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quinta-feira, 28 de março de 2013

Com poucas e boas* novidades, Volkswagen lança linha 2014 de Gol, Fox, Voyage, Polo, Polo Sedan e Golf

Para não ficar parta trás em relação aos mais recentes lançamentos do mercado, como os Hyundai HB20 e HB20S, Chevrolet Onix e Prisma, e do Peugeot 208, entre outros concorrentes (Sandero, Logan e mais aqui e aqui) a Volkswagen comemorou seus 60 anos de Brasil anunciando ontem o seu "pacotão" 2014, mostrando quais são as novidades das linhas Gol, Voyage, Fox, Polo, Polo Sedan e Golf. Os três primeiros receberam alterações interessantes, enquanto os outros três quase foram esquecidos.

Resumindo o post, boa parte das atrações são opcionais. Gol e Fox possuem ar-condicionado de série na versões mais caras. Temos ainda a série especial Fox Rock in Rio, com visual e conteúdos exclusivos. Gol, Fox e Voyage adotam agora a nomenclatura global Highline para as versões topo de linha (no lugar de Power, Prime e Comfortline, respectivamente), o que ocorre pela primeira vez em modelos fabricados no Brasil. Essa nomenclatura também identifica as opções mais refinadas de modelos como o Jetta e a Amarok.
Fox e CrossFox
Desde a versão de entrada, toda linha Fox traz de série direção hidráulica, conta-giros, banco do motorista com regulagem de altura, chave canivete, faróis com máscara negra, rodas de aço de 15 polegadas com calotas, para-choques pintados na cor da carroceria, desembaçador do vidro traseiro, aviso sonoro dos faróis ligados, airbag duplo frontal, freios ABS com sistema ESS (Sinal de Frenagem de Emergência - liga o pisca alerta automaticamente em frenagens bruscas), entre outros.

Fox e CrossFox possuem nova arquitetura eletrônica, já utilizada no Gol e no Voyage, que possibilita aos hatches receber, como opcional, o rádio RCD-320 (o mesmo do Jetta Comfortline), com CD Player MP3, entradas USB, SD-Card e Auxiliar, Bluetooth integrado e interface para smartphone. Conectado ao rádio está o PDC (Parking Distance Control), ou controlador de distância ao estacionar. Quando equipado com o sensor de aproximação de obstáculos traseiros (opcional), o Fox 2014 exibe na tela central do rádio a silhueta digital no formato da carroceria do veículo (visto de cima), exibindo uma barra que vai se aproximando da traseira à medida que a distância do obstáculo diminui.
A linha 2014 do Fox tem o quadro de instrumentos com novo grafismo e nova posição para o botão de acionamento dos faróis. E, como comentei antes, Fox Highline (finalmente) tem ar-condicionado de série.
Fechando as novidades da raposa, o Fox Rock in Rio tem todos s equipamentos de série da versão topo de linha Highline 1.6, e será ofertada durante seis meses no mercado nacional – entre abril e setembro, quando ocorre o festival musical – com cinco opções de cores: as sólidas Vermelho Tornado, Branco Cristal e Preto Ninja, além das tonalidades metálicas Azul Boreal e Prata Sargas.
Interior do Fox Rock in Rio não recebeu nenhuma novidade em termos sonoros
Curiosamente, o Fox Rock in Rio não recebeu nenhum tipo de alteração ou evolução no sistema de som - afinal, o festival é de música, certo?

Gol e Voyage
A dupla dinâmica da Volkswagen passa a trazer de série na versão Highline ar-condicionado (finalmente!), alarme keyless, chave canivete, vidros traseiros elétricos (em adição aos vidros dianteiros elétricos, já oferecidos de série nos modelos), espelho retrovisor externo elétrico com função tilt-down e sensor de aproximação de obstáculos traseiro.
Gol nunca foi tão bonito como agora no Brasil
Também houve incremento na oferta de equipamentos nas demais opções para os modelos. São novidades o copo porta-objetos no console central e a luz de leitura traseira no teto (opcional para o Gol). O Voyage passa a ser equipado em todas as suas versões com airbags frontais, freios ABS e direção hidráulica.

Complementam a lista de série itens como travamento central e abertura interna da tampa do porta-malas. O Novo Gol, que tem opção de carroceria de duas ou quatro portas, traz ainda limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro com temporizador como equipamentos standard.
Voyage 2014
Desde janeiro deste ano, todas as versões do Gol e do Voyage com o motor 1.6 trazem, de série, freios ABS e airbags frontais (inclui a utilização de cintos de segurança dianteiros com pré-tensionador e limitador de carga)
Polo praticamente não recebeu novidades para a linha 2014
Gol G4 continua com nível de segurança mínimo, sem ABS e airbag duplo nem como opcionais. O volante torto também continua.

Polo
Provavelmente caminhando para o seu final, a linha 2014 do Polo e do Polo Sedan não recebeu nenhuma alteração realmente relevante. Os modelos contam com novos revestimentos de bancos, novas calotas para a versão 1.6.
Polo Sedan 2014 quase ficou "na mesma"
Desde a sua versão de entrada, o Polo traz de série equipamentos como freios ABS, airbags frontais, ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, vidros e travas elétricas e rádio CD Player MP3 com entradas USB, SD-Card e Auxiliar, Bluetooth integrado e interface para smartphone.
Golf "IV,V" 2014 - algarismos romanos revelam a idade do modelo no Brasil
Golf
Na linha 2014 o Golf recebeu, em sua versão de base, grade do radiador pintada em preto brilhante e apliques nas grades inferiores do para-choque.

Em toda a gama do hatch médio houve alterações no rádio CD Player, que agora tem iluminação vermelha, e no mostrador do ar-condicionado Climatronic (item de série em todas as versões), que ganhou iluminação branca, acompanhando o restante da iluminação do painel. O modelo passa a trazer controlador de velocidade de cruzeiro desde as versões de entrada, tanto com o motor 1.6, quanto para o 2.0. Como opcional, passa a ser oferecida também para a versão Sportline 1.6 a roda de liga leve de 17 polegadas em nova cor.
Embora funcional, painel do Golf é bem ultrapassado
O Golf traz de série desde a sua versão 1.6 itens como sensor de obstáculos traseiro, vidros elétricos, freios ABS com EBD, airbags dianteiros e coluna de direção com ajuste de altura e distância. Além disso, o modelo recebe rádio CD Player MP3 com entradas USB, SD-Card e Auxiliar, Bluetooth integrado e interface para smartphone.

