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terça-feira, 16 de abril de 2013

Com bastante atraso, Chevrolet Celta ganha airbag e ABS na linha 2014 - só para a versão top

Cromados no entorno da grade dianteira são as principais novidades visuais da linha 2014
Demorou, e muito, mas finalmente o Chevrolet Celta passa a contar com a opção de ser equipado com airbag duplo e freios ABS. A linha 2014 do modelo acaba de chegar às concessionárias da marca de todo país. Com isso, a GM prolonga a vida do compacto, já que, a partir de 1º de janeiro de 2014, todos os carros vendidos no Brasil deverão contar obrigatoriamente com estes dois equipamentos como itens de série, atendendo a uma regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Eu me pergunto: por que o Celta não recebeu estes equipamentos antes? Prefiro não arriscar uma resposta e me contentar com o famoso "antes tarde do que nunca".
Modelo passa a contar com ABS e airbag duplo na lista de equipamentos
Infelizmente, apenas a versão topo de linha do modelo, a LT, pode ser equipada com os dispositivos de segurança - fato lamentável, uma vez que diversos concorrentes, como o Fiat Uno, já possuem a "dupla dinâmica" como item de série em todas as versões. O consolo é que, no 1º dia do ano que vem, toda a linha Celta passará ter ABS e airbag duplo de série em todas as versões.

A linha 2014 do pequeno Chevrolet recebeu mínimas mudanças estéticas: ganhou aros cromados na grade dianteira de todas as versões (LS e LT) e a versão quatro portas (LT) passa ainda a oferecer um adesivo preto decorativo na coluna central. Além disso, o Celta tem com uma nova cor, a Cinza Sand.

Internamente, foi necessário incluir um novo volante, de três raios, para acomodar o airbag frontal. Entre os bancos dianteiros, uma novidade: porta-objetos com porta-copos como equipamento de série - item bem-vindo para um carro tão pelado.
Volante é a principal novidade estética do Celta 2014
O motor é o mesmo de sempre: 1.0 Flexpower VHCE, que desenvolve 77 cv de potência e 9,5 mkgf de torque com gasolina e 78 cv e 9,7 mkgf com etanol. Segundo a Chevrolet, o Celta 2014 tem autonomia para rodar por até 900 quilômetros com um tanque cheio de gasolina. Não sei quanto a um motorista comum, mas acho que só o MacGyver conseguiria um feito desses.
Regalia: porta-copos agora é item de série

Em relação aos preços, a linha 2014 ficou um pouco mais cara em relação à 2013. Equipado com cintos de segurança dianteiros com ajuste de altura, brake light, sistema de imobilização do motor por chave eletrônica (immobilizer system de 2ª geração), tampão do tanque de combustível com chave, ventilador, parachoques pintados na cor do veículo, preparação para receber sistema de som (constituída de fiação elétrica dianteira - força, ignição e terra), tomada de força e porta-objetos no console central (entre outros itens), o Celta LS 2 portas subiu de R$ 25.290 para R$ 25.390.

Com limpador, lavador e desembaçador vidro traseiro, temporizador do limpador para-brisa e ar-condicionado, a versão LS sobe para R$ 27.790 (R$ 160 a mais do que a linha 2013).

O Celta LT 4 portas foi de R$ 28.970 para R$ 29.190. Ele vem equipado com os itens da versão LS, além de maçanetas das portas externas pintadas na cor do veículo, ar quente; desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, vidros elétricos dianteiros com sistema tipo "um toque" para subida e descida automáticas, dispositivo antiesmagamento e fechamento automático acionado pelo "Keyless Entry System"; travas elétricas, travamento automático das portas ao atingir 15 km/h, direção hidráulica, entre outros itens.

Completo, com ar-condicionado, ABS e airbag duplo, o preço do Celta LT é de R$ 31.490 - contra R$ 30.580 da linha 2013, que não tinha os itens de segurança.

