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terça-feira, 7 de maio de 2013

Alta Roda - Visão noturna mais segura

Audi/Divulgação
Grandes avanços em iluminação para veículos estão em marcha nos próximos anos. Hoje, a tecnologia de ponta concentra-se na utilização de diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) nos faróis. Há cinco anos os LEDs chegaram de forma discreta em lanternas de freio. Entre as vantagens destacam-se a durabilidade maior do que a vida útil do carro e a resposta imediata ao acendimento em comparação às lâmpadas convencionais de filamento.

Simultaneamente encontraram novas aplicações como terceira luz de freio e, agora, em luzes de uso diurno que os fabricantes europeus adotaram mesmo sem legislação obrigatória em todos os países. Os LED dispostos em carreiras permitem inúmeras formas geométricas e, assim, se transformaram também em elementos estilísticos muito apreciados. Cada fabricante pode desenvolver identidade própria.

Das lanternas passaram para os faróis por permitir potência de iluminação bem mais alta e precisa, porém gastando menos energia que lâmpadas de xenônio, a referência atual. O custo é elevado. Tanto que estreou no A8, topo de linha da Audi. Novos modelos premium, como o recente BMW Série 6 Gran Coupé, seguem a tendência.

Passo seguinte é utilizar OLED (diodos orgânicos emissores de luz, em inglês), desde que se consiga estabilizar a temperatura de funcionamento. A fabricante alemã de lâmpadas Osram acaba de anunciar que, em testes de laboratório, conseguiu manter diodos orgânicos funcionais a até 85 graus Celsius por várias centenas de horas. Quando as experiências começaram, três anos atrás, eles não resistiam mais que duas ou três horas. No entanto, a durabilidade terá que ser 10 vezes maior do que esse estágio em aplicações veiculares. Exigirá mais alguns anos, porém em tempo da próxima geração de carros atuais.

Mais novidades estão a caminho. Engenheiros da Universidade Carnegie Mellon, dos EUA, estudam o farol inteligente que usa uma câmera a bordo do veículo para acompanhar o movimento das gotas de água da chuva ou de flocos de neve. Eles descobriram como redirecionar de modo contínuo o facho dos faróis de tal forma que os raios de luz passem entre as gotas para evitar a reflexão responsável pela dificuldade do motorista enxergar sob chuva intensa. Se isso já é útil de dia, imagine à noite quando os riscos são bem maiores.

O chefe da pesquisa, Srinivasa Narasimhan, professor do Laboratório de Iluminação e Imagem da universidade, está confiante: “Se o motorista enfrentar forte tempestade, os faróis inteligentes poderão fazer com que pareça uma garoa”. Nos testes de laboratórios, o protótipo conseguiu prever as gotas de chuva e ajustar o farol em 13 milissegundos. Na prática, eliminaria até 80% da chuva visível, mesmo sob quase dilúvio, com perda de iluminação de apenas 6%, desde que o veículo trafegue em baixa velocidade.

Para velocidades usuais em estradas, o sistema teria que funcionar a cada cinco milissegundos, o que demandará mais tempo de pesquisa. Além disso, será necessário trabalhar para tornar o dispositivo compacto o suficiente para instalação em um automóvel e iniciar testes de campo.

Outras evoluções dos faróis no futuro podem ser vistas em interessante animação da Volvo:



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Alta Roda - Conexão para todos os fins

Segundo a empresa de consultoria de tecnologia ABI Research, de Nova York (EUA), dentro de quatro anos mais de 60% da frota mundial de veículos terá conexão com a internet para navegar por satélite (GPS) ou trafegar dados. Na Europa e EUA o percentual pode chegar a 80%. Inclui até instalação de caixas pretas, semelhantes às de aviões, que ajudarão a esclarecer acidentes de trânsito. Desde já se discutem implicações sobre privacidade e mau uso dos dados armazenados ou captados de forma ilegal.
BMW/Divulgação
Embora possa parecer estimativa otimista, sem dúvida a tendência é essa. No caso do Brasil, o crescimento acelerado do uso de telefones inteligentes abre espaço para a internet a bordo de veículos. Rede celular de quarta geração, que estreia agora com velocidade de conexão 10 vezes maior que a melhor atual, será fundamental para expansão de serviços remotos. Terá abrangência e confiabilidade até 2017? Ninguém garante.

Algumas aplicações estão em campo, como Volvo on Call que aciona socorro de forma automática em caso de acidentes por meio de internet e telefonia celular. Outra utilização muito prática e de integração imediata ao dia a dia dos motoristas é o Teleservices, da BMW. Trata-se de avisos de manutenção programada ou corretiva via interação pela internet entre automóvel, fábrica e concessionária.

No Brasil o serviço começou, no fim de 2010, para alguns modelos da marca alemã com tela multimídia e bloco de comunicação (Combox). Em breve toda a linha estará assim equipada. O Teleservices é opcional e segue um roteiro.

– Veículo apresenta manutenção em atraso, item com desgaste ou problema iminente. Rede CAN-Bus interna detecta as falhas e automaticamente cria chamada de reparo, por meio da conexão Bluetooth e internet, de qualquer celular a bordo.
– Chamada chega à BMW, na Alemanha.
– Fábrica verifica componentes necessários e avisa, por meio da rede de dados ISPA, a concessionária brasileira vinculada ao veículo.
– Concessionária, após separar peças aplicáveis ao carro, entra em contato com o cliente por telefone ou SMS.
– Se o cliente aceitar o orçamento, basta agendar dia e hora para manutenção.

Esse esquema é previamente acertado com o dono do carro, que concorda em pagar pelo custo da chamada de dados móveis, mais barata que ligação telefônica. Em pouco tempo a Combox terá chip próprio de celular e funcionará mesmo sem telefone a bordo.

A fábrica eliminará carimbos e anotações em manual de manutenção. Tudo será feito de forma eletrônica e inviolável: por meio de rede Wi-Fi o automóvel, logo ao chegar à recepção da oficina, transmite às telas dos consultores técnicos os serviços a executar.

No fundo, a internet pode até mudar o modelo de negócio das concessionárias. Ao criar vínculo remoto entre carro e fabricante, ficará mais fácil atrair clientes para manutenção na rede autorizada, mesmo após o término da garantia. Por enquanto, se adapta melhor às marcas premium, mas o esquema tende a ser adotado por todos os fabricantes em médio prazo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Pegar e ficar calado

Prioridade para circulação dos automóveis nas cidades é a regra no Brasil. Todos estão cansados de ouvir. Será mesmo que existe esse “privilégio”? Em função de arrecadação de impostos, a lógica econômica diz que quem paga a conta deve (ou deveria) usufruir, se não os melhores serviços, pelo menos algo proporcional ao desembolso.

Fique de lado toda a imensa cadeia de impostos, taxas, tarifas e penduricalhos fiscais e parafiscais, em níveis federal, estadual e municipal, que incide sobre os motoristas ao longo de toda a vida de suas máquinas. De longe, a maior carga fiscal do mundo, direta e indireta. Foco é no IPVA.  O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (inclui barcos e aviões, mas quase tudo vem de veículos sobre pneus), apenas em 2012, arrecadou nada menos de R$ 27 bilhões (cerca de US$ 14 bilhões), segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. E US$ 14 bilhões, só como ordem de grandeza, foi o custo histórico da hidrelétrica de Itaipu, ainda hoje a maior do mundo em geração efetiva, que levou sete anos em construção.

Metade de apenas esse único volumoso imposto vai para Estados e a outra metade, dividida entre municípios. Então, prioridade mínima para a circulação de veículos deveria incluir coisas corriqueiras como manutenção das vias e, mais do que isso, a sinalização semafórica. Seria absurdo, então, pedir câmaras de vigilância (em funcionamento efetivo) e painéis eletrônicos que indicassem situações de emergência, mais do que previsíveis em cidades do porte de São Paulo? A resposta, provavelmente, é que se trata de privilégios.

Volte-se ao corriqueiro, então. Chuvas fortes de verão, inundações de praxe, queda de árvores, falta de luz e o trânsito, obviamente, caótico. Mas como reagir, horas depois de um temporal, já com iluminação pública recuperada, a mais de uma centena de semáforos apagados ou embandeirados? Revoltante, uma viagem de 20 minutos se transformar em duas horas porque a cidade mais rica e que mais arrecada impostos possui apenas 200 cruzamentos com no-breaks, que em caso de apagão mantêm equipamentos elétricos e eletrônicos em funcionamento.

Não é vantagem indevida nenhuma. Tanto que a prefeitura paulistana e a concessionária de energia assinaram convênio para outros 178 sinais com no-breaks. Mas não foram instalados e se desentendem sobre a data em que deveriam ter sido. Mais grave: quem garante que a manutenção preventiva foi ou será feita? Metade das câmeras de vigilância de trânsito está inoperante por falta de cuidados. Mas os radares, fontes de arrecadação, estão perfeitos e com no-breaks, na maioria.

Plano de semáforos inteligentes, que se autoajustam ao nível do tráfego, foi desdenhado e sua ampliação, nunca efetuada. Certamente faz parte de regalias, daquelas que merecem condenação veemente. Mais fácil é impor rodízio de circulação pelo final da placa, que cria outros problemas e adia soluções inteligentes.
Indústria automobilística gera impostos suficientes para ampliar o transporte sobre trilhos (subterrâneo e aéreo) e melhorar, realmente, o trânsito nas grandes cidades. Motorista e automóvel não podem ser culpados pela inépcia do poder público. Ou, para sempre, pagar e ficar calado.

