quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Chevrolet lança o novo Prisma, o interessante "sedã esportivo" que não tem quase nada de esportivo

Depois de informações a 'conta gotas' (como de costume), e de inúmeros flagrantes, finalmente a Chevrolet está lançando a esperada nova geração do Prisma no Brasil. Com preços relativamente competitivos, o sedã chega com potencial para repetir o estrondoso sucesso do seu irmão Onix no mercado nacional. O modelo tem preços sugeridos de R$ 34.990 na versão LT 1.0, R$ 39.090 na LT 1.4 e R$ 45.990 na topo de linha LTZ 1.4.

A intenção da marca é valorizar a união entre jovialidade, tecnologia, esportividade, conforto e requinte com o novo Prisma. Concordo especialmente com a jovialidade e conforto; concordo parcialmente com tecnologia e requinte; e quase discordo totalmente de esportividade.

Depois de um bom período decepcionado com o trabalho da equipe de design da Chevrolet, finalmente começo a ficar mais animado. Se o resultado do Onix foi muito bom, acho que eles conseguiram algo ainda melhor com o novo Prisma.
Desenvolvido a partir da arquitetura do Sonic, Cobalt, Spin e Onix, o Prisma 2013 tem personalidade mais forte do que boa parte dos concorrentes. E a razão para isso é a harmonia entre dianteira e traseira - o grande destaque do veículo. Por vários ângulos fica parecendo que o modelo não é um sedã, o que me agrada muito.  É até estranho olhar para o Prisma velho depois de conhecer o novo.

Em relação ao Onix, o Prisma 2013 tem a mesma distância entreeixos (2.528 mm), altura (1.484 mm) e largura (1.705 mm); mas o comprimento é 30 cm mais longo, chegando a 4.275 mm. Assim como seus principais rivais diretos, seu porta-malas tem ótima capacidade, com 500 litros. O tanque leva 54 litros de combustível.

O espaço interno é bem semelhante ao do Onix, o que é bom. Quem vai atrás deve ficar atento com a cabeça. Do hatch também veio a mescla de mostradores analógicos e digitais, com LEDs no painel de instrumentos na configuração Ice Blue. O acabamento interno é simples, mas bem feito, mas sem o requinte sugerido pela Chevrolet. A posição ruim do puxador das portas dianteiras também está presente, infelizmente. Outro ponto ruim está associado à segurança. Estamos no século 21, no ano de 2013, e um carro moderno como o Prisma continua sem cinto de três pontos e apoio de cabeça para o passageiro central do banco traseiro. Até quando?
Motores "esportivos"
Ao todo foram mais de 250 mil quilômetros rodados do Brasil em testes de durabilidade. Testes aerodinâmicos e de ruído, compatibilidade eletromagnética e desempenho do ar-condicionado foram realizados nos Estado Unidos, em centros especializados da GM.

Como esperado, o Prisma usa os mesmos motores SPE/4 (para quem sempre me pergunta, segue a resposta: Smart Performance Economy /4 cilinders) do Onix. O propulsor 1.0 8V flex desenvolve 78 cv de potência e 9,5 mkgf de torque com gasolina e 80 cv e 9,8 mkgf com etanol - potência máxima atingida a 6.400 rpm e torque máximo a 5.200 rpm. Segundo a marca, o Prisma precisa de 13s (gasolina) e 12,7s (etanol) para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 169 km/h com o combustível fóssil e 173 km/h com o derivado da cana-de-açúcar.
A motorização 1.4 8V desenvolve 98 cv e 13 mkgf com gasolina e 106 cv e 13,9 mkgf com etanol - potências máximas a 6.000 rpm e torques máximos a 4.800 rpm. De acordo com a GM, o novo sedã 1.4 precisa de 10,7s (e) e 12s (g) para ser acelerado de 0 a 100 km/h.  em 10,7s (etanol) e 12s (gasolina). Não importando o combustível, a velocidade máxima é de 180 km/h.

Por mais que o visual até colabore um pouco, chamar o Prisma 1.0 e 1.4 de esportivo é exagerado por parte da Chevrolet. Seus motores 1.0 e 1.4 não entregam desempenho nem próximo de um esportivo. Por isso citei que quase discordava totalmente da marca no início do post.

Os motores SPE/4 são fabricados na recém inaugurada fábrica da General Motors em Joinville, Santa Catarina. No momento, a única transmissão disponível para o Prisma é a manual de cinco velocidades - a mesma usada no Onix e no Cobalt. O esperado câmbio automático de seis marchas ficou mais uma vez para depois, para a minha grande decepção.
Preços e equipamentos
O já conhecido sistema MyLink trouxe dois aplicativos novos para o lançamento do Prisma. Com TuneIn é possível que usuários sintonizem mais de 70 mil estações de rádio em todo o mundo via Internet. O aplicativo é de fácil uso e permite a pesquisa das estações por nome, localidade, idioma, país, estilo musical ou categoria (música, esporte, noticias, etc.). Já o BringGo fornece ao motorista um sistema de navegação completo com mapas 3D. O aplicativo também inclui pontos de interesse, como, por exemplo, restaurantes, hotéis, postos de gasolina, entre outros.

É preciso ter os aplicativos instalados no celular (Apple ou Android - links nos nomes acima) e parear o aparelho com o MyLink para o sistema funcionar. Os donos de Onix que tiverem interesse pelos apps precisam atualizar o sistema na concessionária.
A versão de entrada do Prisma é a LT 1.0, que, por sugeridos R$ 34.990 (R$ 2.400 a mais do que a respectiva versão do Onix), vem equipada, de série, com sensor de estacionamento, direção-hidráulica, sistema ABS de freios com EBD, ajuste de altura do banco do motorista, airbag duplo, travamento automático das portas ao atingir 15 km/h, sistema de luz "siga-me" (faróis permanecem acesos por um período de tempo após o desligamento do motor e fechamento/travamento das portas) e sistema de luz "leve-me" (as luzes externas do carro se acendem automaticamente ao destravamento das portas pelo controle remoto); além de abertura elétrica do porta malas por controle remoto localizado na chave tipo canivete, acionamento elétrico dos vidros das portas dianteiras com sistema tipo "um toque" para subida e descida com dispositivo anti-esmagamento, abertura e fechamento automático dos vidros das portas acionado pelo Keyless Entry System ao travar e destravar o veículo; coluna de direção com regulagem em altura, alarme anti-furto, brake light traseiro, protetor de cárter, sistema de imobilização do motor, trava para crianças; espelhos retrovisores externos (dobráveis) com cobertura na cor do veículo, parachoques dianteiro e traseiro na cor da carroceria, vidros verdes com para-brisa laminado; e rodas são de aço de 14" com calotas horrorosas integrais na cor prata.

Por R$ 39.090 (R$ 2.900 a mais do que a respectiva versão do Onix), além da potência extra, o Prisma LT 1.4 adiciona ainda faróis com máscara negra e lente decorativa na cor Ice Blue, lanternas traseiras com lente escurecida, além de rodas de aço de 15" com calotas integrais na cor prata.
Porta-malas do novo Prisma tem 500 litros de capacidade
Por fim, a versão 1.4 LTZ, topo de linha, ofertada por R$ 45.990 (R$ 2.900 a mais do que a respectiva versão do Onix), oferece ainda ar-condicionado, MyLink, faróis de neblina dianteiros, vidros traseiros e espelhos retrovisores com controle elétrico, computador de bordo com 5 funções (consumo médio, velocidade média, autonomia, temperatura externa e tempo de viagem) e rodas de alumínio - 15" - com acabamento diamantado.

Entre os opcionais e acessórios, destaque para ar-condicionado e sistema MyLink (LT), câmera de ré para o MyLink, DVD de encosto de cabeça, revestimento em couro dos bancos, pedaleira esportiva, friso com inserto cromado e lâmpadas para lanternas e faróis na configuração Effect Blue, além de kits de personalização interna.
Em pleno sec 21, passageiro central do banco traseiro do Prisma ainda não tem cinto de 3 pontos e apoio de cabeça
A garantia do Prisma é de três anos sem limite de quilometragem. Externamente, o modelo pode ser adquirido nos acabamentos Branco Summit, Preto Sólido, Vermelho Pepper, Prata Ice e Cinza Sand.

