Pesquisa da Agência AutoInforme apurou alta de 0,57% na Inflação do Carro de fevereiro. Foi o segundo aumento do ano. As despesas com o uso e a manutenção do carro vêm subindo desde agosto do ano passado e no ano acumula alta de 1,89%.
Os combustíveis são os responsáveis pela alta do índice em 2013: tanta em janeiro quanto em fevereiro, álcool e gasolina tiveram aumentos significativos. No mês passado a gasolina subiu 2,42% e acumula alta de 4,31% em 2013. O etanol subiu 0,25% em fevereiro e 5,15% no bimestre. Observe que o aumento foi menor em fevereiro, o que pode indicar uma acomodação para os próximos meses.
A segunda maior alta no mês foi da lona de freio, que ficou 1,31% mais cara; em seguida veio a correia dentada, com aumento de 0,99%.
Vale destacar as altas seguidas do estacionamento. No ano passado o estacionamento por hora subiu 13,7%; neste ano o aumento já está em 1,29%. Por período mensal, o preço do estacionamento subiu 1,64% nos dois primeiros meses deste ano.
Inflação do Carro
Itens que mais subiram em fevereiro
Gasolina - 2,42%
Lona de freio - 1,31%
Correia dentada - 0,99%
Itens que mais caíram em fevereiro
Pastilhas de freio - -0,85%
Cambagem - -0,46%
Filtro de combustível - -0,45%
Itens que mais subiram em 2013
Álcool - 5,15%
Seguro obrigatório - 4,44%
Gasolina - 4,31%
Itens que mais caíram em 2013
IPVA - -4,71
Pastilhas de freio - -1,28
Filtro de combustível - -0,68
Fonte: AutoInforme
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quarta-feira, 6 de março de 2013
Inflação do Carro tem segunda alta no ano: + 0,57%
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Alta Roda - Pegar e ficar calado
Prioridade para circulação dos automóveis nas cidades é a regra no Brasil. Todos estão cansados de ouvir. Será mesmo que existe esse “privilégio”? Em função de arrecadação de impostos, a lógica econômica diz que quem paga a conta deve (ou deveria) usufruir, se não os melhores serviços, pelo menos algo proporcional ao desembolso.
Fique de lado toda a imensa cadeia de impostos, taxas, tarifas e penduricalhos fiscais e parafiscais, em níveis federal, estadual e municipal, que incide sobre os motoristas ao longo de toda a vida de suas máquinas. De longe, a maior carga fiscal do mundo, direta e indireta. Foco é no IPVA. O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (inclui barcos e aviões, mas quase tudo vem de veículos sobre pneus), apenas em 2012, arrecadou nada menos de R$ 27 bilhões (cerca de US$ 14 bilhões), segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. E US$ 14 bilhões, só como ordem de grandeza, foi o custo histórico da hidrelétrica de Itaipu, ainda hoje a maior do mundo em geração efetiva, que levou sete anos em construção.
Metade de apenas esse único volumoso imposto vai para Estados e a outra metade, dividida entre municípios. Então, prioridade mínima para a circulação de veículos deveria incluir coisas corriqueiras como manutenção das vias e, mais do que isso, a sinalização semafórica. Seria absurdo, então, pedir câmaras de vigilância (em funcionamento efetivo) e painéis eletrônicos que indicassem situações de emergência, mais do que previsíveis em cidades do porte de São Paulo? A resposta, provavelmente, é que se trata de privilégios.
Volte-se ao corriqueiro, então. Chuvas fortes de verão, inundações de praxe, queda de árvores, falta de luz e o trânsito, obviamente, caótico. Mas como reagir, horas depois de um temporal, já com iluminação pública recuperada, a mais de uma centena de semáforos apagados ou embandeirados? Revoltante, uma viagem de 20 minutos se transformar em duas horas porque a cidade mais rica e que mais arrecada impostos possui apenas 200 cruzamentos com no-breaks, que em caso de apagão mantêm equipamentos elétricos e eletrônicos em funcionamento.
Não é vantagem indevida nenhuma. Tanto que a prefeitura paulistana e a concessionária de energia assinaram convênio para outros 178 sinais com no-breaks. Mas não foram instalados e se desentendem sobre a data em que deveriam ter sido. Mais grave: quem garante que a manutenção preventiva foi ou será feita? Metade das câmeras de vigilância de trânsito está inoperante por falta de cuidados. Mas os radares, fontes de arrecadação, estão perfeitos e com no-breaks, na maioria.
