Mostrando postagens com marcador Griffe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Griffe. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Com personagens reais da Corrida Maluca, Peugeot inova e diverte em comercial do novo 208

A Peugeot acaba de lançar na TV, revistas, jornais e na internet a campanha do 208, o último lançamento da marca no Brasil. Diferente da Mercedes-Benz e seguindo os passos mais recentes da Volkswagen (aqui e aqui), a marca francesa acertou em cheio no comercial, colocando o seu novo compacto premium para disputar uma prova da Corrida Maluca, desenho animado da Hanna-Barbera muito querido e lembrado pelos brasileiros.

A criatividade realmente diverte. Na versão topo de linha, Griffe 1.6 16V, o 208 entra numa corrida cheia de confusões causadas especialmente pela Máquina do Mal, dirigida pelo eterno vilão Dick Vigarista (e seu fiel escudeiro Mutley).
Quase todos os personagens estão lá: o Carro de Pedra, pilotado pelos Irmãos Rocha; o Cupê Mal-Assombrado, pilotado pelos Irmãos Pavor; a Lata Voadora, um carro-avião vermelho pilotado pelo Barão Vermelho; o Carro Tanque, um híbrido entre tanque e jipe pilotado pelo Sargento Bombarda e pelo Soldado Meekley; o Carro-à-Prova de Balas, conduzido pela Quadrilha de Morte; e o Carrão Aerodinâmico, um dragster pilotado por Peter Perfeito.

Ficaram faltando o Carro-Tronco, pilotado por Rufus Lenhador e pelo seu escudeiro, o castor Dentes-de-Serra; carro Cheio-de-Truques, guiado pelo Professor Aéreo; e a Carroça a Vapor, conduzida pelo agricultor Tio Tomás e pelo covarde urso Chorão.
Penélope Charmosa
Nem os atributos especias de cada carro da Corrida Maluca foram suficientes para superar o 208, que abusou das suas "armas" para vencer: desempenho do motor 1.6 16V (115/122 cv), direção elétrica, freios ABS, paddle shift (associado ao ultrapassado e decepcionando câmbio automático de quatro marchas), teto panorâmico e GPS integrado ao painel.

E claro, a delicada Penélope Charmosa também está presente, sendo conquistada pelo 208 (e seu motorista) no final.

Assista ao comercial

Leia também
No inflacionado mercado brasileiro, Peugeot 208 é caro mesmo? Quanto custam os concorrentes?
Maior, mais sofisticado, mais bonito e mais caro: Peugeot 208 é lançado oficialmente no Brasil
Fotos: Peugeot/Divulgação

quinta-feira, 28 de março de 2013

Alta Roda – Volta por cima

Ter-se transformado no quarto maior mercado de veículos do mundo significa, afinal, que a defasagem generalizada de modelos lançados no País começa a desaparecer. Exemplo evidente, o todo novo Peugeot 208 chega às ruas agora em abril, apenas 11 meses depois do mercado europeu.

Posicionado no padrão mais alto de equipamentos, o hatch compacto da marca francesa parte de R$ 39.990 (Active, motor 1,5/93 cv) e vai a R$ 54.690 (Griffe, motor 1.6/122 cv, automático). Seu preço de entrada, curiosamente, é igual ao do Citroën C3, marca do mesmo grupo, só que oferece mais. No ano passado, ao contrário do resto do mundo, Citroën superou em quase 10% as vendas da “matriz” Peugeot, sem novidades em tempo recente. A decisão estratégica do grupo, agora, é evitar essa situação em todos os mercados. Meta é vender de 2.500 a 3.000 unidades do 208 por mês, factível por sua diferenciação.
Estilo arrojado, vincos marcantes e luzes diurnas de LED (Griffe) destacam o modelo entre tantos. Com a maior distância entre eixos dos hatches compactos (2,54 m), coloca-se muito bem em termos de espaço interno, mas o porta-malas de 285 litros se alinha à média dos concorrentes. Destaque para o maior teto fixo panorâmico de vidro (0,66 m²), disponível de série a partir da versão intermediária Allure, embora o para-brisa estendido do C3 provoque melhor sensação. Em ambos, aliás, estão ausentes as úteis alças de teto.

