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terça-feira, 23 de abril de 2013

Ford quer dominar o segmento de compactos premium com o New Fiesta 2014 nacional. Vai conseguir?

É... parece que a "brincadeira" acabou. Finalmente, depois de uma longa e estranha espera, a Ford tomou a decisão correta e está (re)lançando o New Fiesta, agora produzido no Brasil, com preços competitivos de verdade (chega do absurdo anterior!). O desejo da marca é tornar o seu modelo a escolha definitiva do segmento de compactos premium no Brasil, que tem Fiat Punto e Volkswagen Polo como opções interessantes (mas carentes de novidades), o Chevrolet Sonic hatch como um coadjuvante, e a dupla de franceses Citroën C3 e Peugeot 208 como novas atrações (que poderiam custar menos). Será que a Ford vai conseguir?

Vou responder de uma vez: a Ford tem tudo para conseguir a liderança neste segmento e, por consequência, melhorar as suas vendas no país. A versão inicial do New Fiesta hatch é tão equipada quanto os concorrentes citados, mas é mais barata (a partir de R$ 38.990) e potente do que os adversários de entrada (1.4, 1.5 e até 1.6 - da VW).

Conheça mais sobre os principais concorrentes do Ford New Fiesta!
Enorme grade dianteira é a principal alteração visual da linha 2014 do Ford New Fiesta
O New Fiesta tupiniquim mede 3,969 m de comprimento, 1,464 m de altura, 1,787 m de largura e tem 2,489 m de distância entre-eixos. Seu espaço interno continua ruim, assim como a capacidade do porta-malas: limitados 281 litros. Por fora, o modelo adora a nova linha de design da Ford, a Kinetic 2.0, já aplicada nos novos Fusion e EcoSport. A ampla grade dianteira é o principal destaque e caiu muito bem ao compacto, que ficou com aspecto mais robusto e esportivo.

Motores Sigma
Mas a mudança visual não é novidade para ninguém, já que o carro foi exibido no Salão do Automóvel de São Paulo em 2012 com o mesmo design. Por isso, vamos logo para os motores Sigma.
Depois de me decepcionar quando foi lançado, finalmente o propulsor 1.6 16V mostrar os números de potência que sempre esperávamos dele: 125 cv com gasolina e 130 cv com etanol - ambos alcançados a 6.500 rpm (o anterior gerava 109 cv a 6.250 rpm e 115 cv a 5.500 rpm). Entretanto, o torque ficou igual com gasolina (15,4 mkgf a 4.250 rpm) e inferior com etanol: 16 mkgf a 5.000 rpm, contra 16,3 mkgf a 4.250 rpm da versão anterior. O sacrifício deve ter acontecido para privilegiar as melhorias de potência, consumo e emissões.

As mudanças técnicas da motorização foram, nas palavras da Ford: "O motor Sigma 1.6 TiVCT Flex do New Fiesta traz várias inovações que contribuem para o seu nível superior de eficiência e economia. Além do duplo comando de válvulas variável e independente, que funciona tanto na admissão como na exaustão, ele utiliza uma taxa de compressão de 12:1 otimizada para a eficiência e performance. Tem ainda pistões grafitados, tuchos polidos, óleo de baixa viscosidade e novos componentes que reduzem o consumo de energia."
Linhas são realmente bonitas
Segundo a Ford, o New Fiesta 1.6 16V nacional manual precisa de 12,1 s com etanol e 12,3 s com gasolina para ser acelerado de 0 a 100 km/h com etanol e atinge a velocidade máxima de 190 km/h - mesmos numeros alcançados pelas versão PowerShift de duas embreagens (veja mais detalhes abaixo). No consumo, conta com a classificação A de eficiência do INMETRO/CONPET: faz 8 km/l com etanol e 12 km/l com gasolina na cidade e 10 km/l com etanol e 14,3 km/l com gasolina na estrada, com câmbio manual. Números otimistas, especialmente na cidade.

No consumo, a versão 1.6 16V PowerShift faz 7,9 km/l com etanol e 11,4 km/l com gasolina na cidade e 9,9 km/l com etanol e 13,9 km/l com gasolina na estrada.

Além do motor 1.6 16V mais potente, a Ford está lançando no mercado nacional mais um integrante da família Sigma, o propulsor 1.5 DOHC 16V flex, que desenvolve  107 cv de potência (a 6.500 rpm) e 14,7 mkgf de torque com gasolina e 111 cv (5.500 rpm) e 14,9 mkgf com etanol - torques alcançados a 4.250 rpm.
Espaço interno é ruim, mas ergonomia é boa
De acordo com a Ford, o New Fiesta 1.5 16V brasileiro precisa de 12,2 s com etanol e 12,7 s com gasolina para ser acelerado de 0 a 100 km/h com etanol e atinge a velocidade máxima de 180 km/h. No consumo, a marca norte-americana afirma que o modelo faz 7,8 km/l com etanol e 10,8 km/l com gasolina na cidade e 9,7 km/l com etanol e 13,7 km/l com gasolina na estrada, com câmbio manual. Números aparentemente mais realistas.

O New Fiesta Hatch 2014 é o primeiro veículo da marca a usar o Ford Easy Start, sistema que, por meio de sensores, aquece a linha de combustível quando necessário para a partida a frio. Essa tecnologia dispensa a necessidade do ultrapassado reservatório (tanquinho) de gasolina e está disponível em todas as versões.
Porta-malas leva míseros 281 litros - praticamente igual ao Fiat Uno e pouco mais do que o Ka
Automático? Quase! Automatizado? Sim!
O New Fiesta 1.5 está disponível apenas com transmissão manual de cinco velocidades, enquanto o 1.6 pode ser equipado com câmbio manual de cinco marchas ou manual automatizado PowerShift de seis marchas com dupla embreagem.

Esta transmissão permite ao motorista selecionar diferentes modos de condução, de acordo com o estilo do motorista: D, para trocas automáticas de marcha suaves e econômicas; S, esportivo, com um nível de rotação mais alto e preparado para retomadas; e manual sequencial SelectShift, para o condutor usar a faixa de rotação de sua preferência.
Câmbio manual automatizado PowerShift tem seis marchas e dupla embreagem
No câmbio de duas embreagens, enquanto uma marcha está engatada (2ª, por exemplo), a marcha seguinte já está pronta para entrar (3ª, seguindo o mesmo exemplo), agilizando a troca, reduzindo a perda de potência e torque, e melhorando o desempenho.

O comportamento é muito superior ao de um veículo manual automatizado comum (Dualogic, I-Motion e Easytronic).

Equipamentos e preços
Ford New Fiesta 2014 S 1.5 – R$ 38.990
Airbag duplo, freios ABS com EBD, direção elétrica, ar-condicionado, travas, espelhos e vidros dianteiros elétricos, sistema de som MyConnection Gen. 3 com conexão USB e Bluetooth; alarme volumétrico, rodas de 15 polegadas com calota integral, maçanetas e retrovisores na cor da carroceria, ajuste de altura e profundidade da coluna de direção; ajuste manual de altura do banco do motorista; desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, entre outros itens.

Ford New Fiesta 2014 SE 1.5 – R$ 42.490
Acrescenta rodas de liga leve de 15 polegadas, farol de neblina e pacote de acabamento SE (?).

