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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Alta Roda - Perdão obrigatório

“Quando a esmola é grande, o santo desconfia”. Eis um dos provérbios mais populares e que se aplica a um dos artigos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Reconhecido como minucioso em excesso, além de abrigar nada menos de 341 artigos, fora os anexos, o CTB deixou vários pontos por regulamentar, desde que entrou em vigor em 22 de janeiro de 1998.
Reprodução

E não para por aí. Coube ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovar resoluções regulatórias, com força de lei, sem contar as portarias do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Em dezembro de 2008, a coluna recebeu uma publicação que consolida toda a legislação complementar. Trata-se de um calhamaço de 708 folhas de tamanho ofício e letra miúda. Se atualizado até 2012, talvez alcançasse as 1.000 páginas.

Punitivo por essência e quase nada educativo, no CTB há um conceito racional no Artigo 267:

“Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

§ 1º. A aplicação da advertência por escrito não elide [N.R.: não elimina] o acréscimo do valor da multa prevista no § 3º do art. 258, imposta por infração posteriormente cometida.
§ 2º. O disposto neste artigo aplica-se igualmente aos pedestres, podendo a multa ser transformada na participação do infrator em cursos de segurança viária, a critério da autoridade de trânsito.”

Independentemente de jamais um pedestre (ou ciclista) receber multa, esse artigo foi, afinal, regulamentado e vige desde 2012, “apenas” 14 anos depois. Algo simples e justo, mas como tem potencial de redução na arrecadação de multas, ficou esquecido. O motorista pode redigir um recurso e pedir a conversão da multa, o que já desanima: poucos estão informados e/ou conhecem os trâmites.

Porém, a partir desse mês, o Detran do Distrito Federal, em rasgo de clarividência raro no setor, colocou seus programas de computador para funcionar. Caso se enquadre no Artigo 267, o infrator nem chega a receber notificação: ganha apenas advertência por escrito, conforme prescreve o código. Está aí um exemplo para aplausos. Todos os outros Detrans deveriam segui-lo, mas certamente não o farão, apesar das facilidades atuais da eletrônica de controle. Na realidade, a regulamentação nada impôs sobre o modo operacional e os governos não querem perder receita.

Mas há algo perverso, a tal esmola duvidosa. Por qualquer meio, o motorista não pode recorrer da pretensa infração convertida em advertência, mesmo sem concordar ou ter como provar que é inocente. Deve aceitar o perdão, sem discutir. É ou não é para o santo desconfiar?

RODA VIVA

APESAR de a GM nada revelar, a nova geração do Cruze (2015) será produzida na fábrica argentina de Rosario, como a coluna já antecipou. Cessará a montagem CKD do modelo, em São Caetano do Sul (SP). Tendência geral é essa: compactos aqui; médios-compactos, no vizinho. Por razões de menor escala de produção e controle “frouxo” de conteúdo local na Argentina.

PREÇO até R$ 2,9 milhões, motor V-12 dianteiro (6,2 l/740 cv) no lugar do V-8, aceleração de 0 a 100 km/h, em 3,1 s. Ferrari F12berlinetta foi pré-apresentado no autódromo de Interlagos, pouco mais de um ano após Salão de Genebra. Importador, Via Itália, afirma que esse superesporte pode lidar melhor com o dia a dia do que gerações anteriores. Inspiração Porsche?
Chevrolet/Divulgação
PRISMA vai bem com motor de 1 litro/80 cv (mais potente nessa cilindrada, juntamente com o 3-cilindros HB20 e Clio), menos na estrada com carga total. Marchas precisam ser esticadas para ter agilidade. Versão de entrada (R$ 34.990) permite opção da ótima central multimídia. Na ergonomia, puxador nas portas, ruim; tampa do porta-luvas, ótima (abre para cima).

FLUIDEZ de linhas e espaço interno garantido por 2,7 m de distância entre-eixos, Cerato é aposta da Kia entre os médios-compactos. Agora com motor flex de 1,6 l/128 cv (igual ao HB20), o sedã vem completo, só versão topo. Mas seu preço disparou, ao não se enquadrar nas regras do Inovar-Auto. Por R$ 67.400 (automático, mais R$ 4.500), difícil concorrer.

OUTRO que perdeu competitividade em preço foi hatch Hyundai i30, cujo motor 2-litros foi substituído pelo 1,6-L. Atrapalha, ainda, a valorização recente do won sul-coreano. Nada dramático, como acontece com o iene japonês, porém relação preço-equipamento imbatível, aos poucos, pode sofrer erosão discreta.

SEM aumento do IPI, antes previsto para 1º de abril e agora mantido até 31 de dezembro, a estratégia de preços de cada marca teve que sofrer adaptações. Algumas aproveitaram para realinhar suas tabelas, além da simples adequação ao imposto que deixou de subir. Se não está vendendo tão bem, nada como aproveitar a deixa e usar a oportunidade para repensar a vida.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Com bastante atraso, Chevrolet Celta ganha airbag e ABS na linha 2014 - só para a versão top

Cromados no entorno da grade dianteira são as principais novidades visuais da linha 2014
Demorou, e muito, mas finalmente o Chevrolet Celta passa a contar com a opção de ser equipado com airbag duplo e freios ABS. A linha 2014 do modelo acaba de chegar às concessionárias da marca de todo país. Com isso, a GM prolonga a vida do compacto, já que, a partir de 1º de janeiro de 2014, todos os carros vendidos no Brasil deverão contar obrigatoriamente com estes dois equipamentos como itens de série, atendendo a uma regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Eu me pergunto: por que o Celta não recebeu estes equipamentos antes? Prefiro não arriscar uma resposta e me contentar com o famoso "antes tarde do que nunca".
Modelo passa a contar com ABS e airbag duplo na lista de equipamentos
Infelizmente, apenas a versão topo de linha do modelo, a LT, pode ser equipada com os dispositivos de segurança - fato lamentável, uma vez que diversos concorrentes, como o Fiat Uno, já possuem a "dupla dinâmica" como item de série em todas as versões. O consolo é que, no 1º dia do ano que vem, toda a linha Celta passará ter ABS e airbag duplo de série em todas as versões.

A linha 2014 do pequeno Chevrolet recebeu mínimas mudanças estéticas: ganhou aros cromados na grade dianteira de todas as versões (LS e LT) e a versão quatro portas (LT) passa ainda a oferecer um adesivo preto decorativo na coluna central. Além disso, o Celta tem com uma nova cor, a Cinza Sand.

Internamente, foi necessário incluir um novo volante, de três raios, para acomodar o airbag frontal. Entre os bancos dianteiros, uma novidade: porta-objetos com porta-copos como equipamento de série - item bem-vindo para um carro tão pelado.
Volante é a principal novidade estética do Celta 2014
O motor é o mesmo de sempre: 1.0 Flexpower VHCE, que desenvolve 77 cv de potência e 9,5 mkgf de torque com gasolina e 78 cv e 9,7 mkgf com etanol. Segundo a Chevrolet, o Celta 2014 tem autonomia para rodar por até 900 quilômetros com um tanque cheio de gasolina. Não sei quanto a um motorista comum, mas acho que só o MacGyver conseguiria um feito desses.
Regalia: porta-copos agora é item de série

Em relação aos preços, a linha 2014 ficou um pouco mais cara em relação à 2013. Equipado com cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura, brake light, sistema de imobilização do motor por chave eletrônica (immobilizer system de 2ª geração), tampão do tanque de combustível com chave, ventilador, parachoques pintados na cor do veículo, preparação para receber sistema de som (constituída de fiação elétrica dianteira - força, ignição e terra), tomada de força e porta-objetos no console central (entre outros itens), o Celta LS 2 portas subiu de R$ 25.290 para R$ 25.390.

Com limpador, lavador e desembaçador vidro traseiro, temporizador do limpador para-brisa e ar-condicionado, a versão LS sobe para R$ 27.790 (R$ 160 a mais do que a linha 2013).

