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terça-feira, 10 de abril de 2012

Chevrolet lança o Cruze $port6, meu ex-próximo carro

Finalmente o novo hatch médio da Chevrolet chegou. Como vocês sabem, esta é a minha categoria favorita de carros e, como ex-dono de um Astra, eu aguardava com grande expectativa o lançamento do Cruze Sport6 (o hatch derivado do sedã Cruze), que já está sendo vendido nas concessionárias da marca. Gostei muito do modelo e ele realmente tinha tudo para ser o meu próximo carro, mas não vai ser porque eu me recuso a pagar o absurdo pedido pela GM: a partir de R$ 64.900!

Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V - R$ 64.900
Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V automático - R$ 69.900
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V - R$ 77.400
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V automático - R$ 79.400

Não vou ficar criticando demais o preço neste post, já que fiz isso no final de março. Mas o valor incial sugerido pela Chevrolet é alto demais. Para ser interessante no mercado, um hatch médio precisa ter as suas versões com preços variando entre R$ 45.000 e R$ 70.000. Entretanto, a casa de 45 mil já foi superada a tempos, e os valores giram, normalmente, entre R$ 50.000 e R$ 70.000. Mas, nenhum modelo parte de R$ 64.900. Esse é o preço pedido para as versões mais equipadas e quase completas.
É inegável que o Cruze Sport6 LT vem muito bem equipado de série: câmbio manual de seis marchas, airbags duplo e laterais, faróis e lanterna de neblina, controles de tração e estabilidade, freios com ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), sistema ISOFIX, rodas de alumínio aro 17, ar-condicionado eletrônico com AQS, computador de bordo, direção elétrica progressiva, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores externos elétricos com desembaçador, vidros elétricos, volante com comandos para acessar as funções do sistema de som, piloto automático e viva-voz através de Bluetooth, central multimídia com sistema de som AM/FM stéreo, CD Player, MP3, USB, entrada auxiliar e seis alto-falantes. Excelente lista!

Mas também é inegável que a Chevrolet deixa um espaço para lançar uma versão mais em conta do Cruze Sport6, retirando alguns equipamentos e reduzindo o preço. Mas já pensaram se a marca tivesse lançado o seu novo hatch médio com os mesmos equipamentos, mas custando bem menos? Seria um sucesso garantido - e provavelmente estaria na minha garagem num futuro não muito distante!
No mês passado, sugeri os seguintes preços para o Sport6:

Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V - R$ 60.900
Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V automático - R$ 65.900
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V - R$ 70.400
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V automático - R$ 72.400

Mas agora vou mais além:

Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V - R$ 59.900
Chevrolet Cruze Sport6 LT 1.8 16V automático - R$ 64.900
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V - R$ 69.900
Chevrolet Cruze Sport6 LTZ 1.8 16V automático - R$ 72.400

Ampliando o meu pensamento, praticamente pelos mesmos R$ 64.900, é possível comprar, por exemplo, um Renault Fluence Dynamique 2.0 16V - de outra categoria, mas vale pela comparação. Pagando R$ 2.000 a mais (R$ 66.900), você leva um carro mais leve (Fluence pesa 1.369 kg e o Sport6 pesa 1.410 kg), com o porta-malas maior (530 litros X 402 litros do Sport6), com mais torque (19,9 mkgf e 20,3 mkgf a 3.750 rpm x 17,8 mkgf e 18,9 mkgf a 3.800 rpm), com quase a mesma potência, mas em giro mais baixo (francês: 140 cv e 143 cv a 6.000 rpm x 140 cv e 144 cv a 6.300 rpm do GM), e com o excelente câmbio automático CVT.
E a lista de equipamentos de série do Renault briga com a versão LTZ do Chevrolet: ar-condicionado digital dual zone, com saídas de ar traseira, regulador e limitador de velocidade, sensor de chuva e acendimento automático dos faróis, vidros dianteiros e traseiros elétricos com função “one touch” e sistema anti-esmagamento, banco do motorista com regulagem de altura, direção elétrica com assistência variável, computador de bordo, volante de três raios com regulagem de altura e profundidade, porta-luvas refrigerado e com porta-latas, chave-Cartão "hands free" com fechamento/abertura das portas através de sensores de reconhecimento, freios ABS com auxílio de frenagem de urgência (AFU) e distribuição eletrônica de frenagem (EBD), faróis de neblina, sistema CAR – travamento automático das portas e do porta-malas a partir de 6 km/h, chave-Cartão "hands free" com partida do motor através do botão “Start/Stop”, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, alarme, airbags frontais, laterais e duplos de cortina, comando satélite de áudio e celular na coluna de direção, rádio CD MP3 com conexão USB / iPod, AUX, Bluetooth e 4 alto falantes, volante com revestimento em couro e retrovisores externos com regulagem elétrica.

