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segunda-feira, 25 de março de 2013

Fiat Uno chega à linha 2014 com poucas novidades e com mais uma série especial: College

A linha 2014 do Fiat Uno está chegando às concessionárias da marca em todo Brasil praticamente sem nenhuma alteração. A única mudança entre os equipamentos de série acontece na versão Sporting, que ganha rodas de liga leve com nova cor preto fosco. As "novidades" entre os opcionais estão na versões Vivace e Economy, que passam a ter como opção nova roda de liga leve aro 14” e novo rádio com entrada USB. Fora isso, tudo do mesmo.

O diferencial da linha 2014 do Uno é a série especial College. Derivada da versão Vivace 1.0 4 portas, ela apresenta pintura nas cores Branco Banchisa ou na nova Azul Vitality, retrovisores externos, maçanetas externas e anéis estéticos na grade dianteira na cor vermelha, novas rodas de liga leve pintadas na cor branca, barras no teto (derivadas da versão Way), faróis com máscara negra e lanternas traseiras fumê.
Por dentro, O Uno College tem novo tecido dos bancos com detalhes nas cores azul e vermelho, bancos dianteiros trazem porta-objetos e bolsos na parte traseira, moldura central na cor azul e detalhes em vermelho no painel do carro e no volante revestido em couro. São ainda na cor vermelha as saídas de ar laterais, as maçanetas nos painéis de porta e o botão central do comando de ar-condicionado. Já os puxadores de porta são na cor azul.

Entre os equipamentos de série, destaque para ar condicionado, direção hidráulica, faróis de neblina, travas e vidros elétricos, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, volante com regulagem de altura, pré-disposição para rádio, cintos dianteiros com regulagem de altura, cintos laterais traseiros retráteis, conta giros e econômetro, além de espelho no para-sol do lado do motorista, porta-óculos e tapetes específicos.

Acabamento colorido tem gosto duvidoso
Não custa lembrar que toda linha Uno no Brasil sai de fábrica com airbag duplo, ABS com EBD, banco traseiro rebatível (Fold and Tumble) com 2 posições para o encosto, brake light, Fiat Code 2ª geração e tomada 12V, entre outros itens.

Fiat Uno Vivace 1.0 2p - R$ 26.140
Fiat Uno Vivace 1.0 4p - R$ 27.870
Fiat Uno College 1.0 4p - R$ 33.470
Fiat Uno Way 1.0 4p - R$ 28.890
Fiat Uno Economy 1.4 2p - R$ 28.090
Fiat Uno Economy 1.4 4p - R$ 29.860
Fiat Uno Way 1.4 4p - R$ 32.710
Fiat Uno Sporting 1.4 4p - R$ 34.180
Fotos: Fiat/Divulgação

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Enquanto Fiat fecha na liderança e Renault comemora crescimento, venda de importados cai 35,2% em 2012

Os resultados de vendas de 2012 foi bastante pela maioria das montadoras com fábrica no Brasil. A Fiat, por exemplo, fechou o ano passado mais uma na liderança do mercado nacional (11º ano). Já a Renault foi uma das que mais cresceu, subindo mais de 24% em relação a 2011. Por outro lado, a comercialização de veículos importados caiu muito, o que deixou a Abeiva (Associação Brasileiras das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) bastante preocupada.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
Fotos acima: Fiat/Divulgação
Em 2012, a Fiat superou sua marca histórica de vendas no Brasil, registrando o melhor desempenho em seus 36 anos de presença no país. De janeiro a dezembro, foram emplacados 838.218 automóveis e comerciais leves da marca, o que representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior (com 754.276 unidades vendidas) e uma expansão de 10,2% em relação ao recorde de vendas anterior da empresa, estabelecido em 2010, com 760.495 unidades, segundo a Anfavea. Em market share, a marca italiana subiu de 22% em 2011 para 23,06% em 2012.

Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.

Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
Fotos abaixo: Renault/Divulgação
Para alcançar esse resultado foi fundamental a estratégia de ampliação e renovação da gama de produtos, como o Clio reestilizado, Fluence GT, Duster Tech Road, Sandero GT Line. Os motores (1.0 16V e 1.6 8V) foram aperfeiçoados e o 2.0 turbo fez a sua estreia, enquanto a rede de concessionárias cresceu 15% em todo o País. Além disso, foram feitos investimentos para a ampliação da capacidade produtiva, que saltará de 280.000 para 380.000 carros por ano a partir de março de 2013.

O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).

Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.

“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.

Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.

De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Fiat Uno e Mille Way recebem versão especial Xingu

Em localização ruim, faixa Xingu deixou a lateral do Uno mais poluida
 A Fiat acaba de lançar a Série Especial Xingu para o Mille Way 1.0 e para o Uno Way 1.0 e 1.4.

Em homenagem ao filme que conta a saga dos indigenistas Villas Boas e a história da criação do Parque Nacional Xingu, a série especial traz adesivos de identificação nas laterais e na tampa traseira dos carros.
Além disso, o Uno Way tem ainda como equipamentos de série direção hidráulica, faróis de neblina, pré-disposição para rádio, ar-condicionado, para-brisas degradê, travas elétricas, vidros elétricos dianteiros com one-touch para motorista, além de computador de bordo e banco do motorista com regulagem de altura - e airbag duplo e ABS com EBD.

Uno Way 1.0 Xingu – R$ 33.620
Uno Way 1.4 Xingu – R$ 37.185
O Mille Way Xingu traz a mais em sua lista de série direção hidráulica, desembaçador do vidro traseiro, limpador e lavador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, pré-disposição para rádio, bancos revestidos parcialmente em veludo e apoios de cabeça no banco traseiro.

Mille Way 4 portas Xingu - R$ 27.800
Preços vigentes a partir de 1º de janeiro de 2013.
Fotos: Fiat/Divulgação

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Airbag duplo e ABS agora são de série para toda linha Fiat Uno no Brasil

A Fiat acaba de incluir na lista de equipamentos de série do Uno airbag duplo e sistema ABS de freios, com EBD, para a versão de entrada, Vivace, de 2 e 4 portas. Esta foi a última versão a receber os itens, que agora estão presentes em toda a linha Uno no Brasil.

