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domingo, 2 de dezembro de 2012

Alta Roda - Economia em conta-gotas

Os carros brasileiros terão que cumprir normas obrigatórias de controle de emissão de gás carbônico (CO2). Na realidade, deverão ficar mais econômicos, pois a diminuição de consumo de combustível é a única forma de reduzir o volume daquele gás em motores de combustão interna. Não se discutirão nesse artigo nuances políticas da questão – e são muitas. O foco está nas alternativas para atingir metas de economia.

Deve-se, antes, demonstrar a enorme evolução técnica dos automóveis, nos últimos 35 anos, em termos de desempenho e economia. O consultor inglês Roger Bishop, especialista em tecnologia automobilística, estabeleceu comparação não entre versões de entrada do VW Golf (carro mais vendido no mundo, somando-se o sedã Jetta dele derivado), mas dos atléticos GTI.

O primeiro surgiu, em 1975, com motor aspirado de 1,6 l/110 cv, injeção eletrônica indireta, peso de 810 kg, velocidade máxima de 177 km/h. Consumo médio de gasolina: 9,5 km/l. A sexta geração do GTI tem motor com turbocompressor de 2 l/211 cv (mais 92%), injeção direta, peso de 1.393 kg (mais 72%), velocidade máxima de 240 km/l. O consumo médio deste Golf, no entanto, melhorou nada menos de 30%: 13,7 km/l.

Apesar do grande salto, há muita novidade a caminho no campo dos motores. Compressores elétricos, velas de ignição a laser ou de plasma e até eliminação de velas, caso se chegue ao chamado diesotto em que motores a gasolina (preferencialmente) poderão trabalhar com ignição por compressão, como se fossem a diesel, pelo menos em parte do ciclo operacional. A propulsão híbrida, que combina motores elétricos e a combustão, também terá forte expansão.

No entanto, há muito por fazer para tornar um veículo mais econômico, além de trabalhar apenas no motor. As pesquisas apontam várias partes e componentes de um automóvel a serem modificados, visando economia direta ou indireta de combustível. Um simples sensor de pressão de pneus, por exemplo, tem potencial de cortar o consumo em 2%, se o motorista corrigir logo a desatenção ao item.

O estudo de Bishop apontou outras intervenções com percentuais de redução do consumo de combustível e do CO2 associado diretamente:
  • Assistência elétrica: 7%
  • Câmbio automatizado de dupla embreagem: 5%
  • Regeneração de energia dos freios: 3%
  • Diminuição de peso: 10%
  • Pneus de baixa resistência ao rolamento: 3%
  • Direção de assistência elétrica: 4%
  • Melhora aerodinâmica: 3%
  • Redução de arrasto nos freios: 2%
O problema está nos custos agregados às novas tecnologias. Teriam de ser repassados ao comprador do veículo, pelo menos em parte. Não é decisão fácil porque afeta o crescimento do mercado, tanto em países ainda com enorme potencial, como outros onde a frota precisa de renovação e, por ser tão grande, levará a ganhos ambientais expressivos. Para complicar, governos endividados nos países centrais contam com poucos recursos para estímulos fiscais.

E para ninguém pensar que um Golf GTI só melhorou, sem apresentar a conta, aqui vão referências. No caso, a Suíça, país de moeda estável e baixíssima inflação. Em 1975, custava cerca de 16.000 francos suíços; hoje, 42.000 francos suíços. Descontada a inflação do período, o carro teve um aumento real de quase 60%. E continuará subindo de preço.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Impressões: As qualidades do Volswagen Golf, o do lendário alemão

A nova edição do Impressões é muito especial porque o dono do veículo é um completo fanático pelo modelo! O carro da vez é um Golf GTI, o segundo Golf na história do Bruno, (muito) feliz proprietário do Volkswagen. Assim como aconteceu com ele, esse modelo já roubou o coração de muitas pessoas. Eu realmente acho legal quando alguém gosta de verdade de um carro específico, como o Bruno (Golf) e o Leônidas (Stilo). Não sei se conseguirei ter esse apego todo por um único carro... quem sabe quando eu comprar o meu Cadillac de colecionador daqui a alguns (muitos, mas muitos) anos.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo e o Bruno, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Garanto que a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.