Direção de assistência elétrica com regulagem da coluna em distância/altura (de série), ar-condicionado de duas zonas de resfriamento (inédito em compactos nacionais) e apliques cromado e preto piano nas versões mais caras colocam o carro como referência do segmento, embora plásticos menos rígidos fossem desejáveis. Tela de toque multimídia de 7 pol inclui GPS (mapas da América Latina), diversos recursos e operação intuitiva.
Fotos: Peugeot/Divulgação
Um dos pontos altos do carro é a posição de guiar, diferente dos outros. Volante tem diâmetro horizontal de 35 cm (cerca de 10% menos que o convencional) e vertical de 33 cm. Permite, assim, visão do quadro de instrumentos por cima do volante, de forma natural e desvio mínimo do olhar. Se todos adotassem esse arranjo, não seria má ideia, pois a tendência de uso generalizada de direção assistida dispensa volante de maior diâmetro. Regulagem do banco em altura (de série) é fácil e de modo correto, ao contrário de concorrentes como Onix e HB20.

Ideal no dia a dia é o motor mais potente, porém o de 1,5 l também mostra seu valor. Acerto de suspensões muito bom, como a grande maioria dos carros aqui afinados, apesar da altura livre do solo 1 cm acima do versão europeia. Câmbio manual poderia ter cursos de engates mais curtos, enquanto o automático de quatro marchas é caro (R$ 4.000) para o que oferece em termos de suavidade.

Estratégia da Peugeot, a exemplo de outros, é reposicionar os atuais 207 sedã e hatch em torno do R$ 30 mil. Quando o motor de 3 cilindros/1 litro estiver disponível, em menos de um ano, o 208 terá versão mais acessível para brigar por volume. E o SUV compacto 2008 complementará a linha no início do segundo semestre de 2014 para a árdua luta pela quinta colocação no mercado com Hyundai, Renault, Honda e Toyota.

RODA VIVA

FORD prevê ao menos dobrar vendas, a partir de 20 de abril, do novo Fiesta hatch graças ao início da produção em São Bernardo do Campo (SP). Antes importado do México, só tinha versões de topo. É primeiro carro de classe mundial produzido no município que foi berço da indústria automobilística e perdeu investimentos ao longo do tempo por problemas sindicais.

SINCRONIZAR saída de cena do Gol G4 e entrada do inteiramente novo subcompacto Up!, entre o final deste ano e o começo do próximo, toma as atenções da VW que completa 60 anos no Brasil. Posicionamento de preço é segredo bem guardado. Tanto pode posicioná-lo abaixo como acima do atual Gol G5, numa gaveta estratégica que pode incluir realocação do Fox.

COMEÇA a se consolidar a solução híbrida para carros médios e principalmente grandes em vários dos principais mercados mundiais do Hemisfério Norte. No Hemisfério Sul o preço continua um grande empecilho. Primeiro híbrido com motor turbo, VW Jetta acaba de ser lançado com objetivo de fazer frente às boas vendas do Prius, em especial nos EUA.

RÁPIDA avaliação do Jetta híbrido, nos arredores de Genebra (Suíça), impressionou. Apesar de a bateria acrescentar 104 kg ao peso total, quando o motor elétrico entra em ação em paralelo ao de combustão (5-cilindros/2,5 litros) a sensação de colar as costas no banco é quase a de um esportivo. Pormenor: ponteira de escapamento foi escondida para lembrar um elétrico puro.

NOVA regulamentação que estimula produções brasileiras na TV por assinatura abre oportunidades a programas dedicados ao automóvel. No próximo dia 8, canal +Globosat, estreia Oficina Motor em horário nobre, 21 horas. Com 52 min. (uma hora, no ar) é responsabilidade da produtora carioca Midmix.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Maior, mais sofisticado, mais bonito e mais caro: Peugeot 208 é lançado oficialmente no Brasil

O post da semana passada antecipou quase todas as informações sobre o novo Peugeot 208, que teve sua produção iniciada em Porto Real (RJ) no final de janeiro, mas que só agora sendo lançado oficialmente no Brasil. O modelo chega às concessionárias da marca a partir do dia 13 de abril. Como esperado, o carro chega com visual moderno, mais espaço interno e segurança, maior tecnologia embarcada e, infelizmente, preços mais altos se comparado ao 207 BR (206,5 seria melhor).