Não importando quantas portas, o Uno Vivace ficou R$ 1.000 mais caro com esse upgrade.

Novo Uno Vivace 1.0 2P – R$ 25.260
Novo Uno Vivace 1.0 4P – R$ 26.930
Fotos: Fiat/Divulgação
Realmente é um ganho e tanto em termos de segurança e devemos agradecer, especialmente, ao Governo Federal por isso. Mesmo demorando muito para colocar esta "obrigação" em vigor, gradativamente todos os carros fabricados no Brasil já estão sendo equipados com airbag duplo e ABS de fábrica. A partir de 1º de janeiro de 2014, todos os veículos vendidos por aqui devem ter estes dois itens de série.

Só considero lamentável o fato do Uno até hoje não ter, como itens de série, em todas as suas versões, apoio de cabeça e cinto de três pontos para o passageiro central do banco traseiro, além de limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro. Pelo menos, com exceção do cinto de três pontos, todos os outros são opcionais.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Série Especial Itália se espalha pelos modelos Fiat

Para comemorar o encerramento do “Momento Itália-Brasil” (MIB), a Fiat estende o conceito da Série Especial Itália para boa parte da sua gama de modelos no Brasil. Depois do Uno Vivace, agora é a vez do novo Palio, Punto, Idea e Strada ficarem "mais italianos".

Todos os carros vêm com ar-condicionado, direção hidráulica, faróis com máscara negra, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas para as portas e badge Itália. Além disso, Novo Palio, Punto e Idea ainda recebem rádio CD MP3, chave canivete com telecomando, faróis de neblina e retrovisores externos elétricos, entre outros.

A lista de itens de conforto é muito boa, mas senti falta de mais itens de segurança, como o Kit HSD (airbag duplo e ABS) para todos os modelos. Estes equipamentos são de série apenas nos veículos 1.4: Punto Attractive, Idea Attractive, Strada Working Cabine Dupla e no novo Palio Attractive. Nos 1.0 eles continuam opcionais.
Fotos: Fiat/Divulgação
Uno
O Uno Vivace tem novas rodas de liga leve aro 14’’ com pintura exclusiva, faróis com máscara negra, lanterna fumê, spoiler na tampa traseira, maçanetas e retrovisores externos na cor do veículo, anéis estéticos no para-choque dianteiro, sigla Uno com tema Itália, badge Itália aplicado na coluna C, além de moldura central do painel de instrumentos na cor preto brilhante, quadro de instrumentos com econômetro e conta-giros, novo tecido exclusivo com bordado Itália nos bancos dianteiros, painéis de porta revestidos parcialmente em tecido, volante bi-textura, detalhes internos na cor cinza, como os comandos do ar-condicionado, e outros itens internos que oferecem mais praticidade e conforto aos clientes.

Além dos equipamentos citados acima, o Uno tem ainda faróis de neblina, volante com regulagem de altura, pré-disposição para rádio, desembaçador, lavador e limpador do vidro traseiro, entre outros. O Uno Especial Itália pode ser encontrado nas cores Prata Bari, Preto Vesúvio, Vermelho Alpine, Branco Bachisa e Cinza Scandium.

Confira os preços de cada versão:

Uno Vivace 1.0 - Kit Série Especial Itália - R$ 31.430 (R$ 32.180 com pintura metálica)
Novo Palio Attractive 1.0 - Kit Série Especial Itália – R$ 32.890
Novo Palio Attractive 1.0 - Kit Série Especial Itália 2 (com rodas exclusivas) – R$ 33.840
Novo Palio Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 37.950
Idea Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 45.070
Punto Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 40.970
Punto Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália 2 (com rodas exclusivas) – R$ 41.870
Strada Working 1.4  C.S. - Kit Série Especial Itália – R$ 36.590
Strada Working 1.4  C.E. - Kit Série Especial Itália – R$ 39.640
Strada Working 1.4 C.D. - Kit Série Especial Itália – R$ 44.490

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sem novidades impactantes, Fiat tenta, mas decepciona no Salão do Automóvel de São Paulo 2012