Ford New Fiesta 2014 SE 1.6 – R$ 45.490
Adiciona controle eletrônico de estabilidade e tração (AdvanceTrac), assistente de partida em rampa, ar-condicionado digital, vidros elétricos com abertura e fechamento global, sistema SYNC com comandos de voz em português e controles no volante e rodas de alumínio de 15 polegadas.

Ford New Fiesta 2014 SE 1.6 PowerShift – R$ 48.990
Itens da versão SE 1.6.

Ford New Fiesta 2014 Titanium 1.6 – R$ 51.490
Tem também sete airbags, bancos e volante revestidos em couro; controle automático de velocidade, sensor de estacionamento traseiro; sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, retrovisor interno eletrocrômico e rodas de alumínio de 16 polegadas.

Ford New Fiesta 2014 Titanium 1.6 PowerShift – R$ 54.900
Itens da versão Titanium 1.6.
New Fiesta nacional tem preços competitivos. Quem comprou o mexicano se deu mal
Conclusão
Depois da Ford lançar o New Fiesta por aqui por um preço absurdo, a marca muda de rumo ao nacionalizar o New Fiesta em sua linha 2014, o deixando mais bonito, barato e competitivo. O modelo tem realmente tudo para ser o líder da categoria de compactos premium, cada vez mais uma das mais disputadas do Brasil.

Mas encerro com uma reflexão. Quando eu disse estranha na primeira fase do post me referi à demora da Ford em lançar o New Fiesta nacional. O carro foi apresentado em outubro do ano passado! Logo, quem comprou o modelo importado do México, num português claro, se deu muito mal! O carro continua muito bom, mas o consumidor não só tem um carro ultrapassado em design (em relação à nova versão), mas também em desempenho e, principalmente, em negócio: imaginem a desvalorização do modelo! Mas o mercado é assim: para crescer, a Ford precisa sacrificar os milhares de proprietários do modelo mexicano - assim como outras marcas já fizeram, com a Fiat (mas em menor escala) com o Cinquecento (500) polonês que virou mexicano.
Fotos: Ford/Divulgação

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Duelo: Ford EcoSport X Renault Duster

Desde o seu lançamento, em 2003, o Ford EcoSport reinou absoluto na categoria que ele ajudou a criar no Brasil. Várias tentativas de concorrentes diretos apareceram, com pequeno destaque para o Fiat Palio Weekend Adventure (Locker) e para o Chevrolet Tracker. Mas, apenas com a chegada do Renault Duster, em outubro de 2011, o SUV da Ford passou a ter um adversário de peso pela ponta do segmento.

O atraso para encontrar um rival, obviamente, foi bom para a Ford, que ganhou mercado e preparou o lançamento da segunda geração do EcoSport, que aconteceu em agosto de 2012, depois de inúmeros flagrantes (aqui), especulações (aqui e aqui), enquete (aqui) e divulgações de informações (aqui, aqui e aqui).
O tempo de espera também foi bom para a Renault, que preparou um adversário a altura para as duas gerações do EcoSport. E até mais "munição" já foi dada ao Duster, que recebeu uma linha de acessórios em março deste ano.

Agora, novo EcoSport e Duster se enfrentam aqui no (antecipado) Duelo do De 0 a 100 em igualdade de condições, ambos como linha 2013. Quem leva a melhor?

Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena
Peugeot 308 X Ford Focus

Preço e equipamentos
Logo no primeiro contato com as tabelas dos dois carros, já é possível notar que o Duster é visivelmente mais barato do que o EcoSport. Por outro lado, o Ford é bem mais equipado que o Renault.
Duster 1.6 16V de entrada não deveria existir
1.6 16V
O Duster 1.6 16V parte de R$ 48.300 equipado, de série, com banco traseiro com encosto rebatível 1/1, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro; tomada 12 volts; sistema CAR (travamento automático a 6 km/h), cintos de segurança dianteiros retráteis com regulagem em altura, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica, volante com regulagem de altura; retrovisores, para-choques e maçanetas externas na cor preto; e rodas de ferro aro 16".

Investindo R$ 2.150 a mais, é possível levar o Duster Expression 1.6 16V (versão intermediária), que tem os equipamentos da versão de entrada, além de airbag duplo, alarme, banco do motorista com regulagem de altura, vidros traseiros elétricos; para-choque superior na cor da carroceria; barras de teto longitudinais na cor preta e rodas de aço aro 16". Bem que a marca francesa poderia reduzir o valor da Expression de R$ 50.450 para os R$ 48.300 e passar a vendê-la como a versão de entrada.
Duster Expression deveria ser a versão de entrada
Com o preço de R$ 53.490, a versão de entrada do EcoSport, S 1.6 16V, é mais cara e mais equipada do que o Duster intermediário. O Ford vem equipado com faróis com LED, para-choques na cor do veículo, direção com assistência elétrica, ar-condicionado; vidros dianteiros, travas e retrovisores elétricos; airbag duplo; freios com sistema ABS, rodas de aço de 15", abertura elétrica do porta-malas; grade do radiador na cor cinza midgrey; ajuste de altura e profundidade da coluna de direção, ajuste manual de altura do banco do motorista, assento do banco traseiro rebatível, banco traseiro reclinável e com assento e encosto bipartido (60/40); compartimento porta-objetos embaixo do banco do passageiro; fixadores laterais traseiros (2 posições) para cadeiras de crianças (ISOFIX); lavador, limpador e desembaçador do vidro traseiro; porta-luvas climatizado; controle de rádio e comandos configuráveis no volante; Sync Media System com comandos de voz em português (para funções de áudio e telefone) e bluetooth; CD Player com MP3, conexão Bluetooth, entrada USB e entrada auxiliar; tela de 3.5 polegadas no painel central, entre outros itens de série.
EcoSport é mais caro e equipado
 O valor do EcoSport S é um pouco inferior ao do Duster Dynamique. Com o preço sugerido de R$ 54.200, a versão topo de linha do Renault tem os itens da Expression, além de bancos traseiros rebatíveis 1/3 - 2/3, volante com revestimento em couro, freios com sistema ABS, faróis de neblina, apoios de cabeça traseiros (3) reguláveis em altura, computador de bordo, retrovisores elétricos, iluminação no porta-malas, retrovisores exteriores cromados, barras de teto longitudinais na cor alumínio, rodas de alumínio aro R16", para-choque inferior na cor da carroceria; comando satélite de áudio e celular na coluna da direção; e radio CD Player MP3 com 4 alto-falantes, conexão USB/iPod, bluetooth e auxiliar.
Topo de linha, Duster Dynamique é a melhor versão do Renault
A Ford contra-ataca com a versão intermediária SE 1.6 do EcoSport, que custa sugeridos R$ 56.490 e tem os itens da S além de vidros traseiros elétricos, faróis de neblina, rack (bagageiro) no teto, rodas de aço de 15" estilizadas e grade do radiador na cor light finish/satin aluminuim. Na minha opinião, a versão SE deveria perder o rack (que viraria acessório, já que não é todo mundo que gosta) e virar a versão de entrada, por R$ 53.490.