No mais, o Celta continua com as mesmas qualidades (bom desempenho, robustez, fácil manutenção e praticidade) e defeitos (volante torto, acabamento simplório, apoios de cabeça sólidos e espaço interno pequeno).
Fotos: Chevrolet/Divulgação

terça-feira, 2 de abril de 2013

Nissan Versa 2014 tem ABS de série (finalmente!). Câmbio automático fica para depois

Finalmente a linha 2014 do Versa está chegando às concessionárias da Nissan em todo Brasil. Digo isso porque o modelo passa a contar com sistema ABS de freios (com Controle Eletrônico de Frenagem - EBD - e Assistência de Frenagem - BA) como equipamento de série em todas as versões ofertadas no país, complementando com os airbags frontais (que já eram de fábrica) o pacote de segurança do sedã.

Por R$ 37.390, o Versa S também recebeu a sempre útil iluminação no porta-malas na sua nova linha. Outros itens interessantes que já eram de série são a direção elétrica, travas elétricas, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, volante com regulagem de altura, vidros dianteiros elétricos e rodas de aço de 15" (pneus 185/65 R15). Com ar-condicionado, o valor sobe para R$ 40.190
Conexão bluetooth e comandos no volante são as novidades do Versa SL 2014
Além do ABS, o Versa SV, modelo intermediário, vendido por sugeridos R$ 42.190, ganhou o mesmo painel de instrumentos Fine Vision encontrado no SL, maçanetas internas cromadas, botão do freio de estacionamento cromado e as três alças retráteis no teto. O veículo tem ainda os itens da versão S além de ar-condicionado, abertura interna do porta-malas, ar-condicionado, banco traseiro bipartido 60/40, retrovisores externos elétricos (na cor da carroceria), vidros dianteiros e traseiros elétricos com função "one touch" para abrir o vidro do motorista; rádio CD Player com função MP3, entrada auxiliar, conexão para iPod e 4 alto-falantes; e pontos de ancoragem para cadeiras infantis (ISOFIX).

Por R$ 44.890, além do sistema ABS e dos equipamentos da versão SV, a versão topo de linha SL recebeu sistema bluetooth e comandos de áudio e do telefone no volante, botão do freio de estacionamento cromado e três alças retráteis de teto como itens de série. O Versa SL tem ainda faróis de neblina e rodas de liga leve de aro 15".
Com o ABS e os novos equipamentos, o Nissan Versa ficou um pouco mais caro. Veja abaixo um comparativo de preços entre as versões 2013 e 2014.

Nissan Versa 1.6 S 2013: R$ 36.590
Nissan Versa 1.6 S 2013 + ar-condicionado:  R$ 39.390
Nissan Versa 1.6 SV 2013: R$ 41.290
Nissan Versa 1.6 SL 20143 R$ 44.190
X
Nissan Versa 1.6 S 2014: R$ 37.390
Nissan Versa 1.6 S 2014 + ar-condicionado:  R$ 40.190
Nissan Versa 1.6 SV 2014: R$ 42.190
Nissan Versa 1.6 SL 2014: R$ 44.890
Espaço interno é um dos destaques do Versa
Todas as versões do Nissan Versa são vendidas com o motor flex 1.6 16V em alumínio (HR16), que desenvolve 111 cv de potência a 5.600 rpm e 15,1 mkgf de torque a 4.000 rpm com gasolina e/ou etanol. O modelo é equipado apenas com câmbio manual de cinco marchas, deixando esperada transmissão automática (que os principais concorrentes já possuem) para outra oportunidade.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Estudo mostra que quase 40% dos automóveis nacionais saem de fábrica sem ABS

A pouco menos de um ano de as Resoluções 380 e 395 do Contran, que estabelecem a obrigatoriedade do sistema antitravamento dos freios (ABS) em todos os veículos vendidos no País a partir de janeiro de 2014, entrarem em vigor, um estudo do CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) constatou que 39% dos automóveis produzidos no Brasil ainda não possuem o ABS como item de série.