Com um dos maiores estantes de todo o Salão do Automóvel de São Paulo 2012, a Fiat mostrou muitas atrações interessantes de suas outras marcas, como Ferrari e Maserati. Mas a marca decepcionou muita gente eu não apresentar nenhuma novidade impactantes que veremos nas em breve.
500 Cabrio
A maior atração da marca é o 500 Cabrio, versão conversível do compacto que chega às concessionárias ainda no mês de outubro. Baseado na versão Lounge Air, o 500C é equipado com motor 1.4 16V Multiair, que desenvolve 105 cv de potência e 13,6 mkgf de torque, e tem câmbio automático de seis marchas.
500 Cabrio
O teto, com duas opções de cores para o teto (preto e vermelho), pode ser operado por meio de comandos elétricos e tem três posições diferentes de vão de abertura, que se retrai até a tampa do porta-malas. A ação de abertura ou fechamento pode ser feita com o carro em movimento a uma velocidade de até 80 km/h. Ele também recebeu de série nova identificação nas colunas de portas, novas rodas de liga leve com aro de 15 polegadas e sensores traseiros de estacionamento, que facilitam as manobras.
500 Cabrio
Com uma ótima lista de equipamentos de série, o Fiat 500 Cabrio estará disponível em três opções de cores para o revestimento interno - preto, bege/marfim e vermelho/marfim - e terá quatro cores para o seu visual externo: Vermelho Sfrontato (sólida), Cinza Sfrenato e Preto Provocatore (metálicas) e Branco Gioioso (perolizada). No total, são 11 possibilidades de personalização.
500 by Gucci
Outro Cinquecento também está sendo mostrado pela Fiat no evento, o 500 by Gucci, que foi desenvolvido a partir de uma parceria com a famosa grife italiana, que se caracteriza pelo luxo de seus produtos.
500 by Gucci
Com detalhes especiais no acabamento interno e externo, o modelo tem muitos equipamentos de série, como sete airbags, sistema Blue & Me, sensor de estacionamento traseiro, rádio com leitor de CD/MP3, volante revestido em couro que traz os comandos do rádio e teto solar elétrico Sky Wind.
Grand Siena Sublime
Linea e Grand Siena marcam presença no evento com a série especial Sublime. Baseada na versão Essence dos dois modelos, os sedãs tem acabamento diferenciado, com detalhes exclusivos e muitos equipamentos de série.
Linea Sublime
Já Uno e Palio "se exibem" no salão com a série especial Interlagos, em analogia ao GP do Brasil de Formula 1 que acontece em novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).
Palio Interlagos
Derivada das versões Sporting dos dois hatches, os modelos receberam a nova cor Amarelo Interlagos e contam com itens que acentuam a "esportividade", tanto na parte externa, quanto na interna. A veraão Itália do Uno Vivace, com mais equipamentos de série, também está no Salão.
Uno Interlagos
Strada, Palio Weekend, Punto e Freemont e toda a linha Adventure estão presentes no evento com suas respectivas linhas 2013. A a minivan Idea também está exposta com a sua linha 2013, que agora está disponível com o câmbio manual automatizado Dualogic Plus.
Bravo Xtreme
Fechando as atrações da Fiat em relação a veículos, a marca exibe mais uma versão especial, mas que não estará a venda: Bravo Xtreme. O hatch médio recebeu um novo pára-choque dianteiro, com duas tomadas de ar com LEDS nas laterais, spoiler central exclusivo e faróis redesenhados. Na traseira para-choque apresenta saídas de ar laterais e um enorme difusor de ar, além de um aerofólio e minissaias laterais.
Bravo Xtreme
Por dentro, destaque para os quatro bancos individuais. O Bravo ganhou ainda painel de instrumentos com nova grafia e console central redesenhado. O último grande diferencial do modelo é o propulsor 1.4 16V T-Jet, que recebeu uma preparação específica, capaz de gerar 253 cv a 6.600 rpm de potência máxima e torque máximo 33,2 kgfm a 5.000 rpm.
Ferrari 458 Spider
Ainda no estande da Fiat, os visitantes podem ver a Ferrari 458 Spider e o maravilhoso Maserati Grancabrio Sport - definitivamente um dos carros mais bonitos do evento.
Ferrari 458 Spider
Concluindo
O estande da Fiat tem realmente muitas atrações (especialmente o Maserati), mas, do meu ponto de vista, foi uma grande decepção, ainda mais se lembramos de como a Fiat é criativa e líder de mercado há quase 11 anos consecutivos. O 500 Cabrio é até legal, mas séries especiais são passageiras. Eu queria que a marca tivesse, pelo menos, um grande lançamento para brigar com a Chevrolet, por exemplo. Para isso, teremos que esperar até o Salão de 2014...
Maserati Grancabrio Sport - um dos carros mais bonitos do Salão do Automóvel 2012
Fotos: Fiat/Divulgação, Ferrari/Divulgação e Maserati/Divulgação

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fila para comprar carro já dura 90 dias

Os consumidores da capital paulista estão enfrentando filas de espera para comprar modelos populares de carros, de até R$ 35 mil. Há filas porque, com o desconto do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), aumentou muito a procura, mas a produção não acompanhou esse movimento.

Governo descarta prorrogar IPI reduzido para carros, diz Mantega

Com a demora, dependendo do modelo que o cliente escolher, já poderá ficar sem o desconto do IPI, que vai até o dia 31 deste mês - segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não deverá ser prorrogado

Na Nissan, o modelo mais barato, o March 1.0, demora até 90 dias em uma concessionária da zona sul consultada pela reportagem.

Na Ford, a espera também é grande. O Ford Ka e o Fiesta, tanto nas versões básicas como nas completas, só são entregues após 30 dias, segundo vendedores de duas concessionárias da capital. Nas concessionárias Ford, a explicação dada pelos vendedores é que a montadora havia dado férias aos funcionários por conta dos altos estoques, mas, com a redução do IPI, os carros foram todos vendidos e as montadoras não conseguiram acompanhar a procura.

A situação nas concessionárias Fiat é semelhante. Há poucas unidades do Novo Uno Vivace para pronta entrega, tanto de duas quanto de quatro portas, e a encomenda demora 30 dias. O Novo Palio também está em falta nas revendedoras.

O consumidor também não consegue alguns modelos específicos da Renault e da GM com facilidade, como o Celta versão básica de duas portas e algumas cores do Clio 1.0. As assessorias da GM e da concessionária Grand Brasil, da Renault, têm explicações semelhantes, de que não são modelos tão procurados e que, portanto, não ficam nos estoques.

A Ford afirma que, com o corte do IPI e o crescimento das linhas de crédito, houve aumento acelerado nas vendas do Ka. "No entanto, apesar de variações sazonais, a montadora trabalha constantemente para manter adequado seu nível de produção à demanda", informou.

A Fiat e a Nissan não responderam até a conclusão desta edição.

Joel Leite, diretor da Autoinforme, afirma que "a produção não acompanhou a procura carros".

Leite acredita que o cenário deve piorar em agosto, por ser o último mês do IPI reduzido. "Muita gente deve antecipar a compra que faria no início do ano que vem, para aproveitar o desconto."

Não são só os carros populares que estão deixando seus futuros donos na espera. Algumas marcas importadas também estão com atraso. Para o presidente do Sincodiv-SP (reúne as concessionárias e distribuidoras de São Paulo), Octávio Vallejo, essas são situações pontuais que independem dos incentivos.

Fonte: Do "Agora" para a Folha de S. Paulo

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Alta Roda - Líderes do semestre

O tradicional ranking da coluna dessa vez trouxe algumas novas lideranças, já esperadas. SpaceFox e Duster, por exemplo, assumiram em seus segmentos, sem a certeza de manter as posições frente a Weekend e EcoSport, respectivamente.

Por outro lado, o quase eterno líder Gol, mesmo separado do Voyage, ainda conseguiu terminar o semestre à frente da dupla Uno/Mille. O Voyage, isoladamente, manteve-se à frente de Siena/Grand Siena, porém não está seguro até o fim de 2012, na briga à parte dos sedãs.

Segmentos que encolheram muito são as stations pequenas (Parati já sai de cena), as stations médias (fim da Mégane Grand Tour) e os monovolumes médios (Zafira e Xsara Picasso). Restam crossovers médios (Freemont/Journey) que se somam a um segmento esvaziado, com pouca oferta.

