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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Duelo: Chevrolet Onix X Chevrolet Agile

Com a chegada do Sonic e, especialmente, do Onix, uma pergunta começou a ser feita pelos consumidores e até pela própria Chevrolet: o que vai acontecer com o Agile? Seu irmão mais novo, que recentemente enfrentou o HB20 aqui no De 0 a 100, é mais bonito, moderno, barato e conta com a evolução mecânica do motor 1.4, sem contar que, num futuro próximo, será equipado com o câmbio automático de seis marchas (conforme anuncio já feito pela marca).

Já o Agile passou a ser equipado com a transmissão manual automatizada Easytronic há pouco tempo e, neste ano, receberá o "upgrade" do propulsor 1.4. Isso será suficiente para elevá-lo a um patamar mais atraente? Não! Por isso, para a linha 2014, a Chevrolet também prepara a primeira reestilização do modelo - primeira e última, já que, até o momento, não existe planos para termos uma nova geração do Agile no nosso mercado (o modelo morreria até o final de 2015).
Enquanto isso não acontece, Agile e Onix travam um Duelo especial dentro do quintal da GM. Quem será o "queridinho" da família?

Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Ford EcoSport X Renault Duster
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus

Preço e equipamentos
Por R$ 29.990, a versão LS 1.0 do Onix vem equipada de série com direção hidráulica, pneus 175/70 R14, freios ABS com EBD, airbags frontais, alça dianteira retrátil do teto do passageiro, ar quente, desembaçador e limpador traseiro, brake light, cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura e cintos dianteiros e traseiros de três pontos, para-choques dianteiro e traseiro na cor do veículo, além de sistema para abertura da tampa de combustível pela chave.

Desconsidere a LS e parta já para os R$ 31.690 do Onix LT, que vem equipado com os itens do LS, com a adição de pneus 185/65 R14, alavanca de transmissão cromada, abertura elétrica do porta-malas pela chave, travas e vidros dianteiros elétricos, alarme anti-furto, antena, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro bi-partido (60/40), chave do tipo canivete com fechamento de portas e vidros, controle de luminosidade do painel de instrumentos e controles de ventilação cromados;  luz de cortesia no porta-luvas e porta-malas, maçanetas das portas na cor do veículo; moldura da grade do radiador e das saídas de ar cromadas; painel das portas com acabamento em tecido; para-choques dianteiros e traseiros com acabamento preto fosco; protetor de carter, puxadores internos das portas cromados, e volante com regulagem de altura e acabamento de pintura metalizada.

Com sistema MyLink e ar-condicionado, O Onix LT 1.0 sai R$ 34.990.
1.4
Passando para as versões do Onix que mais interessam neste duelo, as 1.4 (já que o Agile só tem este motor), a LT 1.4 tem os itens da 1.0, além de faróis dianteiros com máscara negra e lente decorativa Ice Blue, pneus 185/65 R15, lanternas traseiras com lentes escurecidas e saia lateral com acabamento em preto. Seu preço: R$ 35.290. Quando equipada com sistema MyLink e ar-condicionado, asversão LT 1.4 custa R$ 38.490.

O Agile de entrada, LT 1.4, custa sugeridos R$ 39.690 e vem equipado com ajuste altura banco motorista e do volante, direção hidráulica; limpador, lavador e desembaçador vidro traseiro; piloto automático; computador de bordo; acendimento automático dos faróis; rodas de aço de 15" com calotas integrais; molduras laterais na cor preta; travas e vidros dianteiros (com sistema um toque) elétricos; alarme; banco traseiro com encosto dividido 1/3 e 2/3 rebatível; banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível; travamento automático das portas ao atingir 15 km/h; trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); sistema de luz "leve-me" (as luzes externas do carro se acendem automaticamente ao destravamento das portas pelo controle remoto) e "siga-me" (faróis permanecem acesos por um período de tempo após o desligamento do motor e fechamento/travamento das portas); airbag duplo frontal; rádio com MP3 Player, Bluetooth, Leitor USB e entrada auxiliar frontal; e ar-condicionado. Lamentavelmente o sistema ABS de freios ficou de fora da versão LT.
Traseira passa, mas coluna lateral tem solução muito feia
Por R$ 41.990, a versão LTZ 1.4 do Chevrolet Onix, a topo de linha, além dos itens encontrados na versão LT, oferece ainda pneus 185/70 R15, acionamento elétrico dos vidros traseiros, ar-condicionado, computador de bordo, conexão Bluetooth para celulares, conjunto de alto-falantes (2 dianteiros e 2 traseiros), entrada USB, espelhos retrovisores com controle elétrico, faróis de neblina, rodas de alumínio com acabamento diamantado e sistema multimídia MyLink. A pintura metálica custa R$ 850.

