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terça-feira, 31 de julho de 2012

Governo descarta prorrogar IPI reduzido para carros, diz Mantega

 JULIA BORBA - de Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta terça-feira (31) que o governo não pretende prorrogar a redução do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) para carros. Segundo ele, a venda de veículos deve bater recorde em julho deste ano, com 360 mil unidades vendidas.

"Se isso ocorrer - e ate agora já foram mais de 340 mil - este será o melhor julho de toda serie histórica, o maior volume de vendas da indústria automobilística no mês de julho. Portanto, o programa de estímulo foi muito bem sucedido", afirmou Mantega.

Em maio o governo decidiu reduzir o IPI, como forma de impulsionar a indústria, que vinha em processo de desaceleração. O incentivo deve terminar em 31 de agosto. "Não está em cogitação nesse momento a prorrogação da redução do IPI. Isso foi o que nós combinamos e é o que estamos cumprindo", disse o ministro.

Em outras ocasiões em que o IPI foi reduzido para estimular a economia - entretanto, houve prorrogação da medida. A decisão foi tomada após o governo ter anunciado que não manteria o imposto menor por um prazo maior que o previsto.

De acordo com Mantega, a medida foi tomada "em função da queda das vendas que estava ocorrendo e do acúmulo de estoques nas fábricas, o que poderia dar início a um processo de demissões". "Estávamos preocupados com os projetos da indústria que tem grande participação na geração de empregos e no desenvolvimento do país", disse.

Segundo o ministro, foi feito um "pacto" com a indústria: o governo reduziria o IPI e, em contrapartida, o setor se comprometeu a manter ou aumentar o nível de empregos.

De acordo com o ministro da Fazenda, ainda não foram divulgados os números para a geração de empregos para o setor no mês de julho, mas até junho o resultado era positivo. "Em junho foram criados 1.900 postos novos, portanto, foi cumprido o compromisso de não demissão", afirmou Mantega.

Dados divulgados pelo ministério mostram que o setor empregou 146,9 mil pessoas em junho, frente aos 144,9 funcionários registrados em maio.

Ainda de acordo com informações do Ministério da Fazenda, a importação de veículos, que vinha atrapalhando a produção nacional, vem caindo fortemente em razão das medidas adotadas pelo governo e pelo câmbio favorável. "Em junho a queda nas importações foi de 30%. Com isso, o mercado brasileiro volta a ser ocupado pelo produto nacional", disse o ministro.

CRISE
Segundo o ministro Guido Mantega, os programas de investimento feitos pelo setor, entre 2012 e 1015, devem representar R$ 22 bilhões. "O valor está programado, mas só vai ocorrer se o mercado continuar crescendo", afirmou.

Para ele, a situação do Brasil se destaca frente ao cenário de crise mundial. Para ele, economia nacional continua "dinâmica e virtuosa" e que por isso os trabalhadores brasileiros não estariam percebendo a crise.

"O setor automotivo, por exemplo, está cumprindo a sua parte e nós continuaremos avaliando isso. Ainda temos um mês com redução do IPI e o setor deve continuar cumprindo o compromisso de continuar contratando", assegurou.

Ainda segundo Mantega, o segundo semestre será melhor para a economia brasileira como um todo. "A economia está se aquecendo lentamente. A fase mais difícil foi superanda, quando houve desaceleração da atividade econômica. Portanto, não tenho preocupação em relação a isso. Situação mais favorável daqui pra frente", afirmou.

GM
Mantega também comentou a situação da GM e afirmou que, segundo os números apresentados pela empresa, o saldo de empregos está positivo. "Saíram matérias nos últimos dias, dizendo que a GM estava demitindo, portanto não cumprindo os compromissos, mas verificamos que eles estão admitindo mais do que demitindo", disse.

O ministro destacou que este indicador não significa que não tenham ocorrido demissões. "É o saldo entre demissões e admissões. As contratações tiveram volume maior e isso é normal em todas as indústrias."

"Há problemas localizados em São José dos Campos [SP]. Não cabe ao governo entrar nos detalhes, é [um assunto] da organização interna da empresa", afirmou o ministro. "O que nos interessa é que GM tenha saldo positivo e esteja contratando, e isso está sendo cumprido", emendou.

Especificamente sobre o caso da GM, Mantega disse também que não cabe ao Ministério da Fazenda administrar conflitos específicos trabalhistas. Esta tarefa caberia ao Ministério do Trabalho. "Do ponto de vista do acordo de desoneração, o prometido está sendo cumprindo", reforçou.

Nesta manhã, Mantega se encontrou com o diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan, e saiu da reunião dizendo estar "satisfeito" sob o ponto de vista do acordo feito pelo governo com o setor.

O encontro serviu para que o governo pudesse pedir esclarecimentos sobre as ameaças de demissões na fábrica da montadora em São José dos Campos. "Este é um caso pontual, provocado pela realocação de investimentos produtivos. Temos esse problema em uma das fábricas e o pessoal foi admitido em outras unidades fabris", disse o diretor da GM, Luiz Moan.

Segundo ele, o compromisso da companhia é de negociar de maneira cautelosa, com o sindicato e com o Ministério do Trabalho, como ficará a situação dos funcionários. "Teremos uma próxima reunião no dia 4 próximo, onde a GM espera receber do sindicato ideias para o melhor tratamento da situação", destacou.

Moan informou ainda que a geração de empregos nas fábricas da GM passou de 1.848 vagas no início de 2008 para 2.063 vagas em 2012. O diretor reconheceu, no entanto, que deve haver desligamentos devido a esse reposicionamento de investimentos.

"Temos excedente em uma das fábricas de São José dos Campos, temos o compromisso de negociação cautelosa com o sindicato", comentou o diretor da GM.

PARALISAÇÃO
Os trabalhadores da fábrica de São José pararam a produção por aproximadamente uma hora nesta terça-feira. A ação faz parte de uma série de manifestações que os operários, encabeçados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, vêm realizando em protesto à ameaça da companhia de fechar a linha de MVA da unidade e demitir 1.500 trabalhadores.

O MVA é o setor responsável pelas marcas Corsa, Classic, Zafira e Meriva, que seriam descontinuadas ou transferidas para outras unidades da companhia, segundo o sindicato. A empresa adiou para o fim desta semana qualquer decisão sobre o futuro da fábrica.

Fonte: Folha de S. Paulo

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples

Fui conhecer o Chevrolet Spin de perto e fiquei impressionado com a feiura do modelo. Parece que algo deu errado e que foram tentando consertar, e consertar e, subitamente, o tempo acabou e sobrou o que vemos hoje nas concessionárias e ruas: um carro esquisito, que entra para o seleto hall das "beldades" automotivas nacionais.



Tenho profundo respeito pelo Diretor de Design da GM América do Sul, Carlos Barba - e o admiro por tentar fazer algo diferente. Mas, desde o Agile, meu gosto e o dele não se batem muito. Não fui com a cara do hatch, nem do sedã Cobalt e agora não gosto do monovolume Spin - apenas a Montana me agradou. O bom é que beleza é um item subjetivo. Logo, o carro ser feio não significa que ele seja ruim. E esse é o caso do Spin, um feio legal.

Quando me deparei com o novo Chevrolet, pensei, inicialmente, com a cabeça do dono de um Meriva, e logo fiquei animado. Acabamento melhor, aproveitamento mais eficiente do espaço, câmbio automático de verdade (e de seis marchas!), motor 1.8 mais potente que o 1.4 e mais econômico que o "antigo" 1.8; ABS e airbag duplo de série. E tem ainda a possibilidade de levar sete pessoas! Eu trocaria o meu Meriva na hora.
Por outro lado, o dono do (mais) familiar Zafira vai olhar meio atravessado. Trocar o consagrado (e ultrapassado) motor 2.0 com 140 cv de potência por um 1.8 de míseros 108 cv? Perder o excelente sistema interno de bancos (Flex-7) para adotar uma solução comum, como do rival Nissan Livina? Comprar um carro maior que parece menor? Vou pagar menos, mas minha família ficará confortável como antes? Eu poderia até comprar o Spin, mas olharia os concorrentes com mais calma.

