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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Impressões - Peugeot 307, um francês de qualidade 1.6 16V

Depois das Impressões especiais do clássico e decadente norte-americano Lincoln Town Car, volto com as impressões dos internautas. Posto mais uma vez os detalhes do Peugeot 307 do Pedro, que já apareceu no De 0 a 100 outras duas vezes (aqui e aqui). Mas este é um 307 diferente: sai a versão Griffe, com motor 2.0 16V e câmbio automático, e entra a Presence Pack Plus, com propulsor 1.6 16V e a transmissão manual. Boa leitura!

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60, Astra e Lincoln Town Car), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!), o Pedro (de novo!), o Wladimir Pereira, o Wladimir Pereira (de novo!) e o Pedro (de novo!), basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Fique tranquilo porque a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
"Pela terceira vez estou participando do De 0 a 100 na sessão Impressões. Nesta oportunidade venho apresentar um velho conhecido do blog, o Peugeot 307, agora na versão 1.6 com câmbio manual. O antigo 307 2.0 foi vendido e, em seu lugar, a família adquiriu dois veículos: um Mitsubishi ASX e o Peugeot 307 1.6 Presence Pack Plus, o carro do cotidiano e que será apresentado no Impressões.

Antes da compra, pesquisei por vários concorrentes e carros de categoria inferior. Entretanto, no preço ofertado pela concessionária, não existia nenhuma opção tão interessante. Como exemplo, Polo, Punto ou 207 completos teriam praticamente o preço que paguei no 307. Ainda assim seriam menos completos e, em termos de “carro”, são inferiores em quase todos os aspectos. Comparado ao Focus e C4, ambos 1.6, o 307 é mais equipado, entrega uma dinâmica semelhante, apresenta melhor acabamento (comparado ao Focus) e maior espaço interno (frente ao C4), com o diferencial de custar menos e possuir teto solar. Deste modo, já conhecendo as qualidades do modelo francês, compramos o veículo sem titubear.

Essencialmente esse modelo é o mesmo carro (comparado ao Griffe 2.0), perdendo o motorzão, câmbio automático e alguns itens em relação à versão top, além de sofrer alterações em alguns componentes, como uma suspensão melhor calibrada e pneus mais eficientes.

O veterano 307 continua sendo um carro silencioso e bem acabado. Dentro de sua categoria, o modelo francês ainda se destaca pela habitabilidade, possuindo os maiores portas-objeto e o terceiro maior porta-malas entre os hatches de acordo com as medições da Auto Esporte (pouco inferior ao do Bravo e 308). Em termos de espaço interno, o modelo não faz feio, sendo tão generoso quanto o 308 nos bancos dianteiros e estando no nível (ligeiramente inferior) de Focus e i30 nos bancos traseiros. O acerto firme de suspensão / direção e os freios eficientes foram mantidos.
Garrafas PET de até 2,5L cabem nos nichos das portas dianteiras. Habitabilidade é um ponto forte do 307. Espaço para levar bagagem é o que não falta.
Motor e transmissão: o 1.6 da Peugeot, mesmo com anos de mercado, ainda é uma das referências da categoria e desenvolve até 113 cv e 15,5 kgfm quando abastecido com álcool. Trata-se de um motor durável, silencioso e suave de ser acelerado, apresentando uma das melhores relações R / L do mercado (não vibra mesmo em altos giros). Apesar de não ter o comando variável da versão 2.0, o torque é razoável em baixas rotações e o veículo não falha em subidas íngremes ou saídas de quebra-molas, situação em que muitos propulsores 16v sem o variador de fase (VVT) engasgam.

