quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Volkswagen reconhece o erro no visual parecido de seus carros. FINALMENTE! Mudanças a vista

Finalmente a Volkswagen admitiu algo que venho dizendo há mais de um ano e meio: seus carros têm o design muito parecido!

Parado no trânsito ontem a noite pude refazer o "teste": olhei pelo retrovisor e vi um Fox, que poderia ser um Gol ou um Voyage, ou também poderia ser um SpaceFox ou até mesmo um Jetta. Demorei uns 15 segundos para identificar o veículo. Só o CrossFox e o SpaceCross ficaram de fora da "disputa". E olha que nem considerei o Passat e o Phaeton. Em resumo, a semelhança visual tornou os modelos da Volks monótonos na rua.
Como foi publicado na Quatro Rodas, o chefe de design da VW, Klaus Bischoff, admitiu que a decisão de seguir uma identidade visual única foi um erro. Pelo menos, a marca já se prepara para corrigí-lo, mas a solução deve demorar algum tempo.

A montadora pretende reforçar a personalidade de cada modelo, diferenciando-os pelo design. Com isso, os sedãs deverão seguir uma linha visual, enquanto os SUVs terão outra; os hatches terão linhas próprias; e por aí vai. 

Antes tarde do que nunca, muito bom Volkswagen!
Fotos: Volkswagen/Divulgação

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Vem aí o Duelo entre Ford EcoSport e Renault Duster!

Ford/Divulgação e Renault/Divulgação
Olá pessoal!
Em breve publicarei aqui o esperado Duelo entre o Ford EcoSport e o Renault Duster aqui no De 0 a 100! O material seria publicado na semana passada, mas aguardei a chegada do EcoSport 4WD e do automático para segurar o post por mais alguns dias.

Então, fiquem ligados! E aproveitem para votar na enquete (coluna lateral direita)! Qual dos dois é a melhor compra do Brasil: Ford EcoSport ou Renault Duster?

Importação de carro eleva saldo negativo com México em 130%

Estava na cara que isso iria acontecer, mas eu não imaginava que fosse tanto!

Importação de carro eleva saldo negativo com México em 130%
 O aumento da importação de automóveis e peças fez o déficit comercial do Brasil com o México aumentar 130% de janeiro a outubro em relação ao mesmo período de 2011. O saldo negativo entre as exportações e importações feitas pelo Brasil chegou a US$ 1,78 bilhão. Segundo analistas, a proteção brasileira para diminuir a penetração de produtos mexicanos, como a adoção de cotas de importação a automóveis, não vai ser suficiente para reverter essa dinâmica no comércio bilateral em 2013.
Reprodução Consulado Social
O resultado deste ano é explicado pela forte entrada de carros, ônibus e caminhões "hecho en Mexico". Se entre janeiro e outubro de 2011 as importações do setor haviam somado US$ 1,6 bilhão, neste ano saltaram para US$ 2,5 bilhões, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Não fosse essa alta, o déficit da balança comercial total brasileira com o México cresceria bem menos: 13%.

Também com peso na balança, produtos químicos e máquinas e aparelhos elétricos e mecânicos, contudo, não tiveram aumento substancial em relação a 2011. O Brasil comprou US$ 1,25 bilhão desses três setores neste ano -até outubro, o total de importações com origem no México chegou a US$ 5,1 bilhões, e as exportações para os mexicanos permaneceram estagnadas em US$ 3,3 bilhões.

Em novembro, a cota de US$ 1,45 bilhão para a importação de automóveis com base em acordo de livre comércio entre os dois países foi atingida. Esse teto, estabelecido após negociação entre os dois governos, é válido para o período entre março deste ano e março de 2013. Daqui para frente, os automóveis mexicanos vão ter que pagar 35% de tarifa de importação e mais dez pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para entrar no mercado brasileiro.

Para Luis de la Calle, ex-vice ministro de Negociações Comerciais Internacionais do México, a adoção de cotas atrapalha as exportações brasileiras. Como a produção nacional é direcionada ao abastecimento de um mercado interno protegido, sobra pouco fôlego para as empresas voltarem as atenções ao exterior. "As restrições fecham o mercado, o que acaba incentivando as montadoras a fazer planos para atender apenas o consumo doméstico", diz.
Por outro lado, a indústria automobilística nacional não conseguiu neste ano aumentar sua presença no México. As exportações de veículos e peças brasileiros em direção ao mercado mexicano encolheram US$ 100 milhões em relação aos dez primeiro meses do ano passado e ficaram ainda mais distantes do resultado total de 2011 -US$ 880 milhões.