Pensando agora com a cabeça de quem não é dono dos falecidos Meriva e Zafira, fiquei com a sensação de, ao invés de flexibilidade e espaço, os engenheiros da Chevrolet pensaram em outra palavra para definir o Spin: simplicidade.

Não preciso nem dizer que o visual ficou simples, sem inspiração. O acabamento não é mal feito, mas é bem simples (reparem nas costuras dos bancos). Já o velho conhecido motor 1.8 8V Flexpower evoluiu em vários aspectos, mas foi simplificado em termos de potência e torque, virando 1.8 8V Econo.Flex. Os 112/114 cv a 5.600 rpm e 17,7 mkgf a 2.800 rpm deram lugar a 106/108 cv a 5.400/5.600 rpm e 16,4/17,1 mkgf a 3.200 rpm. Tudo para simplificar os números de consumo e emissões.

O que dizer do sistema de bancos então? Pode até parecer uma evolução em relação ao Meriva, mas onde estão as mesinhas tipo avião (faz muita diferença para uma familha com filhos pequenos)? E o banco traseiro corrediço, com terceira fileira de bancos que se esconde? Os diferenciais deram lugar ao simples e normal, como no Livina e no Grand Livina - modelos que, aliás, serviram de referência para a proposta do Spin, que, com a mesma carroceria, pode levar cinco ou sete ocupantes.
Mas o Spin também trouxe evoluções e incrementos, como a lista de equipamentos de série: as duas versões do modelo, LT e LTZ, vêm equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura; entre outros itens. Poderia ser até um pouco mais, mas todos os ocupante tem conforto e segurança.

Outra evolução está no câmbio. Se o motor 1.8 é simples demais e a transmissão manual de cinco marchas é comum, o câmbio automático de seis velocidades, vindo do irmão mais refinado Cruze, é um belo destaque. Com trocas sequenciais, ele tem funcionamento suave e eficiente. Uma pena que o propulsor Econo.Flex não é moderno e elástico o suficiente para aproveitar bem essa transmissão. Realmente fica devendo.
Passageiro do meio atrás sofre com a segurança reduzida, sem cinto de 3 pontos e apoio de cabeça

Com 4,36 m de comprimento, 1,664 m de altura, 1,735 m de lagura (1,932 m com espelhos) e 2,620 m de distância entre-eixos, o Chevrolet Spin ficou com espaço interessante na frente e limitado nos bancos traseiros. Sentando na terceira fileira de bancos, fiquei com a sensação de mais aperto do que na Zafira e de mais espaço do que no Grand Livina.

Segundo a marca, na versão para sete lugares há 23 combinações de posicionamento dos bancos, tudo para tornar o modelo mais versátil internamente. Os objetos na cabine podem ser guardados em 32 porta-trecos. O porta-malas, de acordo com a GM, é o maior da categoria: 710 litros na versão de cinco lugares (e apenas 162 l na versão de sete lugares - menor do que do Ford Ka), podendo chegar a 1.168 litros com os bancos rebatidos.
Para minivanizar o Spin, a Chevrolet elevou a posição de dirigir em 6 cm em relação ao Cobalt. Do sedão também veio a suspensão, que recebeu uma calibragem específica, mais adequada à carroceria do monovolume.

Empolgada com as altas vendas do Cobalt, responsável por 31.257 emplacamentos de janeiro a junho de 2012 (5.209 carros em média por mês), a Chevrolet espera emplacar 2.800 unidades da minivan Spin por mês, o que pode acontecer, levando em consideração que os preços praticados atualmente, com a redução do IPI, são relativamente atraentes.

Conheça os preços e os equipamentos:

Chevrolet Spin LT MT – R$ 44.590 (R9J)
Chevrolet Spin LT MT – R$ 45.990 (R9J + R9R)
Chevrolet Spin LT AT – R$ 49.690 (R9J + R9R + R9T)
Chevrolet Spin LTZ MT – R$ 50.990 (R9P)
Chevrolet Spin LTZ AT – R$ 54.690 (R9P + R9Q)

. R9J: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura.
. R9R: rodas de alumínio de 15" com pneus 195/65 R15, rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar, 4 alto-falantes;
. R9T: R9R + câmbio automático de seis marchas, controlador da velocidade de cruzeiro
 . R9P: 7 lugares / Direção Hidráulica / Ar Condicionado / Travas Elétricas das portas e porta-malas / chave tipo canivete com controle remoto de destravamento das portas / protetor de cárter / banco do motorista com regulagem em altura / banco traseiro bipartido 60/40 e rebatíveis / rodas de aço com calotas integrais de 15" com pneus 195/65 R15 / vidros elétricos / alarme com acionamento por controle remoto na chave tipo canivete / coluna de direção com regulagem em altura / cobertura dos retrovisores externos e maçanetas externas das portas na cor do veículo / grade dianteira integrada ao pára-choque com detalhes cromados / interior com acabamento em dois tons / airbag duplo frontal e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) / rodas de alumínio diferenciadas de 15" com pneus 195/65 R15 / rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar / 4 alto-falantes / Bagageiro no teto / computador de bordo / faróis e lanternas de neblina / espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica / maçanetas internas das portas cromadas / controles do ar condicionado com detalhes cromados / Bancos em tecido diferenciado na cor bege com detalhes em couro e detalhes na cor café / Volante com comandos para acessar as funções do sistema de som / Faróis com tratamento escurecido e regulagem de altura / Sensor de estacionamento

Com o retorno do IPI, o Spin LT vai subir de R$ 44.590 para aproximadamente R$ 47.700, Já o LTZ subirá de R$ 50.990 para cerca de R$ 54.500 (R$ 58.500 automático). Sorte da Chevrolet que os concorrentes também ficarão mais caros. Mas, mesmo assim, bem que a marca poderia manter os valores praticados atualmente. A chance de sucesso aumentaria ainda mais. O Chevrolet Spin tem garantia de 3 anos.
Nesta foto, Spin parece ser até bonito
Mercado
A chegada do Chevrolet Spin mexe com o mercado de minivans no Brasil. Isso porque a presença do Meriva estava cada vez mais fraca. A Honda já lançou a linha 2013 do Fit, que, na minha opinião, mesmo com o elevado preço, ainda é o melhor carro do segmento - embora a marca japonesa tenha perdido a grande chance de tornar o seu modelo o "veículo definitivo".

Já a Fiat mudou o visual externo do Idea para a linha 2011 e agora, para a 2013, deu uma tímida repaginada no interior do veículo, além de reduzir o número de versões ofertadas, tentando fazer o seu modelo manter o fôlego no mercado nacional.

A Nissan continua firme e forte com o nacional Livina, mantendo preços agressivos e boa relação custo/benefício. Só espero que a marca faça um invesimento severo em acabamento na proxima mudança de linha do veículo. Já a Jac aposta no preço (que não é tão baixo) e no motor 2.0 16V para fazer o seu J6 brilhar.

Por último temos a Citroën, que deu uma melhorada interessante no C3 Picasso para a linha 2013. O modelo ganhou a opção do motor 1.5 8V flex (89/93 cv e 13,4/14,2 mkgf) - que aposenta o 1.4 flex (80/82 cv e 12,6 mkgf); recebeu o atualizado motor 1.6 16V EC5 (115/122 cv e 15,5/16,4 mkgf), que possui a tecnologia Flexstart (que dispensa o tanque de partida a frio); e passou a ser equipado, de série, em todas as versões, com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo e ABS. Uma pena que os valores pedidos pela marca francesa também sejam altos demais: 1.5 GL – R$ 45.600; 1.5 GLX – R$ 48.500; 1.6 GLX BVA – R$ 53.500; 1.6 Exclusive – R$ 55.500; 1.6 Exclusive BVA – R$ 58.900.