Concluindo
A Volkswagen trouxe novidades interessantes para as linhas Gol, Voyage e Fox. Mas acho que a lista de equipamentos de série destes três modelos deveria ser bem mais completa, ainda mais se pensarmos nos concorrentes.

Golf, Polo e Polo Sedan cumprem tabela à espera dos substitutos - a nova gweração do Golf, que não chega NUNCA, e o novo Santana (dificilmente teremos um novo Polo hatch por aqui). Fecho como uma pergunta: Por que o trio não recebeu a alteração do nome de suas versões topo de linha para Highline (algo atual e usado pela VW no mundo)? Seria sinal de mudanças num futuro próximo? É bem provável que sim.

Linha 2014 Volkswagen 

Gol G4 1.0 2 portas - R$ 25.750
Gol G4 1.0 Ecomotion 2 portas - R$ 25.750
Gol G4 1.0 4 portas - R$ 27.780
Gol G4 1.0 Ecomotion 4 portas - R$ 27.780

Gol 1.0 2 portas - R$ 28.280
Gol 1.0 4 portas - R$ 29.910
Gol 1.6 2 portas - R$ 33.210
Gol 1.6 4 portas - R$ 34.850
Gol 1.6 I-Motion 2 portas - R$ 36.000
Gol 1.6 I-Motion 4 portas - R$ 37.640
Gol 1.6 Highline 4 portas - R$ 44.690
Gol 1.6 Highline I-Motion 4 portas - R$ 47.480

Voyage 1.0 4 portas - R$ 33.790
Voyage 1.6 4 portas - R$ 38.590
Voyage 1.6 I-Motion 4 portas - R$ 41.380
Voyage 1.6 Highline 4 portas - R$ 47.190
Voyage 1.6 Highline I-Motion 4 portas - R$ 49.980

Fox 1.0 - R$ 33.770
Fox 1.6 - R$ 37.470
Fox 1.6 I-Motion - R$ 40.260
Fox 1.6 Rock In Rio - R$ 44.690
Fox 1.6 Highline - R$ 45.990
Fox 1.6 Highline I-Motion -  R$ 48.780

CrossFox 1.6 - R$ 50.600
CrossFox I-Motion 1.6 - R$ 53.390

Polo 1.6 - R$ 47.810
Polo 1.6 I-Motion - R$ 50.600
Polo 1.6 BlueMotion - R$ 52.210
Polo 1.6 Sportline - R$ 50.900
Polo 1.6 Sportline I-Motion - R$ 53.690

Polo Sedan 1.6 - R$ 50.570
Polo Sedan 1.6 I-Motion - R$ 53.360
Polo Sedan 1.6 Comfortline - R$ 52.800
Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion - R$ 55.590
Polo Sedan 2.0 Comfortline - R$ 56.290

Golf 1.6 - R$ 52.760
Golf 1.6 Sportline - R$ 57.290
Golf 2.0 automático - R$ 59.580
Golf 2.0 Sportline automático - R$ 62.620

*: Boas para o Gol, Fox e Voyage.
Fotos: Volkswagen/Divulgação

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Mudança de cenário

Volkswagen/Divulgação
Decisão já esperada, a Volkswagen acaba de anunciar a produção no México da sétima geração do Golf, automóvel mais vendido na Europa e, somada sua versão sedã Jetta, a família de modelos de maior venda no mundo, à frente das famílias Corolla e Focus. Está prevista sua importação a partir de 2014.

Este é mais um sinal da baixa competitividade de produção no Brasil, pois aqui o Golf estacionou na quarta geração. Porém, o México se fortaleceu por vários motivos. Além da moeda desvalorizada e baixos custos trabalhistas e de fabricação, tem a vantagem de se situar na zona de livre comércio da América do Norte, de onde importa autopeças produzidas em escala gigantesca e, portanto, a preços menores. O país também acertou acordos com a União Europeia e o Japão, além do Brasil/Mercosul. Não à toa a Audi confirmou, antes, sua fábrica mexicana para 2016. De lá poderá exportar, sem impostos, para três grandes blocos econômicos.

Novo Golf é o segundo modelo da arquitetura MQB (sigla em alemão para Matriz Transversal Modular). A partir dela, o Grupo VW vai desenvolver nada menos de 40 produtos, de compactos a médios-grandes e SUVs, de cinco marcas diferentes. O Brasil está na rota da MQB, que mostra flexibilidade de adaptação a linhas de montagem convencionais, segundo Ulrich Hackenberg, vice-presidente do grupo. Ele declinou de comentar quando e quais modelos, mas admitiu que, se o mercado continuar em crescimento e alcançar custos competitivos, o Golf também poderá ser feito aqui.

Abre-se, entretanto, uma janela para fabricação de compactos de entrada, em que o País mostra ainda ser razoavelmente competitivo. Até pouco tempo, os grandes grupos automobilísticos tinham margens de ganho bem pequenas em carros desse tipo e, assim, pouco interesse em desenvolvê-los. Mas a Renault começou a mudar esse cenário ao lançar o Dacia Logan, de sua subsidiária da Romênia, em 2004. Hoje, são seis derivações que utilizam uma arquitetura antiga e já amortizada, da própria Renault, voltada para oferecer bastante espaço a preço baixo. Real alternativa para quem só podia adquirir carros usados.

Não tardou a marca se expandir. Vendeu-se quase um milhão de unidades, em 2012, em 36 países, dois terços das quais com logotipo francês. A lucratividade está em torno de 9% por unidade, estimada pelo banco Morgan Stanley, muito acima das minguadas margens nos combalidos mercados maduros, em especial Europa. Claro, outros fabricantes estão de olho.

Primeira a anunciar um projeto de baixo custo foi a Nissan. Fará renascer a marca Datsun e utilizará plataforma Lada, marca russa que já esteve no Brasil, e hoje na aliança Renault-Nissan. Pretende produzir um carro por apenas 3.000 euros (R$ 8.000), fora impostos, vendê-los em mercados como Índia, Rússia e Indonésia e ainda ganhar dinheiro.

Agora, Volkswagen e Fiat anunciaram, quase ao mesmo tempo, estudos para esse promissor filão, igualmente com marcas novas. Ambas precisam ver que arquiteturas poderiam lançar mão e em que países a produção seria viável. Nada se sabe, ainda, sobre chances no Brasil, mesmo porque até o momento carros rústicos são pouco atraentes aqui. Mas oportunidades de exportação poderiam surgir e viabilizar a produção.