E na categoria dos hatchs compactos, a mais expressiva do mercado brasileiro, com cerca de 57% das vendas em 2012, os números não são melhores: apenas 54% das versões possuem o ABS de série. Isso significa que, dentre as 122 versões dos 26 modelos pesquisados, pouco mais da metade possui o acessório como item de fábrica, mais de um quarto (27%) não possui o item disponível nem como opcional. Além disto, nenhum deles oferece o sistema ESP (Eletronic Stability Program).
Reprodução/Pense Carros
Entre os sedãs compactos, 54% dos veículos possuem o ABS de série. Mas, assim como nos hatchs, o número de versões sem o equipamento nem como opcional ainda é alto: 22%. O ESP também segue a tendência e continua de fora dos pacotes.

Já com os sedãs médios, que representam uma fatia de 8,5% dos carros de passeio, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o resultado foi outro. Quase todas as versões (99%) possuem ABS de série, e não há nenhum carro sem o item pelo menos como opcional. Melhora também para o ESP, que atinge mais da metade das 66 versões dos 21 modelos pesquisados das 20 montadoras analisadas.

No caso dos importados vendidos no País, os números são bem semelhantes aos dos sedãs médios. Nessa categoria, 91% das versões têm ABS instalado, sendo que 70% já contam também com o ESP. Neste caso, foram analisadas 42 montadoras, que oferecem 221 modelos em 590 versões.

O estudo realizado pelo CESVI ainda fez um comparativo entre os carros que circulam no Brasil e na Argentina e organizou os índices por categoria. Entre as quatro grandes montadoras nacionais, a GM aparece em 1º lugar, com 84% de suas versões equipadas de série com ABS, seguida pela Fiat e Volkswagen (73%) e Ford (65%).

Faça o download do arquivo completo.

Com informações de CESVI Brasil.

terça-feira, 19 de março de 2013

Para Latin NCAP, Ford EcoSport é um carro seguro. Hyundai HB20 precisa melhorar

Ford/Divulgação
O Programa de Avaliação de Carros Novos da América Latina (Latin NCAP) divulgou hoje resultados de testes de colisão feitos com dois carros "badalados" fabricados no Brasil: Ford EcoSport e Hyundai HB20.

Os testes demonstram que houve progresso, e que mais carros latino-americanos têm obtido classificação de segurança quatro estrelas. Com esses resultados, encerra-se a terceira fase do Latin NCAP, do qual a PROTESTE Associação de Consumidores foi impulsionadora e é parceira.

Do meu ponto de vista, muitas melhorias em termos de segurança ainda precisam ser feitas em carros nacionais. Além de airbag duplo frontal e ABS, todos os veículos fabricados e vendidos no Brasil deveriam ter, de série, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, além de ar quente, desembaçador e limpador (este para os hatches) do vidro traseiro.

Na sua segunda geração, o EcoSport obteve quatro estrelas estrelas na avaliação de proteção de adultos, e três estrelas na proteção das crianças. O "coreano brasileiro" HB20 foi até bem na proteção para adultos, com três estrelas, e decepcionou muito na segurança de crianças com apenas uma estrela..
HB20 não é muito seguro para crianças - Hyundai/Divulgação
Quanto mais seguro o carro, mais estrelas ele recebe. Os modelos foram avaliados em número de estrelas, que vão de cinco, para segurança ideal para aos ocupantes, a zero, para os mais inseguros.

Nestas avaliações, cada automóvel é submetido a uma colisão frontal a 64 km/h contra um obstáculo deformável, que simula outro carro. O programa já testou, nos últimos três anos, 28 modelos, incluindo a maioria dos carros mais vendidos na região.

Para a proteção dos ocupantes, um bom carro deve satisfazer a duas condições: em colisão, a estrutura não pode entrar em colapso; e deve contar com um absorvedor metálico, em aço ou alumínio, que evita a deformação das longarinas (peças estruturais atrás do para-choque), conhecido como crash box. O HB20 revelou uma estrutura estável durante o ensaio, o que é desejável. No entanto, os seus sistemas de retenção não funcionaram adequadamente.