Chevrolet Prisma LT 1.0 - R$ 34.990
Chevrolet Prisma LT 1.0 + MyLink - R$ 36.290
Chevrolet Prisma LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 37.190
Chevrolet Prisma LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 38.490
Chevrolet Prisma LT 1.4 - R$ 39.090
Chevrolet Prisma LT 1.4 + ar-condicionado  - R$ 41.090
Chevrolet Prisma LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 42.390
Chevrolet Prisma LTZ 1.4 - R$ 45.990

Chevrolet Onix LS 1.0 - R$ 30.790
Chevrolet Onix LT 1.0 - R$ 32.590
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink - R$ 33.890
Chevrolet Onix LT 1.0 + ar-condicionado - R$ 34.790
Chevrolet Onix LT 1.0 + MyLink e ar-condicionado - R$ 36.090
Chevrolet Onix LT 1.4 - R$ 36.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink - R$ 37.490
Chevrolet Onix LT 1.4 + ar-condicionado - R$ 38.190
Chevrolet Onix LT 1.4 + MyLink e ar-condicionado - R$ 39.490
Chevrolet Onix LTZ 1.4 - R$ 43.090
(preços em 28/02/2013)
Moral da história
O Prisma chega para matar sua antiga geração e para acabar de vez com alguma saudade que existia do Corsa Sedan (e talvez até do Astra Sedan - com exceção do desempenho). De modo geral, acho que seus preços deveriam ser um pouco mais baixos. A adição deveria ser de, no máximo, R$ 2.000 em relação ao Onix, e não variando entre R$ 2.400 e R$ 2.900 a mais. Não custa lembrar que outro aumento do IPI acontece a partir de 1º de abril!

Mesmo assim, o novo Prisma deve fazer um grande sucesso, enfrentando seus rivais com muitas qualidades. E logo teremos mais no segmento, quando o Hyundai HB20S for lançado. A briga será boa e o Duelo já está em pauta.

Chevrolet Prisma
Potência 1.0 8V: 78/80 cv (g/e) a 6.400 rpm
Torque 1.0 8V: 9,5/9,8 mkgf (g/e) a 5.200 rpm
Potência 1.4 8V: 98/106 cv (g/e) a 6.000 rpm
Torque 1.4 8V: 13/13,9 mkgf (g/e) a 4.800 rpm
Comprimento: 4,275 m
Largura: 1,705 m (1,964 m com retrovisores laterais)
Altura: 1,484 m
Entre-eixos: 2,528 m
Porta-malas: 500 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.031 kg (LT 1.0), 1.029 (LT 1.4) e 1.079 kg (LTZ)
Fotos: Chevrolet/Divulgação

Alta Roda - Ninguém sabe, ninguém viu

Apesar de o Brasil ter se engajado no importante programa da ONU Década Mundial de Ações pela Segurança no Trânsito (2011 a 2020), o que está sendo feito até agora é muito pouco. O País permanece longe de implantar ou coordenar ações e muito menos avaliar resultados. Nem mesmo consegue estatísticas confiáveis sobre o número de mortos, que variam entre 40.000 e 60.000/ano em função da fonte.

Mais assustador, o pior número refere-se às indenizações pagas por óbitos comprovados, inclusive pedestres e ciclistas, pela Seguradora Líder, administradora central do DPVAT, sigla quilométrica e proporcional ao tamanho do problema: Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, ufa!

Como comparação, a estimativa mínima é 20% superior aos vitimados em acidentes fatais nos EUA, que têm frota circulante cerca de cinco vezes maior que a brasileira. Aliás, a frota aqui  apresenta contagem duvidosa, pois o Denatran inclui veículos fora de circulação. Só nascem, nunca morrem. Total real é 30% menor (em torno de 50 milhões de veículos, incluindo 13 milhões de motocicletas), segundo estatísticas realísticas que levam em conta sucateamento, furtos, roubos e acidentes.

Exemplo de improvisação é a celeuma causada no recente episódio dos motofretistas – conhecidos como motoboys. Depois de três adiamentos e novos bloqueios de vias públicas em protestos, o Denatran não caiu na realidade. Os cursos obrigatórios de reciclagem e adequação ao serviço são, de fato, insuficientes para atingir o número de profissionais, no momento. Embora importantes, há exigências de segurança nos veículos fáceis de cumprir: antena antipipa, protetor de pernas e baú fechado com películas refletoras. Também se exigem coletes com tiras reflexivas.

Razoável seria separar a parte educacional – com cronograma factível – e iniciar a fiscalização de imediato de itens que podem ser comprados. Quem toma decisões em Brasília, sentado em gabinete refrigerado, precisa de coerência desde o início e visão holística da situação.

Para não dizer que nada foi feito, o Brasil se transformou no paraíso das empresas de instalação de radares de fiscalização de velocidade. De 2006 a 2012, a cidade de São Paulo, por exemplo, abrigou 600 novos radares. As multas automáticas subiram de 4 milhões para 10 milhões por ano, aumento de 125%. A redução na perda de vidas foi de 3% (de 1.407 para 1.365), mesmo com aumento da frota. Um avanço, sem dúvidas, e merece aplausos.

Mas quanto dessa bolada arrecadada na fiscalização eletrônica foi ou será aplicada nos outros dois apoios (educação e engenharia de trânsito) do clássico tripé de segurança, aceito em todo o mundo? Ninguém sabe, ninguém viu. Faltam sete anos para o término do programa da ONU, mas pelo que aqui se demonstrou não funcionará como deveria no Brasil.

RODA VIVA

RESGATE de nomes antigos está na moda (menos criativa) da indústria. GM tinha Cobalt (no exterior), a VW, Voyage e agora Fusca, e a Fiat, Uno. Chato é designar, hoje, um carro do passado fora do segmento original. Caso da família 500, da Fiat, com derivações bem maiores, ou do Santana (hoje, Passat) que utilizará a arquitetura anabolizada do compacto Polo, em 2014.

FORD conseguiu, graças à importação favorecida do México, conjunto bem competitivo no novo Fusion 2,5 Flex por R$ 92.990. Número elevado de itens de série surpreende: do sistema de navegador (tela de 8 pol) por comando de voz, aos oito airbags (dois para joelhos). Há duas telas reconfiguráveis no quadro de instrumentos e até abertura das portas por código.

MOTOR aspirado de 2,5 l/175 cv (etanol) do Fusion paga imposto maior que o 2-litros turbo (240 cv). Não decepciona em desempenho pelas dimensões internas e externas (2,85 m, entre-eixos e 514 l, porta-malas). Rodas de aro 17 pol (versão Titanium, 18) e pneus de perfil mais alto permitem menor aspereza de rodagem, mas suspensões, macias demais.

CIVIC ganhou vida ao lançar motor flex de 2 litros/150 cv, na eterna briga com Corolla. Disponível na versão intermediária LXR e na EXR (R$ 83.890,00) motor tem vigor e bom câmbio automático, cinco marchas. Ao usar etanol, dispensa gasolina na partida em dias frios. Oferece segurança (ESP) e conveniência de GPS, mas sem ajuste elétrico de banco.

ABEIVA (associação de importadores sem fábrica no Brasil) prevê 2013 melhor que 2012, porém 25% abaixo de 2011. Até o fim do ano, mesmo com janeiro fraco, umas 150.000 unidades serão vendidas. Mesmo encolhido, ainda atrai novos atores, como Geely, 51ª marca no mercado brasileiro, a partir de agosto próximo.

GEELY pertence a um grupo industrial privado chinês e fabrica carros desde 1986. Comprou da Ford a marca sueca Volvo, em agosto de 2010, por US$ 1,8 bilhão: bom negócio para as três. Compacto (LC) e médio-compacto (LC7) serão montados no Uruguai em operação coordenada pelo importador Gandini, também representante Kia. No futuro, Geely pode ter fábrica aqui.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Flagrado em São Paulo, novo Volkswagen Up! pode ajudar a tirar a liderança de mercado do Gol?

Não é segredo para ninguém que a Volkswagen pretende lançar o compacto Up! aqui no Brasil. Mais uma prova concreta disso foi o flagrante feito pelos internautas Alexandre Augusto Pisciottano e Thiago Dariolli, em São Paulo, e publicado pelo site da Quatro Rodas. Resta agora a dúvida: o compacto chega no final de 2013 ou em 2014?

Com fabricação prevista para o nosso território, o Up! nacional será um pouco diferente do europeu, pois precisa se adaptar ao gosto do brasileiro. Por aqui, ele deverá ser ligeiramente mais largo e longo para ter capacidade para cinco ocupantes (contra 4 do projeto original). Além disso, a tampa do porta-malas feita de vidro deverá ser trocada por uma peça tradicional (com chapa de aço).

Outra novidade bastante esperada do Up! é o seu motor 1.0 flex de três cilindros. A promessa será de desempenho interessante com boa média de consumo de combustível, além da baixa emissão de gases.