Alguns dos novos modelos ainda não puderam aparecer bem na tabela pois estão há pouco tempo no mercado e outros ainda virão no segundo semestre. Será que o novo EcoSport vai terminar à frente do Duster, no final de 2012, e manter-se na liderança desde que inaugurou o segmento dos utilitários compactos em 2003?

Classificação soma hatches/sedãs derivados. Entre-eixos e largura são as principais referências e, em certos casos, preço. Os resultados em porcentuais, compilados por Paulo Garbossa, da ADK, incluem só modelos mais representativos.

Compactos (%): Gol/Voyage, 17; Uno/Mille, 12; Palio/Siena, 11; Fiesta hatch/sedã, 8; Celta/Prisma, 7,8; Fox/CrossFox, 7,1; Corsa/Classic, 6,9; Logan/Sandero, 6,1; March/Versa, 3,2; Cobalt, 3,1; Agile, 2,9; Ka, 2,6; Punto/Linea, 2; 207 hatch/sedã, 1,9; C3/DS3, 1,4; City, 1,11; Clio/Symbol, 1,1. Dupla Gol/Voyage pode avançar mais.

Médios-compactos (%): Corolla, 16; Cruze hatch/sedã, 14; Civic, 13,7; Golf/Jetta, 11,6; Focus hatch/sedã, 9; i30, 6; 307/308/408, 5,7; Fluence, 4,7; C4/Pallas, 3,9; Sentra, 3,2. Cruze ameaça o Corolla.

Médios-grandes (%): Fusion, 22; Sonata, 21,7; Azera, 19; Mercedes C, 12. Fusion, mais acossado.
Grandes (%): Mercedes E/CLS, 29; Cadenza, 26; 300 C, 21; BMW 5/6, 12. Classe E/CLS virou o jogo.
Topo (%): BMW 7, 51; Panamera, 31; Bentley Continental, 6. BMW é novo líder.

Stations pequenas (%): SpaceFox, 49; Palio Weekend, 38; Parati, 8. SpaceFox passou Weekend, sem consolidar.
Stations medias/crossovers (%): Freemont, 42; Mégane Grand Tour, 40; Journey, 7. Segmento encolhido.

Monovolumes pequenos (%): Fit, 29; Idea, 21; C3 Picasso/Aircross, 18. Fit aumentou a vantagem.
Monovolumes médios (%): Zafira, 39; Xsara/C4 Picasso, 37; J6, 17. Outro segmento em crise.

Picapes pequenas (%): Strada, 47; Saveiro, 28; Montana, 20. Strada inabalável.
Picapes médias (%): S10, 28; Hilux, 22; L200/Triton, 15. S10 continua firme.

Utilitários esporte sub/pequenos (%): Duster, 20; EcoSport, 16; Tucson/ix35, 15. Duster não consolidado.
Utilitários esporte médios (%): Captiva, 33; Hilux, 24; Sorento, 22. Captiva ainda na frente.
Utilitários esporte grandes (%): Pajero Full/Dakar, 38; Edge, 28; Discovery, 9. Pajero com folga.

Esportivo (%): Veloster, 89; Mercedes SLK, 6; Peugeot RCZ, 4. Preço define o Veloster.
Esporte (%): Camaro, 47; Mustang, 21; Corvette, 8. Camaro segue à frente.

RODA VIVA

EMBORA sem confirmar que modelos lançará com o financiamento obtido do BNDES, a Volkswagen terá mais uma novidade, além do esperado Up, da classe de novos subcompactos anabolizados com motores de três cilindros. Trata-se da versão sedã do novo Polo, chamado Vento. Nada a ver com o Vento vendido na Argentina, nome do Jetta lá.

SINAL positivo para as vendas, bastante dependentes de financiamentos. Taxa de prestamistas com atrasos entre 1 e 90 dias recuou ao longo de junho. Indicador utilizado para inadimplência leva em conta atrasos superiores a 90 dias e, hoje, está em nível recorde de 6,1%, no caso de veículos. A tendência, assim, é de o índice de inadimplência começar a cair.

BOM espaço interno, sem dimensões externas exageradas, é um dos destaques da versão de sete lugares do monovolume Spin. Última fileira de assentos não garante conforto para dois adultos de média estatura, nem espaço para bagagem (mesmo com estepe estreito) além de 162 litros. Motor 1,8/108 cv e câmbio automático são suficientes, sem empolgar.

ABEIVA, associação dos importadores que não têm fábricas aqui, prevê segundo semestre mais difícil que o primeiro. Vendas reagiram pouco, mesmo após a diminuição do IPI, no fim de maio. Queda semestral até agora é de 22%, em relação a 2011, e no fim do ano pode ir a 40%. Há expectativa de cotas de importação. BMW e Land Rover estão à espera disso para anunciar produção brasileira.

SETOR de autopeças mantém investimentos, apesar de empecilhos para a produção de veículos aumentar. Ocorre em razão das dificuldades de exportar e da importação de Argentina e México (no caso, agora limitadas por cota em valores). A empresa francesa Faurecia, por exemplo, acaba de inaugurar, em Limeira (SP), a maior fábrica de escapamentos da América do Sul.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Alta Roda - Crescimento sustentável

 O otimismo para 2012 voltou a subir. As últimas medidas de incentivo ao consumo anunciadas pelo governo empurraram as consultorias e os principais cenaristas do setor automobilístico a rever cálculos. Não que o próximo ano teria vendas ruins, mas o crescimento em percentual superior ao da economia medido pelo PIB (Produto Interno Bruto) estava fora das previsões. Como se espera que o PIB suba entre 3,5% (pessimistas) e 4% (otimistas), esses também eram os números para aumento na comercialização de veículos.

No XXI Congresso da Fenabrave, em São Paulo, o consultor Maílson da Nóbrega foi um dos primeiros a admitir que maior volume de crédito, queda das taxas de juros e menor rigidez quanto ao valor da entrada e prazos de financiamento terão boa repercussão no mercado. Ele estima que o crédito oferecido por bancos e financeiras para automóveis e comerciais leves – representam 95% do total das vendas – chegará a crescer 20% em relação a 2011. Significaria, então, a retomada, pelo menos em 2012, da tendência verificada nos últimos anos de o mercado superar o PIB. Sua aposta para o próximo ano é de 5% a 6% de aumento nas vendas.

