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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Série Especial Itália se espalha pelos modelos Fiat

Para comemorar o encerramento do “Momento Itália-Brasil” (MIB), a Fiat estende o conceito da Série Especial Itália para boa parte da sua gama de modelos no Brasil. Depois do Uno Vivace, agora é a vez do novo Palio, Punto, Idea e Strada ficarem "mais italianos".

Todos os carros vêm com ar-condicionado, direção hidráulica, faróis com máscara negra, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas para as portas e badge Itália. Além disso, Novo Palio, Punto e Idea ainda recebem rádio CD MP3, chave canivete com telecomando, faróis de neblina e retrovisores externos elétricos, entre outros.

A lista de itens de conforto é muito boa, mas senti falta de mais itens de segurança, como o Kit HSD (airbag duplo e ABS) para todos os modelos. Estes equipamentos são de série apenas nos veículos 1.4: Punto Attractive, Idea Attractive, Strada Working Cabine Dupla e no novo Palio Attractive. Nos 1.0 eles continuam opcionais.
Fotos: Fiat/Divulgação
Uno
O Uno Vivace tem novas rodas de liga leve aro 14’’ com pintura exclusiva, faróis com máscara negra, lanterna fumê, spoiler na tampa traseira, maçanetas e retrovisores externos na cor do veículo, anéis estéticos no para-choque dianteiro, sigla Uno com tema Itália, badge Itália aplicado na coluna C, além de moldura central do painel de instrumentos na cor preto brilhante, quadro de instrumentos com econômetro e conta-giros, novo tecido exclusivo com bordado Itália nos bancos dianteiros, painéis de porta revestidos parcialmente em tecido, volante bi-textura, detalhes internos na cor cinza, como os comandos do ar-condicionado, e outros itens internos que oferecem mais praticidade e conforto aos clientes.

Além dos equipamentos citados acima, o Uno tem ainda faróis de neblina, volante com regulagem de altura, pré-disposição para rádio, desembaçador, lavador e limpador do vidro traseiro, entre outros. O Uno Especial Itália pode ser encontrado nas cores Prata Bari, Preto Vesúvio, Vermelho Alpine, Branco Bachisa e Cinza Scandium.

Confira os preços de cada versão:

Uno Vivace 1.0 - Kit Série Especial Itália - R$ 31.430 (R$ 32.180 com pintura metálica)
Novo Palio Attractive 1.0 - Kit Série Especial Itália – R$ 32.890
Novo Palio Attractive 1.0 - Kit Série Especial Itália 2 (com rodas exclusivas) – R$ 33.840
Novo Palio Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 37.950
Idea Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 45.070
Punto Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 40.970
Punto Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália 2 (com rodas exclusivas) – R$ 41.870
Strada Working 1.4  C.S. - Kit Série Especial Itália – R$ 36.590
Strada Working 1.4  C.E. - Kit Série Especial Itália – R$ 39.640
Strada Working 1.4 C.D. - Kit Série Especial Itália – R$ 44.490

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Honda lança o Fit Twist, o "aventureiro" que passa longe das trilhas

Como eu disse no post anterior sobre a Honda, a marca apresentou um "lançamento imediato" no Salão do Automóvel de São Paulo, o Fit Twist. Desenvolvido no Brasil especialmente para o mercado nacional, o modelo tem visual "aventureiro" quase perfeito para as esburacadas ruas brasileiras, e não para a trilha. Disponível com câmbio manual (R$ 57.900) ou automático (R$ 60.900), ambos de cinco marchas, o Twist chega às concessionárias da marca em novembro.
Na parte visual, a Honda tentou dar um ar de robustez ao Fit. Na dianteira, o pára-choque tem design diferenciado, com detalhes em alumínio, e faróis com máscara negra (faróis de neblina são de série).
Na traseira, as lanternas translúcidas são escurecidas e o pára-choque ganhou uma moldura prata - recurso usado por praticamente todas montadoras para "renovar" ou "dar um ar aventureiro" às traseiras de seus veículos. Nas laterais, destaque para as molduras nos pára-lamas.

Outros detalhes incrementam o visual mais esportivo. Foram inseridos o novo emblema Twist, rack longitudinal de teto, protetores sob as portas na cor alumínio fosco e retrovisores externos com repetidor, e as rodas de 16 polegadas com novo design.
Por dentro, alguns detalhes prateados foram incorporados ao acabamento, mas nada de grandioso. Já o porta-malas recebeu um piso de carpete impermeável que não permite a passagem de resíduos - bom para quem mergulha, surfa e faz outras atividades relacionadas à água.
Rádio/CD Player não combina com o painel
Junto com o Fit Twist chegam vários acessórios que serão vendidos nas concessionárias, como rack transversal, suporte para bike e faixas de personalização para capô e teto. O veículo ainda terá duas cores exclusivas: o Cinza Mocca e Azul Denim.

Mecanicamente, nada muda. O motor escolhido para "se aventurar" é o 1.5 16V, que desenvolve 115 cv de potência com gasolina e 116 cv com etanol - 14,8 kgf.m a 4.800 rpm de torque com qualquer combustível.
Se você sempre quis um Fit com "algo mais" no quesito visual, o Twist é a melhor opção de fábrica, ainda mais porque todas as qualidades (e defeitos) do modelo continuam lá. Mas, se quiser pegar uma estrada de terra, saiba que o Twist passa longe da melhor opção. Na minha opinião, a versão EX ainda vale mais a pena - embora eu ainda lamente que a Honda tenha perdido a chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo".
Fontos: Honda/Divulgação

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Com visual feio, Chevrolet Spin é um carro legal. Mas poderia ser menos simples

Fui conhecer o Chevrolet Spin de perto e fiquei impressionado com a feiura do modelo. Parece que algo deu errado e que foram tentando consertar, e consertar e, subitamente, o tempo acabou e sobrou o que vemos hoje nas concessionárias e ruas: um carro esquisito, que entra para o seleto hall das "beldades" automotivas nacionais.



