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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Toyota mostra poucas novidades e uma grande necessidade de mudanças no Salão de São Paulo

iiMo, o conceito carro-tablet
A Toyota lançou, em setembro, suas duas principais atrações do Salão do Automóvel de São Paulo 2012: Etios e Etios Sedan. Com isso, a marca ficou carente de atrações inéditas "palpáveis" para mostrar aos visitantes do evento. O estande tinha até algumas coisas interessantes, mas nada que fosse imperdível. Assim como a Fiat, fiquei decepcionado de uma maneira geral. Ficou evidente que a Toyota necessida de mudanças.


Quando digo isso, me apoio no fato de Corolla e Hilux, exemplos de inovação e modernidade em outros tempos, estarem quase ultrapassados nos seus respectivos segmentos. Isso não significa que eles são ruis, mas sim que existem muitos concorrentes mais novos. O Corolla XRS, por exemplo, não tem desempenho, visual ou preço para brigar com veículos 'esportivos' mais divertidos.

Rav 4 e SW4 também não ajudam muito. O Prius, ainda moderno, não é mais nenhuma novidade e já não causa o mesmo impacto - embora seja muito legal. Pelo menos, finalmente, ele está sendo lançado no Brasil, no início de 2013, por cerca de R$ 120 mil. Sua versão esportiva, logo na foto abaixo, ficou muito legal.
Prius chega ao Brasil no início de 2013 por quase R$ 120 mil. Versão esportiva, na cor vermelha, ficou bem legal
A sétima geração do sedã de luxo Camry também estava presente, pouco chamativo, com seu estilo elegante e conservador, e com seu motor V6 3.5 24V Dual VVT-i, que desenvolve 277 cv de potência a 6.200 rpm e 35,3 kgfm de torque a 4.700 rpm. Mas o

A esperança ficou mesmo com o Etios, que se apoia na mecânica e confiabilidade da marca para ganhar mercado, mas não passa quase nenhum tipo de modernidade ao consumidor, especialmente no quesito visual (externo e interno).
Conceito NS4
Imagino que a própria Toyota tenha consciência disso, já que a marca diz que vive uma "nova era no Brasil". Não foi nesse sentido que essa expressão foi usada, mas prefiro pensar que sim.

Além dos modelos que já comentei, a marca japonesa apostou nos conceitos para atrair o público no Salão do Automóvel, como o curioso "carro-tablet" iiMo, o interessante "sofámóvel" i-Real e o belo híbrido NS4.
A marca mostrou ainda o carro de competição que disputa as provas da FIA World Endurance Championship “Le Mans Series” (logo acima) e o cupê esportivo compacto batizado de 86, que tem 200 cv de potência e apenas 1.190 kg de peso (realmente deve voar baixo).
Toyota 86 tem 200 cv de potência
Presidente Dilma Rousseff conheceu o Toyota Etios acompanhada do ministro Fernando Pimentel
Hilux Invencible
Concluindo
Você deve estar pensando porque eu disse poucas novidades no título. Realmente a Toyota mostrou novidades e atrações interessantes no Salão do Automóvel de São Paulo 2012, mas não sou muito fã de conceitos e "carros distantes". Gosto daquilo que o interessado poderá comprar, em breve, nas concessionárias, e daqueles veículos que chegam para roubar a cena no evento, como o Onix da Chevrolet.

A Toyota poderia ter feito algo semelhante à GM se tivesse atrasado a chegada do Etios; ou, especialmente se tivesse anunciado o novo Corolla. Mas não o fez. Talvez, se o Etios fosse mais "quente", o estande no Salão de São Paulo não tivesse ficado tão morno.
Fotos: Toyota/Divulgação

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Toyota inaugura nova fábrica e nova fase no Brasil

Assim como aconteceu com outras marcas no Brasil, a Toyota se prepara para iniciar uma nova e importante fase no Brasil. Com a inauguração da fábrica de Sorocaba (SP), e com o anúncio de uma nova fábrica de motores, prevista para entrar em funcionamento em 2015, a marca japonesa iniciará uma forte expansão no país.

O próximo "passo prático" é lançar o "popular" Etios, nas carrocerias hatch e sedã, com duas opções de motor: 1.3 e 1.5 - ambos flex.