RODA VIVA

ANO começou bem com o melhor janeiro, em produção e vendas, da série histórica. O que ajudou foi o estoque formado em dezembro do ano passado: permitiu não repassar o primeiro dos três aumentos de IPI desse semestre. Ainda assim, ritmo de vendas diárias caiu e subiram os estoques totais de 24 dias (dezembro) para 29 dias (janeiro). Criaram-se 1.156 empregos novos.

APESAR do investimento de US$ 500 milhões para adaptar o Fiat 500 às regras de segurança dos EUA e mudanças nas linhas de montagem da Chrysler mexicana, seu sucessor, em 2015, deverá ser fabricado apenas na Polônia, onde o subcompacto chique começou em 2007. Vindo da Europa, ficará bem mais caro, como era antes, em razão do imposto de importação de 35%.

ESPAÇO interno (em relação às dimensões externas), motor de 1,35 l/108 cv e equipamentos de série são pontos vantajosos no subcompacto JAC J2, por R$ 32.000. Faltam coisas simples: destravamento das portas por botão central ou relógio que não obrigue desligar o rádio para saber a hora. Direção e suspensões precisam também melhorar.

PROFESSOR da PUC Minas e advogado, Leonardo Vilela acredita que Lei Seca para motoristas ainda suscita dúvidas jurídicas. “Um dos problemas anteriores era exigência de grau alcoólico. Isso continua dúbio. O Superior Tribunal de Justiça, em 2011, decidiu que, se a lei prevê uma referência, não se pode presumir. Ou seja, tem que haver prova efetiva deste grau.”

LOGO depois do Carnaval, aumenta em 50% o número de motoristas que procuram o serviço de reparo de para-brisas, de acordo com a Carglass, empresa especializada. Além do maior fluxo de carros nas estradas, é necessário observar certa distância da traseira de caminhões, principalmente.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ford Focus se prepara para fechar 2012 na liderança. Ano que vem promete entre os hatches médios!

Ford/Divulgação
Quem diria! Depois de muito tempo tentando, finalmente um dos melhores carros do Brasil deverá fechar um ano no topo do seu segmento! Estou falando do Ford Focus, que caminha, com relativa folga, para ser o 1º no ranking entre os hatches médios mais vendidos em 2012 no Brasil - essa é a minha categoria de carros favorita.

Mesmo com as inúmeras estratégias erradas de Ford para vendê-lo (exemplos: lançar o modelo apenas a gasolina; apostar as fichas no Focus Sedan, deixando o hatch mais de lado, etc.), o Focus, vice-líder em 2011, conseguiu superar o Hyundai i30 em 2012, de acordo com os dados de Fenabrave de janeiro até 15 de dezembro, e vai mesmo fechar 2012 em primeiro.
Hyundai/Divulgação
2012 (janeiro até 15 de dezembro)

1º. Ford Focus - 22.742 unidades emplacadas
2º. Hyundai i30 - 18.697 unidades
3º. Volkswagen Golf - 14.367 unidades
4º. Chevrolet Cruze Sport6 - 12.194 unidades
5º. Peugeot 308 - 11.294 unidades
6º. Fiat Bravo - 9.989 unidades
7º. Nissan Tiida - 9.032 unidades
8º. Citroën C4 - 6.911 unidades

Mas a situação do Ford não será fácil em 2013. Mesmo custando um absurdo, o Chevrolet Cruze Sport6 está vendendo bem, sendo o modelo mais comercializado do segmento em novembro. Lançado em abril, ele é o 4º no ranking de 2012, vendendo, muitas vezes, até mais do que o terceiro, o veteraníssimo Volkswagen Golf (4,5).

Com as mudanças previstas para o Sport6 (MyLink com bela tela no painel + pequena reestilização na dianteira, que pode ficar para depois), o Cruze hatch deve continuar dando muito trabalho. Imaginem se o preço diminuir?

Novembro - 2012
1º. Chevrolet Cruze Sport6 - 1.824 unidades emplacadas
2º. Ford Focus - 1.776 unidades
3º. Hyundai i30 - 1.354 unidades
4º. Peugeot 308 - 1.335 unidades
5º. Volkswagen Golf - 1.200 unidades
6º. Fiat Bravo - 934 unidades
7º. Citroën C4 - 466 unidades
8º. Nissan Tiida - 335 unidades
Peugeot/Divulgação
Peugeot 308 também está com uma participação expressiva em 2012 e tem tudo para brilhar no ano que vem. Lançado em fevereiro, ele até superou o Focus no Duelo aqui no De 0 a 100. Mas não acho que o modelo consiga mais do que um quarto lugar, mesmo com possíveis novidades para a linha 2014. Só mesmo com a chegada do novíssimo 308, prevista para estrear, no mínimo, a partir de 2015, o modelo terá condições de subir para o top 3.

Outro que precisa mostrar para que veio é o Fiat Bravo. Seu volume de vendas é semelhante ao do Stilo, o que considero ruim, não chegando a 900 unidades por mês em 2012. A marca italiana até se esforçou para torná-lo mais atrativo, aumentando o número de equipamentos de série, lançando o câmbio Dualogic Plus e a versão Sporting. Mas, assim com o Toyota Etios, o Bravo continua patinando nas vendas.
Fiat/Divulgação
Minha sugestão para melhorar a situação seria: redução de preços e adição de mais equipamentos  de série - mas nada de rodas de aro 17" e sim "equipamentos de verdade", como apoia-braço central banco traseiro com porta-copos; sensor de estacionamento traseiro; rebatimento elétrico dos retrovisores externos; Blu&Me (sistema operado por comandos de voz, com porta USB e viva-voz Bluetooth) e, principalmente, airbags laterais.

Grandes mudanças em 2013
Curiosamente, os dois líderes do segmento em 2011 e 2012 devem receber as mudanças mais profundas de 2013. As novas gerações do Ford Focus e do Hyundai i30 estão confirmadas para o nosso mercado.
Novo i30 - Hyundai/Divulgação
O primeiro a chegar, já no 1º trimestre, é o coreano. Testado há muito tempo no Brasil, seu visual, que segue a linha de design da Hyundai, deve ser o grande destaque - (praticamente um Elantra hatch), juntamente com a sofisticação interna. Isso deve acontecer para compensar a perda de desempenho, já que o atual motor 2.0 16V deve dar lugar ao 1.6 16V flex, igual ao do HB20, que desenvolve 122/128 cv de potência - é o mesmo propulsor do Veloster, mas que tem, segundo a Hyundai/Caoa, 140 cv (de mentira) no "esportivo". Pelo menos o câmbio automático terá seis marchas.