Já o Agile LTZ 1.4 tem preço sugerido de R$ 41.590 e vem equipado de série com itens do LT, além de faróis de neblina; luz de neblina traseira acoplada à lanterna traseira - lado do motorista; vidros traseiros elétricos; sistema ABS de freios com distribuição eletrônico de frenagem (EBD); moldura cromada das grades dianteiras e molduras de proteção nas laterais na cor do veículo; rodas de liga leve 6J x 15" com face usinada e fundo na cor cinza argentio, pneus 185/60 R15; controle remoto elétrico dos espelhos retrovisores externos; e rádio AM / FM stereo com informações enviadas das estações sintonizadas, CD/MP3/WMA player, Bluetooth, reconhecimento de voz e discagem automática do celular, entrada auxiliar frontal e leitor USB.
No Agile, o câmbio pode ser manual automatizado Easytronic
O único opcional da versão LTZ é o câmbio manual automatizado Easytronic da segunda geração (com Dual BAS - Sensor de liberação do acelerador ao se pisar no freio - e Auto start - Sistema de ignição do motor com somente um toque no giro da chave), que custa R$ 2.200, elevando o valor final para R$ 43.790. A pintura metálica custa R$ 854.

Com ABS, ar-condicionado e sistema MyLink, o valor do Onix LT 1.4 completo é R$ 1.200 inferior ao do Agile LT 1.4. Ponto para o Onix.

Nas versões topo de linha, LTZ 1.4, o nível de equipamentos é semelhante. O Onix é R$ 400 mais caro, mas conta com o sistema MyLink e com outra diferença que o faz vencer com tranquilidade o Agile no quesito avaliado: tem 3 anos de garantia, contra 1 do "jovem veterano". 
No Onix, câmbio será automático de seis marchas, como no Cruze
Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 29.990
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 31.690
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 32.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 33.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 34.990 
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 35.290
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 36.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 37.290
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 38.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 41.990
X
Chevrolet Agile LT 1.4 - R$ 39.690
Chevrolet Agile LTZ 1.4 - R$ 41.590
Chevrolet Agile LTZ 1.4 Easytronic - R$ 43.790
Preços: 31/12/2012
Resultado: Chevrolet Onix 1 x 0 Chevrolet Agile

Desempenho
Os dois carros são parecidos em desempenho e comportamento - claro, pois são irmãos e têm praticamente o mesmo motor 1.4 (Econo.Flex X sua evolução, o SPE/4). Mas o Onix é sempre um pouco melhor. Na hora de acelerar, ele é mais rápido, assim como nas retomadas. O acerto do câmbio é mais eficiente e os poucos quilos a menos e cavalos a mais também ajudam um pouco.
MyLink é um dos destaques do Onix
Se isso não bastasse, o Onix é mais silencioso e bebe menos. O único ponto favorável ao Agile que notei foi na hora de frear. Por incrível que pareça, ainda mais por ser um carro com sistema de freios bastante questionado logo que começou a ser vendido, em 2009, o "veterano" passou mais segurança - ambos com ABS.

Neste quesito, mais uma vitória do Onix, embora precise melhorar nas frenagens, o que deve acontecer com a evolução da fabricação do modelo.

Chevrolet Onix
Potência 1.0 8V: 78/80 cv (g/e) a 6.400 rpm
Torque 1.0 8V: 9,5/9,8 mkgf (g/e) a 5.200 rpm
Potência 1.4 8V: 98/106 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13/13,9 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Comprimento: 3,930 m
Largura: 1,705 m (1,964 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,484 m
Entre-eixos: 2,528 m
Porta-malas: 280 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.012 kg (LS 1.0), 1.019 kg (LT 1.0), 1.018 (LT 1.4) e 1.067 kg (LTZ)
Consumo 1.0 (etanol): 7,6 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada (Quatro Rodas 636)
Consumo 1.4 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada (Quatro Rodas 636)