Essa manobra da Toyota é muito bem-vinda. Quanto mais concorrentes e opções de compra, melhor para o consumidor - ainda mais de uma baita empresa como a Toyota.

Vejam mais detalhes na matéria abaixo.

Toyota fortalece sua presença com US$ 1,1 bi

FONTE: Estadão via MSN

Com a inauguração ontem, em Sorocaba (SP), de sua terceira fábrica no País e o anúncio da unidade de motores para 2015, na vizinha Porto Feliz, a Toyota, maior fabricante de veículos do mundo, finalmente coloca em prática seu plano de estar entre as maiores montadoras do Brasil. As duas novas unidades somam investimentos de US$ 1,1 bilhão.

O grupo está no País há 54 anos, mas só agora passa a atuar no segmento de compactos, responsável por 65% das vendas de automóveis. Com o início da produção do Etios, a marca japonesa espera dobrar suas vendas até 2014, para cerca de 200 mil unidades ao ano.

No ano passado, com 99,2 mil unidades vendidas, a marca obteve menos de 3% de participação nas vendas de automóveis e comerciais leves e ficou em sétimo lugar no ranking, atrás de Fiat, Volkswagen, GM, Ford, Renault e Hyundai. "Vamos estar entre as maiores montadoras brasileiras ainda nesta década", disse ontem o presidente da Toyota Mercosul, Shunichi Nakanichi, durante a cerimônia de inauguração da filial de Sorocaba.

A unidade inicia operações com capacidade produtiva de 70 mil carros por ano, mas já há expectativas de ampliar para 100 mil, de acordo com a demanda do mercado pelo novo carro. Os planos, no entanto, são de ir muito além, já que o complexo tem licença ambiental para produzir até 400 mil carros ao ano.

A fábrica de Sorocaba tem 1,5 mil funcionários e o parque ao lado, com 11 fornecedores, tem outros 1,5 mil, mas a ideia é de ampliação gradativa de pessoal. Ao todo, o grupo emprega hoje 4,7 mil trabalhadores no País.

Já a nova fábrica exclusiva para motores em Porto Feliz (SP) vai gerar entre 600 e 700 postos. O terreno foi adquirido há menos de três meses pela empresa. "A decisão de ter essa fábrica é recente e foi tomada em razão do novo regime automotivo", informou o vice-presidente da Toyota Mercosul, Luiz Carlos Andrade. O novo regime entra em vigor em 2013 e reduz impostos para empresas com maior índice de conteúdo local.

Até 2015, quando a nova unidade entrará em operação, os motores do Etios serão importados do Japão, como ocorre hoje com o Corolla, produzido em Indaiatuba (SP) desde 1998. Com os propulsores nas versões 1.3, 1.5, 1.8 e 2.0, o índice médio de nacionalização dos dois automóveis passará de 65% para 85%.

"A decisão de montar 200 mil motores por ano significa que daqui para a frente o grupo vai colaborar ainda mais fortemente com a manufatura e os recursos humanos no Brasil", afirmou o presidente mundial da companhia, Akio Toyoda.

Carro brasileiro. "O Etios é um verdadeiro carro brasileiro", acrescentou Toyoda. O modelo foi desenvolvido para mercados emergentes e já é produzido na Índia. Segundo ele, a engenharia local teve importante participação no desenvolvimento.

O grupo está no País há 54 anos, onde iniciou operações como importador. A primeira fabrica local, e também a primeira fora do Japão, foi inaugurada em 1962 em São Bernardo do Campo para produzir o jipe Bandeirante. Hoje só faz componentes. A filial de Indaiatuba produz o sedã Corolla e a inaugurada ontem fará o Etios nas versões hatch e sedã. "Consideramos outras variações de modelos para o futuro", avisou Hisayuti Inoue, diretor da Toyota no Japão.

Inoue afirmou ter consciência do "pequeno atraso" do grupo em entrar no segmento de carros compactos no Brasil, mas disse que a empresa "vai encarar essa desvantagem como vantagem". Segundo ele, a Toyota aprendeu muito com as outras montadoras que atuam no segmento há mais tempo e pôde pesquisar as insatisfações e desejos dos consumidos brasileiros.

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, ressaltou que o Brasil caminha para um mercado de 4 milhões de veículos ao ano e que a inauguração da nova empresa "mostra que o Brasil está longe da crise".

