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terça-feira, 19 de março de 2013

Para Latin NCAP, Ford EcoSport é um carro seguro. Hyundai HB20 precisa melhorar

Ford/Divulgação
O Programa de Avaliação de Carros Novos da América Latina (Latin NCAP) divulgou hoje resultados de testes de colisão feitos com dois carros "badalados" fabricados no Brasil: Ford EcoSport e Hyundai HB20.

Os testes demonstram que houve progresso, e que mais carros latino-americanos têm obtido classificação de segurança quatro estrelas. Com esses resultados, encerra-se a terceira fase do Latin NCAP, do qual a PROTESTE Associação de Consumidores foi impulsionadora e é parceira.

Do meu ponto de vista, muitas melhorias em termos de segurança ainda precisam ser feitas em carros nacionais. Além de airbag duplo frontal e ABS, todos os veículos fabricados e vendidos no Brasil deveriam ter, de série, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, além de ar quente, desembaçador e limpador (este para os hatches) do vidro traseiro.

Na sua segunda geração, o EcoSport obteve quatro estrelas estrelas na avaliação de proteção de adultos, e três estrelas na proteção das crianças. O "coreano brasileiro" HB20 foi até bem na proteção para adultos, com três estrelas, e decepcionou muito na segurança de crianças com apenas uma estrela..
HB20 não é muito seguro para crianças - Hyundai/Divulgação
Quanto mais seguro o carro, mais estrelas ele recebe. Os modelos foram avaliados em número de estrelas, que vão de cinco, para segurança ideal para aos ocupantes, a zero, para os mais inseguros.

Nestas avaliações, cada automóvel é submetido a uma colisão frontal a 64 km/h contra um obstáculo deformável, que simula outro carro. O programa já testou, nos últimos três anos, 28 modelos, incluindo a maioria dos carros mais vendidos na região.

Para a proteção dos ocupantes, um bom carro deve satisfazer a duas condições: em colisão, a estrutura não pode entrar em colapso; e deve contar com um absorvedor metálico, em aço ou alumínio, que evita a deformação das longarinas (peças estruturais atrás do para-choque), conhecido como crash box. O HB20 revelou uma estrutura estável durante o ensaio, o que é desejável. No entanto, os seus sistemas de retenção não funcionaram adequadamente.

A segurança das crianças deve ser melhorada, pois um dos sistemas de retenção quebrou devido a cargas elevadas no cinto de segurança do carro. O manequim de 3 anos se chocou, então, contra o encosto do banco da frente. Também o de um ano e meio, sentado em frente, foi exposto a elevadas desacelerações. Ambas as situações explicam a baixa pontuação.

 A fixação das cadeirinhas infantis com o sistema de retenção Isofix desempenha um papel significativo na redução de erros de instalação e melhorou o desempenho dinâmico em alguns casos. Foi o que se comprovou no veículo da Ford. O Latin NCAP recomenda e incentiva todos os governos da região a adotar o sistema em seus mercados, por meio do Regulamento R44 da ONU.
Por outro lado, a apresentação de uma estrutura estável não é tudo, quando os sistemas de retenção (airbag, cintos de segurança, pré-tensores, etc) não podem fornecer proteção adequada para desacelerações elevadas. Uma boa proteção é alcançada por carros que podem equilibrar um comportamento estável estrutural e encostos de sistemas que protegem adequadamente os ocupantes do veículo.

Para o Latin NCAP, os consumidores devem exigir que os fabricantes adotem, ou que lhes sejam impostas, as recomendações das Nações Unidas em relação aos padrões dos testes de colisão (regulamentos R94 e R95). Dessa forma, haverá mais proteção a todos os envolvidos no trânsito, e os consumidores terão oportunidade de escolher seus carros segundo as avaliações de segurança dos testes de colisão efetuados pelo Latin NCAP.
Etios bem, J3 mal
Se o HB20 não foi tão bem, o que podemos dizer do Jac J3? Segundo os testes, o modelo tem mais segurança do que o coreano para crianças, mas deixa bastante a desejar na hora de proteger os adultos. Mesmo sem airbags, o Renault Sandero obteve a mesma nota do hatch chinês.

Acima destes três concorrentes está o Etios hatch. O "não" popular da Toyota conseguiu quatro estrelas para a proteção de adultos e crianças - prova de que o conjunto mecânica do modelo é realmente muito bom, mesmo com o painel feio e ultrapassado.

New Fiesta e City no topo
Da lista divulgada, Honda City e Ford New Fiesta foram os veículos mais seguros para adultos e crianças, alcançando, cada um, quatro estrelas nos testes.

Com informações de PROTESTE Associação de Consumidores.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Toyota duplica a produção do Etios no Brasil. A notícia é boa, mas será mesmo necessária?

Inaugurada em agosto de 2012, um mês antes do lançamento oficial do Etios, a fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) implantou, no início de janeiro, o segundo turno de produção do hatch e do sedã, duplicando de 150 para 300 unidades produzidas do modelo por dia.

Ter mais um turno na planta faz parte da estratégia da marca em fabricar 70.000 veículos do "popular" no primeiro ano cheio de produção (2013), como foi previsto e anunciado na cerimônia de abertura da unidade. O lado (muito) bom desta notícia da Toyota foi a contratação de 620 novos funcionários para suprir a nova demanda de produção. Agora, a fábrica de Sorocaba conta com cerca de 1.600 colaboradores no total.

De acordo com a marca, tradicionalmente a produção em fábricas novas acontece com apenas um turno de operação. De setembro a dezembro de 2012 foram produzidos pouco mais de 10 mil unidades do Etios, número 7% maior que a previsão inicial da companhia, que girava na casa das 9.500.
"Lindo painel " - Fotos: Toyota/Divulgação
Por outro lado, tenho sérias dúvidas se a Toyota conseguirá ter demanda para as 70.000 unidades previstas para serem produzidas em 2013. Para vender 36.000 unidades do modelo por ano, a média mensal precisaria ser de 3.000 carros.

Somando os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2012, todos com o IPI reduzido, de acordo com a Fenabrave, foram emplacadas 6.969 unidades do Etios, sendo 4.353 do hatch (média mensal de 1.088 carros) e 2.616 do sedã (média mensal de 654 veículos). A média somada das duas carrocerias seria de 1.742 carros emplacados por mês no ano passado - longe das 3.000 unidades que citei e muito distante das cerca de 5.800 unidades previstas pela Toyota (se atingisse toda a capacidade de produção de Sorocaba).

Por isso pergunto: será que foi uma boa ideia duplicar a produção? Se os preços caírem; se o Etios ganhar um acabamento mais refinado e melhorias no painel, sem dúvida vai ter valido a pena. Mas, se nenhuma dessas hipóteses acontecer, as vendas não vão subir e a decepção vai continuar grande.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

IPI começa a reaparecer nos preços dos carros no Brasil. Hyundai HB20 sobe mais do que deveria

No final do ano passado, o Governo Federal anunciou que o IPI retornaria de forma gradual para os automóveis vendidos no Brasil. Com isso, todos os carros vendidos por aqui que se beneficiaram com a redução do imposto voltarão a ter seus preços "cheios" a partir de julho.

Desde primeiro de janeiro, a cobrança do IPI deixou de ser zero e passou para 2% para carros flex até 1.0, valor que segue até o final de março. De abril abril até junho, sobe para 3,5% chegando, finalmente, para os (caros) 7% originais a partir de julho.

Enquanto algumas marcas fazem campanha dizendo que vão manter os preços com o IPI reduzido até algum determinado dia de janeiro, como é o caso da Toyota com o Etios (já que o modelo tem vendas pífias), e da Kia, outras já começaram a repassar os preços aos consumidores, como Fiat, Ford e Chevrolet.