Chevrolet Agile
Potência 1.4 8V: 97/102 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13,2/13,5 mkgf (g/e) a 3.200 rpm
Comprimento: 3,996 m
Largura: 1,683 m (1,918 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,539 m
Entre-eixos: 2,543 m
Porta-malas: 327 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.055 (LT) e 1.063 kg (LTZ)
Consumo 1.4 (etanol): 7,5 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada (Quatro Rodas 638)

Resultado: Chevrolet Onix 2 x 0 Chevrolet Agile

Espaço, acabamento e conforto
Mesmo mais comprido e com distância entre-eixos um pouco maior, o Agile não leva vantagem nítida no espaço interno. Ambos levam seus ocupantes com espaço semelhante, com a sensação de mais "aconchego" no Onix. Mas o Agile tem o porta-malas 47 litros maior, o que pode ser um fator importante na hora da compra.
Onix
Em termos de acabamento e conforto, assim como aconteceu com o desempenho, o Onix é sempre um pouco melhor. Embora o interior dos dois seja muito semelhante em termos de materiais, o novo Chevrolet leva vantagem - mas os dois deixam um pouco a desejar na qualidade geral dos materiais empregados.

Fruto de uma plataforma mais nova, o Onix compartilha diversos pontos com seus irmãos maiores e mais novos - como o volante, por exemplo, que vem do Cruze (assim como o futuro câmbio automático de seis marchas). Já o Agile tem aspectos que remetem aos Chevrolet mais antigos, como a chave, igual a do Astra, e o câmbio Easytronic, que vem do Meriva (um pouco melhorado) - sem contar detalhes de Vectra e Zafira.

Ao olhar o painel, notamos como o Agile ficou para trás: ponteiros tradicionais, números minimalistas e sistema de som pequeno (sigle din) e meio escondido. O Onix tem painel com velocímetro digital (um pouco melhor do que o "moto" do Sonic"), números maiores e sistema MyLink, que dispensa novos comentários. Mas o marcador de combustível do Agile, analógico, é melhor do que o do Onix, digital.
Agile
Em termos de ergonomia, embora ofereçam ajuste de altura do banco e da coluna de direção, ambos ficam devendo o ajuste de profundidade do volante. O Onix poderia melhorar também no puxador da porta, que é baixo e recuado.

Resultado: Chevrolet Onix 3 x 0 Chevrolet Agile

Visual
Este é um aspecto subjetivo e, por isso, não vale nota. Na minha opinião, vitória fácil do Onix. As linhas do Agile deixam bastante a desejar. A enorme e feia dianteira e a aceitável traseira brigaram pouco antes do lançamento e até hoje não se gostam, enquanto a lateral, que poderia não se comprometer, se deu mal por causa da coluna traseira - uma das soluções mais feias do mercado nacional.
Onix tem velocímetro digital
Depois de colocar no mercado carros não muito bonitos, como o Cobalt, e veículos feios, como o Spin, a Chevrolet mostra que aprendeu com os erros e provou que pode lançar um carro mais acessível bonito e que segue linha mundial de design mundial da marca. O Onix tem visual mais agradável. Sua dianteira é proporcional para o seu tamanho, enquanto sua traseira, inspirada no Volkswagen Gol, não compromete.

Resumo da obra
O Agile é um carro legal, mas que nasceu exatamente no meio da transição entre a velha e a nova Chevrolet. Por isso, ele tem aspectos antigos e novos ao mesmo tempo, o que o torna um produto inferior ao seu adversário.
Painel do Agile é, no mínimo, curioso
O Onix é mais moderno, tem melhor desempenho e consumo, oferece ABS em todas as versões, é mais barato e mais equipado na versão LT (e superior nos detalhes na versão LTZ) e têm três anos de garantia, contra um do "veterano". Além disso, o Onix receberá o câmbio automático de seis marchas e uma versão sedã, o que garante uma vida longa - diferente do Agile, que, sem lugar "dentro de casa" e perspectivas, deve morrer até 2015.

Vitória tranquila do Onix.
Fotos: Chevrolet/Divulgação
Atualização (07/01/2013)
Vejam os preços sugeridos pela Chevrolet com a volta parcial do IPI:

Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 30.790
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 32.590
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 33.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 34.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 36.090
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 36.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 37.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 38.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 39.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 43.090
X
Chevrolet Agile LT 1.4 - R$ 40.320
Chevrolet Agile LTZ 1.4 - R$ 42.320
Chevrolet Agile LTZ 1.4 Easytronic - R$ 44.920

sábado, 20 de outubro de 2012

Chevrolet Agile 2013 ganha câmbio automatizado Easytronic - erro ou acerto da marca?