O Etios chegará às lojas em setembro, com preço inicial na casa dos R$ 35 mil e vai disputar mercado com modelos como Gol, Palio, Fiesta e, principalmente, o HB20 que a coreana Hyundai produzirá em Piracicaba (SP). A Toyota informou ter planos de exportar o Etios para países do Mercosul, mas, por enquanto, toda a produção será destinada ao mercado brasileiro.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen anunciam novos preços de seus veículos com IPI reduzido

Praticamente todas as montadoras divulgaram os novos preços de seus modelos com o IPI reduzido. Jac Motors, Renault e Nissan agora estão acompanhadas de Ford, Peugeot, Toyota e Volkswagen. Confiram:

FORD (nem todos tiveram os preços reduzidos)
Ka 1.0 - R$ 21.240
Ka Sport 1.6 - R$ 32.550
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 24.210
Fiesta Rocam 1.0 - R$ 33.000
Fiesta Sedan Rocam 1.0 - R$ 26.100
Fiesta Sedan Rocam 1.6 - R$ 35.030
New Fiesta hatch 1.6 16V - R$ 44.130
New Fiesta Sedan 1.6 16V - R$ 46.020
Focus GL 1.6 16V - R$ 49.110
Focus GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus GLX 2.0 16V - R$ 55.110
Focus Titanium 2.0 16V - R$ 64.180
Focus Sedan GL 1.6 16V - R$ 53.300
Focus Sedan GLX 1.6 16V - R$ 50.920
Focus Sedan GLX 2.0 16V - R$ 56.490
Focus Sedan Titanium 2.0 16V - R$ 70.030
Fusion SEL 2.5 - R$ 84.500
Fusion SEL V6 - R$ 94.360
Fusion Hybrid 2.5 gasolina/elétrico - R$ 133.900

EcoSport XL 1.6 - R$ 45.100
EcoSport XLS 1.6 - R$ 48.190
EcoSport FreeStyle 1.6 - R$ 50.620
EcoSport XLT 1.6 - R$ 53.540
EcoSport FreeStyle 2.0 - R$ 56.250
EcoSport XLT 2.0 - R$ 56.250
EcoSport 4WD 2.0 - R$ 57.220
Edge FWD V6 - R$ 127.150
Edge AWD V6 - R$ 146.350
Courier L 1.6 - R$ 31.950
Courier XL 1.6 - R$ 42.190
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 63.110
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 67.250
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 76.820
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x2 2.3 - R$ 77.890
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x2 3.0 Diesel - R$ 81.370
Ranger Sport XLS Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 85.960
Ranger Sport XLT Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 88.430
Ranger Sport Limited Cabine Dupla 4x4 3.0 Diesel - R$ 96.300