Ao analisar as fotos do flagrante, fiquei pensando: o Up! vai matar o Gol G4, veículo completamente ultrapassado e que já não possui a mesma expressividade de vendas de outros anos. Mas será que o Up! pode "atrapalhar" a Volkswagen, roubando vendas do comprador do Gol G5 (G5,5?)?
Fotos: Reprodução/Quatro Rodas
Ainda não sei qual será a expectativa de vendas da Volks para o Up!. Mas, pelo que está se armando para o mercado, o Up! pode ser peça chave para tirar o Gol da liderança. Não acho que a Volkswagen irá vender menos, mas sim que o Gol poderá ser menos comercializado. O Up! é simpático, moderno e será mais barato (além de vir com alguns itens de série obrigatórios: ABS e airbag duplo).

Claro que a Volkswagen já trabalha na nova geração do Gol, que deve demorar ainda alguns anos para ser lançada. Até lá, o líder de vendas no mercado brasileiro há 26 anos não terá vida fácil. Além do Up!, o Fox também pode atrapalhar um pouco das vendas do Gol. Mas carros Volkswagen vendidos é exatamente o que a marca quer, não importando muito qual o modelo. Mas perder o título de "carro mais vendido do Brasil" é algo simbolicamente notável.

Mas as principais preocupações da marca alemã não são internas, mas sim externas: os Fiat Uno e Palio, o Hyundai HB20, o Chevrolet Onix, o futuro substituto do Celta e a próxima geração do Ford Ka, que deverá ser lançada causando um novo "estrago" aos concorrentes.

Imaginem ainda se a Renault tivesse um Clio mais moderno e seguro; se a Peugeot tivesse um modelo mais novo e melhor do que o 207 nacional; se a Citroën tivesse um compacto de entrada moderno e mais barato; se a Nissan tivesse mais força e logística para elevar as vendas March; e, finalmente, se a Toyota reestilizasse o Etios e conseguisse vender o modelo em volumes (bem) mais altos? A Volkswagen estaria em sérios apuros com o Gol. Quem ganharia no final das contas seria o consumidor brasileiro.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Das pistas para as ruas

O automobilismo de competição sempre teve papel primordial para o desenvolvimento dos carros comuns desde a primeira corrida realizada no mundo, em 1894, entre as cidades francesas de Paris e Rouen. Essa migração de tecnologia aconteceu em praticamente todos os componentes e sistemas, em maior ou menor grau, muitas vezes sofrendo adaptações por razões práticas e/ou de custos.

Os primeiros automóveis, surgidos em 1886, não passavam de carroças ou carruagens que recebiam motor e transmissão. Justamente a necessidade surgida com a competição levou ao desenvolvimento do primeiro chassi específico para automóvel. Daí em diante, a lista de pioneirismos nascidos nas pistas é muito extensa. Desde itens simples, como o primeiro espelho retrovisor (1911) até o turbocompressor nos motores (1923).

Tração nas quatro rodas, por exemplo, surgiu em 1906, e transcorreram 60 anos até o sistema migrar de utilitários pesados para automóveis comuns. Já freios a disco tiveram adoção bem mais rápida, pois surgiram em 1953 e dois anos depois estreavam nas rodas dianteiras de um automóvel topo de linha.

A Fórmula 1, expressão máxima de um veículo específico para corridas, também responde por vários avanços, embora sofisticação e alto custo sempre tenham sido obstáculos para transferências. Fibra de carbono, utilizada desde 1975, é aplicada hoje em carros mais caros, mas já em 1987 apareceu em pequenas partes mecânicas de picapes para aliviar peso.

Os motores atuais herdaram vários de seus desenvolvimentos diretamente dos autódromos. Economia de combustível é exceção, porém as coisas vêm mudando até na F-1. Em 2013 termina a era do foco único em potência, embora desde 2008 a categoria utilize a recuperação de energia cinética dos freios (KERS, em inglês). O objetivo não foi apenas potência extra, pois o sistema permite pequena economia de gasolina.

A partir de 2014, os motores sofrerão o processo de downsizing, ou seja, diminuição de tamanho e adoção de turbocompressor, como já acontece nos propulsores de veículos comuns. O V-8, de 2,4 litros, 700 cv/18.000 rpm, consumo em torno de 1,6 km/l, passará a V-6, de 1,6 litro, limitado a 550 cv/15.000 rpm. Esse novo motor utilizará pela primeira vez injeção direta, mas com nada menos de 500 bares de pressão contra 200 bares dos automóveis de rua.

Outra novidade é um motor elétrico acoplado ao turbocompressor (foto acima) que, além de acrescentar 150 cv, elimina qualquer atraso de resposta na aceleração (turbo lag). No final, a potência somada se iguala aos 700 cv atuais, porém com extraordinária diminuição de consumo de 35%. Apesar de caros, acredita-se que tanto o eletroturbo como as válvulas injetoras e bombas de alta pressão (desenvolvidas pela Magneti Marelli), possam baixar de preço e migrar para os automóveis em quatro a cinco anos, de início em modelos premium.

Não para por aí. O sistema avançado de captação de dados e transmissão em tempo real dos monopostos para os boxes, substituto da radiofrequência, tem previsão de evoluir da F-1 para ruas e estradas, de modo ampliado. Ao utilizar redes Wi-Fi de grande capacidade, será possível integração entre um veículo e outro, para evitar acidentes; ou entre veículos e infraestruturas centrais, visando ao tráfego inteligente, o que inclui otimização de rotas e direção sem motorista.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Volkswagen Fusca 2013 aparece nos anos 1970

Depois de fazer algumas propagandas ruins, outras medianas e poucas legais, finalmente a Volkswagen (e sua equipe de marketing) acertou em cheio com um bom comercial para um veículo da marca! E, para a alegria de muitos, o acerto foi com o Fusca!
Em uma viagem no tempo, o apresentador Cazé mostra as inovações tecnológicas e as transformações do Fusca 2013 para os brasileiros dos anos 1970, ao som de "País Tropical" de Jorge Ben Jor.

Parabéns a todos os envolvidos!

PS: Pena que no "Brasil rico", boa parte da população não consiga ter um Fusca desses.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Pegar e ficar calado

Prioridade para circulação dos automóveis nas cidades é a regra no Brasil. Todos estão cansados de ouvir. Será mesmo que existe esse “privilégio”? Em função de arrecadação de impostos, a lógica econômica diz que quem paga a conta deve (ou deveria) usufruir, se não os melhores serviços, pelo menos algo proporcional ao desembolso.

Fique de lado toda a imensa cadeia de impostos, taxas, tarifas e penduricalhos fiscais e parafiscais, em níveis federal, estadual e municipal, que incide sobre os motoristas ao longo de toda a vida de suas máquinas. De longe, a maior carga fiscal do mundo, direta e indireta. Foco é no IPVA.  O Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (inclui barcos e aviões, mas quase tudo vem de veículos sobre pneus), apenas em 2012, arrecadou nada menos de R$ 27 bilhões (cerca de US$ 14 bilhões), segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. E US$ 14 bilhões, só como ordem de grandeza, foi o custo histórico da hidrelétrica de Itaipu, ainda hoje a maior do mundo em geração efetiva, que levou sete anos em construção.

Metade de apenas esse único volumoso imposto vai para Estados e a outra metade, dividida entre municípios. Então, prioridade mínima para a circulação de veículos deveria incluir coisas corriqueiras como manutenção das vias e, mais do que isso, a sinalização semafórica. Seria absurdo, então, pedir câmaras de vigilância (em funcionamento efetivo) e painéis eletrônicos que indicassem situações de emergência, mais do que previsíveis em cidades do porte de São Paulo? A resposta, provavelmente, é que se trata de privilégios.

Volte-se ao corriqueiro, então. Chuvas fortes de verão, inundações de praxe, queda de árvores, falta de luz e o trânsito, obviamente, caótico. Mas como reagir, horas depois de um temporal, já com iluminação pública recuperada, a mais de uma centena de semáforos apagados ou embandeirados? Revoltante, uma viagem de 20 minutos se transformar em duas horas porque a cidade mais rica e que mais arrecada impostos possui apenas 200 cruzamentos com no-breaks, que em caso de apagão mantêm equipamentos elétricos e eletrônicos em funcionamento.

Não é vantagem indevida nenhuma. Tanto que a prefeitura paulistana e a concessionária de energia assinaram convênio para outros 178 sinais com no-breaks. Mas não foram instalados e se desentendem sobre a data em que deveriam ter sido. Mais grave: quem garante que a manutenção preventiva foi ou será feita? Metade das câmeras de vigilância de trânsito está inoperante por falta de cuidados. Mas os radares, fontes de arrecadação, estão perfeitos e com no-breaks, na maioria.