RODA VIVA

CORTES de preço (2 a 20%) nos modelos BMW e MINI, em função da aprovação da fábrica em Araquari (SC), dá à marca grande poder de competição. Carros mais caros, como o agora lançado Gran Coupé 640 (R$ 399.950) não se beneficiaram. Só dentro de seis meses haverá solenidade no local das obras, mas início de produção, confirmado para fim de 2014.

ESPERA-SE que Mercedes-Benz seja próxima marca premium alemã a confirmar produção no Brasil, nos próximos três meses. Não descartou utilizar instalações industriais da Nissan, em Resende (RJ), no segundo semestre de 2014, por conta de parcerias entre as matrizes no exterior. Mais provável, porém, é partir para fábrica exclusiva, em outro local.

FOCO do regime automobilístico, Inovar-Auto, é estimular fábricas e investimentos dedicados a novos produtos. “Puxadões” bastam nos aeroportos. Ainda depende de definições pelo governo federal o controle de conteúdo local de autopeças e componentes. Tema é complexo e de difícil formulação. Fala-se em três a quatro meses para solução final.

CRIATIVA firma alemã Foliatec lançou na Europa filme protetor para veículos em spray. Camada formada, totalmente invisível, protege para-choques, grades, rodas, faróis, lanternas e outros componentes. Adere em metal, plástico e vidro. Protege contra arranhões, pedriscos, lama e sujeira. Pode ser removido sem deixar vestígios e reaplicado.

DOCUMENTÁRIO Nutz, da produtora Firma Filmes, de Dino Dragone, breve em cartaz, traz interessante depoimento de Fernando Jaeger sobre a reprodução perfeita de antiga concessionária Vemag, a Dekabras, de São Leopoldo (RS). Instalações refletem exatamente o visual de cerca de meio século atrás, inclusive carros no salão de exposição.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

BMW também é carro!

Eu estava conversando com algumas pessoas ontem a noite e fiquei observando como existe uma supervalorização de duas marcas alemãs: Mercedes-Benz e BMW. Seus carros parecem inquebráveis, invencíveis, "inultrapassáveis", intocáveis... Eu concordo, sem questionar, que os carros que elas produzem estão entre os melhores do mundo!

O que admiro muito nas duas marcas é que elas são as mesmas em qualquer parte do mundo: modelos, motores, tecnologia, etc. - e sempre com o mesmo respaldo. Um Toyota Corolla, nos EUA, é visto de uma forma diferente do jeito como o carro é visto no Brasil. Esta distância entre percepções é menor entre os carros das marcas alemãs.

Mas, contrariando as pessoas do papo de ontem, BMW e Mercedes-Benz também estragam, apresentam defeito, precisam de combustível, de manutenção preventiva, etc.. E a foto abaixo, feita em Portugal no final de semana passado pelo leitor João Gabriel, mostra, de uma forma bem verdadeira, que "BMW também carro": o modelo está recebendo uma chupeta para dar partida! E a chupeta foi feita por um Mercedes.
Não importa se seja um BMW novo ou uma antigo, ou um Mercedes caindo aos pedaços ou brilhando na concessionária: todos os carros precisam de manutenção para rodar sem problemas.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Consciência Coletiva

Depois de algumas mudanças, a lei realmente seca para dirigir foi regulamentada pela Resolução nº 432, do Contran, semana passada. Este será o primeiro Carnaval em que estreia a tolerância zero para qualquer traço de bebida alcoólica em exame de sangue ou de 0,05 mg de álcool por litro de ar expelido captado por etilômetro (bafômetro). O segundo limite apenas corrige um possível erro de leitura do instrumento.
Reprodução/Uol
Antes dessa regulamentação era possível ao motorista tomar um copo de cerveja ou uma taça de vinho – até o dobro disso se esperasse pelo menos duas horas para que o organismo eliminasse 50% do excesso. A polêmica em torno da recusa de se submeter ao bafômetro, alegando direitos constitucionais de evitar prova contra si mesmo, levou ao endurecimento da lei. O Contran também reiterou, de resolução antecedente, os sinais de alteração de sobriedade e outras provas: testemunhais, fotos e imagens.

Ainda se discute se o limite anterior – 0,3 mg/l – deveria ter sido reduzido pela metade para se enquadrar como crime de trânsito. Na maioria dos países europeus o limite é de 0,25 mg/l (em alguns 0,1 mg/l ou até zero), nos EUA 0,4 mg/l (em alguns estados americanos também se consideram outras evidências a partir de 0,25 g/l). No Japão, a legislação mudou e foi zerado. Quem se recusa, no exterior, a soprar o bafômetro não tem escapatória constitucional, mas nunca aparece quem aponte a realidade mundial. Aqui nem há certeza de como agirão os tribunais, apesar da nova lei e sua regulamentação.

Um erro comum é achar que alguém está obrigatoriamente bêbado, quando superasse o antigo limite de 0,3 mg/l. Depende de cada organismo, se homem ou mulher, condições de saúde, além de outras condicionantes. Ele ou ela poderá até dirigir devagar e em linha reta, sem cometer erros, mas será pesadamente multado, terá a carteira de habilitação suspensa, impedido de prosseguir ou preso em flagrante, de acordo com a legislação de cada país, se ultrapassar a indicação legal no bafômetro.

Estudo da Universidade de Yale, de 1992, indica que há nove vezes mais chance de acidente fatal se o motorista tiver concentrações entre 0,25 mg/l e 0,45 mg/l. Entretanto, existe no Brasil a cultura de certa permissividade quanto ao fato de beber e, em seguida, assumir o volante. E há também o péssimo hábito da dose de “saideira”, quando muitos já atingiram o perigoso estágio de alegria fácil e o bom senso indicaria esquecer o banco do motorista.

Fiscalização, praticamente, não existia no Brasil até 2008, quando o Congresso aprovou a chamada lei seca que, na realidade, nem era, pois até 0,1 mg/l indicado no bafômetro nada acontecia. Hoje, em várias cidades, a fiscalização é constante, rigorosa e alguns motoristas são presos. Mas quantos foram condenados, de fato? Se alguns tivessem ido para a cadeia por ultrapassar o antigo limite de 0,3 mg/l, o efeito de inibição seria, provavelmente, equivalente ao de 100 blitze.

Resta saber por quanto tempo o rigor das fiscalizações será mantido. Mas se ajudar a mudar a consciência coletiva, terá sido um grande passo em prol da segurança do trânsito.

RODA VIVA

AINDA não se estabeleceu uma data para a BMW promover cerimônia da pedra fundamental de sua fábrica em Araquari (SC). Cronograma de início de vendas permanece para o final de 2014: primeiro produto é o crossover X1, seguido, a cada dois meses, pelo hatch Série 1 e sedã Série 3. Os três modelos respondem por mais de 80% das vendas da marca aqui.

PEUGEOT considera o novo 208 como produto da virada no Brasil, a partir de abril. Presidente mundial do grupo francês, Philippe Varin, e Thierry Peugeot, da família controladora, estiveram em Porto Real (RJ) para lançamento industrial do hatch. SUV compacto 2008 é para 2014, mas a empresa descarta produção do sedã 301, apesar da base comum com o 208.
Honda/Divulgação
MOTOR flex 2 litros/155 cv dará impulso ao Civic ano-modelo 2014, já neste mês. Com etanol não há mais injeção de gasolina na partida em dias frios . Mostra disposição e harmonia com câmbio automático de cinco marchas. Preço de R$ 83.890 poderia incluir acessórios como retrovisor fotocrômico. Motor 1,8 litro ganhou vida graças ao novo câmbio manual de seis marchas.

INSPEÇÃO ambiental na cidade de São Paulo tem absurdos burocráticos: a cada ano, carros com motores dois-tempos devem pedir dispensa e quem precisar trocar o para-brisa vai penar para obter segunda via do selo anual. Novo Secretário do Verde e Meio Ambiente extrapolou ao comparar vidas salvas pelos cintos de segurança e pela melhoria do ar.

PARA defender seu negócio de venda de carros usados, Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA) criticou a redução do IPI no ano passado, que desvalorizou sua frota. Só faltava essa. Empregos salvos na indústria não parecem ter a menor importância para a entidade. Que, aliás, compra carros novos com descontos mais que generosos.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Carros serão vendidos no futuro?

Entre as visões sobre o futuro do automóvel nas cidades aparece uma dúvida. Os carros continuarão a ser comprados (à vista ou financiados) como hoje ou a comercialização vai evoluir para a utilização partilhada em que o interessado pagaria exclusivamente pelo uso? Tudo indica que as duas opções coexistirão, mas a tendência é o avanço na direção dessa espécie de aluguel por horas ou mesmo por alguns dias.
Independentemente de uma concessionária vir a se tornar também uma locadora e vice-versa, dependendo da legislação específica de cada país, há experiências em curso. Compartilhar carros por curto prazo não é, de fato, uma novidade. Várias empresas especializadas em locação na América do Norte, Europa e até no Brasil já oferecerem esse serviço. Alguns fabricantes de veículos, porém, decidiram aprofundar esse negócio a fim de avaliar o real interesse de compradores em abrir mão da propriedade física em troca do simples uso em momentos convenientes.

Tudo começou em outubro de 2008 com a criação do projeto car2go, em Ulm, Alemanha. A iniciativa da Mercedes-Benz envolve o microcarro de dois lugares smart, sempre escrito em letras minúsculas, como o nome do projeto. A alternativa, no caso, foi que os automóveis não ficassem obrigatoriamente em postos fixos. Podem ser reservados, apanhados e devolvidos também em locais públicos, dentro de uma área previamente conhecida. Por isso, iniciou naquela cidade de 120.000 habitantes, a 100 km de Stuttgart, onde se poderia avaliar o funcionamento da operação com 200 unidades.