Se isso ocorrer seria, de fato, um grande resultado frente ao noticiário econômico internacional tão negativo, especialmente da Europa. A indústria está mais cautelosa. Taxa de crescimento alinhada à do PIB já ficaria de bom tamanho. O que ninguém quer é andar para trás.

No médio e longo prazos a expansão da classe média brasileira (até R$ 4.000,00 de ganho mensal), que continua a ter o automóvel novo como meta de consumo, vai sustentar a ampliação do mercado. O economista Eduardo Gianetti da Fonseca, no mesmo congresso, chamou a atenção para o chamado bônus demográfico brasileiro. Significa que a população economicamente ativa, pelo menos nos próximos 20 anos, se manterá sustentavelmente maior que a de crianças, adolescentes e idosos. Uma massa de milhões de brasileiros adultos, com poder de consumo crescente pelo aumento da renda e da escolaridade.

Não se trata de um cenário de euforia pois a qualidade da escolaridade ainda tem que aumentar bastante e as deficiências de infraestrutura, burocracia, carga tributária alta e corrupção são obstáculos nada desprezíveis. Basta um exemplo: o Brasil possui apenas 13% de malha rodoviária pavimentada do total de 1,6 milhão de quilômetros. Segundo informou Alfredo Peres, da NCT & Logística, esse percentual está bem atrás de países como México, Índia e Turquia, só para citar alguns.

O congresso continuou sendo prestigiado por nomes de peso do setor. Philippe Varin, presidente mundial da PSA Peugeot Citroën, fez a palestra magna. O presidente da Ford, Marcos Oliveira, reafirmou que até 2015 todos os produtos da marca fabricados no Brasil estarão alinhados com os modelos vendidos no exterior. E Jaime Ardila, presidente da GM América do Sul, no final de sua exposição apresentou um mosaico de modelos Chevrolet para a região e lá estava, bem no centro do slide projetado, o subcompacto Spark. Para quem ainda podia ter dúvida de que se trata do modelo a ser produzido em Gravataí (RS), não resta mais nenhuma.

RODA VIVA

CARROS de baixo custo são a bola da vez para mercados emergentes e até desenvolvidos. Depois de a Renault confirmar que trabalha nessa direção (com indianos da Bajaj), rumores indicam que a PSA está no mesmo rumo em aproximação com chineses da Changan. Não se anime muito. Modelos desse tipo custariam entre R$ 18.000 e R$ 20.000, a preços de hoje.

APESAR de ter apresentado, no recente Salão de Los Angeles, o interessante SUV médio-compacto MX-5, a Mazda revisa planos de se estabelecer no Brasil como importadora, inicialmente. O modelo será produzido no México e, pelas regras anteriores, poderia chegar sem imposto de importação. Agora precisa ter fábrica aqui. A mudança implica atraso de quatro anos.
Fiat/Divulgação
MAIS espaçoso internamente do que o novo Uno, embora dividindo a mesma arquitetura, a geração atual do Palio explora certo refinamento do interior. Combinação entre maior entre-eixos e menor altura deixou sutilmente melhor a dirigibilidade. Motor de 1,4 litro/88 cv é o mínimo para viagens e uso no dia a dia. Porta-malas (igual ao do Uno) podia ser um pouco maior.

BRASILEIROS continuam a ser referência em desenho de automóveis. Raul Pires, 42 anos, estava na Bentley, onde criou um dos sedãs de luxo mais bonitos (Continental GT) e agora foi para a diretoria da Italdesign Giugiaro, subsidiária da VW na Itália. Nissan também deve abrir centro de estilo, em São Paulo, seguindo os passos da Renault e da PSA Peugeot Citroën.

AVANÇO na tecnologia prevê que, em breve, os carros só precisarão trocar óleo do motor a cada 32.000 km (20.000 milhas) ou dois anos, mesmo utilizando lubrificantes convencionais. Enquanto isso, no Brasil, há fabricantes que preconizam troca a cada seis meses. Os motores precisam evoluir. É perda de tempo e dinheiro exigir dos clientes intervalo tão curto.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Alta Roda - Sem distinção de origem

Ainda não baixou toda a poeira do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mas já permite uma análise aprofundada. Claro, trata-se de medida protecionista que todos execram. Entretanto, isso é o que menos falta no mundo, hoje, por meio de barreiras válidas ou disfarçadas, especialmente após a crise financeira de 2008. Exemplos: no México, só podem importar as marcas que produzam lá ou mediante acordos comerciais (chineses e sul-coreanos ficam de fora); os que não fabricam na Argentina devem compensar a importação comprando produtos locais e exportando.

Há outros casos curiosos. Apesar do alto poder aquisitivo, na Coreia do Sul todos os importados, inclusive marcas premium, ocupam apenas 1% do mercado interno. Será que estrangeiros oferecem menor prazo de garantia? Na China, o programa subsidiado de veículos elétricos só é válido para os produzidos por chineses. Provavelmente, pela qualidade superior...

Isso posto, vem o IPI majorado em 30 pontos percentuais, na média aumento real da alíquota de 26,5%. Difícil derrubar essa medida na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo alegaria que a nova alíquota é para todos, sem distinção de origem, seguida por normas de incentivos para fabricação local, como já ocorre com computadores e outros bens. Decisões da OMC são lentas e o IPI maior vale, inicialmente, até o final de 2012. Tempo curto demais para eventual disputa.

Emenda constitucional, de dezembro de 2003, de fato estabelece um mínimo de 90 dias para alterar um tributo. Alguns acham que a regra vale para impostos novos e que IPI existe desde os anos 1960. Juízes terão que decidir. Faz parte do cipoal legislativo típico do famigerado Custo Brasil.

Protecionismo, em princípio, prejudica consumidores. Porém, é bom lembrar que não se exige conteúdo local para produzir veículos no País, salvo os 60% dentro do Mercosul. O novo índice de nacionalização de 65% é mais rigoroso: desconta (agora) a carga fiscal, há processos produtivos regulados e gastos obrigatórios em pesquisas. Deixa alguma flexibilização por dispensar das exigências 20% da produção.