Plano de semáforos inteligentes, que se autoajustam ao nível do tráfego, foi desdenhado e sua ampliação, nunca efetuada. Certamente faz parte de regalias, daquelas que merecem condenação veemente. Mais fácil é impor rodízio de circulação pelo final da placa, que cria outros problemas e adia soluções inteligentes.
Indústria automobilística gera impostos suficientes para ampliar o transporte sobre trilhos (subterrâneo e aéreo) e melhorar, realmente, o trânsito nas grandes cidades. Motorista e automóvel não podem ser culpados pela inépcia do poder público. Ou, para sempre, pagar e ficar calado.

RODA VIVA

CORTES de preço (2 a 20%) nos modelos BMW e MINI, em função da aprovação da fábrica em Araquari (SC), dá à marca grande poder de competição. Carros mais caros, como o agora lançado Gran Coupé 640 (R$ 399.950) não se beneficiaram. Só dentro de seis meses haverá solenidade no local das obras, mas início de produção, confirmado para fim de 2014.

ESPERA-SE que Mercedes-Benz seja próxima marca premium alemã a confirmar produção no Brasil, nos próximos três meses. Não descartou utilizar instalações industriais da Nissan, em Resende (RJ), no segundo semestre de 2014, por conta de parcerias entre as matrizes no exterior. Mais provável, porém, é partir para fábrica exclusiva, em outro local.

FOCO do regime automobilístico, Inovar-Auto, é estimular fábricas e investimentos dedicados a novos produtos. “Puxadões” bastam nos aeroportos. Ainda depende de definições pelo governo federal o controle de conteúdo local de autopeças e componentes. Tema é complexo e de difícil formulação. Fala-se em três a quatro meses para solução final.

CRIATIVA firma alemã Foliatec lançou na Europa filme protetor para veículos em spray. Camada formada, totalmente invisível, protege para-choques, grades, rodas, faróis, lanternas e outros componentes. Adere em metal, plástico e vidro. Protege contra arranhões, pedriscos, lama e sujeira. Pode ser removido sem deixar vestígios e reaplicado.

DOCUMENTÁRIO Nutz, da produtora Firma Filmes, de Dino Dragone, breve em cartaz, traz interessante depoimento de Fernando Jaeger sobre a reprodução perfeita de antiga concessionária Vemag, a Dekabras, de São Leopoldo (RS). Instalações refletem exatamente o visual de cerca de meio século atrás, inclusive carros no salão de exposição.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Piloto (maluco) dá backflip inacreditável com Mini Cooper Works Countryman!

Inacreditável! Esta é a melhor palavra para descrever o Guerlain Chicherit fez a bordo de um Mini Cooper Works Countryman. O piloto conseguiu dar um backflip (um giro de 360º) com o carro, por cima de uma espécie de parede de neve! É impressionante!

Fiquei até achando que era uma montagem, mas o maluco realmente conseguiu! Segundo a Mini, Chicherit foi o único a conseguir este importante feito - realizado em Tignes, na França.

Eu gosto do final do vídeo, quando vemos o giro acontecendo sem replay ou câmera lenta, com som ambiente, até a parada do veículo. Tiro o chapéu para o Chicherit!

BMW também é carro!

Eu estava conversando com algumas pessoas ontem a noite e fiquei observando como existe uma supervalorização de duas marcas alemãs: Mercedes-Benz e BMW. Seus carros parecem inquebráveis, invencíveis, "inultrapassáveis", intocáveis... Eu concordo, sem questionar, que os carros que elas produzem estão entre os melhores do mundo!

O que admiro muito nas duas marcas é que elas são as mesmas em qualquer parte do mundo: modelos, motores, tecnologia, etc. - e sempre com o mesmo respaldo. Um Toyota Corolla, nos EUA, é visto de uma forma diferente do jeito como o carro é visto no Brasil. Esta distância entre percepções é menor entre os carros das marcas alemãs.

Mas, contrariando as pessoas do papo de ontem, BMW e Mercedes-Benz também estragam, apresentam defeito, precisam de combustível, de manutenção preventiva, etc.. E a foto abaixo, feita em Portugal no final de semana passado pelo leitor João Gabriel, mostra, de uma forma bem verdadeira, que "BMW também carro": o modelo está recebendo uma chupeta para dar partida! E a chupeta foi feita por um Mercedes.
Não importa se seja um BMW novo ou uma antigo, ou um Mercedes caindo aos pedaços ou brilhando na concessionária: todos os carros precisam de manutenção para rodar sem problemas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

"Motorista" vai ao posto de combustível, abastece e sai voando! Só na Rússia mesmo...

Esta é uma cena que, talvez, jamais veremos no Brasil - pelo menos por um bom tempo. Você sai de casa, pega o seu carro e vai ao posto de combustível. Ao seu lado, um sujeito para uma asa delta com motor, abastece o veículo na maior tranquilidade e sai, literalmente, voando do lugar! Se isso não deve acontecer por aqui, na Rússia, já é uma realidade:

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Semáforo mais confuso do mundo é retirado na China. Precisava?

Reprodução/G1
Amigos, não sei como descrever a imagem acima! Vejam como um semáforo pode atrapalhar muito mais do que ajudar. Estas imagens foram feitas na China.

Segundo o Portal G1, o "semáforo mais confuso do mundo" está localizado no parque temático de Chongqing, China. A peça é, na verdade, uma instalação de arte, mas estava confundindo motoristas e foi retirada do local na semana passada. Precisava mesmo?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O que o Volkswagen Polo europeu está fazendo no Brasil?

Há alguns dias, a Car and Driver publicou uma foto do Volkswagen Polo europeu em terras brasileiras. Para um carro que, um dia, foi o mesmo nos principais mercado mundiais, é frustrante ter a antiga geração por aqui, enquanto a nova, pelo visto, veio apenas passear. E é sobre isso que deixo a pergunta e algumas opções de resposta:

O que o Volkswagen Polo europeu está fazendo no Brasil?

A. Está servindo de base para os testes do novo Santana, já que os modelos compartilham diversos componentes (e até a plataforma).

B. Veio tirar onda dos brasileiros que convivem com o Polo "sem lugar" e com o Golf IV,5.

C. Veio mostrar que a sua traseira foi copiada pelo Gol "G6".

D. Veio mostrar aos brasileiros como ele é um baita carro, mas que não deve ser lançado por aqui.

E. Veio participar de clínicas com clientes e acabou ficando para curtir o Carnaval.

F. Todas as respostas acima.

G. Outra.

O que vocês acham?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Mudança de cenário

Volkswagen/Divulgação
Decisão já esperada, a Volkswagen acaba de anunciar a produção no México da sétima geração do Golf, automóvel mais vendido na Europa e, somada sua versão sedã Jetta, a família de modelos de maior venda no mundo, à frente das famílias Corolla e Focus. Está prevista sua importação a partir de 2014.

Este é mais um sinal da baixa competitividade de produção no Brasil, pois aqui o Golf estacionou na quarta geração. Porém, o México se fortaleceu por vários motivos. Além da moeda desvalorizada e baixos custos trabalhistas e de fabricação, tem a vantagem de se situar na zona de livre comércio da América do Norte, de onde importa autopeças produzidas em escala gigantesca e, portanto, a preços menores. O país também acertou acordos com a União Europeia e o Japão, além do Brasil/Mercosul. Não à toa a Audi confirmou, antes, sua fábrica mexicana para 2016. De lá poderá exportar, sem impostos, para três grandes blocos econômicos.

Novo Golf é o segundo modelo da arquitetura MQB (sigla em alemão para Matriz Transversal Modular). A partir dela, o Grupo VW vai desenvolver nada menos de 40 produtos, de compactos a médios-grandes e SUVs, de cinco marcas diferentes. O Brasil está na rota da MQB, que mostra flexibilidade de adaptação a linhas de montagem convencionais, segundo Ulrich Hackenberg, vice-presidente do grupo. Ele declinou de comentar quando e quais modelos, mas admitiu que, se o mercado continuar em crescimento e alcançar custos competitivos, o Golf também poderá ser feito aqui.