O Celta LT 4 portas foi de R$ 28.970 para R$ 29.190. Ele vem equipado com os itens da versão LS, além de maçanetas das portas externas pintadas na cor do veículo, ar quente; desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, vidros elétricos dianteiros com sistema tipo "um toque" para subida e descida automáticas, dispositivo antiesmagamento e fechamento automático acionado pelo "Keyless Entry System"; travas elétricas, travamento automático das portas ao atingir 15 km/h, direção hidráulica, entre outros itens.

Completo, com ar-condicionado, ABS e airbag duplo, o preço do Celta LT é de R$ 31.490 - contra R$ 30.580 da linha 2013, que não tinha os itens de segurança.

No mais, o Celta continua com as mesmas qualidades (bom desempenho, robustez, fácil manutenção e praticidade) e defeitos (volante torto, acabamento simplório, apoios de cabeça sólidos e espaço interno pequeno).
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Alta Roda - Ganha-se muito ou pouco?

Conhecidos os resultados consolidados da indústria automobilística em março, que a Anfavea divulga todos os meses, poucos atentaram a um pormenor estatístico. Pela primeira vez as quatro maiores marcas – Fiat, Ford, GM e VW – alcançaram 68,6% dos automóveis e comerciais leves comercializados. Ou seja, ainda representam pouco mais de dois terços das vendas, mas pela primeira vez abaixo de 70%.

Não é tão incomum, em outros países, as quatro maiores marcas dominarem cerca de dois terços do comércio interno, ao contrário do que muitos pensam. Japão e Índia são dois exemplos. Ou seja, a concorrência aqui é feroz e as quatro maiores tendem a perder participação de forma mais acelerada.

Esse surto de novas marcas vem em razão do rápido crescimento das vendas no Brasil, quarto maior mercado mundial e quase quatro milhões de unidades (com caminhões e ônibus) ao fim de 2013. Isso significou lucros crescentes, mas desalinhados do resto do mundo?

Segundo Carlos Gomes, presidente da PSA Peugeot Citroën Brasil e América Latina, cerca de 70 milhões de veículos leves produzidos no mundo, em 2012, deixaram lucro aproximado de US$ 50 bilhões. Desse total, US$ 18 bi foram ganhos na América do Norte; US$ 17 bi, na China; US$ 4 bi, na América Latina; US$ 2 bi, na Europa e US$ 9 bi no resto do mundo. Nossa região representou 8% das vendas e 8% dos lucros. América do Norte, 22% e 36%, respectivamente. Quem está mal mesmo é a Europa: 22% e apenas 4%.

Nos EUA há grandes distorções. Picapes e SUVs (45% das vendas) lá são considerados caminhões leves. Mas as margens são até quatro vezes maiores do que as de automóveis, o que não se considerou em pesquisa atribuída à consultoria IHS e ao Sindipeças. Pormenor: nos EUA não há importação de picapes pois o imposto tem alíquota de 25%, cerca de 10 vezes superior ao de automóveis, desproporcionalidade única no mundo. Em carros ganha-se um tantinho e em picapes/SUVs, um tantão...

Outro estudo recente, do Instituto de Planejamento Tributário, comparou preços com e sem impostos de algumas mercadorias nos EUA, Itália e Brasil. Claro, aqui tudo muito mais caro. Escolheram o Corolla entre os automóveis, mas só o confrontaram com os EUA, alegando ser modelo indisponível na Itália. Poderiam ter elegido o Focus, vendido nos três continentes. Será porque, sem impostos, a diferença de preço é pequena, ao contrário dos itens pesquisados?

De qualquer forma o cenário obrigará a diminuir a defasagem dos lançamentos, com impactos sobre rentabilidade. O site inglês just-auto chama a atenção de que mercados emergentes desejam comprar logo os carros expostos todos os dias na internet. E citou o caso da Honda, que decidiu descentralizar desenvolvimento e compras já a partir do novo Fit, abreviando seu lançamento aqui, em 2014. Até afirmou que a filial duplicará o número de engenheiros no País.

É o caso também da Fiat. Em Pernambuco produzirá crossover utilitário e picape média dele derivado já em 2015. Em 2016, versão utilitária para a marca Jeep e sedã médio baseado no Dodge Dart/Fiat Viaggio. Para Minas Gerais, ficará o subcompacto sucessor do Mille, em 2015. Tudo com forte participação técnica de brasileiros para agilizar.

RODA VIVA

DIMINUIÇÃO de importações e recuperação de estoques fizeram do mês passado o melhor março da história: 319 mil unidades, de todos os tipos, produzidas. No primeiro trimestre a recuperação da produção, em relação a 2012, foi de 12%. Até dezembro, Anfavea espera que as fábricas produzam mais 4,5% sobre 2012, apesar de exportações fracas.

QUANTO às vendas, o presidente da associação (em fim de mandato), Cledorvino Belini, acredita que o ano será bom. Mas preferiu manter, por enquanto, previsão de crescimento de 3,5% a 4,5%, mesmo com dois aumentos de IPI cancelados até o fim do ano. Chegou a admitir 5% de avanço em 2013. Comportamento do PIB será decisivo para os resultados.

MERCEDES-BENZ deu uma guinada com novo Classe A, em versões de R$ 99.900 e R$ 109.900. De pequeno monovolume passou a hatch de estilo arrojado e coeficiente aerodinâmico dos melhores (Cx de 0,27). Interior cresceu: entre-eixos generoso de 2,69 m. Bancos dianteiros de encosto alto e alavanca seletora de câmbio na coluna de direção agradam.

MOTOR turbo 1,6 L/156 cv tem ótimo torque de 25,5 kgfm, entre 1.250 e 4.000 rpm. Casa à perfeição com câmbio automatizado de dupla embreagem, sete marchas. Interessante função aciona o freio de estacionamento ao se pisar com firmeza o pedal de freio, quando em marcha-lenta. Faltam GPS e faróis de neblina, justo na versão mais cara (de série, na de entrada).

UNIÃO Europeia deve rever ciclos de teste de consumo de combustível em laboratório. Números otimistas demais e difíceis de reproduzir na prática, em especial modelos híbridos. Provavelmente vão optar por correção linear dos valores, como aconteceu nos EUA e no Brasil, pois novo ciclo foi adotado há pouco mais de quatro anos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Alta Roda - Corrida do Ouro

Dessa vez, um segredo bem guardado. Congelamento das alíquotas do IPI até 31 de dezembro – cancela os dois aumentos previstos para abril e julho – foi anunciado durante feriado da Páscoa. No momento, o governo está preocupado não apenas em sustentar o crescimento no mercado de veículos, mas de tabela controlar reflexos na inflação. Há especulações de que tal patamar de IPI poderia se manter indefinidamente, sinalizando pequena mudança de rumo. Afinal, aqui estão os automóveis mais taxados do mundo, em longa cadeia de impostos sobre impostos. Um dia, isso teria de mudar.

Essa reviravolta já mexeu nas previsões do setor para 2013. Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, acredita em vendas de 4% a 5% superiores em relação ao ano passado (antes, de 3,5% a 4,5%). Ele fez a afirmação durante o IV Fórum da Indústria Automobilística, em São Paulo, promovido essa semana em São Paulo pela Automotive Business. Inovar-Auto, ambicioso regime revelado  em setembro de 2012, ainda provoca muitas dúvidas sobre o nível de avanço em tecnologia nos próximos cinco anos e dominou os debates.

Como comentou Stephan Keese, da consultoria Roland Berger, já foi dito no exterior que o mercado brasileiro deve deflagrar uma nova “corrida do ouro”. Porém, ele desconfia mais de uma corrida contra o tempo do que propriamente de resultados financeiros, inclusive com risco de excesso de capacidade instalada. Prejuízo estimado pela Ford na América do Sul (Brasil representa 60% das vendas), no primeiro trimestre, pode chegar a US$ 300 milhões. GM também perdeu dinheiro na região, ano passado.