Emplacamentos no Brasil (janeiro a junho de 2012)
. Honda Fit - 14.935 unidades
. Fiat Idea - 11.029 unidades
. Chevrolet Meriva - 8.035 unidades
. Nissan Livina - 6.223 unidades
. Citroën C3 Picasso - 3.835 unidades
. Jac J6 - 1.337 unidades
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Alta Roda - Lançamentos em cadeia

O calendário está ficando cada vez mais curto para tantas novidades no mercado brasileiro, sem contar o que chega do exterior de países que não Argentina e México, com os quais o BrasilL fez acordos comerciais e taxação diferenciada. O monovolume Chevrolet Spin e as novas picapes Ford Ranger foram apresentadas à imprensa com intervalo de três dias. As vendas de ambos começam ao longo deste mês.
Chevrolet/Divulgação
O Spin, baseado na mesma plataforma do Cobalt, toma o lugar do Meriva e acrescenta uma versão de sete lugares. O Zafira, também de sete lugares, na prática deixou de ter um sucessor, pois se derivava do médio-compacto Astra e a distância entre-eixos era 8 cm maior. Curiosamente, o Spin é 2,5 cm mais comprido que o Zafira, mas se trata de veículos de conceitos e gerações diferentes. Na Europa, a Opel produz Meriva e Zafira bastante diferentes entre si e do que deixou de ser produzido aqui.

Livina e Grand Livina (sete lugares), Idea e C3 Picasso, além do chinês J6, são rivais em um segmento que encolheu ao passar do tempo com o avanço de sedãs e SUVs. Esteticamente o Spin não empolga, em especial na harmonia entre frente e traseira. A configuração interna reserva bom espaço para cabeça, pernas e ombros: ora perde, ora ganha por diferenças milimétricas dos concorrentes da Nissan e da Fiat. Na média, um pouco melhor.

Painel e acabamento, iguais ao do Cobalt, apostam na boa relação custo-benefício. A terceira fileira de bancos, previsivelmente, tem acesso razoável para entrar e nem tanto para sair. O Chevrolet destaca 32 porta-objetos e maior porta-malas (5 lugares, 710 litros; 7 lugares, 162 litros apenas). Entre os acessórios de concessionárias há câmera de ré.

Seu motor de 1,8 litro (108 cv/17,1 kgfm) ficou mais econômico, porém perdeu potência e torque em relação ao anterior, fato desabonador. Preços demonstram que poderá segurar a liderança entre os seus pares: LT parte de R$ 44.590 e LTZ, de R$ 50.990. Por pouco menos de R$ 4.000, LTZ pode vir com câmbio automático de 6 marchas e controle de cruzeiro.

Quanto à Ranger, a Ford executou um trabalho realmente forte. Investiu mais de US$ 1 bilhão, recriou tudo na sua picape média e cobriu quase todo o espectro do segmento. A oferta impressiona: três motores (dois a diesel e um flex), três caixas de câmbio (duas manuais de 5 ou 6 marchas e automática, de 6), quatro versões de acabamento, cabines dupla e simples, tração 4x2 (só com motor flex) e 4x4. O motor diesel, um 5-cilindros de 3,2 l de origem Ford, é o mais potente entre as picapes: 200 cv. Torque de 47,9 kgf.m se iguala ao da S10. O motor flex de 2,5 l/173 cv é o mesmo do novo Fusion, com diferente calibragem.

Linhas imponentes destacam a forte inclinação do para-brisa e um arco de segurança estilizado, sem exageros. O nome Ranger aparece valorizado em friso cromado frontal e na tampa da caçamba. Generosa distância entre-eixos, de 3,22 m, garante bom espaço para joelhos de quem senta no banco traseiro. Evolução marcante no interior inclui quadro de instrumentos de visual moderno e tela multimídia de 5 pol para navegador GPS. Acabamento surpreende e não existem parafusos aparentes. Câmera de ré (imagem no retrovisor) fica embutida no emblema traseiro.

Capacidade de carga – até 1,4 tonelada – e de ultrapassar cursos de água (vau) – 80 cm – também são referências na categoria. Posição de guiar assemelha-se à de um automóvel e com os mesmo recursos, nas versões mais caras, como comandos elétricos nos bancos. Suspensões e nível de ruído estão bem melhores que antes. Câmbio manual de 6 marchas mostra alguma imprecisão, mas o automático é muito bom. Controle de trajetória com oito funções e seis airbags colocam em nível alto a segurança. Os preços, bem competitivos, vão de R$ 61.900 a R$ 130.900.

Em comum, Spin e Ranger oferecem três anos de garantia total, que deveria ser o padrão no Brasil.

RODA VIVA

APENAS no primeiro semestre de 2013 a filial argentina da PSA Peugeot Citroën terá fôlego para colocar em produção o sucessor do Citroën C4 Pallas. Linhas já são conhecidas porque o carro estará à venda antes na China, como C-Elysée e C4 L (entre-eixos maior), e fotos foram divulgadas. Como de praxe, os modelos do oriente e do ocidente não serão idênticos.

NOVO Série 3, da BMW, chegou ao mercado brasileiro nas versões 328i, 245 cv (R$ 171.400 a R$ 229.950) e de topo 335i, 306 cv (R$ 294.950). Em um mês, o 320i, de menor preço e mais vendido, partirá R$ 129.950. Os valores comprovam que os importadores apertaram bem suas margens para competir. Série 3 tem ido além do esperado no mercado mundial.

TRAJETÓRIA da AMG completa 45 anos como uma operação de sucesso de “esportivação” de modelos de rua. Especializada em produtos da Mercedes-Benz, foi comprada pela marca alemã aos poucos e há sete anos é uma divisão integral da companhia. SLK 55 AMG, motor V-8 biturbo de 421 cv/55 kgfm, acaba de ser lançado no Brasil. Preço: US$ 244.900 (R$ 485.000).

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Alta Roda - Perpetuar a obra

Conservar a memória de carros antigos não é missão fácil no Brasil. O poder público é totalmente omisso e cabe apenas aos abnegados e colecionadores investir na preservação. Em Brasília (DF), o Museu do Automóvel está ameaçado de despejo; o de Caçapava (SP), em estado de abandono e com veículos depenados; o da Ulbra, em Canoas (RS), fechado por dívidas da universidade que o patrocinava.

Segundo o site AutoClassic, resta uma dúzia deles, a maioria pequenos ou temáticos, basicamente em São Paulo e no Rio Grande do Sul. A alternativa para não deixar morrer o antigomobilismo tem sido exposições públicas regulares ao ar livre. Há mais de 50 delas por ano, de médio e grande portes, onde é possível apreciar o passado que influencia o presente e inspira o futuro.

Este ano se comemorou o XX Encontro Nacional de Veículos Antigos, no pátio do Tauá Grande Hotel, em Araxá, semana passada. Trata-se de exposição bienal, a mais seletiva entre as realizadas no País, iniciada em 1984. Organizado pelo Veteran Car Club, de Minas Gerais, o Brazil Classics Fiat Show 2012 reuniu cerca de 300 carros. Incluiu desfile de veteranos pelas ruas da cidade e leilão de Ferrari 365 1970, por R$ 400 mil, a Fusca 1969, por R$ 11 mil.

Troféu Roberto Lee, para o melhor da exposição, ficou com o Rolls-Royce Silver Ghost 1923, de Rubio Ferreira, fabricado em Springfield, EUA (não na Inglaterra). Troféu Lalique foi para a coleção de Cadillacs, de Nélson Rigotto. Entre carros nacionais, prêmio ao Brasinca GT 1965, de Otávio de Carvalho.

Especialista em história do automóvel, o americano-brasileiro Rexford Parker destacou alguns em nível internacional. “Maravilhosos: Aston Martin DB2, 52; Cadillac Town Car by Fleetwood, 25 e Rolls-Royce Phantom 5 James Young Touring Limousine, 64.  Mais fiel ao modelo original do que o próprio ‘Best of the Show’ e do mesmo dono, o espetacular Packard Twelve Dietrich Club Sedan, 33.”

Embora sempre atraente, a exposição de 2012 perdeu um pouco de brilho em relação à de 2010, talvez pelo tempo chuvoso ter gerado desistências. Seria muito bom rever, se não todos, pelo menos a maioria dos 19 vencedores anteriores, que mereceriam um espaço à parte. Ferdinand Alexander Porsche, desenhista do 911 falecido esse ano, recebeu homenagem e localização nobre dos 10 modelos expostos.