PEUGEOT




TOYOTA
Fonte dessa tabela


VOLKSWAGEN

Modelo Preços antigos - R$ Preços atuais - R$
Gol G4 1.0 2p 26.960 24.291
Gol G4 1.0 4p 29.040 26.165
Gol G5 1.0 30.970 27.904
Gol G5 1.6 34.250 31.853
Gol G5 1.6 I-Motion 37.030 34.438
Gol G5 1.6 Power 41.120 38.242
Gol G5 1.6 Power I-Motion 43.900 40.827
Gol G5 1.6 Rallye 43.950 40.874
Gol G5 1.6 Rallye I-Motion 46.730 43.459
Voyage 1.0 33.200 29.913
Voyage 1.6 37.130 34.531
Voyage 1.6 I-Motion 39.910 37.116
Voyage 1.6 Comfortline 43.820 40.753
Voyage 1.6 Comfortline I-Motion 46.600 43.338
Fox 1.0 2dr 32.730 29.490
Fox 1.0 4dr 34.300 30.904
Fox 1.6 4dr 37.060 34.466
Fox 1.6 I-Motion 4dr 39.850 37.061
Fox 1.6 Prime 4dr 42.210 39.255
Fox 1.6 Prime I-Motion 4dr 45.000 41.850
Fox 2dr Bluemotion 36.730 34.159
Fox 4dr Bluemotion 38.300 35.619
CrossFox 51.100 47.523
CrossFox I-Motion 53.880 50.108
SpaceFox 45.310 42.159
SpaceFox Trend 49.725 46.265
SpaceFox Trend I-motion 52.425 48.776
SpaceFox Sportline 55.635 51.761
SpaceFox Sportline I-Motion 58.365 54.300
Space Cross 58.735 54.644
SpaceCross I-Motion 61.460 57.178
Parati 1.6 42.810 39.813
Parati Surf 51.050 47.477
Polo 1.6 47.510 44.184
Polo 1.6 I-Motion 50.290 46.770
Polo 1.6 Bluemotion 51.900 48.267
Polo 1.6 Sportline 50.590 47.049
Polo 1.6 Sportline I-Motion 53.370 49.634
Polo 2.0 Sportline 54.080 50.294
Polo Sedan 1.6 50.250 46.733
Polo Sedan 1.6 I-Motion 53.030 49.318
Polo Sedan 1.6 Comfortline 52.480 48.806
Polo Sedan 1.6 Comfortline I-Motion 55.270 51.401
Polo Sedan 2.0 Comfortline 55.960 52.043
Golf 1.6 52.900 49.197
Golf 1.6 Sportline 57.510 53.484
Golf 2.0 Automático 59.720 55.540
Golf 2.0 Sportline Automático 62.850 58.451
Golf 2.0 Black Automático 66.590 61.929
Golf 2.0 GT 64.530 60.013
Golf 2.0 GT Automático 70.870 65.909
Jetta 2.0 Comfortline 65.755 61.172
Jetta 2.0 Comfortline Automático 69.990 65.111
Jetta 2.0 TSI Highline 89.520 82.382
Passat 122.450 112.677
Passat Variant 128.950 118.657
Tiguan 115.650 106.421
Saveiro SC 34.340 32.966
Saveiro SC Tropper 40.400 38.784
Saveiro EC 36.885 35.410
Saveiro EC Tropper 43.430 41.693
Saveiro Cross 49.200 47.232
Kombi Furgão 45.660 43.834
Kombi Standard 49.930 47.434
Amarok S CS 4X2 80.990 77.762
Amarok S CS 4X4 87.990 84.482
Amarok S CD 4X2 91.490 87.842
Amarok S CD 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CS 4×4 95.490 91.682
Amarok SE CD 4×4 102.990 98.882
Amarok Trendline 180cv 114.490 109.922
Amarok Highline 180cv 129.490 124.322
Amarok Highline Automática 135.990 130.562

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Demorou, mas Toyota Hilux e SW4 ganham motor flex

Finalmente a família Hilux pode ser abastecida também com etanol no mercado Brasileiro. No final do ano passado, quando apresentou a linha Hilux reestilizada, a Toyota deixou todo mundo na mão por não lançar a esperada "flexibilização" do motor 2.7 16V VVT-i. Mas agora, finalmente, a Hilux flex já é uma realidade.

O propulsor desenvolve 158 cv de potência a 5.000 rpm com gasolina e 163 cv na mesma rotação com etanol. O torque é o mesmo com qualquer combustível: 25 kgfm a 3.800 rpm.
O motor flex está disponível nas versões SR 4x2 e SRV 4x4 da Hilux picape, ambas com cabine dupla. No SUV SW4, o propulsor bicombustível equipa  apenas a configuração SR 4X2, com capacidade para cinco ocupantes. É interessante que, não importanto a carroceria, o único câmbio oferecido é o automático de quatro marchas (que poderia ser de seis velocidades para melhorar o desempenho e o consumo).


Preço sugeridos (para SP)
Toyota Hilux SR 4×2 cabine dupla automático: R$ 88.730
Toyota Hilux SRV 4×4 cabine dupla automático: R$ 103.420
Toyota Hilux SW4 SR 4×2 automático (5 Lugares): R$ 114.150

A Toyota Hilux SR 4x2 Flex Fuel traz como itens de série direção hidráulica progressiva, ar-condicionado manual, coluna da direção regulável em altura, fechamento da caçamba por meio de chave, assento traseiro rebatível, banco do motorista com regulagem de altura, relógio digital, porta-óculos no teto, limpador de pára-brisa com temporizador de velocidade, vidros, travas e retrovisores elétricos e sistema de som com controle no volante com CD, que reproduz arquivos de MP3 e WMA, com conectividade USB e auxiliar do sistema de som compatível com iPhone e iPod.
Na versão SRV da picape, o painel central conta adicionalmente com uma tela de LCD com conexão bluetooth; sistema de som com comandos no volante, computador de bordo, banco do motorista com ajuste elétrico e ar-condicionado digital.