"Minha história com o Golf começou em 2006 quando eu e minha esposa saímos pra comprar nosso primeiro carro e nos apaixonamos por um Golf GL 1.8, ano 95, alemão "de sangue". Apesar de ter seguido mais a emoção do que a razão, naquele momento considero que demos muita sorte pois, apesar do carro estar com 120.000 km rodados, nunca "dormiu" na oficina nos dois anos seguintes que ficamos com ele.

Pouco depois da compra (aos 125.000 km) tive que trocar a embreagem e fiquei feliz ao ser informado pelo mecânico que a embreagem antiga ainda era a original "made in germany". Coisa rara de se ver com essa quilometragem de acordo com ele.


Nessa época eu não entendia absolutamente NADA sobre mecânica mas, como sempre, fui autodidata e comecei a ler e estudar sobre o assunto para evitar alguns contratempos em oficinas desonestas. Fato é que tudo que sei sobre mecânica hoje aprendi nestes poucos anos estudando bastante e deixo como dica pra quem não entende nada e não tem tempo/ânimo pra encarar algum curso: vale MUITO a pena saber pelo menos o básico!


Este aprendizado foi muito útil e me ajudou a perceber, com o passar do tempo, como várias peças do "velho" GL eram de extrema qualidade comparadas às de muitos nacionais. O preço mais alto compensava e muito!
Com o tempo fui percebendo como aquele "velho" Golf GL era um carro bom mesmo com 11 anos de diferença em relação aos carros da época. E como era bonito e ainda chamava atenção aonde quer que eu fosse! Bem, como era meu primeiro carro, eu, naturalmente, poderia ter uma boa, ótima ou péssima experiência. No caso, tive uma ótima experiência!

Desde então comecei a virar fã dessa família (que depois de entrar no Clube do Golf descobri ser a terceira geração) e a medida em que eu ia conhecendo cada variação, cada motorização, os GTIs, os VR6, cada modelo específico, e sabendo como tanta gente no mundo adorava este carro, eu ficava cada vez mais vidrado! (tipo o Leônidas é com o Stilo dele, mas óbvio que não se pode comparar os dois carros, pois o Golf é infinitamente superior! hehe)


Fascinado por um carro, com 26 anos de idade, o caminho natural sabemos qual foi... a preparação de motores! Apesar de não ter chegado às vias de fato devido a implicações daquele motor monoponto, foi nessa época que também aprendi bastante coisa sobre preparação (inclusive recomendo o livro Maximum Boost do mestre americano Corky Bell).

Enfim, chega de falar do meu antigo carro! rs É que realmente não tinha como falar do amor ao GTI sem falar dele.

Então, sabendo que o Golf GTI de quarta geração disponível por aqui (hoje estamos na 4,5 podemos dizer) era exatamente o que eu queria fazer com aquele GL (era a evolução desse e ainda era um esportivo). Numa oportunidade com um membro do próprio Clube do Golf, finalmente realizei meu sonho mais próximo! O velho e bom alemão se despedia e dava lugar ao irmão mais novo GTI, modelo 2003, versão de 180 cavalos, com câmbio Tiptronic e uma gama de equipamentos de fazer gosto até hoje!

Além de compartilhar toda mecânica robusta com o primo Audi A3, o GTI vinha com coisas como:

- Freios ABS com EBD

- ESP (controle de estabilidade)

- ASR (controle de tração)
- 4 airbags (sendo 2 laterais)

- Piloto automático
- Teto solar

- Bancos em couro
- Câmbio automático sequencial (tip)

- Aquecimento nos bancos dianteiros (muito útil apesar de não parecer)

- Ar condicionado Climatronic (digital)

- Sensor de chuva
- Computador de bordo

- Retrovisor fotocromático (escurece automaticamente)
- Rodas 16"


Isso fora as coisas consideradas "básicas".


Rendimento

Com um motor 1.8 com turbo refrigerado à água, 20 válvulas e 200 cv aproximadamente (graças a alguns upgrades) entregando 26 kg de torque disponíveis numa ampla faixa que vai de 2.000 a 5.500 rpm, o carro anda muito e o conforto que o câmbio tip de 5 marchas proporciona é quase sem igual!

O consumo não é de carro popular, obviamente. Média de 6 km/l na cidade (Belo Horizonte) pegando trânsito pesado e sem abusar do pedal direito (sendo que 1 das 2 lambdas está acusando defeito e assim que for trocada, provavelmente, melhorará o consumo). A média mista cidade/estrada sobe pra casa dos 7,5 a 8 km/l.