Og Pozzoli, 82 anos, um dos maiores colecionadores do Brasil com mais de 170 carros, também reverenciado em Araxá, se preocupa em perpetuar sua obra. “Sei que um museu permanente e aberto ao público seria o melhor legado. Vários dos meus carros têm ligação íntima com a história política e econômica do País. O recinto de exposição precisaria ser grande e de fácil acesso, a exemplo da área portuária em revitalização que surge no Rio de Janeiro”, ressaltou o engenheiro de família de origem potiguar, nascido em Itaboraí (RJ), do alto de sua simpatia e longos bigodes brancos.
   
RODA VIVA

REAÇÃO das vendas em maio, depois da redução do IPI, foi prejudicada pela necessidade de refaturar notas fiscais. Tanto que a média diária de emplacamentos só superou em 1,3% a de abril. No acumulado do ano a queda é de quase 5%, em relação a 2011. Atraso nas entregas manteve o estoque total ainda em patamar elevado: 43 dias.

JUNHO, porém, deve ser mês recordista em vendas, apontado por Anfavea (fabricantes) e Fenabrave (concessionárias). Além de preços menores, realmente impulsiona a comercialização o aumento de aprovação de pedidos de financiamento, agora em torno de 55%, com tendência a subir. Isso apesar do índice de inadimplência ainda muito alto (5,9%).

NORMALIZAÇÃO do crédito dará fôlego à base do mercado: modelos compactos e motor de 1.000 cm³. De abril para maio, a participação deles no total de automóveis subiu ligeiramente de 38,6% para 40,6%. Vendas terão que manter médias mensais muito elevadas, até dezembro, para compensar o atraso do governo no alívio do imposto e estímulo ao crédito.

PODE parecer preocupante, em plena recuperação do mercado, GM ter aberto plano de demissões voluntárias em São José dos Campos (SP). Na realidade, essa unidade problemática em termos sindicais perdeu empregos para São Caetano do Sul (SP), onde se produzirão monovolumes Spin, substitutos de Zafira e Meriva. No geral, nível de empregos do setor é estável.
Fiat/Divulgação
VERSÃO Sporting, do Bravo, tem decoração discreta e altura de suspensão igual à da versão realmente esportiva, a T-Jet. Com teto solar de série e outros equipamentos custa R$ 58.140, apenas R$ 5 mil sobre a versão de entrada, Essence. Melhorias no câmbio automatizado: estratégia de troca de marchas bem útil em ultrapassagens.

NADA empolgante o novo compacto da Toyota, Etios, a ser lançado em setembro. Projeto atrasou mais de três anos. Estilo, em especial do sedã, pouco atrativo. Ao contrário de outro japonês, Nissan Micra, dispensou motor de 1 litro e seu imposto menor. Painel interno tem problemas estéticos e de funcionalidade.

domingo, 15 de abril de 2012

Conheça o novo Chevrolet Spin sem disfarces

A revista Car and Driver conseguiu um dos flagrande mais esperados do mercado nacional em 2012: revelou o novo Chevrolet Spin sem disfarces. O modelo é bastante esperado porque chega para substituir, de uma só vez, Meriva e Zafira.

Esperei alguns dias para escrever sobre isso porque fiquei lendo a repercussão do aparecimento das imagens na internet: a maior parte das pessoas está profundamente decepcionada com o visual do veículo, que parece já nascer ultrapassado, como aconteceu com o Agile.
Eu prefiro esperar para conhecer o veículo de perto, mas compartilho da decepção inicial. Achei a "maçaneta sorriso" estranha na traseira, assim como a pequena janela localizada atrás da porta traseira. A dianteira segue a linha de design atual da Chevrolet. Mas vou esperar para analisar com mais calma.

Vejam o caso do Logan: ele é feio, mas tem boa relação custo/benefício e ótimo espaço interno e no porta-malas. Pelo visto a Chevrolet deve seguir pelo mesmo caminho - ou talvez apenas pela parte do espaço, se levarmos em consideração os altos preços do Cobalt e, principalmente, do Cruze Sport6.

O nome Spin foi revelado pelo amigo Marlos Ney Vidal, do Autos Segredos. O novo Chevrolet compartilha uma série de coisas com o espaçoso irmão Cobalt, como a plataforma. Os motores também devem ser os mesmos: 1.4 8V Econo.Flex, que desenvolve 97 cv de potência e 12,8 mkgf de torque com gasolina e 102 cv e 13 mkgf com etanol, e o "novo" 1.8 8V Econo.Flex, que nada mais é que o 1.8 Flexpower, mas desenvolvendo 106 cv e 16,4 mkgf com gasolina e 108 cv e 17,1 mkgf com etanol - dados revelados recentemente na Reatech, uma feira voltada a deficientes físicos.
Ainda sobre a motorização 1.8, a Chevrolet pode ter "fechado o bico", fazendo com que o motor trabalhasse de forma suave, o que diminuiria o nível de ruídos, melhoraria a média de consumo e, por consequência, reduziria o desempenho. Mas não será surpresa se o Spin 1.8 tiver alguns cavalos extras em relação ao Cobalt (como já aconteceu com o 1.4 do Corsa, Agile e Prisma). E, também,  não vou achar surpresa se a Chevrolet resolver não lançar o Spin com o propulsor 1.4 (o que seria um diferencial se o preço for competitivo).

De acordo com a C&D, o Spin deverá ser vendido em, pelo menos, duas versões: LT e LTZ (flagrada). Não será surpresa se tivermos ainda uma LS, de entrada. A LTZ, topo de linha, provavelmente será equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com Bluetooth, ABS e airbag duplo, piloto automático, roda de liga-leve de aro 15" e terá a opção de câmbio automático de seis marchas (AT6), o mesmo do Cruze.
Os preços do Spin, que será vendido com opções de cinco e sete lugares provavelmente a partir de agosto, deve variar entre R$ 45.000 (valor do Meriva Joy 1.4) e R$ 76.500 (Zafira Elite 2.0 automática)  para agosto.
Fotos acima: Reprodução Car and Driver
Atualização 
Veja uma foto do interior do Spin, publicada pelo blog Auto Realidade:
Atualização 2 (01/05/2012)
A revista Quatro Rodas (edição 630 - maio/2012) afirmou que o Spin será equipado com o motor Ecotec 1.8 16V, que já equipe o Cruze e o Cruze $port6.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chevrolet tem planos ambiciosos para 2012

Não é segredo para ninguém que a Chevrolet está renovando toda sua linha de carros no Brasil. Astra, Vectra, Corsa e seus respectivos derivados já deram adeus. Mas, para 2012, a marca tem planos ambiciosos, com novidades previstas para todos os meses, incluindo muitos lançamentos de veículos inéditos.
S10
Primeiro semestre
Segundo o Autos Segredos, janeiro será o mês de abastecimento (fabricação) da nova picape S10, que será lançada em fevereiro. Em março é a vez do esperado Cruze hatch, que terá motor 1.8 16V Ecotec flex e opção de câmbio manual e automático, sempre com seis marchas. É um sério candidato ao meu próximo carro.
Cruze hatch
Ainda em março, Agile e Montana recebem a linha 2013. O mês de abril marca a chegada de dois novos veículos inéditos da marca no país: Sonic hatch e Sonic sedã. Segundo o AS, as primeiras unidades virão da Coreia do Sul e depois o mercado nacional será abastecido por modelos fabricados no México. Abril terá ainda o Celta 2013 e o esperado Agile Easytronic.

Em maio, teremos a linha 2013 do veterano Classic. No mesmo mês, ao invés de lançamentos inéditos, teremos duas aposentadorias: Meriva e Zafira. Isso porque, em junho, a minivan PM7 deve ser apresentado com opções de cinco e sete lugares.
Sonic
Segundo semestre
Outra novidade muito esperada chega em agosto: Cobalt 1.8 com câmbios manual e automático de seis velocidades, resolvendo dois problemas do Cobalt atual (motor fraco para o carro e falta de transmissão automática). No mesmo mês chega a linha 2013 do belo Camaro.