Este também é o caso da Hyundai, que elevou o preço de seus modelos. Curiosamente (?), o sucesso de vendas da marca, o HB20, subiu mais do que (teoricamente) deveria. Ao invés de aumentar os 2% do IPI, as versões com motor 1.0 subiram entre 2,9% e 2,94%.

Hyundai HB20 1.0 Comfort - R$ 31.995 foi para R$ 32.935 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort + Audio Hyundai - R$ 33.930
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus - R$ 33.995 foi para R$ 34.995 (aumento de 2,94%)
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus + Audio Hyundai - R$ 35.990
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style - R$ 37.995 foi para R$ 39.095 (aumento de 2,9%)
Nos modelos com motor flex entre 1.000 e 2.000 cilindradas, de janeiro a março a alíquota passará dos atuais 5,5% para 7% e chegará a 9% no segundo trimestre. A partir de julho ela volta para os (altos) 11%.

Para veículos com propulsores entre 1.0 e 2.0, movidos apenas a gasolina, o IPI no primeiro trimestre de 2013 subirá de 6,5%, para 8%. De abril a junho, vai para 10% e, a partir de julho, retorna para (salgados) 13%.

Voltando ao HB20, nas versões com motor 1.6, o aumento dos preços foi ainda mais abusivo. Ao invés de 1,5%, o hatch ficou de 2,56% a 5,23% mais caro. A marca pode alegar que o valor ficou mais alto porque o sistema de Audio Hyundai BTH foi incluído como item de série em algumas versões - antes era opcional, como na época do Duelo contra o Onix - permitindo que o consumidor pudesse escolher entre adquirir o sistema ou não.

O Audio Hyundai BTH é composto por rádio 2 DIN com função MP3 player, Bluetooth com audio streaming, conexões USB/AUX frontal; e comando de áudio e Bluetooth no volante.

Hyundai HB20 1.6 Comfort + Audio - R$ 36.995 para R$ 38.930 (aumento: 5,23%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus + Audio - R$ 38.995 para R$ 40.990 (aumento: 5,11%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style - R$ 42.995 para R$ 44.095 (aumento: 2,56%)
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático - R$ 45.995 para R$ 47.295 (aumento: 2,83%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual + Audio - R$ 44.995 para R$ 46.595 (aumento: 3,56%)
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático + Audio - R$ 47.995 para R$ 49.795 (aumento: 3,75%)
Hyundai HB20 1.6 automático pode chegar a quase R$ 54.000 se a marca repetir o aumento praticado em janeiro
O que a lei da oferta e da procura não faz. Enquanto a Toyota mantêm os preços do Etios, a Hyundai aproveita o bom momento e eleva os valores do HB20.

Só espero que esta prática dos coreanos não seja repetida por outras marcas. Pois assim, além de pagar pelo IPI cheio, o consumidor elevaria ainda mais os altos lucros das montadoras. Para encerrar, já imaginaram se o HB20 automático subir os mesmos 3,75% em abril e em julho? Seu preço passaria para abusrdos R$ 53.600 - e o HB Comfort 1.6 chegaria a inacreditáveis R$ 43.110!
Fotos: Hyundai/Divulgação

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Entre as expectativas de 2012, o que foi melhor, pior ou dentro do esperado no mercado brasileiro de carros

Chevrolet/Divulgação
O mercado brasileiro de carros foi muito movimentado em 2012, com inúmeros lançamentos importantes (outros nem tanto), aposentadorias bem-vindas e vários outros acontecimentos. Não acho que vale ficar comentando cada um dos principais fatos do ano, mas alguns merecem um comentário.

A redução de IPI foi o fato mais marcante em termos gerais. Bastou o mercado nacional começar a enfraquecer e os importados colocarem as "mangas de fora" para que o Governo Federal se movesse, atendendo ao pedido das montadoras e cortando o imposto sobre produtos industrializados. A redução do IPI foi prorrogada em agosto e depois prorrogada de novo em dezembro. O retorno do imposto começa a acontecer gradualmente a partir do dia 1º de janeiro de 2013.

Mas o Governo foi mais além e criou o Inovar-Auto, o novo regime automotivo que tem como principal meta evoluir (e proteger) a indústria automotiva brasileira. Quem investir mais paga menos imposto.

Em relação aos lançamentos, fiz uma filtragem para não deixar o post muito longo. Para facilitar, separei por níveis de expectativa: melhor do que o esperado, dentro do esperado e pior do que o esperado. Confiram:
Peugeot/Divulgação
Melhor do que a expectativa
. Peugeot 308 (março) - Foi realmente uma surpresa. O 308 ficou um carro muito legal, com versões variadas, preços atraentes e três opções de motor. Só ficou devendo mesmo em ter um sistema de transmissão automática mais moderno e eficiente para trabalhar em conjunto com o propulsor 2.0 16V flex.
. Chevrolet Onix (novembro) - Depois do alto preço pedido pelo Cruze Sport6 e pelo valor mais alto pelo motor menor do Cobalt (processo parcialmente corrigido com o propulsor 1.8), além da feiura do bom Spin, a Chevrolet acertou a mão com o Onix. Visual legal, garantia de 3 anos; ABS e airbag duplo em todas as versões e sistema opção pelo MyLink são apenas alguns dos atrativos. Mas o carro merecia ter ar-condicionado na versão LS e que a LTZ custasse menos.

Dentro do esperado
. Honda Civic (janeiro)
. Chevrolet S10 (fevereiro)
. Honda CR-V (março)
. Fiat Grand Siena (março)
. Chevrolet Cruze Sport6 (abril)
. Chevrolet Sonic hatch (maio)
. Chevrolet Sonic sedã (maio)
. Chevrolet Spin (junho)
. Ford Ranger (julho)
. Ford EcoSport (agosto)
. Citroën C3 (agosto)
. Hyundai HB20 (setembro)

Pior do que o esperado
Dianteira ficou legal, mas faróis de neblina se perderam - Honda/Divulgação
. Honda Fit (março) - Como eu disse, é um excelente carro, mas a Honda perdeu uma grande chance de torná-lo o carro definitivo na linha 2013. Nem o Fit Twist ajudou.
. Toyota Corolla XRS (março) - Outro ótimo carro, mas a versão XRS é cara e sem emoção. Pelo seu preço é possível investir em outros carros mais divertidos.
. Honda City (abril) - Praticamente o mesmo caso do irmão Fit.
Mesmo igual a todo mundo, visual ficou bacana! Mas ter dupla linha 2013 não foi legal - VW/Divulgação
. Volkswagen Gol (julho) - Ter duas versões em 2013 em 2012 abalou completamente a minha confiança na marca, infelizmente. E sei que não sou o único...
. Volkswagen Voyage (julho) - O mesmo do Gol.
Toyota/Divulgação
. Toyota Etios hatch (setembro) - Bom mecanicamente e com espaço interessante, o Etios peca pelo preço, acabamento simples e pelo painel "ridículo". Minha percepção é compartilhada pelos brasileiros, que não tem comprado o Etios.
. Toyota Etios Sedan (setembro) - Vale o mesmo do hatch.
. Renault Clio (novembro) - O visual ficou até legal, mas a falta de itens de segurança é uma falta muito grave.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Chevrolet Onix e Hyundai HB20 confirmam a ótima receptivade do mercado. Toyota Etios patina...