Demorou, mas finalmente os donos do Chevrolet Agile poderão dar descanso ao pé esquerdo. A partir de novembro chega às concessionárias da marca em todo país o Agile Easytronic, equipado com o câmbio manual automatizado associado ao motor 1.4 Econo.Flex.

Mas será que a Chevrolet acertou ao lançar do Agile Easytronic? Na minha opinião não: a marca errou feio, colocando no mercado uma versão com forte chance de dar errado. Posso estar totalmente enganado, mas digo isso porque o Onix, que logo será lançado, será equipado com o moderno e mais eficiente câmbio automático de seis marchas - o mesmo conjunto usado no Cruze, Cuze Sport6, Cobalt e Spin. Por que não colocar esta transmissão também no Agile?
De qualquer forma, a linha 2013 do Agile LTZ passa a contar com o câmbio Easytronic da segunda geração (Gen II). Antes produzido em parceria com a Bosch, a General Motors do Brasil conta agora com o apoio da Magneti Marelli, a mesma que trabalha com a Fiat (Dualogic) e a Volkswagen (I-Motion). Outra novidade da linha 2013 é a cor azul Infinity.

Como expliquei em outro post recentemente, com o câmbio automatizado o motorista pode trocar as marchas manualmente, de modo sequencial, ou colocar o câmbio no modo automático, permitindo que o sistema de gerenciamento comande as trocas de marcha.
O Agile Easytronic Gen II também conta com o sistema "Auto Start", que permite o acionamento do motor com um leve toque da chave, sem a necessidade de insistir no motor de arranque da partida. E, como o sistema Dualogic Plus da Fiat, o a segunda geração do Easytronic conta com função "creeping", que move lentamente o veículo conforme o motorista solta o pedal de freio - bem parecido com o câmbio automático convencional.

Segundo o site da Chevrolet, o Agile LT deixou de ter opcionais, ganhando mais equipamentos de série e, infelizmente, preço mais alto - cerca de R$ 3.000.

Por sugeridos R$ 39.690, o hatch vem equipado com ajuste altura banco motorista, direção hidráulica, limpador e desembaçador vidro traseiro; piloto automático; computador de bordo; acendimento automático dos faróis; rodas de aço de 15" com calotas integrais; molduras laterais na cor preta; travas e vidros dianteiros elétricos; alarme; banco traseiro com encosto dividido 1/3 e 2/3 rebatível; banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível; airbag duplo frontal; rádio com MP3 Player, Bluetooth, Leitor USB e entrada auxiliar frontal; e ar condicionado. Lamentavelmente o sistema ABS de freios ficou de fora da versão LT.
Esse afastamento da casa dos R$ 35.000 é proposital, já que o Onix 1.4 deve ocupar esta faixa de preço, entrando na lacuna deixada pelo Corsa.

Já o Agile LTZ, único que pode ser equipado com o câmbio Easytronic, tem preço sugerido de R$ 41.590 e vem equipado de série com itens do LT, além de faróis de neblina; luz de neblina traseira acoplada à lanterna traseira - lado do motorista; vidros traseiros elétricos; sistema de freios anti-blocante (ABS) com distribuição eletrônico de frenagem (função EBD); moldura cromada das grades dianteiras e molduras de proteção nas laterais na cor do veículo; rodas de liga leve 6J x 15" com face usinada e fundo na cor cinza argentio, pneus 185/60 R15; controle remoto elétrico dos espelhos retrovisores externos; e rádio AM / FM stereo com informações enviadas das estações sintonizadas, CD/MP3/WMA player, Bluetooth, reconhecimento de voz e discagem automática do celular, entrada auxiliar frontal e leitor USB.
Assim como a versão LT, a LTZ também não tem opcionais no site da Chevrolet no momento, o que mudará em breve quando a opção pela transmissão automatizada Easytronic estará disponível.

Já que a diferença de preço entre as duas versões é de apenas R$ 1.900, por que não acabar com a LT, deixando apenas a LTZ, mas com o preço da LT? Ou seja, Agile LTZ por R$ 39.960. Seria uma grande jogada de mercado da Chevrolet, compensando um pouco a garantia de apenas 1 ano do modelo.