Pagando R$ 59.990, é possível levar o sucesso de vendas da Ford, a versão FreeStyle do EcoSport 1.6 16V. Além dos itens da SE, tem ainda 6 alto-falantes, abertura e fechamento global das portas e vidros, acendimento automático das luzes de emergência após frenagem brusca, AdvanceTrac com ESC - Controle eletrônico de estabilidade e tração; ajuste lombar do banco do motorista, alarme volumétrico anti-furto, bagageiro de teto na cor cinza london, computador de bordo, descansa braço do lado do motorista, espelhos retrovisores externos elétricos, na cor cinza london, com pisca integrado, grade do radiador na cor cinza london, assistência de partida em rampas (HLA); manopla de câmbio com acabamento em couro, maçanetas externas das portas na cor cinza midgrey, rodas de liga-leve aro 16" com Pneus 205/60, ponto de força 12V extra no banco traseiro, sensor de estacionamento traseiro, vidros elétricos dianteiros/traseiros com 1 toque cima/baixo e anti-esmagamento.
EcoSport FreeStyle é a versão que mais vende do Ford
Por R$ 63.690, você leva o FreeStyle completo, com 6 airbags (dianteiro/ laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro.

A versão mais completa do EcoSport 1.6 16V é a Titanium, que tem preço sugerido de R$ 63.990 e vem com quase todos os itens da FreeStyle, somando acendimento automático dos faróis, acesso Inteligente - sistema de destravamento das portas por sensor de proximidade na chave, ar-condicionado digital, bagageiro de teto na cor prata, espelho retrovisor interno eletrocrômico, espelhos retrovisores externos na cor do veículo, Ford Power - partida sem chave; grade do radiador cromada, limpador do para-brisa com sensor de chuva e maçanetas externas das portas na cor do veículo
Com motores 1.6 16V e 2.0 16V, EcoSport Titanium é a versão topo de linha
Com 6 airbags (dianteiros/laterais e cortinas) e bancos revestidos parcialmente em couro, o EcoSport Titanium 1.6 custa R$ 67.690.

2.0 16V
Se você gostou do Duster Dynamique, mas acha o motor 1.6 fraco, saiba que, por R$ 57.850, é possível levar a mesma versão, mas com propulsor 2.0 16V. Os itens de série são iguais. O mesmo acontece com o EcoSport FreeStyle 2.0, que custa a partir de R$ 62.490 e tem os mesmos equipamentos do 1.6 16V. Com todos os opcionais, o valor se eleva para R$ 66.190.

A Ford repete a dose com a versão Titanium 2.0, que vem com os itens da 1.6, mas com o preço sugerido de R$ 66.490. Com os únicos opcionais disponíveis do FreeStyle, 6 airbags e bancos revestidos parcialmente em couro, o preço vai para R$ 70.190.
Renault Duster 4WD
Passando agora para os diferenciais das versões 2.0, se você precisar de mais conforto, a versão Dynamique 2.0 do Duster pode ser equipada com câmbio automático de quatro marchas, com o preço de R$ 61.550. Os equipamentos de série são os mesmos da versão Dynamique manual. Caso a sua necessidade seja por mais desempenho no fora de estrada, leve o Duster Dynamique 2.0 4x4 manual, que tem os mesmos itens do 4x2 mecânico e preço sugerido de R$ 62.050 - mas vem com visual diferenciado: rodas de alumínio aro 16" na cor cinza inox, faróis dianteiros com máscara negra, para-choque inferior na cor preta e soleiras externas na cor da carroceria com a face superior na cor preta.

Com o novo EcoSport, a Ford manteve a mesma proposta da primeira geração do modelo, mas fez evoluções consideráveis, especialmente com câmbio automático. Sai de cena a ultrapassada transmissão de quatro velocidades e entra a moderna caixa manual automatizada de dupla embreagem Powershift, que possui seis marchas. Mantendo os mesmos equipamentos de série das respectivas versões, o EcoSport Powershift custa R$ 63.390 (SE 2.0) e R$ 70.890 (Titanium 2.0 - R$ 74.590 com 6 airbags e bancos parcialmente revestidos em couro).
Ford EcoSport 4WD
Já o EcoSport 2.0 4WD está disponível apenas na versão FreeStyle, com o preço sugerido de R$ 66.090. Completo, com 6 airbags e bancos revestidos em couro, o valor sobe para R$ 69.790. Permanente, a tração nas quatro rodas tem a mesma tecnologia do Ford Escape, com controle inteligente de torque (ITCC) e transmissão manual de seis marchas.

Logo...
Sem dúvidas o EcoSport tem uma lista de equipamentos bem mais atraente do que a do Duster, que não é mal equipado apenas na versão Dynamique. Digo isso porque as versões 1.6 e Expression 1.6 ficam devendo, especialmente em segurança, aspecto que sempre levo muito em consideração. Nesse ponto, o Ford leva muita vantagem.

Por outro lado, o Renault é bem mais barato, não importando a versão. Com a diferença de preço entre as versões 4x4, por exemplo, provavelmente seria possível pagar o IPVA, o emplacamento e, quem sabe, até o seguro.

Com três anos de garantia para ambos, o primeiro quesito avaliado neste Duelo terminou empatado.

EcoSport S 1.6 16V - R$ 53.490
EcoSport SE 1.6 16V - R$ 56.490
EcoSport FreeStyle 1.6 16V - R$ 59.990 (R$ 63.690 completo)
EcoSport Titanium 1.6 16V - R$ 63.990 (R$ 67.690 completo)
EcoSport SE 2.0 16V Powershift - R$ 63.390
EcoSport FreeStyle 2.0 16V - R$ 62.490 (R$ 66.190 completo)
EcoSport FreeStyle 2.0 16V 4WD - R$ 66.090 (R$ 69.790 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V - R$ 66.490 (R$ 70.190 completo)
EcoSport Titanium 2.0 16V Powershift - R$ 70.890 (R$ 74.590 completo)
X
Duster 1.6 16V - R$ 48.300
Duster Expression 1.6 16V - R$ 50.450
Duster Dynamique 1.6 16V - R$ 54.200
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Manual - R$ 57.850
Duster Dynamique 2.0 16V 4x2 Automático - R$ 61.550
Duster Dynamique 2.0 16V 4x4 Manual - R$ 62.050
   
Resultado: Ford EcoSport 1 x 1 Renault Duster
Duster 2.0 tem 138/142 cv de potência
Desempenho
O Renault Duster possui três opções de câmbio: manual de cinco marchas (1.6), manual de seis marchas (2.0 e 2.0 4x4) e automático de quatro marchas (2.0). Quase igual ao Ford EcoSport: manual de cinco marchas (1.6 e 2.0), manual de seis marchas (2.0 4WD) e manual automatizado de seis marchas (2.0 Powershift)

1.6 16V
Duster e EcoSport possuem a mesma potência com motor 1.6 16V, mas o Ford leva vantagem no torque: 0,5 mkgf maior com gasolina e 0,4 mkgf superior com etanol. Entretanto, o Renault atinge o torque máximo com giro a 500 rpm mais baixo. Os pesos são próximos entre dos dois.
EcoSport 2.0 tem 140,5/147 cv de potência
Na prática, o EcoSport é superior ao Duster em desempenho e consumo, fruto, especialmente, de um projeto mais novo associado a um motor mais moderno, o Sigma 1.6 16V. Mas não pense que o Ford anda muito mais. Pelo contrário, ele vence, mas o Duster não faz feio, embora pudesse fazer bem melhor.