Tenho profundo respeito pelo Diretor de Design da GM América do Sul, Carlos Barba - e o admiro por tentar fazer algo diferente. Mas, desde o Agile, meu gosto e o dele não se batem muito. Não fui com a cara do hatch, nem do sedã Cobalt e agora não gosto do monovolume Spin - apenas a Montana me agradou. O bom é que beleza é um item subjetivo. Logo, o carro ser feio não significa que ele seja ruim. E esse é o caso do Spin, um feio legal.

Quando me deparei com o novo Chevrolet, pensei, inicialmente, com a cabeça do dono de um Meriva, e logo fiquei animado. Acabamento melhor, aproveitamento mais eficiente do espaço, câmbio automático de verdade (e de seis marchas!), motor 1.8 mais potente que o 1.4 e mais econômico que o "antigo" 1.8; ABS e airbag duplo de série. E tem ainda a possibilidade de levar sete pessoas! Eu trocaria o meu Meriva na hora.
Por outro lado, o dono do (mais) familiar Zafira vai olhar meio atravessado. Trocar o consagrado (e ultrapassado) motor 2.0 com 140 cv de potência por um 1.8 de míseros 108 cv? Perder o excelente sistema interno de bancos (Flex-7) para adotar uma solução comum, como do rival Nissan Livina? Comprar um carro maior que parece menor? Vou pagar menos, mas minha família ficará confortável como antes? Eu poderia até comprar o Spin, mas olharia os concorrentes com mais calma.

Pensando agora com a cabeça de quem não é dono dos falecidos Meriva e Zafira, fiquei com a sensação de, ao invés de flexibilidade e espaço, os engenheiros da Chevrolet pensaram em outra palavra para definir o Spin: simplicidade.

Não preciso nem dizer que o visual ficou simples, sem inspiração. O acabamento não é mal feito, mas é bem simples (reparem nas costuras dos bancos). Já o velho conhecido motor 1.8 8V Flexpower evoluiu em vários aspectos, mas foi simplificado em termos de potência e torque, virando 1.8 8V Econo.Flex. Os 112/114 cv a 5.600 rpm e 17,7 mkgf a 2.800 rpm deram lugar a 106/108 cv a 5.400/5.600 rpm e 16,4/17,1 mkgf a 3.200 rpm. Tudo para simplificar os números de consumo e emissões.

O que dizer do sistema de bancos então? Pode até parecer uma evolução em relação ao Meriva, mas onde estão as mesinhas tipo avião (faz muita diferença para uma familha com filhos pequenos)? E o banco traseiro corrediço, com terceira fileira de bancos que se esconde? Os diferenciais deram lugar ao simples e normal, como no Livina e no Grand Livina - modelos que, aliás, serviram de referência para a proposta do Spin, que, com a mesma carroceria, pode levar cinco ou sete ocupantes.
Mas o Spin também trouxe evoluções e incrementos, como a lista de equipamentos de série: as duas versões do modelo, LT e LTZ, vêm equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura; entre outros itens. Poderia ser até um pouco mais, mas todos os ocupante tem conforto e segurança.

Outra evolução está no câmbio. Se o motor 1.8 é simples demais e a transmissão manual de cinco marchas é comum, o câmbio automático de seis velocidades, vindo do irmão mais refinado Cruze, é um belo destaque. Com trocas sequenciais, ele tem funcionamento suave e eficiente. Uma pena que o propulsor Econo.Flex não é moderno e elástico o suficiente para aproveitar bem essa transmissão. Realmente fica devendo.
Passageiro do meio atrás sofre com a segurança reduzida, sem cinto de 3 pontos e apoio de cabeça

Com 4,36 m de comprimento, 1,664 m de altura, 1,735 m de lagura (1,932 m com espelhos) e 2,620 m de distância entre-eixos, o Chevrolet Spin ficou com espaço interessante na frente e limitado nos bancos traseiros. Sentando na terceira fileira de bancos, fiquei com a sensação de mais aperto do que na Zafira e de mais espaço do que no Grand Livina.

Segundo a marca, na versão para sete lugares há 23 combinações de posicionamento dos bancos, tudo para tornar o modelo mais versátil internamente. Os objetos na cabine podem ser guardados em 32 porta-trecos. O porta-malas, de acordo com a GM, é o maior da categoria: 710 litros na versão de cinco lugares (e apenas 162 l na versão de sete lugares - menor do que do Ford Ka), podendo chegar a 1.168 litros com os bancos rebatidos.
Para minivanizar o Spin, a Chevrolet elevou a posição de dirigir em 6 cm em relação ao Cobalt. Do sedão também veio a suspensão, que recebeu uma calibragem específica, mais adequada à carroceria do monovolume.

Empolgada com as altas vendas do Cobalt, responsável por 31.257 emplacamentos de janeiro a junho de 2012 (5.209 carros em média por mês), a Chevrolet espera emplacar 2.800 unidades da minivan Spin por mês, o que pode acontecer, levando em consideração que os preços praticados atualmente, com a redução do IPI, são relativamente atraentes.

