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segunda-feira, 25 de março de 2013

GP da Malásia de Formula 1 foi sensacional!

O Grand Prêmio da Malásia de Formula 1, realizado ontem, foi sensacional! A corrida em si não foi tão espetacular, mas dois episódios tornaram este GP como um dos mais pitorescos dos últimos 10 anos!

Primeiro tivemos Lewis Hamilton, hoje na Mercedes-Benz, entrando no box da sua antiga equipe, a McLaren.

Depois tivemos uma briga entre Sebastian Vettel e Mark Webber, ambos da RBR, pela ponta da corrida. Pelo rádio, mandaram que os dois não disputasse a posição, mas Vettel ignorou a ordem e partiu para o ataque, terminando a prova em primeiro. Webber "agradeceu" o companheiro ainda durante a disputa:

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Papo Ligeiro - Os cinco mais da Fórmula-1 2012

Force India F1/Divulgação
Aí vai meu top five da temporada 2012 de Fórmula-1.

5º lugar: Sergio Pérez. Apesar da considerável queda de rendimento após ser anunciado com um dos pilotos da McLaren ao próximo campeonato, em setembro, a participação do mexicano nos 13 primeiros Grandes Prêmios de 2012 foi notável. Nesse período, faturou 65 pontos, uma volta mais rápida e três pódios.

Pérez obteve os dois melhores resultados da Sauber em 16 temporadas na Fórmula-1: os segundos postos na Malásia e na Itália. Aliás, nessas provas, não ficou distante dos vencedores. Em Sepang, recebeu a quadriculada 2s2 atrás de Fernando Alonso; em Monza, a 4s3 de Lewis Hamilton.

Além de marcar presença entre os dez primeiros em sete corridas, o novo piloto da McLaren esteve bem perto de pontuar em outras cinco – nas quais terminou na 11ª colocação. Em uma destas, no GP de Mônaco, onde havia largado apenas em 23º - por conta de um acidente no treino. De quebra, ainda cravou a melhor volta daquela corrida. 

Em classificações, Pérez levou a melhor sobre o companheiro de Sauber, Kamui Kobayashi. É bem verdade que o duelo foi equilibrado: superou o japonês em 11 dos 20 treinos do ano. No entanto, vale ressaltar que Kobayashi é um piloto muito veloz, sobretudo em treinos. Um típico osso duro de roer.

4º lugar: Lewis Hamilton. Nenhum piloto teve rendimento tão espetacular nos treinos classificatórios em 2012 quanto Hamilton. O inglês foi o único piloto que marcou presença em todos os Q3 da temporada. No ano, foi ainda o piloto que mais partiu da pole (sete vezes) e da primeira fila (11). Largou à frente do companheiro de McLaren, o compatriota Jenson Button, em 16 dos 20 Grandes Prêmios. Aliás, no confronto direto em corridas, nova vitória ao campeão de 2008. Das 13 ocasiões em que ambos receberam a quadriculada, Lewis superou a Jenson em nove.

Entre os pilotos que disputavam o título, Hamilton foi o que menos completou corridas: 14. Tal retrospecto pode parecer normal, pois o inglês é um piloto extremamente arrojado; é razoável afirmar que está mais passível a erros em pista que os adversários. Contudo, ao menos e, 2012, Lewis foi vítima em seus abandonos. Nos GPs da Bélgica, Europa e do Brasil, acabou atingido por adversários. Na Alemanha, não completou por conta de um furo no pneu de seu McLaren. Já em Cingapura e Abu Dhabi, o carro deixou-lhe na mão por problemas mecânicos.

Detalhe: destes GPs, Hamilton liderava dois - e brigava pela ponta em outro. Ou seja, perdeu pontos preciosos, que o colocariam de modo mais incisivo na luta pelo caneco.

3º lugar: Sebastian Vettel. Fez ao longo do ano exatamente tudo que se espera de um piloto de seu porte: foi extremamente rápido, não correu riscos desnecessários e, sobretudo, mostrou força psicológica para superar momentos difíceis. Na prova de domingo passado, por exemplo, caiu às últimas colocações após toque com o Williams de Bruno Senna, pouco após a largada. Mesmo diante do clima instável que assolou Interlagos, fez uma corrida de recuperação sem deslizes e assegurou o tricampeonato graças ao sexto lugar.

Outro momento de enorme superação por parte do tricampeão ocorreu na quarta etapa do ano, no Bahrein, quando faturou um hat trick (pole position, volta mais rápida e vitória). À época, a pressão sobre o alemão, que ocupava apenas o quinto posto na tabela de pontos, era enorme. Nas provas anteriores, os carros da McLaren e Mercedes mostraram rendimento superior aos da Red Bull. Além disso, até Alonso, mesmo com um Ferrari pouco competitivo, já havia conquistado uma vitória, em Sepang.

Reflexo de uma temporada equilibrada, com oito vencedores em 20 provas, Vettel faturou apenas cinco GPs em 2012. Foi o campeão com menor número de primeiros lugares em uma temporada nos últimos 25 anos – ao lado de Alain Prost, em 1989, e Lewis Hamilton, em 2008. Contudo, o alemão da Red Bull compensou com grande regularidade: pontuou em 17 corridas, 15 entre os cinco primeiros colocados.

É o cara certo. Na equipe certa.

2º lugar: Fernando Alonso. Basta o espanhol herdar posição de um adversário nas corridas para alguns colegas de imprensa soltarem o popular “Esse Alonso é sortudo”. Trata-se de um conceito absurdo. O espanhol nada mais é que um piloto extremamente rápido e competente, que raramente comete erros. Não à toa, completou 18 corridas em 2012. E esteve longe de ser o responsável por seus dois abandonos na temporada. Em Suzuka, acabou atingido por Kimi Räikkönen pouco após a largada; já em Spa-Francorchamps, também pouco depois da partida, foi uma das vítimas da barbeiragem de Romain Grosjean.