2.0 16V manual
Com motor 2.0 16V, o EcoSport entrega 2,5 cv a mais com gasolina e 5 cv a mais com etanol. Mas o Duster atinge a potência máxima 750 rpm antes. Além disso, o Renault tem mais torque (0,8 mkgf com gasolina e 1,2 mkgf com etanol), que chega 500 rpm com o giro do mais baixo.
Com tração 4x2, Duster leva bons 475 litros no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução
No dia a dia com o propulsor 2.0, a disputa é mais acirrada do que o 1.6. O Duster Dynamique tem praticamente o mesmo peso do EcoSport Titanium e é 19 kg mais pesado do que o FreeStyle. Entretanto, seu câmbio manual com seis marchas aproveita melhor a força que a motorização 2.0 16V entrega. Pelo lado da Ford, os cavalinhos extras do velho conhecido propulsor Duratec 2.0 16V ajudam um pouco a compensar a falta da sexta marcha no câmbio do EcoSport.

2.0 16V manual 4x4
Se os dois andam praticamente lado a lado com câmbio manual e tração 4x2, com ligeira vantagem para o Renault, o mesmo acontece quando Duster e EcoSport têm tração 4x4. Os 51 kg extras de peso atrapalharam um pouco o Ford. O Renault tem 3 modos para o acionamento da tração: 4x2 (força nas rodas dianteiras), Auto (um sensor analisa quais rodas precisam de mais força e faz a distribuição automática) e Lock (torna o 4x4 mais "sensível", já que o motorista "avisou" o carro que o terreno é mais complicado, como areia e lama, ao acionar o botão).
EcoSport tem apenas 362 litros de espaço no porta-malas - Auto Esporte/Reprodução
Já o EcoSport possui tração nas quatro rodas permanente. O sistema capta informações dos sensores numa frequência de 60 vezes por segundo e distribui o torque automaticamente para as rodas que mais precisam, com velocidade de resposta de 1 décimo de segundo.

2.0 16V automático X automatizado
Quando emparelhamos as versões sem o pedal da esquerda, vitória folgada do EcoSport. Seu câmbio manual automatizado, de dupla embreagem e seis marchas, garante desempenho e consumo superior ao ultrapassado conjunto do Duster, com transmissão automática convencional de apenas quatro velocidades - mesmo que o Duster seja um pouco mais leve.
Câmbio automático do Duster tem apenas quatro marchas, mas trocas sequenciais são mais legais
O Ford fica devendo nas trocas sequenciais, feitas por botões ridículos na própria alavanca do câmbio - paddle shifts seriam muito melhores! Já o Duster permite que as quatro marchas sejam trocadas em modo manual "cambiando" pela própria alavanca - que é mais divertido do que o concorrente.

O quesito desempenho poderia terminar empatado, já que o EcoSport venceu com motor 1.6 16V e com o 2.0 automatizado, enquanto o Duster levou a melhor com propulsor 2.0 4x2 e 4x4. Mas a vitória fica com o Ford por causa da média de consumo. Infelizmente não consegui fazer as minhas próprias medições. Mas, de maneira geral, analisando os testes dos colegas da imprensa, o EcoSport bebe menos.  
Moderno, câmbio do EcoSport tem dupla embreagem e seis marchas, mas trocas sequeniciais são ruins - iG/Reprodução
Ford EcoSport
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 6.500/5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 15,6/15,9 mkgf (g/e) a 4.250/4.750 rpm
Potência 2.0 16V: 140,5/147 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque 2.0 16V: 18,9/19,7 mkgf (g/e) a 4.250 rpm
Comprimento: 4,241 m
Largura: 1,765 m (2,057 m com retrovisores)
Altura: 1,672 m (1.696 m - Powershift // 1.701 m - 4WD)
Entre-eixos: 2,521 m
Porta-malas: 362 litros
Tanque: 52 litros
Peso 1.6: 1.228 kg (S); 1.249 (SE); 1.243 kg (FreeStyle)
Peso 2.0: 1.302 kg (SE Powershift); 1.275 kg (FreeStyle); 1.404 kg (FreeStyle 4WD); 1.297 kg (Titanium); 1.316 kg (Titanium Powershift);
Consumo 1.6 (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada (Quatro Rodas 633)
Consumo 1.6 (etanol): 8,2 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 man (etanol): 6,7 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada (Quatro Rodas 634)
Consumo 2.0 aut (etanol): 7,9 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada (Quatro Rodas 637)

Renault Duster
Potência 1.6 16V: 110/115 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.6 16V: 15,1/15,5 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Potência 2.0 16V: 138/142 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 2.0 16V: 19,7/20,9 mkgf (g/e) a 3.750 rpm
Comprimento: 4,315 m
Largura: 1,822 m
Altura: 1,660 m (1,700 m com barras no teto)
Entre-eixos: 2,673 m
Porta-malas: 475 litros (400 litros 4x4)
Tanque: 50 litros
Peso 1.6: 1.202 kg (1.6 16V); 1.258 (Expression); 1.258 kg (Dynamique)
Peso 2.0: 1.294 kg (Dynamique), e 1.276 kg (Dynamique aut); 1.353 kg (Dynamique 4x4)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,3 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 1.6 (etanol): 6,4 km/l na cidade e 8,1 km/l na estrada (Auto Esporte 08/2012)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 5,7 km/l na cidade e 8,2 km/l na estrada (Quatro Rodas 622)
Consumo 2.0 4x4 (etanol): 7 km/l na cidade e 7,8 km/l na estrada (Auto Esporte 11/2011)

Resultado: Ford EcoSport 2 x 1 Renault Duster
Duster tem acabamento e painel simples...
Espaço, acabamento e conforto
Em termos de espaço interno e para bagagem, o Duster leva a melhor. Cinco adultos podem viajar tranquilos graças às proporções maiores do Renault, que é 7 cm mais comprido, 6 cm mais largo e tem entre-eixos 15 cm mais longo! No porta-malas, as versões 4x2 do Duster comportam bons 475 litros, enquanto a 4x4 leva 400 litros - números superiores aos medianos 362 litros do EcoSport.

Por outro lado, o acabamento do Ford é superior. Não é preciso nem muito esforço para notar. Basta entrar em um e, em seguida, no outro para ver. O Duster é muito simples e precisa evoluir. Seu painel é idêntico ao do Logan e do Sandero - tudo para cortar gastos.
... mas entrega espaço interno superior
O EcoSport também tem bancos mais confortáveis e uma posição de dirigir muito mais agradável, graças aos ajustes de altura do banco e de altura e profundidade do volante. No Renault, banco e coluna de direção só ajustam em altura. Achei o volante do Duster muito perto do painel, problema que seria resolvido com um ajuste de profundidade. Mas entendo que sou muito alto, por isso não levem tanto em consideração esta minha reclamação.
Banco, posição de dirigir e acabamento do EcoSport são melhores...
Rodando, o ajuste de suspensão torna o Duster mais confortável, mas o volante, com auxilio hidráulico, é mais pesado. No Ford, as imperfeições do piso (infelizmente muito comuns no Brasil) são mais sentidas no volante, que é mais leve por causa da assistência elétrica.