Conheça os preços e os equipamentos:

Chevrolet Spin LT MT – R$ 44.590 (R9J)
Chevrolet Spin LT MT – R$ 45.990 (R9J + R9R)
Chevrolet Spin LT AT – R$ 49.690 (R9J + R9R + R9T)
Chevrolet Spin LTZ MT – R$ 50.990 (R9P)
Chevrolet Spin LTZ AT – R$ 54.690 (R9P + R9Q)

. R9J: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS com EBD, airbag duplo; trio elétrico; alarme, trava de segurança suplementar nas portas traseiras (trava para crianças); coluna de direção regulável em altura e banco traseiro/segunda fileira de bancos com encosto dividido 40/60, com ajuste do encosto em 2 posições, rebatível em 2 posições e 2 apoios sólidos para cabeça com regulagem de altura.
. R9R: rodas de alumínio de 15" com pneus 195/65 R15, rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar, 4 alto-falantes;
. R9T: R9R + câmbio automático de seis marchas, controlador da velocidade de cruzeiro
 . R9P: 7 lugares / Direção Hidráulica / Ar Condicionado / Travas Elétricas das portas e porta-malas / chave tipo canivete com controle remoto de destravamento das portas / protetor de cárter / banco do motorista com regulagem em altura / banco traseiro bipartido 60/40 e rebatíveis / rodas de aço com calotas integrais de 15" com pneus 195/65 R15 / vidros elétricos / alarme com acionamento por controle remoto na chave tipo canivete / coluna de direção com regulagem em altura / cobertura dos retrovisores externos e maçanetas externas das portas na cor do veículo / grade dianteira integrada ao pára-choque com detalhes cromados / interior com acabamento em dois tons / airbag duplo frontal e freios ABS com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) / rodas de alumínio diferenciadas de 15" com pneus 195/65 R15 / rádio AM/FM com CD/MP3 Player / Bluetooth / entrada USB e entrada auxiliar / 4 alto-falantes / Bagageiro no teto / computador de bordo / faróis e lanternas de neblina / espelhos retrovisores externos com regulagem elétrica / maçanetas internas das portas cromadas / controles do ar condicionado com detalhes cromados / Bancos em tecido diferenciado na cor bege com detalhes em couro e detalhes na cor café / Volante com comandos para acessar as funções do sistema de som / Faróis com tratamento escurecido e regulagem de altura / Sensor de estacionamento

Com o retorno do IPI, o Spin LT vai subir de R$ 44.590 para aproximadamente R$ 47.700, Já o LTZ subirá de R$ 50.990 para cerca de R$ 54.500 (R$ 58.500 automático). Sorte da Chevrolet que os concorrentes também ficarão mais caros. Mas, mesmo assim, bem que a marca poderia manter os valores praticados atualmente. A chance de sucesso aumentaria ainda mais. O Chevrolet Spin tem garantia de 3 anos.
Nesta foto, Spin parece ser até bonito
Mercado
A chegada do Chevrolet Spin mexe com o mercado de minivans no Brasil. Isso porque a presença do Meriva estava cada vez mais fraca. A Honda já lançou a linha 2013 do Fit, que, na minha opinião, mesmo com o elevado preço, ainda é o melhor carro do segmento - embora a marca japonesa tenha perdido a grande chance de tornar o seu modelo o "veículo definitivo".

Já a Fiat mudou o visual externo do Idea para a linha 2011 e agora, para a 2013, deu uma tímida repaginada no interior do veículo, além de reduzir o número de versões ofertadas, tentando fazer o seu modelo manter o fôlego no mercado nacional.

A Nissan continua firme e forte com o nacional Livina, mantendo preços agressivos e boa relação custo/benefício. Só espero que a marca faça um invesimento severo em acabamento na proxima mudança de linha do veículo. Já a Jac aposta no preço (que não é tão baixo) e no motor 2.0 16V para fazer o seu J6 brilhar.

Por último temos a Citroën, que deu uma melhorada interessante no C3 Picasso para a linha 2013. O modelo ganhou a opção do motor 1.5 8V flex (89/93 cv e 13,4/14,2 mkgf) - que aposenta o 1.4 flex (80/82 cv e 12,6 mkgf); recebeu o atualizado motor 1.6 16V EC5 (115/122 cv e 15,5/16,4 mkgf), que possui a tecnologia Flexstart (que dispensa o tanque de partida a frio); e passou a ser equipado, de série, em todas as versões, com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo e ABS. Uma pena que os valores pedidos pela marca francesa também sejam altos demais: 1.5 GL – R$ 45.600; 1.5 GLX – R$ 48.500; 1.6 GLX BVA – R$ 53.500; 1.6 Exclusive – R$ 55.500; 1.6 Exclusive BVA – R$ 58.900.

Emplacamentos no Brasil (janeiro a junho de 2012)
. Honda Fit - 14.935 unidades
. Fiat Idea - 11.029 unidades
. Chevrolet Meriva - 8.035 unidades
. Nissan Livina - 6.223 unidades
. Citroën C3 Picasso - 3.835 unidades
. Jac J6 - 1.337 unidades
Fotos: Chevrolet/Divulgação

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Alta Roda - Discurso dúbio

Aspecto até certo ponto confuso do novo regime automobilístico, em vigor entre 2013 e 2017, é o estímulo às inovações tecnológicas. De fato, trazer as conquistas já conhecidas no exterior aos carros aqui produzidos só merece apoio. As barreiras para esse fim são amplamente conhecidas: baixo poder aquisitivo dos compradores e alto preço desses equipamentos, em geral absorvidos em escalas de produção bem maiores nos países centrais de três continentes.
Peugeot/Divulgação
Além disso, cerca de 70% das vendas no mercado brasileiro se concentram em carros compactos e seus derivados que, por razões óbvias, são os últimos, em qualquer lugar do mundo, a receber as conquistas técnicas de segurança, conforto e utilidade.

