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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mégane, 307 Sedan e Stilo vão deixar saudades?

O fim do ciclo de vida de um veículo é sempre muito triste, especialmente se ele foi um sucesso de vendas e marcou o coração de muitos apaixonados por automóveis. Por outro lado, a aposentadoria de alguns carros é comemorada quase como a conquista de um título do seu clube de coração.

Em 2010, três carros bastante conhecidos estão dizendo adeus ao mercado nacional. Mas o fato do trio ser conhecido não significa que eles foram populares. Fiat Stilo, Renault Mégane e Peugeot 307 Sedan nasceram para brilhar, mas nunca passaram de meros coadjuvantes de seus respectivos segmentos.
Sedãs
A dupla francesa sofreu com os japoneses Honda Civic e Toyota Corolla, além de tomarem uma canseira do Chevrolet Vectra. Nem em seus respectivos lançamentos eles conseguiram, de alguma forma, brigar pela liderança do segmento de sedãs médios. A dupla ainda viu outro francês, o C4 Pallas, fazer mais sucesso do que eles.
Mesmo com o visual moderno e ousado, o Mégane sofreu com a "cara de tiozão", impactada, mesmo que sem a intenção, pela sua estratégia de marketing de lançamento. Além disso, a Renault colocou o carro no mercado na sua versão de entrada, o que não costuma dar certo. É sempre melhor lançar a versão topo de linha, com a motorização maior, para, então, lançar as versões mais simples. Falando nisso, no Brasil, o sedã da Renault teve motores 1.6 16V flex e 2.0 16V a gasolina, principalmente nas versões Expression, Dynamique e Privilege.
O Mégane tem bom acabamento (embora um pouco simples para o segmento), espaço interno interessante e algumas soluções que considero atraentes (embora polêmicas), como o freio de mão “tipo avião” e o cartão para dar partida. Sempre gostei do modelo equipado com motor 2.0 e câmbio manual de seis marchas, mas nunca gostei do seu preço.

Já o 307 Sedan nasceu derivado do irmão hatch, que sempre teve o visual atraente. E foi exatamente o design que derrubou o sedã médio da marca do leão. Dianteira e traseira nunca se entenderam, mesmo com as alterações efetuadas pela Peugeot.
Assim como o Mégane, o 307 Sedan tem sempre foi vendido com as motorizações 1.6 16V flex e 2.0 16V, com a diferença que, o segundo, virou flex depois de algum tempo. O Peugeot já foi encontrado em diversas versões de acabamento, como Presence, Feline e Griffe.
Espaço interno e boa posição de dirigir sempre foram os grandes destaques do 307 Sedan, assim como a boa capacidade do porta-malas. Mas o carro sofreu desde o primeiro dia de Brasil com uma forte rejeição do público, o que aumentou bastante a sua desvalorização.
Fico com a impressão de que a Peugeot aprendeu mais com os erros do 307 Sedan do que a Renault com o Mégane. Mas tanto o 408 Sedan, quanto o Fluence, têm muito mais chance de sucesso no mercado brasileiro do que seus antecessores, mesmo com concorrentes tão fortes atualmente, sem contar os que ainda estão por vir.

Hatch
Já o Stilo nasceu para ser o "anti-Golf", mas conseguiu apenas ser a "sombra do Golf" em todos os mercados onde eles se enfrentaram. Por aqui, o modelo da Fiat chegou quando a geração 4 do Golf já estava nas lojas; e o italiano morre com a mesma geração 4 (tudo bem, 4,5) do Volkswagen nas lojas - uma vergonha para a Volks. Os dois se concentraram tanto no rival que nem viram primeiro, o Chevrolet Astra virar líder incontestável da categoria; e, depois, o Hyundai i30 assumir a ponta; e, atualmente, a crescente do Ford Focus.
O Stilo já foi equipado com motores 1.8 8V (a gasolina e flex), 1.8 16V (a gasolina), 2.4 20V (a gasolina).  Foram tantas versões que fica até difícil listá-las, mas vale lembrar a Sporting, Schumacher e Abarth.

Quando chegou às concessionárias da Fiat de todo Brasil, o Stilo chamava a atenção pelo bom espaço interno; o sistema NGI (Next Generation Interior), que aumentava a versatilidade e o conforto do banco traseiro; teto solar Sky Window (belo, inovador e CARO); e o ar-condicionado digital Dual Temp.
Mesmo com muitas qualidades, sinto que o Stilo nunca teve personalidade forte. Veja o Bravo, por exemplo, que acabou de ser lançado e já é muito mais marcante. O Stilo também sempre foi carente de um “coração mais apimentado”. Como disse o meu amigo: o Stilo é uma "comida que mata a fome, mas não é gostosa". O motor 1.8 16V ficou pouco tempo no mercado e demorava para animar. O 2.4 20V andava muito, mas o preço da sua manutenção era um absurdo.
Já o propulsor 1.8 8V, que está com o hatch médio desde seu lançamento,  mesmo com os ganhos de potência com a tecnologia flex, nunca foi um primor de desempenho e consumo. Já imaginaram, por exemplo, o Stilo 1.8 16V E.TorQ? Uma pena que nunca veremos esta opção nas ruas. Uma pena não! Ainda bem que nunca veremos, pois logo (1º de dezembro de 2010) teremos o Bravo entre nós. (fotos: Renault/Divulgação, Peugeot/Divulgação e Fiat/Divulgação)

Aproveitem para votar na enquete!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vale a pena comprar?