No entanto, um mercado entre cinco e seis milhões de unidades, até o final da década, se tornará ainda mais disputado. Há sete novos fabricantes de veículos leves se instalando no País até 2015, para totalizar 25, e não vai parar aí. Fábricas de motores passarão de 13 para 18, incluindo a Fiat, em sua nova unidade industrial em Pernambuco, e a Chery, que anunciou durante o Fórum. Hyundai Brasil, em breve, também comunicará a produção de motores.

Para o economista José Mendonça de Barros o consumidor deve esperar uma paulatina queda real de preços dos carros novos (ou aumentos inferiores à taxa de inflação para ser mais claro), acompanhado de desvalorização maior dos modelos usados. Esse descolamento é irreversível em situações de crescimento firme do mercado e continuará nos próximos anos.

Existe preocupação do setor de autopeças quanto à regulamentação do conteúdo local, adiada por mais dois meses pelo governo federal. Exigirá rastreabilidade do país de origem das peças e incertezas de como será feito o controle na Argentina, um vespeiro conhecido. Foi discutida a possibilidade de criar o programa Inovar-Peças, simultâneo ao Inovar-Auto, que adicionaria novos níveis de complexidade, apesar do potencial de desemperrar as coisas.

Falta competitividade na indústria brasileira e o setor automobilístico não é exceção. Paulo Butori, presidente do Sindipeças, colocou no rol dos problemas a moeda valorizada. Para ele, sem resolver a questão será muito difícil avançar. Exemplificou com o ramo de autopeças que passou de superavitário a deficitário no comércio exterior, em meia dúzia de anos.

RODA VIVA

SUBSIDIÁRIA da GM na Argentina confirmou lançamento do SUV compacto Tracker, vindo do México, no terceiro trimestre do ano. Jaime Ardila, presidente da empresa no Brasil e América do Sul, em entrevista à TV a cabo Band News, de fim de noite, admitiu de forma indireta que também chegará aqui até o fim do ano. E que um subcompacto está nos planos.

AUDI TT chega aos 15 anos e oferece cada vez mais potência. RS tem motor de cinco cilindros, 2,5 L, e ronco quase como um seis-cilindros em linha. Para guiar sem sustos, lidar com 340 cv e torque assombroso de 45,9 kgf∙m, tração é nas quatro rodas. Estilo do cupê compacto permanece fiel ao original, sem sinais de cansaço, um tanto raro, hoje.

MAIS atraente que o Cielo, compacto Chery Celer foi finalmente colocado à venda. Marca chinesa demonstra que quando a fábrica de Jacareí (SP) entregar as primeiras unidades, em um ano, terá produto competitivo e segurança de conteúdo nacional. Em versões hatch (R$ 35.990) e sedã (R$ 36.990), tem motor flex 1,5 L e pacote completo de equipamentos.

TELA multimídia de comando por toque veio para ficar. Renault já a oferece para toda a linha Sandero/Logan, ao preço em torno de R$ 600. Duster Techroad desbravou o interesse pelo equipamento (no caso, de série), bem fácil de operar. Esse utilitário compacto, bom de guiar, mostra limitações ergonômicas: perna esbarra na caixa de comando dos vidros elétricos.

LINHA 2014 do Fox, lançada agora, tem poucas mudanças. Freios ABS são os de nona geração: cada vez menos pulsação no pedal em frenagem de emergência. Discos de freio do CrossFox têm maior diâmetro em razão do acréscimo de massa da versão, em relação ao resto da linha, pelo suporte externo do estepe e suspensão reforçada.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Alta Roda - Saga dos motores flex

Em 23 de março de 2003 surgiu o primeiro automóvel fabricado no Brasil cujo motor usava o sistema flexível etanol e gasolina de forma viável. Foi o Volkswagen Gol 1,6-litro, lançado simultaneamente à comemoração de 50 anos da empresa no Brasil com a presença de diretores mundiais do grupo alemão e do presidente da República. Alguns meses depois de completar uma década em produção, a Anfavea projeta que, em meados deste ano, 20 milhões de veículos popularmente chamados flex terão sido fabricados, marco muito relevante.
Volkswagen/Divulgação
Nada menos de 92% dos automóveis e comerciais leves com motores de ciclo Otto, vendidos em 2012, tinham motores flex, incluídos nacionais e importados. Ao acrescentar os de ciclo Diesel, a participação cai para 87%. Nenhum mercado no mundo apresenta esse cenário.

Na realidade, flexibilidade de abastecer o mesmo tanque com combustível de origem fóssil, de origem vegetal ou mistura dos dois remonta ao início do século passado, por volta de 1910. Ford T e alguns concorrentes podiam usar um ou outro combustível. Preço da gasolina caiu e a experiência, abandonada. Ainda nos EUA, voltou em 1991, com metanol em pequenas frotas. O primeiro carro flex de série já com etanol surgiu em 1996, um Ford Taurus.

No Brasil, depois da crise de escassez de etanol em 1989/90, a Bosch apresentou um Chevrolet Omega de 2 litros com a tecnologia flex, mas o sistema de reconhecimento de combustível era caro e lento. O projeto só avançou depois de quatro anos, ao se descobrir que a sonda lambda (sensor de oxigênio) servia bem para identificar e gerenciar o tipo de combustível. A Volkswagen decidiu apostar na tecnologia. Motores de 1 litro representavam quase 70% das vendas à época e, assim, a fábrica escolheu o de 1,6 l por precaução. Como a Bosch fornecia sistemas de injeção para os motores VW de menor cilindrada, a Magneti Marelli acabou por receber a primazia.

Apelo do motor flex diminuiu quando o preço dos dois combustíveis se aproximou. Opção pelo etanol caiu drasticamente depois de 2009 e o governo ainda bate cabeças sobre a estratégia futura de preços relativos e carga fiscal diferenciada. Sem isso, só o apelo ambiental atrairá poucos compradores. Por outro lado, as fábricas têm sido lentas na evolução técnica dos motores. Partida dos motores sem auxílio de gasolina em dias frios, por exemplo, só surgiu em produção seriada no ano passado, e em alguns modelos.

Graças ao novo regime automobilístico Inovar-Auto e seus objetivos de menor consumo de combustível haverá avanços até 2017. Meta compulsória é de cortar o consumo médio da frota à venda de cada fabricante em 12,5% sobre 2012. A meta incentivada (até dois pontos percentuais a menos de IPI) chega a quase 19%. Alcançar essa referência, equivalente à da Europa em 2015, obrigará a investir além dos motores.

Grande passo, a injeção direta de combustível em motores flex apresenta potencial de corte de consumo em até 10%. Com uso eventual de turbocompressor, ganho será maior com etanol. Significa que mesmo que o combustível vegetal custe 75% (talvez até 80%) do preço da gasolina, ainda será viável sua escolha na hora de abastecer. Hoje, referência é de 70%.

RODA VIVA

ABEIVA deve revisar, no final deste mês, sua previsão de importação de 150.000 unidades em 2013, provavelmente para menos. Kia (Grupo Gandini) continua a liderar entre marcas sem produção local, associadas àquela entidade. Grupo brasileiro fez contas e decidiu não aderir ao Inovar-Auto, ao contrário dos demais. Cotas são baixas para seu volume de importação.

CAIXAS de câmbio (transeixos) manuais de seis marchas serão produzidas na nova fábrica de motores da GM, em Joinville (SC), mais voltada à exportação, assim que mercado europeu se recuperar da atual queda. Parte de produção ficará aqui para o Cruze e outros modelos. No exterior, empresa desenvolve uma caixa “híbrida”: automática convencional e de dupla embreagem.

DURANGO, novo SUV da Dodge (de R$ 179.900 a salgados R$ 199.900), oferece sete lugares e mais espaço interno que Journey/Freemont. Mesmo com dois bancos da última fileira em posição normal, porta-malas é muito bom: 490 litros (até o teto; usáveis uns 35% menos). Chassi é igual ao do Grand Cherokee, com maior balanço traseiro. Motor V6/286 cv dá conta do recado.