Também não dá para exagerar. Novas marcas que queiram construir fábricas aqui poderiam seguir uma escala crescente de uso de autopeças nacionais ou do Mercosul, iniciando em 30%. Parece óbvio que isso ocorrerá. Afinal, mesmo que a maior intenção de investimento desses entrantes signifique menos de 10% do que apenas um dos fabricantes estabelecidos já iniciou, o Brasil precisa de todos os empregos que possa gerar. Na longa cadeia industrial a geração de renda é superior ao setor comercial, no nosso estágio de desenvolvimento atual.

Ponderando prós e contras, inclusive a situação cambial que favorece importar e não fabricar localmente, toda essa confusão do IPI tende a ser neutra para o consumidor, em médio prazo, e favorável, em longo prazo, por atrair investimentos pesados e maior concorrência. De início, bônus e financiamentos subsidiados podem até diminuir. É ingenuidade, no entanto, achar que importadores repassarão toda essa carga fiscal, desistindo de um dos mercados mais atraentes do mundo, onde todos brigam por décimos de participação nas vendas.

RODA VIVA

DODGE Journey e Fiat Freemont continuarão a vir do México isentos de imposto de importação e do IPI majorado. Acordo bilateral tem sido muito favorável ao Brasil: exportamos mais de 1,5 milhão de unidades em dez anos e importamos nem um terço desse volume. March e novo Fiesta, hoje mexicanos, serão fabricados aqui, diminuindo importações.

SEDÃ compacto Chevrolet Cobalt não terá arquitetura baseada na do Corsa alemão e muito menos será a versão sedã do Agile. Por ora, a GM esconde essa informação, mas o carro foi desenvolvido em conjunto pelas filiais brasileira e sul-coreana (antes conhecida como GM Daewoo Auto & Technology). Modelo chega ainda esse ano, substituindo Astra e Corsa sedã atuais.

VERSÃO básica do Tiguan 2012 passa a custar R$ 110.000 com repasse parcial do novo IPI. Derivado do Golf, recebeu retoques na frente e traseira e, no interior, rádio com navegador. Assist Park II agora permite entrar e sair das vagas, inclusive as transversais, com mínima intervenção do motorista. Impressiona a nova tração 4x4 permanente, tanto no asfalto como na terra.

VENDER a ideia de um modelo comum voltado para a economia de combustível não é nada fácil. A Fiat faz isso agora com o motor de 1,4 litro do Uno Economy. Antes só aplicava o conceito a motores de 1 litro, como do próprio Uno. Pacote inclui transmissão, pneus, suspensões e gerenciamento do motor modificados para alcançar de 10% a 15% de economia.

BOSCH aumentará oferta de produtos de ponta produzidos no Brasil. Além do ABS de nona geração, ESP também entra no portfólio. São unidades mais compactas e leves, iguais às europeias, para ampliar segurança ativa nos automóveis. A empresa inicia atividades de energia solar, nacionalizando placas fotovoltaicas.

sábado, 1 de outubro de 2011

Carros X Motos: quem vende mais no Brasil em 2011?

Fiat Uno faz bonito no mercado
É curioso notar como o número de veículos sobre rodas no Brasil vem crescendo nos últimos anos. O mercado de carros motos está realmente aquecido, principalmente por causa estabilidade econômica do país e com da oferta de crédito. Pensando nisso, fiquei observando a frenesi do trânsito de sexta-feira e me indagando como é possível termos tantos carros nas ruas se as motos são bem menores e mais baratas. Resolvi então pesquisar para saber quem vende mais.

Usando sempre como referência os dados da Fenabrave de janeiro a agosto de 2011 (atualizo os números em breve incluindo setembro), o primeiro aspecto que chamou a minha atenção foi na parte de cima do ranking de vendas. Dois carros estão entre os cinco veículos mais vendidos do Brasil:
Honda Biz vende muito bem
1. Honda CG 150 - 294.459 unidades
2. Honda CG 125 - 266.041unidades
3. Volkswagen Gol (G4 + G5) - 198.328 unidades
4. Fiat Uno (+ Mille) - 183.257 unidades
5. Honda Biz - 143.849 unidades

Se pensarmos  nos preços, é realmente de impressionar. O carro mais barato entre os citados acima parte de cerca de R$ 23.500, enquanto a moto mais em conta entre as três listadas custa aproximadamente R$ 5.300. Mas, mesmo com a maioria no ranking dos cinco primeiros colocados, as motos vendem menos que os carros no acumulado do ano.
Gol é o carro mais vendido do Brasil há mais de 20 anos
De janeiro a agosto 2011, foram emplacadas 1.259.743 motos (número superior a 2010: 1.137.542 no mesmo período), enquanto os carros focam responsáveis por 2.233.757 de emplacamentos em 2011 (2.077.350 nos oito primeiros meses de 2010). A resposta para essa discrepância pode estar na oferta de modelos: existem muito mais opções de carros e comerciais leves do que de motos.

Outro aspecto bastante interessante da minha pesquisa foi a distribuição de carros e motos nas regiões do Brasil, também segundo dados da Fenabrave. Sudeste e o sul ficaram com 70% dos emplacamentos de carros entre janeiro e agosto de 2011, sendo 50% nos 4 estados do sudeste e 20% nos 3 estados do sul.
Entre carros e motos, Honda CG 150 é o veículo mais vendido do Brasil
Em relação às motos, a situação é outra. Existe um empate técnico entre regiões na liderança. O nordeste foi responsável por 34,48% dos emplacamentos no mesmo período citado, enquanto o sudeste ficou com 34,46%. As duas regiões representam 68,94% das vendas de motos no território nacional.

Somando todo Brasil, carros e motos foram responsáveis por 3.493.500 emplacamento de janeiro a agosto de 2011. É um número que impressiona. Pelo menos temos espaço territorial para comportar tantos veículos . Faltam apenas melhorias de infraestrutura rodoviária (estradas de verdades) e urbana (metrô, transporte coletivo adequado, ruas melhores) para a situação todos caberem sem apertos.
(Fotos: carros: Fiat/Divulgação e Volkswagen/Divulgação // motos: Honda/Divulgação)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Nissan March cria novo parâmetro financeiro para o segmento?