Você tem até R$ 67.000 e quer comprar um carro seguro, bem equipado e com desempenho interessante. Ele será o seu carro por 3 ou 5 anos. Vale a pena comprar um desses abaixo?

. Citroën Xsara Picasso Exclusive 2.0: R$ 66.555
. Chevrolet Blazer Advantage 2.4 Flexpower 4x2: R$ 66.263
. Fiat Palio 1.8R 4 portas: R$ 43.160
. Fiat Stilo Sporting 1.8 flex Dualogic: R$ 65.740
. Ford Courier XL 1.6: R$ 41.675
. Peugeot 307 Sedan Presence Pack 2.0 automático: R$ 62.100
. Renault Scénic Privilège1.6 16V : R$ 60.200
. Volkswagen Kombi Standard 1.4: R$ 47.110
. Volkswagen Parati Surf 1.6: R$ 48.560


O que vocês acham?

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sou interessante, mas não estou na moda. Estrelando: Peugeot 307 Sedan

A Peugeot sempre teve como uma de suas principais características o visual dos seus carros, elogiados pela beleza e esportividade. Mas, desde quando chegou ao mercado nacional, em 2006, o 307 Sedan nunca vendeu bem. Mesmo com ótimo custo/benefício, o design é justamente o seu ponto mais criticado.

Todas as versões do sedã da linha 307 saem de fábrica com uma boa lista de equipamentos: airbag duplo, faróis com regulagem de altura do facho, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção regulável em altura e profundidade, computador de bordo, porta-luvas refrigerado, vidros, travas e retrovisores elétricos e freio a disco nas quatro rodas com sistema ABS.

São duas opções de motorização e quatro versões de acabamento: Presence 1.6 16V (R$ 49.900), Presence Pack 1.6 16V (R$ 52.800), Presence Pack 2.0 16V automático (R$ 58.900) e Feline 2.0 16V automático (R$ 64.900).
O motor 1.6 16V desenvolve 110 cv de potência e 14,2 mkgf de torque com gasolina e 113 cv e 15,5 mkgf com etanol, o que garante desempenho apenas satisfatório para o sedã de 1.363 kg de peso. Com ar-condicionado ligado, cinco pessoas à bordo e totalmente carregado, o motorista deve ficar atento na hora de fazer uma ultrapassagem na estrada. Na cidade, o propulsor dá conta do recado sem problemas.

Já o 307 Sedan 2.0 16V tem 143 cv e 20 mkgf com gasolina e 151 cv e 22 mkgf com etanol. Mesmo pesando 1.463 kg, seu desempenho é muito bom, principalmente na estrada, quando o motor pode trabalhar sempre em rotações mais altas. No perímetro urbano, chama a atenção o câmbio automático seqüencial Tiptronic. As suavidades das trocas permitem uma condução tranqüila. Mas, ao ser provocado, câmbio e motor trabalham juntos para propiciar respostas rápidas.

Por dentro, os ocupantes encontram acabamento interessante e bom espaço. Na hora de viajar ou de fazer compras, um dos principais destaques do carro aparece: os generosos 623 litros de capacidade do porta-malas (segundo a Peugeot).
Por que não vende?
E esse destaque do 307 Sedan também é o seu principal problema. Se por dentro o porta-malas é excelente, por fora ele espanta os compradores. A falta de harmonia entre a dianteira e a traseira é o maior questionamento em relação ao visual do sedã. Some a isso a altíssima qualidade dos concorrentes do segmento, como Honda Civic e Toyota Corolla, e o “inferno astral” do 307 Sedan fica completo.

A Peugeot até tentou amenizar o problema, alterando a traseira do veículo em 2008, quando a marca também lançou a versão 2.0 flex do modelo. Foram duas novidades interessantes e bem-vindas, mas que nunca deram o resultado esperado.

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2009, o 307 Sedan terminou o ano na 12ª colocação do segmento com apenas 3.325 unidades emplacadas, graças ao mês de março, quando foram vendidos 1.011 veículos. Só para efeito de comparação, o Chevrolet Astra Sedan foi o 11° sedã médio mais vendido do Brasil no ano passado, com 3.839. O líder da categoria foi o Toyota Corolla, que emplacou 54.599 unidades em 2009.

Em 2010, o 307 Sedan foi responsável por 477 emplacamentos na soma de janeiro e fevereiro, subindo uma posição, ficando em 11° e deixando outro “fora de moda” em 12°, o Renault Mégane.
A verdade é que o Peugeot 307 Sedan tem ótimas qualidades e a relação custo/benefício muito atraente, principalmente nas versões mais simples – que não têm o excelente desempenho do motor 2.0. Mas, mesmo sendo uma opção interessante para quem procura um seda médio, o 307 Sedan está com os dias contados no Brasil, já que o 308 Sedan deve ser a grande estrela da marca no Salão do Automóvel de São Paulo em outubro/novembro de 2010.