No meio do ano está prevista a chegada (da Argentina) do novo Focus (entre vários outros lançamentos previstos), já mostrado pela marca no Salão do Automóvel de São Paulo. Infelizmente, o Focus Sedan vem primeiro (depois pegam no meu pé porque critico a Ford pela estratégia de vendas do Focus...). Para compensar, a família Focus deve ganhar melhorias que estrearam com o novo EcoSport, como o câmbio manual automatizado Powershift de dupla embreagem.
Novo Focus - Ford/Divulgação
Eterna espera
Pelo lado da Volkswagen, a cadeira usada para esperamos sentados pelo novo Golf já quebrou porque ficou com as pernas podres (desgastadas pelo tempo). O Golf 4,5 (ainda) vendido por aqui é um bom carro (se não fosse, não venderia bem). Mas o brasileiro merece mais e nós queremos a geração mais moderna possível do Golf por aqui. Com certeza ele brigaria pela ponta do segmento, ainda mais se tivesse um preço competitivo.

Sobre a expectativa da chegada do novo Golf, prefiro não comentar quase nada, tamanha é a minha decepção com a Volkswagen - quem sabe, na melhor das hipóteses, ele não seja lançado em 2013, de preferência nacional (ou mexicano).
Queremos este Golf! - Volkswagen/Divulgação
O que me deixa um pouco mais animado é saber que nunca estivemos tão perto de termos um novo Golf no Brasil como agora. Mas, por segurança, meu otimismo continua contido.
 
Eternos coadjuvantes?
A Nissan tem algumas opções para o Tiida. A primeira delas, que espero que não aconteça, é apenas reestilizar o atual, aumentando a vida útil dele no mercado nacional por alguns (poucos) anos. A outra, bem melhor, que daria uma vida nova para o Tiida, seria lançar a nova geração do veículo, bem mais bonita e moderna do que a atual. Com a inauguração da fábrica da marca no Rio de Janeiro, prevista para 2014, a Nissan nacionalizará a produção do Versa e do March, abrindo espaço para o aumento do volume das importações dos novos Sentra e Tiida (provavelmente nesta ordem).
Novo Nissan Tiida - Reprodução de arte de Renato Aspromonte - Auto Esporte (Dezembro/2012 - Ed. 571)
Já a Citroën parece que se esqueceu completamente do C4. Moderno em outros tempos, o modelo já sente o peso da idade, que reflete nas vendas. A marca preferiu lançar primeiro sua turma familiar C4 Picasso, C4 Gran Picasso, Aircross e C3 Picasso; sua turma de alta tecnologia e design ousado (mas caros e com baixíssimo volume de vendas) DS3 e DS5; e seu carro chefe no país, o novo C3 (esse com completa razão); deixando, quase que totalmente em segundo plano, o C4 (hatch e Pallas).

Agora vamos esperar para ver se a marca francesa compensa esse aparente "descaso" com o lançamento da nova geração do C4 por aqui - e não com a versão reestilizada na China!
Nova geração do C4 - Citroën/Divulgação
A expectativa é que a nova geração do C4 seja lançada no Brasil em 2013 compartilhando os motores do 308: 1.6 16V EC5 flex, 2.0 16V flex e 1.6 THP. Só peço uma coisa para a Citroën: por favor, TROQUE a caixa de câmbio automático da família C4! Chega de problemas!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Volkswagen reconhece o erro no visual parecido de seus carros. FINALMENTE! Mudanças a vista

Finalmente a Volkswagen admitiu algo que venho dizendo há mais de um ano e meio: seus carros têm o design muito parecido!

Parado no trânsito ontem a noite pude refazer o "teste": olhei pelo retrovisor e vi um Fox, que poderia ser um Gol ou um Voyage, ou também poderia ser um SpaceFox ou até mesmo um Jetta. Demorei uns 15 segundos para identificar o veículo. Só o CrossFox e o SpaceCross ficaram de fora da "disputa". E olha que nem considerei o Passat e o Phaeton. Em resumo, a semelhança visual tornou os modelos da Volks monótonos na rua.
Como foi publicado na Quatro Rodas, o chefe de design da VW, Klaus Bischoff, admitiu que a decisão de seguir uma identidade visual única foi um erro. Pelo menos, a marca já se prepara para corrigí-lo, mas a solução deve demorar algum tempo.

A montadora pretende reforçar a personalidade de cada modelo, diferenciando-os pelo design. Com isso, os sedãs deverão seguir uma linha visual, enquanto os SUVs terão outra; os hatches terão linhas próprias; e por aí vai. 

Antes tarde do que nunca, muito bom Volkswagen!
Fotos: Volkswagen/Divulgação

domingo, 2 de dezembro de 2012

Alta Roda - Economia em conta-gotas

Os carros brasileiros terão que cumprir normas obrigatórias de controle de emissão de gás carbônico (CO2). Na realidade, deverão ficar mais econômicos, pois a diminuição de consumo de combustível é a única forma de reduzir o volume daquele gás em motores de combustão interna. Não se discutirão nesse artigo nuances políticas da questão – e são muitas. O foco está nas alternativas para atingir metas de economia.

Deve-se, antes, demonstrar a enorme evolução técnica dos automóveis, nos últimos 35 anos, em termos de desempenho e economia. O consultor inglês Roger Bishop, especialista em tecnologia automobilística, estabeleceu comparação não entre versões de entrada do VW Golf (carro mais vendido no mundo, somando-se o sedã Jetta dele derivado), mas dos atléticos GTI.

O primeiro surgiu, em 1975, com motor aspirado de 1,6 l/110 cv, injeção eletrônica indireta, peso de 810 kg, velocidade máxima de 177 km/h. Consumo médio de gasolina: 9,5 km/l. A sexta geração do GTI tem motor com turbocompressor de 2 l/211 cv (mais 92%), injeção direta, peso de 1.393 kg (mais 72%), velocidade máxima de 240 km/l. O consumo médio deste Golf, no entanto, melhorou nada menos de 30%: 13,7 km/l.

Apesar do grande salto, há muita novidade a caminho no campo dos motores. Compressores elétricos, velas de ignição a laser ou de plasma e até eliminação de velas, caso se chegue ao chamado diesotto em que motores a gasolina (preferencialmente) poderão trabalhar com ignição por compressão, como se fossem a diesel, pelo menos em parte do ciclo operacional. A propulsão híbrida, que combina motores elétricos e a combustão, também terá forte expansão.