Abre-se, entretanto, uma janela para fabricação de compactos de entrada, em que o País mostra ainda ser razoavelmente competitivo. Até pouco tempo, os grandes grupos automobilísticos tinham margens de ganho bem pequenas em carros desse tipo e, assim, pouco interesse em desenvolvê-los. Mas a Renault começou a mudar esse cenário ao lançar o Dacia Logan, de sua subsidiária da Romênia, em 2004. Hoje, são seis derivações que utilizam uma arquitetura antiga e já amortizada, da própria Renault, voltada para oferecer bastante espaço a preço baixo. Real alternativa para quem só podia adquirir carros usados.

Não tardou a marca se expandir. Vendeu-se quase um milhão de unidades, em 2012, em 36 países, dois terços das quais com logotipo francês. A lucratividade está em torno de 9% por unidade, estimada pelo banco Morgan Stanley, muito acima das minguadas margens nos combalidos mercados maduros, em especial Europa. Claro, outros fabricantes estão de olho.

Primeira a anunciar um projeto de baixo custo foi a Nissan. Fará renascer a marca Datsun e utilizará plataforma Lada, marca russa que já esteve no Brasil, e hoje na aliança Renault-Nissan. Pretende produzir um carro por apenas 3.000 euros (R$ 8.000), fora impostos, vendê-los em mercados como Índia, Rússia e Indonésia e ainda ganhar dinheiro.

Agora, Volkswagen e Fiat anunciaram, quase ao mesmo tempo, estudos para esse promissor filão, igualmente com marcas novas. Ambas precisam ver que arquiteturas poderiam lançar mão e em que países a produção seria viável. Nada se sabe, ainda, sobre chances no Brasil, mesmo porque até o momento carros rústicos são pouco atraentes aqui. Mas oportunidades de exportação poderiam surgir e viabilizar a produção.

RODA VIVA

ANO começou bem com o melhor janeiro, em produção e vendas, da série histórica. O que ajudou foi o estoque formado em dezembro do ano passado: permitiu não repassar o primeiro dos três aumentos de IPI desse semestre. Ainda assim, ritmo de vendas diárias caiu e subiram os estoques totais de 24 dias (dezembro) para 29 dias (janeiro). Criaram-se 1.156 empregos novos.

APESAR do investimento de US$ 500 milhões para adaptar o Fiat 500 às regras de segurança dos EUA e mudanças nas linhas de montagem da Chrysler mexicana, seu sucessor, em 2015, deverá ser fabricado apenas na Polônia, onde o subcompacto chique começou em 2007. Vindo da Europa, ficará bem mais caro, como era antes, em razão do imposto de importação de 35%.

ESPAÇO interno (em relação às dimensões externas), motor de 1,35 l/108 cv e equipamentos de série são pontos vantajosos no subcompacto JAC J2, por R$ 32.000. Faltam coisas simples: destravamento das portas por botão central ou relógio que não obrigue desligar o rádio para saber a hora. Direção e suspensões precisam também melhorar.

PROFESSOR da PUC Minas e advogado, Leonardo Vilela acredita que Lei Seca para motoristas ainda suscita dúvidas jurídicas. “Um dos problemas anteriores era exigência de grau alcoólico. Isso continua dúbio. O Superior Tribunal de Justiça, em 2011, decidiu que, se a lei prevê uma referência, não se pode presumir. Ou seja, tem que haver prova efetiva deste grau.”

LOGO depois do Carnaval, aumenta em 50% o número de motoristas que procuram o serviço de reparo de para-brisas, de acordo com a Carglass, empresa especializada. Além do maior fluxo de carros nas estradas, é necessário observar certa distância da traseira de caminhões, principalmente.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Brasil estuda criar programa de reciclagem de veículos

Muito interessante essa matéria da Folha de S. Paulo. Eu sempre gostei de discutir esse assunto, pois o Brasil precisa urgentemente de um programa de renovação de frota e de reciclagem de veículos.

Sou a favor do IPVA ir ficando mais caro a com o tempo: quanto mais velho for o carro, mais caro é o imposto. Não precisa ser exatamente ano a ano, mas a cada três anos, por exemplo. Mas isso seria apenas uma das partes de um GRANDE todo. Governos, montadoras e entidades precisam se unir para conversar e definir um projeto benéfico para o país, para a população e para o meio ambiente.

Brasil estuda criar programa de reciclagem de veículos
O governo brasileiro estuda a criação de um programa de reciclagem de veículos. A proposta é da Fenabrave (federação das concessionárias), que analisa os modelos usados em outros países em discussão na convenção anual da NADA (associação dos concessionários dos EUA), que acontece nesta semana em Orlando.
Reprodução/Autosorfaos
"Estamos conversando com o poder público para que criem regras e um sistema de reciclagem veicular. Somos o quarto maior mercado do mundo e não temos uma legislação e um programa que indique o que será feito com o carro velho", diz Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave.

Além dos benefícios ambientais, interessa à Fenabrave uma medida de incentivo à renovação da frota, pois isso levaria a uma alta nas vendas de carros novos. "Aquece o mercado de novos e o de usados. Os ganhos são inúmeros, incluindo a redução da poluição, aumento da segurança no trânsito e a geração de renda com a contratação de pessoas e a compra de máquinas para o processo", defende Meneghetti.

FROTA VELHA
A frota nacional de carros tem idade média de 12 anos. Ao contrário de alguns países, no Brasil, quanto mais antigo é o carro, mais benefícios governamentais ele têm, como a isenção de impostos como o IPVA.

Já a situação dos caminhões é ainda mais preocupante, segundo Alarico Assumpção, vice-presidente da Fenabrave e especialista no mercado de pesados. A idade média da frota é de 14 anos. "Há caminhões com mais de 40 anos ainda 'trabalhando'. "São veículos em situação precária e perigosa", aponta Assumpção.

A criação de leis que regulamentaram a reciclagem na Argentina, por exemplo, permitiu a implantação de um programa do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) do país. A iniciativa reduziu o furto e o roubo de veículos na região da grande Bueno Aires em 70%.

No Europa, a legislação sobre o tema está mais avançada e há unidades para o tratamento dos carros fora de uso em países como a Espanha.

Texto: Ricardo Ribeiro
Reprodução: Folha de S. Paulo

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Consciência Coletiva

Depois de algumas mudanças, a lei realmente seca para dirigir foi regulamentada pela Resolução nº 432, do Contran, semana passada. Este será o primeiro Carnaval em que estreia a tolerância zero para qualquer traço de bebida alcoólica em exame de sangue ou de 0,05 mg de álcool por litro de ar expelido captado por etilômetro (bafômetro). O segundo limite apenas corrige um possível erro de leitura do instrumento.
Reprodução/Uol
Antes dessa regulamentação era possível ao motorista tomar um copo de cerveja ou uma taça de vinho – até o dobro disso se esperasse pelo menos duas horas para que o organismo eliminasse 50% do excesso. A polêmica em torno da recusa de se submeter ao bafômetro, alegando direitos constitucionais de evitar prova contra si mesmo, levou ao endurecimento da lei. O Contran também reiterou, de resolução antecedente, os sinais de alteração de sobriedade e outras provas: testemunhais, fotos e imagens.

Ainda se discute se o limite anterior – 0,3 mg/l – deveria ter sido reduzido pela metade para se enquadrar como crime de trânsito. Na maioria dos países europeus o limite é de 0,25 mg/l (em alguns 0,1 mg/l ou até zero), nos EUA 0,4 mg/l (em alguns estados americanos também se consideram outras evidências a partir de 0,25 g/l). No Japão, a legislação mudou e foi zerado. Quem se recusa, no exterior, a soprar o bafômetro não tem escapatória constitucional, mas nunca aparece quem aponte a realidade mundial. Aqui nem há certeza de como agirão os tribunais, apesar da nova lei e sua regulamentação.

Um erro comum é achar que alguém está obrigatoriamente bêbado, quando superasse o antigo limite de 0,3 mg/l. Depende de cada organismo, se homem ou mulher, condições de saúde, além de outras condicionantes. Ele ou ela poderá até dirigir devagar e em linha reta, sem cometer erros, mas será pesadamente multado, terá a carteira de habilitação suspensa, impedido de prosseguir ou preso em flagrante, de acordo com a legislação de cada país, se ultrapassar a indicação legal no bafômetro.

Estudo da Universidade de Yale, de 1992, indica que há nove vezes mais chance de acidente fatal se o motorista tiver concentrações entre 0,25 mg/l e 0,45 mg/l. Entretanto, existe no Brasil a cultura de certa permissividade quanto ao fato de beber e, em seguida, assumir o volante. E há também o péssimo hábito da dose de “saideira”, quando muitos já atingiram o perigoso estágio de alegria fácil e o bom senso indicaria esquecer o banco do motorista.