A regularidade foi quesito fundamental para que o asturiano chegasse à última prova do campeonato, em Interlagos, na disputa pelo título de Pilotos – mesmo com um carro que, por mais um ano, não esteve à altura de Red Bull e McLaren. Embora tenha largado na primeira fila em apenas três ocasiões, Alonso foi o recordista de pódios no campeonato: foram 13, com três primeiros, cinco segundos e cinco terceiros lugares. Também foi o piloto que mais vezes terminou entre os cinco primeiros colocados (em 16 GPs).

Mesmo sem faturar o tão desejado tricampeonato, Alonso fecha 2012 com o moral altíssimo. Moral, inclusive, para solicitar carro mais competitivo à turma de Maranello.

1º lugar: Kimi Räikkönen. Voltou à Fórmula-1 em grande estilo, com uma regularidade assombrosa. Completou nada menos que 1191 das 1192 voltas disputadas no campeonato. Foi o único piloto a receber a quadriculada nas 20 provas do ano e, de quebra, quem mais vezes pontuou. O único GP em que não ficou entre os dez primeiros aconteceu na China, terceira prova do campeonato, em abril. Na ocasião, obteve a 14ª posição.

Kimi terminou 11 provas entre os cinco primeiros. Sete delas no pódio. De quebra, ainda conquistou uma vitória, em Abu Dhabi. Por lá, deixou claro que sabe bem o que fazer... A Lotus não vencia na Fórmula-1 desde 31 de maio de 1987, com Ayrton Senna, no GP de Mônaco.

Nada mal para um piloto que voltara à Fórmula-1 após duas temporadas no Mundial de Rali. Nada mal para um piloto que tinha em mãos um Lotus, carro bem acertadinho, mas que apenas em esporádicas ocasiões fazia frente aos rivais Red Bull e McLaren.

Em tempo: apesar da hierarquia desse ranking, creio que a diferença de rendimento entre Räikkönen, Alonso, Vettel e Hamilton em 2012 foi minúscula. Tanto que, qualquer um destes pilotos fosse o vencedor da temporada, o título ficaria em boas mãos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Papo Ligeiro - Os novos pneus Pirelli

Em 2011, a Pirelli regressou à Fórmula-1 após 20 temporadas com uma missão curiosa: tornar a vida útil dos pneus da categoria mais curta que em anos anteriores. Com essa proposta, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) pretendia que eventuais disparidades em estratégias e entre os níveis de desgastes dos compostos dos carros durante as corridas facilitassem ultrapassagens. Somada, claro, a adoção da asa móvel e ao regresso do KERS. E o resultado desse “kit ultrapassagem” foi bastante positivo: nada menos que 1486 adiantamentos em 19 Grandes Prêmios. Marca 2,7 vezes maior à registrada em 2010.

De fato, a Pirelli fez bem a lição de casa conferida pela FIA. O desgaste dos rodantes da fábrica milanesa foram maiores que os presentes nos antecessores Bridgestone, algo que rendeu um alto número de pit stops ao longo do campeonato passado. Mais precisamente 1086 – média de 2,38 por corrida a cada competidor. Na Hungria, em agosto, foram 85 pits. Recorde em um Grande Prêmio de Fórmula-1. Mas vale ressaltar que a prova húngara foi disputada sob chuva. Com pista seca, entretanto, os GPs com mais paradas não ficaram muito longe da marca obtida em Hungaroring. Na Turquia, foram 80 pits; na Espanha, 77.

Mas se a Pirelli acertou a mão na produção dos rodantes no quesito durabilidade, variações de estratégias de corrida estiveram longe de ser uma característica em 2011. Culpa da significativa diferença por volta entre os tipos de pneus. Em algumas etapas, tal distância chegou a 1s5. Com isso, grande parte dos primeiros colocados nas provas apostava em táticas semelhantes. Um dos poucos a sair dos padrões, aliás, costumava ser Jenson Button. Dono de uma pilotagem suave, o inglês economiza pneus e dava à McLaren a opção de postergar suas paradas de boxes. Ou, em alguns Grandes Prêmios, até mesmo apostar em um pit stop a menos que os principais adversários.
Para evitar a repetição dessa similaridade nas táticas de prova, os pneus italianos ao próximo campeonato terão uma abordagem ainda mais agressiva que os de 2011. Três dos quatro compostos disponíveis para 2012 sofreram alterações em suas formações. A borracha usada nos pneus tipos macio, médio e duro é mais mole que a de seus antecessores. Apenas o supermacio segue igual ao do ano passado. Um dos principais objetivos da Pirelli com tal manobra é reduzir a distância entre o rendimento dos compostos, algo que poderá conceder mais opções de estratégias de pit stops às equipes durante as corridas.

Paul Hembery, diretor-esportivo da Pirelli, já garantiu que a disparidade entre os atuais pneus é de apenas um segundo. Conforme o dirigente, a meta é derrubá-la para 0s8 ao longo da temporada. Aliás, para se ter uma ideia, os atuais pneus duros já estariam até mais velozes que os médios do campeonato passado.

Em conta a alteração nos compostos italianos – além da duplicidade da zona de acionamento do DRS durante as provas, não é absurdo algum crer que a temporada 2012 reservará mais disputas e ultrapassagens nas corridas que em 2011. Mas é aquela velha história... Devemos esperar pelos resultados na boa e velha prática.