Em outubro é a vez do Cruze 2013 chegar às concessionárias. Será que ele já terá a nova frente, recentemente flagrada na Europa? Pensando no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece de 24 de outubro e 4 de novembro, a marca prepara vários lançamentos para os últimos meses do ano.

Outubro será muito importante porque o novo hatch fruto do Projeto Ônix serás apresentado. O modelo será fabriado em Gravataí (RS). Em novembro a marca apresenta a nova Blazer, Mini Captiva, New Malibu e New Captiva.
Sonic Sedan
Em dezembro de 2012 chega o Omega 2013, seguido pelo super esperado Onix sedã em janeiro de 2013.

Conclusão
Como vocês viram, os planos são realmente ambiciosos. Muitas coisas podem mudar durante o ano, mas, se a Chevrolet cumprir esse ousado calendário, a marca terá condições de se expandir no país, podendo até tirar a Volkswagen da segunda colocação do mercado.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Muitos nomes podem fazer uma confusão danada

Você chega na concessionária e diz ao vendedor: "estou aqui para comprar um Fiat Palio Weekend Adventure Locker 1.8 E.TorQ Dualogic". É um nome realmente longo para um carro. O que aconteceu com "quero comprar uma Fiat Elba S"? Antes era simples assim. Hoje vivemos num mundo com profusão de marcas e nomes.
Usei a Fiat apenas para ilustrar os extremos, já que outras marcas também exageram no comprimento dos nomes e dos "adereços" dos veículos. Veja a GM, que vende o Chevrolet Meriva Premium 1.8 Flexpower Easytronic. Tudo bem que o Flexpower não aparece no nome oficial, mas fica exposto na traseira do veículo.

Temos ainda mais exemplos de nomes longos, como Volkswagen Polo Sedan Comfortline I-Motion 1.6 VHT (Total Flex) e Renault Mégane Grand Tour Dynamique 1.6 16V Hi-Flex.

O nome longo pode realmente causar uma confusão na cabeça das pessoas. Vamos novamente ao primeiro modelo citado no post. "Adventure" é até passível de entendimento, pois está ligado a palavra "Aventura". Mas será que o consumidor comum, que pouco se importa com detalhes do carro, vai entender o que significam "E.TorQ", "Locker" e "Dualogic"? O mais provável é que ele se confunda com tantos nomes. Talvez ele até se sinta intimidado, o que pode atrapalhar na escolha e compra do automóvel

Até entendo que a Fiat queira "vender"também suas tecnologias. Para quem não se lembra, "Locker" se refere ao bloqueio eletrônico do diferencial dianteiro; "E.TorQ" se refere à nova linha de motores da FPT (Fiat Powertrain Technologies); enquanto "Dualogic" é o nome do câmbio manual automatizado comercializado pela marca italiana como automático. Mas vender um único modelo com tantos nomes é complicado. Quase precisamos de uma legenda.

Fiat - Marca
Palio - Modelo
Weekend - Carroceria perua (station wagon)
Adventure - Versão
1.8 - Cilindrada do motor
E.TorQ - Nome do motor
Locker - Possui bloqueio eletrônico de diferencial (vendido atualmente como opcional)
Dualogic - Equipado com câmbio manual automatizado que permite trocas de marcha automáticas

Vendo isso até sinto saudade dos carros mais antigos. Que tal comprar um Chevrolet Omega CD, ou um Fiat Tempra 16V, ou um Volkswagen Gol GTI, ou um Ford Escort XR3? É inegável que a simplicidade, no mínimo, aparenta ser bem mais amigável na hora de escolher (e comprar) um carro.

O mercado nacional ainda tenha vários modelos com nomes curtos e mais charmosos hoje - isso é fato. Mas será que a profusão de nomes e marcas (de tecnologias) é mesmo uma tendência? Espero que não.
(foto: Fiat/Divulgação)
Atualização (02/05/2011)
Imaginem quando o motor E.TorQ evoluir para Multiair? Mais um nome para a salada da Fiat.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Taxista: "Novo Meriva chega em julho. Câmbio da Toyota é o mesmo da Chevrolet"

Ontem peguei mais um taxi e, conversando com o motorista, ouvi mais algumas boas histórias do “folclore automotivo dos taxistas do Brasil”. Outra vez a Chevrolet foi a empresa pivô do papo, já que boa parte da frota de taxis de São Paulo é de modelos da GM.

Diferente da Zafira 2.0 16V Turbo, o carro da vez era um Meriva Easytronic 1.8. Depois de reclamar bastante da embreagem do modelo e do alto preço cobrado pela Chevrolet para a manutenção desse componente, ele me atualizou com algumas informações "novas".

A primeira é que o atual Merica Easytronic não é mais vendido, embora o carro esteja no site da Chevrolet (pelo menos até 04/04/2011), partindo de sugeridos R$ 52.674 na versão Premium (com todos os opcionais e pintura metálica ele sai por R$ 56.658).

A segunda informação é que o novo Meriva chega às lojas brasileiras no meio do ano, mais precisamente em julho. Esse modelo seria equipado com o mesmo motor 1.8, mas teria transmissão automática idêntica à da Zafira, com quatro marchas.

A terceira e última informação é a melhor e mais importante delas. Segundo o motorista, o câmbio automático da Chevrolet, disponível para os veículos com motor 2.0 Flexpower da marca (Astra, Zafira e Vectra) é o mesmo usado pela Toyota no Corolla! “Ninguém anuncia isso, mas é o mesmo câmbio. Uma marca usa da outra”, garantiu. Confesso que fiz uma pesquisa na internet, mas não encontrei nenhuma ligação entre as duas transmissões. O único ponto realmente semelhante é que ambos têm quatro marchas para frente e uma para trás.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Motor 1.8 16V Ecotec já esteve entre nós

O motor 1.8 8V Flexpower está cada vez mais sumindo do mercado. Porém, outro motor 1.8 da Chevrolet vem criando grande expectativa: é o 1.8 16V Ecotec, que deverá virar bicombustível quando passar a equipar os Cruze sedã e hatch, previstos para serem lançados no Brasil ainda em 2011. Derivado da Família 1 da GM, como bem disse o amigo Marlos Ney Vidal, o propulsor já esteve entre nós, à venda no Brasil.
No Cruze vendido na Argentina, motor 1.8 16V Ecotec tem 141 cv
Mas ele não era tão avançado como atualmente. Suas melhorias vieram depois. Na época, em 2002, o 1.8 16V rendia 122 cv de potência a 5.600 rpm e 17,3 kgfm de torque a 3.600 rpm no Meriva e a mesma potência e mais torque no Fiat Stilo, 17,4 kgfm, com a mesma rotação, graças a um pequeno ajuste feito pelos italianos.

Em janeiro de 2005, a Quatro Rodas publicou o teste dos 60.000 km com o Stilo 1.8 16V. Vejam o que foi dito:

"No decorrer dos 60.952 quilômetros, não tivemos nem sinal de fumaça de problema com o motor. Nada. Quando abrimos seu "andar superior", a confirmação de que estava tudo em ordem. Cabeçote, comando e válvulas tinham apenas resíduos de carbonização, "condizentes com a quilometragem", segundo Fukuda. A compressão dos cilindros estava nos níveis estipulados pela Fiat e em valores bem próximos nas quatro câmaras de combustão. Pistões e bielas não apresentaram desgaste significativo.

O que nos causou surpresa, no entanto, foi a parte inferior do motor, onde encontramos uma folga axial do virabrequim acima do previsto pela fábrica - o padrão é de 0,12 a 0,25 milímetro, e nosso Stilo apresentou 0,45 milímetro de folga. O semi-anel posterior de encosto do virabrequim - onde ele vai apoiado no bloco do motor - também apresentou desgaste excessivo e estava abaixo das medidas.

Essa folga é uma espécie de "jogo" longitudinal no eixo. Segundo nosso consultor Fábio Fukuda, o problema iria provocar o desgaste prematuro de bronzinas de mancais e bielas, causando ruídos no motor e comprometendo sua durabilidade.