Lançado no último trimestre de 2009, o Agile ultrapassou a marca de 200 mil unidades vendidas recentemente.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Câmbio manual automatizado vale a pena? Conheça detalhes e a opinião do dono

Eu já deveria ter publicado este post há mais tempo, mas ele ficou na caixa de rascunhos do De 0 a 100 e eu me esqueci. Mas ele está sendo publicado em boa hora, pois estou recebendo muitos e-mails com dúvidas a respeito dos câmbios manuais automatizados.
Mas o que é um automatizado (também conhecido como robotizado)? Este tipo de transmissão nada mais é do que um câmbio manual que dois "robôs" (atuadores) que efetuam as trocas de marcha. Na prática, uma central eletrônica detecta a necessidade de trocar (aumentar ou reduzir) uma marcha. A partir disso o "primeiro robô" é ativado, acionando a embreagem; e o "segundo robô" entra em ação em seguida, fazendo a mudança da marcha.

É importante dizer que a transmissão automatizada tem sistema de embreagem, diferente de um veículo com câmbio automático tradicional. Logo, um automóvel Dualogic (Fiat), Easytronic (Chevrolet) e I-Motion (Volkswagen) precisa trocar a embreagem como num carro manual. Das três marcas, apenas a GM não comercializa nenhum modelo Easytronic no momento (primeiro e único foi o Meriva).
Fotos acima - Reprodução de Leônidas Jr/Arquivo Pessoal
Se o sistema automatizado leva vantagem no preço (cerca de metade do valor), os câmbios automáticos tem como destaque a suavidade nas trocas de marcha, que acontece sem os pequenos trancos dos automatizados - um dos maiores defeitos (se não for o maior) apontados pelos proprietários.

Mas o câmbio Dualogic Plus (2ª geração do sistema da Fiat) e o I-Motion já conseguiram evoluções importantes nesse sentido, diminuindo bem os "soluços" nas trocas de marcha.

Câmbio Dualogic - Fiat/Divulgação
Mas o no dia-a-dia, como é a relação do motorista com o câmbio automatizado? Vale a pena comprar um? Dá muito problema? Veja o que disse o amigo Leônidas (É FATO) sobre o funcionamento do seu Fiat Idea Adventure Locker Dualogic.
  • Automático "normal"
  • Automático S (esportivo)
  • Manual "normal"
  • Manual S (esportivo)

"Meu carro está com um pouco mais de 35.000 km rodados e nenhuma reclamação, só elogios.

É claro que tem que acostumar com ele. No início fiz muita coisa errada e ele vivia apitando. Ele apita toda vez que você faz alguma coisa não prevista. Nas estradas com muita curva, tipo Belo Horizonte/Ouro Preto, eu uso o modo manual e no modo esportivo.

Faço uso do modo manual toda vez que eu subo algum morro mais forte. Nas arrancadas em morro, tem que usar o freio de mão senão ele não arranca bem. É bem bacana ter os quatro modos para escolher e cada um dos quatro modos atende uma situação diferente. O modo automático sem o S eu uso só na cidade ou em estradas boas e sem muito morro, tipo BR 381 para São Paulo. Se eu preciso de um pouco mais de rapidez, mudo para o S e o carro ganha outra vida.

Se eu quero decidir qual a marcha mas não tem muita pressa nas mudanças eu uso o manual sem o S. Para ter o melhor desempenho possível é só usar o manual com S. Neste caso o espetacular motor GM 1.8 8V tem o seu máximo rendimento e você sabe bem do que eu estou falando - dificilmente sou ultrapassado. É claro que neste caso o tal beberrão aparece com força total.
Câmbio I-Motion - Volkswagen/Divulgação

No percurso diário Belo Horizonte/Betim, uso o automático sem o S e as vezes vou variando só para treinar os outros modos. Eu diria que com o Dualogic só troca marcha de quem quer, pois os modos automáticos, com ou sem S, dão conta do recado com folga.

A diferença do S no caso manual é mais ou menos como se você tirasse o pé mais rápido ou mais lento da embreagem mas é apenas uma impressão, não vi nada técnico confirmando isto. Mas o carro anda bem mais. No modo automático sem S, o carro é MUITO lento. Nas subidas troca de marcha de primeira para a segunda, não aguenta e volta para a primeira e fica assim. Prefiro subir no manual.

