70 cv, bom cala a boca...
AINDA falta o fluxo ideal, porém tudo indica que a escassez de peças em razão dos desastres naturais no Japão, em março passado, começa a se solucionar. Mais atingida, a Honda previa atrasar o novo Civic para 2012. No entanto, as boas notícias devem fazer a fábrica de Sumaré (SP) preparar o lançamento ainda este ano, provavelmente em dezembro.
ESTUDO do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) demonstra que vibrações de origem própria e da pavimentação, a que estão sujeitos todos os veículos, podem afetar componentes eletrônicos. Trata-se de lembrete a quem produz sistemas de rastreamento e bloqueio. Microfissuras podem gerar mau funcionamento.
(Foto: Fiat/Divulgação)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Kia ouve (a imprensa e os consumidores) e novo Picanto terá ABS
Quando a Kia anunciou os detalhes do novo Picanto no Brasil, muita expectativa foi criada, afinal, ele será flex, com cinco anos de garantia, e terá um grande potencial de vendas. Entretanto, a marca coreana cometeu um erro que considerei um absurdo: não ofertar ABS para o modelo, nem como opcional!
Mas não é que a marca voltou atrás? Conforme publicou a Quatro Rodas, depois de ouvir concessionários e jornalistas (e, consequentemente, consumidores), a Kia anunciou que o Picanto top de linha será comercializado com ABS. Para isso, a "ex-versão" mais requintada foi reposicionada.
Por R$ 34.900, o cliente leva o Picanto básico, com câmbio manual de cinco marchas, equipado com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, volante revestido em couro com comandos do rádio, sistema de som com CD Player, MP3, entrada USB e conexão para iPod; faróis de neblina, trio elétrico, rodas de liga de 14”, imobilizar, setas em LED, odômetro digital com medições parciais e “eco driving mode” e banco traseiro bipartido. Com transmissão automática de quatro velocidades, este mesmo carro sai por R$ 39.900.
Segundo a QR, o Picando 2012 com freios ABS manterá os preços já divulgados, que são de R$ 39.900 (manual) e R$ 44.900 (automático), fazendo com que o compacto com telo solar e sem ABS tenha seu preço reduzido para para R$ 38.900 (m) e R$ 43.900 (a).
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (básico) - R$ 34.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (básico) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual ("intermediário") - R$ 38.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (completo com ABS) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático ("intermediário") - R$ 43.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (completo com ABS) - R$ 44.900
Na minha opinião, as recém criadas versões "intermediárias" não durarão muito no mercado. Ou o consumidor leva a básica, ou compra o carro já com ABS. Por R$ 1.000 a mais, seria bobabem não levar o Picanto já equipado com este importante sistema de segurança.
Mas não é que a marca voltou atrás? Conforme publicou a Quatro Rodas, depois de ouvir concessionários e jornalistas (e, consequentemente, consumidores), a Kia anunciou que o Picanto top de linha será comercializado com ABS. Para isso, a "ex-versão" mais requintada foi reposicionada.
Por R$ 34.900, o cliente leva o Picanto básico, com câmbio manual de cinco marchas, equipado com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, volante revestido em couro com comandos do rádio, sistema de som com CD Player, MP3, entrada USB e conexão para iPod; faróis de neblina, trio elétrico, rodas de liga de 14”, imobilizar, setas em LED, odômetro digital com medições parciais e “eco driving mode” e banco traseiro bipartido. Com transmissão automática de quatro velocidades, este mesmo carro sai por R$ 39.900.
Segundo a QR, o Picando 2012 com freios ABS manterá os preços já divulgados, que são de R$ 39.900 (manual) e R$ 44.900 (automático), fazendo com que o compacto com telo solar e sem ABS tenha seu preço reduzido para para R$ 38.900 (m) e R$ 43.900 (a).
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (básico) - R$ 34.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (básico) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual ("intermediário") - R$ 38.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (completo com ABS) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático ("intermediário") - R$ 43.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (completo com ABS) - R$ 44.900
Na minha opinião, as recém criadas versões "intermediárias" não durarão muito no mercado. Ou o consumidor leva a básica, ou compra o carro já com ABS. Por R$ 1.000 a mais, seria bobabem não levar o Picanto já equipado com este importante sistema de segurança.
(Foto: Kia/Divulgação)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Renovado, Kia Picando 2012 agora é flex. Por R$ 34.900, será que o custo/benefício é bom?
O novo Kia Picanto finalmente tem data para começar a ser vendido no Brasil: 22 de agosto de 2011. A nova geração do modelo chega com novo design, motor 1.0 flex, duas opções de câmbio e quatro versões ao todo.
Graças a uma mudança mais profunda de visual, ficando mais moderno e atraente, e no espaço, resultando em maior conforto para os ocupantes, a marca sul-coreana espera que seu compacto tenha muito mais sucesso do que a geração vendida até o momento.
O motor bicombustível promete ser um dos grandes atrativos do pequeno coreano. O atual Picanto tem um propulsor 1.0 12V a gasolina de três cilindros que desenvolve 64 cv de potência a 5.600 rpm e 8,9 mkgf de torque a 3.000 rpm. Já o novo Picanto tem motor 1.0 12V flex de três cilindros que desenvolve 80 cv a 6.200 rpm e 10,2 mkgf a 4.500. Ou seja, ganhos notáveis de potência e torque, mas com aumento do giro (barulho e vibração) do motor.
Outro grande atrativo da nova geração do Kia é a generosa lista de equipamentos de série. Por R$ 34.900, o cliente leva o Picanto básico, com câmbio manual de cinco marchas, equipado com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, volante revestido em couro com comandos do rádio, sistema de som com CD Player, MP3, entrada USB e conexão para iPod; faróis de neblina, trio elétrico, rodas de liga de 14”, imobilizar, setas em LED, odômetro digital com medições parciais e “eco driving mode” e banco traseiro bipartido.