O Cruze Sport6 LTZ vem equipado com os itens do LT além de bancos revestidos em couro, teto solar retrovisores externos com rebatimento elétrico, airbag de cortina, sensor crepuscular, rodas 17 com design exclusivo, sensor de estacionamento, acionamento do motor através de interruptor Start-Stop no painel, central multimídia com tela LCD de sete polegadas e Navegador GPS integrado com sistema de som AM/FM stereo, CD player, MP3, USB e entrada auxiliar. Mas, para ter isso tudo, o rombo é de, no mínimo, R$ 77.400 (isso mesmo).
Toda linha Cruze vendida no Brasil é equipada unicamente com o motor 1.8 16V Ecotec flex, que desenvolve 140 cv de potência a 6.300 rpm e 17,8 mkgf de torque a 3.800 rpm com gasolina e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol, nas mesmas rotações.

Para fechar, que nome estranho esse Sport6. A proposta da Chevrolet foi atendita com plenitude com esse nome, afinal, ela quer passar que o Cruze hatch é esportivo e que ele tem câmbio de seis marchas (manual ou automático). Mas sinto que o carro perdeu personalidade com o nome de Cruze Sport6. Sou a favor da simplicidade, como Astra e Astra Sedan, e, principalmente, dos nomes difernetes, como Palio e Siena.
O nome do veículo no título do post foi uma sugestão do internauta Enrico: Chevrolet Cruze $port6.

Chevrolet Cruze Sport6
Potência: 140/144 cv (g/e) a 6.300 rpm
Torque: 17,8/18,9 mkgf (g/e) a 3.800 rpm
Comprimento: 4,510 m
Largura: 1,790 m
Altura: 1,477 m
Entre-eixos: 2,685 m
Porta-malas: 402 litros
Tanque: 60,3 litros
Peso: 1.410 kg
Fotos: Chevrolet/Divulgação

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Cruze pode levar a Chevrolet para o topo do segmento?

A Chevrolet bem que tentou, mas o valente Vectra não foi pareo sedãs médios japoneses. Agora, com o Cruze, será que a marca conseguirá voltar ao topo do segmento no Brasil?

Qualidades para isso o Cruze tem. Sua plataforma é global (diferente da do Vectra, que usava a do Astra alongada) e seu design e moderno, seguindo a identidade visual da GM. Por aqui, o novo sedã será vendido em duas versões de acabamento, LT e LTZ, duas opções de câmbio, manual e automático de seis marchas, e com um motor: 1.8 16V Ecotec.
No início, achei os preços anunciados pela Chevrolet um pouco salgados: LT manual, por R$ 67.900, LT automática (R$ 69.900) e a LTZ (R$ 78.900). Mas, analisando o mercado, os valores estão de acordo com a categoria e com a proposta do carro. Ainda acho caro, mas logo teremos bonus e promoções.

Fabricado na planta de São Caetano do Sul (mas com o índice de nacionalização longe do ideal), o Cruze LT vem equipado, de série, com direção elétrica, ar-condicionado digital, faróis de neblina, airbags frontais e laterais, freios ABS com EBD, controle de estabilidade, volante multimídia com piloto automático e conexão Bluetooth e USB. A LT automática de seis velocidades acrescenta sensor de chuva (R$ 2.000 a mais) e revestimento em couro nos bancos (R$ 4.000 extra). Já a LTZ vem com roda de liga leve, tela de 7 polegadas para a central multimídia, revestimento em couro no painel, GPS e botão de partida.
O novo motor Ecotec flex 1.8 16V, com duplo comando de valvulas variável, batizado de Ecotec6 e candidato a beberrão, desenvolve 140 cv de potência a 6.300 rpm e 17,8 mkgf de torque a 3.800 rpm com gasolina e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol, nas mesmas rotações.

Segundo a GM, a versão pode ser acelerada de 0 a 100 km/h em 10,7/10,8 segundos (E/G) e alcança 204/203 km/h de velocidade máxima (E/G). Os números da versão automática são 11,4/11,7 s (E/G) e alcança 197 km/h de máxima.
O Cruze mede 4,60 m de comprimento, 1,79 m de largura (2,098 m com os espelhos), 1,47 m de altura e 2,685 m de distância entre-eixos. Seu porta-malas tem espaço para 450 litros, o tanque tem capacidade para 60,3 litros e o veículo pesa 1.399 kg.

