quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Chevrolet Vectra Next Edition... bom, mas tarde demais

Sei que o lançamento do Vectra Next Edition já passou, mas eu não poderia deixar o De 0 a 100 "em branco" sobre a linha 2009 do sedã médio da Chevrolet. Vamos começar de fora para dentro.

Visualmente gostei das mudanças, embora eu ache que a dianteira tenha ficado com uma impressão de “remendo”, especialmente se comparada a do Malibu (veja a foto abaixo), que foi projetado para ter a frente com o design mundial da marca. Já a traseira recebeu mínimas mudanças, que a deixaram mais limpa e bonita, com o logo da Chevrolet sem o circulo e sem o “Flexpower” abaixo do “2.0”. As luzes das setas nos retrovisores também são interessantes, embora não sejam nenhuma novidade.
Internamente as mudanças foram muito bem vindas! Finalmente o modelo tem rádio CD Player com entrada iPod e SD Card e, principalmente, conexão para o celular via Bluetooth. Os bancos também são novos, e estão mais largos e com materiais melhores e, por consequência, mais confortáveis. Outro ponto que evoluiu foi o espaço, não para os ocupantes, mas sim para os objetos, com alguns porta-trecos novos.

Debaixo do capô está outra grande atração do Vectra Next Edition, a versão evoluída do motor 2.0 Flexpower. Segundo a Chevrolet, ele está mais potente, econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor) - valores que eu adiantei há algum tempo (aqui, aqui e aqui). O torque com o combustível fóssil também melhorou, subindo de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm. Com o derivado da cana-de-açúcar a melhora foi mais discreta: de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm (superior ao Civic Si).
Se o bolso do motorista vai sentir a diferença na hora de abastecer, isso ainda não podemos dizer. Pelo menos na hora de comprar o carro o interessado já vai pagar um pouco menos se comparado à versão do ano passado. A versão Expression, a mais simples, tem preço sugerido de R$ 54.098, contra R$ 54.348 da linha anterior (R$ 250 a menos). A Elegance caiu de R$ 64.692 para R$ 63.704 com câmbio automático (R$ 988 a menos), e de R$ 60.868 para R$ 60.718, com transmissão manual (R$ 150 mais em conta).
Bancos são novos: mais largos e confortáveis
A Elite, topo de linha, foi a que teve a maior redução de preço: R$ 72.814 para R$ 70.664 (R$ 2.150 a menos). Fica clara a intenção da Chevrolet de, primeiro, abrir caminho para a chegada do Malibu e, segundo, colocar as versões mais simples do Vectra para brigar com as de entrada do Linea, Focus Sedan e Megane (e até de carros de outra categoria) e a Elite para comprar uma briga com as versões LXS do Civic e XEi do Corolla. Vamos ver o que vai acontecer.
Motor 2.0 Flexpower ganhou 12 cv e agora desenvolve 133 cv de potência com gasolina e 140 cv com etanol
O mais interessante foi que o Vectra Next Edition ficou, de acordo com a Chevrolet, mais econômico com câmbio manual; e, por incrível que pareça, mais beberrão com o câmbio automático! Vale lembrar que a transmissão é a tradicional e pouco moderna automática de quatro marchas, como foi bem lembrado pelo Marcus Quintanilha. Talvez a GM tenha apenas aproximado o número de consumo que ela conseguiu com aos valores reais encontrados pelos motoristas comuns.

Vectra Elite 2.0 (2008)
Consumo NBR 7024 (km/l) - (Cidade/Estrada/Média):

Câmbio manual
Gasolina: 10,1 / 15,1 / 12,4
Álcool: 7,3 / 10,7 / 8,8

Câmbio automático
Gasolina: 10,1 / 14,9 / 12,3
Álcool: 7,1 / 10,3 / 8,7

Vectra Elite 2.0 Next Edition
Consumo NBR 7024 (km/l) - (Cidade/Estrada/Média):