Segundo Carlos Henrique Ferreira, engenheiro da Fiat
(mas que hoje está na Renault), o problema teria sido causado pelo fato de se andar com o pé apoiado na embreagem. Ao analisarmos as peças, constatamos que disco e platô não apresentaram sinais de que a embreagem do veículo tivesse sido utilizada de forma incorreta. Segundo Fukuda, só resta a hipótese de que a causa para a folga do virabrequim esteja no semi-anel de encosto, que pode ter saído de fábrica com folga excessiva."

De acordo com números da Fiat, o Stilo 1.8 16V (manual de cinco marchas) precisava de 10,3 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atingia velocidade máxima de 195 km/h. Em relação ao consumo, sem com gasolina, a média era de 10,5 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada - números bem generosos divulgados pela Fiat. A Quatro Rodas conseguiu média de 9,8 km/l no circuito misto depois de rodar 60.952 km e gastar 6.118 litros de combustível.

Já segundo a Chevrolet, o Meriva 1.8 16V (manual de cinco marchas) precisava de 11,9 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atingia velocidade máxima de 185 km/h.

Agora que o motor 1.8 16V "antes de Ecotec" está novamente próximo a nossa realidade, vale repetir os números de potência e torque do Ecotec divulgados oficialmente pela Chevrolet na Argentina: 141 cv a 6.200 rpm e 17,9 kgfm a 3.800 rpm, lembrando que a motorização não é flex. Quando passar a ser bicombustível, a estimativa é que a potência suba para a casa dos 148 cv com etanol.

Segundo a Chevrolet, equipado com o propulsor 1.8 16V Ecotec a gasolina, o Cruze sedã (manual de cinco marchas) precisa de 10 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge 200 km/h de velocidade máxima.

Qual a sua expectativa em relação ao motor 1.8 16V Ecotec? Será que a Chevrolet vai conseguir peder a fama de só ter motorizações antigas e ultrapassadas nos carros nacionais?
Foto: Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mais uma pérola de taxista

Nos últimos meses, tenho tido dificuldades de atualizar o De 0 a 100 como eu gostaria por causa do meu volume de trabalho. Mas acabei conseguindo uma forma de fazer um post com isso.

Como tenho andado muito de taxi (por questões profissionais), converso com os motoristas como se eu não conhecesse absolutamente nada sobre automóveis. Os papos são bem interessantes e alguns taxistas realmente sabem o que estão falando. Porém, por outro lado, ouço pérolas que deveriam fazer parte de um livro.

Vejam os carros dos taxistas que peguei em janeiro e fevereiro (até 11/02) de 2011, do mais recente para o mais antigo:

Chevrolet Meriva Joy 1.8
Chevrolet Meriva Maxx 1.4
Chevrolet Meriva Premium 1.8 Easytronic
Ford Focus Sedan 2.0 (velho Focus)
Fiat Idea ELX 1.4
Chevrolet Meriva Joy 1.4
Chevrolet Astra Sedan 2.0
Chevrolet Mervia Joy 1.8
Chevrolet Zafira Comfort 2.0
Fiat Palio Weekend Adventure 1.8 8V
O último taxi que andei era, como esperado, uma minivan. Mas, ao invés de um Meriva, veio uma Zafira Expression 2.0 2010/2011. Me chamou a atenção o fato do modelo ter câmbio automático. Comecei a fazer perguntas sobre carro e ouvi uma "boa" e uma pérola.

Durante o papo, o motorista disse que teve um Astra Sedan, um Meriva e que resolveu pegar a Zafira por causa do espaço interno e desempenho. Tudo bem sobre o espaço, mas resolvi perguntar sobre o desempenho. Ele me disse que o Meriva 1.8 andava bem menos que a Zafira 2.0 por causa do peso. O detalhe é que o Meriva pesa 1.253 kg e a Zafira automática (de 4 marchas) 1.480 kg. São 112/114 cv de potência e 17,7 mkgf de torque (1.8) contra 133/140 cv e 18,9/19,7 kgfm (2.0)
Perguntei então sobre o Astra Sedan, que também é 2.0 e é mais leve (1.220 kg) que a Zafira, e ouvi a "boa": "Meu Astra era 2.0 8V flex. Minha Zafira é 2.0 16V flex, por isso anda bem mais". Pensei em contra argumentar, mas vi que não valeria a pena.

Foi então que decidi focar a conversa no câmbio. O motorista me disse que as "trocas eram tão 'lisas' que nem tinha jeito de perceber quando o carro mudava de marcha" - fui até o meu destino contanto "1ª... 2ª... 3ª...", já que é possível sim sentir a troca. Perguntei ao taxista se o comportamento do câmbio era bom na estrada, e ele disse que sim.

Eu questionei se a transmissão, por só ter quatro marchas, deixava a desejar nas ultrapassagens. A resposta veio com uma pérola: "você está vendo aqui na marcha, tem esse botão 'S', que deveria se chamar 'T'". Eu perguntei "por que 'T'?", e ele respondeu "é 'T' de turbo - quando eu aperto, o carro liga um turbo que só funciona em altas rotações do motor... assim consigo ultrapassar qualquer carro na estrada".
Edição especial e única do Chevrolet Zafira, com exclusivo botão T para acionar o turbo!
O imaginário popular é realmente extraordinário. Só para esclarecer: não existe, atualmente, Zafira 2.0 16V, e o botão 'S' aciona o modo 'Sport', que estica mais as marchas, fazendo com que o carro efetue as trocas com rotações mais altas do motor 2.0 8V (isso melhora o desempenho e sacrifica o consumo).

Mas puxa vida: uma Zafira 2.0 16V flex, com câmbio que possui um botão para acionar um turbo? Por essa nem o mais otimista engenheiro da Chevrolet do Brasil esperava.
(Fotos: Chevrolet/Divulgação - a última imagem tem uma arte de Renato Parizzi)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Motor 1.8 Flexpower com os dias contados?

Ele já foi um dos mais populares motores do mercado, mas hoje está presente apenas debaixo do capô de um modelo: Chevrolet Meriva. O motor 1.8 Flexpower parece estar caminhando para o fim já que, além de estar sumindo gradativamente do mercado, ele está ficando cada vez mais ultrapassado.

Mas a motorização já teve seus momentos. O maior deles foi equipar, de uma só vez, os Fiat Palio, Palio Weekend, Siena, Strada, Doblò, Idea, Stilo e os Chevrolet Corsa, Corsa Sedan, Montana e a minivan já citada. O 1.8 Flexpower, sem dúvida, já foi o motor mais popular do Brasil em número de modelos (não necessariamente em vendas).

Na regulagem atual, o propulsor desenvolve 112 cv de potência com gasolina a 5.600 rpm e 114 cv com etanol a 5.600 rpm, sendo que o torque máximo é de 17,7 kgfm a 2.800 rpm com qualquer combustível. Ele é vendido apenas "casado" com o câmbio manual automatizado Easytronic. Por mais que ele tenha bons números de torque, sua baixa potência, funcionamento ruidoso e, principalmente, média de consumo elevada estão fazendo a Chevrolet vendê-lo (e ofertá-lo) cada vez menos.

A Fiat já o substituiu pela nova linha E.TorQ 1.6 16V e 1.8 16V, que são mais modernos, potentes e tem funcionamento mais suave. Já a Chevrolet adotou outra estratégia: usar e abusar do motor 1.4 8V Econo.Flex, que, na sua máxima oferta de força, como no Meriva, por exemplo, desenvolve 99 cv de potência e 13,2 kgfm de torque com gasolina e 105 cv e 13,4 kgfm com etanol. São números de potência muito próximos ao do 1.8, mas com torque inferior. Pelo menos o 1.4 compensa no consumo.

Além disso, a GM trabalha com o propulsor 2.0 Flexpower, que gera 133 cv e 18,9 kgfm com gasolina e 140 cv e 19,7 kgfm com etanol. Além de ter mais potência e torque, o que garante um desempenho bem melhor, este motor tem praticamente o mesmo gasto de combustível do 1.8 - claro que isso depende muito do modelo em questão e da maneira como o motorista dirige.