PRESIDENTE da Magneti Marelli volta a ser brasileiro. Lino Duarte está à frente do segundo maior fabricante de autopeças aqui instalado. Ele destacou que a matriz italiana, além de fornecer motor elétrico para o híbrido LaFerrari, desenvolveu o Superlift: atuadores hidráulicos elevam em quatro cm o vão livre, ideal para carros esporte em rampas e lombadas.

TENDÊNCIA de desnacionalização em autopeças parece irreversível. Fabricante de correias e tensionadores Dayco, dos EUA, com fábricas em São Paulo e Minas Gerais, comprou a brasileira Nytron. As marcas conviverão por tempo indeterminado. Aumentará exportações para Europa e América do Sul com integração dos produtos.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Chevrolet Cruze reestilizado já é vendido na Argentina. E o Brasil, como fica?

No início desse mês, a Chevrolet atualizou o visual do Cruze vendido na Argentina, tanto nas versão sedã, quanto na Sport6 (hatch). As alterações são bem próximas às aplicadas no modelo vendido para outros mercados, como o europeu e o sul coreano. Eu já havia comentado sobre a reestilização do veículo aqui em janeiro do ano passado. Mas será que o Cruze brasileiro também mudará por agora?

Antes de responder, vamos saber o que mudou. Visualmente, a dianteira recebeu modificações no para-choque, na grade, na tomada de ar e nos faróis de neblina. Nada exagerado, mas o suficiente para ficar um pouco diferente - para melhor na minha opinião. Nas laterais, apenas as rodas de liga leve são novas, enquanto a traseira é a mesma.
Por dentro, novos revestimentos e, para não ficar atrás dos "irmãos pobres" Onix e Prisma, finalmente a oferta do sistema multimídia MyLink, com tela sensível ao toque de 7", entradas USB e auxiliar, conexão bluetooth, entre outras possibilidades. Para facilitar as manobras, a versão LTZ tem ainda a câmera de ré associada ao MyLink.

Em relação aos motores, a novidade fica por conta do 2.0 16V turbodiesel de 163 cv de potência e 36,7 mkgf de torque, sempre vendido com a transmissão automática de seis velocidades. O outro propulsor é o nosso velho conhecido 1.8 16V Ecotec (a gasolina por lá), de 141 cv, que pode se associar ao câmbio manual de cinco marchas ou ao automático de seis marchas.

Agora respondendo, nosso Cruze, infelizmente, não deve mudar por agora. Pelo menos não existe previsão (oficial ou extra oficial) para uma alteração estética, embora eu acredite que o MyLink possa chegar na linha 2014.

Mas, quando as alterações acontecerem, bem que a Chevrolet poderia equipar a linha Cruze com paddle shifts (borboletas) atrás do volante para a versão automática, melhorando consideravelmente a experiência de condução do veículo. Seria um equipamento muito bem-vindo, especialmente para o hatch, que tem pretensões mais esportivas. E não custa lembrar que Toyota Corolla e Honda Civic, principais concorrentes do Cruze sedã, já oferecem este dispositivo.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Chevrolet lança o novo Prisma, o interessante "sedã esportivo" que não tem quase nada de esportivo

Depois de informações a 'conta gotas' (como de costume), e de inúmeros flagrantes, finalmente a Chevrolet está lançando a esperada nova geração do Prisma no Brasil. Com preços relativamente competitivos, o sedã chega com potencial para repetir o estrondoso sucesso do seu irmão Onix no mercado nacional. O modelo tem preços sugeridos de R$ 34.990 na versão LT 1.0, R$ 39.090 na LT 1.4 e R$ 45.990 na topo de linha LTZ 1.4.

A intenção da marca é valorizar a união entre jovialidade, tecnologia, esportividade, conforto e requinte com o novo Prisma. Concordo especialmente com a jovialidade e conforto; concordo parcialmente com tecnologia e requinte; e quase discordo totalmente de esportividade.

Depois de um bom período decepcionado com o trabalho da equipe de design da Chevrolet, finalmente começo a ficar mais animado. Se o resultado do Onix foi muito bom, acho que eles conseguiram algo ainda melhor com o novo Prisma.
Desenvolvido a partir da arquitetura do Sonic, Cobalt, Spin e Onix, o Prisma 2013 tem personalidade mais forte do que boa parte dos concorrentes. E a razão para isso é a harmonia entre dianteira e traseira - o grande destaque do veículo. Por vários ângulos fica parecendo que o modelo não é um sedã, o que me agrada muito.  É até estranho olhar para o Prisma velho depois de conhecer o novo.

Em relação ao Onix, o Prisma 2013 tem a mesma distância entreeixos (2.528 mm), altura (1.484 mm) e largura (1.705 mm); mas o comprimento é 30 cm mais longo, chegando a 4.275 mm. Assim como seus principais rivais diretos, seu porta-malas tem ótima capacidade, com 500 litros. O tanque leva 54 litros de combustível.

O espaço interno é bem semelhante ao do Onix, o que é bom. Quem vai atrás deve ficar atento com a cabeça. Do hatch também veio a mescla de mostradores analógicos e digitais, com LEDs no painel de instrumentos na configuração Ice Blue. O acabamento interno é simples, mas bem feito, mas sem o requinte sugerido pela Chevrolet. A posição ruim do puxador das portas dianteiras também está presente, infelizmente. Outro ponto ruim está associado à segurança. Estamos no século 21, no ano de 2013, e um carro moderno como o Prisma continua sem cinto de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro central do banco traseiro. Até quando?
Motores "esportivos"
Ao todo foram mais de 250 mil quilômetros rodados do Brasil em testes de durabilidade. Testes aerodinâmicos e de ruído, compatibilidade eletromagnética e desempenho do ar-condicionado foram realizados nos Estado Unidos, em centros especializados da GM.

Como esperado, o Prisma usa os mesmos motores SPE/4 (para quem sempre me pergunta, segue a resposta: Smart Performance Economy /4 cilinders) do Onix. O propulsor 1.0 8V flex desenvolve 78 cv de potência e 9,5 mkgf de torque com gasolina e 80 cv e 9,8 mkgf com etanol - potência máxima atingida a 6.400 rpm e torque máximo a 5.200 rpm. Segundo a marca, o Prisma precisa de 13s (gasolina) e 12,7s (etanol) para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 169 km/h com o combustível fóssil e 173 km/h com o derivado da cana-de-açúcar.
A motorização 1.4 8V desenvolve 98 cv e 13 mkgf com gasolina e 106 cv e 13,9 mkgf com etanol - potências máximas a 6.000 rpm e torques máximos a 4.800 rpm. De acordo com a GM, o novo sedã 1.4 precisa de 10,7s (e) e 12s (g) para ser acelerado de 0 a 100 km/h.  em 10,7s (etanol) e 12s (gasolina). Não importando o combustível, a velocidade máxima é de 180 km/h.

Por mais que o visual até colabore um pouco, chamar o Prisma 1.0 e 1.4 de esportivo é exagerado por parte da Chevrolet. Seus motores 1.0 e 1.4 não entregam desempenho nem próximo de um esportivo. Por isso citei que quase discordava totalmente da marca no início do post.

Os motores SPE/4 são fabricados na recém inaugurada fábrica da General Motors em Joinville, Santa Catarina. No momento, a única transmissão disponível para o Prisma é a manual de cinco velocidades - a mesma usada no Onix e no Cobalt. O esperado câmbio automático de seis marchas ficou mais uma vez para depois, para a minha grande decepção.
Preços e equipamentos
O já conhecido sistema MyLink trouxe dois aplicativos novos para o lançamento do Prisma. Com TuneIn é possível que usuários sintonizem mais de 70 mil estações de rádio em todo o mundo via Internet. O aplicativo é de fácil uso e permite a pesquisa das estações por nome, localidade, idioma, país, estilo musical ou categoria (música, esporte, noticias, etc.). Já o BringGo fornece ao motorista um sistema de navegação completo com mapas 3D. O aplicativo também inclui pontos de interesse, como, por exemplo, restaurantes, hotéis, postos de gasolina, entre outros.