Transmissão manual
Gasolina: 10,8 / 16,1 / 12,7
Álcool: 7,6 / 11,2 / 8,9

Transmissão automática
Gasolina: 9,7 / 14,0 / 11,2
Álcool: 6,9 / 9,9 / 8,0

Agora você deve estar se perguntando por que eu escrevi no título "bom, mas tarde demais".
Finalmente o Vectra tem som com Bluetooth e entradas auxiliar e de cartão
Digo isso porque o Vectra realmente evoluiu com as alterações, virando um carro bem mais competitivo para o segmento. Porém, as mudanças vieram tarde demais. O novo som e os bancos, por exemplo, já poderiam estar disponíveis há mais tempo. Com isso, o (ótimo) Honda Civic vai continuar reinando absoluto na liderança, com o (também ótimo) Toyota Corolla em segundo lugar, crescendo algumas vezes no retrovisor do seu principal concorrente nipônico. O Vectra precisa crescer e se consolidar de vez na terceira colocação pensando em incomodar o Corolla em alguns momentos. Mesmo sendo um carro muito bom, Focus Sedan continuará vendendo menos que os três já citados, assim como Linea, Megane, Sentra e 307 Sedan.

Quando o Chevrolet Cruze chegar ao nosso mercado, aí­ sim teremos um adversário com reais chances de tirar a dupla de japonseses do topo.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Uma frase vale mais do que mil pensamentos

"Airbag não tem música, não tem nada. Vou ficar apertando o airbag?

Sem comentários...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris - 9º e 10º dias

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Passados 10 dias e quase 1.000 km rodados com o Yaris Sedan, pude observar que o modelo pode se dar bem no Brasil por vários motivos. O primeiro é o grande número de equipamentos disponíveis, como freios ABS com EBD, quatro airbags, direção elétrica, som com CD Player capaz de ler arquivos em MP3 e WMA e muitos porta trecos. O segundo motivo é o motor 1.5 16V VVT-i a gasolina, que dá conta do recado, mantendo um desempenho interessante e uma boa media de consumo (13,8 km/l) - ainda assim poderia ser um pouquinho melhor na estrada.

Além disso, o Yaris tem um espaço interno que pode ser considerado bom pelo seu tamanho e encosto de cabeça e cinto de trás pontos para todos os passageiros. Quem vai atrás conta ainda com o benefício do assoalho plano.
Porém, o modelo precisa mudar algumas coisas para agradar ao gosto do brasileiro, ou, pelo menos, ao meu gosto. A principal mudança seria no painel, que tem marcadores ao centro, e não exatamente em frente ao motorista. Como ele não é digital, fica muito difícil enxergar a velocidade do carro - especialmente à noite -, já que o velocímetro só marca de 20 em 20 milhas (e 20 em 20 km/h). Com isso, o motorista desvia frequentemente o olhar para o lado direito para saber as informações do carro.

Outro ponto que precisa mudar é a posição de dirigir. O banco do motorista é muito desconfortável e a coluna de direção não é regulável em profundidade. Se o banco for alterado, já ajudaria muito. O porta-malas também poderia ser um pouco maior. Talvez adotando um sistema pantográfico, a capacidade atual do Sedan de 365 litros pudesse aumentar um pouco.

Planos para o Brasil
A Toyota estuda algumas opções para o mercado brasileiro para 2009 e 2010. Uma seria lançar o Auris, que você confere na foto abaixo. Este sim seria um concorrente para os hatchs médios Astra, Stilo, 307, Vectra GT e Golf.
Auris - Toyota/Divulgação
Outra opção para seria lançar o Verso, um monovolume que brigaria com o Xsara Picasso, Grand C4 Picasso, Zafira, Grand Scenic e mais alguns. Outra ideia para a Toyota seria lançar o Yaris no Brasil, como uma opção mais em conta para brigar principalmente no segmento dos compactos premium. Se ele seria fabricado aqui ou importado, isso eu já não sei.

Compra
Agora fica a pergunta: você compraria o Yaris? Minha resposta seria não. O modelo se saiu bem nos testes e tem bem mais pontos positivos do que negativos. Mas o painel ao centro, a posição de dirigir e o banco do motorista me afastam do carro. Por mais que ele seja um Toyota, eu compraria um modelo semelhante de outra marca, como a Honda.
É isso ai. Espero que vocês tenham gostado do teste. A ideia tem muito ainda a amadurecer. Mas acho que valeu muito como a primeira experiência. Um abraço a todos e até o próximo post!


Fotos: Renato Parizzi

domingo, 15 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris - 7º e 8º dias

CONSUMO
 Eu não queria escrever dois dias sobre o Yaris no mesmo post, mas estou dificuldades para acessar a internet aqui, então os últimos dias vão ser assim. Pelo menos o assunto de hoje é muito importante, pois ele atua direto no bolso de todo mundo que tem ou que quer um carro: o consumo.