Média só na estrada, se você se deixar levar pela emoção de acelerar e ficar em velocidade "média" acima dos 150 km/h (pode acreditar: é MUITO fácil estar acima dessa velocidade sem perceber) também ficará na casa dos 7 a 8 km/l. Já se quiser curtir a viagem, nos limites da lei e bem relaxado, sugiro ativar o piloto automático, definir 100 ou 110 km/h, ligar o ar (se for o caso) e curtir uma boa música. Pode ter certeza que você vai chegar no seu destino quase no mesmo tempo do que correndo a 150 km/h, e ainda fazer uma média de 14 km/l ou mais!


Todas as médias são com gasolina comum! Se colocar "suco Pódium" no tanque vai andar mais e vai beber mais, simples! rs


Estabilidade e segurança
Mesmo na altura original o carro passa muita segurança nas curvas, ainda mais pelo ESP presente (pode-se desligá-lo se quiser). Se você passar do limite numa curva, antes que a coisa fique feia para o seu lado, luzes vão piscar no painel e você vai ter a impressão de que uma mão gigante invisível colocou o carro no lugar. É sério; chega a assustar! rs


Junto com isso temos um ótimo sistema de ABS com distribuição de frenagem, airbags frontais e mais dois nos bancos dianteiros para o caso de colisões laterais (Deus me livre!). Ah, tem encosto de cabeça e cintos de 3 pontos para todos ocupantes!

Conclusão: é um carro MUITO seguro!


Conforto e comodidade

O GTI é também muito confortável com uma suspensão que privilegia o conforto, sem ser dura demais (devido ao ESP talvez). Além dos mimos que citei acima, meu Golf possui regulagens de altura e distância no volante, lombar e de altura nos bancos da frente; porta-óculos, porta-copo muito bem posicionado no painel, abertura eletrônica do tanque, travamento automático de portas; regulagem de altura dos faróis, computador de bordo com duas medições; fechamento automático do teto solar no alarme, porta-malas honesto, estepe igual às rodas originais, aquecimento nos retrovisores (que o GL já tinha); várias luzes de cortesia, inclusive nos para-sois e chega a ter algumas coisas absurdas, como aviso do nível do reservatório do esguicho de água baixo.


Conclusão: é um carro MUITO confortável! (mais para 4 pessoas do que 5)


Lógico, nem tudo são flores. Alguns pontos negativos e observações sobre o carro.
- Ter aviso de nível de água baixo para o esguicho e não ter um aviso sobre a portinhola do tanque aberta não da pra entender, dá?


- Alarme de fábrica PORCO! A Volkswagen projetou um alarme que se o meliante gira a fechadura, o mesmo desarma! Dããã! Quanta inocência! Pior é que deve vender carros com esse alarme até hoje...


- Apesar do Golf não encabeçar mais a lista dos carros mais roubados atualmente, já o foi por muitos anos. Talvez por isso as seguradoras pratiquem valores tão exorbitantes ainda hoje. A solução? Seguro por associação! (até rimou! hehe)


- A suspensão range um pouco quando molhada (problema crônico aparentemente, levantado junto aos usuários do
clube).
- Espaço limitado pra quem vai atrás. Dois adultos de média estatura e uma criança no máximo.


- O preço da maioria das peças na concessionária é SURREAL mesmo o carro sendo "nacional"! Alternativas são as importadoras e principalmente a internet, pois sendo um carro "mundial", no exterior encontra-se tudo para ele com preços honestos.
- O câmbio Tiptronic, que originalmente veio do Porsche, é excelente e mundialmente conhecido, porém tive um problema no meu e aviso: o custo da manutenção é bem dispendioso e exige mão de obra super qualificada.

Que eu lembre agora, os poréns são basicamente estes. Obviamente o custo de manutenção é mais alto que os carros "comuns", mas enumerar isto como "defeito" seria como querer que um carro turbo com 200 cv ou um V6 fosse econômico em combustível.