Se não vendeu mais veículos, o Brasil também não teve bom desempenho no principal setor de sua pauta de exportação: a venda de máquinas e aparelhos mecânicos ficou estagnada, em US$ 878 milhões. O único salto aconteceu na venda de aviões, que pulou de US$ 100 milhões para US$ 271 milhões.

De acordo com Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, diferenças estruturais entre as duas economias explicam o resultado deste ano, que mostra mais produtos mexicanos atrativos ao mercado brasileiro do que o contrário. "Não há solução de curto prazo para essa assimetria. Independentemente dos acordos automotivos, o grande fator é a competitividade de preços. O Brasil não consegue se inserir no mercado mexicano por múltiplos fatores, que vão desde o preço da energia ao custo de produção de um produto", afirmou.

A diferença entre os parques produtores citados por Barral explica a inversão do comércio de veículos e partes nos últimos anos. Em 2007, quando o Brasil registrou superávit total de US$ 2,3 bilhões com o México, as importações do setor automotivo foram de US$ 600 milhões. Com exceção de 2009, que ficou no mesmo patamar do ano anterior, as compras não pararam de crescer desde então. Já as exportações brasileiras de veículos percorreram caminho oposto e encolheram quase pela metade. Há cinco anos elas foram de US$ 1,6 bilhão.

Fabio Silveira, economista da RC Consultores, acredita que o déficit com os mexicanos vai aumentar em 2013. Segundo ele, dois fatores podem impedir que a relação comercial mude de tendência no curto prazo: a perspectiva de estagnação das exportações brasileiras e o aumento do consumo doméstico, que deve fomentar as compras externas.

"Temos dificuldade para exportar bens mais industrializados em função de problemas estruturais e da falta de competitividade da cadeia produtiva, que não será compensada pela desvalorização cambial. E o mercado mexicano também não vai comprar mais do Brasil. Por outro lado, a demanda interna está crescendo e é o que vai puxar a recuperação da economia do ano que vem", afirma.

De la Calle também não acredita em reversão de tendência. Para ele, o México vai esgotar rapidamente a cota do ano que vem e seguirá com superávit, pois a economia brasileira não vai ter fôlego para exportar. "Isso tudo também é irônico. O Brasil caminha para se tornar uma das maiores economias do mundo e, para isso acontecer, terá que permitir a abertura do mercado para conseguir exportar mais", afirma.

Texto: Rodrigo Pedroso
Fonte: Valor Econômico
Reprodução: UDOP

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Venda de veículos recua 3% em novembro

Era muito difícil que o mercado brasileiro conseguisse manter as vendas recentes superaquecidas. Logo, a queda em novembro era esperada. Ainda assim, o balanço do ano mostra um crescimento de quase 5% em relação ao primeiros 11 meses do ano passado, provando que as medidas adotadas, especialmente a redução do IPI, foram suficientes para manter as vendas de veículos no Brasil em alta.

Venda de veículos recua 3% em novembro
Balanço divulgado hoje pela Fenabrave - entidade que abriga as concessionárias de carros - mostra que as vendas de veículos novos no país caíram 3% em novembro, quando comparadas a igual período do ano passado. Em relação a outubro, a queda foi de 8,7%.

No total, foram emplacados 311,8 mil veículos no país durante o mês passado, entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume eleva as vendas no acumulado do ano para 3,44 milhões de unidades, um crescimento de 4,8% na comparação com o desempenho dos onze primeiros meses de 2011.

Considerando apenas as vendas de carros de passeio e utilitários leves, as vendas somaram 297 mil unidades em novembro, o que corresponde a uma queda de 2,7% na comparação anual e de 9,1% em relação a outubro.

A Fiat liderou o mercado no mês passado, com participação de 24%. Na sequência aparecem Volkswagen (20,8%), General Motors (17,7%) e Ford (8,1%).

Caminhões
As vendas de caminhões somaram 12,56 mil unidades no mês passado, praticamente no mesmo nível de outubro, quando 12,54 mil caminhões foram emplacados.