De qualquer forma, mudanças no "coração" dos carros da Chevrolet vão acontecer no Brasil nos próximos anos. O lançamento do Cruze marca a estréia do motor 1.8 16V, que desenvolve 141 cv (na versão apenas a gasolina). O que virá depois, só com uma bola de cristal. Mas não será surpresa se o motor 1.8 8V Flexpower der adeus ao mercado, e que o 2.0 perca terreno gradativamente.

A única salvação da motorização 1.8 Flexpower seria equipar o Agile e, por consequência, a nova Montana. Boatos sobre isso até apareceram quando o hatch foi lançado. Mas, pelo visto, a ideia continua sendo um boato. (foto: Chevrolet/Divulgação)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Carros nacionais passam vergonha no Latin NCAP

Alguns automóveis brasileiros e um outro estrangeiro participaram de crash-tests nos moldes do Euro NCAP (entidade européia) para avaliá-los no quesito segurança, promovidos pelo Latin NCAP. O resultado foi bastante desanimador.

A avaliação consistia em testes de impacto frontais a 64 km/h. Dentro dos veículos, dois bonecos adultos (dummies) foram posicionados nos bancos da frente, simulando motorista e passageiro, enquanto dois bonecos equivalentes a crianças de 3 anos e de 18 meses foram colocados no banco de trás.

De todos os avaliados, Toyota Corolla foi o melhor, mas longe ainda do ideal. Em seguida vieram Palio ELX 1.4 e Gol Trend 1.6, ambos com airbags (e empatados).

O piores nacionais foram o Peugeot 207 e o Gol Trend 1.6, os dois sem airbags. Mas quem ganhou a medalha de lata foi o chinês Geely CK1 sem aibag, que ainda nem é vendido no Brasil (ainda bem). Ele, pelo menos, superou alguns nacionais na avaliação de proteção de crianças. Já na hora de proteger o motorista e o passageiro....

O Chevrolet Meriva ficou no meio do pelotão. Eu só não entendi qual é a versão GL Plus, que não é vendida no Brasil.

Confira os resultado dos testes. A nota máxima possível é de cinco estrelas:

Chevrolet Meriva GL Plus com airbag – adultos: 3 estrelas / crianças: 1 estrela
Fiat Palio 1.4 ELX com airbag – adultos: 3 estrelas / crianças: 2 estrelas
Geely CK1 sem aibag – adultos: não atingiu nenhuma estrela / crianças: 2 estrelas
Peugeot 207 Compact com airbag – adultos: 2 estrelas / crianças: 2 estrelas
Peugeot 207 Compact sem airbag – adultos: 1 estrela / crianças: 2 estrelas
Toyota Corolla XEi com airbag – adultos: 4 estrelas / crianças: 1 estrela
VW Gol Trend 1.6 com airbag – adultos: 3 estrelas / crianças: 2 estrelas
VW Gol Trend 1.6 sem airbag – adultos: 1 estrela / crianças: 2 estrelas

Peugeot 207 Brasil com airbag


Volkswagen Gol Trend 1.6 sem airbags


Volkswagen Gol Trend 1.6 com airbags


Toyota Corolla XEi com airbags


Geely CK1 sem airbags

segunda-feira, 22 de março de 2010

Pouco popular, Meriva nunca ajuda em audiência

Nesses três anos de De 0 a 100, no meu tempo de Vrum, durante mais de um ano e meio de videochats e mais recentemente no Jalopnik, NUNCA o Chevrolet Mervia ajudou a render uma boa audiência.

O carro é o vice-líder da catagoria dele, com média de 2.778 unidades vendidas por mês em 2009, superando o Fiat Idea e perdendo para o Honda Fit. Em 2010, a média do Mervia nos dois primeiros meses é de 2.031 carros vendidos. Lembrando que ele é a alegria dos taxistas de São Paulo (os de Belo Horizonte adoram Siena).

Mas não adianta escrever ou falar sobre ele, que nunca teremos o retorno esperado. Isso não significa que o carro seja ruim. Mas, talvez, o público alvo do modelo não leia sobre carros na internet, o que considero uma explicação bastante razoável.

Portanto, a partir de hoje (depois deste post, claro), o Meriva só não será mais protagonista de nenhum post - a não ser se algo realmente muito relevante acontecer com o modelo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Peruas X Minivans: o que você prefere?

Outro dia eu visitei uma concessionária da Renault e fiquei reparando na felicidade de um casal que estava buscando um recém comprado Mégane Grand Tour. Fiquei pensando: “por que eles não compraram um Scénic ou um Grand Sénic?”; “por que preferiram um modelo de um segmento que está em baixa no mercado nacional?”. Resolvi então analisar as vendas das peruas (station wagons) e das minivans no Brasil.

Começando pelas SW, existem basicamente dois sub-segmentos dentro de “peruas”: as compactas, representadas por Palio Weekend, SpaceFox, 207 SW e Parati; e as médias, compostas, principalmente, por Mégane Grand Tour, Jetta Variant e 307 SW. De janeiro a agosto, segundo números de Fenabrave, foram emplacadas 61.417 peruas (somando compactas e médias) que, se dividirmos pelo número de modelos citados no segmento, teremos uma média mensal de 8.773 carros vendidos.

Já o segmento das minivans é uma alegria só. Temos veículos aclamados, outros que inauguraram novidades que chegaram para ficar; alguns super modernos, alinhados com o mercado europeu; outros veteranos; e assim vai. Basicamente são 12 modelos disputando a atenção do público, sendo quatro deles considerados compactos e oito chamados de médios - lembrando que o tamanho pode variar de acordo com o que você acha do carro. Veja a lista: Fit, Meriva, Idea e Livina; Zafira, Xsara Picasso, C4 Picasso, C4 Grand Picasso, Scénic, Grand Scénic, Carens e Grand Livina. Juntos, essa turma foi responsável por 92.407 unidades emplacadas de janeiro a agosto de 2009, com uma média combinada de 7.700 carros por mês.


Cada um no seu quadrado
Mas o que levou aquele casal a escolher uma perua e não uma minivan? Talvez seja o fato de um SW ser mais tradicional e, de certa forma, parecer um pouco mais com um “carro comum”. Além disso, pela característica física, as peruas costumam ter o porta-malas mais espaçoso. Porém, os modelos SW, especialmente os médios, estão perdendo espaço no mercado nacional. Sem o Corolla Fielder, os representantes ficaram ainda mais desfalcados.


As duas peruas mais ativas fazem parte do time das compactas. Palio Weekend e SpaceFox foram responsáveis por mais de 48.000 veículos vendidos em oito meses de 2009. Depois da mudança mais recente de visual, o modelo da Fiat caiu de vez no gosto do brasileiro. Já a perua da Volkswagen também agrada, mas já teve dias melhores. Quem sabe, quando a mudança prevista para Fox chegar à “Space”, ela não volta a equilibrar melhor o jogo com a concorrente italiana (a Weekend vendeu mais que a VW em sete dos oito meses do ano, perdendo apenas em agosto, por 314 carros).

Peruas compactas (58.763 unidades vendidas - janeiro a agosto de 2009)
. Palio Weekend - 28.559
. SpaceFox - 19.535
. 207 SW - 5.482
. Parati - 5.187

Peruas médias (2.654 - janeiro a agosto de 2009)
. Mégane Grand Tour - 1.607
. Jetta Variant - 768
. 307 SW - 279

Pelo lado das minivans, o visual mais familiar denuncia a maioria dos representantes, e esse pode ter sido o motivo para o casal ter preferido a perua. Mas, talvez, eles não soubessem que as minivans costumam ter excelente espaço interno e, em alguns modelos, a capacidade para levar sete passageiros. É interessante perceber que a grande estrela do segmento teve seu design alterado exatamente para fugir do quesito “carro família” e “carro da esposa”. O Fit agora incomoda (e muito) não só os concorrentes diretos, mas também atrai olhares de compradores dos interessados em hatches médios. Sua média mensal, de janeiro a agosto, foi de 4.240 carros vendidos.