No momento está em 17 cidades da Europa, EUA e Canadá, a frota é pouco superior a 5.000 unidades e passou a incluir versões elétricas do smart. Recentemente, recebeu o reforço de uma plataforma de mobilidade, por meio da rede de telefonia celular, batizada de moovel (também em minúsculas).

O moovel é um aplicativo capaz não apenas de localizar e reservar os microcarros de aluguel de curto prazo. Também oferece um modo de avaliar as alternativas de transporte público com horários disponíveis, tempo de deslocamento e tarifas. O serviço inclui a possibilidade de chamar um táxi e até de pagar antecipadamente o serviço de ônibus, trem, bonde ou metrô. Existe a facilidade adicional de interagir às redes de programas de caronas, onde elas existirem. A flexibilidade, assim, é ampla, mas se aplica, por enquanto, às cidades de Stuttgart e Berlin.

A car2go parece uma operação consolidada e tem uma base internacional de mais de 200.000 clientes porque o sistema permite alta rotatividade da frota relativamente pequena. Não quer dizer que deu certo em todos os lugares: foi suspenso em Lyon, França.

BMW e Volkswagen também iniciaram experiências semelhantes. Já Renault e Peugeot-Citroën introduziram seus carros elétricos, por meio de uso compartilhado, em esquema parecido.

Toda essa organização, no entanto, mostra baixa adaptabilidade ao uso mais abrangente do automóvel, que inclui liberdade total de ir e vir por estradas e outros caminhos. Mas como no futuro há espaço para as chamadas rodovias inteligentes, não se descarta que possam se integrar aos programas urbanos.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Alta Roda - Inspecionar carros novos?

Debater a inspeção veicular ambiental na cidade de São Paulo, que tem a maior frota do país e equivalente à de vários Estados, voltou ao centro das atenções, pois outras regiões metropolitanas deverão também tomar decisões. Afinal, o prefeito Fernando Haddad prometeu em sua campanha isentar da inspeção os veículos leves com até cinco anos de uso e não cobrar mais tarifas dos demais.

Arroubos políticos precisam ser criticados. Está corretíssimo – e sempre foi a posição desta coluna – dispensar da inspeção automóveis novos que passam por rigorosos testes e usam equipamentos antipoluição confiáveis (garantia mínima de cinco anos) depois de apenas quatro meses do primeiro emplacamento. É assim, aliás, em todos os países: obrigação do quarto ano ou quinto ano de uso em diante. Não parece justo, entretanto, impor tarifa gratuita em um serviço que só beneficia parte dos contribuintes, apesar de potenciais ganhos indiretos.

Ainda há muito falatório, sem base técnica. A Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SMVA) da Prefeitura saiu com essa pérola: “O impacto para a qualidade do ar será relevante, uma vez que os veículos mais novos contribuem com cerca de 12% de toda a poluição." Nada mais falso. A SVMA deveria focar suas preocupações em veículos a diesel e, eventualmente, motocicletas, sujeitos a desvios de padrão com a tecnologia atual. Donos de automóveis que alteram centrais eletrônicas para aumento de potência são em número ínfimo e nem sempre pegos na inspeção.

Monóxido de carbono (CO), por exemplo, há muito deixou de constituir preocupação. Material particulado (MP) exige atenção em motores diesel, mas estes estão apenas em algumas picapes e SUVs caros. Podem continuar a ser inspecionados até a tecnologia Proconve P7 estar disseminada. Resta o ozônio, cujos precursores são óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC). Não se faz medição de NOx porque exige o motor em carga, ou seja, sobre rolos embutidos no solo, o que nem se cogitou na ânsia de inspecionar de qualquer jeito.

Dispensa dos veículos com até quatro anos de uso representaria aumento nas emissões de HC mais reativas (somente veículos a gasolina) de apenas 0,1% da frota que comparece às estações, perda desprezível para a eficiência do programa. E o impacto na atmosfera não é de proporção linear, exigindo mais estudos e menos palpites.

Bobagem, repetida por “ecochatos”: motores feitos aqui são inferiores aos produzidos no exterior e os combustíveis, também. O programa brasileiro de controle de poluição segue bem de perto as normas de outros países. Tanto o diesel (agora com teor de enxofre de apenas 10 ppm, ou S10) como a gasolina (já em 2014) estão alinhados às melhores especificações internacionais. Automóveis no Brasil nem utilizam motores a diesel.

Ganho ambiental para a capital paulista seria expandir a inspeção restrita e focada para ao menos a metade dos outros 38 municípios da região metropolitana. Países europeus e a Cidade do México já proíbem a circulação livre de carros com mais de 20 anos de uso nas regiões centrais das capitais, mas que político teria essa coragem? Mesmo ajustados, essa frota polui até 50 vezes mais que a de carros novos.

RODA VIVA

ANO de 2012 mostrou que forte concorrência entre 49 marcas de autos e veículos comerciais no mercado brasileiro já bateu na lucratividade dos fabricantes e importadores oficiais. Remessas a matrizes no exterior caíram 56%, em relação a 2011. Ainda assim, US$ 2,4 bilhões enviados representaram 2% do faturamento de US$ 120 bilhões do setor.

COM 4,9 metros de comprimento e 1.600 kg de peso, BMW 528i é um automóvel grande, mas ao mesmo tempo ágil, seguro e relativamente fácil de manobrar com a câmera de ré, em tela de 7 pol, no centro do painel. Incrível elasticidade do motor 2-litros turbo/245 cv/36 kgf∙m, ao mesmo tempo suave e sonoro. Conforto garantido por 2,97 m de entre-eixos.

HYUNDAI acertou ao agir, de certo modo discretamente, na decoração do HB20X. Ao contrário das versões normais do compacto, cujo curso limitado das suspensões gerava pancadas secas em lombadas foras do padrão, a “aventureira” não toma conhecimento. Isso sem comprometer demais a estabilidade em curvas e retas no asfalto e no fora de estrada leve.

COMEÇARAM vendas do Toyota Prius, primeiro híbrido que deu certo no mundo e até hoje o mais vendido. Preço, de fato, é bem salgado, R$ 120.830, apesar do subsídio da fábrica. Tem 136 cv de potência. Há perda internas no trem de força, pois o motor a combustão entrega 99 cv e o elétrico, 82 cv. Consumo de gasolina em cidade é inferior ao anotado em estrada.

GENERAL MOTORS também resolveu aderir às caixas de câmbio automatizadas de duas embreagens. Até agora resistia à sua adoção, ao dar preferência aos tradicionais automáticos com conversor de torque. Primeira fábrica está em fase de conclusão no México. Aplicações devem começar na linha Sonic/Trax produzida naquele país.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Alta Roda - Vencedores e vencidos

O ano passado recebeu impacto de fatores que ajudaram a desarrumar um pouco a segmentação de modelos no mercado brasileiro. O aumento de IPI atingiu em cheio os importados e vários ficaram sem condições de competir. Cotas para produtos mexicanos também prejudicaram o abastecimento de certos modelos. Alguns segmentos se esvaziaram. É o caso de monovolumes médios (pararam Zafira e Xsara Picasso) e de stations médias, sem a Mégane Grand Tour. Stations pequenas também perderam fôlego (Parati ficou pelo caminho).

Por outro lado, lançamentos esbarraram na impossibilidade de aumento rápido de produção. Assim, EcoSport perdeu a liderança histórica desde que surgiu em 2003, mas deve recuperá-la até o fim do ano deste ano. S10, apresentada no começo de 2012, teve tempo de reação e segurou sua posição desde 1995. Ao contrário, HB20, Onix e Etios só este ano poderão realmente subir posições no ranking, pois chegaram no último trimestre.

Novos líderes de segmento: Fusion, Mercedes-Benz Classe E/CLS, BMW Série 7, SpaceFox, Freemont/Journey, Duster e Hilux SW4. Veloster dominou entre os esportivos, categoria desmembrada dos verdadeiros carros esporte de preço e potência maiores.

O Gol, individualmente, liderou pelo 26º ano consecutivo e ao lado da versão sedã, o Voyage, forma dupla quase imbatível. Bom frisar que o modelo líder não é, e nunca foi, o mais barato do seu segmento. Em um mercado movido pelo menor preço desde os primórdios, esse resultado de vendas se torna ainda mais relevante.

Ranking da coluna Alta Roda, compilado por Paulo Garbossa, da ADK, segmenta por distância entre eixos, largura e preço. Classificação percentual baseia-se em emplacamentos e inclui apenas modelos mais representativos.

Compactos: Gol/Voyage, 17%; Palio/Siena, 13%; Uno/Mille, 11%; Celta/Prisma, 7,7%; Fox/CrossFox, 7,5%; Fiesta hatch/sedã, 7,2%; Logan/Sandero, 6%; Corsa/Classic, 5%; Cobalt, 3%; Ka, 2,5%; Agile, 2,4%; March/Versa, 2,3%;  Punto/Linea, 2,2%; 207 hatch/sedã, 1,8%; C3, 1,6%; City, 1,4%; Polo hatch/sedã, 1,07 %; Clio/Symbol, 1,03%. Dupla Gol/Voyage resistiu.