A embreagem é bem modulada e o câmbio é bem escalonado, apresentando engates longos, porém precisos e macios. Nas estradas, a 5ª mais curta prejudica um pouco o consumo (passa aquela sensação de estar pedindo uma 6ª marcha) – mesmo assim, o carro não é beberrão. O conforto acústico, por sua vez, não é prejudicado, devido ao bom isolamento dos ruídos do motor

De forma geral, o 307 1.6, com seus 1.268 kg, não é lento nem rápido e passa uma agradável sensação de agilidade dentro da cidade, mas é necessário pisar mais forte para extrair desempenho. O consumo em ciclo misto é bom. Vejam abaixo as médias que tenho obtido atualmente (5.000 km rodados) em comparação com o 2.0 tiptronic:

2.0 16V automático
Cidade: 7,0 ~ 8,5 km/l
Estrada: 13 ~ 14,5 km/l

1.6 16V flex manual
Cidade: 8,5 ~ 9,5 km/l
Estrada: 12,5 ~ 13,5 km/l

Equipamentos: os principais equipamentos da versão 1.6 P.P. Plus são: Bluetooth com viva-voz, desembaçador traseiro e nos retrovisores, sensor de chuva, crepuscular e de estacionamento; retrovisor interno fotocrômico; Leaving & coming home; A / C analógico; compartimento refrigerado no porta-luvas; airbag duplo; freios com ABS, EBD, REF, AFU e EVA; direção eletro-hidráulica; comando de som na coluna de direção; suportes isofix para cadeirinhas de bebês; som com MP3 e entrada USB; teto solar elétrico e um computador de bordo bastante completo (com função check list).

Mimos: se chover, o Pug aciona o farol baixo e regula a velocidade do limpador. Está chovendo e parou no semáforo? Mesmo na posição manual, o limpador de pára-brisa volta à velocidade mais lenta. Começou a acelerar? O volume do som é ajustado com a velocidade do veículo. Esqueceu qualquer equipamento elétrico ligado? Em alguns minutos o modo de economia de energia é acionado. Queimou uma lâmpada? É indicado no computador de bordo.
Computador de bordo é bastante completo e tem funcionamento intuitivo.
Revisões e manutenção: é um pouco mais barato de manter comparado ao 2.0 e as revisões programadas da Peugeot são interessantes, pois ocorrem anualmente, ao contrário do praticado pela maioria das concessionárias (semestral). E o valor é tabelado. Em garantia retirei um grilo no painel (decorrente da instalação incorreta da disqueteira – acessório que retirei do antigo Pug) e também trocaram a borracha da porta que estava descolando.

Vale destacar a adoção dos pneus Continental. São muito mais macios e aderentes que os Pirelli do modelo 2006. Em contrapartida, as gavetas embaixo do banco não estão presentes no modelo 2010. Os retrovisores externos do 307 são pequenos e devem em visibilidade (principalmente o direito) quando comparados à maioria dos  veículos atuais.
Embora eu tenha realizado a compra no fim do ciclo de vida do 307, considero como muito boa a aquisição deste Peugeot, uma vez que na condição ofertada não existia nenhum veículo tão bem equipado e que entregasse nível de tecnologia e conforto semelhante. Perdi desempenho e a transmissão automática comparado ao 2.0, mas ganhei alguns itens interessantes, como as rodas 16’’ e entrada USB no som. Com o lançamento do 308, o 307 foi descontinuado. Mas tenho certeza que o modelo deixará saudades em muitos que já o dirigiram."

Opinião do blogueiro
Como eu disse nas duas outras impressões do Pedro (aqui e aqui), não tem muita coisa que eu possa adicionar nas Impressões. O Pedro é um apaixonado por carros e é um especialista no hatch médio da Peugeot. Ele sabe praticamente tudo!

O 307 não vai deixar saudades como poderia. A maioria dos seus donos sentirá muita falta dele, mas a maior parte do público nem perceberá que ele se foi exatamente por não ter tido a oportunidade de conhecê-lo. Mas isso faz parte do mercado.

Pelo menos a Peugeot lançou um substituto que vai além do 307, sendo a sua evolução. O 308 é um dos melhores carros da marca do leão hoje no mercado nacional. Resta saber se as suas qualidades o farão ser popular.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sou interessante, mas não estou na moda. Estrelando: Peugeot 307 Sedan

A Peugeot sempre teve como uma de suas principais características o visual dos seus carros, elogiados pela beleza e esportividade. Mas, desde quando chegou ao mercado nacional, em 2006, o 307 Sedan nunca vendeu bem. Mesmo com ótimo custo/benefício, o design é justamente o seu ponto mais criticado.