Fiscalização, praticamente, não existia no Brasil até 2008, quando o Congresso aprovou a chamada lei seca que, na realidade, nem era, pois até 0,1 mg/l indicado no bafômetro nada acontecia. Hoje, em várias cidades, a fiscalização é constante, rigorosa e alguns motoristas são presos. Mas quantos foram condenados, de fato? Se alguns tivessem ido para a cadeia por ultrapassar o antigo limite de 0,3 mg/l, o efeito de inibição seria, provavelmente, equivalente ao de 100 blitze.

Resta saber por quanto tempo o rigor das fiscalizações será mantido. Mas se ajudar a mudar a consciência coletiva, terá sido um grande passo em prol da segurança do trânsito.

RODA VIVA

AINDA não se estabeleceu uma data para a BMW promover cerimônia da pedra fundamental de sua fábrica em Araquari (SC). Cronograma de início de vendas permanece para o final de 2014: primeiro produto é o crossover X1, seguido, a cada dois meses, pelo hatch Série 1 e sedã Série 3. Os três modelos respondem por mais de 80% das vendas da marca aqui.

PEUGEOT considera o novo 208 como produto da virada no Brasil, a partir de abril. Presidente mundial do grupo francês, Philippe Varin, e Thierry Peugeot, da família controladora, estiveram em Porto Real (RJ) para lançamento industrial do hatch. SUV compacto 2008 é para 2014, mas a empresa descarta produção do sedã 301, apesar da base comum com o 208.
Honda/Divulgação
MOTOR flex 2 litros/155 cv dará impulso ao Civic ano-modelo 2014, já neste mês. Com etanol não há mais injeção de gasolina na partida em dias frios . Mostra disposição e harmonia com câmbio automático de cinco marchas. Preço de R$ 83.890 poderia incluir acessórios como retrovisor fotocrômico. Motor 1,8 litro ganhou vida graças ao novo câmbio manual de seis marchas.

INSPEÇÃO ambiental na cidade de São Paulo tem absurdos burocráticos: a cada ano, carros com motores dois-tempos devem pedir dispensa e quem precisar trocar o para-brisa vai penar para obter segunda via do selo anual. Novo Secretário do Verde e Meio Ambiente extrapolou ao comparar vidas salvas pelos cintos de segurança e pela melhoria do ar.

PARA defender seu negócio de venda de carros usados, Associação Brasileira de Locadoras de Automóveis (ABLA) criticou a redução do IPI no ano passado, que desvalorizou sua frota. Só faltava essa. Empregos salvos na indústria não parecem ter a menor importância para a entidade. Que, aliás, compra carros novos com descontos mais que generosos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

E se a Hyundai unisse o Tucson ao (velho) i30?

No Brasil, convivemos com a primeira geração do Tucson, e com a sua segunda geração, o ix35. A ideia da Hyundai/CAOA é vender os modelos em dois segmentos de preços distintos, deixando o Tucson mais "de entrada" e o ix35 mais "por cima". Mas não significa que o veterano não possa ganhar novidades. Ele já é nacional e agora tem motor flex. Mas será que a marca coreana terá outras novidades para o Tucson por aqui?
Na China, a Hyundai se prepara para unir o velho Tucson ao velho i30. Explico. A marca vai lançar o SUV com uma reestilização entre os meses de março e abril. E as mudanças estéticas na dianteira aparentemente foram inspiradas no hatch médio. Nada de design de "escultura fluída", como no HB20 e no novo (e caro) i30. A solução foi usar mesmo o atual i30 como referência. O resultado até passa, mas não chega a merecer elogios.
Na traseira, as mudanças nada lembram o hatch e agradaram ainda menos. Pelo flagrante percebemos que a marca substituiu a peça em forma de "U invertido" que envolve a placa (no meio da tampa do porta-malas) por outra um pouco diferente, mais chamativa (lembra dentes de vampiro). Não é possível perceber com exatidão se a cor da peça também mudou, mas ela parece ter ficado prateada. Se tiver mesmo mudado, será uma péssima ideia, tornando a traseira bizonha! As lanternas também mudaram, ficando mais feias do que a do modelo brasileiro.
Na lateral, aparentemente apenas as rodas são novas. Por dentro, o padrão usado na China foi mantido: interior com tons mais claros. 

Agora vem a dúvida: será que teremos este Tucson no Brasil? Não seria má ideia reestilizar o modelo por aqui, dando uma (relativa) movimentada no segmento e aquecida nas vendas. Se ele recebesse mais equipamentos de série e retoques visuais mais elegantes do que o chinês, seria muito bom.
Fotos do flagrante: China Car Times/Reprodução
E não que seria ruim se a Hyundai nacionalizasse e continuasse vendendo o "velho" i30 no Brasil, com motor 2.0 16V flex e preços variando entre R$ 45.000 e R$ 55.000. Mas isso não deve acontecer, ainda mais pelo alto valor pedido pelo HB20 1.6. Não custa lembrar que o novo i30 é 1.6, e não 2.0 aqui no país.
No Brasil, Tucson é flex - Fotos do Tucson BR: Hyundau/CAOA/Divulgação

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Novo Toyota Corolla 2014 aparece na internet. Visual é promissor!

Finalmente imagens reais do novo Toyota Corolla começam a aparecer na internet, e o carro parece bem mais promissor do que as incansáveis projeções, que estavam me deixando muito desanimado. Pelo visto a marca japonesa pegou o conceito Corolla Furia e tirou os detalhes de "Velozes e Furiosos" para deixar o sedã mais tradicional, mas ainda assim BEM mais moderno do que o (ultrapassado) modelo atual.

Detalhes de onde e quando estas fotos foram feitas são escassos, mas podemos ver que o novo Corolla tem visual que segue a mesma linha do Auris e do Camry. A dianteira lembra até a do Etios (infelizmente?). O carro das imagens deve ser uma unidade voltada para o mercado europeu ou norte-americano, e não para o japonês (reparem no volante).

Diferente da atual, a nova geração do Corolla terá diferenças apenas de motorização entre os principais mercados onde será vendida (EUA, Europa, Asia e América Latina), criando, finalmente, uma unidade visual mundial para o sedã.
Fotos: Carscoop/Reprodução
O lançamento do Toyota Corolla 2014 deverá acontecer no final de 2013 nos Estados Unidos, com a chegada na Europa prevista para o início do ano que vem. No Brasil, a produção e as vendas devem começar, na melhor das hispóteses, no segundo trimestre de 2014.

Espero que o novo Corolla vendido por aqui matenha as motorizações 1.8 e 2.0, mas com evoluções, especialmente no câmbio automático, que já deveria ter seis marchas há muito tempo. Quem sabe a Toyota não inova com uma transmissão de sete velocidades para o modelo? Sonhar não custa nada...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Novo (e caro) i30 já aparece no site da Hyundai/CAOA

Mesmo com frequência menor, a Hyundai continua com o estranho hábito de tentar tornar as coisas um pouco mais confusas para o consumidor. Depois do "gato por lebre" Veloster, dos cavalos + ponêis do Elantra, e de mais algumas coisas (e de tomar uma punição do próprio consumidor), a mais recente da marca é ter dois sites oficiais no Brasil: um para os carros fabricados no Brasil (HB20) e outro para os veículos distribuídos pelo "Hyundai CAOA Montadora" - pode até parecer difícil, mas a migração de um para outro não é problemática. E é no segundo site o lugar onde os internautas já podem encontrar informações da nova geração do i30, batizada na página de i30 GD (sigla que dificilmente alguém vai usar).

Pelo visto, a marca coreana vai valorizar, como principais características do novo hatch médio, o espaço interno, o visual e o conforto do carro. E realmente o carro parece ter ficado legal. Pelo menos no quesito design, ele está aprovado. Outro lado bom é que o hatch médio deverá vir recheado de equipamentos de série.
Os lados ruins são o motor 1.6 16V (com desempenho razoável para o tamanho e proposta do carro) e o preço (cobrado antecipadamente por algumas concessionárias) na casa de R$ 75.000 - absurdamente caro! Mas ainda há esperanças de valores mais baixos e, quem sabe, de um propulsor maior (2.0 16V flex?).