Todas as versões da Hilux e do SW4 saem de fábrica com freios ABS nas quatro rodas, airbag duplo frontal, travamento das portas por controle remoto e alarme. A Hilux Flex e o SW4 Flex podem ser encontrados em seis opções de cores: preto safira, preto eclipse, bege austral, cinza chumbo, branco e prata metálico.
A meta da Toyota é comercializar 5.000 unidades da Hilux flex e 1.200 unidades do SW4 flex por ano.
Fotos: Toyota/Divulgação

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alta Roda - Aposta no futuro

A Renault cumpriu a promessa do seu executivo-chefe, Carlos Ghosn, e acaba de colocar à venda, na França e na Espanha, o primeiro sedã elétrico dos tempos modernos. Apresentado no Salão de Frankfurt de 2009, o Fluence Z.E. (emissão zero, em várias línguas) abre uma alternativa em termos de conforto interno para cinco passageiros e certo nível de representação pelo porte do carro. As ofertas até agora se resumiam ao pioneiro minicarro Mitsubishi i-MiEV, seguido pelo hatch médio-compacto Nissan Leaf.
Renault/Divulgação
A aliança Renault-Nissan fez uma aposta alta – US$ 5,5 bilhões – na tração puramente elétrica, sem passagem por híbridos (a marca japonesa tem poucos modelos desse tipo; a francesa, nenhum). O Fluence Z.E. inaugura uma fórmula interessante de comercialização: preço de 25.900 euros (R$ 62.400) igual ao do modelo a diesel, sem a bateria de íons de lítio de 398 V/22 kWh. Uma bateria desse tipo custa mais que o carro. Neste caso, o comprador paga um aluguel à parte de apenas 88 euros (R$ 211) durante 36 meses, incentivo pesado do fabricante. Países europeus acrescentam até 5.000 euros (R$ 12.000) de subsídio direto para número limitado de vendas.

Certos mitos podem ser desconsiderados como efeito memória na bateria ou o uso dos faróis diminuir autonomia. A Renault foi cautelosa ao especificar a autonomia, de 80 a 200 km, dependendo de vários fatores. O tempo de recarga pode ser de 7 ou de 22 horas, em função da instalação e tensão local (220 ou 110 V). Nenhuma emissão de poluentes tóxicos acontece enquanto roda, um alívio para as cidades, onde as distâncias médias diárias percorridas ficam em torno de 50 km e o para-e-anda até ajuda a recarregar a bateria.

Há outro lado da questão, ao considerar o CO2 (principal gás de efeito estufa) na geração de eletricidade. Se for de fonte renovável (hidráulica, eólica) ou de origem nuclear, as emissões ficam em torno do equivalente a 15 g/km, contra 120 g/km de um Fluence movido a combustível fóssil (160 g/km ao incluir o ciclo completo de produção). Porém, na maior parte do mundo a eletricidade vem de usinas térmicas. Assim um elétrico acaba “emitindo” de 180 a 200 g/km de CO2, um complicador.

No teste organizado, entre Lisboa e Cascais (Portugal), o percurso totalizou 86 km. O ímpeto para arrancar dá a sensação de que a potência (95 cv) e o torque (23 kgf•m) são maiores. Apesar de o motor elétrico atingir 8.900 rpm a aceleração de 0 a 100 km/h em 13 s não empolga e a velocidade máxima é travada em 135 km/h a fim de preservar autonomia. O desempenho sofre com o peso da bateria – 280 kg – colocada atrás do encosto do banco traseiro e invade a área de bagagem. Para garantir o espaço restrito de 317 l no porta-malas, o sedã ganhou 13 cm no comprimento o que prejudicou sua harmonia de linhas.

O Fluence Z.E. nada perdeu em dirigibilidade e o silêncio a bordo é impressionante. Ao final do percurso, três quartos da bateria se esgotou, dirigindo em ritmo normal, mas sem passar por autoestradas. Autonomia total seria de uns 120 km. Economia sobre combustíveis líquidos é em torno de 700 euros (R$ 1.700) por ano, ou seja, 30 anos para recuperar o preço da bateria subsidiada aos primeiros proprietários.

O futuro chegou? Nem tanto.