No entanto, há muito por fazer para tornar um veículo mais econômico, além de trabalhar apenas no motor. As pesquisas apontam várias partes e componentes de um automóvel a serem modificados, visando economia direta ou indireta de combustível. Um simples sensor de pressão de pneus, por exemplo, tem potencial de cortar o consumo em 2%, se o motorista corrigir logo a desatenção ao item.

O estudo de Bishop apontou outras intervenções com percentuais de redução do consumo de combustível e do CO2 associado diretamente:
  • Assistência elétrica: 7%
  • Câmbio automatizado de dupla embreagem: 5%
  • Regeneração de energia dos freios: 3%
  • Diminuição de peso: 10%
  • Pneus de baixa resistência ao rolamento: 3%
  • Direção de assistência elétrica: 4%
  • Melhora aerodinâmica: 3%
  • Redução de arrasto nos freios: 2%
O problema está nos custos agregados às novas tecnologias. Teriam de ser repassados ao comprador do veículo, pelo menos em parte. Não é decisão fácil porque afeta o crescimento do mercado, tanto em países ainda com enorme potencial, como outros onde a frota precisa de renovação e, por ser tão grande, levará a ganhos ambientais expressivos. Para complicar, governos endividados nos países centrais contam com poucos recursos para estímulos fiscais.

E para ninguém pensar que um Golf GTI só melhorou, sem apresentar a conta, aqui vão referências. No caso, a Suíça, país de moeda estável e baixíssima inflação. Em 1975, custava cerca de 16.000 francos suíços; hoje, 42.000 francos suíços. Descontada a inflação do período, o carro teve um aumento real de quase 60%. E continuará subindo de preço.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Alta Roda - Ambiente pesado

O Salão do Automóvel de Paris, aberto até o próximo dia 14, não encontra o melhor dos climas este ano. Em meio à crise econômica europeia, que derrubou as vendas de automóveis em mais de 20% desde 2009, é difícil passar à imprensa, este ano em menor número, e ao público, a confiança esperada. Apesar do ambiente pesado, como o jornal Le Figaro destacou, a exposição francesa apresenta menos novidades, porém de maior valor do que outras edições.
Volkswagen/Divulgação
O Golf VII totalmente renovado, modelo mais vendido na Europa, e a reviravolta de estilo do Clio IV são alguns exemplos. Peugeot não ficou para trás e exibiu, quase pronto, o SUV compacto 2008. A marca, dessa vez, confirma sem hesitação que fabricará o carro no Brasil para concorrer com EcoSport, Duster e o Trax, estreante em Paris, a ser importado da Chevrolet mexicana em 2013. É reticente quanto ao sedã compacto anabolizado 301, adversário natural de Logan, Cobalt, Versa, Grand Siena e outros.

Os fabricantes relutam em confirmar o que é antecipado nos grandes salões internacionais. Renault nega planos sobre o Clio IV no Brasil por ser “muito caro”, mas 208 (janeiro próximo) e C3 concorrem diretamente com ele na Europa e aqui. As novas gerações de Logan e Sandero, estreantes em Paris e evoluídos também na parte interna, chegam até o final de 2013 e, certamente, o Logan terá o 301 a enfrentar.

Volkswagen continua negando o novo Golf no Paraná. O carro pesa 100 kg menos que o anterior. Porém, apesar de sua sofisticação, foi projetado para produção em qualquer fábrica da empresa no mundo. O carro será vendido aqui e, outra possibilidade, importado do México. A Ford estreou o novo Fiesta hatch retocado em Paris (igual ao que será produzido em São Bernardo do Campo, no início de 2013) e guardou a versão sedã para o Salão de São Paulo, a partir do dia 24. EcoSport estava no estande da empresa só nos dois dias de imprensa e deverá ser exportado da Tailândia para Europa.

O Fiat 500 L, substituto do Idea sobre arquitetura do Punto (nada a ver, portanto, com o subcompacto 500, derivado do Panda), tem alguma chance de produção em Betim porque sua importação da Sérvia ficaria muito cara.

Segundo a organização do 66º salão parisiense, há 80 estreias mundiais. Entre os modelos esporte, destaques para o inteiramente novo conversível Jaguar F, do qual se esperava um pouco mais; a reestilização discreta do Lamborghini Gallardo LP 560-4 e o incrível Mercedes-Benz SLS Electric Drive, 740 cv e quatro motores elétricos. No outro extremo, o Opel Adam, que parece ter sido desenhado às pressas para concorrer com os subcompactos de butique. No campo dos carros-conceito, o Peugeot Onyx destaca-se por materiais alternativos e o Citroën DS9, por aprofundar a linguagem de estilo da marca.

Active Tourer, também conceitual e quase em nível de produção, é o primeiro BMW com tração dianteira (arquitetura derivada do Mini, marca do grupo). Modelo em exposição tem motor dianteiro a gasolina e outro elétrico para tracionar as rodas traseiras, com autonomia de 40 km. Essa arquitetura híbrida parece ter grande chance no futuro próximo por sua flexibilidade, preço menor que elétrico puro e consumo/emissões bastante baixos.

RODA VIVA

TOYOTA espera lançar seis novos modelos de baixo custo para países emergentes até 2015. Um deles, SUV compacto, será produzido na Índia e no Brasil. Empresa também trabalha em um sedã compacto maior que o Etios. Americanos batizam esses sedãs de cheap space, espaço por baixo preço, em tradução livre.

CONSUMO de combustível ficará mais valorizado, em especial pelo novo regime industrial automobilístico. No Salão do Automóvel de São Paulo, além dos retoques no antigo Clio, Renault aposta que seu motor de 1 litro/16 v será o mais econômico entre todos os modelos à venda no Brasil sob controle de etiquetagem do Inmetro.

EVOLUÇÃO estilística do Citroën C3 vem acompanhada por nítidas melhoras mecânicas. Versão de topo Exclusive tem motor silencioso de 1,6 l/122 cv e boa disposição para acelerar, suspensões mais firmes e menos ruidosas e direção de assistência elétrica melhor que a anterior. Para-brisa ampliado alegra ambiente interno. Espelho avulso encaixado no para-sol não é boa solução.

HYUNDAI submeterá ao programa de etiquetagem do Inmetro todas as versões do HB20. Processo não se concluiu antes porque a prioridade era o lançamento do carro, alega a empresa. Também tem expectativa de ir bem no teste de impacto do Latin NCAP, sem antecipar o que espera. Toyota, mais transparente, prevê quatro estrelas, das cinco possíveis, com o Etios.