Plano de semáforos inteligentes, que se autoajustam ao nível do tráfego, foi desdenhado e sua ampliação, nunca efetuada. Certamente faz parte de regalias, daquelas que merecem condenação veemente. Mais fácil é impor rodízio de circulação pelo final da placa, que cria outros problemas e adia soluções inteligentes.
Indústria automobilística gera impostos suficientes para ampliar o transporte sobre trilhos (subterrâneo e aéreo) e melhorar, realmente, o trânsito nas grandes cidades. Motorista e automóvel não podem ser culpados pela inépcia do poder público. Ou, para sempre, pagar e ficar calado.
RODA VIVA
CORTES de preço (2 a 20%) nos modelos BMW e MINI, em função da aprovação da fábrica em Araquari (SC), dá à marca grande poder de competição. Carros mais caros, como o agora lançado Gran Coupé 640 (R$ 399.950) não se beneficiaram. Só dentro de seis meses haverá solenidade no local das obras, mas início de produção, confirmado para fim de 2014.
ESPERA-SE que Mercedes-Benz seja próxima marca premium alemã a confirmar produção no Brasil, nos próximos três meses. Não descartou utilizar instalações industriais da Nissan, em Resende (RJ), no segundo semestre de 2014, por conta de parcerias entre as matrizes no exterior. Mais provável, porém, é partir para fábrica exclusiva, em outro local.
FOCO do regime automobilístico, Inovar-Auto, é estimular fábricas e investimentos dedicados a novos produtos. “Puxadões” bastam nos aeroportos. Ainda depende de definições pelo governo federal o controle de conteúdo local de autopeças e componentes. Tema é complexo e de difícil formulação. Fala-se em três a quatro meses para solução final.
CRIATIVA firma alemã Foliatec lançou na Europa filme protetor para veículos em spray. Camada formada, totalmente invisível, protege para-choques, grades, rodas, faróis, lanternas e outros componentes. Adere em metal, plástico e vidro. Protege contra arranhões, pedriscos, lama e sujeira. Pode ser removido sem deixar vestígios e reaplicado.
DOCUMENTÁRIO Nutz, da produtora Firma Filmes, de Dino Dragone, breve em cartaz, traz interessante depoimento de Fernando Jaeger sobre a reprodução perfeita de antiga concessionária Vemag, a Dekabras, de São Leopoldo (RS). Instalações refletem exatamente o visual de cerca de meio século atrás, inclusive carros no salão de exposição.
Fique de lado toda a imensa cadeia de impostos, taxas, tarifas e penduricalhos fiscais e parafiscais, em níveis federal, estadual e municipal, que incide sobre os motoristas ao longo de toda a vida de suas máquinas. De longe, a maior carga fiscal do mundo, direta e indireta. Foco é no IPVA. O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (inclui barcos e aviões, mas quase tudo vem de veículos sobre pneus), apenas em 2012, arrecadou nada menos de R$ 27 bilhões (cerca de US$ 14 bilhões), segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. E US$ 14 bilhões, só como ordem de grandeza, foi o custo histórico da hidrelétrica de Itaipu, ainda hoje a maior do mundo em geração efetiva, que levou sete anos em construção.
Metade de apenas esse único volumoso imposto vai para Estados e a outra metade, dividida entre municípios. Então, prioridade mínima para a circulação de veículos deveria incluir coisas corriqueiras como manutenção das vias e, mais do que isso, a sinalização semafórica. Seria absurdo, então, pedir câmaras de vigilância (em funcionamento efetivo) e painéis eletrônicos que indicassem situações de emergência, mais do que previsíveis em cidades do porte de São Paulo? A resposta, provavelmente, é que se trata de privilégios.
Volte-se ao corriqueiro, então. Chuvas fortes de verão, inundações de praxe, queda de árvores, falta de luz e o trânsito, obviamente, caótico. Mas como reagir, horas depois de um temporal, já com iluminação pública recuperada, a mais de uma centena de semáforos apagados ou embandeirados? Revoltante, uma viagem de 20 minutos se transformar em duas horas porque a cidade mais rica e que mais arrecada impostos possui apenas 200 cruzamentos com no-breaks, que em caso de apagão mantêm equipamentos elétricos e eletrônicos em funcionamento.
Não é vantagem indevida nenhuma. Tanto que a prefeitura paulistana e a concessionária de energia assinaram convênio para outros 178 sinais com no-breaks. Mas não foram instalados e se desentendem sobre a data em que deveriam ter sido. Mais grave: quem garante que a manutenção preventiva foi ou será feita? Metade das câmeras de vigilância de trânsito está inoperante por falta de cuidados. Mas os radares, fontes de arrecadação, estão perfeitos e com no-breaks, na maioria.