Portanto, é bom não esperar milagres. Mesmo porque o estímulo chegará na forma de redução de apenas dois pontos percentuais no IPI. Os fabricantes serão estimulados a ampliar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Porém o grande desafio está em adaptar o conhecimento existente no exterior às condições de uso no Brasil e, mais importante, ao bolso dos compradores. Como também não havia nenhum tipo de apoio fiscal, esse objetivo ficava cada vez mais distante, em especial no campo da eletrônica e informática de bordo.

Faltam também coerência e continuidade nas políticas governamentais. Afinal, de um mandato presidencial para outro as prioridades mudam. A justificativa para adoção em massa de motores flexíveis foi a volta do uso do etanol em larga escala e a segurança ao motorista em eventual escassez ou subida de preço temporária. No entanto, não se resolveu o impasse crucial nas bombas dos postos: a gasolina tem preço congelado; o etanol, ao deus-dará.

Talvez os fabricantes utilizem a especialização desenvolvida ao longo dos últimos anos para melhorar a tecnologia dos motores flexíveis e se creditar da diminuição do IPI. À exceção recente de motores de 1,6 litro da PSA Peugeot Citroën e apenas um modelo da Volkswagen, até hoje continua desprezada a partida a frio aquecida eletricamente apenas com etanol. Esse é apenas um exemplo simples do atraso da indústria. A solução, todavia, tardou tanto que pode ficar superada. Basta os fabricantes resolverem investir em sistema de injeção direta de combustível, que vai bem com gasolina e ainda melhor com etanol, em termos de consumo e desempenho.

Não se pode assegurar de que tudo isso ocorrerá sem resolver o impasse do custo por quilômetro rodado por um e outro combustível. Ou, então, se mudar a taxação sobre emissões, como ocorre na Europa, onde gás carbônico (CO2) tem impacto direto sobre o preço final dos veículos.

O Inmetro, responsável pelo programa de etiquetagem veicular que classifica os carros em termos de consumo de combustível, prepara nova tabela que incluirá informações sobre CO2. A novidade é o índice corrigido, corretamente, pelo ciclo fechado: da produção à ponta de escapamento dos motores. Nesse caso combustíveis fósseis ficam mal na fotografia e abrem espaço para biocombustíveis, caso do etanol de cana. Se o governo vai mexer nesse vespeiro, afinar seu discurso dúbio, inconsistente sobre meio ambiente e criar taxação sobre CO2 é algo de que ninguém tem a menor ideia.

RODA VIVA

FINAL da produção do Citroën Xsara Picasso e o fim próximo do Chevrolet Zafira viram uma página sobre monovolumes médios fabricados no Brasil. Só monovolumes compactos resistem. Fica expectativa sobre por quanto tempo a Renault produzirá station média Mégane Grand Tour, último produto brasileiro nesse segmento (tristemente) em extinção.

AUMENTO de 8% sobre importados da Fiat provenientes do México - subcompacto 500 e crossover Freemont – teve a ver não apenas com valorização do dólar frente ao real, mais ou menos na mesma proporção. Ocorre que cotas acertadas no acordo bilateral de comércio limitaram o equilíbrio oferta-demanda e o preço (no caso do 500) subiria de qualquer forma.

POR outro lado, forte concorrência entre produtos nacionais levou à redução definitiva (não é promoção) de até R$ 2.000,00 nos preços de Polo e Golf. Importados da Coreia do Sul e China, que não subiram de preço por razões estratégicas e outras menos elogiáveis, forçam uma situação a que todos se submetem: leis de mercado.

DISTORÇÕES típicas do sistema tributário brasileiro: imposto estadual (ICMS) menor para veículos importados que chegam via portos em razão de “guerra” fiscal. Lei federal colocará ordem na casa, mas como Estados pedirão compensação, quem compra carros (mesmo os nacionais, sem usar portos) pagam a conta de forma indireta. Coisas do Custo Brasil.
Volkswagen/Divulgação

ENTRE dois e três anos, se rodar em média 60 km/dia, comprador teria retorno do investimento no Fox BlueMotion (R$ 36.730,00 2-portas; R$ 38.300; 4-portas). Recebeu mudanças mecânicas e aerodinâmicas para economizar até 10% de combustível. Com gasolina, em estrada a 90 km/h constantes, marcou 22 km/l. VW espera BlueMotion representar 5% das vendas totais do Fox.

domingo, 15 de abril de 2012

Conheça o novo Chevrolet Spin sem disfarces

A revista Car and Driver conseguiu um dos flagrande mais esperados do mercado nacional em 2012: revelou o novo Chevrolet Spin sem disfarces. O modelo é bastante esperado porque chega para substituir, de uma só vez, Meriva e Zafira.