A segurança das crianças deve ser melhorada, pois um dos sistemas de retenção quebrou devido a cargas elevadas no cinto de segurança do carro. O manequim de 3 anos se chocou, então, contra o encosto do banco da frente. Também o de um ano e meio, sentado em frente, foi exposto a elevadas desacelerações. Ambas as situações explicam a baixa pontuação.

 A fixação das cadeirinhas infantis com o sistema de retenção Isofix desempenha um papel significativo na redução de erros de instalação e melhorou o desempenho dinâmico em alguns casos. Foi o que se comprovou no veículo da Ford. O Latin NCAP recomenda e incentiva todos os governos da região a adotar o sistema em seus mercados, por meio do Regulamento R44 da ONU.
Por outro lado, a apresentação de uma estrutura estável não é tudo, quando os sistemas de retenção (airbag, cintos de segurança, pré-tensores, etc) não podem fornecer proteção adequada para desacelerações elevadas. Uma boa proteção é alcançada por carros que podem equilibrar um comportamento estável estrutural e encostos de sistemas que protegem adequadamente os ocupantes do veículo.

Para o Latin NCAP, os consumidores devem exigir que os fabricantes adotem, ou que lhes sejam impostas, as recomendações das Nações Unidas em relação aos padrões dos testes de colisão (regulamentos R94 e R95). Dessa forma, haverá mais proteção a todos os envolvidos no trânsito, e os consumidores terão oportunidade de escolher seus carros segundo as avaliações de segurança dos testes de colisão efetuados pelo Latin NCAP.
Etios bem, J3 mal
Se o HB20 não foi tão bem, o que podemos dizer do Jac J3? Segundo os testes, o modelo tem mais segurança do que o coreano para crianças, mas deixa bastante a desejar na hora de proteger os adultos. Mesmo sem airbags, o Renault Sandero obteve a mesma nota do hatch chinês.

Acima destes três concorrentes está o Etios hatch. O "não" popular da Toyota conseguiu quatro estrelas para a proteção de adultos e crianças - prova de que o conjunto mecânica do modelo é realmente muito bom, mesmo com o painel feio e ultrapassado.

New Fiesta e City no topo
Da lista divulgada, Honda City e Ford New Fiesta foram os veículos mais seguros para adultos e crianças, alcançando, cada um, quatro estrelas nos testes.

Com informações de PROTESTE Associação de Consumidores.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Airbag duplo e ABS agora são de série para toda linha Fiat Uno no Brasil

A Fiat acaba de incluir na lista de equipamentos de série do Uno airbag duplo e sistema ABS de freios, com EBD, para a versão de entrada, Vivace, de 2 e 4 portas. Esta foi a última versão a receber os itens, que agora estão presentes em toda a linha Uno no Brasil.

Não importando quantas portas, o Uno Vivace ficou R$ 1.000 mais caro com esse upgrade.

Novo Uno Vivace 1.0 2P – R$ 25.260
Novo Uno Vivace 1.0 4P – R$ 26.930
Fotos: Fiat/Divulgação
Realmente é um ganho e tanto em termos de segurança e devemos agradecer, especialmente, ao Governo Federal por isso. Mesmo demorando muito para colocar esta "obrigação" em vigor, gradativamente todos os carros fabricados no Brasil já estão sendo equipados com airbag duplo e ABS de fábrica. A partir de 1º de janeiro de 2014, todos os veículos vendidos por aqui devem ter estes dois itens de série.