Mas antes de falar do numero obtido, quero falar um pouco das circunstancias do teste e do carro. Em nenhum momento as janelas do Yaris Sedan foram abertas - por causa do frio, que variou entre 3º C e -16º C. O ar-condicionado também não foi ligado nenhuma vez; apenas o ar quente funcionou ativamente. O modelo rodou a maior parte do tempo com 2 pessoas dentro, embora, em poucos momentos, eu estivesse sozinho ou com mais quatro ocupantes. Alem disso, por 130 km numa rodovia, ele rodou totalmente carregado de bagagem.
Durante os percursos na estrada, a velocidade máxima permitida (e a obedecida) variou de 60 milhas/h (96,56 km/h) e 75 milhas/h (120,7 km/h). Já na cidade, o limite de velocidade também foi seguido, variando das pouco comuns 15 milhas/h (24,14 km/h), passando pelas mais comuns 30 milhas/h (48,28 km/h), ate as 45 milhas/h (72,42 km/h). Não posso esquecer também do anda e para do trânsito da cidade que, embora não muito frequente, pode ser vivenciado, especialmente ontem, no Valentines Day (Dia dos Namorados por aqui).
Gelo no para-prisa trava os limpadores. Limpe sempre antes de dirigir
O ultimo ponto que quero comentar é sobre o próprio carro. Como eu já disse, o Yaris Sedan tem motor 1.5 16V com comando de válvulas variável VVT-i, cambio automático tradicional de quatro marchas e pesa 1.055 kg.

Finalmente, a media de consumo do modelo, num circuito misto, metade estrada e metade cidade foi de 13,8 km/l. Rodei 311 milhas ate abastecer, o equivalente a 500 km. Abasteci sem o tanque estar na reserva, ou seja, eu poderia ter rodado mais. A Toyota anuncia nos EUA que o seu "sedanzinho" roda 29 milhas (1,609344 km) por galão (3,78541175 litros) na cidade e 35 m/g na estrada. Em km/l, na cidade ele deveria fazer 12,32 e 14,88 na estrada. O Yaris Sedan testado teve media de 32.4 m/g, ou seja, bem no meio do publicado pelo fabricante. Ainda segundo a marca japonesa, o tanque do modelo tem capacidade 11,1 galões, ou 42 litros de gasolina.

De uma maneira geral, gostei da media de consumo do Yaris Sedan. Mas penso que ela poderia ser um pouco melhor, especialmente na estrada. Dirigi com muita frequência dois Fits no Brasil, um 1.4 8V e um 1.5 16V, ambos a gasolina. O primeiro fazia media de 11,8 km/l na cidade e 17,5 km/l na estrada. Ja o segundo fez 11,3 km/l na estrada e impressionantes 17,9 km/h na estrada.
Fotos: Renato Parizzi

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris - 6º dia

BRASIL X EUA
A vida do Yaris Sedan nos Estados Unidos não é fácil. Mesmo com 4,30 m, ele é considerado um carro pequeno por aqui e enfrenta diversos concorrentes de peso. Posso citar o Honda Fit, os Chevrolet Aveo e Cobalt, o Pontiac G5, o Hyundai Accent, entre outros. Dos modelos citados, só não conheço muito bem o Pontiac G5. Entre eles, o que mais me lembra o Yaris Sedan é o Accent, muito pela dirigibilidade e pelo espaço. De todos eles, o que eu mais gostei, de uma maneira geral, foi o Chevrolet Cobalt.
Chevrolet Cobalt - Chevrolet/Divulgação
No Brasil, penso que o Yaris hatch brigaria em vários segmentos se equipado com o motor 1.5 16V VVT-i, como os compactos premium (Punto, Polo e C3), minivans compactas (Fit, Meriva e Idea) e, porque não, hatchs médios (Astra, Golf, i30, Stilo e 307). Mas o seu principal alvo seria o Fit, mas com a intenção de atacar mais diretamente também os compactos premium mais equipados.
Já o Yaris Sedan teria como adversários o Polo Sedan, Honda City (quando este for lançado), Renault Symbol e, quem sabe, Astra Sedan - entre R$ 45.000 e R$ 55.000. O Chevrolet "Viva Sedan" também entraria nesta disputa. Este até poderia ser considerado o segmento dos "sedãs compacto premium", que fica ente o Siena, 207 Passion, Fiesta Sedan e o Corsa Sedan (entre R$ 32.000 e R$ 44.000) e as versões de entrada dos sedas médios, como o Megane, Linea, Focus Sedan, 307 Sedan e Vectra (acima de R$ 55.000).
Fotos: Renato Parizzi