RODA VIVA

PORTUGAL foi escolhido para os lançamentos do Fluence e também do Kangoo Z.E. pelo comprometimento do país com a mobilidade elétrica. Empresa do governo, Mobi.E, desenvolveu sistema unificado de reabastecimento por cartão magnético e aplicativos para gerenciar recarga mais barata. Há 1.350 pontos de recarga, sendo 50 de carga rápida, em 25 cidades portuguesas.

ALÍVIO no crédito, anunciado pelo ministério da Fazenda, ajudará bastante a diminuir os estoques altos. Além da maior oferta de financiamentos longos (até 60 meses), juros também serão menores. Há tendência dos bancos serem menos seletivos, principalmente em prazos menores ou com entrada de 10%. Sem essa ajuda, não se alcançariam as metas de vendas de 2011.

AUMENTO do IPI para marcas importadas, fora do Mercosul e México, continuará além de 2012. Rumores preveem essa política até 2015, pelo menos. Em compensação, cronograma para atingir índice mínimo de nacionalização será flexibilizado para novos fabricantes. Se prazos forem cumpridos, governo estuda diminuir o IPI adicional, menos para os que só importam.

FONTES confirmam que o governo vai mesmo obrigar todas as marcas a aderir ao programa de eficiência energética coordenado pelo Inmetro. Etiquetas com dados sobre consumo de combustível não deverão ser mais unificadas com o de emissões (Selo Verde, do Ibama). No entanto, poderá se exigir o nível de CO2 emitido, sempre proporcional ao consumo.

CORREÇÃO: Tanto na picape Toyota Hilux como no utilitário esporte SW4, o atual motor V-6 a gasolina será substituído por um flexível etanol/gasolina de quatro cilindros em linha, 2,7 litros, 163/158 cv e torque de 25,3 kgfm. Previsão: fevereiro/março de 2012.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Alta Roda - Automóveis mais amplos

Houve um tempo em que o total de fabricantes aqui instalados tinha um lançamento a cada dois anos. Agora, podem surgir dois modelos inteiramente novos na mesma semana. Aliás, separados por 24 horas: Chevrolet Cobalt e novo Fiat Palio.
Fiat/Divulgação
A fábrica de Betim (MG) mudou bastante um carro que, em 15 anos, apresentou mais baixos do que altos, apesar de 2,5 milhões de unidades vendidas. Mais de 3.200 componentes novos, interior totalmente refeito com maior espaço para todos os passageiros (volume interno quase 10% maior), estilo harmonioso, mais equipado e preço muito competitivo, partindo de R$ 30.990, ou seja, sem reajuste na versão de entrada. Aumentando a distância entre-eixos em 5 cm, a altura em 6 cm e a largura em 3 cm a Fiat tem como alvo preferencial, entre vários, o Fox com seu perfil alto. Só o volume do porta-malas se manteve: 290 litros.

Estratégia de oferecer três motores (1,0/75 cv; 1,4/88 cv e 1,6/117 cv), três versões de acabamento (Attractive, Essence e Sporting), além de manter o Palio Fire (sem mudanças desde 2003), demonstra que a amplitude do ataque será grande. Attractive 1,4, a partir de R$ 34.290 e adicionando vários opcionais, fica mais caro apenas que o atual preço do chinês J3 (R$ 37.990), sem o reajuste do IPI adiado para dezembro próximo.

Com 1.007 kg de peso, motor 1,4 fica justo, mas sua potência específica não se destaca. Motor menor é fraco para o carro, ao contrário do 1,6, só alegria (Sporting tem diferencial mais curto, só que a diferença pouco se nota por ser mais equipado e de maior massa). Suspensões, agora, estão sutilmente mais firmes, subindo um degrau em dirigibilidade. Pontos fracos: ausência de lanterna traseira de neblina e diâmetro pequeno de velocímetro e conta-giros.
Chevrolet/Divulgação
Com o sedã Cobalt a Chevrolet embarcou no conceito cheap space (tradução livre: mais espaço, preço menor). Pioneiro foi o Renault Logan, seguido pelo Nissan Versa. E o grande apelo do novo carro é justamente esse: 2,62 m de entre-eixos (só um cm menos que o Logan) e 1,74 m de largura (igual ao romeno), o que permite volume interno 7% maior que Astra sedã e 4% que o último Vectra. Porta-malas surpreende: 563 litros, maior que muitos modelos grandes. Dimensões de segmento C, porém ao preço de B, pois começa em R$ 39.980 (LT) e chega a R$ 45.980,00 (LTZ).