Todas as versões do sedã da linha 307 saem de fábrica com uma boa lista de equipamentos: airbag duplo, faróis com regulagem de altura do facho, ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção regulável em altura e profundidade, computador de bordo, porta-luvas refrigerado, vidros, travas e retrovisores elétricos e freio a disco nas quatro rodas com sistema ABS.

São duas opções de motorização e quatro versões de acabamento: Presence 1.6 16V (R$ 49.900), Presence Pack 1.6 16V (R$ 52.800), Presence Pack 2.0 16V automático (R$ 58.900) e Feline 2.0 16V automático (R$ 64.900).
O motor 1.6 16V desenvolve 110 cv de potência e 14,2 mkgf de torque com gasolina e 113 cv e 15,5 mkgf com etanol, o que garante desempenho apenas satisfatório para o sedã de 1.363 kg de peso. Com ar-condicionado ligado, cinco pessoas à bordo e totalmente carregado, o motorista deve ficar atento na hora de fazer uma ultrapassagem na estrada. Na cidade, o propulsor dá conta do recado sem problemas.

Já o 307 Sedan 2.0 16V tem 143 cv e 20 mkgf com gasolina e 151 cv e 22 mkgf com etanol. Mesmo pesando 1.463 kg, seu desempenho é muito bom, principalmente na estrada, quando o motor pode trabalhar sempre em rotações mais altas. No perímetro urbano, chama a atenção o câmbio automático seqüencial Tiptronic. As suavidades das trocas permitem uma condução tranqüila. Mas, ao ser provocado, câmbio e motor trabalham juntos para propiciar respostas rápidas.

Por dentro, os ocupantes encontram acabamento interessante e bom espaço. Na hora de viajar ou de fazer compras, um dos principais destaques do carro aparece: os generosos 623 litros de capacidade do porta-malas (segundo a Peugeot).
Por que não vende?
E esse destaque do 307 Sedan também é o seu principal problema. Se por dentro o porta-malas é excelente, por fora ele espanta os compradores. A falta de harmonia entre a dianteira e a traseira é o maior questionamento em relação ao visual do sedã. Some a isso a altíssima qualidade dos concorrentes do segmento, como Honda Civic e Toyota Corolla, e o “inferno astral” do 307 Sedan fica completo.

A Peugeot até tentou amenizar o problema, alterando a traseira do veículo em 2008, quando a marca também lançou a versão 2.0 flex do modelo. Foram duas novidades interessantes e bem-vindas, mas que nunca deram o resultado esperado.

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2009, o 307 Sedan terminou o ano na 12ª colocação do segmento com apenas 3.325 unidades emplacadas, graças ao mês de março, quando foram vendidos 1.011 veículos. Só para efeito de comparação, o Chevrolet Astra Sedan foi o 11° sedã médio mais vendido do Brasil no ano passado, com 3.839. O líder da categoria foi o Toyota Corolla, que emplacou 54.599 unidades em 2009.

Em 2010, o 307 Sedan foi responsável por 477 emplacamentos na soma de janeiro e fevereiro, subindo uma posição, ficando em 11° e deixando outro “fora de moda” em 12°, o Renault Mégane.
A verdade é que o Peugeot 307 Sedan tem ótimas qualidades e a relação custo/benefício muito atraente, principalmente nas versões mais simples – que não têm o excelente desempenho do motor 2.0. Mas, mesmo sendo uma opção interessante para quem procura um seda médio, o 307 Sedan está com os dias contados no Brasil, já que o 308 Sedan deve ser a grande estrela da marca no Salão do Automóvel de São Paulo em outubro/novembro de 2010.

Então, mesmo sem estar na moda, o 307 Sedan é um modelo atrativo, que pode ser ainda mais interessante com um bom desconto da concessionária (é só falar que o novo 308 está chegando). Mas, se o interessado considerar o visual detestável mesmo, vale esperar pelo 308 Sedan.

Fonte: Jalopnik
Fotos: Peugeot/Divulgação