Esperei alguns dias para escrever sobre isso porque fiquei lendo a repercussão do aparecimento das imagens na internet: a maior parte das pessoas está profundamente decepcionada com o visual do veículo, que parece já nascer ultrapassado, como aconteceu com o Agile.
Eu prefiro esperar para conhecer o veículo de perto, mas compartilho da decepção inicial. Achei a "maçaneta sorriso" estranha na traseira, assim como a pequena janela localizada atrás da porta traseira. A dianteira segue a linha de design atual da Chevrolet. Mas vou esperar para analisar com mais calma.

Vejam o caso do Logan: ele é feio, mas tem boa relação custo/benefício e ótimo espaço interno e no porta-malas. Pelo visto a Chevrolet deve seguir pelo mesmo caminho - ou talvez apenas pela parte do espaço, se levarmos em consideração os altos preços do Cobalt e, principalmente, do Cruze Sport6.

O nome Spin foi revelado pelo amigo Marlos Ney Vidal, do Autos Segredos. O novo Chevrolet compartilha uma série de coisas com o espaçoso irmão Cobalt, como a plataforma. Os motores também devem ser os mesmos: 1.4 8V Econo.Flex, que desenvolve 97 cv de potência e 12,8 mkgf de torque com gasolina e 102 cv e 13 mkgf com etanol, e o "novo" 1.8 8V Econo.Flex, que nada mais é que o 1.8 Flexpower, mas desenvolvendo 106 cv e 16,4 mkgf com gasolina e 108 cv e 17,1 mkgf com etanol - dados revelados recentemente na Reatech, uma feira voltada a deficientes físicos.
Ainda sobre a motorização 1.8, a Chevrolet pode ter "fechado o bico", fazendo com que o motor trabalhasse de forma suave, o que diminuiria o nível de ruídos, melhoraria a média de consumo e, por consequência, reduziria o desempenho. Mas não será surpresa se o Spin 1.8 tiver alguns cavalos extras em relação ao Cobalt (como já aconteceu com o 1.4 do Corsa, Agile e Prisma). E, também,  não vou achar surpresa se a Chevrolet resolver não lançar o Spin com o propulsor 1.4 (o que seria um diferencial se o preço for competitivo).

De acordo com a C&D, o Spin deverá ser vendido em, pelo menos, duas versões: LT e LTZ (flagrada). Não será surpresa se tivermos ainda uma LS, de entrada. A LTZ, topo de linha, provavelmente será equipada com ar-condicionado, direção hidráulica, rádio com Bluetooth, ABS e airbag duplo, piloto automático, roda de liga-leve de aro 15" e terá a opção de câmbio automático de seis marchas (AT6), o mesmo do Cruze.
Os preços do Spin, que será vendido com opções de cinco e sete lugares provavelmente a partir de agosto, deve variar entre R$ 45.000 (valor do Meriva Joy 1.4) e R$ 76.500 (Zafira Elite 2.0 automática)  para agosto.
Fotos acima: Reprodução Car and Driver
Atualização 
Veja uma foto do interior do Spin, publicada pelo blog Auto Realidade:
Atualização 2 (01/05/2012)
A revista Quatro Rodas (edição 630 - maio/2012) afirmou que o Spin será equipado com o motor Ecotec 1.8 16V, que já equipe o Cruze e o Cruze $port6.

sábado, 24 de março de 2012

Ainda excelente, Honda perde grande chance de tornar o Fit 2013 o "carro definitivo"

As expectativa era grande e as (poucas) mudanças vieram, mas a Honda perdeu uma grande chance de tornar o excelente Fit o "carro difinitivo" na linha 2013. O modelo passa a ser vendido em seis versões: DX 1.4 (MT), LX 1.4 (MT e AT), EX 1.5 (MT e AT), e EXL 1.5 (AT) - adeus EXL 1.4 (MT e AT). Além disso, o Fit passou por uma mínima reestilização, além de ganhar alguns equipamentos de série e de evoluir no quesito autonomia. Mas eu esperava por mais!

A Honda diz que o Fit apresenta um novo design, mas o veículo recebeu apenas um tapa leve no visual. Embora o novo para-choque dianteiro tenha ficado bem legal, a nova grade tem gosto duvidoso, lembrando um pouco os velhos tempos da Chevrolet aplicando "botox" na (antiga) picape S10. Os faróis dianteiros ficaram praticamente iguais aos da linha 2012, assim como o para-choque traseiro. Mas, no geral, o visual ainda agrada.
Em relação aos itens de série, desde a versão de entrada, DX, o Fit vem equipado com direção com assistência elétrica, ar-condicionado (digital no EX e EXL), airbag duplo, trio elétrico, computador de bordo (consumo instantâneo e médio em km/l, autonomia e hodômetros total e parcial) e com o excelente sistema de modularidade interna dos bancos.

Com a morte da versão LXL, a LX recebeu alguns equipamentos de herança: sistema ABS de freios com EBD e novo sistema de rádio integrado AM/FM com CD Player e entradas USB e P2. Com câmbio manual, o Fit LX 2013 ficou R$ 800 mais caro (R$ 55.700) se comparado ao mesmo modelo 2012 (R$ 54.900), enquanto o Fit LX 2013 automático manteve o mesmo preço do respectivo 2012: R$ 58.900.

As versões DX e LX são equipadas com o motor 1.4 16V que desenvolve 100 cv de potência a 6.000 rpm com gasolina e 101 cv na mesma rotação com etanol. O torque é de 13 kgfm a 4.800 rpm com qualquer combustível.
Versão EXL tem bancos com revestimento em couro
Cabe mais, mas ainda bebe muito
Entre as versões com EX e EXL, equipadas com o propulsor 1.5 16V, que desenvolve 115 cv a 6.000 rpm com gasolina e 116 cv com etanol (na mesma rotação) e torque de 14,8 kgfm a 4.800 rpm com qualquer combustível, basicamente tivemos duas novidades.