Médios-compactos: Corolla, 16%; Cruze hatch/sedã, 15%; Civic, 14%; Golf/Jetta, 10%; Focus hatch/sedã, 9%; Peugeot 308/408, 6%; i30, 5%; Fluence, 4%; C4/Pallas, 3,2%; Bravo, 3%. Corolla acossado pelo Cruze.

Médios-grandes: Fusion, 22%; Mercedes C, 17%; Azera, 16%; Sonata, 13%. Fusion voltou ao topo.

Grandes: Mercedes E/CLS, 22%; Cadenza, 21%; Omega, 17%; 300 C, 14. Vitória apertada do Mercedes.

Topo: Série 7, 48%; Panamera, 34%; Mercedes S/CL, 6%. BMW aproveitou a chance.

Stations pequenas: SpaceFox, 53%; Palio Weekend, 37%; Parati, 7%. SpaceFox virou o jogo.

Stations médias e grandes: Freemont/Journey, 50%; Mégane Grand Tour, 38%; Jetta, 5%. Amplo domínio.

Monovolumes pequenos: Fit, 28%; Idea, 19%; C3 Picasso/Aircross,15% Fit com mais folga.

Monovolumes médios: Picasso Xsara/C4, 35%; Zafira, 34%; J6, 22%. Equilíbrio ao final.

Picapes pequenas: Strada, 48%; Saveiro, 27%; Montana, 20%. Strada inabalável.

Picapes médias: S10, 29%; Hilux, 24%; L200/Triton, 13%. S10 continua firme.

Utilitários esporte pequenos: Duster, 24%; EcoSport, 19%; Tucson/ix35, 11%. Duster fez história.

Utilitários esporte médios: Hilux SW4, 28%; Captiva, 27%; Sorento, 17%. Hilux surpreendeu.

Utilitários esporte grandes: Pajero Full/Dakar, 45%; Edge, 25%; Discovery, 8%. Pajero avançou.

Esportivo: Veloster, 87%; SLK, 8%; RCZ, 4%. Amplo domínio pelo preço.

Esporte: Camaro, 56%; Mustang, 14%; BMW Z4, 6%. Camaro ainda mais firme.

RODA VIVA

Segundo previsão de Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil, o segmento de subcompactos modernos pode dobrar sua participação no mercado nacional até 2020. Caso do Up!, a ser fabricado em Taubaté (SP) e que estará à venda em 2014. Mas haverá ainda lançamentos de outros fabricantes, inclusive chineses.

Razões para crescimento de subcompactos: gastam menos combustível e ajudarão a diminuir consumo médio da frota à venda de cada empresa, de acordo com as metas do governo para 2017; ocupam menos espaço nas ruas, estacionamentos e garagens de prédios, o que se torna vantajoso em função do aumento de veículos em circulação

Campeões de vendas nos EUA (os 10 mais) também já são conhecidos. Entre os automóveis, Camry e Accord confirmaram as duas primeiras posições, que ocupam há uma década. Em terceiro, o Civic, que vendeu como nunca em 2012 e resistiu aos comentários de que não agradou. Em seguida, Altima, Corolla, Focus, Fusion, Cruze, Prius e Sonata.

Motores de 1,5 litro de cilindrada voltam a despertar interesse no Brasil entre fabricantes aqui instalados. Além de PSA Peugeot Citroën, Ford também vai incursionar nesse campo. Passat, lançado aqui em 1974, utilizava inicialmente motor de 1,5 l, depois substituído pelo de 1,6 l. O JAC J3 flex também se vale dessa cilindrada, mas importado da China.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Após recorde de vendas, Brasil segue prioridade para grandes montadoras

O Brasil segue no foco das maiores montadoras de veículos, depois de bater novo recorde de vendas em 2012, com crescimento de 4,6% nos negócios, embora tenha derrapado na produção, com queda de quase 2% no ano. "Às vezes, penso que eu deveria ser brasileiro"', brinca o presidente mundial do grupo Fiat-Chrysler, Sergio Marchionne, enquanto circula pelo estande da empresa no Salão do Automóvel de Detroit.

"O Brasil manda bem'', afirma um sorridente Alan Mulally, presidente mundial da Ford. Os dois executivos apostam em novo crescimento no mercado brasileiro para este ano, depois de o País atingir a marca de 3,8 milhões de unidades, a maior da história.

Com esse desempenho, as matrizes das montadoras seguem investindo no Brasil. Mulally confirmou ontem que a Ford iniciará a produção, ainda neste semestre, do novo Fiesta. Será na fábrica de São Bernardo do Campo, segundo outro executivo do grupo, o vice-presidente Mark Fields, que em 2014 deve assumir o comando da companhia americana com a aposentadoria de Mulally.

Fábrica da Mercedes
O presidente global da Mercedes-Benz, Dieter Zetsche, informa que o grupo mantém estudos para voltar a produzir automóveis no País. O sedã médio CLA, apresentado na noite de domingo, é o cotado para estrear uma futura linha de montagem brasileira. "Queremos muito ter uma fábrica local.'' Segundo Zetsche, a Mercedes no Brasil incluiu em seu plano de investimentos entregue à matriz a proposta da fábrica local. Embora não haja prazo para a definição, a resposta é esperada para este semestre.

Já o principal executivo da BMW, Ian Robertson, diz que as obras de terraplenagem da fábrica que será construída em Santa Catarina devem começar nas próximas semanas. Ele também confirmou que os carros eleitos para produção local serão os sedãs da família Serie 3 e os utilitários da linha X (X1, X3 e X5).

Marchionne se diz "incrivelmente feliz e orgulhoso'' com os resultados da marca no mercado brasileiro, onde a Fiat lidera as vendas de automóveis e comerciais leves. "Estamos aguardando a abertura da fábrica de Pernambuco, onde vamos produzir um carro do segmento mais importante no mercado brasileiro'', diz o executivo, referindo-se a um compacto, que deve substituir o Mille. A unidade deve iniciar operações no fim de 2014, prazo também previsto para a unidade da BMW.

Desenvolvimento
Outro destaque do Brasil é a presença, pela primeira vez, de dois carros desenvolvidos no País, o compacto Onix e o monovolume Spin. Os dois veículos ocupam espaço reservado para cinco modelos globais produzidos fora dos EUA que a GM apresenta no salão. "Isso mostra nosso nível global de compromisso com os clientes do mundo todo'', diz Carlos Barba, diretor de Design da GM do Brasil e responsável pelo desenvolvimento dos dois produtos.

"Estamos muito otimistas com o mercado brasileiro depois do lançamento de novos modelos, entre os quais o Onix, que particularmente está vendendo muito bem", afirma Dan Akerson, presidente mundial da GM. Já Mulally elogiou o novo regime automotivo, chamado de Inovar-Auto. O Inovar-Auto estabelece metas de redução de emissões para os novos carros fabricados a partir de 2017 e prevê benefícios fiscais para as empresas que desenvolverem tecnologias e peças localmente.

Texto: Cleide Silva
Reprodução de O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Enquanto Fiat fecha na liderança e Renault comemora crescimento, venda de importados cai 35,2% em 2012

Os resultados de vendas de 2012 foi bastante pela maioria das montadoras com fábrica no Brasil. A Fiat, por exemplo, fechou o ano passado mais uma na liderança do mercado nacional (11º ano). Já a Renault foi uma das que mais cresceu, subindo mais de 24% em relação a 2011. Por outro lado, a comercialização de veículos importados caiu muito, o que deixou a Abeiva (Associação Brasileiras das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) bastante preocupada.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram emplacados um total de 3.634.115 automóveis e comerciais leves em 2012, 6,1% acima do resultado de 2011, quando foram vendidos 3.425.739 unidades.
Fotos acima: Fiat/Divulgação
Em 2012, a Fiat superou sua marca histórica de vendas no Brasil, registrando o melhor desempenho em seus 36 anos de presença no país. De janeiro a dezembro, foram emplacados 838.218 automóveis e comerciais leves da marca, o que representa um crescimento de 11,1% em relação ao ano anterior (com 754.276 unidades vendidas) e uma expansão de 10,2% em relação ao recorde de vendas anterior da empresa, estabelecido em 2010, com 760.495 unidades, segundo a Anfavea. Em market share, a marca italiana subiu de 22% em 2011 para 23,06% em 2012.

Os destaques da Fiat foram o Uno (+ Mille), com 255.149 unidades, e a picape Strada, com 117.464 unidades emplacadas em 2012.

Já a Renault, pelo terceiro ano consecutivo, cresce em vendas no Brasil. A marca emplacou mais de 241.000 unidades, o que representa um aumento de 24,3% em relação a 2011. No ano, a participação de mercado foi de 6,65% (5,67% em 2011).
Fotos abaixo: Renault/Divulgação
Para alcançar esse resultado foi fundamental a estratégia de ampliação e renovação da gama de produtos, como o Clio reestilizado, Fluence GT, Duster Tech Road, Sandero GT Line. Os motores (1.0 16V e 1.6 8V) foram aperfeiçoados e o 2.0 turbo fez a sua estreia, enquanto a rede de concessionárias cresceu 15% em todo o País. Além disso, foram feitos investimentos para a ampliação da capacidade produtiva, que saltará de 280.000 para 380.000 carros por ano a partir de março de 2013.