O novo 208 mede 3,96 m de comprimento, 1,70 m de largura, 1,47 m de altura, 2,54 m de distância entre-eixos e leva 285 litros no porta-malas. Para efeito de comparação, o 207 nacional tem 3,872 m de comprimento, 1,66 m de largura, 1,44 m de altura, 2,45 m de distância entre-eixos e 245 litros e capacidade no porta-malas.
Olhando por fora, o 208 está maior, com design mais bonito e moderno. As linhas são limpas e mostram que Peugeot acertou em cheio no conjunto visual. O interior é interessante e um pouco mais espaçoso. Enquanto o volante tem visual atraente, com comandos de rádio e de outras funções (de série a partir da versão Allure) e com diâmetro menor e empunhadura mais esportiva, o console central exibe linhas curiosas, com um ressalto para as saídas de ar e para a tela multimídia (de série a partir da versão Allure). Eu diria que parece uma "refinada gambiarra" - mas que me agradou.

Versões e preços
Fiquei decepcionado com os valores pedidos pela Peugeot. A versão de entrada, Active, com motor 1.5 e câmbio manual, custa sugeridos R$ 39.990 e já vem equipada com ar-condicionado, direção com assistência elétrica, airbags frontais, freios com ABS com EBD, vidros dianteiros elétricos, computador de bordo, chave tipo canivete e rodas de aço de 15" com calotas.
Também com motor 1.5, a versão intermediária do 208 é a Allure, que parte de R$ 45.990 (infelizmente R$ 1.000 acima do publicado na semana passada) e vem com os itens da Active, além de teto panorâmico, central multimídia (áudio, Bluetooth e navegação por GPS) com tela de 7", retrovisores externos elétricos, luzes de neblina, rodas de liga leve diamantadas de aro 15", detalhes externos cromados, revestimento em couro e comandos no volante.

A versão topo de linha do 208, Griffe, equipada exclusivamente com o motor 1.6 16V, tem preço inicial sugerido R$ 50.690 (R$ 300 a menos do que o publicado na semana passada) e vem equipada com câmbio manual, com os itens da Allure, além de rodas de liga-leve de aro 16", sensores de chuva, de luz e de auxílio a estacionamento, piloto automático, alarme, vidros elétricos dianteiro e traseiros (os da frente têm antiesmagamento) e ar-condicionado digital com duas zonas. Pagando R$ 54.690 (também R$ 300 a menos), o 208 passa a ser equipado com o ultrapassado câmbio automático de quatro marchas com trocas sequenciais em aletas (borboletas) atrás do volante.
Todas as versões têm conteúdos e preços quase idênticos aos ofertados pela Citroën com o novo C3. Os motores são exatamente os mesmos. O 1.5 8V flex desenvolve 89 cv de potência e 13,54 mkgf de torque com gasolina e 93 cv e 14,2 mkgf com etanol. Já o 1.6 16V (o mesmo do 308) não tem tanquinho de partida a frio e gera 115 cv e 15,5 mkgf com o combustível fóssil e 122 cv e 16,4 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar.

O Peugeot 207 continua em produção, mas apenas com motor 1.4 8V flex. No site da marca, fazendo uma consulta hoje, seus preços variam entre R$ 31.590 (1.4 XR 3 portas), R$ 33.590 (1.4 XR 5 portas), R$ 37.090 (1.4 XR S 5 portas) e R$ 44.990 (1.6 XS 5 portas automático) - este último morre em breve com a chegada do 208.
Resumo da obra
Gostei muito do Peugeot 208. Seu visual é mais bonito e agressivo do que o do C3, além do interior ser incomparavelmente melhor do que o ultrapassado 207 nacional. A evolução do motor 1.5 8V em relação ao 1.4 8V também é bem-vinda, assim como o propulsor 1.6. 16V mais eficiente. Ficou faltando só um câmbio automático de seis marchas.

Mas, como nem tudo são flores, fiquei decepcionado com o preço do 208. Ele está até competitivo e quase dentro do esperado, ainda mais se pensarmos nos principais adversários equipamentos com equipamentos semelhantes (logo mais publico um post sobre isso).
Fotos: Peugeot/Divulgação
Mesmo assim, eu ainda tinha esperanças que a Peugeot fosse se tornar mais agressiva no mercado nacional, com carros modernos (208, 308 e 408), bem equipados e vendidos a preços ousados, fazendo a marca do leão se tornar mais popular e como uma "opção inicial", e não mais como "tem também a Peugeot" - ouço muito isso depois das pessoas descartarem as primeiras opções de compra.

Veremos o que o mercado brasileiro dirá sobre o 208.