É preciso ter os aplicativos instalados no celular (Apple ou Android - links nos nomes acima) e parear o aparelho com o MyLink para o sistema funcionar. Os donos de Onix que tiverem interesse pelos apps precisam atualizar o sistema na concessionária.
A versão de entrada do Prisma é a LT 1.0, que, por sugeridos R$ 34.990 (R$ 2.400 a mais do que a respectiva versão do Onix), vem equipada, de série, com sensor de estacionamento, direção-hidráulica, sistema ABS de freios com EBD, ajuste de altura do banco do motorista, airbag duplo, travamento automático das portas ao atingir 15 km/h, sistema de luz "siga-me" (faróis permanecem acesos por um período de tempo após o desligamento do motor e fechamento/travamento das portas) e sistema de luz "leve-me" (as luzes externas do carro se acendem automaticamente ao destravamento das portas pelo controle remoto); além de abertura elétrica do porta malas por controle remoto localizado na chave tipo canivete, acionamento elétrico dos vidros das portas dianteiras com sistema tipo "um toque" para subida e descida com dispositivo anti-esmagamento, abertura e fechamento automático dos vidros das portas acionado pelo Keyless Entry System ao travar e destravar o veículo; coluna de direção com regulagem em altura, alarme anti-furto, brake light traseiro, protetor de cárter, sistema de imobilização do motor, trava para crianças; espelhos retrovisores externos (dobráveis) com cobertura na cor do veículo, parachoques dianteiro e traseiro na cor da carroceria, vidros verdes com para-brisa laminado; e rodas são de aço de 14" com calotas horrorosas integrais na cor prata.

Por R$ 39.090 (R$ 2.900 a mais do que a respectiva versão do Onix), além da potência extra, o Prisma LT 1.4 adiciona ainda faróis com máscara negra e lente decorativa na cor Ice Blue, lanternas traseiras com lente escurecida, além de rodas de aço de 15" com calotas integrais na cor prata.
Porta-malas do novo Prisma tem 500 litros de capacidade
Por fim, a versão 1.4 LTZ, topo de linha, ofertada por R$ 45.990 (R$ 2.900 a mais do que a respectiva versão do Onix), oferece ainda ar-condicionado, MyLink, faróis de neblina dianteiros, vidros traseiros e espelhos retrovisores com controle elétrico, computador de bordo com 5 funções (consumo médio, velocidade média, autonomia, temperatura externa e tempo de viagem) e rodas de alumínio - 15" - com acabamento diamantado.

Entre os opcionais e acessórios, destaque para ar-condicionado e sistema MyLink (LT), câmera de ré para o MyLink, DVD de encosto de cabeça, revestimento em couro dos bancos, pedaleira esportiva, friso com inserto cromado e lâmpadas para lanternas e faróis na configuração Effect Blue, além de kits de personalização interna.
Em pleno sec 21, passageiro central do banco traseiro do Prisma ainda não tem cinto de 3 pontos e apoio de cabeça
A garantia do Prisma é de três anos sem limite de quilometragem. Externamente, o modelo pode ser adquirido nos acabamentos Branco Summit, Preto Sólido, Vermelho Pepper, Prata Ice e Cinza Sand.

Chevrolet Prisma LT 1.0 - R$ 34.990
Chevrolet Prisma LT 1.0 + MyLink - R$ 36.290
Chevrolet Prisma LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 37.190
Chevrolet Prisma LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 38.490
Chevrolet Prisma LT 1.4 - R$ 39.090
Chevrolet Prisma LT 1.4 + ar-condicionado  - R$ 41.090
Chevrolet Prisma LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 42.390
Chevrolet Prisma LTZ 1.4 - R$ 45.990

Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 30.790
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 32.590
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 33.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 34.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 36.090
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 36.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 37.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 38.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 39.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 43.090
(preços em 28/02/2013)
Moral da história
O Prisma chega para matar sua antiga geração e para acabar de vez com alguma saudade que existia do Corsa Sedan (e talvez até do Astra Sedan - com exceção do desempenho). De modo geral, acho que seus preços deveriam ser um pouco mais baixos. A adição deveria ser de, no máximo, R$ 2.000 em relação ao Onix, e não variando entre R$ 2.400 e R$ 2.900 a mais. Não custa lembrar que outro aumento do IPI acontece a partir de 1º de abril!

Mesmo assim, o novo Prisma deve fazer um grande sucesso, enfrentando seus rivais com muitas qualidades. E logo teremos mais no segmento, quando o Hyundai HB20S for lançado. A briga será boa e o Duelo já está em pauta.

Chevrolet Prisma
Potência 1.0 8V: 78/80 cv (g/e) a 6.400 rpm
Torque 1.0 8V: 9,5/9,8 mkgf (g/e) a 5.200 rpm
Potência 1.4 8V: 98/106 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13/13,9 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Comprimento: 4,275 m
Largura: 1,705 m (1,964 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,484 m
Entre-eixos: 2,528 m
Porta-malas: 500 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.031 kg (LT 1.0), 1.029 (LT 1.4) e 1.079 kg (LTZ)
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Conheça as linhas finais do novo Chevrolet Prisma, o Onix sedã

Não demorou muito para o novo Chevrolet Prisma, a versão sedã do Onix, aparecer sem disfarces na internet. Agora não só podemos ver as linhas finais do modelo, como também é possível confirmar que ele irá mesmo se chamar Prisma.

O veículo foi flagrado pelo auxiliar de testes da Revista Quatro Rodas, Jorge Luiz Alves. O lançamento oficial do veículo está marcado para o final de fevereiro.

Diferente da primeira geração do Prisma, o novo Chevrolet não será baseado no Celta, mas sim no Onix, o mais importante lançamento da marca em 2012 (leia o Duelo dele contra o Agile e contra o HB20). E isso é muito bom: chega do acabamento excessivamente simplório, do espaço interno ruim e da posição de dirigir torta! O novo Prisma corrigirá todos estes defeitos, mas herdará as qualidades da atual geração: desempenho interessante, mecânica confiável e porta-malas com boa capacidade.
Analisando as imagens vemos que o brake light está na parte central do topo da alta tampa do porta-malas. A abertura da tampa não parece ser tão pequena quanto muita gente comentou, mas também não parece muito grande. O para-choque e as lanternas traseiras parecem ser os mesmos do Onix.

O novo Prisma deverá ser vendido com a dupla de motores SPE/4 1.0 8V (78/80 cv) e 1.4 8V (98/106 cv) associados ao câmbio manual de cinco marchas. A esperada transmissão automática de seis velocidades também estará disponível em algum momento - espero que já no lançamento. As versões devem ser as mesmas do Onix: LT e LTZ. Resta a dúvida se a LS também será ofertada (poderia "brigrar" com o Classic mais equipado em preço). Em termos de equipamentos, o novo sedã deverá ter, pelo menos, ABS, airbag duplo, direção hidráulica e mais alguns outros itens de série.

Em relação ao nome, a Chevrolet segue a sua curiosa relação de amor e ódio com as palavras "hatch" e "sedã" (no caso sedan). Tivemos Astra e Astra Sedan e Corsa e Corsa Sedan, por exemplo. O Vectra nunca foi "Vectra Sedan", enquanto o Vectra GT jamais foi "Vectra hatch". Hoje temos o Cruze e o Cruze Sport6 e teremos o Onix e o Prisma. Mas a marca ainda tem o Sonic e o Sonic Sedan.
Fotos: Quatro Rodas

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Após recorde de vendas, Brasil segue prioridade para grandes montadoras

O Brasil segue no foco das maiores montadoras de veículos, depois de bater novo recorde de vendas em 2012, com crescimento de 4,6% nos negócios, embora tenha derrapado na produção, com queda de quase 2% no ano. "Às vezes, penso que eu deveria ser brasileiro"', brinca o presidente mundial do grupo Fiat-Chrysler, Sergio Marchionne, enquanto circula pelo estande da empresa no Salão do Automóvel de Detroit.