Hyundai/Divulgação
No meio do mês passado, fiz um post sobre o resultado parcial das vendas de novembro de três dos principais lançamentos do Brasil em 2012: Chevrolet Onix, Hyundai HB20 e Toyota Etios. Encerrado o 11º mês do ano, percebo que o Onix e o HB20 confirmaram a ótima receptivdade do mercado brasileiro, enquanto o Etios continua patinando nas vendas.

Se até 15 de novembro o compacto da Hyundai estava em 9º no ranking geral de emplacamentos, de acordo com a Fenabrave, ele fechou o mês em 8º, com 8.077 unidades. Já o novo hatch da Chevrolet subiu da 13ª colocação na parcial para a 10ª no mês passado, fechando com 7.409 carros emplacados. O Toyota se manteve no 35º lugar, com decepcionantes 1.322 unidades emplacadas - mais de três vezes inferior ao Corolla, que custa o dobro do preço!

Novembro - 2012
1º. Volkswagen Gol - 25.591 unidades emplacadas
2º. Fiat Uno - 18.611 unidades
3º. Fiat Palio - 17.268 unidades
4º. Volkswagen Fox/CrossFox - 11.676 unidades
5º. Fiat Siena - 11.606 unidades
8º. Hyundai HB20 - 8.077 unidades
10º. Chevrolet Onix - 7.409 unidades
35º. Toyota Etios hatch - 1.322 unidades
Chevrolet/Divulgação
Em novembro, HB20 e Onix, que travaram um dos Duelos mais equilibrados da história do De 0 a 100, superaram até veículos mais consolidades no território nacional, como o Renault Sandero, os Ford Ka e Fiesta, o Chevrolet Agile e o Fiat Punto - estes dois últimos partem de preços mais elevados.

Os japoneses devem ligar o sinal de alerta e preparar mudanças substanciais para 2013. Se somarmos os emplacamentos do Etios hatch desde o seu lançamento, em setembro, e os compararmos apenas com os números do Onix no mês passado (o modelo começou a ser vendido no dia 7/11), notamos que a situação é ainda pior: 2.725 unidades emplacadas (3 meses) X 7.409 unidades emplacadas (1 mês).

Como eu disse antes, a Chevrolet tem muito mais concessionárias do que a Toyota no Brasil, mas não era de se esperar uma diferença tão grande, ainda mais depois de todo "oba-oba" criado em torno do lançamento do Etios por aqui - com os artistas aparecendo até mais do que o carro.
Toyota/Divulgação
E, se pensarmos, Hyundai e Toyota têm um número mais aproximado de concessionárias e nem por isso o HB20 patinou nas vendas. No meu ponto de vista, o Etios tem potencial para vender, no mínimo, o dobro do que vende hoje.

Acumulado do ano - 1º de janeiro a 30 de novembro de 2012
. Hyundai HB20 - 11.388 unidades
. Chevrolet Onix - 7.651 unidades
. Toyota Etios hatch - 2.725 unidades

Como não é possível fazer alterações profundas no Etios neste momento, como visual externo e, especialmente o bizarro painel, resta à Toyota rever a política de preços. Repito a minha sugestão: a versão X 1.3 do hatch deveria custar R$ 29.990, fazendo com que a XS 1.3 valesse R$ 33.490 e a XLS 1.5 fosse encontrada por R$ 38.790 (ao invés de R$ 42.790) - eliminando, de vez, a quase desnecessária versão de entrada (1.3). Assim o modelo teria um custo-benefício MUITO melhor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Alta Roda - Dois extremos no mercado

Pode parecer combinação, mas, claro, não foi. Com datas escassas no calendário para a apresentação de tantos carros, Renault e Chevrolet separaram apenas por algumas horas, no mesmo dia, a apresentação do Clio retocado (terceiro modelo mais barato do mercado, atrás de Ka e Mille) e o do SUV médio-grande Trailblazer (veículo mais caro em produção no Brasil).

A marca francesa adotou uma plástica inspirada no visual do modelo que estreou, recentemente, no Salão de Paris. Aqui, seguiu a toada local e o batizou de Novo Clio. Argentinos são reticentes a essas liberdades de expressão e lá, onde é fabricado, se chama Clio Mio.
Renault/Divulgação
Esse sopro de vida fez bem ao compacto, acompanhado por pequenas reformas no quadro de instrumentos e forrações. O preço – bastante sensível nesse segmento - foi cortado, em média, R$ 700 e parte agora de R$ 23.290 (duas portas) e vai a R$ 28.550 (quatro portas, ar-condicionado e direção assistida). Nenhuma versão traz itens como as três regulagens de altura (banco, cinto e volante) ou alças de teto. Acrescenta de série, porém, o útil computador de bordo. ABS e bolsas infláveis, nem como opcionais, a exemplo dos concorrentes.

Bom trabalho feito no motor 1,0 L/16V/80 cv/10,5 kgf.m (etanol), agora um flex verdadeiro, ao elevar a taxa de compressão para 12:1. Outros aperfeiçoamentos deram ao compacto o troféu de economia, com um avanço de respeitáveis 9% sobre o anterior: 9,5/14,3 km/l, cidade e 10,7/15,8 km/l, estrada (etanol/gasolina). Vence por muito pouco o Mille Economy que, na estrada, faz 15,6 km/l (gasolina).

Em avaliação, por circuito urbano no Rio de Janeiro, o Clio mostrou desenvoltura, inclusive na recuperação a partir de 30 km/h, em terceira marcha, situação típica ao subir e aterrissar das famigeradas lombadas que infestam as ruas brasileiras.

Estratégia diferenciada adotou a Chevrolet no Trailblazer, ao romper qualquer laço com o antigo Blazer. A começar pelo preço da única versão disponível, a LTZ, topo de linha: R$ 145.450 (V-6, gasolina, 239 cv) e R$ 175.450 (4-cilindros, diesel, 180 cv). A diferença de R$ 30.000,00 dá para adquirir até um compacto equipado, o que demonstra a pouca racionalidade de 70% dos compradores da versão diesel. O mercado de SUVs médios e grandes representa 180.000 unidades/ano (5% do total de veículos leves) e altamente rentável para os fabricantes.

A GM espera vender apenas 400 unidades/mês do modelo e não pretende, pelo menos por ora, oferecer nada mais barato. Está disponível só na versão de sete lugares, tração 4x4 engatável eletricamente, câmbio automático de seis marchas e muito bem equipada em conforto e segurança. Basta citar alguns: regulagem de encosto nas duas fileiras traseiras, ar-condicionado de controle separado para a parte de trás e airbags tipo cortina que se estendem à última fileira. Apesar do preço salgado, câmera de ré e navegador com tela tátil são acessórios à parte.

O espaço interno é um dos pontos altos: 2,84 m de distância entre eixos e largura de 2,13 m (6 cm maior do que Hilux SW4). Porta-malas com os últimos dois bancos rebatidos oferece nada menos que 878 litros (235 litros, o mínimo). Suspensão traseira recebeu molas helicoidais e cinco braços de localização. Ao rodar, mesmo no asfalto, o Trailblazer mostra que os tempos de aspereza e excessivo desconforto ficaram no passado. O motor diesel é mais silencioso que a geração anterior e o torque de 43,1 kgf.m impressiona. Já com gasolina dá para esticar as marchas e a suavidade, bem maior.

RODA VIVA

FONTES ligadas aos fornecedores confirmam que será fácil transferir a produção do Cruze (sedã e hatch), a partir dos atuais kits CKD, de São Caetano do Sul para Rosário, Argentina. Em 2014, a GM lançará a nova geração do Cruze, conforme anunciado nos EUA, e concentrará no país vizinho a fabricação de modelos médios, como já fazem Ford e marcas francesas.