Veja abaixo uma compração dos preços do Cruze e com os dos concorrentes.

Chevrolet Cruze LT 1.8 MT - R$ 67.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT - R$ 69.900
Chevrolet Cruze LT 1.8 AT + couro - R$ 71.900
Chevrolet Cruze LTZ 1.8 AT - R$ 78.900

Citroën C4 Pallas 2.0 GLX MT - R$ 60.490
Citroën C4 Pallas 2.0 GLX AT - R$ 66.990
Citroën C4 Pallas 2.0 Exclusive AT - R$ 75.400

Honda Civic LXS 1.8 MT - R$ 66.660
Honda Civic LXS 1.8 AT - R$ 71.430
Honda Civic LXL 1.8 SE MT - R$ 67.340
Honda Civic LXL 1.8 SE AT - R$ 72.165
Honda Civic LXL 1.8 SE AT + couro - R$ 73.885
Honda Civic EXS 1.8 AT + couro - R$ 86.750

Nissan Sentra 2.0 MT - R$ 54.990 (por R$ 49.990)
Nissan Sentra 2.0 CVT - R$ 60.290 (por R$ 55.290)
Nissan Sentra 2.0 S CVT - R$ 64.290 (por R$ 59.290)
Nissan Sentra 2.0 SL CVT - R$ 71.990 (por R$ 66.990)

Peugeot 408 Allure 2.0 MT - R$ 59.500
Peugeot 408 Allure 2.0 AT - R$ 64.500
Peugeot 408 Feline 2.0 AT - R$ 74.900
Peugeot 408 Griffer 2.0 AT - R$ 79.900

Renault Fluence Dynamique 2.0 MT - R$ 60.290
Renault Fluence Dynamique 2.0 CVT - R$ 65.690
Renault Fluence Privilège 2.0 CVT - R$ 76.390

Toyota Corolla XLi 1.8 MT - R$ 63.570
Toyota Corolla XLi 1.8 AT - R$ 67.570
Toyota Corolla GLi 1.8 MT - R$ 67.070
Toyota Corolla GLi 1.8 AT - R$ 70.570
Toyota Corolla XEi 2.0 AT - R$ 77.070
Toyota Corolla XLi 2.0 AT - R$ 86.870

Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 MT - R$ 65.775
Volkswagen Jetta Comfortline 2.0 AT - R$ 69.990
Volkswagen Jetta Highline 2.0 TSi AT- R$ 89.520
Não sei se o Cruze fará sucesso, mas ele muitas qualidades para isso. No mínimo, ele deve vender mais que o Vectra. E, se o trabalho da marca for bem feito, ele pode assumir a carante segunda posição enquanto o novo Civic não chega. Só depois disso é o momento de pensar na liderança.
(Fotos: Chevrolet/Divulgação)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Conheça detalhes do novo (e possível beberrão) motor Ecotec6 do Chevrolet Cruze


Faltam poucos dias para o lançamento do Chevrolet Cruze no Brasil. Dentro da grande expectativa gerada em torno do modelo, uma delas já está sendo saciada pela propria GM: o motor Ecotec, chamado por aqui de Ecotec6.

Seu nome completo ficou estranho - Ecotec6 1.8 16V flex Dual CVVT. Mas o que importa é que ele desenvolve 140 cv de potência e 17,8 mkgf de torque e 144 cv e 18,9 mkgf com etanol. O 6 do nome é uma referência aos câmbios de seis marchas (manual a automático) disponíveis para o sedã.

A Quatro Rodas já fez o teste do Cruze LTZ automático na sua edição de setembro de 2011. O desempenho foi elogiado, mas a média de consumo foi muito criticada: com etanol, média de 6,6 km/l na cidade e 9,3 km/l na estrada. A mesma revista, em março de 2009, testou o Vectra Elite, automático de quatro marchas, equipado com o bom e ultrapassado motor 2.0 8V Flexpower. A média de consumo aferida foi: 6,2 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada, também com etanol.