Algumas curiosidades sobre o Golf
- O GTI anterior a 2003 tinha motor de 150 cavalos, acelerador a cabo e não tinha a opção do câmbio Tiptronic. O emblema "GTI" na traseira é totalmente prateado;
- Os de ano/modelo 2003 em diante são os de 180 cv com opção do câmbio tip e acelerador eletrônico. O emblema "GTI" na traseira possui a letra "i" em vermelho;

- Existe uma versão rara do GTI chamada "VR6" que possui motor de 6 cilindros, 2.8 litros com 200 cavalos porém sem turbo. O câmbio é manual de 6 velocidades. Nesta versão todos são 2 portas e foram vendidos no Brasil apenas 99 unidades numeradas no painel (este deve matar muitos do coração por aí...rs);

- Existe uma versão ainda mais rara deste Golf chamada "R32" porém só é vendida na Europa e EUA. Vem com motor 3.2 litros naturalmente aspirado, com 240 cv, tração integral (a mesma do Audi Quattro) e com suspensão e adereços totalmente voltados à esportividade. (imagino como deve ser andar nesta belezura! :-) No Brasil você pode ver alguns poucos por aí que foram importados de forma independente) - NOTA DO BLOQUEIRO: tem um Golf desses em BH;
- O primeiro Golf a chegar aqui foi o de terceira geração (vulgo mk3) vendido até 98. De 98 em diante tivemos o de quarta geração (vulgo mk4) "puro", até 2006, e, a partir de 2007, houve a remodelação que o deixou como está hoje. Como esta reestilização desagradou a muitos fãs e era apenas superficial, o Golf ficou conhecido apenas como geração 4,5, uma vez que o verdadeiro mk5 só existia na Europa. Atualmente o Golf está na 6 geração na Europa e continua fazendo bastante sucesso.

Por lá ele vem com equipamentos vistos por aqui somente em carros de luxo como câmbio semi-automático DSG (de dupla embreagem), amortecedores pneumáticos que podem ter sua rigidez ajustada de acordo com a necessidade, airbags de cortina e para os joelhos, assistente de estacionamento que faz balizas bastando, para isso, o motorista acelerar e frear, sensores de obstáculos dianteiros e traseiros, sensor de pressão dos pneus, e sistema multimídia com GPS e tela de LCD integrados no painel. É realmente DE BABAR ou não é? rs
Conclusão
Se você realmente gosta de carro e nunca experimentou um Golf GTI (de preferência da quarta geração em diante) está longe de ser completo. Brigas e "richas" sempre vão existir. Marea x Golf, Stilo x Golf, etc... Não é mera questão de só "andar" mais ou ter mais espaço ou preço melhor.


Vários outros carros superam o Golf nesses quesitos. A principal questão é ter o prazer de dirigir de um carro que vem sendo melhorado a seis gerações pelos alemães desde a década de 70! No volante e no dia-a-dia você percebe o que isto significa com perfeição. Não é por acaso que a família Golf é a terceira mais vendida em toda história mundial e a Volkswagen deriva vários de seus carros da plataforma Golf (ex. Bora, Jetta, New Beatle, Scirocco e mesmo o Passat).


Observem que mesmo estando duas gerações atrasados em relação à Europa podemos comprovar esta qualidade. Imaginem quando a VW acordar para a concorrência e decidir nos atualizar com o exterior! Até lá aconselho fortemente a quem tiver o mínimo de curiosidade "dirigir" um GTI de quarta geração! Mas eu AVISO! Depois disto, o seu nível de exigência irá subir drasticamente! Não digam que não avisei!


Infelizmente (ou felizmente) a VW encerrou este ano a produção do GTI no Brasil. Quem sabe não vem coisa nova por aí!"


Opinião do blogueiro
Não tenho muito a acrescentar nas ótimas
Impressões do Bruno. Concordo com praticamente tudo que ele disse. Gosto do acabamento, da posição de dirigir e da condução do Golf, especialmente por causa do excelente câmbio. Me incomoda o espaço interno no banco traseiro, que poderia ser melhor, e o alarme de fábrica, que realmente é ridículo. Mas o que eu não gosto de verdade do Golf é o fato dele ainda estar na geração 4 (4,5) no Brasil. Isso realmente não é culpa do carro, mas sim da Volkswagen. O nosso Golf ainda é um excelente veículo. Mas a gerações posteriores, especialmente a sexta, são modelos muito superiores e que o brasileiro merece ter nas ruas.