A principal foi a redução de preço do acabamento EXL, o topo de linha, equipado unicamente com câmbio automático de cinco marchas com Paddle Shift. De inaceitáveis R$ 71.720, o valor foi para abusivos R$ 67.720 - R$ 2.000 a mais do que a versão EX automática. O Fit EXL tem bancos revestidos em couro e faróis de neblina a mais em relação ao EX.
Fit 2013 X Fit 2012 - Pergunta: onde ficam os faróis de neblina no Fit 2013?
A segunda novidade foi a inclusão do sensor de estacionamento traseiro como item de série (EX e EXL), uma vez o equipamento era vendido como opcional nas concessionárias (ainda é para DX e LX). Se a versão EXL ficou mais barata, a EX 1.5 manual 2013 ficou R$ 1.005 mais cara em relação a linha 2012, subindo para R$ 62.720, enquanto a EX automática - agora com Paddle Shift - manteve o mesmo preço.

Uma evolução do Fit 2013 foi na autonomia. O aumento da capacidade do tanque de combustível de 42 litros para 47 litros foi muito bem-vinda, mas ele não resolve o problema do alto consumo do Fit, especialmente com motor 1.5 16V e câmbio automático. Infelizmente, as calibrações do novo Civic, com a inclusão do modo (e botão) Econ, ficarão para outra oportunidade no Fit. Pior para o consumidor, que na primeira geração do Fit via o veículo como sinônimo de baixo consumo.

Linha 2013
Honda Fit DX 1.4 MT: R$ 51.800
Honda Fit LX 1.4 MT: R$ 55.700
Honda Fit LX 1.4 AT: R$ 58.900
Honda Fit EX 1.5 MT: R$ 62.120
Honda Fit EX 1.5 AT: R$ 65.720
Honda Fit EXL 1.5 AT: R$ 67.720
Fit 2013 X Fit 2012
Resumo da obra
O Honda Fit continua um excelente carro, versátil, com ótimo espaço interno, bom porta-malas (384 litros), mecânica confiável e três anos de garantia. Mas ele continua com os mesmos problemas: consumo elevado de combustível (atenuado pelo aumento do tanque), preço absurdamente alto e falta de mais equipamentos de série (som para a versão DX, faróis de neblina para DX, LX e EX; conexão bluetooth de celular para para todos; e airbag laterais para a EXL, por exemplo).

Por isso digo que a Honda perdeu uma grande chance de transformar o Fit no "carro definitivo". Já imaginaram o Fit EXL (R$ 67.720) com um preço mais real e próximo ao dos concorrentes? O Nissan Livina SL 1.8 16V automático custa R$ 54.000, sem opcionais e com três anos de garantia, equanto o Fiat Idea Essence 1.6 16V Dualogic parte de R$ 50.680 básico e, muito bem equipado (até com airbags laterais) custa R$ 59.700 - infelizmente só com um ano de garantia. Básico, o Idea Sporting 1.8 16V Dualogic custa R$ 58.880 e mais equipado (também com airbags laterais e outros itens) sai por R$ 63.800.
Fotos: Honda/Divulgação

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Segredos interessantes da Fiat e da Peugeot

Doblo fica com essa cara e pode ganhar motor 1.9 16V na versão Adventure - Fiat/Divulgação
Em 2008, a Volkswagen apresentou suas principais armas para voltar à liderança do mercado nacional: os novos Gol e Voyage. Por causa deles, o Palio foi facilmente dominado pelas vendas e o Siena ganhou seu concorrente de maior peso. Além da dupla da Volks, outra montadora alterou o seu principal modelo no Brasil. A Peugeot transformou o 206 em 206,5... digo, 207. O compacto recebeu melhoras na suspensão e no câmbio e sofreu alterações no visual.

Feita a introdução, agora vamos ao que interessa. A Fiat prepara o seu contra-ataque já testa a todo vapor o motor 1.9 16V flex em seus modelos. Parece que versão Sporting do Punto casou bem com o novo propulsor, já que o compacto é mais leve que o sedã Linea (1.170 kg - Sporting X 1.315 kg - Linea 1.9 16V manual) - vale lembrar que o Punto deve ter outro peso com a motorização 1.9. Segundo uma fonte, o Punto melhorou, já que ficou mais elástico.

Já o Doblò parece não estar indo muito bem. Segundo minha fonte, a versão Adventure do "grandalhão" ficou sem força com o motor 1.9 16V flex. Além de mais pesado (1.400 kg) que o Linea, o escalonamento das marchas não estava legal na versão de teste. Mas isso deve mudar até o lançamento.

Pelo menos já é garantido que o modelo vai ficar menos feio, com o visual do carro da foto acima. A família Palio também deve receber o propulsor 1.9. Parece que só o Stilo ficaria de fora, mantendo o motor 1.8 flex, já que o 1.9 ficaria exclusivo para o Bravo. Encerrando o 1.9, fica um curiosidade: na verdade ele é um 1.8 16V flex, já que ele tem 1.838,6 cm³ de cilindrada total.
206 vai evoluir na parte mecânica - Peugeot/Divulgação
Já o Peugeot 206 deve receber as melhorias mecânicas do 207, ou seja, câmbio e suspensão traseira deverão evoluir. Na prática, os dois são o mesmo carro. Então não seria muito inteligente ter dois carros iguais com partes mecânicas diferentes. "Isso facilitaria a montagem dos dois modelos", afirmou a minha fonte. Pelo menos o 206, que é o 206 verdadeiro, vai ter melhoras significativas. Mas faria mais sentido aposendá-lo, deixando apenas o 207 no mercado.