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris - 5º dia

EQUIPAMENTOS e ACESSÓRIOS

Como é boa a sensação de estar a bordo de um carro com muitos equipamentos de segurança. A condução do modelo se torna mais tranquila e segura. Não me entenda mal. Não estou querendo induzir ninguém a correr e andar mais rápido só porque o carro é seguro. O que quero dizer é que é importante para a segurança de todos estar a bordo de um veiculo equipado com freios ABS com EBD e com quatro airbags, sendo dois dianteiros e dois laterais, como o Toyota Yaris. Eu apenas acrescentaria freios a disco nas rodas traseiras, para aumentar ainda mais a eficiência das frenagens.

Mesmo com parábola simples, os faróis dianteiros tem boa iluminação. O farol alto então é excelente. Internamente, o som CD player com leitor de arquivos MP3 e WMA tem boa qualidade, assim como as caixas de som espalhadas pelo carro. Já as alavancas de abertura do reservatório de gasolina e do porta-malas são muito práticas e úteis, especialmente com a temperatura externa na casa de -10º C. Abastecer e pegar alguma coisa no porta-malas fica um pouco menos "doloroso".
Piso traseiro é plano, aumentando o conforto

O ar-condicionado e o aquecimento funcionam bem - este ultimo especialmente se o carro estiver quente. Apenas o botão que permite "ligar" a entrada de ar externo ou ligar o circulador de ar esta mal localizado: debaixo do ventilador. Como um botão fica dentro do outro, fica muito difícil visualizar os ícones do "ar externo" e do "circulador" já que eles estão por baixo.

Como eu disse em outro post, acho que o Yaris testado poderia ter rodas de liga-leve, ao invés das de aço. Ele também poderia vir com faróis de neblina na versão avaliada. Pelo menos podemos instalar estes dois itens depois. Já o marcador de combustível digital poderia ser trocado por um analógico - mais preciso.

Falando sobre o marcador de combustível, estou rodando com o Yaris ha quase seis dias e o tanque ainda nem baixou da metade. Estou ansioso para ver os números de consumo. 
Fotos: Renato Parizzi

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris - 4º dia

ESPAÇO e CONFORTO
Logo que entrei no Yaris, uma coisa chamou minha atenção pelo lado negativo: o banco do motorista. Sua curvatura é ruim, causando desconforto depois de algum tempo ao volante. Outro aspecto negativo é a coluna de direção, ajustável apenas na altura (faltou a profundidade). Por causa disso, mesmo com o ajuste de altura do banco, encontrar uma boa posição para dirigir ficou muito difícil.

Já o porta-malas, com capacidade de apenas 365 litros (o Prisma, por exemplo, leva 439 l), não foi suficiente para duas malas grandes. Se o modelo tivesse sistema o sistema pantográfico, talvez elas coubessem. A solução foi colocar uma mala grande e duas pequenas no porta-malas e acomodar a outra grande no banco de trás.
Em contra partida, o Yaris tem um espaço interno que pode ser considerado bom pelo seu tamanho - mas ainda menor que o Honda Fit. O Toyota tem encosto de cabeça e cinto de três pontos para todos os passageiros. Alem disso, quem vai atrás conta com o beneficio do assoalho plano, embora o espaço seja mais adequado para dois adultos e uma criança no banco traseiro.
Voltando para a dianteira, o que realmente mais me incomodou no carro, sem duvida, é o seu painel com os marcadores ao centro, e não exatamente em frente ao motorista. Como o painel não é digital, fica muito difícil enxergar a velocidade do carro - especialmente a noite -, já que o velocímetro só marca de 20 em 20 milhas. Eu realmente não entendo porque os carros tem os marcadores no centro. Quem gosta muito disso são os franceses da Citroën.
Assim como o Fit, o Yaris tem acabamento simples, mas bem feito. Poderia ser um pouco mais luxuoso. Para encerrar, vale citar o esforço da Toyota para colocar espaços uteis dentro do carro. O Yaris tem muitos porta-trecos, facilitando a vida de todos a bordo.
Fotos: Renato Parizzi

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris - 3º dia

DESEMPENHO
Como já dirigi por muito tempo um Honda Fit 1.4 LXL a gasolina e um Fit 1.5 16V EX, ambos do modelo antigo, peguei o Yaris Sedan já com uma expectativa de desempenho pre-estabelecida. E exatamente o que eu esperava aconteceu.