"O Brasil manda bem'', afirma um sorridente Alan Mulally, presidente mundial da Ford. Os dois executivos apostam em novo crescimento no mercado brasileiro para este ano, depois de o País atingir a marca de 3,8 milhões de unidades, a maior da história.

Com esse desempenho, as matrizes das montadoras seguem investindo no Brasil. Mulally confirmou ontem que a Ford iniciará a produção, ainda neste semestre, do novo Fiesta. Será na fábrica de São Bernardo do Campo, segundo outro executivo do grupo, o vice-presidente Mark Fields, que em 2014 deve assumir o comando da companhia americana com a aposentadoria de Mulally.

Fábrica da Mercedes
O presidente global da Mercedes-Benz, Dieter Zetsche, informa que o grupo mantém estudos para voltar a produzir automóveis no País. O sedã médio CLA, apresentado na noite de domingo, é o cotado para estrear uma futura linha de montagem brasileira. "Queremos muito ter uma fábrica local.'' Segundo Zetsche, a Mercedes no Brasil incluiu em seu plano de investimentos entregue à matriz a proposta da fábrica local. Embora não haja prazo para a definição, a resposta é esperada para este semestre.

Já o principal executivo da BMW, Ian Robertson, diz que as obras de terraplenagem da fábrica que será construída em Santa Catarina devem começar nas próximas semanas. Ele também confirmou que os carros eleitos para produção local serão os sedãs da família Serie 3 e os utilitários da linha X (X1, X3 e X5).

Marchionne se diz "incrivelmente feliz e orgulhoso'' com os resultados da marca no mercado brasileiro, onde a Fiat lidera as vendas de automóveis e comerciais leves. "Estamos aguardando a abertura da fábrica de Pernambuco, onde vamos produzir um carro do segmento mais importante no mercado brasileiro'', diz o executivo, referindo-se a um compacto, que deve substituir o Mille. A unidade deve iniciar operações no fim de 2014, prazo também previsto para a unidade da BMW.

Desenvolvimento
Outro destaque do Brasil é a presença, pela primeira vez, de dois carros desenvolvidos no País, o compacto Onix e o monovolume Spin. Os dois veículos ocupam espaço reservado para cinco modelos globais produzidos fora dos EUA que a GM apresenta no salão. "Isso mostra nosso nível global de compromisso com os clientes do mundo todo'', diz Carlos Barba, diretor de Design da GM do Brasil e responsável pelo desenvolvimento dos dois produtos.

"Estamos muito otimistas com o mercado brasileiro depois do lançamento de novos modelos, entre os quais o Onix, que particularmente está vendendo muito bem", afirma Dan Akerson, presidente mundial da GM. Já Mulally elogiou o novo regime automotivo, chamado de Inovar-Auto. O Inovar-Auto estabelece metas de redução de emissões para os novos carros fabricados a partir de 2017 e prevê benefícios fiscais para as empresas que desenvolverem tecnologias e peças localmente.

Texto: Cleide Silva
Reprodução de O Estado de S. Paulo

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Chevrolet faz recall do Onix 1.0

Chevrolet/Divulgação
Com três meses de mercado no Brasil, o Onix foi chamado pela Chevrolet para seu primeiro recall. Os donos de modelos equipados com motor 1.0 SPE/4 (disponível para as versões LS e LT) devem comparecer às concessionárias da marca para realização de um reparo nas rodas de aço de 14 polegadas.

Segundo a montadora, as rodas podem ter arestas que causariam cortes internos nos pneus durante o processo de montagem. Estão envolvidos no recall as unidades com chassis entre DG129064 a DG209603, fabricadas entre 24 de agosto de 2012 e 15 de dezembro de 2012.

Os Onix com defeito terão suas rodas substituídas e, caso seja necessário, os pneus também serão trocados. O serviço será realizado gratuitamente e tem duração estimada de 90 minutos. Mais informações podem ser obtidas no site da empresa ou pelo  Serviço de Atendimento Chevrolet (0800 702 4200).

Outros recalls
No último trimestre de 2012, a marca também convocou Agile 2013, Montana 2013 e Classic 2013 para respectivos recalls.

No caso do veterano sedã, os modelos com airbag e sem ar-condicionado, fabricados entre 3 de julho de 2012 e 10 de outubro de 2012, com chassis de DB146382 a DB172060 e de DC100004 a DC113546, devem comparecer às concessionárias da Chevrolet para substituição da barra de impacto do para-choque dianteiro. Em caso de colisão frontal, pode interferir no adequado funcionamento do airbag, com risco de dano pessoal aos ocupantes do veículo. O serviço é gratuito e o tempo estimado para a sua realização é de 1 (uma) hora.

Chevrolet Agile 2013
Data Inicial e Final de Fabricação: de 04 de outubro de 2012 a 23 de novembro de 2012
Nº de série do chassi: De DR141160 a DR175496

Chevrolet Montana 2013
Data Inicial e Final de Fabricação: de 19 de setembro de 2012 a 23 de novembro de 2012
Nº de série do chassi: De DB152440 a DB205070

Na dupla Agile e Montana 2013, o problema está na tubulação de alimentação de combustível, que pode vazar, criando risco de incêndio. Os proprietários devem levar seus modelos para a verificação e eventual substituição da tubulação de alimentação de combustível. O serviço é gratuito e o tempo estimado para a sua realização é de 15 (quinze) minutos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Duelo: Chevrolet Onix X Chevrolet Agile

Com a chegada do Sonic e, especialmente, do Onix, uma pergunta começou a ser feita pelos consumidores e até pela própria Chevrolet: o que vai acontecer com o Agile? Seu irmão mais novo, que recentemente enfrentou o HB20 aqui no De 0 a 100, é mais bonito, moderno, barato e conta com a evolução mecânica do motor 1.4, sem contar que, num futuro próximo, será equipado com o câmbio automático de seis marchas (conforme anuncio já feito pela marca).

Já o Agile passou a ser equipado com a transmissão manual automatizada Easytronic há pouco tempo e, neste ano, receberá o "upgrade" do propulsor 1.4. Isso será suficiente para elevá-lo a um patamar mais atraente? Não! Por isso, para a linha 2014, a Chevrolet também prepara a primeira reestilização do modelo - primeira e última, já que, até o momento, não existe planos para termos uma nova geração do Agile no nosso mercado (o modelo morreria até o final de 2015).
Enquanto isso não acontece, Agile e Onix travam um Duelo especial dentro do quintal da GM. Quem será o "queridinho" da família?

Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Ford EcoSport X Renault Duster
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus

Preço e equipamentos
Por R$ 29.990, a versão LS 1.0 do Onix vem equipada de série com direção hidráulica, pneus 175/70 R14, freios ABS com EBD, airbags frontais, alça dianteira retrátil do teto do passageiro, ar quente, desembaçador e limpador traseiro, brake light, cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura e cintos dianteiros e traseiros de três pontos, para-choques dianteiro e traseiro na cor do veículo, além de sistema para abertura da tampa de combustível pela chave.

Desconsidere a LS e parta já para os R$ 31.690 do Onix LT, que vem equipado com os itens do LS, com a adição de pneus 185/65 R14, alavanca de transmissão cromada, abertura elétrica do porta-malas pela chave, travas e vidros dianteiros elétricos, alarme anti-furto, antena, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro bi-partido (60/40), chave do tipo canivete com fechamento de portas e vidros, controle de luminosidade do painel de instrumentos e controles de ventilação cromados;  luz de cortesia no porta-luvas e porta-malas, maçanetas das portas na cor do veículo; moldura da grade do radiador e das saídas de ar cromadas; painel das portas com acabamento em tecido; para-choques dianteiros e traseiros com acabamento preto fosco; protetor de carter, puxadores internos das portas cromados, e volante com regulagem de altura e acabamento de pintura metalizada.

