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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Fiat prepara muitas novidades para o Brasil! SUV, picape média, novo sedã médio...

Na sua coluna de ontem, Fernando Calmon publicou algumas notícias interessantes sobre os futuros lançamentos da Fiat e da Jeep no Brasil. Todos os detalhes têm forte ligação com a nova fábrica da marca italiana em Pernambuco, prevista para entrar em funcionamento em 2014.

Os planos da marca são ambiciosos. A coluna antecipou o cronograma de início de produção dos modelos, com as vendas previstas para se iniciarem três meses depois da respectiva data citada. Em janeiro de 2015, a Fiat terá um SUV compacto (projeto 338) e a tão aguardada picape média (projeto 226) - esta curiosamente baseada na mesma arquitetura de médio-compacto que originou o Viaggio.
Em dezembro de 2015 será a vez da Jeep receber dois modelos: um SUV compacto derivado do Fiat (projeto 520) e outro SUV (projeto 546), baseado na picape média.

Em janeiro de 2016, a Fiat terá um SUV médio-compacto (projeto XSU) sobre mesma base do projeto 546, da Jeep. O sedã médio-compacto Viaggio (projeto 343), sobre a versátil nova arquitetura que já originou o Dodge Dart, terá início de produção em maio de 2016.
Fotos: Fiat/Divulgação
Vale ressaltar que não estão contemplados produtos com marcas Chrysler e Dodge entre os seis modelos previstos. Isso porque a Jeep tem imagem mais forte por aqui.

Se estes modelos forem mesmo lançados, a Fiat terá veículos em praticamente todos os segmentos de automóveis no Brasil, possivelmente se consolidando na liderança do mercado nacional por muitos anos. Espero realmente que estes lançamentos cheguem as ruas pois só o consumidor tem a ganhar com isso.

Em relação ao Viaggio, ele seria um forte representante na categoria de sedãs, ainda mais se tiver um motor compatível com o segmento (2.0); mas sua chegada ao nosso mercado ainda é uma grande incógnita. Se for mesmo vendido no Brasil, provavelmente o nome Viaggio não seria utilizado por questões óbvias.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alta Roda - Discussão mais racional

Maior rigor com a qualidade do ar acaba de ser estabelecido pelo governo do Estado de São Paulo. Objetivo é monitorar, especialmente, a região metropolitana da capital paulista que se aproxima de 20 milhões de habitantes, inclui outros 38 municípios e frota real de 6,5 milhões de veículos (leves, pesados e motocicletas). Trocou-se o “termômetro” da poluição ao aproximar as concentrações máximas daquelas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), conhecida pela severidade de posturas. Maioria dos países deixa de cumprir ou tem sua própria legislação.

Na realidade, a regulamentação ainda está 40% aquém da OMS, porém acima da recomendação do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Aumentará o número de dias por ano em que a região enfrenta níveis de atenção, alerta e emergência (nesse, nunca entrou), com as respectivas providências. Ozônio é o principal poluente, mas seu nível de toxicidade não se compara ao monóxido de carbono, que se mantém abaixo dos limites.

Administração estadual, bem intencionada, falhou ao deixar em aberto o futuro e, principalmente, por ignorar veículos de municípios periféricos. Eles circulam livremente pela capital sem exigência de inspeção. Essa frota, mais envelhecida, exige controle. Basta seguir o novo esquema: primeira inspeção para veículos com três anos de uso, depois a cada dois anos e anual a partir de 10 anos de uso. Esse arranjo, incluindo inspeção de segurança, poderia se estender a todo o País. No Rio de Janeiro, por exemplo, periodicidade e metodologia fogem bastante de padrões de outros países: distorções evidentes do que se poderia chamar de inspeção técnica.

No recente seminário sobre emissões veiculares, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, os palestrantes se empenharam em demonstrar os avanços que ainda podem ser alcançados. “Nosso ar pode ser melhor” foi enfoque deste ano. Apesar de boas intenções, infelizmente não se ouviram vozes suficientes a favor de que a racionalidade deve estar em um dos pratos dessa balança de interesses, que rege a preservação do meio ambiente.

Enquanto se apresentaram propostas objetivas, mais fáceis ou difíceis de programar, soou mal atribuir relevância ao tuning e seus “males” provocados à atmosfera. No caso, o impacto nas emissões totais por motores modificados é desprezível, no contexto geral. Por outro lado, a baixa efetividade da inspeção atual, sem rolos movidos pelas rodas (simula condições reais) não foi criticada, mas é melhor do que nada.