POUCO depois de completar 30 anos de mercado, em junho último, a Parati entrou em processo de fim de linha. A station compacta da Volkswagen liderou o segmento por quase duas décadas e deixa saudosistas. Em razão do encolhimento na procura por peruas, suplantadas por SUVs e sedãs, sai de cena agora. Restam poucas unidades na rede.

ETIOS hatch, na versão de topo XLS, motor 1,5 l/96 cv (etanol), é realmente um automóvel de contrastes. Freios, motor, câmbio e, em especial, suspensões com raro equilíbrio entre conforto e estabilidade, além de direção elétrica e precisa com reduzido diâmetro de giro, agradam bastante. Uma pena a falta de tantos acessórios e escolhas tão equivocadas no carro como um todo.

DEMOROU, mas chegaram ao mercado películas transparentes de última geração para proteção de peças metálicas ou de plástico, como as que revestem para-choques. O Antichip, da 3M (concorrentes devem surgir), é algo realmente útil e racional para preservar a pintura em lançamento de pedriscos, batidas leves ao estacionar e raspadas em obstáculos.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Entre os novos hatches "de massa", Hyundai HB20 e Chevrolet Onix se destacam. Já o Toyota Etios...

Hyundai/Divulgação
 Ainda é cedo para dizer, mas, levando em consideração as vendas de novembro de 2012, Hyundai HB20 e Chevrolet Onix estão no caminho certo para o sucesso no mercado nacional (leia o Duelo entre os dois aqui). Já o Toyota Etios parece não estar agradando.

Se somarmos os emplacamentos do Etios hatch desde o seu lançamento, em setembro, o número ainda é inferior ao obtido pelo Onix, que chegou às concessionárias em novembro. Tudo bem que a Chevrolet tem muito mais concessionárias do que a Toyota, mas não era de se esperar uma diferença tão grande.
Chevrolet/Divulgação
Um ponto interessante é que nos primeiros 15 dias de novembro, o HB20 emplacou mais carros do que todo o mês de outubro.

Vejam os números de emplacamentos, de 1º a 15 de novembro, segundo a Fenabrave, com a posição dos modelos no ranking dos 50 mais emplacados:

9º. Hyundai HB20 - 3.902 unidades
13º. Chevrolet Onix - 2.853 unidades
35º. Toyota Etios hatch - 660 unidades

Acumulado do ano - 1º de janeiro a 15 de novembro de 2012:

Hyundai HB20 - 7.214 unidades
Chevrolet Onix - 2.853 unidades
Toyota Etios hatch - 2.063 unidades
Toyota/Divulgação
O que fazer Toyota? Melhor abaixar os "preços premium"...

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Alta Roda - Bom de samba

Nesse ano histórico de grandes lançamentos e, principalmente, de novos fabricantes estreando no segmento de hatches compactos, o mais importante do mercado brasileiro, o Chevrolet Onix, de fato, se destaca por, digamos, o conjunto da obra. Comparado ao HB20 e ao Etios, outras novidades de impacto, não é mais bonito que o Hyundai, mas as linhas são bastante atraentes. Não é o mais aerodinâmico (Cx 0,35), porém ganha no espaço interno pela maior distância entre eixos (2,52 m) e largura (1,70 m).
Chevrolet/Divulgação
Trata-se do verdadeiro sucessor do Celta como carro-chefe da marca, embora este continue em produção mesmo depois de 2014, quando receberá airbags e freios ABS por obrigação legal. A fábrica prevê vendas médias de 12.000 unidades/mês, em 2013, cerca de 40% além do veterano que acabou de completar 12 anos de mercado com poucas alterações. Sua versão sedã, o Prisma, não é mais fabricada em Gravataí (RS) e terá o Onix sedã como herdeiro. Difícil ficou a sobrevivência do Agile.

Derivado da plataforma mundial GSV, é 3 cm mais estreito e 11 cm mais curto que o Sonic hatch. Mas não herdou dele a coluna de direção com regulagem de distância. O porta-malas menor (265 l contra 280 l) do modelo mexicano deixou mais espaço para pernas no banco traseiro que o brasileiro. O quadro de instrumentos do Onix exibe simplicidade agradável, enquanto o interior é muito bem cuidado.

Interessante a tela tátil multimídia de 7 pol, MyLink (acrescenta R$ 1.200,00, a partir do segundo catálogo). Não possui GPS, mas pode importar de um celular inteligente o aplicativo de navegação BringGo, que custará R$ 100,00. Preço do Onix é competitivo: de R$ 29.990 (motor de 1 litro) com ABS e airbag a R$ 41.990,00 (motor 1,4-litro). Câmbio automático de seis marchas, único entre os compactos, chega em seis meses.

Uma das surpresas os engenheiros conseguiram com os motores. Em resposta às críticas de tecnologias de reco-reco usadas no Brasil, o de 1 litro alcança nada menos de 80 cv (etanol) com oito válvulas e comando simples. Potência igual em relação à sofisticada unidade de duplo comando variável e multiválvulas do HB20, que tem apenas mais 4% de torque. Motor de 1,4 l/106 cv (etanol) entrega mais potência e mesmo torque que o também elaborado e de maior cilindrada do Etios, de 1,5 l.

Inadmissível a GM continuar sonegando dados de consumo de combustível. Birra sem sentido em relação às regras, iguais para todos, do Programa Brasileiro de Etiquetagem, que já agrega 19 fabricantes. Informa, apenas, que os motores ficaram até 6% mais econômicos em relação aos antigos. Sem a transparência dos índices, de pouco vale.

Boa a posição ao volante. Fácil regular a distância do banco por uma barra de um extremo ao outro do assento. O carro mostra-se acertado em curvas, mais para macio do que duro, tem câmbio de engates precisos e desempenho superior à média do segmento para uma massa total entre 1.012 kg e 1.067 kg. Surpreende o conforto acústico pelo isolamento triplo das portas.

Visibilidade traseira pelo espelho interno é deficiente. Abertura do porta-malas pode ser remota, por botão na chave, mas esta tem que estar fora do local da ignição. Porta-luvas pequeno, porém há vários porta-objetos, inclusive tiras de fixação no console de túnel.

RODA VIVA

AMPLIAÇÃO do acordo entre Opel (subsidiária alemã da GM) e PSA Peugeot Citroën pode levar a futura aliança ou mesmo fusão das operações. Não está claro como afetaria filiais fora da Europa, inclusive do Brasil. Carlos Ghosn já havia dito, no Salão de Paris, que “nem Renault nem Nissan teriam sobrevivido sem a aliança”, indicando a grave situação europeia.

FROTA brasileira de veículos de quatro ou mais rodas – 35 milhões de unidades, em 2011 – continua a subir. Em 2010 passou a do México e este ano pode superar a da Grã Bretanha, alçando a sexta posição na classificação mundial. Estatística se refere à frota real e não à teórica (50 milhões), divulgada pelo Denatran, que desconsidera o sucateamento.

HYUNDAI HB20 surpreende pela desenvoltura do motor de 3 cilindros/80 cv, no trânsito urbano, sem decepcionar em estrada, desde que não carregado. Mais áspero que um 4-cilindros, porém de timbre agradável, assim como a atmosfera interna. Bons freios e câmbio manual, em nível acima das suspensões, de pouco curso e que não apreciam piso irregular.

PRIMEIRO Nordeste Autoshow será de 25 a 28 de abril de 2013, em Recife (PE). Organizado pela Reed Alcântara, responsável pelo Salão do Automóvel de São Paulo, exibirá automóveis, motocicletas e barcos, além de fornecedores dos setores. O Nordeste é considerado promissor para feiras e eventos de porte.