BRASIL tem 49 marcas de automóveis e comerciais leves em disputa. Pode parecer bastante, se não fosse pela situação de competição ainda maior no Chile, cujas vendas alcançam apenas 10% do mercado brasileiro. Como o país tem setor industrial muito fraco e é grande exportador de matérias-primas, tornou-se paraíso dos importadores. Nada menos de 65 marcas de todas as origens.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alta Roda - Cedo para previsões

Extrapolar a barreira de 400.000 unidades vendidas em um único mês, enquanto o crescimento do País patina em torno de 0,5% ao ano, são dessas coisas típicas do Brasil. Agosto, ajudado também por ser o mês mais longo do ano, com 23 dias úteis, bateu recordes: 420.000 veículos (inclui caminhões e ônibus) comercializados, 28% acima de agosto de 2011 e 5,5% superior, no acumulado dos oito primeiros meses.

A produção, também recorde, de 329.000 unidades, no entanto, cresceu apenas 1% (mês contra mês) e no acumulado, 7% de queda. Não é bom sinal por demonstrar que as exportações em baixa deixam de gerar empregos aqui. Hoje, menos de 15% da produção vai para o exterior, quando o ideal seriam 25%, no mínimo. Boa parte da falta de competitividade deve-se ao real valorizado, mas os custos elevados só agora começam a ser enfrentados com a anunciada expansão da infraestrutura e menos impostos sobre energia elétrica. Anteriormente, a carga fiscal sobre a mão de obra havia sido levemente aliviada.

A corrida às lojas, na última semana do mês passado, se explica pelo receio do fim dos incentivos.

Afinal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sempre negava a possibilidade de prorrogação, embora acrescentasse que era sua posição “no momento”. O desconto do IPI, em teoria, vai até 31 de outubro, porém continuará mesmo até 31 de dezembro. A dúvida da coluna é se, em outubro, começará o escalonamento da redução ou apenas no final do ano. Esse filme já foi visto e dependerá do nível das vendas até lá.

O resultado excepcional do mês passado vem, em parte, de demanda autorreprimida desde abril, quando começaram rumores de que o IPI ia baixar. Essas manobras fiscais funcionam melhor aqui porque o Brasil sofre a maior carga tributária sobre veículos no mundo. A União perde alguma receita direta, de fato (Estados e municípios, ao contrário, ganham). Mas graças ao feito multiplicador sobre o crescimento da economia acaba recuperando com alguma folga.

Se as vendas internas de veículos crescerem mesmo 5% em 2012, como a maioria dos analistas admite, teria um impacto de até 0,7% sobre o PIB brasileiro, soma de tudo o que se produz e consome. Portanto, além da qualidade dos empregos na indústria automobilística (salários mais benefícios voluntários), o governo acaba sendo pragmático: tem uma fórmula e sabe que funciona.

No cenário de hoje, os estoques totais de 19 dias, no final de agosto, provavelmente são os menores em nível histórico. Não é bom por diminuir as opções do consumidor e seu poder de barganha na hora da compra. Na realidade, ocorre uma distorção estatística, quando há súbitos movimentos de alta demanda, e agora em setembro os estoques voltarão a subir.

Resta saber o que acontecerá em 2013. O movimento de antecipação de compras este ano prejudicará as vendas no próximo? Em geral isso acontece no exterior, em programas de renovação de frota, ou mesmo aqui e agora com o mercado de caminhões, que desabou depois das compras adiantadas de 2011. Os otimistas acreditam que o crescimento do PIB do próximo ano dará sustentação ao mercado. Certo, a trajetória deve se manter em alta. De quanto será, é cedo para prever.

RODA VIVA
Volkswagen/Divulgação
NOVO Golf VII, à venda na Europa em dois meses, utiliza recursos sofisticados de produção. Projeto, porém, prevê a produção também fora da Alemanha, a preço competitivo. Isso coloca o México na rota do carro, onde já se produz sua versão sedã, o Jetta. VW faz ainda o velho Golf IV no Brasil e tem essa “dívida” no mercado brasileiro. Há chance de resgatá-la. A confirmar.
Chevrolet/Divulgação
NOME de projeto batizar o carro não é comum, mas a Chevrolet optou pelo nome Onix (sem acento) para o novo compacto, a estrear no Salão do Automóvel de São Paulo (24/10 a 4/11). Versão hatch conviverá com o Celta, enquanto o sedã substituirá o Prisma. Também o SUV derivado da S10 estará no salão: TrailBlazer, nome internacional, deve se manter.

COINCIDENTEMENTE, pouco antes a Hyundai também repetiu o nome do projeto HB no seu primeiro compacto brasileiro, fabricado em Piracicaba (SP). Referência HB20 será utilizada nas outras duas versões do modelo: o “aventureiro”, a se apresentar no salão; e o sedã, no início de 2013. Na Índia, o sedã compacto se chama Verna, mas a denominação ficará por lá mesmo.

ALÉM de anunciar venda, em 2013, do novo EcoSport na Europa (sem dizer se produzido lá ou importado), Ford confirmou o novo Mustang, em 2014, no Velho Mundo. Para tanto, ganhará refinamento mecânico e linhas de aceitação mais internacional. O Fusion terá motor EcoBoost de 3 cilindros/1 litro, algo de fato inédito para um modelo desse porte.

SUBSIDIÁRIA da Nokia, NavTec ampliou o programa de monitoramento em tempo real das condições de tráfego para Brasília, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. São 6.500 quilômetros de vias vigiadas quanto a engarrafamentos e informadas as condições a navegadores GPS (Airis, Garmin e Magellan).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Será que finalmente teremos o novo Volkswagen Golf no Brasil?

Na semana passada publiquei aqui no De 0 a 100 fotos e informações da bela e moderna geração VII do Volkswagen Golf. Na ocasião, critiquei a marca por ainda vender o ultrapassado Golf 4,5 no Brasil. Mas, conforme observou a turma do Notícias Automotivas, o novíssimo Golf pode mesmo estar a caminho do Brasil!

No vídeo promocional do modelo (acima), a VW mostra, por meio de imagens (especialmente do Rio de Janeiro), que o mercado brasileiro parece mesmo fazer parte do futuro da nova geração do modelo.