Sobre o Idea, estou muito satisfeito com ele. É Fiat e tem problemas, vários problemas, mas todos vem do fato de ser Fiat e eu já estou acostumado - é o terceiro que eu tenho (outro foi o Stilo). O que mais irrita é o tal banco com regulagem de altura que só funciona sem fazer barulho se estiver no mais alto ou no mais baixo. O ar condicionado é ruim também. O do Peugeot é bem melhor."

Confiram a lista de alguns carros equipados com câmbio manual automatizado no Brasil:

Fiat (Dualogic)
Palio
Palio Weekend
Grand Siena
Idea
Punto
Bravo
Linea
500

Volkswagen (I-Motion)
Gol
Fox
Voyage
Polo
Polo Sedan

Experiência
Já tive a oportunidade de guiar um Stilo Dualogic (1.8 8V), Meriva Easytronic (1.8 8V), Linea Dualogic (1.8 E.TorQ),  Bravo Dualogic Plus (1.8 E.TorQ), Fox I-Motion (1.6) e Polo Sedan I-Motion (1.6).

O pior deles, sem dúvida, foi o Stilo. Fiquei até com dúvidas se o modelo não estaria com defeito, mas rodei em outro e as trocas de marchas desconfortáveis, com muitos trancos, eram normais - infelizmente. O Meriva também não foi dos melhores. Tanto ele, quanto o Stilo me irritaram bastante num aspecto: quando fui trocar de faixa, reduzindo ligeiramente a velocidade, ambos reduziram uma marcha, dando um grande "solavanco" dentro do carro, aumentando o giro e tornando a manobra um pouco perigosa.

Já o Linea conseguiu evoluir, deixando as trocas mais suaves. Da turma acima, o melhor deles foi o Bravo. A evolução para o "Plus" foi notável no Dualogic. A dupla de I-Motions da Volkswagen também me agradou. Mas, de uma maneira geral, prefiro um câmbio automático tradicional, de preferência com muitas marchas.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chevrolet tem planos ambiciosos para 2012

Não é segredo para ninguém que a Chevrolet está renovando toda sua linha de carros no Brasil. Astra, Vectra, Corsa e seus respectivos derivados já deram adeus. Mas, para 2012, a marca tem planos ambiciosos, com novidades previstas para todos os meses, incluindo muitos lançamentos de veículos inéditos.
S10
Primeiro semestre
Segundo o Autos Segredos, janeiro será o mês de abastecimento (fabricação) da nova picape S10, que será lançada em fevereiro. Em março é a vez do esperado Cruze hatch, que terá motor 1.8 16V Ecotec flex e opção de câmbio manual e automático, sempre com seis marchas. É um sério candidato ao meu próximo carro.
Cruze hatch
Ainda em março, Agile e Montana recebem a linha 2013. O mês de abril marca a chegada de dois novos veículos inéditos da marca no país: Sonic hatch e Sonic sedã. Segundo o AS, as primeiras unidades virão da Coreia do Sul e depois o mercado nacional será abastecido por modelos fabricados no México. Abril terá ainda o Celta 2013 e o esperado Agile Easytronic.

Em maio, teremos a linha 2013 do veterano Classic. No mesmo mês, ao invés de lançamentos inéditos, teremos duas aposentadorias: Meriva e Zafira. Isso porque, em junho, a minivan PM7 deve ser apresentado com opções de cinco e sete lugares.
Sonic
Segundo semestre
Outra novidade muito esperada chega em agosto: Cobalt 1.8 com câmbios manual e automático de seis velocidades, resolvendo dois problemas do Cobalt atual (motor fraco para o carro e falta de transmissão automática). No mesmo mês chega a linha 2013 do belo Camaro.

Em outubro é a vez do Cruze 2013 chegar às concessionárias. Será que ele já terá a nova frente, recentemente flagrada na Europa? Pensando no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece de 24 de outubro e 4 de novembro, a marca prepara vários lançamentos para os últimos meses do ano.

Outubro será muito importante porque o novo hatch fruto do Projeto Ônix serás apresentado. O modelo será fabriado em Gravataí (RS). Em novembro a marca apresenta a nova Blazer, Mini Captiva, New Malibu e New Captiva.
Sonic Sedan
Em dezembro de 2012 chega o Omega 2013, seguido pelo super esperado Onix sedã em janeiro de 2013.