O bom desempenho do ano se deve principalmente aos bons resultados alcançados por modelos como Duster, que emplacou 46.904 unidades, consolidando-se como o SUV mais vendido no Brasil em 2012. Já o Sandero emplacou 98.458 unidades (81.787 em 2011). O Fluence teve também papel importante neste resultado. Em um segmento altamente competitivo, o modelo foi o 5º mais vendido em 2012 entre os sedãs médios, emplacando 15.336 unidades (10.388 unidades em 2011), um crescimento de 48%.
Em âmbito global, o mercado brasileiro continua sendo o segundo mais importante para o Grupo Renault pelo segundo ano consecutivo. Com volume total de 551.334 unidades, a França está em primeiro lugar, seguida do Brasil (241.603), da Rússia (189.852), da Alemanha (170.628) e da Argentina (118.727).

Nem tudo são flores
Ao totalizar 129.205 unidades emplacadas, as associadas à Abeiva fecham 2012 com queda de 35,2% em relação ao total de 199.366 veículos importados em 2011. Com esse desempenho, a entidade respondeu por somente 3,55% de participação no mercado brasileiro total.

“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.

Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.

De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Regime automotivo ampliará investimentos de montadoras em R$ 5,5 bilhões

O novo regime automotivo vai elevar em R$ 5,5 bilhões os investimentos das montadoras até o fim da vigência do Inovar-Auto, como o sistema foi batizado pelo governo. Cálculos de técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) finalizados ontem e obtidos pelo Estado apontam investimentos em novas fábricas e ampliação da produção em unidades já existentes. Os investimentos representarão um aumento de 453 mil veículos produzidos por ano no País.

Os dados foram apresentados por 45 empresas que pediram para entrar no novo regime, sendo que 28 delas já receberam habilitação. Entre as montadoras que se comprometeram a desenvolver novos projetos e fabricar novos modelos no País estão Nissan, Chery, JAC Motors, BMW, Mitsubishi Motor Company, DAFF e CAOA.

Se efetivados, os investimentos e o aumento na produção mudarão a tendência do mercado nacional. No ano de 2012, a produção de veículos teve a primeira queda em uma década em comparação com o ano anterior. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram produzidos 3,34 milhões de automóveis no ano passado, contra 3,41 milhões em 2011, uma queda de 1,9%.

O Inovar-Auto contempla um conjunto de exigências para as montadoras. Elas precisam adquirir um volume maior de peças, componentes e sistemas no País, em vez de importá-los. Também devem aumentar a eficiência energética dos automóveis e investir em pesquisa, desenvolvimento e engenharia local. Se cumprirem todos esses pré-requisitos, os fabricantes podem não apenas evitar o pagamento de 30 pontos porcentuais adicionais de IPI, como obter um desconto de até 4 pontos porcentuais no imposto.

Embaladas pelo corte de IPI concedido de forma emergencial pelo governo no ano passado, as vendas de automóveis "made in Brasil" cresceram 8,3%, atingindo 3 milhões de unidades, enquanto as exportações caíram 20,1%, totalizando 442.075 carros. A participação dos importados caiu 7,3%, sempre segundo os dados divulgados pela Anfavea. Em 2012, o governo federal abriu mão de R$ 2,85 bilhões em impostos para estimular o setor. Para este ano, há renúncia prevista de R$ 5,1 bilhões.

Texto: Iuri Dantas
Fonte: reprodução de O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alta Roda - Prova contra si mesmo

O maior rigor da nova lei que pretende diminuir os acidentes causados por ingestão de álcool é um passo adiante em direção de melhorar a vergonhosa posição que o Brasil ocupa de mortes no trânsito. O País contabiliza cerca de 40.000 óbitos/ano, segundo o Ministério da Saúde, que monitora os casos fatais até 30 dias depois dos acidentes.

Aprovada em urgência no Congresso e depois sancionada pela presidente Dilma Rousseff em apenas 24 horas, a lei passou a vigorar nas vésperas do Natal em tempo de dar suporte à fiscalização no período de trânsito mais pesado nas estradas. O valor da multa para quem for flagrado com mais de 0,2 g/l (grama de álcool por litro de sangue) dobrou, para R$ 1.915,40. Em caso de reincidência em 12 meses, dobra de novo: R$ 3.830,80. A carteira de habilitação continua sendo suspensa por, no mínimo, um ano. Substâncias psicoativas (remédios ou entorpecentes) também se enquadram.

A chamada nova lei seca – na realidade não é, pois ainda prevê alcoolemia bem pequena – criou dificuldades para quem se recusar ao teste do bafômetro ou ao exame de sangue, ao alegar produzir prova contra si mesmo, respaldado em interpretação da legislação. Consideram-se válidas, agora, outras evidências.

Infelizmente, as coisas não se resolvem de forma tão simples assim. A própria fiscalização, em alguns locais, admite dúvidas no artigo 277 reformado, do Código de Trânsito Brasileiro:

“O condutor de veículo automotor envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito poderá ser submetido a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que, por meios técnicos ou científicos, na forma disciplinada pelo Contran [grifo da coluna], permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa que determine dependência.” O Contran, ao contrário, afirma que é tudo autoaplicável.

Alguns defendem que sem a lei se tornar seca de verdade, isto é, tolerância zero a qualquer teor alcoólico no sangue, ninguém poderá ser preso em flagrante. Precisa saber se o limite máximo de 0,6 g/l foi ultrapassado, o que constitui crime de trânsito, não apenas infração. No caso de recusa do motorista, somente médico ou perito atestariam o crime. Difícil de acreditar que em todas as blitzes haverá um profissional com tal qualificação. Afinal, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego estima em 32 milhões o número de motoristas que bebem e dirigem.

Como está, porém, a nova regulamentação tem poder de desestimular a convivência de bebida e volante. O valor das multas subiu bastante e continua o risco de prisão imediata. O Contran, com certeza, acabará resolvendo as dúvidas técnicas. Já os juízes darão a palavra final se o motorista bêbado poderá se amparar no preceito de autoincriminação. Prova testemunhal seria uma exceção em nome do bem comum?

Bafômetro individual tornou-se obrigatório para motoristas na França. Difícil saber se a exigência um dia chegará ao Brasil. Tomara que não. Mas, para quem desejar ter um, na internet existem sites que os vendem por R$ 59,00. No caso do aparelho, o limite legal, para multa, é de 0,1 mg de álcool por litro de ar alveolar (dos pulmões) e de prisão, acima de 0,3 mg/l.

RODA VIVA

VOLTA do IPI às alíquotas altas de sempre será escalonada de janeiro a junho de 2013, como era fácil de prever e a coluna antecipou. Trata-se apenas de repetição de filme já visto. Decisão do governo federal pode distribuir melhor as vendas, ao longo do próximo ano. Elas tenderiam a afundar em janeiro e emergir somente bem depois do Carnaval.

NOVO regime automobilístico começou a “convencer” empresas a aumentar investimentos. Fiat, por exemplo, havia adiado sem prazo, mas anunciou agora R$ 500 milhões para unidade de motores em Goiana (PE). Produzirá em 2015, um ano depois da fábrica principal. Outras seis fábricas de motores estão a caminho: Ford, GM, PSA Peugeot Citroën, Mitsubishi, Toyota e VW.

QUEM dispuser de R$ 300.000 se sentirá realizado com os 306 cv do novo BMW 335i. Sem abrir mão do extremamente suave motor 6-cilindros em linha (turbocompressor de dupla voluta) e câmbio automático 8-marchas, permite selecionar se desafia ou será desafiado ao toque de um botão. Mas também pode escolher condução suave e de certa forma econômica.

TERMOS repetidos amiúde, como injeção direta de combustível, precisam de explicação. Sistemas comuns são de injeção indireta, com baixa pressão, no coletor de admissão. Injeção direta, sempre de alta pressão, feita nas câmaras de combustão, aumenta potência e corta consumo, a preço alto. Todas, porém, são gerenciadas eletronicamente.

ENTRE as razões de os preços terem caído nas oficinas de concessionárias está a forte concorrência dos autocentros. Mas não só. Companhias de seguro (Porto Seguro, por exemplo) ou fabricantes de pneus (Car Club, da Firestone) têm investido bastante na chamada manutenção leve e média por preços bem competitivos, sem contar redes das autopeças, como a da Bosch.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

De Fiat Uno a Ferrari California: seu natal pode ser mais do que especial! Mas gasto mínimo é de R$ 50

Ferrari California será sorteada na Bahia - Ferrari/Divulgação
O natal é uma época de confraternização e realização de sonhos e pedidos (especialmente das crianças), além de ter o seu lado religioso. Mas também é a época do ano que mais se vende no Brasil - e, talvez, no mundo! E os shoppings são os grandes beneficiados com isso! Mas, além de lojas específicas, como um shopping pode se diferenciar para convencer o consumidor a fazer as suas compras por lá? É aí que entrar o objetivo deste post.

Os shoppings investem em promoções de Natal que, entre cestas de natal, tablets, smartphones, imóveis e viagens, dão carros de "presente"! Coloco entre aspas porque, para ter chance de ganhar, o consumidor é obrigado a comprar um valor mínimo dentro do shopping. Depois basta preencher um cadastro, mostrando as notas ficais, e pronto: está concorrendo ao carro (e passa a fazer parte do "ótimo" mailing do shopping).
BMW 116i será o prêmio em quatro shoppings diferentes - BMW/Divulgação
Fazendo uma pesquisa na internet, depois das dicas e sugestões do internauta Márcio Moreira, a quem dedico este post, levantei os carros que 63 shoppings (de 15 estados e do Distrito Federal) vão "dar" neste final de ano - e quanto cada pessoa é obrigada a gastar para concorrer.