Mais um empate entre os dois. 

Resultado: Ford EcoSport 3 x 2 Renault Duster
... mas espaço interno é inferior, especialmente no banco traseiro
Visual
Este quesito não vale nota, mas o EcoSport é superior. Suas linhas são mais modernas e atraentes, mostrando que a Ford fez bem o dever de casa. O pneu na tampa traseira e a dianteira com uma grade enorme servem para aumentar a robustez do modelo.
E robustez pode ser a melhor palavra para descrever "o que o Duster passa" ao consumidor. Suas linhas simples, com traços mais retos e "musculosos", são bem "parrudas", mas ficaram um pouco antigas ao lado do novo EcoSport. Ficou evidente que o Renault poderia ter o design mais inspirado.

Para fechar este quesito, conversei com quatro mulheres e cinco homens, mostrando três fotos de cada carro, sendo uma da dianteira, uma da traseira e outra do painel. Curiosamente, o único ponto unânime entre os nove foi: o Renault passa a sensação de ser um carro bem mais masculino, enquanto o EcoSport é unissex.
Resumo da Obra
O Renault Duster é maior, mais espaçoso para os ocupantes e para bagagem, além de ser mais barato. Já o Ford EcoSport é bem mais equipado, seguro, com melhor acabamento, e com desempenho e consumo superiores (fazendo uma média geral).

Não foi fácil, mas, pelo conjunto da obra, o EcoSport vence o Duster.

Os pontos que precisam de melhora para o Renault são o acabamento, a segurança, a ergonomia e o consumo, enquanto o Ford precisa ter preços mais baixos, mais espaço para os passageiros (especialmente atrás) e para bagagem e tornar as trocas sequenciais do câmbio mais eficientes e divertidas - o botão na alavanca de câmbio realmente é um atraso.
Se eu fosse escolher um para a minha garagem, seria o EcoSport, principalmente pela posição de dirigir e pela segurança. Mas não gosto do estepe externo, nem preso na tampa do porta-malas (EcoSport), nem abaixo do porta-malas (Duster) - o pneu precisa ficar dentro do carro. Se o Duster tivesse ajuste de profundidade do volante, provavelmente ele teria mais chances de ser o meu carro.

Enquete
Com a pergunta "Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?", a enquete do De 0 a 100 mostrou que a disputa entre Duster e EcoSport é mesmo acirrada. Mas, diferente do resultado final desde Duelo, na pesquisa o Renault levou a melhor, embora eu possa considerar um empate técnico.

Qual dos dois é a melhor compra do Brasil?
1. Renault Duster - 50 votos (50,50%)
2. Ford EcoSport - 49 votos (49,49%)
Total: 99 votos
Nota do editor
Fazer o levantamento de informações do EcoSport deu um trabalho extra. O site da Ford e os dados de imprensa possuem diferenças que não deveriam existir. Vou citar apenas algumas, como o comprimento do veículo (4,239 m x 4,241 m), equipamentos de série (versão SE tem rodas de aço num lugar e de liga-leve em outro), e assim vai. Mas valeu o esforço.
Fotos: EcoSport: Ford/Divulgação // Duster: Renault/Divulgação

sexta-feira, 9 de março de 2012

Impressões - Focus, o Titanium da Ford

No duelo entre 308 e Focus aqui do De 0 a 100, o 308 levou a melhor. Mas, como eu disse, o Focus é um é um ótimo carro. Prova disso são as impressões do Éder. Ele realmente deu um upgrade e tanto ao comprar o Focus Titanium automático, ao invés da opção inicial GLX 1.6 16V manual.

Quem quiser participar do Impressões, como o Leônidas, o Rafael, o Jow, o Hugo, o Bruno, o Joathan, o Leônidas (de novo!), o Hugo Leite, o Pedro, o Piauí Jr., o Renato Dantas, o Mário Cesar, o Mário Cesar (de novo!), o Renato Dantas (de novo!), o Joathan (de novo!), o José Barbosa Júnior, o Jefferson de Oliveira, eu mesmo (Volvo XC60, Astra e Lincoln Town Car), o Leonardo Vilela, o Mário César (mais uma vez!), o Pedro (de novo!), o Wladimir Pereira, o Wladimir Pereira (de novo!), o Pedro (de novo!) e o Éder Sibilin, basta enviar um e-mail para renatoparizzi@gmail.com. Fale um pouco sobre o seu carro. Descreva os pontos positivos, negativos e conte alguma coisa curiosa! E não se esqueça de mandar fotos do veículo (só serão publicados posts com fotos). Fique tranquilo porque a placa (ou algum outro detalhe) não será mostrada.
O Focus sempre foi um carro que admirei, não sei bem ao certo qual o motivo, mas ele sempre me chamou a atenção. Quando eu pude comprar um, a minha intenção era de comprar o modelo 1.6 GLX, com ABS. Acho que já me daria por satisfeito com este modelo em especifico, mas, minha esposa me convenceu de que seria melhor, já que eu estava comprando, pegar logo o TOP de linha, que na época era o Ghia.

Praticamente coloquei na cabeça que queria o top de linha, principalmente depois de ver que a diferença de acabamento era grande para a GLX, apesar de saber que não se trata do melhor custo x beneficio. Um pouco depois, surgiu noticias de que a Ford iria adicionar alguns itens na linha Focus, tais como: Porta-luvas refrigerado, sensor de luminosidade e chuva, faróis direcionais e que o nome da versão TOP iria mudar. Resolvi esperar essa mudança acontecer.
Foi então que em maio de 2011 eu peguei o meu Titanium Branco. Antes de fazer o pedido, eu tinha uma grande dúvida entre pegar o AT ou o MT, já que gosto muito dirigir e sempre tive carros MT. Achava que o AT perderia a graça e me limitaria muito. Escolhido o AT, hoje posso dizer que o AT limita mesmo você a sentir o carro, e prejudica um pouco o desempenho, fato este que acho que apenas com câmbios e motores top de linha, talvez da BMW, Mercedes-Benz e Audi seja resolvido, dando total liberdade para o condutor. Em carros nacionais e “normais” acho que não tem como fugir disso, caso a escolha seja por um carro AT, claro que a pessoa que dirige normalmente não é um fanático por carros, nem irá perceber nada em relação ao cambio.

O QUE NÃO GOSTO: O cambio automático de quatro marchas realmente não me deixa elogia-lo muito. Ele faz seu trabalho normalmente, as trocas não são sentidas; ele não é indeciso, mas para quem gosta realmente de dirigir, pra quem tem a paixão, vai se sentir limitado. A Ford não deveria ter tirado o VVT desse carro. Ele ficaria perfeito se tivesse esse recurso - ficaria um foguete em qualquer rotação. Pessoas normais eu acho muito difícil sentir algo diferente. O isolamento acústico poderia ser melhor em alta velocidade, acima de 130 km/h.
Acho que o carro poderia ter rebatimento elétrico do retrovisor, bancos mais esportivos e envolventes e mais porta objetos. Acabamento das portas deixa a desejar - isso parece que é comum na linha Ford, mas eu reprovo totalmente. A revisão da Ford é de 6 em 6 meses ou intervalos de 10.000 km. Acho um exagero apenas 6 meses para trocar óleo - pra mim, isso é um caça níquel.