Segundo o NA, no Brasil, o Novo Golf 2013 deve chegar através do México, visto que uma exigência sindical no Paraná impediu o projeto de produção no país. Além disso, a VW já divulgou os dois próximos projetos para cá.
Volkswagen/Divulgação
Um deles é o compacto Up, que será feito em Taubaté (SP) e o outro é o Novo Santana, sedã que deverá ser produzido em São Bernardo do Campo (SP). Assim, a Volkswagen aproveitaria a produção mexicana do Novo Golf 2013, voltada para os EUA, para vendê-lo também por aqui.

É esperar para ver. O consumidor brasileiro já foi passado para trás tantas vezes com o Golf que nem vale ficar tão animado agora, embora esta seja a nossa maior chance de ter a nova geração do hatch médio dos últimos anos.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Enquanto agonizamos com a geração 4,5 no Brasil, Volkswagen divulga fotos do novo Golf europeu

O Volkswagen Golf sempre foi um baita carro! Mas o brasileiro vive uma espécie de sina, pois, até hoje, somo obrigados a conviver com a geração 4,5 do modelo. Na Europa, a Volkwagen acaba de revelar as novas linhas da 7ª geração do veículo! E como ficou bacana!
O design do Golf VII lembra o da geração anterior, mas com agradáveis evoluções. As linhas ficaram um pouco mais retas, com faróis e lanternas com novos desenhos. O Golf VII usa a mesma plataforma do Audi A3, chamada de MQB.
Por dentro, o painel é bem "tradicional Volkswagen", com comandos à vista, sem muitas ousadias, mas prático e funcional - sempre com direito a modernidades. Debaixo do capô podemos esperar motores com o estilo de sempre para a Europa: gasolina e a diesel, com os primeiros produzindo entre 60 cv e 140 cv de potência, e os outros desenvolvendo entre 90 cv e 190 cv - de acordo com a VW.
O novo Golf será exibido pela primeira vez ao público no Salão do Automóvel de Paris, que acontece no final de setembro.
Para os brasileiros, só nos resta sonhar e acreditar que, um dia, a Volkswagen irá lembrar de que o mercado nacional é muito importante a ponto de termos um Golf "de verdade".
Fotos: Volkswagen/Divulgação

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen anunciam novos preços de seus veículos com IPI reduzido

Praticamente todas as montadoras divulgaram os novos preços de seus modelos com o IPI reduzido. Jac Motors, Renault e Nissan agora estão acompanhadas de Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen. Confiram:

FORD (nem todos tiveram os preços reduzidos)
Ka 1.0 - R$ 21.240
Ka Sport 1.6 - R$ 32.550
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 24.210
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 33.000
Fiesta Sedan Rocam 1.0 - R$ 26.100
Fiesta Sedan Rocam 1.6 - R$ 35.030
New Fiesta hatch 1.6 16V - R$ 44.130
New Fiesta Sedan 1.6 16V - R$ 46.020
Focus GL 1.6 16V - R$ 49.110
Focus GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus GLX 2.0 16V - R$ 55.110
Focus Titanium 2.0 16V - R$ 64.180
Focus Sedan GL 1.6 16V - R$ 53.300
Focus Sedan GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus Sedan GLX 2.0 16V - R$ 56.490
Focus Sedan Titanium 2.0 16V - R$ 70.030
Fusion SEL 2.5 - R$ 84.500
Fusion SEL V6 - R$ 94.360
Fusion Hybrid 2.5 gasolina/elétrico - R$ 133.900

EcoSport XL 1.6 - R$ 45.100
EcoSport XLS 1.6 - R$ 48.190
EcoSport FreeStyle 1.6 - R$ 50.620
EcoSport XLT 1.6 - R$ 53.540
EcoSport FreeStyle 2.0 - R$ 56.250
EcoSport XLT 2.0 - R$ 56.250
EcoSport 4WD 2.0 - R$ 57.220
Edge FWD V6 - R$ 127.150
Edge AWD V6 - R$ 146.350
Courier L 1.6 - R$ 31.950
Courier XL 1.6 - R$ 42.190
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 63.110
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 67.250
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 76.820
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 77.890
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 81.370
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 85.960
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 88.430
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 96.300

PEUGEOT




TOYOTA
Fonte dessa tabela


VOLKSWAGEN

Modelo Preços antigos - R$ Preços atuais - R$
Gol G4 1.0 2p 26.960 24.291
Gol G4 1.0 4p 29.040 26.165
Gol G5 1.0 30.970 27.904
Gol G5 1.6 34.250 31.853
Gol G5 1.6 I-Motion 37.030 34.438
Gol G5 1.6 Power 41.120 38.242
Gol G5 1.6 Power I-Motion 43.900 40.827
Gol G5 1.6 Rallye 43.950 40.874
Gol G5 1.6 Rallye I-Motion 46.730 43.459
Voyage 1.0 33.200 29.913
Voyage 1.6 37.130 34.531
Voyage 1.6 I-Motion 39.910 37.116
Voyage 1.6 Comfortline 43.820 40.753
Voyage 1.6 Comfortline I-Motion 46.600 43.338
Fox 1.0 2dr 32.730 29.490
Fox 1.0 4dr 34.300 30.904
Fox 1.6 4dr 37.060 34.466
Fox 1.6 I-Motion 4dr 39.850 37.061
Fox 1.6 Prime 4dr 42.210 39.255
Fox 1.6 Prime I-Motion 4dr 45.000 41.850
Fox 2dr Bluemotion 36.730 34.159
Fox 4dr Bluemotion 38.300 35.619
CrossFox 51.100 47.523
CrossFox I-Motion 53.880 50.108
SpaceFox 45.310 42.159
SpaceFox Trend 49.725 46.265
SpaceFox Trend I-motion 52.425 48.776
SpaceFox Sportline 55.635 51.761
SpaceFox Sportline I-Motion 58.365 54.300
Space Cross 58.735 54.644
SpaceCross I-Motion 61.460 57.178
Parati 1.6 42.810 39.813
Parati Surf 51.050 47.477
Polo 1.6 47.510 44.184
Polo 1.6 I-Motion 50.290 46.770
Polo 1.6 Bluemotion 51.900 48.267
Polo 1.6 Sportline 50.590 47.049
Polo 1.6 Sportline I-Motion 53.370 49.634
Polo 2.0 Sportline 54.080 50.294
Polo Sedan 1.6 50.250 46.733
Polo Sedan 1.6 I-Motion 53.030 49.318
Polo Sedan 1.6 Comfortline 52.480 48.806
Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion 55.270 51.401
Polo Sedan 2.0 Comfortline 55.960 52.043
Golf 1.6 52.900 49.197
Golf 1.6 Sportline 57.510 53.484
Golf 2.0 Automático 59.720 55.540
Golf 2.0 Sportline Automático 62.850 58.451
Golf 2.0 Black Automático 66.590 61.929
Golf 2.0 GT 64.530 60.013
Golf 2.0 GT Automático 70.870 65.909
Jetta 2.0 Comfortline 65.755 61.172
Jetta 2.0 Comfortline Automático 69.990 65.111
Jetta 2.0 TSI Highline 89.520 82.382
Passat 122.450 112.677
Passat Variant 128.950 118.657
Tiguan 115.650 106.421
Saveiro SC 34.340 32.966
Saveiro SC Tropper 40.400 38.784
Saveiro EC 36.885 35.410
Saveiro EC Tropper 43.430 41.693
Saveiro Cross 49.200 47.232
Kombi Furgão 45.660 43.834
Kombi Standard 49.930 47.434
Amarok S CS 4X2 80.990 77.762
Amarok S CS 4X4 87.990 84.482
Amarok S CD 4X2 91.490 87.842
Amarok S CD 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CS 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CD 4×4 102.990 98.882
Amarok Trendline 180cv 114.490 109.922
Amarok Highline 180cv 129.490 124.322
Amarok Highline Automática 135.990 130.562