O valor mínimo "investido" é de R$ 50, em Brasília, para concorrer a carros da Fiat (Punto, Bravo, 500, Doblò e Freemont). O gasto mais alto é de R$ 800 em São Paulo, para entrar no sorteio por um Lexus RX 350!

Mas, sem dúvida, o sorteio mais curioso acontece em Salvador, onde, por R$ 300 obrigatórios gastos em compras, é possível concorrer a uma Ferrari California GT, que custa mais de R$ 1 milhão!

Dos 63 shoppings, a marca que mais fechou parcerias foi a BMW (provavelmente via concessionários), que terá seus modelos sorteados em 8 estabelecimentos. Entre os carros, o mais popular nos sorteios é o Fiat Freemont.
Carro do Ano, HB20 será o prêmio em 2 shoppings - Hyundai/Divulgação
Dos lançamentos mais importantes de 2012 (em volume de vendas), Hyundai HB20 será o prêmio em três lugares (2x 1.0 e 1x 1.6 automático); Chevrolet Onix estranhamente não deu as caras em Contagem (MG); e o "patinante" Toyota Etios também será sorteado em dois locais (hatch 1.3 e sedã 1.5).

Outra importante novidade do ano, o Ford EcoSport, que recentemente participou de um Duelo aqui no De 0 a 100, entrou em cinco sorteios, sempre com motor 1.6 16V Sigma. O Renault Duster, arquirrival do Ford, também entrou no "espírito natalino" dos shoppings apenas nas versões 1.6.

Confira a lista abaixo. Se você mora próximo(a) a alguns desses shoppings e quiser (gastar para) concorrer, vá em frente! Nunca um carro 0 km pôde sair tão barato!

BAHIA

Iguatemi Salvador
Gasto: R$ 300,00
Carro: Ferrari California 4.3 GT

Salvador Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carros: Audi Q3 e Audi A4

Salvador Norte Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Mitsubishi Pajero TR4

CEARÁ

Iguatemi Fortaleza
Gasto: R$ 450,00
Carro: Mercedes-Benz SLK

North Shopping Maracanaú
Gasto: R$ 200,00
Carro: Peugeot 207 1.4 2 portas

Via Sul Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Honda Civic

DISTRITO FEDERAL

Brasilia Shopping
Gasto: R$ 50,00
Carros: Fiats Freemont, 500 Cult manual, Bravo Essence manual, Punto Attractive 1.4 e Doblò Adventure Locker (+ Harley-Davidson Fat Boy Special)

Iguatemi Brasília
Gasto: R$ 300,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Pátio Brasil Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Ford EcoSport S 1.6 16V

Park Shopping
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i

ESPIRITO SANTO

Shopping Vitória
Gasto: R$ 300,00
Carros: Mitsubishis Outlander e ASX CVT

GOIAS

Buriti Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Toyota Etios Sedan 1.5 X

Flamboyant Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: Volkswagen Touareg

Goiânia Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Peugeot 408

MATO GROSSO

Pantanal Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carros: BMW X1 e Mini Cooper One

Shopping 3 Américas
Gasto: R$ 100,00
Carro: Chevrolet Camaro SS

MATO GROSSO DO SUL

Norte Sul Plaza
Gasto: R$ 250,00
Carro: Hyundai HB20 1.0 Comfort

Park Shopping Campo Grande
Gasto: R$ 300,00
Carro: Kia Optima 2.4 automático

MINAS GERAIS

BH Shopping
Gasto: R$ 450,00
Carro: Volvo XC60

Big Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Hyundai Veloster

Boulevard Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Land Rover Freelander 2S 3.2

Diamond Mall
Gasto: R$ 450,00
Carro: Mercedes-Benz C180 Coupé

Independência Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Renault Fluence Dynamique 2.0 16V

Itaú Power Shopping
Gasto: R$ 400,00
Carro: Chevrolet Onix LTZ 1.4

Minas Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carros: Chevrolet Agile LTZ 1.4 e Chevrolet Cruze Sport6 LT

Patio Savassi
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i

Shopping Cidade
Gasto: R$ 380,00
Carro: Honda CR-V LX manual

Shopping Del Rey
Gasto: R$ 400,00
Carro: Toyota Etios 1.3

Shopping do Vale do Aço
Gasto: R$ 250,00
Carro: Toyota Hilux, SR Cabine Dupla 4x2 automático

PARÁ

Shopping Pátio Belém
Gasto: R$ 200,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Parque Shopping Belém
Gasto: R$ 150,00
Carro: Citroën C3 1.5

PARANÁ

Palladium Curitiba
Gasto: R$ 150,00
Carro: Citroën C3 Tendance 1.5

Park Shopping Birigui
Gasto: R$ 450,00
Carro: BMW 320i Sedan

Royal Plaza Shopping
Gasto: R$ 120,00
Carro: Ford EcoSport Titanium 1.6

Shopping Curitiba
Gasto: R$ 300,00
Carro: BMW 116i

Shopping Mueller
Gasto: R$ 400,00
Carro: Audi Q3

PERNAMBUCO

Shopping Costa Dourada
Gasto: R$ 150,00
Carro: Fiat Uno Vivace 1.0

Shopping Guararapes
Gasto: R$ 200,00
Carro: Hyundai HB20 1.6 Comfort Style automático

Shopping Tacaruna
Gasto: R$ 300,00
Carro: BMW 116i

RIO DE JANEIRO

Bangu Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: Hyundai Veloster 1.6

Barra Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: BMW 320i Sedã

Boulevard Rio Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Jac J6

Center Shopping Rio
Gasto: R$ 200,00
Carro: Citroën C3 Origine 1.5

Nova América
Gasto: R$ 300,00
Carro: Jac J6

Via Brasil Shopping
Gasto: R$ 300,00
Carro: Renault Duster 1.6

RIO GRANDE DO NORTE

Midway Mall
Gasto: R$ 50,00
Carros: Chevrolets Spin LT, Sonic Sedan LTZ e Cruze LT

West Shopping Mossoró
Gasto: R$ 300,00
Carro: Honda Civic LXS automático

RIO GRANDE DO SUL

Barra Shopping Sul
Gasto: R$ 400,00
Carros: Mercedes-Benz C 180 CGI Sedan e Mercedes-Benz GLK 300 Vision

Bourbon Shopping
Gasto: R$ 350,00
Carro: Renault Duster 1.6

SANTA CATARINA

Continente Park Shopping
Gasto: R$ 200,00
Carro: Mini Cooper One automático

Via Catarina
Gasto: R$ 100,00
Carro: Ford EcoSport 1.6

SÃO PAULO

Bourbon Shopping
Gasto: R$ 500,00
Carro: BMW 116i

Campinas Shopping
Gasto: R$ 250,00
Carro: Ford EcoSport S 1.6

Iguatemi Campinas
Gasto: R$ 400,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Park Shopping São Caetano
Gasto: R$ 400,00
Carro: Land Rover Evoque

Shopping Anália Franco
Gasto: R$ 500,00
Carro: BWM 320i

Shopping Cidade Jardim
Gasto: R$ 800,00
Carro: Lexus RX 350

Shopping Eldorado
Gasto: R$ 600,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Shopping Ibirapuera
Gasto: R$ 400,00
Carro: Hyundai HB20 1.0

Shopping Metro Santa Cruz
Gasto: R$ 300,00
Carro: Ford EcoSport FreeStyle 1.6

Shopping Metro Itaquera
Gasto: R$ 300,00
Carro: Fiat Freemont 2.4

Shopping Pátio Paulista
Gasto: R$ 350,00
Carro: Mini Cooper One automático

Shopping Vila Olímpia
Gasto: R$ 450,00
Carros: Mercedes-Benz C180 Coupé, Land Rover Evoque, Volvo S60 e Jeep Cherokee Sport.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alta Roda - Novo ciclo para o Salão

Aberto até 4 de novembro, o 27º Salão do Automóvel de São Paulo virou uma página importante de sua história ao entrar, definitivamente, no circuito de lançamentos mundiais. Em edições anteriores, à exceção de estreias locais, o público podia ver algumas novidades apresentadas no Salão de Paris, sempre realizado nos anos pares, como a mostra paulistana. Havia também produtos requentados de outros salões.

Esse ciclo começa a mudar. Não por coincidência, quatro executivos de topo da GM, Honda, Jaguar Land Rover e VW vieram à exposição. A estreia mundial do Taigun, SUV compacto conceitual sobre a arquitetura do Up!, é quase a confirmação de que será fabricado aqui, em 2014, na fábrica VW de Taubaté (SP), e em outros países.

Outro lançamento importante, o compacto Chevrolet Onix (à venda em novembro), também poderá ser feito adiante em algum país do sudeste asiático, fora da China. A Ford reservou ao salão brasileiro a versão sedã do Fiesta reestilizado – em Paris, estava o hatch. Ambos serão produzidos em São Bernardo do Campo (SP), em 2013.

A Peugeot apresenta o 208, início da era de alinhamento aos modelos do exterior. No mercado europeu há cinco meses, começa a fabricação, no final de dezembro, em Porto Real (RJ) e as vendas, em abril de 2013. O 207 continuará em produção, como o Fiesta Rocam, para a base do mercado, a exemplo do Clio que recebeu retoques no centro de estilo paulistano da Renault.

O SUV médio Chevrolet TrailBlazer é outro lançamento, inicialmente na versão de topo LTZ, com uma longa lista de concorrentes. Projeto brasileiro, lançado na Tailândia há sete meses, a produção começa agora em São José dos Campos (SP). Criado aqui, o Troller TR-X, de Horizonte (CE), recebeu as boas atenções do centro de desenvolvimento da Ford, em Camaçari (BA). O SUV subcompacto Suzuki Jimny, agora feito em Itumbiara (GO), recebeu as pequenas alterações executadas no exterior há quatro meses.