Por outro lado, seria bom adotar, como na Europa, consumo (ligado a emissões) em vez de cilindrada para definir impostos. Bem mais racional.

RODA VIVA

PLANOS ambiciosos da Fiat na nova fábrica de Pernambuco, prevista para final de 2014. A coluna antecipa o cronograma de início de produção (vendas, três meses depois). Janeiro de 2015: SUV compacto (projeto 338) e picape média (projeto 226), esta baseada na mesma arquitetura de médio-compacto que originou o Viaggio. Dezembro de 2015: dois modelos Jeep, um SUV compacto derivado do Fiat (projeto 520) e outro SUV (projeto 546), baseado na picape média.

MAIS Fiat: em janeiro de 2016, SUV médio-compacto (projeto XSU) sobre mesma base do projeto 546, da Jeep. O sedã médio-compacto Viaggio (projeto 343), sobre a versátil nova arquitetura que já originou o Dodge Dart, terá início de produção em maio de 2016. Não se contemplam produtos com marcas Chrysler e Dodge, entre seis modelos previstos. Jeep tem imagem mais forte.

NÚMEROS recordes de produção e vendas de veículos, em abril e no primeiro quadrimestre de 2013, sobre os mesmos períodos de 2012, devem-se em grande parte a uma base comparativa fraca no ano passado. Tanto que a Anfavea manteve sua previsões para o ano inalteradas. Nos 12 meses encerrados em abril, comercializaram-se 3,89 milhões de unidades.

PORSCHE 911 TURBO, em duas versões, estreia em setembro, no Salão de Frankfurt, mas a fábrica liberou informações. Destaques para motor de até 560 cv (Turbo S), aceleração de 0 a 100 km/h em 3, 1 s e um sensacional sistema de direcionamento do eixo traseiro que mudará o modo de conduzir – ou pilotar – o carro. Depois virão versões conversíveis.

TOYOTA acertou a mão na nova geração do RAV4. Totalmente reformulado, estilo refinado com rara precisão, motores de 2 litros/145 cv e 2,4 litros/179 cv, tração 4x2 e 4x4, dois tipos de câmbio automático, interior mais espaçoso, painel ousado e moderno, o SUV médio-compacto mostra dirigibilidade de automóvel. Preços de R$ 96.900 a R$ 119.900. Senão: tampa sobre o estepe (agora interno) gera ruídos.

MICHELIN captou que pneu “verde” (baixa resistência à rodagem) não é único atrativo para os motoristas. Novo Primacy 3 mostra desempenho destacado nas frenagens, em piso seco e molhado, e aderência maior em piso molhado, condição em que a marca francesa tem tradição. Ainda conseguiu 2% de redução no consumo de combustível.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fiat testa Toyota Prius no Brasil

Renato Parizzi
Não é novidade para ninguém que as montadores têm o hábito de comprar carros da concorrência para fazer testes e comparativos internos. Logo, este seria apenas mais um flagrante de um veículo com placa verde de Betim (MG), testado pela Fiat, no Brasil, nas ruas de Belo Horizonte.

Mas o detalhe um pouco diferente é que a marca está passeando pelas ruas da capital mineira com um Toyota Prius, o híbrido mais famoso do mundo. Não sei exatamente quais seriam as intenções da Fiat com estes testes, mas podemos imaginar algumas coisas.
Renato Parizzi
Fiat e Chrysler não têm tanta experiência de mercado com modelos híbridos (realmente lançados). Mas ambas possuem boa bagagem de estudos. Por isso é importante analisar, nos mínimos detalhes, um dos principais híbridos vendidos pelo mundo atualmente, seja rodando com ele no Brasil, na Itália ou nos Estados Unidos.

E a importância aumenta ainda mais se pensarmos que a Fiat e a Chrysler apostam alto no belo sedã Viaggio, o novo Dodge Dart. Este sedã está sendo desenvolvido para fazer o maior sucesso possível em todos os mercados onde for lançado. Ou seja, ele precisa brilhar em vários paises, como China e Estados Unidos. Logo, uma versão híbrida, com a promessa de baixíssimas emissões de poluentes e excelente média de consumo, seria bem-vinda.
Renato Parizzi
Para os brasileiros, resta a esperança do incentivo (do governo e das montadoras) para termos carros com a tecnologia híbrida no país.