Com sistema MyLink e ar-condicionado, O Onix LT 1.0 sai R$ 34.990.
1.4
Passando para as versões do Onix que mais interessam neste duelo, as 1.4 (já que o Agile só tem este motor), a LT 1.4 tem os itens da 1.0, além de faróis dianteiros com máscara negra e lente decorativa Ice Blue, pneus 185/65 R15, lanternas traseiras com lentes escurecidas e saia lateral com acabamento em preto. Seu preço: R$ 35.290. Quando equipada com sistema MyLink e ar-condicionado, asversão LT 1.4 custa R$ 38.490.

O Agile de entrada, LT 1.4, custa sugeridos R$ 39.690 e vem equipado com ajuste altura banco motorista e do volante, direção hidráulica; limpador, lavador e desembaçador vidro traseiro; piloto automático; computador de bordo; acendimento automático dos faróis; rodas de aço de 15" com calotas integrais; molduras laterais na cor preta; travas e vidros dianteiros (com sistema um toque) elétricos; alarme; banco traseiro com encosto dividido 1/3 e 2/3 rebatível; banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível; travamento automático das portas ao atingir 15 km/h; trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); sistema de luz "leve-me" (as luzes externas do carro se acendem automaticamente ao destravamento das portas pelo controle remoto) e "siga-me" (faróis permanecem acesos por um período de tempo após o desligamento do motor e fechamento/travamento das portas); airbag duplo frontal; rádio com MP3 Player, Bluetooth, Leitor USB e entrada auxiliar frontal; e ar-condicionado. Lamentavelmente o sistema ABS de freios ficou de fora da versão LT.
Traseira passa, mas coluna lateral tem solução muito feia
Por R$ 41.990, a versão LTZ 1.4 do Chevrolet Onix, a topo de linha, além dos itens encontrados na versão LT, oferece ainda pneus 185/70 R15, acionamento elétrico dos vidros traseiros, ar-condicionado, computador de bordo, conexão Bluetooth para celulares, conjunto de alto-falantes (2 dianteiros e 2 traseiros), entrada USB, espelhos retrovisores com controle elétrico, faróis de neblina, rodas de alumínio com acabamento diamantado e sistema multimídia MyLink. A pintura metálica custa R$ 850.

Já o Agile LTZ 1.4 tem preço sugerido de R$ 41.590 e vem equipado de série com itens do LT, além de faróis de neblina; luz de neblina traseira acoplada à lanterna traseira - lado do motorista; vidros traseiros elétricos; sistema ABS de freios com distribuição eletrônico de frenagem (EBD); moldura cromada das grades dianteiras e molduras de proteção nas laterais na cor do veículo; rodas de liga leve 6J x 15" com face usinada e fundo na cor cinza argentio, pneus 185/60 R15; controle remoto elétrico dos espelhos retrovisores externos; e rádio AM / FM stereo com informações enviadas das estações sintonizadas, CD/MP3/WMA player, Bluetooth, reconhecimento de voz e discagem automática do celular, entrada auxiliar frontal e leitor USB.
No Agile, o câmbio pode ser manual automatizado Easytronic
O único opcional da versão LTZ é o câmbio manual automatizado Easytronic da segunda geração (com Dual BAS - Sensor de liberação do acelerador ao se pisar no freio - e Auto start - Sistema de ignição do motor com somente um toque no giro da chave), que custa R$ 2.200, elevando o valor final para R$ 43.790. A pintura metálica custa R$ 854.

Com ABS, ar-condicionado e sistema MyLink, o valor do Onix LT 1.4 completo é R$ 1.200 inferior ao do Agile LT 1.4. Ponto para o Onix.

Nas versões topo de linha, LTZ 1.4, o nível de equipamentos é semelhante. O Onix é R$ 400 mais caro, mas conta com o sistema MyLink e com outra diferença que o faz vencer com tranquilidade o Agile no quesito avaliado: tem 3 anos de garantia, contra 1 do "jovem veterano". 
No Onix, câmbio será automático de seis marchas, como no Cruze
Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 29.990
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 31.690
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 32.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 33.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 34.990 
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 35.290
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 36.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 37.290
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 38.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 41.990
X
Chevrolet Agile LT 1.4 - R$ 39.690
Chevrolet Agile LTZ 1.4 - R$ 41.590
Chevrolet Agile LTZ 1.4 Easytronic - R$ 43.790
Preços: 31/12/2012
Resultado: Chevrolet Onix 1 x 0 Chevrolet Agile

Desempenho
Os dois carros são parecidos em desempenho e comportamento - claro, pois são irmãos e têm praticamente o mesmo motor 1.4 (Econo.Flex X sua evolução, o SPE/4). Mas o Onix é sempre um pouco melhor. Na hora de acelerar, ele é mais rápido, assim como nas retomadas. O acerto do câmbio é mais eficiente e os poucos quilos a menos e cavalos a mais também ajudam um pouco.
MyLink é um dos destaques do Onix
Se isso não bastasse, o Onix é mais silencioso e bebe menos. O único ponto favorável ao Agile que notei foi na hora de frear. Por incrível que pareça, ainda mais por ser um carro com sistema de freios bastante questionado logo que começou a ser vendido, em 2009, o "veterano" passou mais segurança - ambos com ABS.

Neste quesito, mais uma vitória do Onix, embora precise melhorar nas frenagens, o que deve acontecer com a evolução da fabricação do modelo.

Chevrolet Onix
Potência 1.0 8V: 78/80 cv (g/e) a 6.400 rpm
Torque 1.0 8V: 9,5/9,8 mkgf (g/e) a 5.200 rpm
Potência 1.4 8V: 98/106 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13/13,9 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Comprimento: 3,930 m
Largura: 1,705 m (1,964 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,484 m
Entre-eixos: 2,528 m
Porta-malas: 280 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.012 kg (LS 1.0), 1.019 kg (LT 1.0), 1.018 (LT 1.4) e 1.067 kg (LTZ)
Consumo 1.0 (etanol): 7,6 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada (Quatro Rodas 636)
Consumo 1.4 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada (Quatro Rodas 636)

Chevrolet Agile
Potência 1.4 8V: 97/102 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13,2/13,5 mkgf (g/e) a 3.200 rpm
Comprimento: 3,996 m
Largura: 1,683 m (1,918 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,539 m
Entre-eixos: 2,543 m
Porta-malas: 327 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.055 (LT) e 1.063 kg (LTZ)
Consumo 1.4 (etanol): 7,5 km/l na cidade e 9,7 km/l na estrada (Quatro Rodas 638)

Resultado: Chevrolet Onix 2 x 0 Chevrolet Agile

Espaço, acabamento e conforto
Mesmo mais comprido e com distância entre-eixos um pouco maior, o Agile não leva vantagem nítida no espaço interno. Ambos levam seus ocupantes com espaço semelhante, com a sensação de mais "aconchego" no Onix. Mas o Agile tem o porta-malas 47 litros maior, o que pode ser um fator importante na hora da compra.
Onix
Em termos de acabamento e conforto, assim como aconteceu com o desempenho, o Onix é sempre um pouco melhor. Embora o interior dos dois seja muito semelhante em termos de materiais, o novo Chevrolet leva vantagem - mas os dois deixam um pouco a desejar na qualidade geral dos materiais empregados.

Fruto de uma plataforma mais nova, o Onix compartilha diversos pontos com seus irmãos maiores e mais novos - como o volante, por exemplo, que vem do Cruze (assim como o futuro câmbio automático de seis marchas). Já o Agile tem aspectos que remetem aos Chevrolet mais antigos, como a chave, igual a do Astra, e o câmbio Easytronic, que vem do Meriva (um pouco melhorado) - sem contar detalhes de Vectra e Zafira.