Novembro, contudo, teve dois dias úteis de venda a menos. Quando se compara com o mesmo mês de 2011, as vendas de caminhões mostram queda de 6,4% em novembro.

Nos onze primeiros meses do ano, as vendas de caminhões continuam no terreno negativo, com queda de 20,3% e 125,2 mil unidades emplacadas.

A marca Volkswagen, controlada pela MAN, respondeu por 28% das vendas em novembro, à frente da Mercedes-Benz, que teve 23,9%.

O levantamento da Fenabrave mostra também que 2,19 mil ônibus foram vendidos em novembro, também praticamente no mesmo nível de outubro (2,2 mil unidades). Em relação ao desempenho de um ano antes, as vendas de ônibus caíram 26% no mês passado.

Texto: Eduardo Laguna
Fonte: Valor

domingo, 2 de dezembro de 2012

Alta Roda - Economia em conta-gotas

Os carros brasileiros terão que cumprir normas obrigatórias de controle de emissão de gás carbônico (CO2). Na realidade, deverão ficar mais econômicos, pois a diminuição de consumo de combustível é a única forma de reduzir o volume daquele gás em motores de combustão interna. Não se discutirão nesse artigo nuances políticas da questão – e são muitas. O foco está nas alternativas para atingir metas de economia.

Deve-se, antes, demonstrar a enorme evolução técnica dos automóveis, nos últimos 35 anos, em termos de desempenho e economia. O consultor inglês Roger Bishop, especialista em tecnologia automobilística, estabeleceu comparação não entre versões de entrada do VW Golf (carro mais vendido no mundo, somando-se o sedã Jetta dele derivado), mas dos atléticos GTI.

O primeiro surgiu, em 1975, com motor aspirado de 1,6 l/110 cv, injeção eletrônica indireta, peso de 810 kg, velocidade máxima de 177 km/h. Consumo médio de gasolina: 9,5 km/l. A sexta geração do GTI tem motor com turbocompressor de 2 l/211 cv (mais 92%), injeção direta, peso de 1.393 kg (mais 72%), velocidade máxima de 240 km/l. O consumo médio deste Golf, no entanto, melhorou nada menos de 30%: 13,7 km/l.

Apesar do grande salto, há muita novidade a caminho no campo dos motores. Compressores elétricos, velas de ignição a laser ou de plasma e até eliminação de velas, caso se chegue ao chamado diesotto em que motores a gasolina (preferencialmente) poderão trabalhar com ignição por compressão, como se fossem a diesel, pelo menos em parte do ciclo operacional. A propulsão híbrida, que combina motores elétricos e a combustão, também terá forte expansão.

No entanto, há muito por fazer para tornar um veículo mais econômico, além de trabalhar apenas no motor. As pesquisas apontam várias partes e componentes de um automóvel a serem modificados, visando economia direta ou indireta de combustível. Um simples sensor de pressão de pneus, por exemplo, tem potencial de cortar o consumo em 2%, se o motorista corrigir logo a desatenção ao item.

O estudo de Bishop apontou outras intervenções com percentuais de redução do consumo de combustível e do CO2 associado diretamente:
  • Assistência elétrica: 7%
  • Câmbio automatizado de dupla embreagem: 5%
  • Regeneração de energia dos freios: 3%
  • Diminuição de peso: 10%
  • Pneus de baixa resistência ao rolamento: 3%
  • Direção de assistência elétrica: 4%
  • Melhora aerodinâmica: 3%
  • Redução de arrasto nos freios: 2%
O problema está nos custos agregados às novas tecnologias. Teriam de ser repassados ao comprador do veículo, pelo menos em parte. Não é decisão fácil porque afeta o crescimento do mercado, tanto em países ainda com enorme potencial, como outros onde a frota precisa de renovação e, por ser tão grande, levará a ganhos ambientais expressivos. Para complicar, governos endividados nos países centrais contam com poucos recursos para estímulos fiscais.

E para ninguém pensar que um Golf GTI só melhorou, sem apresentar a conta, aqui vão referências. No caso, a Suíça, país de moeda estável e baixíssima inflação. Em 1975, custava cerca de 16.000 francos suíços; hoje, 42.000 francos suíços. Descontada a inflação do período, o carro teve um aumento real de quase 60%. E continuará subindo de preço.