Atualização (12/12)
Parece que o motor 1.9 16V flex pode se despedir do mercado nacional antes do esperado. A Fiat trabalha com esta possibilidade, que hoje é pequena, mas que aumenta um pouco a cada dia.

domingo, 26 de outubro de 2008

Honda Fit: Melhorando o que já é bom

Quando o novo Fit foi mostrado pela primeira vez, olhei as imagens com desconfiança e pensei: por que mudar tanto um carro que já é tão bom? Pelo visto a Honda conseguiu o que muitas vezes parece impossível: melhorar o que já é muito bom! O atual Fit tem ótimo espaço interno, bom porta-malas, exepcional modularidade interna, bons motores (1.4 um pouco fraco, mas com excelente média de consumo e 1.5 é ótimo em desempenho e consumo), além de dar pouca manutenção e de ser fácil e agradável de dirigir - especialmente na cidade. Faltava ao modelo apenas um acabamento mais luxuoso e mais itens tecnológicos, como CD Player com MP3, bluetooth para celular, entrada USB, comandos de rádio no volante e mais algumas coisas.

Agora, com a nova versão, os pontos positivos parecem estar ainda melhores; e, os negativos, corrigidos. Em relação ao espaço, vale comparar o tamanho do atual com o do New Fit: de 2,45 m foi para 2,50 m de entre-eixos; nocomprimento, de 3,83 m para 3,90 m; na largura, de 1,69 m para1,71 m; e na altura, de 1,43 m para 1,53 m. Na prática, o espaço interno para os ocupante aumentou, assim como a capacidade do porta-malas.

Em relação aos motores, o 1.4 flex, que era considerado um pouco fraco (principalmente na estrada), ficou bem mais forte, com um ganho de potência significativo: 21,6 %. Ele agora desenvolve 100 cv com gasolina e 101 cv com álcool .O torque com qualquer combustível é o mesmo: 13 kgfm. Já o propulsor 1.5 teve um ganho de potência mais discreto, mas nem por isso pouco significativo. Os 105 cv subiram para 115 cv comgasolina e 116 cv com álcool - torque de 14,8 kgfm. Só para efeito de comparação, o Golf GT, equipado com a motorização 2.0 flex, tem 116 cv com gasolina e 120 cv com álcool.

Uma pena mesmo o ótimo câmbio CVT dar adeus ao Fit, como eu adiantei aqui no De 0 a 100 no dia 12 de setembro. Me parece que a Honda justificou o abandono de transmissão depois de clínicas realizadas com consumidores, que apontaram que o câmbio tradicional de cinco marchas proporciona melhor desempenho. Isso pode até ser verdade, mas o "conflito" entre "patente da caixa CVT e motor flex" deve ter sido o verdadeiro fiel da balança para a mudança. Pelo menos, com o novo câmbio automático de cinco marchas, é possível ter paddle-shift (borboletas) atrás do volante para trocas de marcha (na versão 1.5 EXL).
Vale ainda comentar sobre os equipamentos. Todas as versões do Fit (1.4 LX e LXL; e 1.5 EX e EXL - essa última é nova) são equipadas, de série, com airbagduplo, direção eletricamente assistida, apoio de cabeça e cinto de segurança de três pontospara todos os ocupantes. As versões LX, EX e EXL são equipadas comfreios a disco nas quatro rodas, ABS e EBD. Já a de entrada LX tem os tradicionais freiosdianteiros a disco e traseiros a tambor.

A respeito do visual, gostei das mudanças. Eu não achava o Fit feio, mas também não o considerava um primor de estética. Continuo com a mesma opinião em relação ao New Fit, mas acrescento que o modelo ficou com estilo mais moderno.

Os preços ainda não foram divulgados pela Honda, mas acredito que o New Fit tenha um aumento de até 5,5% em relação ao atual. Seria legal se os preços ficassem os mesmos. O que também poderia continuar é a ótima média de consumo - ou até mesmo melhorasse. O Fit LXL 1.4 a gasolina fez, na cidade, 11,5 km/l; e, na estrada, 17,5 km/l. Cheguei a fazer uma vez 21 km/l com ele na estrada. Já o 1.5 faz 12 km/l na cidade e 16,5 km/l na estrada.
Fotos: Caio Mattos/Honda/Divulgação - 24/10/08

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Chevrolet Meriva: antes tarde do que nunca!

Fotos: Chevrolet/Divulgação
Finalmente uma mudança muito bem-vinda para o Chevrolet Meriva, modelo que "chorava" por uma alteração há muito tempo. A adoção do motor 1.4 Econo.Flex tornou o monovolume uma opção mais interessante, já que ele duas versões com o propulsor 1.4 mais potente da categoria: 105 cv com álcool e 99 cv com gasolina - os concorrentes têm 80/83 (Fit) e 80/81 cv (Idea). Não dirigi o carro, mas provavelmente ele deve ter também o melhor desempenho entre os monovolumes 1.4.