Pude observar bem o comportamento do propulsor 1.5 16V (DOHC) com comando de válvulas variável (VVT-i) logo de cara. Com quatro malas (sendo duas realmente muito grandes e pesadas) aliadas aos 1.055 kg de peso do carro e com dois passageiros a bordo, o Yaris Sedan até tentou demonstrar certa valentia para arrancar.
Câmbio automático poderia ter cinco marchas

Mas a baixa cilindrada e o peso extra foram "demais" para os 14,24 mkgf (103 libras por pé) de torque e os 106 cv de potencia do modelo. Mas acho que a falta de força  pode ser explicada por três motivos: peso extra; baixa rotação do motor na hora de arrancar; e, principalmente, o cambio automático, que tem a primeira marcha muito longa.

Na estrada, com o giro do motor sempre mais alto, o Yaris não teve problemas nas ultrapassagens e retomadas de velocidade. Foi só manter as "16V funcionando", com a rotação na casa dos 4.200 rpm, para o seda da Toyota mostrar boa desenvoltura. A 120 km/h, o modelo não é muito ruidoso. Mas acho que o interior seria um pouco mais agradável se as rodas 175/65 R14 fossem de liga-leve, e não de aço.

Já o cambio automático (ECT), tradicional de quatro marchas, mostrou-se mais adequado para a cidade. Na estrada o kick-down funcionou bem, mas falta uma quinta marcha ou uma transmissão com tecnologia CVT para deixar o carro mais gostoso.

Em relação à estabilidade, a distancia entre-eixos de 2,55 m e a suspensão bem acertada fazem do Yaris Sedan um modelo com comportamento previsível e "sem surpresas". Em curvas um pouco mais fechadas, o carro tem uma pequena tendência a sair de frente. Já na hora de parar, o conjunto ABS com EBD fez toda a diferença, garantindo frenagens seguras.
Fotos: Renato Parizzi

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris - 2º dia

ESTRADA X CIDADE
Logo que peguei o Yaris Sedan, fui direto para a estrada ver como seria o seu comportamento. Dirigir por aproximadamente 130 km seguidos, com limites de velocidade variados. Com o Cruise Control ligado, programado para 100 km/h, guiar o modelo foi fácil. Seu comportamento não fugiu do normal, transmitindo segurança ao motorista.

Porem, quando o limite subiu para 120 km/h, notei que o Yaris ficou um pouco mais "arisco", talvez pelo fato da direção (elétrica) ter ficado muito leve. Eu esperava que a direção fosse ficando cada vez mais pesada na medida em que a velocidade aumentasse. Talvez esse Yaris Sedan que está comigo, exatamente ele, esteja com uma pequena desregulagem na direção.
Com 4,30 m de comprimento e 1,69 m de largura, o modelo mostrou-se mais como um carro urbado. Ele é fácil de guiar na cidade, alem de caber na maioria das vagas e de ser fácil de manobrar. Seus espelhos retrovisores têm bom tamanho e visibilidade, o que ajuda nas manobras.

Mesmo com o carro muito carregado, sua distancia de 14,7 cm do chão permitiu que ele não raspasse em algumas rampas que encontrei pelo caminho, nem no desnivelado acostamento da estrada - causada pelo excesso de neve.

Esclarecendo duvidas
No Brasil, a Toyota vende atualmente, os sedãs Corolla e Camry, a picape Hilux e os SUVs Hilux SW4, RAV4 e o grandalhão Land Cruiser Prado. A perua Fielder não esta mais entre nós.
Fotos: Renato Parizzi

domingo, 8 de fevereiro de 2009

De 0 a 10 dias com o Toyota Yaris

1º DIA - APRESENTAÇÃO
Porque não começar esse teste dos 10 dias com um carro que pode ser lançado no Brasil ainda em 2009 ou em 2010. A "astro" desta estreia 'e o Toyota Yaris, que, pelas circunstancias, foi escolhido na versão Sedan. O teste esta será realizado nos Estados Unidos, num frio que varia de 2ºC a -15ºC.