O consumo desse carro eu não gosto. Apesar de morar em cidade pequena, onde não se anda mais de 50 metros sem ter que parar para esperar alguém passar ou algum carro passar, acho que o Focus poderia ser mais econômico. Alto consumo, alias, é um defeito de todo flex.

O QUE EU GOSTO: O carro tem um motor fantástico: acima de 2.700 rpm ele te cola no banco, anda realmente bem. Muito bonito, peguei o carro branco por achar esta a cor a mais bonita do modelo. Bom sistema de som, bem completo, com muitas opções e configurações. Vale citar uma função interessante: o ajuste da intensidade da regulagem automática do volume de acordo com a velocidade.
O ar-condicionado é muito bom e eficiente. Os pneus Michelin Primacy HP, fabricados na Alemanha, são da nova geração da Michelin por já. O acabamento interno também é bom, principalmente do painel.

O carro faz curvas como ninguém. É incrível como é gostoso dirigi-lo. Aqui perto, quando fui para outra cidade, tem uma estradinha que tem muitas curvas e subidas e descidas. É muito gostoso forçar um pouco nessas curvas, e o melhor é que tudo é feito na mais total segurança. O Focus tem um dos melhores freios que eu já vi em um carro. Ele freia mesmo, com força. Os faróis direcionais são um show a parte, muito gostoso dirigir com eles.

PROBLEMAS: Únicos problemas que tive até agora foi o limpador do para-brisa fazendo barulho ao varrer o vidro (precisou trocar a maquina que faz o movimento) e um barulho (grilo) no para-sol, que o pessoal da concessionária.
FOCUS E SEUS CONCORRENTES: O Focus ainda é, na minha percepção, um carro muito competitivo. No Brasil temos vários hatches médios, mas apenas alguns podem ser levados em consideração. O Golf é brincadeira da VW com o povo, e o pior é que ainda vende razoavelmente bem. O Vectra GT-X era outra piada de mau gosto. Apenas i30, 308, Focus, Bravo e Cruze Hatch podem ser consideradas boas opções.

 Antes, o i30 sofria muito com a desconfiança do pós-venda da Hyundai. Acredito que isso tenha sido resolvido hoje, pelo menos em partes. Mas o i30 em si, apesar do ótimo acabamento, não me chamava atenção na beleza.
Atualmente, apesar de também não me agradar tanto o design, o 308 é uma ótima opção, pois seus equipamentos falam por si. O Cruze é sem sal, nem feio, nem bonito. Seria uma opção dependendo do preço.

O Bravo, na minha opinião, tem vários erros que o tiram de qualquer lista: cambio com soluço; motor 1.8 que fica devendo um pouco de desempenho se comparado aos rivais; GPS/tela multifunção sem touch screen - um erro absurdo num carro desse segmento, algo que mais atrapalha do que ajuda. Hoje, acredito que a Ford precise adicionar alguns equipamentos ao Focus para que ele volte a ter a evidência de antes. Ainda assim o carro é muito bom, em todos os sentidos.

PREÇOS: EU paguei no meu carro R$ 71.000,00. Eu acho isso o teto de valor para um hatch médio. Infelizmente, as marcas aumentam seus preços sem medidas, carros médios indo a R$ 80 mil é ridículo. Opções acima disso eu nem considero. Neste caso já se pode até mesmo excluir o Cruze da lista acima, visto que com certeza ele custará mais do que isso em sua versão TOP, ou em uma versão que seja bem recheada. O Focus, apesar de custar R$ 76 mil na tabela, com boa negociação é possível abaixar bem esse valor, além de ser possível, praticamente sempre financia-lo com juros 0%.
Opinião do blogueiro
Acho o Focus um dos melhores carros do mercado nacional. Suas qualidades realmente saltam aos olhos, como bem disse o Éder. Mas acho que o grande problema do carro não está necessariamente nele, mas sim na Ford.

A marca não consegue fazer o carro engrenar. Primeiro, o Focus chegou apenas com motor 2.0 a gasolina. Depois veio o 1.6 16V Sigma flex, para então termos o 2.0 Duratec flex. Nesse meio tempo, o modelo ganhou mais equipamentos de série, mas ficou consideravelmente mais caro.

Realmente a colocação do Éder sobre o assunto é verdadeira. Minha sugestão seria que o Focus custasse de R$ 2.000 a R$ 3.500 mais barato (como aconteceu com a família New Fiesta no Brasil), ou que a Ford acrescentasse ABS com EBD desde a versão GL, ar-condicionado automático e digital com controle individual de temperatura para motorista e passageiro na GLX e mais quatro airbags (laterais e do tipo cortina) para a versão Titanium, entre outros itens.
Fotos: Éder Sibilin/Arquivo Pessoal

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Duelo: Peugeot 308 x Ford Focus

Mal foi lançado e o novo Peugeot 308 já enfrenta seu principal rival com motor 1.6 e um dos principais adversários nas versões com motorização 2.0, o Ford Focus. O duelo é bem interessante e bastante equilibrado, com vitória ao mesmo tempo folgada e apertada de um deles.
Substituto do 307, o 308 tem tudo para fazer sucesso no Brasil. Bonito e moderno, ele foi lançado já com o visual do modelo vendido na Europa. Já o Focus é um dos melhores carros da Ford no mercado brasileiro. Seu custo/benefício já foi bem melhor. Um dos principais problemas do atual Focus é que o lançamento da nova geração se aproxima cada vez mais no Brasil (marcado para 2013). Ainda assim, o Focus é um baita carro.

Focus e 308 são semelhantes em diversos aspectos: possuem três versões, duas opções de motor 16V flex, duas opções de câmbio, transmissão automática ultrapassada, três anos de garantia e fabricação na Argentina. Mas qual deles leva a melhor nesse duelo?
Chevrolet Onix X Chevrolet Agile
Chevrolet Onix X Hyundai HB20
Ford EcoSport X Renault Duster
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan 
Nissan Versa X Renault Symbol
Nissan Versa X Fiat Grand Siena

Preços e equipamentos
Nesse quesito, vitória tranquila do Peugeot 308. Além de custar menos em todas as versões "adversárias diretas", o modelo é mais equipado de série, especialmente nos acabamentos mais simples.

O Focus GL 1.6 16V custa a partir de R$ 55.120 e vem equipado, de série, com ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, rodas de liga leve 16", CD player MP3, vidros elétricos dianteiros, alarme anti-furto perimetral, espelho de cortesia (motorista/passageiro), entre outros itens.