Fiquei vendo a lista de equipamentos e os preços do March no último final de semana e pensei: embora fique devendo na lista de segurança (airbag duplo de série é excelente, mas faltam intens), será que o March conseguirá criar um novo padrão de custo inicial para o segmento de compactos?

Tudo bem que esse título poderia ser usado para o Chery QQ. Entretanto, o Nissan March tem um potencial de vendas muito maior do que o compacto chinês, especialmente pela força e tradição da marca japonesa em comparação com a chinesa.

Meu pensamento vem seguido de uma pesquisa. Para facilitar a montagem da lista, já que algumas montadoras vendem os opcionais "casados", usei a versão 1.0 S do March para a comparação com outros modelos da mesma cilindrada, com quatro portas, pintura sólida e para-choques na cor da carroceria. Não coloquei todos os itens de cada modelo para não deixar o post longo demais.
Nissan/Divulgação
Nissan March 1.0 S - R$ 33.390
Principais itens de série (veja a lista completa aqui): Airbag duplo, ar-condicionado, direção elétrica progressiva, volante de três raios com regulagem de altura, abertura e fechamento das portas e porta-malas por controle remoto, desembaçador do vidro traseiro com temporizador, porta malas com iluminação, trio elétrico (retrovisores externos na cor da carroceria), revestimento das portas dianteiras em tecido, limpador traseiro com controle intermitente e travamento automático das portas com o veículo em movimento, banco do motorista com regulagem de altura, computador de bordo, conta-giros, para-sol com espelhos cortesia para motorista e passageiro, retrovisores externos rebatíveis, rodas de aço de 14″ (165/70 R14), bloqueio de ignição através de imobilizador do motor, cintos de segurança dianteiros com pré-tensionadores, preparação para áudio e antena.
. Garantia: 3 anos
. Positivo: Garantia, preço e airbag duplo
. Negativo: Falta ABS
Chevrolet/Divulgação
Chevrolet Celta LT 1.0 - R$ 33.034
Vidros verdes com parabrisa laminado / instrumento do painel com conta-giros / alarme sonoro de fárois ligados / parachoque pintado na cor do veículo / sombreira do passageiro com espelho integrado / alça de teto do lado do passageiro / limpador lavador e desembaçador vidro traseiro / temporizador do limpador parabrisa /protetor de cárter / vidros elétricos dianteiros / travas elétricas / acabamento interno com detalhes na cor prata / travamento automático das portas ao atingir 15 km/h / ar-condicionado / direção hidráulica
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, desempenho
. Negativo: Garantia e (falta de) segurança 
Fiat/Divulgação
Fiat Uno Vivace 1.0 - R$ 35.797
Banco traseiro rebatível, Fiat Code 2ª geração, espelho no para-sol lado passageiro, Kit HSD (airbag duplo e ABS - R$ 2.419) + Kit celebration 5 (travas e vidros elétricos dianteiros, ar-condicionado, direção hidráulica, para-brisas degradê, predisposição para rádio, faróis de neblina, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, pneus 175/65 R14, entre outros itens - R$ 4.520) + Ajuste de altura do volante (R$ 84) + Kit Young (para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo e revestimento externo nas colunas das portas - R$ 294)
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, airbag duplo e ABS
. Negativo: Garantia e preço
Ford/Divulgação
Ford Ka 1.0 - R$ 31.590
BASE 1 (Abertura e fechamento global das portas, abertura do porta malas no painel, alarme volumétrico, chave única para ignição e abastecimento, rodas de aço de 14", porta-copos central, conta-giros, controle remoto, travamento/retravamento automático a 15 km/h, antena de teto, relógio digital e para-choques na cor do veículo) + PULSE (Indicadores de direção nos retrovisores; molduras laterais na cor do veículo; tecido exclusivo; saídas de ar condicionado, maçanetas e alavanca de câmbio na cor Ford Silver) + CLASS (Ar condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos) + PERFORMER (Rodas de liga-leve de 14") + SEGURANÇA (Air bag duplo).
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, preço, airbag duplo
. Negativo: (só) 2 portas (até hoje), garantia e falta do ABS
Peugeot/Divulgação
Peugot 207 XR 1.4 - R$ 38.990
Ar-condicionado, desembaçador de vidro traseiro temporizado, direção hidráulica, travas elétricas nas portas e porta-malas com telecomando, vidros elétricos dianteiros, limpador e desembaçaro do vidro traseiro (com vinculação ao engate da marcha-ré) chave de ignição codificada (Transponder), retrovisores externos com regulagem interna manual, banco do motorista com regulagem de altura, banco traseiro rebatível, coluna da direção com regulagem de altura, follow me home, preparação para som com, rravamento automático das portas e do porta-malas em velocidade e antena + Airbag duplo frontal (R$ 1.000)
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Motor 1.4, airbag duplo
. Negativo: Garantia, preço e falta do ABS
Renault/Divulgação
Renault Clio 1.0 16V - R$ 31.700
Desembaçador do vidro traseiro, retrovisores externos com comando interno mecânico, banco traseiro rebatível, pré-disposição para rádio, conta-giros, rodas de aço de aro 14" (175/65 R14), trava de segurança nas portas traseiras e Pack Conf (2 apoios de cabeça traseiros reguláveis em altura, limpador traseiro, ar-condicionado, direção hidráulica, conta-giros, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas nas portas e no porta-malas com comando por distância por radio frequência e alarme - R$ 5.150).
. Garantia: 3 anos
. Positivo: Garantia, preço
. Negativo: Segurança (sem airbag duplo e ABS)
Volkswagen/Divulgação
Volkswagen Gol 1.0 - R$ 41.180
Banco do motorista com ajuste de altura, banco e encosto traseiro totalmente rebatível, rodas de aço de aro 14" (pneus 175/70 R14 84T), Kit VI (2 Luzes de leitura dianteiras, acionamento elétrico dos vidros com limitador de força, ar-condicionado, chave estilo canivete com controle remoto (reserva sem controle), destravamento elétrico do porta malas - Keyless, direção hidráulica, espelho retrovisor externo com ajuste elétrico, filtro para ar-condicionado, iluminação interna, imobilizador eletrônico com alarme antifurto, travamento central por controle remoto - R$ 6.200), Modulo Funcional IV (desembaçador traseiro, lavador e limpador do vidro traseiro com temporizador e limpador do pára-brisas com temporizador - R$ 470), Modulo Funcional V (coluna de direção com ajuste de altura e profundidade e destravamento elétrico do porta malas - R$ 570), Trend (alças de segurança escamoteáveis no quadro do teto, antena no teto, carcaça do espelho retrovisor externo, maçanetas e frisos na cor do veículo, cintos de segurança traseiros externos automáticos de 3 pontos, console central, farol duplo, frisos de proteção lateral na cor do veículo, iluminação interna, iluminação no porta-malas, instrumento combinado com conta-giros e hodômetro parcial, preparação para rádio e spoiler traseiro - R$ 1.250) e Airbag duplo + ABS - R$ 2.310.
. Garantia: 1 ano
. Positivo: Conjunto mecânico, airbag duplo e ABS
. Negativo: Preço e garantia
(fonte dos equipamentos e preços: sites das montadoras)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Alta Roda - Pensamentos alternativos