A onda aventureira se ampliou com Fit Twist e o HB20X. O Hyundai está um pouco mais dentro do espírito, graças à pequena elevação da suspensão em 1,5 cm, mas só chegará às lojas em janeiro.

Interessante o estudo apresentado pela Nissan: Extrem, SUV compacto desenhado na Califórnia (EUA), mesma arquitetura do March e candidato à produção em Resende (RJ), no fim de 2014.

Assuntos de bastidores se aprofundaram. Todos à caça do primeiro produto que a BMW produzirá em Araquari (SC), depois de longas negociações sobre o novo regime automobilístico. Além dos possíveis X1 e Série 1, a linha (ainda inédita) de tração dianteira, Série 2 e X2, estão nos planos. Falta confirmação, em breve, da Land Rover, em Cariacica (ES).

Chineses continuam ávidos e tratam de investir no estilo de seus carros. Destaques para Chery Celer, primeiro a fabricar aqui, em Jacareí (SP) e JAC J2, que confirmou a unidade fabril de Camaçari (BA).

Importador Kia, Grupo Gandini tenta acordo com a marca sul-coreana para produzir algum modelo no Brasil. Estreou o todo novo Cerato, mas em razão de impostos não manterá volumes apenas com importação simples, sem contrapartidas industriais.

Para o Salão de 2014, espera-se um novo local, diferente do Anhembi, e infraestrutura digna de nível internacional. Previsão aponta para Pirituba, ainda na capital paulista.

RODA VIVA

CHEVROLET Tracker, utilitário esporte compacto sobre plataforma que deu origem a Sonic, Cobalt, Spin e Onix (três últimos fabricados aqui), será produzido em Rosário (Santa Fé), Argentina, em 2014. Investimento crucial para manter equilíbrio comercial com o vizinho, pois o Agile argentino ficará bem afetado pela chegada do Onix.

PRORROGAÇÃO do IPI reduzido até 31 de dezembro era totalmente previsível e se confirmou. Pairam dúvidas sobre o que ocorrerá depois. Em 1º de janeiro começa o novo regime tributário para a indústria e o governo pode se valer disso para interromper o desconto. Mas, se o mercado der sinais de fraqueza...

LEXUS RX 350, SUV grande da divisão de luxo da Toyota e tração 4x4 sob demanda, busca seu espaço. Ótimo acabamento, suspensão eficiente e motor silencioso (V-6/3,5 l/277 cv). Grande tela multimídia inclui GPS. Há mouse estilizado no console. Com IPI menor, baixou para R$ 255.000. Sua base, do Camry, atrai menos que BMW ou Mercedes.

INMETRO divulgou no Salão de São Paulo a nova etiqueta, de 1º de janeiro de 2013, que indicará, além de consumo de combustível cidade e estrada, as emissões de CO2. O instituto, de forma correta, considera o emitido apenas por combustíveis de origem fóssil. Ao etanol puro atribui emissão zero e, da gasolina, descontou os 25% de etanol na mistura.

PRIMEIRO índice de vulnerabilidade a furtos de veículos foi anunciado pelo Cesvi. Considerou itens como alarme, chave de ignição, imobilizador eletrônico do motor, trava de volante, localização da bateria e vidro laminado lateral. Vencedor: Cruze LTZ (4,5 estrelas, escala até 5) e o segundo, Ford Ka Sport (3,5 estrelas). Avaliados 118 modelos.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Alta Roda - Respeito às diferenças

Interessante constatar como os fabricantes mudam suas estratégias mercadológicas e técnicas de continente a continente. Marcas europeias e orientais, por exemplo, tratam de desenvolver modelos com dimensões generosas para vender nos EUA. Atender a cultura do segundo maior mercado do mundo (só perdeu a liderança para a China há três anos) implica fazer concessões ao peso do veículo e maior consumo de combustível em troca de espaço interno.

Isso está mudando porque a gasolina encareceu nos EUA e o governo estabeleceu metas rigorosas de economia para os próximos anos. A Ford foi das primeiras a reagir. Deu uma guinada a fim de procurar aproximar ao máximo possível todos os novos projetos mundiais, pois consumo de combustível e emissões de CO2 são irmãos siameses.
Novo Fusion - Ford/Divulgação
O novo Fusion demonstra os novos tempos. Esse sedã médio-grande, em exceção parcial àquela regra, era um pouco menor que a sua contraparte vendida na Europa com o nome de Mondeo. Agora, cresceu cerca de três cm em comprimento, largura e altura. Estilo e dimensões são os mesmos dos dois lados do Atlântico.

Na versão de topo, Titanium, o motor V6 aspirado foi substituído por um quatro-cilindros turbo com injeção direta de 2 litros/240 cv/34,7 kgfm. Assim, o carro chegará ao Brasil, em dezembro, por R$ 112.990, incluindo tração nas quatro rodas e teto solar. Preço dos mais competitivos por vir do México sem imposto de importação e IPI extra. A partir da produção do novo Fiesta hatch, em São Bernardo do Campo (SP), já no início de 2013, a Ford aliviará sua cota de importação mexicana, concentrando-a no Fusion. Em março, estreia o motor de 2,5 l/175 cv, flex, tração dianteira, preço estimado em R$ 85.000.

Espaço interno, em especial no banco traseiro, é um dos destaques, além do silêncio de rodagem ao incluir para-brisa acústico. A marca optou por distância entre eixos 12 cm maior (igual à do Mondeo), mas sacrificou o porta-malas em cerca de 80 litros (agora, 453 l), em parte pelo desenho da traseira. Em compensação, o coeficiente aerodinâmico evolui de 0,33 para 0,27, um dos melhores do segmento, o que resultou em consumo cidade/estrada de 9,1 km/l (gasolina).

O Fusion recebeu um grande pacote de equipamentos, em especial de segurança. Controle ativo de velocidade de cruzeiro, comutação automática farol alto/baixo ao cruzar com outro veículo, monitoramento de pontos cegos, alertas para tráfego cruzado em marcha à ré, de sonolência e de invasão de faixa, além de airbags de joelho para motorista e passageiro (oito bolsas, no total) são alguns. Sistema de estacionamento automático também é novidade.

Sua dirigibilidade impressiona, a começar pela direção de assistência elétrica que absorve pequenas vibrações dos pneus e tem controle ativo de deriva. Em ruas de Los Angeles (EUA) não deu para avaliar o comportamento em curvas velozes, mas a nova suspensão traseira independente de quatro braços traz o refinamento europeu antes inexistente.

Apesar do peso extra do sistema de tração 4x4, o motor dá conta do recado. A Ford decidiu manter o limite eletrônico de 180 km/h de velocidade máxima (na Europa, 240 km/h). Ou seja, em quase tudo carros iguais, mas respeitadas certas diferenças.

RODA VIVA

BMW, finalmente, anunciou a fábrica brasileira em Araquari (SC). Esta coluna antecipou, pelo Twitter, a decisão tomada pela diretoria em Munique há 14 meses. Como havia negociações à frente, a filial brasileira foi obrigada a negar a informação. Investimento de pouco mais de R$ 500 milhões, início de vendas em 2014 e produção inicial do SUV compacto X1.

MERCEDES-BENZ anunciará, até o final do ano, a fábrica no Brasil para produzir o futuro SUV derivado do compacto Classe A. Decisão inevitável, depois do passo adiante da arquirrival BMW. Tudo indica que a unidade estará no mesmo complexo da Nissan, em construção em Resende (RJ). Só falta o retorno da Audi para estabelecer aqui o Trio de Ferro alemão.

DEPOIS de experiências de estilo pouco brilhantes, a GM acertou com o Onix. Novo compacto hatch Chevrolet, em pré-estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, agradou também por suas dimensões internas e painel bem elaborado. Arquitetura é a mesma GSV, do Sonic. Vendas começam em novembro próximo. O sedã, primeiro trimestre de 2013.

NOME é trocadilho com Tiguan, mas o Taigun, revelado no Salão, dá ótima pista de como será o primeiro SUV compacto que a VW produzirá no Brasil, em 2014. Motor será o TSI, turbo e injeção direta, três cilindros, 1 litro/110 cv, na versão flex. Pelo menos o motor feito aqui foi confirmado por Ulrich Hackenberger, vice-presidente executivo do Grupo VW.

GRUPO Gandini, importador Kia, estuda alternativas para fabricar algum modelo no Brasil a fim de atenuar fortes restrições do regime automobilístico a quem não produz localmente. Porém, restrições legais e estratégicas, dentro do grupo sul-coreano, impedem uso compartilhado da nova fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP).

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Alta Roda - Salto tecnológico

Reprodução Carburador Brasil
Depois de longa espera e sucessivos adiamentos, finalmente saiu a regulamentação do novo regime automobilístico brasileiro, a vigorar entre 2013 e 2017. Batizado pomposamente de Inovar-Auto, traz estímulos fiscais e de política industrial na direção de melhorar os carros fabricados no País. Enfoque se concentrou em patamar tecnológico, economia de combustível, conteúdo de peças produzidas no Brasil (Mercosul incluído), itens de segurança passiva e ativa, geração de empregos e pesquisas com potencial de gerar inovações.

O programa é bastante complexo, entre outras razões, para dificultar contestação em fóruns como Organização Mundial do Comércio. Além de intervencionista e de eleger vencedores e perdedores entre os que estão ou querem participar do mercado brasileiro, deve-se reconhecer que os objetivos são importantes e, se alcançados, representarão um grande salto de atualização.