De acordo com a única versão do modelo disponível no site, o novo i30 é equipado com espelho de vaidade com iluminação (isso é sério), volante esportivo de quatro raios com dois tons de cor e acabamento em couro; retrovisor interno eletrocromático, coluna de direção com ajuste manual de altura e profundidade, bancos revestidos em couro, banco do condutor com ajuste elétrico, luz no porta-malas, habitáculo e porta-luvas; botão Active Eco Drive (para melhorar o consumo), suporte para garrafas e latas no painel das portas, console central com compartimento e apoio de braço, bolsas atrás dos bancos dianteiros; painel de instrumentos com iluminação em LED, banco traseiro rebatível separadamente 60/40, 5 encostos de cabeça com regulagem de altura; botão de partida (Smart Key); sistema imobilizador, Key less (travamento das portas a distância); botões de acionamento dos vidros iluminados em LED; kit multimídia com CD Player, ráio AM/FM, GPS e Bluetooth, entrada USB e auxiliar, e comando no volante, 4 alto falantes, 2 tweeters dianteiros; ar-condicionado eletrônico com visor digital (Dual Full Auto); canalização do ar para os pés dos passageiros de trás; Cruise Control (piloto automático), computador de bordo, teto solar panorâmico (se equipado), duas tomadas 12V no painel central e freio de estacionamento eletrônico.
Além disso, o modelo tem freio a disco nas 4 rodas com ABS, EBD, ESP (programa eletrônico de estabilidade) e TCS (sistema de controle de tração); rodas de liga leve (225/45 R17); para-choques e os retrovisores externos com a mesma cor da carroceria, sensor de estacionamento. câmera de ré, limpadores de farol, faróis de xênon com projetores, retrovisores externos com comando elétrico, retrovisores externos com indicadores de direção em LED, retrovisores rebatíveis eletricamente, maçanetas das portas na cor da carroceria, aerofólio traseiro com brake light integrado, sistema de auto acendimento dos faróis, faróis de neblina, grade dianteira com detalhe e logo cromados, limpadores do vidro dianteiro aerodinâmicos e antena no teto.

Mas, depois de acompanhar o lançamento do i30 atual, com todo respeito, não confio mais plenamente na lista de equipamentos passada pela Hyundai/CAOA (até segunda ordem). Não sei se vocês se lembram, mas o i30 atual foi anunciado com um bom preço e excelente pacote de conteúdos. Mas, quando foi lançado, ele chegou mais caro e menos equipado.
Acho que o para-choque traseiro ficaria mais bonito se fosse todo liso
E a minha desconfiança aumenta porque a página inicial do novo i30 no site da Hyundai/CAOA se contradiz, já que afirma, numa parte, que bancos revestidos em couro e ar-condicionado digital são de série. Em outro lugar, afirma que são opcionais por causa do "(se equipado)". Outra dúvida está relacionada aos airbags. O duplo frontal é de série, enquanto o lateral também deve ser. Já o de cortina e para os joelhos do motorista serão opcionais?

Pelo menos esta questão do site é fácil de resolver e espero que a Hyundai acabe logo com a confusão. Por outro lado, o "problema" do motor 1.6 16V não tem solução rápida. O conjunto mecânico do novo i30 é composto pelo mesmo propulsor 1.6 16V do HB20 e do Veloster (mas sem os falsos 140 cv do "esportivo"), com os verdadeiros 122 cv de potência e 16 mkgf com gasolina e 128 cv e 16,5 mkgf com etanol. Será que os proprietários vão sentir falta da motorização 2.0 16V (que agora é flex)? Inicialmente, o novo i30 será vendido apenas com câmbio automático de seis marchas.
Fotos: Hyundai/Divulgação
Concorrentes 1.6, 1.8 e 2.0
Ford Focus, Peugeot 308, Citroën C4 e Volkswagen Golf também são vendidos com motor 1.6 flex (8V no VW e 16V no restante), então qual seria o problema da Hyundai também usar a mesma cilindrada? A questão é que nenhum dos quatro concorrentes parte de R$ 75.000 com o propulsor 1.6. Completos, sempre com motorização 2.0, eles custam:

Citroën C4 Exclusive Sport 2.0 16V automático - R$ 69.980
Ford Focus Titanium 2.0 16V automático - R$ 71.064
Peugeot 308 Feline 2.0 16V automático - R$ 70.090
Volkswagen Golf GT 2.0 8V Tiptronic - R$ 70.964

Já Fiat e Chevrolet trabalham, respectivamente, com motores 1.8 16V flex para Bravo e Cruze Sport6, que têm mais potência e torque do que o novo i30. Completos, os dois custam mais do que os R$ 75.000 cobrados por algumas concessionárias da Hyundai, mas ainda menos do que os R$ 80.000 pedidos pelas mesmas revendas da marca coreana para o novo hatch médio equipado com teto-solar.

Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V automático - R$ 78.150
Fiat Bravo Absolute Dualogic Plus 1.8 16V - R$ 79.121

Pelo visto, o segmento de hatches médios está inflacionado. E, para não ficar de fora, a Hyundai quer entrar (bem) por cima com o novo (e belo) i30, que será um grande representante da categoria.

Hyundai i30
Comprimento - 4,30 m
Largura - 1,78 m
Altura - 1,495 m
Entre-eixos - 2,65 m
Peso em ordem de marcha - 1.210 kg

Chevrolet Cruze Sport6
Comprimento - 4,51 m
Largura - 2,098 m (com espelhos)
Altura - 1,477 m
Entre-eixos - 2,685 m
Peso em ordem de marcha - 1.410 kg (LT)

Citroën C4
Comprimento - 4,26 m
Largura - 1,773 m
Altura - 1,458 m
Entre-eixos - 2,608 m
Peso em ordem de marcha - 1.200 kg (GLX 1.6)

Fiat Bravo
Comprimento - 4,336 m
Largura - 1,792 m
Altura - 1,508 m
Entre-eixos - 2,60 m
Em ordem de marcha - 1.340 Kg (Essence)

Ford Focus
Comprimento: 4,351 m
Largura: 1,840 m
Altura: 1,497 m
Entre-eixos: 2,640 m
Peso em ordem de marcha: 1.290 kg (1.6 GL)

Peugeot 308
Comprimento: 4,276 m
Largura: 1,815 m
Altura: 1,498 m
Entre-eixos: 2,608 m
Peso em ordem de marcha: 1.318 kg (1.6 Active)

Volkswagen Golf
Comprimento - 4,204 m
Largura - 1,735 m
Altura - 1,457 m
Entre-eixos - 2,515 m
Peso em ordem de marcha - 1.191 kg (1.6)

Atualização
Infelizmente o valor do novo i30 foi confirmado. Agora cabe a você, leitor e consumidor, decidir se o carro vale mesmo os R$ 75.000 pedidos pela Hyundai. Eu achei o novo i30 excelente, mas não pagaria este preço (absurdo) por um.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fiat diz que fusão com a Chrysler acontecerá em 2014

Fiat/Divulgação
O presidente da Fiat, Sergio Marchionne, disse neste domingo que espera que a fusão da montadora italiana e a Chrysler, dos EUA, aconteça em 2014.

"Nós vamos conseguir fazer isso", disse em uma entrevista com o editor do jornal Repubblica. "Nós e VEBA [o fundo de pensão da United Auto Workers - um acionista da Chrysler] temos opiniões diferentes sobre o valor da Chrysler, mas vamos resolver o problema em 2014".

Marchionne, que dirige as duas empresas, disse em 30 de janeiro que os laços entre as duas montadoras era "irreversível" e as empresas se fundiriam assim que ele pudesse pagar pelo negócio, mas não deu uma data concreta sobre a fusão.

Perguntado no domingo, se a Fiat iria manter a sua sede em Turim, Marchionne disse: "Somos um grande grupo presente em todo o mundo, isso vai depender do acesso aos mercados financeiros e as escolhas da família Agnelli" que fundou a Fiat.

Ele ainda não havia "pensado" sobre o futuro nome da nova entidade, disse o presidente.

O negócio vai finalmente dar a Fiat uma participação de 65% na Chrysler e propriedade plena em 2015. A Fiat adquiriu uma participação de 20% na Chrysler em 2009. Desde então, a motadora italiana tem constantemente ampliado sua participação através de ações que eram propriedade do governo dos EUA e do fundo VEBA. As informações são da Dow Jones.

Texto: reprodução de Estadão.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Hyundai HB20 e o bizarro caso do carro com dois tanques de combustível

Meu amigo Ricardo me enviou um link do HB20 Clube que achei, inicialmente, que fosse uma piada. Lendo novamente, realmente tive certeza de que o post era sério. A situação é mesmo MUITO engraçada - mas também pode ser inusitada, bizarra... o jeito que vocês acharem melhor. Mas é uma situação verídica!

Não vou descrever o assunto, pois a leitura abaixo vale mais do que qualquer palavra que eu escreva. Também não vou reproduzir nomes, em respeito ao clube e aos participantes.