Pagando os R$ 57.040 da versão GLX 1.6, o consumidor leva os itens da GL além de vidros dianteiros e traseiros elétricos com 1 toque para cima e para baixo e sensor anti-esmagamento, abertura e fechamento global, porta-luvas refrigerado, faróis de neblina, alarme anti-furto perimetral e volumétrico; aerofólio traseiro, retrovisores externos, régua do porta-malas e maçanetas externas na cor do veículo; console central com 2 porta-copos, descança-braços e porta-objetos; controle de intensidade da luz do painel e espelho de cortesia com iluminação (motorista/passageiro)
Traseira do 308 é moderna, mas saídas falsas de ar tem gosto duvidoso
Mas quem comprar um Focus GLX 1.6 básico estará fazendo um péssimo negócio. Melhor pagar R$ 1.030 a mais para levar o sistema ABS de freios com EBD - R$ 58.070.

O Peugeot 308, nas versões Active (R$ 53.990) e Allure (R$ 56.990), vem equipado, de série, com airbag duplo, ar-condicionado, direção eletro-hidráulica; freios ABS com REF e AFU, computador de bordo, para-brisa acústico, banco do motorista com regulagem de altura, volante em couro com regulagem de altura e profundidade, vidros elétricos dianteiros e traseiros com anti-esmagamento; retrovisores elétricos, travamento elétrico centralizado das portas, WIP Sound Rádio CD Player MP3, comando do rádio na coluna de direção, roda em liga leve de16" e porta-luvas refrigerado.

O Allure conta ainda com ar-condicionado automático digital bi-zone com saída de ar traseira; faróis de neblina dianteiros; WIP Plug - Conexão USB para iPod/MP3 Player e entrada AUX; WIP Bluetooth: conexão Bluetooth para celular (kit mãos livres) e audio streaming; acendimento automático dos faróis, limpador do para-brisa automático; grade do para-choque dianteiro com frisos cromados; iluminação “lead me to the car” e “follow me home” (acendimento dos faróis por um tempo determinado); retrovisor interno eletrocrômico e apoios de braço individuais nos bancos dianteiros.
Visual do Focus agrada, mas já dá os primeiros sinais de cansaço
Ford Focus GL 1.6 16V - R$ 55.120
Ford Focus GLX 1.6 16V - R$ 57.040
Ford Focus GLX 2.0 16V - R$ 60.940
Ford Focus GLX 2.0 16V aut - R$ 65.440
Ford Focus Titanium 2.0 16V - R$ 70.540
Ford Focus Titanium 2.0 16V aut - R$ 75.040
X
Peugeot 308 Active 1.6 16V - R$ 53.990
Peugeot 308 Allure 1.6 16V - R$ 56.990
Peugeot 308 Allure 2.0 16V - R$ 59.990
Peugeot 308 Allure 2.0 16V aut - R$ 63.990
Peugeot 308 Feline 2.0 16V aut - R$ 70.990

Se com motor 1.6 16V o 308 ganhou facilmente, quando mudamos para as versões 2.0, a disputa fica mais equilibrada.

O Focus GLX 2.0 tem praticamente os mesmos itens do 308 Allure 1.6. O Ford vem equipado com os itens da versão GLX 1.6 além de direção eletro-hidráulica, sistema de som MyConnection com comandos na coluna de direção, bluetooth, entradas USB e para iPod; freios ABS com EBD e CBC; Ford Power (partida sem chave), acendimento automático dos faróis, espelho retrovisor interno eletrocromico, sensor de chuva, entre outros itens de série. O preço é de R$ 60.940.
No 308 Feline, destaque para o GPS (opcional) integrado ao painel
Custando R$ 950 a menos (R$ 59.990), o 308 contra-ataca com a versão Allure 2.0, que vem equipada com os itens das versões 1.6 e ainda com rodas em liga leve de 17" e regulador e limitador de velocidade.

Na briga entre os topo de linha, o Focus automático é consideravelmente mais caro do que o 308: R$ 75.040 x R$ 70.990. O Focus Titanium vem equipado com os equipamentos do GLX e faróis direcionais, teto solar elétrico, piloto automático, sensor de estacionamento traseiro e espelhos retrovisores aquecidos e com luz de aproximação; maçanetas internas das portas, moldura da grade do pára-choque dianteiro e régua do porta-malas cromados; soleiras das portas dianteiras, ajuste elétrico de altura e ajuste lombar do banco do motorista, ar-condicionado automático e digital com controle individual de temperatura para motorista e passageiro; bancos revestidos em couro; comandos por voz - funções de audio, ar condicionado e telefone bluetooth; controle do piloto automático no volante; controles do rádio na coluna de direção; descansa-braços traseiro com porta-copos integrado; iluminação do assoalho dianteiro e piloto automático.
No Focus Titanium, comando por voz (de série) é o destaque
O 308 Feline tem como armas os itens da versão Allure 2.0 além de alarme, bancos revestidos em couro, teto panorâmico de vidro CIELO, retrovisor externo rebatível eletricamente, luzes diurnas em LED, sensor de estacionamento traseiro; dois airbags laterais (proteção do tórax dos ocupantes dianteiros); dois airbags tipo cortina (proteção à cabeça dos passageiros dianteiros e traseiros); controle de estabilidade (ESP) e de tração (ASR); soleira em alumínio com inscrição Peugeot; e pedais em alumínio.

O Peugeot 308 é mais barato, mais equipado e mais seguro.

Resultado: Ford Focus 0 x 1 Peugeot 308

Desempenho
Se no quesito anterior a vitória do 308 foi até fácil, o mesmo não pode ser dito em desempenho. Por ter um carro excelente, com ótimo conjunto, a Ford conseguiu brigar de igual para igual com o recém lançado hatch da Peugeot.
De série na Feline e opcional na Allure, teto panorâmico CIELO chama a atenção no 308
Não importanto a motorização, o 308 é mais potente. Comparando os propulsores 1.6 16V EC5 do francês com o 1.6 16V Sigma do americano, vemos que o Peugeot tem 6 cv a mais com gasolina e etanol. O torque é ligeiramente superior: 0,1 mkgf com qualquer combustível, mas alcançado a rotação do motor 250 rpm menor. O Focus contra-ataca com alguns quilos a menos, que não parecem muito, mas que podem fazer alguma diferença. Afinal, tire 20 kg de qualquer lugar que você notará que ficará mais leve.

Analisando os números divulgados pelos fabricantes, o 308 leva vantagem. Segundo a Peugeot, o modelo precisa de 11 segundos com gasolina e 10,3 s com etanol para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 191 km/h com gasolina e 196 km/h com etanol. De acordo com a Ford, o Focus precisa de 13,3 s com gasolina e 12,5 s com etanol para ser acelerado de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima do hatch é 183 km/h com gasolina e 189 km/h com etanol.
Partida sem chave "Ford Power" é de série desde o Focus GLX 2.0
Na prática, o Focus passa a impressão de ser mais pesado. Mas é só impressão. Os dois tem excelente comportamento dinâmico, com condução segura. A suspensão independente do Focus faz com que o carro grude no chão nas curvas. A impressão é que o 308 anda um pouco mais, mas nada muito superior. Isso se deve, principalmente, pelo sistema VVT associado ao câmbio mais bem escalonado.