INICIATIVA do Detran paulista merece adoção por outros Estados: aviso por carta, com antecedência de 30 dias, sobre vencimento da carteira de motorista. Se esquecido, traz sérios inconvenientes, além de multas. Há prazo adicional de 30 dias, após o vencimento, que dá flexibilidade ao motorista.

sábado, 3 de novembro de 2012

Vendas de carros crescem 18,5% em outubro e batem novo recorde

CLEIDE SILVA - O Estado de S.Paulo

Mesmo com a prorrogação do desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até o fim do ano, o mês passado registrou alta de 18,5% nas vendas de veículos em relação a setembro, com um total de 341,7 mil unidades, o melhor outubro da história. O recorde anterior para o período tinha sido em 2010, com 303,1 mil unidades.

Somente em automóveis e comerciais leves, segmento beneficiado pelo imposto menor, foram vendidas 327,1 mil unidades, um aumento de 17,8% ante setembro. Na comparação com outubro de 2011, os aumentos são de 21,8% nas vendas totais e de 24% nas de automóveis e comerciais leves.

No ano, as vendas de veículos, incluindo caminhões e ônibus, somam 3,130 milhões de unidades, resultado 5,7% maior que o de igual intervalo de 2011. Em automóveis e comerciais leves, a alta é de 7,2%, com 2,993 milhões de unidades, segundo dados de mercado com base nos licenciamentos.

O balanço oficial do setor será divulgado na terça-feira pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Abaixo da média
O resultado de outubro, apesar de recorde para o mês, está abaixo do obtido nos três primeiros meses de redução do IPI, quando foram vendidas 353,2 mil unidades (junho), 364,2 mil (julho) e 420 mil (agosto). Os negócios despencaram em setembro - para 288,1 mil veículos - e voltaram a reagir no mês passado.

Analistas esperam nova queda neste mês, mas uma possível corrida às lojas em dezembro, quando termina o benefício do IPI, já prorrogado duas vezes. "A indústria automobilística segue passo de crescimento nada enlouquecido - como o verificado em agosto -, mas perfeitamente possível de ser atingido", diz o diretor do Centro de Estudos Automotivos (CEA), Luiz Carlos Mello. Ele concorda com as projeções da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de que o ano deve fechar com desempenho recorde de 3,8 milhões de veículos vendidos, quase 5% mais que em 2011. "O mercado brasileiro ainda tem uma demanda reprimida."

O benefício do IPI, que termina em 31 de dezembro, reduziu de 7% para zero a alíquota desse imposto para modelos nacionais com motor 1.0 e de 11% a 13% para 5,5% a 6,5% para versões até 2.0.

Novidades
O consumidor brasileiro confirmou, no mês passado, sua atração por novidades. O compacto Hyundai HB20, que chegou às lojas no dia 10 com preços a partir de R$ 32 mil, vendeu 3.313 unidades e tem fila de espera até fevereiro. A empresa já criou um segundo turno de trabalho na recém-inaugurada fábrica de Piracicaba.

Seu concorrente, o também novato Toyota Etios, vendeu 1.723 unidades nas versões hatch e sedã, com preços a partir de R$ 30 mil. Os dois modelos fabricados no País são apontados como responsáveis pelo aumento de participação no mercado de automóveis e comerciais leves das duas marcas. A Toyota saltou de uma fatia de 3,2% em setembro para 3,9% no mês passado e a Hyundai de 2,6% para 3,2%.

A alta demanda está provocando algumas mudanças nas tabelas sugeridas pelas fábricas. O Nissan March importado do México - cujas vendas estavam suspensas havia cerca de dois meses em razão da falta de produtos - volta a ser vendido nos próximos dias com reajuste de R$ 1,1 mil. A empresa estourou sua cota de importação de produtos sem Imposto de Importação e agora está trazendo o compacto pagando 35% de imposto.

A Citroën também aumentou em cerca de 2% os preços de algumas versões do C3 para adequar o mix de produtos com a demanda do mercado. A nova versão do compacto premium foi lançada em agosto e tem vendido, em média, mais de 3 mil unidades por mês.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Toyota mostra poucas novidades e uma grande necessidade de mudanças no Salão de São Paulo

iiMo, o conceito carro-tablet
A Toyota lançou, em setembro, suas duas principais atrações do Salão do Automóvel de São Paulo 2012: Etios e Etios Sedan. Com isso, a marca ficou carente de atrações inéditas "palpáveis" para mostrar aos visitantes do evento. O estande tinha até algumas coisas interessantes, mas nada que fosse imperdível. Assim como a Fiat, fiquei decepcionado de uma maneira geral. Ficou evidente que a Toyota necessida de mudanças.


Quando digo isso, me apoio no fato de Corolla e Hilux, exemplos de inovação e modernidade em outros tempos, estarem quase ultrapassados nos seus respectivos segmentos. Isso não significa que eles são ruis, mas sim que existem muitos concorrentes mais novos. O Corolla XRS, por exemplo, não tem desempenho, visual ou preço para brigar com veículos 'esportivos' mais divertidos.

Rav 4 e SW4 também não ajudam muito. O Prius, ainda moderno, não é mais nenhuma novidade e já não causa o mesmo impacto - embora seja muito legal. Pelo menos, finalmente, ele está sendo lançado no Brasil, no início de 2013, por cerca de R$ 120 mil. Sua versão esportiva, logo na foto abaixo, ficou muito legal.
Prius chega ao Brasil no início de 2013 por quase R$ 120 mil. Versão esportiva, na cor vermelha, ficou bem legal
A sétima geração do sedã de luxo Camry também estava presente, pouco chamativo, com seu estilo elegante e conservador, e com seu motor V6 3.5 24V Dual VVT-i, que desenvolve 277 cv de potência a 6.200 rpm e 35,3 kgfm de torque a 4.700 rpm. Mas o

A esperança ficou mesmo com o Etios, que se apoia na mecânica e confiabilidade da marca para ganhar mercado, mas não passa quase nenhum tipo de modernidade ao consumidor, especialmente no quesito visual (externo e interno).
Conceito NS4
Imagino que a própria Toyota tenha consciência disso, já que a marca diz que vive uma "nova era no Brasil". Não foi nesse sentido que essa expressão foi usada, mas prefiro pensar que sim.

Além dos modelos que já comentei, a marca japonesa apostou nos conceitos para atrair o público no Salão do Automóvel, como o curioso "carro-tablet" iiMo, o interessante "sofámóvel" i-Real e o belo híbrido NS4.
A marca mostrou ainda o carro de competição que disputa as provas da FIA World Endurance Championship “Le Mans Series” (logo acima) e o cupê esportivo compacto batizado de 86, que tem 200 cv de potência e apenas 1.190 kg de peso (realmente deve voar baixo).
Toyota 86 tem 200 cv de potência
Presidente Dilma Rousseff conheceu o Toyota Etios acompanhada do ministro Fernando Pimentel
Hilux Invencible
Concluindo
Você deve estar pensando porque eu disse poucas novidades no título. Realmente a Toyota mostrou novidades e atrações interessantes no Salão do Automóvel de São Paulo 2012, mas não sou muito fã de conceitos e "carros distantes". Gosto daquilo que o interessado poderá comprar, em breve, nas concessionárias, e daqueles veículos que chegam para roubar a cena no evento, como o Onix da Chevrolet.

A Toyota poderia ter feito algo semelhante à GM se tivesse atrasado a chegada do Etios; ou, especialmente se tivesse anunciado o novo Corolla. Mas não o fez. Talvez, se o Etios fosse mais "quente", o estande no Salão de São Paulo não tivesse ficado tão morno.
Fotos: Toyota/Divulgação

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Astros aparecem demais e painel quase desaparece nas campanhas de TV do novo Toyota Etios?