Plano de semáforos inteligentes, que se autoajustam ao nível do tráfego, foi desdenhado e sua ampliação, nunca efetuada. Certamente faz parte de regalias, daquelas que merecem condenação veemente. Mais fácil é impor rodízio de circulação pelo final da placa, que cria outros problemas e adia soluções inteligentes.
Indústria automobilística gera impostos suficientes para ampliar o transporte sobre trilhos (subterrâneo e aéreo) e melhorar, realmente, o trânsito nas grandes cidades. Motorista e automóvel não podem ser culpados pela inépcia do poder público. Ou, para sempre, pagar e ficar calado.
RODA VIVA
CORTES de preço (2 a 20%) nos modelos BMW e MINI, em função da aprovação da fábrica em Araquari (SC), dá à marca grande poder de competição. Carros mais caros, como o agora lançado Gran Coupé 640 (R$ 399.950) não se beneficiaram. Só dentro de seis meses haverá solenidade no local das obras, mas início de produção, confirmado para fim de 2014.
ESPERA-SE que Mercedes-Benz seja próxima marca premium alemã a confirmar produção no Brasil, nos próximos três meses. Não descartou utilizar instalações industriais da Nissan, em Resende (RJ), no segundo semestre de 2014, por conta de parcerias entre as matrizes no exterior. Mais provável, porém, é partir para fábrica exclusiva, em outro local.
FOCO do regime automobilístico, Inovar-Auto, é estimular fábricas e investimentos dedicados a novos produtos. “Puxadões” bastam nos aeroportos. Ainda depende de definições pelo governo federal o controle de conteúdo local de autopeças e componentes. Tema é complexo e de difícil formulação. Fala-se em três a quatro meses para solução final.
CRIATIVA firma alemã Foliatec lançou na Europa filme protetor para veículos em spray. Camada formada, totalmente invisível, protege para-choques, grades, rodas, faróis, lanternas e outros componentes. Adere em metal, plástico e vidro. Protege contra arranhões, pedriscos, lama e sujeira. Pode ser removido sem deixar vestígios e reaplicado.
DOCUMENTÁRIO Nutz, da produtora Firma Filmes, de Dino Dragone, breve em cartaz, traz interessante depoimento de Fernando Jaeger sobre a reprodução perfeita de antiga concessionária Vemag, a Dekabras, de São Leopoldo (RS). Instalações refletem exatamente o visual de cerca de meio século atrás, inclusive carros no salão de exposição.
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
IPVA dos carros no Brasil pode ficar até 15% mais barato em 2013, mas nem tudo são flores
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| Reprodução de Pekdek |
Isso seria motivo para comemoramos e muito! Pensem: pagar menos imposto num país em que a carga tributária é elevada deveria seria excelente. Mas, como, infelizmente, não é o caso do IPVA...
Como o imposto é cobrado sobre o valor dos veículos no mercado, significa que o patrimônio das pessoas está valendo menos.
Como está dizendo na matéria da Folha, do ponto de vista financeiro, seria mais vantajoso pagar mais sobre um bem que também valesse mais: seria melhor pagar R$ 2.000 sobre um veículo que vale R$ 50 mil do que pagar R$ 1.600 de um que vale apenas R$ 40 mil.
Ou seja, até quando a notícia é boa, ela é ruim...
Desvalorização
Para quem não sabe, os carros mais novos tendem a desvalorizar mais do que os antigos, especialmente nos três primeiros anos depois da compra. Com o passar do tempo, depreciação diminui, seguindo para certa estabilidade.
De acordo com a AutoInforme/Molicar, na média geral de todas as marcas e modelos do país, os veículos fabricados e vendidos em 2012 perderam 9,33% do valor; os em 2011, 10,82%; os em 2010, 11,83%; e os em 2009, 10,63%.
Por marcas, como eu já imaginava, os carros da Citroën foram os que tiveram a maior queda, com 15,34%. Imagino que o C4 Pallas seja um dos grandes responsáveis por isso.
A surpresa ficou por conta da Chevrolet, que ficou em segundo lugar, com a desvalorização média de seus carros na casa de 12,62%. Talvez isso ocorra porque a marca está renovando toda sua linha no Brasil, tirando vários carros de linha - Astra, Corsa, Meriva, Zafira, Prisma -, o que aumenta a desvalorização.
Fonte: Folha de S. Paulo
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