Só considero lamentável o fato do Uno até hoje não ter, como itens de série, em todas as suas versões, apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central do banco traseiro, além de limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro. Pelo menos, com exceção do cinto de três pontos, todos os outros são opcionais.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Alta Roda - Como evoluem os freios

A partir de 1º de janeiro de 2014, nenhum modelo poderá ser comercializado no Brasil sem freios antitravamento (ABS).  A importância desse dispositivo muitas vezes é mal compreendida. Seu funcionamento permite manter o controle do volante em uma frenagem emergencial e encurta a distância de parada, especialmente em piso molhado ou escorregadio. Para o máximo de eficiência o motorista precisa aplicar força total ao pedal de freio. Essa função é exercida de forma automática pelo BAS (Sistema de Assistência aos Freios, em inglês), ainda não obrigatório no País, mas deveria sê-lo.
Há outras tecnologias que nasceram em função de sensores, atuadores e controles do ABS. Bem conhecido é o ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade), em processo de obrigatoriedade paulatina nos carros novos nos EUA e na Europa. ESC também evoluiu e inibe situações em que podem ocorrer capotagem ou um reboque ziguezaguear.

Ao lado da sensível evolução da capacidade de processamento, volume, peso e custo do ABS caíram de preço substancialmente, desde sua introdução em 1978. Permitiu que carros mais baratos o adotassem. No entanto, há desafios pela frente. Ampliar o uso de sistemas para evitar acidentes ou mitigar seus efeitos (diminuindo a velocidade de colisão) exige controles eletrônicos que possam gerar enormes pressões hidráulicas de frenagem, em curto período de atuação.

Hoje, bombas de vácuo auxiliam nesse papel. Mas também é necessária a integração crescente entre freios regenerativos (para recarregar baterias) e os convencionais por atrito, de forma amigável ao motorista. Assistência totalmente elétrica seria uma solução, porém há resistências depois que um fabricante de grande prestígio experimentou sérias dificuldades em campo e abandonou a tecnologia.
Assistência elétrica, no entanto, chegará algum dia, até em razão do prometido futuro direcionado aos carros elétricos em cidades. Sem contar que automóveis convencionais serão produzidos ainda por décadas. Enquanto aquele cenário não se concretiza, há uma aplicação parcial, simples e universal. Freio de estacionamento com acionamento elétrico (foto) que já está disponível, por ora, em modelos caros e agrega vantagens.

Para citar algumas: retirada da alavanca ou pedal do freio auxiliar e a consequente liberação de precioso espaço no habitáculo; eliminação de cabos de aço que se desgastam e exigem regulagens constantes; acionamento com eficácia total sem exigir esforço físico, mesmo ao travar e destravar (mulheres, em especial, agradecem); facilidade de instalação nas rodas traseiras ou dianteiras; apenas um botão para acionar.

Benefício secundário, porém bastante útil, é a possível atuação automática em subidas e descidas. Além disso, em câmbios automáticos, na posição D (Drive), dispensa o motorista de pisar no pedal do freio de serviço para anular o pequeno deslocamento do carro em marcha lenta. Quem enfrenta o para-e-anda do trânsito sabe o que incomoda ao longo da jornada.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Alta Roda - Perigo à frente

Uma das causas insidiosas de acidentes é a perda de controle do carro por mudança súbita de aderência do asfalto. Isso acontece em razão de fatores da natureza como chuva, garoa, gelo ou neve. O fenômeno de aquaplaning é um exemplo: o filme de água se forma entre a estrada e os pneus, e estes não conseguem manter o atrito com o solo. Se atingir os quatro pneus, o veículo se transforma num trenó sem controle. Com as chuvas de verão, a atenção deve ser redobrada.

Nos países com invernos rigorosos esse problema se superpõe a outro ainda mais traiçoeiro. Uma fina camada de gelo, praticamente invisível, pode se formar na estrada em dias muito frios, mesmo sem presença de neve. Quando o automóvel passa sobre essa superfície, até em velocidades baixas, não há mais o que fazer, além de rezar.

A fim de enfrentar essas armadilhas do tempo a alemã Continental e outros parceiros europeus se uniram num programa de pesquisas avançada sobre atrito pneus-solo. O objetivo é fornecer ao motorista um sistema confiável de alerta prévio sobre as condições de baixa aderência. O segredo está na fusão e processamento de informações de diferentes sensores de comportamento dinâmico, tanto os novos como os já existentes nos carros modernos.