Comparando, será que teremos um novo e moderno motor beberrão no mercado? Deixo a resposta com vocês, mas reparo que vários veículos flex estão consumindo muito combustível, como Honda Civic e Ford Ka.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Motor 1.8 16V Ecotec já esteve entre nós

O motor 1.8 8V Flexpower está cada vez mais sumindo do mercado. Porém, outro motor 1.8 da Chevrolet vem criando grande expectativa: é o 1.8 16V Ecotec, que deverá virar bicombustível quando passar a equipar os Cruze sedã e hatch, previstos para serem lançados no Brasil ainda em 2011. Derivado da Família 1 da GM, como bem disse o amigo Marlos Ney Vidal, o propulsor já esteve entre nós, à venda no Brasil.
No Cruze vendido na Argentina, motor 1.8 16V Ecotec tem 141 cv
Mas ele não era tão avançado como atualmente. Suas melhorias vieram depois. Na época, em 2002, o 1.8 16V rendia 122 cv de potência a 5.600 rpm e 17,3 kgfm de torque a 3.600 rpm no Meriva e a mesma potência e mais torque no Fiat Stilo, 17,4 kgfm, com a mesma rotação, graças a um pequeno ajuste feito pelos italianos.

Em janeiro de 2005, a Quatro Rodas publicou o teste dos 60.000 km com o Stilo 1.8 16V. Vejam o que foi dito:

"No decorrer dos 60.952 quilômetros, não tivemos nem sinal de fumaça de problema com o motor. Nada. Quando abrimos seu "andar superior", a confirmação de que estava tudo em ordem. Cabeçote, comando e válvulas tinham apenas resíduos de carbonização, "condizentes com a quilometragem", segundo Fukuda. A compressão dos cilindros estava nos níveis estipulados pela Fiat e em valores bem próximos nas quatro câmaras de combustão. Pistões e bielas não apresentaram desgaste significativo.

O que nos causou surpresa, no entanto, foi a parte inferior do motor, onde encontramos uma folga axial do virabrequim acima do previsto pela fábrica - o padrão é de 0,12 a 0,25 milímetro, e nosso Stilo apresentou 0,45 milímetro de folga. O semi-anel posterior de encosto do virabrequim - onde ele vai apoiado no bloco do motor - também apresentou desgaste excessivo e estava abaixo das medidas.

Essa folga é uma espécie de "jogo" longitudinal no eixo. Segundo nosso consultor Fábio Fukuda, o problema iria provocar o desgaste prematuro de bronzinas de mancais e bielas, causando ruídos no motor e comprometendo sua durabilidade.

Segundo Carlos Henrique Ferreira, engenheiro da Fiat
(mas que hoje está na Renault), o problema teria sido causado pelo fato de se andar com o pé apoiado na embreagem. Ao analisarmos as peças, constatamos que disco e platô não apresentaram sinais de que a embreagem do veículo tivesse sido utilizada de forma incorreta. Segundo Fukuda, só resta a hipótese de que a causa para a folga do virabrequim esteja no semi-anel de encosto, que pode ter saído de fábrica com folga excessiva."

De acordo com números da Fiat, o Stilo 1.8 16V (manual de cinco marchas) precisava de 10,3 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atingia velocidade máxima de 195 km/h. Em relação ao consumo, sem com gasolina, a média era de 10,5 km/l na cidade e 15,5 km/l na estrada - números bem generosos divulgados pela Fiat. A Quatro Rodas conseguiu média de 9,8 km/l no circuito misto depois de rodar 60.952 km e gastar 6.118 litros de combustível.

Já segundo a Chevrolet, o Meriva 1.8 16V (manual de cinco marchas) precisava de 11,9 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atingia velocidade máxima de 185 km/h.

Agora que o motor 1.8 16V "antes de Ecotec" está novamente próximo a nossa realidade, vale repetir os números de potência e torque do Ecotec divulgados oficialmente pela Chevrolet na Argentina: 141 cv a 6.200 rpm e 17,9 kgfm a 3.800 rpm, lembrando que a motorização não é flex. Quando passar a ser bicombustível, a estimativa é que a potência suba para a casa dos 148 cv com etanol.

Segundo a Chevrolet, equipado com o propulsor 1.8 16V Ecotec a gasolina, o Cruze sedã (manual de cinco marchas) precisa de 10 s para ser acelerado de 0 a 100 km/h e atinge 200 km/h de velocidade máxima.

Qual a sua expectativa em relação ao motor 1.8 16V Ecotec? Será que a Chevrolet vai conseguir peder a fama de só ter motorizações antigas e ultrapassadas nos carros nacionais?
Foto: Chevrolet/Divulgação