Em relação às experiências que tive com o Golf, todas foram excelentes. A primeira foi com um GLX 1.8 prata (geração 3) de um amigo. A segunda foi com um 1.6 preto (geração quatro) de outro amigo. A mais recente delas foi com um GTI vermelho da geração 4,5 de teste, o famoso "carro mais potente do Brasil" quando abastecido com gasolina Podium (193 cv), que vocês conferem na foto abaixo. Foi a última versão do Golf GTI vendida no Brasil. O carro era realmente um foguete.


segunda-feira, 9 de março de 2009

Fim de linha para Chevrolet Tracker e Volkswagen Golf GTI no Brasil

Chevrolet/Divulgação
Mais dois carros estão deixando o nosso mercado. O primeiro deles, que já se despediu, é o Chevrolet Tracker (a GM não confirma a informação). No final no ano passado, diversos fatores apontavam para o fim de linha do modelo no Brasil. O primeiro foi o retorno oficial da Suzuki ao Brasil tendo, como principal modelo, o novíssimo Grand Vitara. Todo público e a imprensa fizeram a mesma pergunta à GM: como fica o Tracker com a volta da Suzuki? A resposta foi: “ele continua no mercado nacional”. Porém, foi muito estranho ter duas marcas vendendo duas gerações diferentes do mesmo carro com nomes diferentes (embora os dois sejam Vitara).

O segundo foi o anúncio do fim da produção do modelo na fábrica da marca em Rosário, na Argentina, no final do ano passado. A Suzuki fornecia as peças para serem montadas na terras dos nossos “hermanos”. Em dezembro perguntei à GM pessoalmente sobre a saída da linha do Tracker e tive a seguinte resposta: “todos os carros vão sair de linha um dia, então, um dia, o Tracker também vai sair de linha”. Não satisfeito com a resposta, emendei mais uma pergunta: mas e quem comprou e está comprando o Tracker agora (final de 2008/início de 2009), o que esperar da Chevrolet? Eles responderam: “enquanto este veículo tiver a gravata da GM na dianteira, ele terá assistência técnica da marca no Brasil”.

O fato foi que estive em duas concessionárias da marca e nenhuma delas tem o carro em estoque e nem previsão para receber novas unidades. Liguei para mais duas revendas da GM e recebi a mesma informação. Uma fonte de uma concessionária me disse que o carro não volta mais ao nosso mercado. A GM aproveitou a redução do IPI para queimar o estoque do modelo. O jipe chegou a ser vendido com descontos, podendo sair até por R$ 53.900. As últimas unidades do Tracker foram comercializadas em fevereiro.

O Tracker era vendido por aqui com motor 2.0 16V a gasolina de 128 cv desde 2006, em sua segunda aparição no mercado brasileiro. Sua primeira foi no início dos anos 2000. Vale lembrar que, em 2003, a Suzuki abandonou o Brasil depois da disparada do dólar, deixando todos os proprietários na mão. A GM

Acho uma pena o Tracker sair de linha. Embora ele seja ultrapassado em vários aspectos, como espaço e design, ele é um jipe honesto, que agüenta trilhas por causa da sua tração 4x4 com reduzida, além de já ter, de série, airbag duplo, ABS com EBD, ar-condicionado, direção hidráulica e teto solar.
Volkswagen/Divulgação
Outro que está dando adeus é o esportivo Golf GTI. Os estoques devem durar, no máximo, até o final de abril. Com isso, os esforços da Volkswagen serão concentrados na nova linha GT que, como o Vectra GT , tem apenas o visual esportivo, e não o desempenho esportivo - como o GTI (motor 1.8 turbo de 193 cv com gasolina podium).

O principal motivo do fim da linha, como não poderia ser diferente, é a crise econômica mundial, aliada ao alto preço e a baixa procura pela versão GTI - o mesmo aconteceu com o Stilo Abarth. Com câmbio manual, o modelo ainda é vendido por cerca de R$ 95.000. Já com a transmissão Tiptronic, o preço sobe para a casa dos R$ 107.000 (os valores podem variar de acordo com a cidade e região do Brasil). Quando você tenta montar um Golf GTI no site da Volkswagen, os preços das versões manual e automática não aparecem mais.

Com o fim do Golf GTI, diversas especulações começam a aparecer. A que eu gostaria que acontecesse seria a chegada do Golf VI ao Brasil, vindo do México, da mesma planta que produz o ótimo sedã Jetta. Outra possibilidade seria a geração V do modelo chegar ao Brasil, também vindo da fábrica do México, que aproveitaria os equipamentos e peças que foram colocados de lado na fábrica da Europa por causa da produção do Golf VI.

Seja a geração V ou a VI, o fato é que qualquer uma delas é muito superior à IV,5 que é vendida no Brasil.