Conclusão
Como vocês viram, os planos são realmente ambiciosos. Muitas coisas podem mudar durante o ano, mas, se a Chevrolet cumprir esse ousado calendário, a marca terá condições de se expandir no país, podendo até tirar a Volkswagen da segunda colocação do mercado.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Chevrolet Agile morre em 2013? Mas antes teremos a versão automatizada Easytronic 1.4

Anunciado oficialmente em setembro de 2009, com lançamento acontecendo no mês seguinte, o Chevrolet Agile parece estar com os dias contados. Segundo a revista Quatro Rodas desse mês, o compacto saíra de linha em 2013, dando lugar ao Cobalt hatch. O compacto premium seria o penúltimo modelo da linha atual da General Motors a ser renovado no Brasil.

Se isso acontecer mesmo, o Agile terá o título de um dos carros mais curtos da história da GM no país, mesmo vendendo muito bem. É só comparar a sua vida com a do Astra (1998 a 2011), do Classic (1996 até 2015, segundo a QR) e da picape S10 (1995 até 2011, também de acordo com a QR).

Mas antes que isso aconteça, o Agile passará a ser equipado com o câmbio manual automatizado no início de 2012, conforme informou a publicação da Abril. Será a primeira vez que o motor 1.4 Econo.Flex trabalhará em conjunto a transmissão Easytronic. Vamos ver se a dupla vai dar certo.

Para encerrar, vale dizer que, se as previsões estiverem certas, o último modelo da Chevrolet a ser renovado por aqui será o incansável Classic, que em outros tempos foi o Corsa Sedan. Quem diria...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Muitos nomes podem fazer uma confusão danada

Você chega na concessionária e diz ao vendedor: "estou aqui para comprar um Fiat Palio Weekend Adventure Locker 1.8 E.TorQ Dualogic". É um nome realmente longo para um carro. O que aconteceu com "quero comprar uma Fiat Elba S"? Antes era simples assim. Hoje vivemos num mundo com profusão de marcas e nomes.
Usei a Fiat apenas para ilustrar os extremos, já que outras marcas também exageram no comprimento dos nomes e dos "adereços" dos veículos. Veja a GM, que vende o Chevrolet Meriva Premium 1.8 Flexpower Easytronic. Tudo bem que o Flexpower não aparece no nome oficial, mas fica exposto na traseira do veículo.

Temos ainda mais exemplos de nomes longos, como Volkswagen Polo Sedan Comfortline I-Motion 1.6 VHT (Total Flex) e Renault Mégane Grand Tour Dynamique 1.6 16V Hi-Flex.

O nome longo pode realmente causar uma confusão na cabeça das pessoas. Vamos novamente ao primeiro modelo citado no post. "Adventure" é até passível de entendimento, pois está ligado a palavra "Aventura". Mas será que o consumidor comum, que pouco se importa com detalhes do carro, vai entender o que significam "E.TorQ", "Locker" e "Dualogic"? O mais provável é que ele se confunda com tantos nomes. Talvez ele até se sinta intimidado, o que pode atrapalhar na escolha e compra do automóvel

Até entendo que a Fiat queira "vender"também suas tecnologias. Para quem não se lembra, "Locker" se refere ao bloqueio eletrônico do diferencial dianteiro; "E.TorQ" se refere à nova linha de motores da FPT (Fiat Powertrain Technologies); enquanto "Dualogic" é o nome do câmbio manual automatizado comercializado pela marca italiana como automático. Mas vender um único modelo com tantos nomes é complicado. Quase precisamos de uma legenda.

Fiat - Marca
Palio - Modelo
Weekend - Carroceria perua (station wagon)
Adventure - Versão
1.8 - Cilindrada do motor
E.TorQ - Nome do motor
Locker - Possui bloqueio eletrônico de diferencial (vendido atualmente como opcional)
Dualogic - Equipado com câmbio manual automatizado que permite trocas de marcha automáticas

Vendo isso até sinto saudade dos carros mais antigos. Que tal comprar um Chevrolet Omega CD, ou um Fiat Tempra 16V, ou um Volkswagen Gol GTI, ou um Ford Escort XR3? É inegável que a simplicidade, no mínimo, aparenta ser bem mais amigável na hora de escolher (e comprar) um carro.

O mercado nacional ainda tenha vários modelos com nomes curtos e mais charmosos hoje - isso é fato. Mas será que a profusão de nomes e marcas (de tecnologias) é mesmo uma tendência? Espero que não.
(foto: Fiat/Divulgação)
Atualização (02/05/2011)
Imaginem quando o motor E.TorQ evoluir para Multiair? Mais um nome para a salada da Fiat.