O regime contempla empresas que já produzem, apenas importam ou têm projetos de investimentos. Todas, sem exceção, serão afetadas. Aquelas instaladas há mais tempo poderão cumprir exigências de compras locais com maior facilidade. No entanto, a estratégia de estimular novos fabricantes traz a competição como forma realmente eficaz de alcançar preços menores ao consumidor.

Entre as que pretendem investir, houve sensibilidade para atender marcas especializadas em modelos sofisticados. Serão fábricas dimensionadas para até 35.000 unidades anuais, com investimento mínimo de R$ 17.000 por veículo produzido. Haverá índice (obrigatório) menor de compras internas e atrairá, de imediato, BMW e Land Rover, com planos adiantados. Dificilmente, empresas como Audi e Mercedes-Benz deixarão de aderir, mesmo porque existirão cotas sem o superIPI, hoje incidente sobre modelos importados.

A grande maioria dos importadores também terá cotas, sem IPI extra, proporcionais ao volume médio comercializado entre 2009 e 2011, limitadas a 4.800 unidades/ano. Terão, porém, de investir 0,65% do faturamento líquido em um fundo nacional de desenvolvimento tecnológico, espécie de pedágio por usufruir do mercado interno. Alívio para quem está no negócio, à exceção da Kia, que, sem produção local, enfrentará dificuldades comerciais por seu volume de importações.

Um dos pontos mais positivos são as metas de consumo de combustível. O governo foi pragmático e deixou de lado as emissões de CO2, pois há equivalência direta com o consumo. Compulsoriamente, a média dos automóveis de cada empresa terá de diminuir 13,6% até 2017, até atingir a média (cidade-estrada) de 15,9 km/l (gasolina) e 11 km/l (etanol).

Há, ainda, meta audaciosa, porém incentivada, com até 2 pontos percentuais de redução de IPI para fabricantes que na média, entre 2017 e 2020, atinjam 17,3 km/l (gasolina) e 12 km/l (etanol). A nova lei deixa dúvidas se o IPI menor deve se repassar aos preços ou servirá de compensação aos investimentos.

Como ocorre no exterior, carros econômicos são mais caros: não existe almoço grátis, quando se fala de tecnologia, em geral. Assim, não acredite que a economia de R$ 1.100,00 por ano em combustível, no discurso do governo, seja efetiva, pois dependerá do preço do carro.

RODA VIVA

RESULTADOS ruins de vendas em setembro já eram esperados. Além da acomodação natural, depois dos volumes estratosféricos de agosto, o mês passado teve menos quatro dias úteis. Assim, os estoques subiram de 19 para 33 dias, o que diminuiu atrasos nas entregas de alguns modelos. Exportações vão de mal a pior: Anfavea reduziu sua previsão em 2012.

ARQUITETURA do carro conceitual Active Tourer, primeiro BMW de tração dianteira apresentado no Salão de Paris, vai gerar até nove modelos diferentes da própria marca e da sua controlada, Mini. Com certeza, um desses carros está nos planos de produção da fábrica catarinense, conforme a coluna antecipou. Será futuro modelo de entrada, a preço abaixo do X1 sDrive 18i.

NOVO Mercedes-Benz Classe B corrigiu fraquezas anteriores. Mais baixo e largo, alcança ótimo coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,26. Preço: R$ 115.900 a R$ 129.900. Motor turbo, 156 cv/22,4 kgf•m, e caixa de câmbio automatizada (duas embreagens, sete marchas), no lugar da insossa CVT de antes, formam bom conjunto. Faltam equipamentos, como ar-condicionado digital. Agora, sistema eletrônico permite entrar e sair de vagas.

MITSUBISHI trabalha para lançar, em breve, primeira picape média com câmbio automatizado (monoembreagem), da Magneti Marelli. Estará disponível na Triton com motor flex, quatro cilindros. Fábrica detectou interesse por essa solução mais em conta que automático convencional.

QUANDO a Chrysler cortou os preços de seus produtos, recentemente, nada mais fez do que se antecipar ao que estava previsto no novo regime automobilístico. Afinal, possuía informações sobre cancelamento do superIPI. Não faltou quem suspeitasse de absorção de margens de lucro, apontadas por uma revista americana de negócios.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Alta Roda - Ambiente pesado

O Salão do Automóvel de Paris, aberto até o próximo dia 14, não encontra o melhor dos climas este ano. Em meio à crise econômica europeia, que derrubou as vendas de automóveis em mais de 20% desde 2009, é difícil passar à imprensa, este ano em menor número, e ao público, a confiança esperada. Apesar do ambiente pesado, como o jornal Le Figaro destacou, a exposição francesa apresenta menos novidades, porém de maior valor do que outras edições.
Volkswagen/Divulgação
O Golf VII totalmente renovado, modelo mais vendido na Europa, e a reviravolta de estilo do Clio IV são alguns exemplos. Peugeot não ficou para trás e exibiu, quase pronto, o SUV compacto 2008. A marca, dessa vez, confirma sem hesitação que fabricará o carro no Brasil para concorrer com EcoSport, Duster e o Trax, estreante em Paris, a ser importado da Chevrolet mexicana em 2013. É reticente quanto ao sedã compacto anabolizado 301, adversário natural de Logan, Cobalt, Versa, Grand Siena e outros.

Os fabricantes relutam em confirmar o que é antecipado nos grandes salões internacionais. Renault nega planos sobre o Clio IV no Brasil por ser “muito caro”, mas 208 (janeiro próximo) e C3 concorrem diretamente com ele na Europa e aqui. As novas gerações de Logan e Sandero, estreantes em Paris e evoluídos também na parte interna, chegam até o final de 2013 e, certamente, o Logan terá o 301 a enfrentar.

Volkswagen continua negando o novo Golf no Paraná. O carro pesa 100 kg menos que o anterior. Porém, apesar de sua sofisticação, foi projetado para produção em qualquer fábrica da empresa no mundo. O carro será vendido aqui e, outra possibilidade, importado do México. A Ford estreou o novo Fiesta hatch retocado em Paris (igual ao que será produzido em São Bernardo do Campo, no início de 2013) e guardou a versão sedã para o Salão de São Paulo, a partir do dia 24. EcoSport estava no estande da empresa só nos dois dias de imprensa e deverá ser exportado da Tailândia para Europa.

O Fiat 500 L, substituto do Idea sobre arquitetura do Punto (nada a ver, portanto, com o subcompacto 500, derivado do Panda), tem alguma chance de produção em Betim porque sua importação da Sérvia ficaria muito cara.

Segundo a organização do 66º salão parisiense, há 80 estreias mundiais. Entre os modelos esporte, destaques para o inteiramente novo conversível Jaguar F, do qual se esperava um pouco mais; a reestilização discreta do Lamborghini Gallardo LP 560-4 e o incrível Mercedes-Benz SLS Electric Drive, 740 cv e quatro motores elétricos. No outro extremo, o Opel Adam, que parece ter sido desenhado às pressas para concorrer com os subcompactos de butique. No campo dos carros-conceito, o Peugeot Onyx destaca-se por materiais alternativos e o Citroën DS9, por aprofundar a linguagem de estilo da marca.

Active Tourer, também conceitual e quase em nível de produção, é o primeiro BMW com tração dianteira (arquitetura derivada do Mini, marca do grupo). Modelo em exposição tem motor dianteiro a gasolina e outro elétrico para tracionar as rodas traseiras, com autonomia de 40 km. Essa arquitetura híbrida parece ter grande chance no futuro próximo por sua flexibilidade, preço menor que elétrico puro e consumo/emissões bastante baixos.

RODA VIVA

TOYOTA espera lançar seis novos modelos de baixo custo para países emergentes até 2015. Um deles, SUV compacto, será produzido na Índia e no Brasil. Empresa também trabalha em um sedã compacto maior que o Etios. Americanos batizam esses sedãs de cheap space, espaço por baixo preço, em tradução livre.

CONSUMO de combustível ficará mais valorizado, em especial pelo novo regime industrial automobilístico. No Salão do Automóvel de São Paulo, além dos retoques no antigo Clio, Renault aposta que seu motor de 1 litro/16 v será o mais econômico entre todos os modelos à venda no Brasil sob controle de etiquetagem do Inmetro.

EVOLUÇÃO estilística do Citroën C3 vem acompanhada por nítidas melhoras mecânicas. Versão de topo Exclusive tem motor silencioso de 1,6 l/122 cv e boa disposição para acelerar, suspensões mais firmes e menos ruidosas e direção de assistência elétrica melhor que a anterior. Para-brisa ampliado alegra ambiente interno. Espelho avulso encaixado no para-sol não é boa solução.

HYUNDAI submeterá ao programa de etiquetagem do Inmetro todas as versões do HB20. Processo não se concluiu antes porque a prioridade era o lançamento do carro, alega a empresa. Também tem expectativa de ir bem no teste de impacto do Latin NCAP, sem antecipar o que espera. Toyota, mais transparente, prevê quatro estrelas, das cinco possíveis, com o Etios.

BRASIL tem 49 marcas de automóveis e comerciais leves em disputa. Pode parecer bastante, se não fosse pela situação de competição ainda maior no Chile, cujas vendas alcançam apenas 10% do mercado brasileiro. Como o país tem setor industrial muito fraco e é grande exportador de matérias-primas, tornou-se paraíso dos importadores. Nada menos de 65 marcas de todas as origens.