Um destes novos sensores inteligentes está integrado aos pneus e mede a deformação da banda de rodagem. Por meio dele é possível informar ao gerenciamento eletrônico central o estágio inicial de aquaplaning. Outro é o sensor ótico capaz de avaliar a quantidade de luz refletida no pavimento, diferente em pista seca, úmida, molhada ou com camada de gelo. O alcance se situa entre 0,4 m e 1,5 m à frente das rodas dianteiras.
Uma câmara de polarização detecta as diferenças na vertical e na horizontal causadas pelas condições da superfície de rodagem de 5 m a 20 m à frente do veículo. Um escâner a laser, por sua vez, checa pingos de chuva ou flocos de neve numa faixa de 50 m a 100 m adiante.

Mais duas informações são obtidas por termômetros: temperatura do meio ambiente e da superfície de rodagem. Os sensores do ABS (freios antibloqueio) e ESC (controle de trajetória) também ajudam pela sensibilidade de estimar diferença de atrito entre as rodas e a estrada.

Computando todos esses dados, pode-se contrapor a leitura dos termômetros com as indicações dos sensores ambientais. Em décimos de segundo o sistema vai indicar que há uma ameaça potencial à perda de atrito dos pneus, dando possibilidade de reação ao motorista, que deve aliviar o acelerador ou frear em tempo de se safar de uma grave e repentina derrapagem.

Entrar na zona de superfície escorregadia com velocidade menor também ajuda os sistemas atuais de evitar ou mitigar colisões a atuar de forma mais eficiente sob condições ambientais adversas.

O modo de informar ao motorista sob esses riscos ainda está sendo estudado, mas é a parte mais fácil das pesquisas. Hoje há vários tipos de indicadores visuais disponíveis no quadro de instrumentos, além de alarmes acústicos, voz sintetizada de advertência e até alertas vibratórios no volante ou no banco. Projeção de ícones ou frases no para-brisa também é uma tecnologia dominada e tem a vantagem de manter o motorista sem desviar os olhos da estrada.

Fotos: Continental\Divulgação

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Alugando segurança

Interessante como é semelhante e muito diferente o sistema de aluguel de carros no Brasil e nos Estados Unidos. Alguns pontos em comum são a forma de alugar, os seguros oferecidos e a maneira como a negociação caminha (com upgrades e tudo mais). Mas quero abordar um dos pontos diferentes neste post.

Va uma loja da Localiza (péssima locadora de veículos na minha opinião) e consulte o carro dito "econômico", ou seja, o mais simples. Ele vai ser um Chevrolet Celta, um Fiat Palio ou um Volkswagen Gol, todos duas portas e "pelados". Faça um upgrade para o próximo nível, "econômico com ar". Você terá os mesmos modelos (com a adição do Chevrolet Classic), mas agora quatro portas, mas com ar-condicionado e, em muitos casos, ainda sem direção hidraulica.

Bem, nos EUA, me pediram ate desculpas porque o carro "econômico" não teria cruise control (que mantem a velocidade do carro constante, sem precisar continuar pisando no acelerador), mas seria equipado "apenas" com airbag duplo dianteiro, airbags laterais tipo cortina, trio elétrico, ar-condicionado, ajuste de altura do volante e do banco do motorista e freio a disco nas quatro rodas com ABS.

Guardadas as devidas proporções e separando o que é obrigatório por lei no US and A (como diria Borat) e no Brasil, seria muito importante para o nosso pais se nós pudéssemos não só alugar carros com este nível de segurança, mas principalmente comprá-los com preços bem mais razoáveis. Por mais que pareça caro, pagar R$ 3.900 para ter Blue&MeTM (porta USB e viva-voz Bluetooth + volante em couro com comandos do rádio e telefone), airbag duplo, ABS, rádio CD player com mp3 e rds integrado ao painel no Punto não é nenhum absurdo. Tomara que a segurança dos ocupantes custe cada vez menos no Brasil.