Então, mesmo sem estar na moda, o 307 Sedan é um modelo atrativo, que pode ser ainda mais interessante com um bom desconto da concessionária (é só falar que o novo 308 está chegando). Mas, se o interessado considerar o visual detestável mesmo, vale esperar pelo 308 Sedan.

Fonte: Jalopnik
Fotos: Peugeot/Divulgação

terça-feira, 16 de junho de 2009

E o melhor sedã médio entre R$ 50.000 e R$ 65.000 é...

Honda Civic: líder em vendas e vencedor da enquete
Depois de muito tempo no ar, finalmente estou publicando o resultado da enquete com a pergunta "qual é o melhor sedã médio que custa entre R$ 50.000 e R$ 65.000?". O primeiro colocado, como esperado, foi o Honda Civic, modelo bastante elogiado por todos os lados ("um verdadeiro automóvel", como diria o internauta Renato Dantas).
Valente e de forma surpreendente, Vectra ficou em segundo
A segunda colocação pode ser considerada surpreendente, não pela qualidade do Chevrolet Vectra em si, que é um bom carro, mas pela superioridade dos concorrentes, como Ford Focus Sedan, em terceiro, e Toyota Corolla, em quarto. Pelo visto, as alterações que o sedã da GM sofreu em fevereiro deram resultado.

Entre os três últimos, dois franceses, Peugeot 307 Sedan e Renault Mégane (o lanterna), e um japonês, o Nissan Sentra. Vejam o resultado final:

Honda Civic - 21.71% - 402 votos
Chevrolet Vectra - 19.33% - 358 votos
Ford Focus Sedan - 15.44% - 286 votos
Toyota Corolla - 14.04% - 260 votos
Fiat Linea - 12.96% - 240 votos
Citroën C4 Pallas - 6.48% - 120 votos
Volkswagen Bora - 2.81% - 52 votos
Peugeot 307 Sedan - 2.54% - 47 votos
Nissan Sentra - 2.48% - 46 votos
Renault Mégane - 2.21% - 41 votos
TOTAL - 100% - 1.852 votos

O que vocês acham do resultado? 
Fotos: Honda/Divulgação e Chevrolet/Divulgação

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Peugeot lança 307 2.0 Flex e dá "tapa na traseira" do Sedan

Peugeot/Divulgação
Depois do Golf, agora foi a vez do Peugeot 307 ganhar motor 2.0 bicombustível. Além disso, o 307 Sedan, que sempre teve a traseira como seu ponto mais critidado, ganhou um tapa no visual do "bumbum".

Analisando a foto, o modelo tem lanternas com nova lente, logotipo em nova posição e uma barra cromada daplaca com o nome da marca. Melhorou um pouco, mas ainda está longe de ser um carro harmônico. Já o motor 2.0 16V bicombustível desenvolve 151 cv de potência e 22 mkgf de torque com álcool e 143 cv e 20 mkgf com gasolina. É o carro flex mais potente do Brasil, superando até o futuro finado Chevrolet Vectra Elite 2.4 Flexpower. Segundo a marca, a elevação da taxa de compressão do motor foi a principal causa para o ganho de força. O 307 SW, importando da França, continua com a motorização à gasolina.

O 307 Sedan será vendido nas versões Presence e Presence Pack, ambas 1.6 16V flex (110 cv / 113 cv), e a topo de linha Feline 2.0Flex. Todas trazem de série airbag duplo, ar-condicionado,freios ABS com disco nas quatro rodas, banco domotorista com regulagem de altura, coluna de direção ajustável emprofundidade e altura, computador de bordo, retrovisores elétricos,vidros elétricos e rodas de aço de 15 polegadas com calotas.

A Presence 1.6 tem preço sugerido de R$ 52.900. Por R$ 57.900, você leva a Presence Pack, que vem equipada ainda com faróis de neblinadianteiros, aparelho de som com leitor de CD e arquivos em MP3 ecomandos na coluna de direção, rodas de liga leve de 16 polegada,frisos de proteção lateral, dianteiro e traseiro na cor do veículo egrade com acabamento cromado.

A topo-de-linha, Feline, que pode ser encontrada por R$ 69.900, sai da fábrica com câmbio automático seqüencial de quatro velocidades, retrovisorinterno eletrocromático, acendimento automático dos faróis (sensorcrepuscular), ar-condicionado automático digital de duas zonas, conexãoBluetooth para aparelho celular, sensor de chuva, piloto automático,retrovisores externos com rebatimento elétrico, teto-solar elétrico comfechamento automático na chave e volante e bancos com revestimento emcouro, além do propulsor 2.0 flex.

O próximo a ganhar motor 2.0 16V flex é o Citroën C4 Pallas. Vamos ver se as mudanças no motor e, principalmente, na traseira vão dar um gás nas vendas do 307 Sedan. O hatch sempre foi mais bem aceito que seu irmão sedã.

O que você achou das mudanças?