O Etios foi lançado com grande expectativa pela Toyota. Afinal, este é o primeiro carro "de massa" da marca no Brasil. Tenho realmente visto muitas campanhas publicitárias do modelo na internet, em revistas, jornais e, principalmente, na TV - onde os "astros podem brilhar". E, sobre as peças de televisão, dois aspectos chamaram a minha atenção.
Nesta imagem o carro aparece mais do que os artistas. A legenda da pequena foto do painel (canto inferior esquerdo) diz: "baixo consumo de combustível", ao invés de "painel moderno do século 21"
O primeiro é o grande números de artistas da música que fazem o comercial - Samuel Rosa, Pitty, Tony Bellotto, Marcelo Bonfá e PJ. Fiquei com a ligeira sensação do Etios estar abafado pelos artistas, ficando, em diversos momentos, em segundo plano. Até parecia o clipe de uma banda. Mas pode ser esse mesmo o plano da Toyota, já que o Etios não cativa ninguém no quesito emoção. E a canção, que fala das "curvas de Santos", tem mesmo ligação para um japonês fabricado em Sorocaba (SP)?
Fotos: Toyota/Divulgação
O segundo, como vocês perceberam pelo título, é a quase total ausência do painel do veículo nas campanhas de TV. Tudo bem que ele é horroroso, mas não achei que ele fosse desaparecer desta forma.

Reparem como o painel é "tímido".


Clipe: As curvas da estrada de Santos + Chegou o novo Toyota Etios. Muito Prazer
Duração do vídeo: 3:34s
Número de vezes que o painel aparece: 5
1. Painel visto pelo lado de fora; dura cerca de 1 segundo (15s no vídeo)
2. Visão interna, com o painel no escuro, contra a luz; dura cerca de 1s (2:50s no vídeo)
3. Visão parcial do lado direito do painel; dura menos de 1s (2:59s no vídeo)
4. Visão parcial do lado direito do painel; dura cerca de 1s (3:04s no vídeo)
5. Visão bem fechada no painel de instrumentos; dura cerca de 1s (3:22s no vídeo) - Melhor visão do painel


Campanha - Chegou o novo Toyota Etios. Muito Prazer
Duração do vídeo: 64s
Número de vezes que o painel aparece: 2
1. Painel visto pelo lado de fora; dura cerca de 1 segundo (11s no vídeo)
2. Visão bem fechada no painel de instrumentos; dura cerca de 1s (44s no vídeo)


Campanha 30" - Chegou o novo Toyota Etios. Muito Prazer
Duração do vídeo: 33s
Número de vezes que o painel aparece: 1
1. Visão bem fechada no painel de instrumentos; dura menos de 1s (20s no vídeo)
Este é o spot de TV mais comum que tenho reparado, seguido pelo de 15 segundos.


Campanha 15" - Chegou o novo Toyota Etios. Muito Prazer
Duração do vídeo: 16s
Número de vezes que o painel aparece: 0

Encerrando o post, a partir de agora não vou criticar bem menos o bizonho painel do Etios, pois já fiz isso demais. Quero aguardar a recepção em número de vendas do modelo para ver como será a sua aceitação. Fecho com uma frase do internauta Enrico sobre o Toyota Etios: "É um carro que nasceu quase já pedindo uma reestilização".

Concorrente recém lançado
Só para um efeito comparativo, vejam a propaganda de um minuto do novo Hyundai HB20. O painel aparece três vezes, sendo duas mais curtas (31s e 34s) e uma mais longa, por três segundos, no final (48s a 51s) - bem diferente da Toyota.

sábado, 29 de setembro de 2012

Internautas consideram Hyundai HB20 e Toyota Etios carros caros! Japonês é ainda pior!

Hyundai/Divulgação
Hyundai HB20 e Toyota Etios foram lançados recentemente querendo fazer um grande "estrago" no segmento de carros compactos. O coreado aposta no visual moderno e na garantia de cinco anos para emplacar, enquanto o japonês se apoia no espaço interno, nos motores acima de 1.0 e na confiabilidade da marca para fazer sucesso. Mas ambos sofrem do mesmo mau: são muito caros!

Pelo menos foi esta a constatação que tive depois de observar o resultado da enquete que ficou no ar no De 0 a 100 durante uma semana, com a pergunta "Você gostou dos preços do Hyundai HB20 e do Toyota Etios?". Das pessoas que votaram, quase 60% não gostaram dos preços do HB20 e do Etios, os considerando veículos caros. E apenas 5,3% dos votantes gostaram dos valores.
Toyota/Divulgação
O Hyundai tem preços sugeridos que variam entre R$ 31.995 e R$ 47.995, enquanto o Toyota tem preços sugeridos com variação entre R$ 29.990 e R$ 42.790 para o hatch e R$ 36.190 e R$ 44.690 para o sedã - valores das versões mais simples e mais caras de cada modelo, sem opcionais.

Leia também
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Entre os que gostaram parcialmente dos preços, pouco mais de 20% consideraram os valores do HB20 interessantes e os do Etios caros. Já aproximadamente 15% dos votantes acharam o inverso: o Toyota tem bons preços, enquanto o Hyundai é caro. 

Você gostou dos preços do Hyundai HB20 e Toyota Etios?
  1. Não. Achei os dois caros - 67 votos (59,29%)
  2. Sim, mas só do Hyundai HB20 - 23 votos (20,35%)
  3. Sim, mas só do Toyota Etios - 17 votos (15,04%)
  4. Sim, dos dois - 6 votos (5,3%)
  • Total: 113 votos
Meu voto na enquete foi para a opção "Não, Achei os dois caros". E fico pensando quando o IPI voltar - se é que ele vai voltar neste ano, ainda mais depois do novo acordo automotivo. Mas, caso a situação volte como a que tinhamos antes da redução, os "novos" preços do Hyundai HB20 e do Toyota Etios seriam (somando 10% para os 1.0 e 7% para os 1.3, 1.5 e 1.6):

Hyundai HB20 1.0 Comfort: R$ 31.995 R$ 35.194
Hyundai HB20 1.0 Comfort Plus: R$ 33.995 R$ 37.394
Hyundai HB20 1.0 Comfort Style: R$ 37.995 R$ 41.794
Hyundai HB20 1.6 Comfort: R$ 36.995 R$ 39.584
Hyundai HB20 1.6 Comfort Plus: R$ 38.995 R$ 41.724
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style: R$ 42.995 R$ 46.004
Hyundai HB20 1.6 Comfort Style Automático: R$ 45.995 R$ 49.214
Hyundai HB20 1.6 Premium Manual: R$ 44.995 R$ 48.144
Hyundai HB20 1.6 Premium Automático: R$ 47.995 R$ 51.354

Hatch
Toyota Etios 1.3 - R$ 29.990 R$ 32.089
Toyota Etios 1.3 X - R$ 33.490 R$ 35.834
Toyota Etios 1.3 XS - R$ 38.790 R$ 41.505
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 42.790 R$ 45.785

Sedã
Toyota Etios 1.5 X - R$ 36.190 R$ 38.729
Toyota Etios 1.5 XS - R$ 41.490 R$ 44.394
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 44.690 R$ 47.818

Estes preços mais altos não são exclusividade da Toyota e da Hyundai. Entre os vários que já comentei aqui, quero citar outros dois carros que considerei bem caros quando foram lançados: Ford New Fiesta hatch e Chevrolet Cruze Sport6.