Com o líder longe na liderança, a disputa pelo segundo lugar vira a grande atração. Desde a chegada do motor 1.4 Econo.flex ao Chevrolet Meriva, ele conseguiu ganhar um fôlego extra para superar o Fiat Idea. Os italianos até que tentaram algumas coisas, como abaixar o preço de todas as versões do Idea, mas a estratégia não foi suficiente. Mas a alegria da turma da GM pode durar pouco (pelo menos até 2010), já que a Fiat prepara alterações visuais e de motor para o Idea, que teve média de 2.176 veículos emplacados por mês em 2009 (só superou o GM em junho), contra 2.738 unidades do Chevrolet. Mesmo com boas soluções, motor e preço competitivo, o Nissan Livina ainda não engrenou e, de março a agosto, teve média de 335 carros vendidos. O destaque foi o mês de junho, quando 577 veículos foram comercializados.

Entre as minivans médias, a Citroën domina o segmento, com 7.902 unidades emplacadas nos primeiros oito meses do ano, divididos em três modelos: Xsara Picasso, C4 Picasso (o caçula) e o C4 Grand Picasso. Embora com o maior volume de vendas, os franceses não têm o líder jogando no seu time. O veterano GM Zafira tem a ponta, com média mensal em 2009 de 730 carros vendidos.

Entre os asiáticos, Kia, com o Carens, e a Nissan, com o Grand Livina, precisam melhorar um pouco ainda. Ambos têm média de um pouco mais de 100 carros comercializados por mês. Vale lembrar que o “Livina que leva sete passageiros” foi lançado em julho e vendeu 120 unidades no primeiro mês e 222 no segundo. Mas quem realmente precisa tomar uma atitude em breve é a Renault, que vê sua dupla de Scénics vender cada vez menos. A média mensal do Scénic caiu de 327 em 2008 para 173 em 2009 (janeiro a agosto), enquanto o Grand Scénic não emplacou nenhum carro em julho e agosto (estranho isso).

Minivans compactas (75.325 - janeiro a agosto de 2009)

. Fit - 33.922

. Meriva - 21.909

. Idea - 17.412

. Livina - 2.012 (março a agosto)

Minivans médias (17.152 - janeiro a agosto de 2009)

. Zafira - 5.842

. Xsara Picasso - 4.662

. C4 Picasso - 1.787 (fevereiro a agosto)
. C4 Grand Picasso - 1.453

. Scénic - 1.387
. Carens - 992

. Grand Scénic - 687 (não vendeu nada em julho e agosto)

. Grand Livina - 342 (julho 120 + 222 e agosto)

Perua ou Minivan?
Pela enquete do De 0 a 100, até o momento (17h20 do dia 3/9/09),as peruas são as preferidas. Visualmente, acho as peruas mais bonitas. Mas isso não significa que eu considere as minivans feias. Hoje, se fosse para eu escolher apenas um carro entre os 19 abordados no post, pelo conjunto da obra, eu pegaria um Honda Fit, que poderia ser mais barato. O fato dele não se parecer uma minivan, mas de ter características de modelos dessa categoria, como a versatilidade interna e o ótimo espaço interno, pesaram a favor. Entre os que eu não compraria, eu poderia citar quatro: Parati (último da lista), Scénic (penúltimo), Xsara Picasso (anti-penúltimo) e 307 SW.

Sobre o mercado nacional, acho que falta uma minivan que leve sete pessoas sem prejudicar a capacidade do porta-malas.

E então, o que você prefere: perua ou minivan?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Chevrolet Meriva: antes tarde do que nunca!

Fotos: Chevrolet/Divulgação
Finalmente uma mudança muito bem-vinda para o Chevrolet Meriva, modelo que "chorava" por uma alteração há muito tempo. A adoção do motor 1.4 Econo.Flex tornou o monovolume uma opção mais interessante, já que ele duas versões com o propulsor 1.4 mais potente da categoria: 105 cv com álcool e 99 cv com gasolina - os concorrentes têm 80/83 (Fit) e 80/81 cv (Idea). Não dirigi o carro, mas provavelmente ele deve ter também o melhor desempenho entre os monovolumes 1.4.

Interessante a aposta da Chevrolet em oferecer o Meriva 1.8 Flexpower apenas com câmbio manual automatizado Easytronic. Não tenho os números de vendas das versões do carro, mas esta decisão deve ter sido baseada em números do mercado. Pena que a dupla de câmbios Dualogic/Easytronic seja tão "truncada", sem trocas suaves até mesmo no modo automático.

Em relação às mudanças estéticas, elas deixaram o Meriva um pouco melhor. Mas o visual continua cansado. Embora esta avaliação seja subjetiva, não estou dizendo que o Meriva é feio, mas, assim como aconteceu com o Corsa, a Chevrolet poderia ter alterado um pouco mais as linhas do monovolume, para deixá-lo mais bonito e moderno.

Sobre às versões de acabamento do GM, vale fazer um comparativo entre as versões 2009 e 2008:

. Joy 1.4 2009 - R$ 45.790 X Joy 1.8 2008 - R$ 45.256
. Maxx 1.4 2009 - R$ 47.790 X Maxx 1.8 2008 - R$ 53.205
. Expression 1.8 Easytronic 2009 - R$ 48.204
. Premium 1.8 Easytronic 2009 - R$ 50.740 X Premium 1.8 Easytronic 2008 - R$ 54.983
. SS 1.8 Easytronic 2009 - R$ 51.840 X SS 1.8 manual 2008 - R$ 54.410

Analisando os valores, o Meriva ficou com motor mais fraco e mais caro na versão Joy, a de entrada. Em compensação, as versões Maxx, Premium e Super Sport (SS) ficaram mais baratas. Bom para o consumidor. Acho que a GM conseguirá aumentar e atingir a sua meta de aumento de 4% na sua participação no segmento, como ela anunciou no lançamento do carro - de 26% para 30%.
Adversários
Pensando agora nos três veículos do segmento, na minha opinião, o Honda Fit é disparado o melhor da categoria. É um carro moderno, com ótimos motores (1.4 tem desempenho razoável e excelente média de consumo e 1.5 tem bom desempenho e boa média de consumo), excepcional aproveitamento do interior, com bom espaço para os ocupantes e para a bagagem (graças à modularidade dos bancos) e com a confiabilidade Honda. Falta ao carro um acabamento mais caprichado e luxuoso.

Porém, o Fit vai começar a sofrer um pouco com o aumento de preços quando a sua nova geração for lançada. Segundo uma fonte, o modelo vai ficar de 5% a 5,5% mais caro em novembro/dezembro. Com o New Fit devem chegar os motores 1.4 e 1.5, ambos flex, mais potentes (informação ainda não confirmada); em contra partida, o ótimo câmbio CVT deve dar adeus ao mercado, já que ele não equipa nenhum modelo Honda com propulsor bicombustível. A solução da montadora japonesa será adotar uma transmissão automática tradicional, de cinco marchas.

O novo Fit deve continuar na liderança do mercado. Isso porque o Idea mudou muito pouco para a linha 2009 e não deve incomodar. Embora seja a mais barata da categoria (R$ 42.590), a versão ELX 1.4 é fraca e pouco equipada. Depois dela vem a HLX 1.8, que tem melhor desempenho e mais equipamentos. O problema é a lacuna de valores, já que a HLX custa R$ 51.340, uma diferença de R$ 8.750 em relação à ELX.

Exatamente neste buraco que a GM está atacando com a linha 2009 do Meriva. O Idea tem ainda a versão mais requintada Adventure, com visual "off-road" e bloqueio eletrônico de diferencial Locker, que custa salgados R$ 55.790. A Fiat precisa estudar bastante a próxima mudança do carro, já que ele não tem boa relação custo/benefício, nem motores modernos, com bom desempenho e boa média de consumo. A prevista opção do câmbio Dualogic ajudará apenas um pouco a aumentar a competitividade do modelo.

Por último, o Meriva deve incomodar o carro da Fiat bem mais, mas não deve tirar o Fit do trono. O Chevrolet ficou bem mais competitivo com a linha 2009. Mas isso ainda não será suficiente para ele assumir a ponta. Acho que a versão Joy poderia ficar mais barata com motor 1.4, ao invés de mais cara, como aconteceu. De qualquer forma, no buraco de valores entres os Idea ELX e HLX, o Meriva tem quatro versões disponíveis, com duas opções de motor e câmbio.