Pagando R$ 39.900 é possível comprar o Picanto básico com câmbio automático de quatro marchas. Se o consumidor preferir, pode pagar o mesmo valor e pegar a versão completa, que tem os itens acima, além de airbags laterais e de cortina, teto solar e lâmpadas LED nos faróis dianteiros e traseiros. A versão completa com transmissão automática sai por R$ 44.900. A garantia é de cinco anos. Mas o sistema ABS de freios, estranhamente, não será ofertado - um absurdo!
O novo Picanto mede 3,595 metros de comprimento, 1,595 m de largura, 1,490 m de altura e 2,385 m de distância entre-eixos.
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (básico) - R$ 34.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (básico) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (completo) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (completo) - R$ 44.900
Breve comparativo
Realmente o Kia Picanto 2012 tem uma relação custo/benefício bem atraente - garantia longa, motor mais potente e flex, um pouco mais de espaço para todos (ocupantes e bagagem) e visual bem mais moderno e atrativo. Seu preço ficou R$ 1.000 acima da linha 2011. Mas, pelas mudanças e evoluções, está de bom tamanho.
Na sua versão de entrada, o Picanto é praticamente imbatível na relação custo/benefício. Mas será que sua versão mais cara também é atraente? Pensando nisso entrei nos sites de algumas empresas concorrentes e montei carros com propostas semelhantes à do Picanto, equipados praticamente com o mesmo nível de itens e com câmbio automático ou automatizado. Todos da lista abaixo tem mais desempenho e são equipados com freios ABS, mas custam mais e têm menos garantia.
. Fiat Palio Essence 1.6 16V Dualogic - R$ 48.249
(Evolution 2 + Attractive 7 + HSD + vidros traseiros elétricos + volante em couro)
. Volkswagen Gol Power 1.6 I-Motion - R$ 51.220
(Tecnologico VII + Kit V + rodas de liga-leve + lanterna de neblina + banco traseiro bipartido)
. Peugeot 207 XS 1.6 16V automático - R$ 48.560
Qual deles você compraria?
Graças a uma mudança mais profunda de visual, ficando mais moderno e atraente, e no espaço, resultando em maior conforto para os ocupantes, a marca sul-coreana espera que seu compacto tenha muito mais sucesso do que a geração vendida até o momento.
O motor bicombustível promete ser um dos grandes atrativos do pequeno coreano. O atual Picanto tem um propulsor 1.0 12V a gasolina de três cilindros que desenvolve 64 cv de potência a 5.600 rpm e 8,9 mkgf de torque a 3.000 rpm. Já o novo Picanto tem motor 1.0 12V flex de três cilindros que desenvolve 80 cv a 6.200 rpm e 10,2 mkgf a 4.500. Ou seja, ganhos notáveis de potência e torque, mas com aumento do giro (barulho e vibração) do motor.
Outro grande atrativo da nova geração do Kia é a generosa lista de equipamentos de série. Por R$ 34.900, o cliente leva o Picanto básico, com câmbio manual de cinco marchas, equipado com airbag duplo, direção elétrica, ar-condicionado, volante revestido em couro com comandos do rádio, sistema de som com CD Player, MP3, entrada USB e conexão para iPod; faróis de neblina, trio elétrico, rodas de liga de 14”, imobilizar, setas em LED, odômetro digital com medições parciais e “eco driving mode” e banco traseiro bipartido.
Pagando R$ 39.900 é possível comprar o Picanto básico com câmbio automático de quatro marchas. Se o consumidor preferir, pode pagar o mesmo valor e pegar a versão completa, que tem os itens acima, além de airbags laterais e de cortina, teto solar e lâmpadas LED nos faróis dianteiros e traseiros. A versão completa com transmissão automática sai por R$ 44.900. A garantia é de cinco anos. Mas o sistema ABS de freios, estranhamente, não será ofertado - um absurdo!
O novo Picanto mede 3,595 metros de comprimento, 1,595 m de largura, 1,490 m de altura e 2,385 m de distância entre-eixos.
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (básico) - R$ 34.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (básico) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Manual (completo) - R$ 39.900
. Kia Picanto 1.0 Flex Automático (completo) - R$ 44.900
Breve comparativo
Realmente o Kia Picanto 2012 tem uma relação custo/benefício bem atraente - garantia longa, motor mais potente e flex, um pouco mais de espaço para todos (ocupantes e bagagem) e visual bem mais moderno e atrativo. Seu preço ficou R$ 1.000 acima da linha 2011. Mas, pelas mudanças e evoluções, está de bom tamanho.
Na sua versão de entrada, o Picanto é praticamente imbatível na relação custo/benefício. Mas será que sua versão mais cara também é atraente? Pensando nisso entrei nos sites de algumas empresas concorrentes e montei carros com propostas semelhantes à do Picanto, equipados praticamente com o mesmo nível de itens e com câmbio automático ou automatizado. Todos da lista abaixo tem mais desempenho e são equipados com freios ABS, mas custam mais e têm menos garantia.
. Fiat Palio Essence 1.6 16V Dualogic - R$ 48.249
(Evolution 2 + Attractive 7 + HSD + vidros traseiros elétricos + volante em couro)
. Volkswagen Gol Power 1.6 I-Motion - R$ 51.220
(Tecnologico VII + Kit V + rodas de liga-leve + lanterna de neblina + banco traseiro bipartido)
. Peugeot 207 XS 1.6 16V automático - R$ 48.560
Qual deles você compraria?
(fotos: Kia/Divulgação)
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