Ao olhar o painel, notamos como o Agile ficou para trás: ponteiros tradicionais, números minimalistas e sistema de som pequeno (sigle din) e meio escondido. O Onix tem painel com velocímetro digital (um pouco melhor do que o "moto" do Sonic"), números maiores e sistema MyLink, que dispensa novos comentários. Mas o marcador de combustível do Agile, analógico, é melhor do que o do Onix, digital.
Agile
Em termos de ergonomia, embora ofereçam ajuste de altura do banco e da coluna de direção, ambos ficam devendo o ajuste de profundidade do volante. O Onix poderia melhorar também no puxador da porta, que é baixo e recuado.

Resultado: Chevrolet Onix 3 x 0 Chevrolet Agile

Visual
Este é um aspecto subjetivo e, por isso, não vale nota. Na minha opinião, vitória fácil do Onix. As linhas do Agile deixam bastante a desejar. A enorme e feia dianteira e a aceitável traseira brigaram pouco antes do lançamento e até hoje não se gostam, enquanto a lateral, que poderia não se comprometer, se deu mal por causa da coluna traseira - uma das soluções mais feias do mercado nacional.
Onix tem velocímetro digital
Depois de colocar no mercado carros não muito bonitos, como o Cobalt, e veículos feios, como o Spin, a Chevrolet mostra que aprendeu com os erros e provou que pode lançar um carro mais acessível bonito e que segue linha mundial de design mundial da marca. O Onix tem visual mais agradável. Sua dianteira é proporcional para o seu tamanho, enquanto sua traseira, inspirada no Volkswagen Gol, não compromete.

Resumo da obra
O Agile é um carro legal, mas que nasceu exatamente no meio da transição entre a velha e a nova Chevrolet. Por isso, ele tem aspectos antigos e novos ao mesmo tempo, o que o torna um produto inferior ao seu adversário.
Painel do Agile é, no mínimo, curioso
O Onix é mais moderno, tem melhor desempenho e consumo, oferece ABS em todas as versões, é mais barato e mais equipado na versão LT (e superior nos detalhes na versão LTZ) e têm três anos de garantia, contra um do "veterano". Além disso, o Onix receberá o câmbio automático de seis marchas e uma versão sedã, o que garante uma vida longa - diferente do Agile, que, sem lugar "dentro de casa" e perspectivas, deve morrer até 2015.

Vitória tranquila do Onix.
Fotos: Chevrolet/Divulgação
Atualização (07/01/2013)
Vejam os preços sugeridos pela Chevrolet com a volta parcial do IPI:

Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 30.790
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 32.590
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 33.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 34.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 36.090
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 36.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 37.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 38.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 39.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 43.090
X
Chevrolet Agile LT 1.4 - R$ 40.320
Chevrolet Agile LTZ 1.4 - R$ 42.320
Chevrolet Agile LTZ 1.4 Easytronic - R$ 44.920

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Alta Roda - Presente de Natal

Apesar de altos e baixos, 2012 termina com mais um recorde nas vendas. A previsão até 31 de dezembro é de que se vendam 3,810 milhões de automóveis e comerciais leves e pesados. O crescimento de 4,9% se alinhará ao previsto pela Anfavea que sustentou seus números apesar de um começo de ano muito difícil.

O ano, mais uma vez, foi salvo pelos estímulos de corte parcial nos impostos. Esse tipo de manobra econômica sempre dá certo no Brasil porque os impostos aqui são insanos. Em países como os EUA, onde a sanha arrecadadora do governo é baixa, e mesmo da Europa, esses cortes provisórios da carga fiscal mostram efeito limitado. Então, por um lado, cobrar mais impostos implica certa flexibilidade para incentivar a comercialização nos momentos de crise, o que serve muito mais de consolo dispensável do que real alívio.

A prorrogação do IPI mais baixo – tudo indica – é o que se prepara como “presente de Natal” para os brasileiros. Maioria dos consumidores deve preferir não arriscar e comprar logo. Precisamos, porém, de algo mais que benesses provisórias. Aqui a taxação sobre automóveis, em termos nominais, é o dobro da média europeia e quatro vezes maior do que nos EUA. Diz-se que há necessidade dessa arrecadação para manter programas sociais. Por esse ângulo, louvável; por outro, desculpa esfarrapada. Com intervencionismo não chegaremos a lugar nenhum. O governo quer ser “sócio” de tudo e de todos.

Um desvio nas previsões da Anfavea, entretanto,  preocupa. No começo deste ano a entidade dos fabricantes esperava crescimento de 2% no número de unidades produzidas. Na realidade, vai cair 1,5%. Interrompeu-se uma série de nove anos contínuos em que a produção crescia. Desde 2003 as linhas de montagem aumentam seu ritmo, embora sempre abaixo do crescimento das vendas. A produção é calibrada por exportações e participação de importados no mercado interno, de origem argentina (positiva, pois o comércio está equilibrado) ou de outros países.

Deve-se atentar a este indicador porque é daí que surgem empregos e sustentação do consumo. Afinal, 2011 terminou com 23,6% de participação de importados (pico de 27%, em dezembro) e as restrições criadas deveriam significar queda acentuada. Este ano, contudo, as importações devem representar 21% do total, recuo relativamente modesto.

O retrocesso da produção se deu, em parte, pelo ano fraquíssimo para caminhões, mas o problema mesmo está nas exportações, que encolheram 21% sobre 2011. O custo Brasil, principalmente, e o câmbio valorizado são explicações óbvias, sem contar a forte concorrência nos mercados de exportação do País exacerbada pelo excesso de oferta mundial.

Reflexo nos empregos não ocorreu. Ao contrário, fabricantes de veículos criaram 5.500 postos, mas se explica pelas novas instalações industriais da Hyundai e da Toyota, além do acordo de não demissão como compensação aos cortes do IPI. Sabe-se, porém, que a GM tem cerca de 1.000 empregos sob risco, em São José do Campos (SP).

Para 2013, a Anfavea acredita numa reação da produção, alinhada com suas previsões de crescimento das vendas (até 4,9%) que, por sua vez, dependem do comportamento do PIB. Resta saber se é torcida ou realidade.

RODA VIVA

FORD tem linha de produtos menor que a GM, mas também renovará tudo. Versão SUV da Ranger, Everest, estreia aqui em 2013, vinda da Argentina. Novo Ka terá versões hatch e sedã (pela primeira vez) e motor de 3 cilindros (inicialmente sem turbocompressor), em 2014, tudo direto da Bahia. Novo Fiesta será paulista. E sairia até EcoSport de sete lugares.

DEPOIS de assinar acordo com a Chery para produzir Land Rover e Jaguar na China, o braço britânico da indiana Tata investirá US$ 1,2 bilhão na Arábia Saudita: de início 50.000 utilitários/ano. Assim, falta pouco para a próxima bola da vez entre emergentes, o Brasil. Nosso país já chegou perto de se considerar emergido, mas por enquanto só os olhos aparecem...
Citroën/Divulgação
CITROËN DS5 (R$ 124.900) não parece, mas utiliza mesma arquitetura do C4 e do Peugeot 3008, com entre-eixos alongado (2,73 m). Espaço interno é muito bom, embora sair do banco traseiro exija algum esforço em razão do desenho do carro. Interior sofisticado (três tetos solares) e porta-malas de 465 litros convidam a viajar, em asfalto liso, onde está “em casa”.

RENAULT, única dos fabricantes nacionais a importar apenas da Argentina, mudará o foco em 2013. Estuda o que trazer de fora e candidato mais forte é o SUV Koleos. Quanto à fabricação local do monovolume Lodgy, empresa reafirma não estar nos planos, nem remotos. Mas dupla Logan/Sandero ficará igual à europeia, no último trimestre de 2013.

LANÇADA no recente Salão Internacional de Veículos Antigos, em São Paulo, primeira rede social para praticantes ou apreciadores do antigomobilismo. Em www.redeantigoauto.com.br é possível interação e utilização sem custos de recursos e aplicativos especificamente desenvolvidos para a atividade tão pouco apoiada no Brasil.