Mas, se mesmo custando tão caro existe fila de espera, o que poderíamos esperar se os preços fossem mais justos? 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Alta Roda - Meta pouco ambiciosa

Primeiro compacto produzido pela Toyota no Brasil aguça as análises. Afinal, o Etios é produto do atual maior fabricante de veículos do mundo, mas parece que faltou alguma coisa. O carro foi lançado em dezembro de 2010 na Índia. Claro que a marca japonesa fez modificações como melhor isolamento acústico, índice de rigidez da carroceria 15% superior, alguns materiais de acabamento diferenciados, porém o carro essencialmente é o mesmo.
Como não é oferecido com motor de 1 litro no exterior, já aparece em desvantagem de preço. Parte de R$ 30.000, no entanto com menos equipamentos que os rivais, pois o IPI onera em 4% seu custo. Em torno de 45% dos carros vendidos hoje têm motores de 1 litro, mas entre os compactos a proporção está próxima de 60%. Desconsiderar esse cenário talvez funcione para a versão sedã do Etios e nada no hatch.

Estilo não se destaca: faróis, laterais, além do perfil do sedã, estão longe de agradar. Em relação à sobriedade do Gol, a atualização do Palio ou o arrojo do HB, destoa bastante. Problema maior está no interior: má visibilidade do quadro de instrumentos central, saídas de ar assimétricas, macaco sob o banco do motorista (mesmo no sedã, com seu enorme porta-malas de 562 litros). Há regulagem da altura do volante, mas não do banco e nem de ancoragem do cinto.
Espaço interno, especialmente para cabeça e pernas no banco traseiro, além do assoalho quase plano, o redimem em parte. Vidros das amplas portas traseiras do sedã abrem só até a metade, embora espaço atrás rivalize com Logan, Cobalt e Grand Siena. Porta-malas do hatch (270 litros) está na média do segmento. O tanque de 45 litros limita a autonomia. A Toyota colocou aviso, sem sentido, na portinhola do tanque, para abastecer com gasolina a cada 10.000 km. Afinal, é flex ou não? O que acontecerá se rodar apenas com etanol?

Rodar com o Etios ameniza suas fraquezas. Motor moderno, em alumínio (multiválvulas e duplo comando), de 1,3 l/90 cv é vivo, silencioso e forma um conjunto particularmente agradável com o câmbio. A 120 km/h o motor está a confortáveis 3.500 rpm. Versão XLS do hatch oferece o de 1,5 l/96,5 cv por R$ 42.800 e até sobra, considerando seu peso abaixo de 1.000 kg. No sedã, este é o único motor disponível, e ainda mais agradável em estradas. Seus preços vão de R$ 38.900 a R$ 44.700 e, novamente, não se enquadra na melhor relação preço-benefício.
Fotos acima: Toyota/Divulgação
A fábrica espera enquadrar ambos em nível A, no programa de etiquetagem de consumo do Inmetro. Característica diferente é que, no caso do motor de 1,3 l, a diferença é muito pequena entre cidade e estrada: 8,5 km/l e 9 km/l, etanol; 12,5 km/l e 13 km/l, gasolina.

Suspensões mostram a tradicional eficiência da marca quanto ao equilíbrio entre firmeza e conforto, além de absorver com eficiência as piores condições de piso. Passa sensação de solidez construtiva e sem ruídos. É ponto alto do carro. Direção eletroassistida, também precisa e macia, tem volante de boa pega, mas ligeiramente enviesado.

O que deixa sensação de pouco foco nas diferenças entre os mercados indiano e brasileiro aparece em economias explícitas. Tampa traseira do hatch possui apenas uma mola a gás e uma cordinha de sustentação do tampão do porta-malas. Compartimento do motor e parte interna do capô sem pintura igual à da carroceria. Não há para-brisa degradê e nem opção de câmbio automático ou automatizado.
O Etios pode vender as 70.000 unidades/ano esperadas, apenas pela força da marca. Ambição modesta, como o carro.

RODA VIVA
Chevrolet/Divulgação
NOVO compacto da Chevrolet, Onix estará à venda no final de outubro. Pensava-se, inicialmente, que utilizaria a arquitetura mais nova GSV (em português, veículo pequeno global), presente nos Sonic, Cobalt e Spin. Parece, no entanto, mais uma derivação do Corsa de primeira geração, que já gerou o hatch argentino Agile. GM não confirma e nem desmente.

VOLKSWAGEN anunciou que airbags dianteiros e freios ABS passam a vir de série no Fox, com motor de 1,6 l, ao preço de R$ 1.000. Portanto, está aí a referência mais direta sobre quanto os modelos na faixa acima de R$ 35.000 podem encarecer até 2014, quando a obrigatoriedade surgir. Com motor de 1 litro (IPI menor) adicional deve ser um pouco menos.

PALESTRA de Marcos Borges, do Inmetro, em seminário da Ford sobre eficiência energética, em São Paulo, confirmou que emissões de CO2 terão metas de redução oficiais. O instituto prepara um guia para o consumidor, a ser lançado no próximo Salão do Automóvel, em outubro, no Anhembi. O fabricante detalhou o downsizing do motor EcoBoost (2 l/240 cv) do novo Fusion.

LACRADAS as portas do Museu do Automóvel, em Brasília, depois do Ministério dos Transportes ter requisitado o imóvel, de sua propriedade, para uso menos nobre. Para a capital federal não ficar sem memória histórica sobre a máquina que mudou o mundo, era necessária mais sensibilidade pelo menos por parte da administração distrital da cidade.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Com preços "premium", Toyota lança o simpático Etios, que não cativa em nada no quesito emoção

Nem deu muito tempo para a Hyundai curtir os seus "dias exclusivos" com o lançamento do HB20 e a Toyota já preparou um contra ataque de peso, com a chegada do Etios. De uma vez, a marca japonesa lança as carrocerias hatch e sedã, com duas opções de motor e 7 versões de acabamento. Como uma tradicional companhia japonesa, a Toyota cobra preços "premium" pela sua novidade - que poderiam ser bem melhores.

Por R$ 29.990 é possível comprar um Etios 1.3 hatch com airbag duplo, rodas de aço aro 14", direção mecânica, porta-luvas ventilado e grade sem pintura. Pagando R$ 33.490, o Etios X 1.3 hatch tem os itens já citados além de freios ABS com EBD, rodas de aço aro 14", direção elétrica, grade na cor da carroceria, aerofólio, desembaçador/limpador traseiro e ajuste de altura do volante (ar-condicionado é opcional).
A versão 1.3 XS do Etios, vendida por R$ 38.790, tem os equipamentos da S e ainda travas e vidros elétricos, sistema de som com rádio AM/FM, CD Player e entrada USB, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, ar-condicionado e conta-giros. A topo de linha, XLS, tem motor 1.5, os itens da XS e ainda rodas de liga aro 15", chave com comando elétrico para abertura e fechamento das portas, alarme, faróis de neblina, abertura do porta-malas por comando elétrico, friso cromado na tampa traseira (de gosto bastante duvidoso), revestimento de tecido nas portas e cromado na grade dianteira. Seu preço é R$ 42.790

Na prática, a versão X deveria custar R$ 29.990, fazendo com que a XS valesse R$ 33.490 e a XLS fosse encontrada por R$ 38.790 - eliminando, de vez, a quase desnecessária versão de entrada. Assim o Etios hatch teria um custo-benefício MUITO melhor.
Mas ainda há uma esperança. Se a Toyota não aumentar os preços com o retorno do IPI, o Etios terá muito mais chance de sucesso.