Reproduzo parte do que foi postado numa discussão do HB20 Clube. O protagonista está entre asteriscos, enquanto os comentários dos outros participantes está entre linhas.

VALE A LEITURA!
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"Olá pessoal.
...
Ontém sim, foi o dia que eu fiquei PUTO. Sou de BH e estava levando minha namorada em casa, com o tanque de alchool na metade, e com 1/4 de gasolina. A gasolina foi acabando, começou a piscar lá que estava acabando, e eu deixei pra lá né, esperando o carro automaticamente virar pro alchool (eu fiz o procedimento de abastecer primeiro alchool completo, chegando na metade abastecer de gasolina). Quando derrepente o carro para do nada, em um morro. FIM DO COMBUSTÍVEL DO CARRO, mas como se estava com meio tanque de alchool? Isso eram 4 horas da manhã. Andei 3km, comprei gasolina (isso meu carro no meio do "nada", pronto pra levarem ele), voltei e coloquei gasolina, mas como tava no morro, não bombeava pro motor. Chegou o reboque, viramos o carro e dei partida, e o carro funcionou.
LIGUEI HOJE NA CONCESSIONÁRIA PACIFIC MOTORS, E INACREDITÁVELMENTE TODOS ESTAVAM OCUPADOS, INCLUSIVE O GERENTE.

Estou com o carro em casa morrendo de medo de sair, e acontecer a mesma merda!

ESPERO QUE RESOLVAM E NÃO ME ENROLEM!"
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Me explica isso que eu não entendi!

Como assim tava piscando a luz que o combustível tava acabando e você ainda achou que tinha meio tanque de alcool?

Amigo... é um tanque só! Não tem nada de "virar pro alcool"
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Quando eu digo VIRAR AUTOMATICAMENTE, era simplesmente reconhecer o alchool e injetar.

O marcador de alchool estava na METADE, eu fiz isso de rodar 25km com cada combustível para o carro reconhecer.

Não tem maluco aqui não.
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"...com o tanque de alcool na metade, e com 1/4 de gasolina. A gasolina foi acabando, começou a piscar lá que estava acabando, e eu deixei pra lá né, esperando o carro automaticamente virar pro alcool..."

Buzon, será que o Hb20 dele tem 2 tanques e 2 marcadores, para álcool e gasolina?
Será que é um caso de " DUAL FUEL"?
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Tou me sentindo um cabaço.

Tem 2 marcadores, o da esquerda e o da direita... o da esquerda é alchool, o da direita gasolina, não?
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Amigo, antes de mais nada, acho que você precisa dar uma olhada no manual que veio com seu carro, isso tudo está bem explicadinho lá. De qualquer maneira, segue uma foto prá ajudar:
Painel do HB20 - HB20Clube/Reprodução
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Caraca que mico mano... vou reler o manual aqui então... uhauhauah
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reler não... vc vai ler o manual rsrs.

Mas estamos aqui pra isso. So que aqui vc vai ser um pouco zuado por isso, com o manual ninguém ia saber rsrs
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Galera!!!
Que sirva de lição prá todos!
Se alguém falar prá você que seu HB20 tem dois marcadores de combustível, fique esperto, pode ser uma...
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UHAUHAUHAUHAUHUHAA...

Já tava bolando um fight na concessionária segunda. Falei pro meu pai aqui, ele passou mal de rir.

APAGA AÍ MODERADOR, ESTOU SENDO ALVO DE BULLYNG, GRATO!
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Caminho até carro híbrido e elétrico é longo no Brasil

Enquanto montadoras da Europa, Estados Unidos e Japão prometem para 2017 a chegada de carros movidos a hidrogênio, o maior avanço em termos de transporte sustentável, o Brasil segue sem ter uma política definida para a matriz energética automotiva. Depois de ter lançado, no ano passado, o programa Inovar-Auto, que estabelece maior eficiência do motor a combustão, o governo inicia, após o carnaval, debate sobre incentivos a híbridos e elétricos, mas avisa que o processo será longo.
Prius custa R$ 120.830 no Brasil - Toyota/Divulgação
Ao menos uma montadora, a Toyota, levou ao governo proposta com prazo de cinco anos para iniciar a produção local de veículos híbridos com motor flex, que permitiria o uso do etanol no lugar da gasolina para gerar a energia que carrega a bateria elétrica. "O desenvolvimento do flex para o híbrido é viável, desde que sejam criadas condições para uma demanda que viabilize a produção", diz Ricardo Bastos, gerente-geral da Toyota.

A proposta da montadora japonesa, que tem duas fábricas de automóveis e uma de peças no País, é a desoneração, por dois anos, de impostos para a importação de híbridos. Nos dois anos seguintes, o subsídio seria mantido para modelos flex. No quinto ano, já com uma possível demanda criada no mercado, teria início a produção local. "Uma parte achou a proposta interessante, mas, como o governo é muito amplo, nada foi definido ainda", diz Bastos. Mesmo assim, a Toyota decidiu iniciar em janeiro as vendas do Prius, híbrido que já vendeu mais de 4 milhões de unidades no mundo desde1997. Na maioria dos países, até mesmo na Argentina, consumidores de "carros verdes" têm algum tipo de subsídio.

Com taxa de importação de 35%, IPI de 13% e frete, além do próprio custo maior da tecnologia, o Prius que vem do Japão custa R$ 120,8 mil no Brasil, num mercado que concentra mais de 40% das vendas no segmento com preços entre R$ 22 mil e R$ 45 mil. Na avaliação de Bastos, se o preço caísse para cerca de R$ 90 mil, o modelo teria boa saída.

Até agora, foram vendidas três unidades, uma delas para Yoshiharu Kikuchi, japonês de 72 anos, 54 deles vivendo no Brasil. "Mesmo pagando um pouco mais sei que estou dirigindo um carro que vai consumir menos combustível, o que me fará gastar menos no posto. Além disso, tem a parte ambiental, que considero bastante importante."

Também há uma frota de 20 táxis Prius, resultado de uma parceria entre a Toyota e a Prefeitura de São Paulo. Outras 80 unidades foram encomendadas e serão entregues neste ano.

Caminho
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que coordena grupo criado pelo governo para discutir a agenda tecnológica para a cadeia automotiva, espera ter um parecer até o fim de março. Bruno Jorge Soares, especialista da ABDI, ressalta que há um caminho a ser trilhado.

Segundo ele, o primeiro passo é melhorar a eficiência dos motores a combustão, processo previsto no Inovar-Auto. O programa estabelece, por exemplo, que até 2017 os carros novos terão de consumir 13,6% menos combustível em relação ao índice atual. Um veículo com gasolina terá de percorrer, em média, 15,9 km por litro e, com álcool, 11 km/litro. "Precisamos construir uma estratégia coerente e sustentável ao longo do tempo, pois não adianta dar incentivo agora se não tivermos condições de fazer um carro a combustão com padrão de competitividade global", diz. "Ainda temos muito a avançar em novos materiais e no processo produtivo."

Para Soares, o híbrido seria o passo seguinte. Já o elétrico é mais para o longo prazo, se for a opção da matriz energética brasileira. O debate pode se prolongar especialmente no momento em que setores da economia temem o racionamento de energia, embora o governo descarte.

Soares ressalta que mesmo países desenvolvidos que subsidiaram as vendas de carros híbridos e elétricos estão repensando a estratégia. Nos EUA, 3,5% das vendas em 2012, de 14,5 milhões de veículos, foram de modelos "verdes". No Japão, maior mercado desse tipo de produto, a participação é de cerca de 16%. Não quer dizer, segundo Soares, que o Brasil não possa desenvolver projetos paralelos, mas, num primeiro momento, "qualquer incentivo faria mais sentido se fosse aplicado no transporte coletivo, como os ônibus".

Ronaldo Marzará Jr., coordenador da Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), reconhece que a tecnologia dos híbridos e elétricos é incipiente e que, num primeiro momento, há barreiras para sua adoção, a principal delas o custo. Ressalta, porém, que não vê "nada de concreto sendo feito pelo governo brasileiro".

Marzará afirma que a SAE pretende criar um grupo técnico para trabalhar no desenvolvimento local de engenharias "para não ficarmos esperando que venha de fora". Ele também critica a demora em se alterar a legislação que determina a cobrança do IPI, hoje de 25% para o carro elétrico, a mesma incidente sobre motores a gasolina com potência acima de 2.0. Projeto de lei na Câmara do Deputados (4086/12) prevê a isenção de IPI para os elétricos e os híbridos, mas não há prazo para votação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Repórter: Cleide Silva 
Texto: Reprodução de O Estado de S. Paulo