O primeiro contato com o modelo agradou. Seu visual 'e bonito e discreto - nada que arranque suspiros por onde passa. A traseira, que lembra a de carros maiores, não ficou sem harmonia com a dianteira, como ocorre, por exemplo, no quase finado Clio Sedan. Chamaram a minha atenção as linhas do capo, que tem uma curvatura mais acentuada na frente, com os dois faróis nas extremidades e a grade do radiador, separada ao meio.
O Toyota Yaris Sedan avaliado 'e equipado com o motor 1.5 16V VVTi a gasolina, que desenvolve 106 cv de potencia e 103 lb por pés (acho que 14,24 mkgf) de torque. Ele tem comportamento bastante semelhante ao do Fit 1.5 a gasolina, embora o Honda tenha desempenho um pouco melhor por causa do peso.

Entre os equipamentos, a lista 'e boa, com destaques para o som com CD Player capaz de ler arquivos em MP3 e WMA; ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, rodas de aço com 14 polegadas, cambio automático de quatro marchas (ECT), freios ABS (com EBD) e quatro airbags.

Seu preço inicial é de US$ 13.765, o equivalente a R$ 32.350. Acima desta versão só existe a S, que tem alguns acessórios a mais - nada que justifique para um modelo desses. Abaixo dela tem as versões Sedan manual de cinco marchas, hatch manual ou automático, "comum" ou S, com duas ou quatro portas.
Fotos: Toyota/Divulgação

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Revisão de férias

Reprodução da internet/amostragratis.org - 6/2/09
Prezados amigos,

Depois de exaustivos 525 dias consecutivos sem férias, finalmente estou saindo para um merecido descanso. Vou continuar postando no De 0 a 100 e no Xbox 360 Graus, mas com uma frequência menor, especialmente até o fim do Carnaval. Durante a minha ausência, o videochat do De 0 a 100 não será realizado.

Ainda neste mês de fevereiro, a Chevrolet vai mostrar ao público (acho que no dia 16) a linha Vectra 2009, que terá alterações visuais na dianteira e, provavelmente, novos equipamentos e (bem-vindas) melhorias no motor 2.0 Flexpower, que deve ficar mais forte - subindo de 121 cv de potência com gasolina para 133 cv e de 128 cv com álcool para 140 cv -, menos poluente e, teoricamente (já que ainda não foi testado), mais econômico. Além disso, a versão Elite com propulsor 2.4 16V Flexpower deve dar adeus ao nosso mercado. Motivos? 1. Ela vende muito pouco. 2. O motor é superado em desempenho e polui mais do que o permitido pela nova resolução que entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 2009. 3. E, principalmente, porque esta motorização transforma o Vectra num beberrão de marca maior.

Voltando à minha saída de férias, espero postar algumas impressões sobre carros diferentes, como conforto, visual, desempenho, consumo, espaço, "diferenças entre o nosso e o dele" e mais alguns itens. Acho que vocês vão entender o "diferente" em breve.

Um abraço a todos e até o próximo post!

Renato Parizzi

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Homenagem póstuma ao Sr. Gurgel

Gurgel/Divulgação
Na sexta-feira passada, dia 30/01, faleceu em São Paulo, aos 82 anos, o empresário João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, criador da marca Gurgel. O "Sr. Gurgel" sofria do 'Mal de Alzheimer' há oito anos.

Ele montou a fábrica da marca em 1969 visando o seu sonho: produzir veículos 100% nacionais. "A partir de 1972 passou a dedicar-se à produção de veículos especiais. Após 1975 começaram a ser produzidos os primeiros veículos utilitários tipo fora de estrada da Gurgel, marca que em 1981 lançou o primeiro veículo elétrico da América Latina, o Itaipu E-500. Idealizador do primeiro e até hoje, único carro genuinamente brasileiro: o BR-800" - informações entre aspas do Wikipedia.

Fica aqui a homenagem a um homem que teve um sonho e tentou fazê-lo virar realidade. Mesmo não dando muito certo, o exemplo e a dedicação são sempre válidos para quem pensa que não vale a pena ter sonhos.