O Salão do Automóvel de Frankfurt, o maior do mundo em área locada de exposição, inverteu o clima de pessimismo observado há dois anos em razão da crise financeira mundial. A feira estará aberta até este domingo, 25/9, e reflete um cenário de vendas mundiais de veículos em ascensão, embora no continente europeu os resultados não estejam bons, à exceção da Alemanha, o que ajudou a mostra.
Volkswagen/Divulgação
Naturalmente, as marcas germânicas dominaram o ambiente. A começar pelo VW Up!, um subcompacto de quatro lugares, para disputar um segmento que crescerá muito. O modelo apresenta sofisticações, como frenagem automática e inteligente sistema multimídia portátil. Essa plataforma dará origem ao futuro carro de entrada da marca, substituindo o Gol IV, para cinco passageiros e com estilo próprio.

A Mercedes-Benz apresentou o novo Classe B, crossover de hatch e monovolume, com muitos equipamentos de série inclusive sistema anticolisão. Sua arquitetura flexível vai gerar um hatch (Classe A), um utilitário esporte (SUV) compacto, um sedã-cupê e uma station. Atenções se voltaram ao carro conceito F-125 (alusão aos 125 anos da empresa), um elétrico muito avançado que associa bateria de íon-enxofre e pilha a hidrogênio para até 1.000 km de autonomia.

A BMW mostrou o compacto Série 1, mais espaçoso, e consolidou sua submarca para propulsão alternativa. O i3 elétrico está praticamente pronto com muita fibra de carbono para aliviar o consumo da bateria, enquanto o híbrido esporte i8 ainda demora dois anos. A Audi respondeu com o carro-conceito A2 que terá também motor elétrico e o estudo Urban Concept ainda em estágio primário, mas o esportivo R8 e-Tron surgiu em forma quase definitiva.

Fechando a ofensiva alemã, a Porsche exibiu o novo 911, mais baixo e longo, projetado para receber propulsão híbrida. Versões conversíveis de supercarros também tiveram vez: Mercedes-Benz CLS (teto de lona) e Ferrari 458 Italia (teto rígido), atraindo fãs fiéis do puro glamour.
Fiat/Divulgação
Impressionaram a semelhança visual entre o novo Fiat Panda e o Uno brasileiro, de plataformas diferentes, além da nova linguagem de estilo da Ford realçada no Evos. Citroën DS5 confirmou o desenho audacioso da marca; a Renault contra-atacou com o conceito do que poderá ser um Kangoo no futuro; Smart também antecipou a evolução estética do microcarro (além da terceira geração elétrica); Mini cupê ampliou de forma criativa o desenho que parecia único.

Entre os SUV de maior porte, a maior surpresa foi o Maserati Kubang (materialização de um conceito do Salão de Detroit/2003). A Land Rover antecipou em quatro anos as primeiras formas do que, tudo indica, será o sucessor do icônico Defender.

Apesar da ênfase sobre elétricos e híbridos em Frankfurt, já há mais gente pensando que motores a combustão ainda vão evoluir e surpreender em emissões. Na Europa, por exemplo, 75% dos motores de carros novos utilizam turbocompressores (Classe B e A1, 100%). Como gerar eletricidade também emite gás carbônico (CO2), à exceção de usinas atômicas, podem acontecer surpresas e adiar para além de 2030 as chances de mínima consolidação do mercado de veículos elétricos a bateria.

RODA VIVA

AUMENTO significativo do IPI atingirá indistintamente todos os modelos não produzidos no Mercosul e México, mesmo que o fabricante já possua instalações industriais no Brasil. No fundo, o governo federal sabe que essa discriminação de imposto segundo a origem do produto contraria a Constituição. Resolveu correr o risco, em defesa do emprego industrial.

MAIS estranho é a taxação extra sobre importados vigorar até dezembro de 2012, embora a política de aumento da competitividade vá até 2016. Fica a dúvida se a medida pode ser revista ou a exigência de conteúdo de peças nacionais abrandada para quem quer fabricar no País. Casos da Chery e JAC, além da BMW que extraoficialmente já decidiu, mas pode desistir.

MERCEDES-BENZ SLS AMG roadster oferece rara combinação entre raízes históricas, estilo atual e desempenho ímpar. Inspirado no venerável 300 SL, de 1954, e suas portas no estilo de asas de gaivota na versão cupê, o conversível tem, claro, portas convencionais. O teto de lona se amolda à perfeição ao desenho do carro, além de subtrair apenas três litros do porta-malas.

GUIAR o SLS é uma experiência estonteante. O roadster tem capô longo e traseira curta. Sua largura exige atenção em estradas e ruas estreitas da Costa Azul francesa, Mônaco e pequenas cidades italianas na região. Motor V-8 de 571 cv e excitantes 66,3 kgfm são exploráveis em todas as situações. Mesmo que por apenas alguns segundos.

EXISTEM quatro opções de controle das suspensões no SLS, combinadas a respostas de direção, acelerador e troca de marchas na caixa automatizada de sete velocidades formando um transeixo traseiro. O conversível é cerca de 10% mais caro que o cupê e terá 30% do mix de vendas (no Brasil, bem menos). A fábrica produz cerca de 1.200 unidades/ano.