Ford Focus
Potência 1.6: 109/116 cv (g/e) a 6.250/5.500 rpm
Torque 1.6: 15,4/16,3 mkgf (g/e) a 4.250 rpm
Potência 2.0: 143/148 cv (g/e) a 6.250 rpm
Torque 2.0: 18,8/19,5 mkgf (g/e) a 4.250/5.250 rpm
Comprimento: 4,351 m
Largura: 1,840 m
Altura: 1,497 m
Entre-eixos: 2,640 m
Porta-malas: 328 litros (VDA)
Tanque: 55 litros
Peso 1.6: 1.290kg (GL); 1.290 (GLX)
Peso 2.0: 1.338 kg (GLX); 1.353 kg (GLX automático); 1.347 kg (Titanium) e 1.371 kg (Titanium aut)

Peugeot 308
Potência 1.6: 115/122 cv (g/e) a 5.800/6.000 rpm
Torque 1.6: 15,5/16,4 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Potência 2.0: 143/151 cv (g/e) a 6.250/6.000 rpm
Torque 2.0: 20/22 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Comprimento: 4,276 m
Largura: 1,815 m
Altura: 1,498 m
Entre-eixos: 2,608 m
Porta-malas: 348 litros (VDA)
Tanque: 60 litros
Peso 1.6: 1.318 kg (Active); 1.320 (Allure)
Peso 2.0: 1.328 kg (Allure); 1.354 kg (Allure automático) e 1.387 kg (Feline)

Com as motorizações 2.0 16V, a disputa é mais emocionante porque os carros ficam bem mais divertidos. O 308 também tem mais potência (apenas 3 cv a mais com etanol) e torque (a maior diferença - 1,2 mkgf com gasolina e 2,5 mkgf com etanol). O peso dos dois veículos é semelhante, por isso não existe tanta diferença (o peso do Titanium automático precisa ser confimado, pois a Ford não divulgou a informação nem na sala de imprensa nem no site oficial da marca).
Versão Feline do 308 peca pelo câmbio automático pouco eficiente
Com câmbio manual, a Peugeot divulga que o 308 (Allure) atinge a velocidade máxima de 210 km/h com gasolina e 213 km/h com etanol. Para ser acelerado de 0 a 100 km/h, o modelo precisa de 9,3 segundos com gasolina e 8,9 s com etanol.

Com câmbio automático, a Peugeot divulga que o 308 (Allure e Feline) atinge a velocidade máxima de 199 km/h com gasolina e 206 km/h com etanol. Para ser acelerado de 0 a 100 km/h, o modelo precisa de 10,5 segundos com gasolina e 9,9 s com etanol.

Já a Ford divulga que o Focus 2.0 Titanium manual atinge a velocidade máxima de 204 km/h com gasolina e 205 km/h com etanol. Para ser acelerado de 0 a 100 km/h, o modelo precisa de 10,5 segundos com gasolina e 10,4 s com etanol. Os números do automático, mais uma vez, não foram encontrados.
Focus GLX deveria ter ABS de série
Na prática, o 308 2.0 anda mais, principalmente pelo torque extra. Mas o Focus também tem ótimo desempenho.

Quando equipados com câmbio automático, tanto Focus quanto 308 deixam a desejar. As transmissões não são ruins, são apenas ultrapassadas, sacrificando o desempenho e o consumo. Ambos os carros mereciam caixas com seis marchas, como o Chevrolet Cruze.

Por ter desempenho melhor, tanto com motor 1.6 16V, quanto com o 2.0 16V, o 308 também leva a melhor nesse quesito. Mas é importante enfatizar que o Focus não faz feio, especialmente o 2.0.

Resultado: Ford Focus 0 x 2 Peugeot 308

Espaço, acabamento e conforto
Assim como no quesito anteior, a vitória do 308 foi apertada. O Focus é um carro muito bom, mas, no final das contas, o 308 é melhor.
O Focus é 7,5 cm mais longo, 2,5 cm mais largo e tem 3,2 cm a mais de entre-eixos. Mas nem por isso ele é mais espoçoso que o 308. Na dianteira, o 308 passa a impressão de ter mais espaço, muito por causa da posição do painel e da posição do extintor de incêndio do Ford, que roubam espaço. Na traseira, o Focus leva vantagem.

No espaço do porta-malas, a Peugeot divulga o impressionante número de 430 litros. Mas a medição usada pela marca, e também pela Citroën, não é o mais comum. Quando usamos a medida com blocos VDA, o valor cai para reais 348 litros, espaço muito bom para um hatch médio. O Focus leva 20 litros a menos: 328 l.

O acabamento do Focus é muito bem-feito, mas o do 308 passa a impressão de melhor qualidade. O que o Focus fica devendo em relação ao 308 é no número de porta-objetos. Muitos donos de Focus reclamam disso.
Um detalhe que me chamou a atenção nesse quesito foi o volante. O do 308 tem uma empunhadura muito superior ao do Focus, que me pareceu um pouco grande. Finalizando, mesmo fixo, o teto panorâmico Cielo é mais interessante do que o teto solar tradicional do Focus. Mas isso é um gosto pessoal e não pesou na pontuação.

Resultado: Ford Focus 0 x 3 Peugeot 308

Visual
Como este é um quesito subjetivo, não vale a nota. O Ford Focus é bonito, mas é inegavel que o Peugeot 308 tenha visual mais moderno, ainda mais por adotar a reestilização aplicada no modelo europeu no ano passado.

Resumo da obra
O resultado de 3 a 0 do 308 sobre o Focus pode parecer uma goleada. Mas, para quem olhou apenas o final deste post, esse placar não refletiu a equilibrada disputa.

Apenas no "preços e equipamentos" o 308 venceu com facilidade. Isso porque, com o tempo, mesmo ganhando alguns equipamentos de série, o Ford Focus ficou caro demais. Se ele custasse de R$ 2.000 a R$ 3.500 mais barato (como recentemente aconteceu com a família New Fiesta no Brasil), provavelmente o Focus seria bem mais atraente. Ou a Ford mantêm esses preços e acrescenta ABS com EBD desde a versão GL, ar-condicionado automático e digital com controle individual de temperatura para motorista e passageiro na GLX e mais quatro airbags (laterais e do tipo cortina) para a versão Titanium.

Nos outros dois quesitos, o Focus deu uma canseira no 308. Os pequenos detalhes da modernidade do projeto e do conjunto motor/câmbio (1.6 e 2.0) fizeram a diferença para o Peugeot, que levou a melhor no final das contas.

Pela minha análise e respondendo à enquete, o Peugeot 308 é o melhor hatch médio com motor 1.6 do mercado nacional.

Atualização (26/02)
A enquete equilibrada mostrou como o Focus é realmente um bom carro. Mas que, de acordo com os internautas que votaram, o 308 é um veículo superior com motor 1.6.

O hatch médio da Ford ficou na frente durante 3/4 dos seis dias em que a enquete ficou no ar. Mas, com um arranque surpreendente, o modelo da marca do leão tomou a liderança e não largou mais.

Qual é o melhor hatch médio 1.6 do Brasil?
. Peugeot 308 - 88 votos (39,2%)
. Ford Focus - 76 votos (33,9%)
. Volkswagen Golf - 40 votos (17,8%)
. Citroën C4 - 20 votos (8,9%)
Total: 224 votos
(Fotos - 308: Peugeot/Divulgação // Focus: Ford/Divulgação)