O mesmo vale para o Etios Sedan. A versão X 1.5, que vem equipada com airbag duplo, freios ABS com EBD, rodas de aço aro 14", direção elétrica, grade na cor da carroceria e desembaçador traseiro (ar-condicionado é opcional) deveria ter seu preço mantido eternamente em R$ 36.190.
Já a XS 1.5, que tem os itens da X além de travas e vidros elétricos, sistema de som com rádio AM/FM, CD Player e entrada USB, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria e ar-condicionado, ao invés de custar os sugeridos R$ 41.490, deveria valer R$ 38.490, fazendo com que a 1.5 XLS, topo de linha, que agrega rodas de liga aro 15", chave com comando elétrico para abertura e fechamento das portas, alarme, faróis de neblina, friso cromado na tampa traseira (também de gosto bastante duvidoso), revestimento de tecido nas portas e cromado na grade dianteira aos equipamentos da XS, custasse R$ 41.490, e não o valor pedido pela Toyota: R$ 44.690. Os preços também ficariam os mesmos, mesmo com a volta do IPI.

Diferente do HB20, o Etios não é vendido com motor 1.0. Conforme amplamente anunciado, o novo Toyota está disponível com motor 1.3 16V, que desenvolve 84 cv de potência a 5.600 rpm e 11,9 mkgf de torque a 3.100 rpm com gasolina e 90 cv e 12,8 mkgf com etanol, nas mesmas rotações; e 1.5 16V, que gera 92 cv de potência com gasolina e 96,5 cv com etanol, ambos os números alcançados a 3.600 rpm, e 13,9 mkgf de torque a 3.100 rpm com qualquer combustível.
É realmente curiosa a relação entre os dois motores. Será que o 1.3 é forte demais ou o 1.5 é fraco demais? No dia a dia, o 1.5 entrega um pouco mais de potência e de forma melhor, com giro bem mais baixo. Mas a maior diferença está no torque.

Minha expectativa era que o propulsor 1.5 tivesse, pelo menos, 105 cv de potência e 14,5 mkgf de torque. Mesmo assim, ele trabalha mais folgado do que o 1.3.

Mas a Toyota quis mesmo foi garantir boas médias de consumo. A promessa é bem otimista na cidade e mais realista na estrada. Vejam:

Toyota Etios hatch 1.3 - cidade: 8,5 (E) e 12,5 km/l (G) // Estrada: 9 (E) e 13 km/l (G)
Toyota Etios hatch 1.5 - cidade: 8,5 (E) e 12,4 km/l (G) // Estrada: 8,9 (E) e 13,4 km/l (G)
Toyota Etios Sedan 1.5 - cidade: 8,4 (E) e 11,9 km/l (G) // Estrada: 9,3 (E) e 14 km/l (G)
    
Visual, interior e a "beleza" do painel
Ao vivo, o Etios é bem melhor do que nas fotos. O hatch é até bonito, com linhas mais bem resolvidas e agradáveis, embora não passe nenhum ar de modernidade, como no HB20. O Etios sedã é menos feio do que eu imaginava, mas mantem a triste semelhança com o Logan, especialmente na traseira.

Por dentro, gostei muito do espaço para os ocupantes - especialmente do hatch por causa da cabeça atrás. Com os meus quase 2 metros de altura, coloquei o banco numa boa posição para eu dirigir e sentei logo atrás para medir o espaço traseiro. Tanto no hatch, quanto no sedã, meus joelhos não encostaram no banco dianteiro. Já a cabeça esbarra no teto no hatch e é ligeiramente forçada para baixo no sedã. Como eu disse antes, mesmo podendo ter um pouco mais de espaço lateral na traseira, para evitar que 3 adultos se empurrem pelos ombros, o espaço do Etios está aprovado.
Com 270 litros, o porta-malas do Etios hatch poderia ser um pouco maior, enquanto o do sedã tem ótimos 562 litros de espaço.

A falta de ajuste de profundidade do volante é um fato lamentável na hora de encontrar uma boa posição para dirigir. Realmente não entendo a ausência deste dispositivo num carro dito "moderno". Mesmo assim, encontrei rapidamente uma posição de guiar, mas que me cansaria em viagens longas. Outro fato a se lamentar é o ajuste de altura da coluna de direção estar disponível apenas a partir da versão X - mais um motivo para materem o Etios hatch de entrada.
Não vou resistir e, antes de encerrar este post, preciso fazer mais um comentário sobre a "beleza" do painel. Recebi muitos mais elogios e mensagens de apoio quando disse que ele era "ridículo", usando o termo da minha namorada, uma vez que o meu foi "bizarro".

De fato, o painel do Toyota Etios é... (podem escolher a palavra). Um detalhe especial sobre ele é que o conta-giros é um item de série apenas a partir da versão X do hatch! É realmente decepcionante ver a Toyota, um exemplo mundial na fabricação de automóveis (em incontáveis sentidos), fazer um carro com um painel como esse, ainda mais sem conta-giros. Só falta o para-choque perder a cor.
Hatch
Toyota Etios 1.3 - R$ 29.990 - airbag duplo, rodas de aço aro 14, direção mecânica, grade sem pintura e porta-luvas ventilado;
Toyota Etios 1.3 X - R$ 33.490 - airbag duplo, freios ABS com EBD, rodas de aço aro 14", direção elétrica, grade na cor da carroceria, aerofólio, desembaçador/limpador traseiro e ajuste de altura do volante (ar-condicionado é opcional);
Toyota Etios 1.3 XS - R$ 38.790 - (itens da versão X +) travas e vidros elétricos, sistema de som comrádio AM/FM, CD Player e entrada USB, maçanetas, retrovisores na cor da carroceria, ar-condicionado e conta-giros;
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 42.790 - (itens da versão XS +) rodas de liga aro 15", chave com comando elétrico para abertura e fechamento das portas, alarme, faróis de neblina, abertura do porta-malas por comando elétrico, friso cromado na tampa traseira, revestimento de tecido nas portas, cromado na grade dianteira.
Sedã
Toyota Etios 1.5 X - R$ 36.190 - airbag duplo, freios ABS com EBD, rodas de aço aro 14", direção elétrica, grade na cor da carroceria, desembaçador traseiro (ar-condicionado é opcional)
Toyota Etios 1.5 XS - R$ 41.490 - (itens da versão X +) travas e vidros elétricos, som com CD e entrada USB, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, ar-condicionado     
Toyota Etios 1.5 XLS - R$ 44.690 - (itens da versão XS +) rodas de liga aro 15", chave com comando elétrico para abertura e fechamento das portas, alarme, faróis de neblina, friso cromado na tampa traseira, revestimento de tecido nas portas, cromado na grade dianteira

O Etios será comercializado em sete cores: branco, preto, cinza, azul e prata (sedã e hatchback), verde e vermelho (hatch). Ele chega às concessionárias no dia 28 de setembro e tem três anos de garantia.

Conclusão
O Etios é um carro simpático (hatch principalmente), que tem potencial para ter sucesso no Brasil. Mas, como de costume, a Toyota resolveu cobrar um preço "premium" pelo modelo, que fica devendo em equipamentos nas versões mais simples e, especialmente, num painel digno para o consumidor brasileiro. Ainda assim, ele conta com toda a confiabilidade e força da marca no país, características que a Hyundai ainda não tem para o seu HB20.

Mas o coreano contra-ataca com cinco anos de garantia e um visual bonito e moderno. Sem o "sexy appel" do concorrente, o Etios definitivamente não cativa o consumidor no quesito emoção (basta olhar este resultado), embora se esforce no quesito razão. Vamos ver o que acontece.
Fotos: Toyota/Divulgação