Interessante a aposta da Chevrolet em oferecer o Meriva 1.8 Flexpower apenas com câmbio manual automatizado Easytronic. Não tenho os números de vendas das versões do carro, mas esta decisão deve ter sido baseada em números do mercado. Pena que a dupla de câmbios Dualogic/Easytronic seja tão "truncada", sem trocas suaves até mesmo no modo automático.

Em relação às mudanças estéticas, elas deixaram o Meriva um pouco melhor. Mas o visual continua cansado. Embora esta avaliação seja subjetiva, não estou dizendo que o Meriva é feio, mas, assim como aconteceu com o Corsa, a Chevrolet poderia ter alterado um pouco mais as linhas do monovolume, para deixá-lo mais bonito e moderno.

Sobre às versões de acabamento do GM, vale fazer um comparativo entre as versões 2009 e 2008:

. Joy 1.4 2009 - R$ 45.790 X Joy 1.8 2008 - R$ 45.256
. Maxx 1.4 2009 - R$ 47.790 X Maxx 1.8 2008 - R$ 53.205
. Expression 1.8 Easytronic 2009 - R$ 48.204
. Premium 1.8 Easytronic 2009 - R$ 50.740 X Premium 1.8 Easytronic 2008 - R$ 54.983
. SS 1.8 Easytronic 2009 - R$ 51.840 X SS 1.8 manual 2008 - R$ 54.410

Analisando os valores, o Meriva ficou com motor mais fraco e mais caro na versão Joy, a de entrada. Em compensação, as versões Maxx, Premium e Super Sport (SS) ficaram mais baratas. Bom para o consumidor. Acho que a GM conseguirá aumentar e atingir a sua meta de aumento de 4% na sua participação no segmento, como ela anunciou no lançamento do carro - de 26% para 30%.
Adversários
Pensando agora nos três veículos do segmento, na minha opinião, o Honda Fit é disparado o melhor da categoria. É um carro moderno, com ótimos motores (1.4 tem desempenho razoável e excelente média de consumo e 1.5 tem bom desempenho e boa média de consumo), excepcional aproveitamento do interior, com bom espaço para os ocupantes e para a bagagem (graças à modularidade dos bancos) e com a confiabilidade Honda. Falta ao carro um acabamento mais caprichado e luxuoso.

Porém, o Fit vai começar a sofrer um pouco com o aumento de preços quando a sua nova geração for lançada. Segundo uma fonte, o modelo vai ficar de 5% a 5,5% mais caro em novembro/dezembro. Com o New Fit devem chegar os motores 1.4 e 1.5, ambos flex, mais potentes (informação ainda não confirmada); em contra partida, o ótimo câmbio CVT deve dar adeus ao mercado, já que ele não equipa nenhum modelo Honda com propulsor bicombustível. A solução da montadora japonesa será adotar uma transmissão automática tradicional, de cinco marchas.

O novo Fit deve continuar na liderança do mercado. Isso porque o Idea mudou muito pouco para a linha 2009 e não deve incomodar. Embora seja a mais barata da categoria (R$ 42.590), a versão ELX 1.4 é fraca e pouco equipada. Depois dela vem a HLX 1.8, que tem melhor desempenho e mais equipamentos. O problema é a lacuna de valores, já que a HLX custa R$ 51.340, uma diferença de R$ 8.750 em relação à ELX.

Exatamente neste buraco que a GM está atacando com a linha 2009 do Meriva. O Idea tem ainda a versão mais requintada Adventure, com visual "off-road" e bloqueio eletrônico de diferencial Locker, que custa salgados R$ 55.790. A Fiat precisa estudar bastante a próxima mudança do carro, já que ele não tem boa relação custo/benefício, nem motores modernos, com bom desempenho e boa média de consumo. A prevista opção do câmbio Dualogic ajudará apenas um pouco a aumentar a competitividade do modelo.

Por último, o Meriva deve incomodar o carro da Fiat bem mais, mas não deve tirar o Fit do trono. O Chevrolet ficou bem mais competitivo com a linha 2009. Mas isso ainda não será suficiente para ele assumir a ponta. Acho que a versão Joy poderia ficar mais barata com motor 1.4, ao invés de mais cara, como aconteceu. De qualquer forma, no buraco de valores entres os Idea ELX e HLX, o Meriva tem quatro versões disponíveis, com duas opções de motor e câmbio.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Segunda geração do Honda Fit

Honda/Divulgação
A Honda vai apresentar, no Salão de Tóquio, que acontece em outubro, a segunda geração do Honda Fit. Conhecido como Jazz em outros países, o carro começa a ser vendido em 2008. O novo Honda também está previsto para chegar ao Brasil, mas uma data ainda não foi definida. A grande novidade do Fit é o seu tamanho. O visual lembra o do modelo atual, mas sua carroceria cresceu e suas linhas ficaram mais modernas, lembrando o Mercedes Classe A, especialmente na traseira. O espaço interno e para bagagem aumentou. Já a "solução de bancos inteligente" foi mantida mantida.

No interior, o Civic foi usado como base. O novo Fit tem painel mais moderno e acabamento mais luxuoso. A lista de equipamentos foi ampliada: ESP, sistema de navegação, controle de velocidade, som com leitor para arquivos MP3 são alguns dos novos itens. Os dois motores disponíveis para o carro, 1.4 8V e 1.5 16V, receberam melhorias e ficaram mais potentes. A Honda pretende ainda lançar uma versão mais esportivo, denominado SR. Entre os diferenciais, ela terá suspensão esportiva e kit aerodinâmico.

Gostou do novo Fit?