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Alta Roda - Discurso dúbio

Aspecto até certo ponto confuso do novo regime automobilístico, em vigor entre 2013 e 2017, é o estímulo às inovações tecnológicas. De fato, trazer as conquistas já conhecidas no exterior aos carros aqui produzidos só merece apoio. As barreiras para esse fim são amplamente conhecidas: baixo poder aquisitivo dos compradores e alto preço desses equipamentos, em geral absorvidos em escalas de produção bem maiores nos países centrais de três continentes.
Peugeot/Divulgação
Além disso, cerca de 70% das vendas no mercado brasileiro se concentram em carros compactos e seus derivados que, por razões óbvias, são os últimos, em qualquer lugar do mundo, a receber as conquistas técnicas de segurança, conforto e utilidade.

Portanto, é bom não esperar milagres. Mesmo porque o estímulo chegará na forma de redução de apenas dois pontos percentuais no IPI. Os fabricantes serão estimulados a ampliar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Porém o grande desafio está em adaptar o conhecimento existente no exterior às condições de uso no Brasil e, mais importante, ao bolso dos compradores. Como também não havia nenhum tipo de apoio fiscal, esse objetivo ficava cada vez mais distante, em especial no campo da eletrônica e informática de bordo.

Faltam também coerência e continuidade nas políticas governamentais. Afinal, de um mandato presidencial para outro as prioridades mudam. A justificativa para adoção em massa de motores flexíveis foi a volta do uso do etanol em larga escala e a segurança ao motorista em eventual escassez ou subida de preço temporária. No entanto, não se resolveu o impasse crucial nas bombas dos postos: a gasolina tem preço congelado; o etanol, ao deus-dará.

Talvez os fabricantes utilizem a especialização desenvolvida ao longo dos últimos anos para melhorar a tecnologia dos motores flexíveis e se creditar da diminuição do IPI. À exceção recente de motores de 1,6 litro da PSA Peugeot Citroën e apenas um modelo da Volkswagen, até hoje continua desprezada a partida a frio aquecida eletricamente apenas com etanol. Esse é apenas um exemplo simples do atraso da indústria. A solução, todavia, tardou tanto que pode ficar superada. Basta os fabricantes resolverem investir em sistema de injeção direta de combustível, que vai bem com gasolina e ainda melhor com etanol, em termos de consumo e desempenho.

Não se pode assegurar de que tudo isso ocorrerá sem resolver o impasse do custo por quilômetro rodado por um e outro combustível. Ou, então, se mudar a taxação sobre emissões, como ocorre na Europa, onde gás carbônico (CO2) tem impacto direto sobre o preço final dos veículos.

O Inmetro, responsável pelo programa de etiquetagem veicular que classifica os carros em termos de consumo de combustível, prepara nova tabela que incluirá informações sobre CO2. A novidade é o índice corrigido, corretamente, pelo ciclo fechado: da produção à ponta de escapamento dos motores. Nesse caso combustíveis fósseis ficam mal na fotografia e abrem espaço para biocombustíveis, caso do etanol de cana. Se o governo vai mexer nesse vespeiro, afinar seu discurso dúbio, inconsistente sobre meio ambiente e criar taxação sobre CO2 é algo de que ninguém tem a menor ideia.

RODA VIVA

FINAL da produção do Citroën Xsara Picasso e o fim próximo do Chevrolet Zafira viram uma página sobre monovolumes médios fabricados no Brasil. Só monovolumes compactos resistem. Fica expectativa sobre por quanto tempo a Renault produzirá station média Mégane Grand Tour, último produto brasileiro nesse segmento (tristemente) em extinção.

AUMENTO de 8% sobre importados da Fiat provenientes do México - subcompacto 500 e crossover Freemont – teve a ver não apenas com valorização do dólar frente ao real, mais ou menos na mesma proporção. Ocorre que cotas acertadas no acordo bilateral de comércio limitaram o equilíbrio oferta-demanda e o preço (no caso do 500) subiria de qualquer forma.

POR outro lado, forte concorrência entre produtos nacionais levou à redução definitiva (não é promoção) de até R$ 2.000,00 nos preços de Polo e Golf. Importados da Coreia do Sul e China, que não subiram de preço por razões estratégicas e outras menos elogiáveis, forçam uma situação a que todos se submetem: leis de mercado.

DISTORÇÕES típicas do sistema tributário brasileiro: imposto estadual (ICMS) menor para veículos importados que chegam via portos em razão de “guerra” fiscal. Lei federal colocará ordem na casa, mas como Estados pedirão compensação, quem compra carros (mesmo os nacionais, sem usar portos) pagam a conta de forma indireta. Coisas do Custo Brasil.
Volkswagen/Divulgação

ENTRE dois e três anos, se rodar em média 60 km/dia, comprador teria retorno do investimento no Fox BlueMotion (R$ 36.730,00 2-portas; R$ 38.300; 4-portas). Recebeu mudanças mecânicas e aerodinâmicas para economizar até 10% de combustível. Com gasolina, em estrada a 90 km/h constantes, marcou 22 km/l. VW espera BlueMotion representar 5% das vendas totais do Fox.