Para operar esse “milagre” torna-se necessário partir de nova arquitetura simplificada e flexível. Cobalt, embora desenhado e desenvolvido no Brasil, baseia-se no projeto Aveo/Sonic de origem sul-coreana. O carro será vendido em 40 países cujo poder aquisitivo afasta-se de Europa Ocidental, EUA e Japão. Abrir portas amplas e verificar que motorista e acompanhante têm liberdade de movimentos é bem agradável. Atrás, ótimo espaço para as pernas. Suspensões muito bem acertadas se destacam. Motor 1.4/102 cv vai bem, porém insuficiente quando totalmente carregado. Melhorou o manuseio da caixa manual. Em abril do próximo ano virá motor 1.8/114 cv e câmbio automático 6-marchas.

Estilo não é seu ponto forte, porém menos polêmico que o Agile. A favor, painel, quadro de instrumentos e volante. Aspectos negativos: visibilidade traseira em razão da tampa alta do porta-malas e estepe de uso temporário (explica, em parte, o volume útil para bagagem).

RODA VIVA

TANTO Anfavea como Fenabrave mantêm a previsão de 2011 fechar com 3,69 milhões de unidades comercializadas, incluindo caminhões e ônibus. Não se assustam com os 40 dias de estoque (normal, 30). Atribuem o tropeço em outubro (menos 10% em relação a setembro) ao menor número de dias úteis, ao noticiário econômico negativo e ao imbróglio do IPI.

TOYOTA deu uma arrumada no visual de sua linha Hilux de picapes médias a diesel, lançada como ano-modelo 2012. Nada de profundo, mas o resultado alcançado é razoável. No interior, menos mudanças. Destaque para tela de LCD no centro do painel, mas, estranhamente, não há opção de navegador GPS. Na parte mecânica, a única novidade ficou para abril próximo: motor V-6 flex de 163 cv, no lugar do atual a gasolina. Preços de R$ 85.690 (cabine simples) a R$ 141.920 (cabine dupla).

UTILITÁRIO esporte SW4 recebeu as mesmas modificações estéticas da Hilux. Molduras dos para-lamas mais encorpados têm estética melhor no SUV. Passa a oferecer, de novo, opção de cinco e sete lugares. Dirigibilidade é melhor que na picape e inclui, como esta, controle de trajetória (ESC). Interior sente o peso dos anos. Nível de ruído podia melhorar se o câmbio automático tivesse mais de quatro marchas. Custa R$ 170.400, mais R$ 4.500, com sete lugares. Gasolina: R$ 157.000.

BEM que a Fiat queria. Acabou desistindo de tentar enquadrar os produtos Chrysler vindos do México (crossover Journey e picape pesada Ram) sem o aumento de 30 pontos percentuais no IPI. As duas empresas formam um mesmo grupo. Entretanto, a marca americana, apesar de duas tentativas anteriores, não possui nenhuma atividade fabril no Brasil. Por enquanto...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ford Ranger bate a Toyota Hilux e vence

Ford/Divulgação
Mesmo antes da chegada da polêmica versão reestilizada, a Ford Ranger foi eleita a melhor picape média aqui no De 0 a 100. A enquete teve como pergunta "Deixando de lado as versões, qual é a melhor picape média do Brasil?". A segunda colocada foi a Toyota Hilux, que ainda é a referência para a categoria.

A líder de vendas do segmento ficou em terceiro. A Chevrolet S10 superou as duas novas "badaladas do momento": Mitsubishi L200 e Nissan Frontier. Já as picapes sem muitas expressão, como esperado, ficaram na lanterna.

Ford Ranger - 41.19% - 729 votos
Toyota Hilux - 26.61% - 471 votos
Chevrolet S10 - 11.19% - 198 votos
Mitsubishi L200 - 9.83% - 174 votos
Nissan Frontier - 8.08% - 143 votos
SsangYong Actyon - 2.54% - 45 votos
Mahindra Scorpio - 0.56% - 10 votos

Agradeço ao Célio Adriano Fonseca, de Belo Horizonte, pela sugestão da nova enquete: Entre as 13 marcas mais vendidas no Brasil, qual tem os carros mais bonitos?