Alexandro Martello - G1 (Brasília)
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (21) um pacote de medidas para estimular o crédito no país. Entre elas, está a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para compra de carros, além da diminuição do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) para todas as operações de crédito de pessoas físicas de 2,5% para 1,5% ao ano. A redução do IPI vale até 31 de agosto. Segundo a Fazenda, as medidas valem a partir desta terça-feira (22).
O objetivo é estimular a atividade econômica. "Estamos diante do agravamento da crise financeira internacional. E isto está trazendo problemas para os emergentes como um todo. Exige esforços redobrados para manter a taxa de crescimento em um patamar razoável (...) O governo tem de tomar medidas de estímulo para combater as consequências dos problemas trazidos pela crise financeira internacional", explicou Mantega a jornalistas. Segundo ele, a renúncia fiscal das desonerações anunciadas hoje (valor que o governo deixará de arrecadar) é de R$ 2,1 bilhões em três meses.
De acordo com o Banco Central, o nível de atividade econômica do país registrou queda pelo terceiro mês seguido, de 0,35%, em março deste ano, na comparação com o mês anterior. Com isso, o Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br, que é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB pela autoridade monetária, fechou o primeiro trimestre de 2012 com alta de 0,15% ante o trimestre anterior. Isso mostra desaceleração frente ao crescimento de 0,19% do terceiro para o quarto trimestre do ano passado.
IPI de automóveis
Para a aquisição de automóveis, o governo informou que as empresas que estão instaladas no Brasil terão seu IPI para carros de até mil cilindradas (1.0) será reduzido de 7% para zero até o fim de agosto deste ano. Para carros importados de fora do Mercosul e México, a alíquota cairá de 37% para 30%, informou o ministro.
Para veículos de mil cilindradas (1.0) a duas mil cilindradas (2.0), a alíquota para carros a álcool e "flex" (álcool e gasolina), para empresas instaladas no Brasil, será reduzida de 11% para 5,5%. Para os carros importados, a alíquota será reduzida de 41% para 35,5%. Já para carros a gasolina de mil a duas mil cilindradas, o IPI cairá de 13% para 6,5% para carros produzidos no Brasil e de 43% para 36,5% para veículos de fora do Mercosul e México. No caso dos utilitários, a alíquota será reduzida de 4% para 1% (empresas instaladas no país) e, para carros importados, cairá de 34% para 31%.
Além disso, Mantega informou que o setor privado se comprometeu a dar descontos sobre as tabelas em vigor. Segundo ele, os desconto será de 2,5% para carros de até mil cilindradas, de 1,5% para automóveis de mil a duas mil cilindradas e de 1% para utilitários e comerciais. O objetivo de todas estas medidas é de reduzir, segundo Mantega, o custo dos carros em aproximadamente 10% nas revendedoras.
"Para o setor automotivo, estamos implementando as medidas financeiras. Os bancos privados e públicos se comprometeram em aumentar o volume de crédito; aumentar o número de parcelas. O financiamento terá mais parcelas, e também se comprometeram em reduzir a entrada para aquisição do bem, além de realizar redução do custo financeiro, ou dos juros do empréstimo", afirmou Mantega.
Alta da inadimplência
Dados do BC mostram que, em março, a inadimplência para compra de veículos, que registra atrasos superiores a 90 dias, atingiu a marca de 5,7%, o maior valor de toda a série histórica, que começa em junho de 2000. Em fevereiro deste ano, a inadimplência destas operações estava em 5,5%. Com isso, os bancos puxaram o freio na concessão de novos financiamentos neste ano.
"As medidas anunciadas, sem dúvida, atendem à demanda do setor. A indústria está com estoques muito altos", afirmou o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, após o anúncio.
Liberação de compulsórios para carros
Além de baixar o IPI para compra de veículos, e de reduzir do IOF sobre todas as operações de crédito para pessoas físicas, o governo também anunciou a liberação de parte dos depósitos compulsórios (recursos ficam retidos no BC para controlar a inflação) para estimular o crédito para a aquisição de veículos.
"O BC vai liberar compulsório para viabilizar um volume maior de crédito nessas atividades e para reduzir o custo do crédito. Vai reduzir o compulsório para esta carteira de financiamento, para aumentar o volume do crédito e baixar o custo", declarou Mantega.
Mais tarde, ainda nesta segunda, o Banco Central informou que foi aprovada uma circular que altera a regra dos depósitos compulsórios (que ficam retidos no BC para controlar a inflação) sobre recursos a prazo, permitindo que as instituições financeiras utilizem aproximadamente R$ 18 bilhões a mais para a realização de novas operações de crédito para financiamento de automóveis e de veículos comerciais leves. Esse montante representa, ainda de acordo com a autoridade monetária, cerca de 10% do total de crédito concedido ao segmento.
Linhas de crédito para investimentos
Para novos investimentos das empresas, o ministro Mantega informou que as linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão menores. O financiamento para pré-embarque de exportações, por exemplo, passará de 9% para 8% ao ano. Para compras de ônibus e caminhões, está sendo reduzida de 7,7% para 5,5% e, para compra de máquinas e equipamentos para produção, os juros estão caindo de 7,3% para 5,5% ao ano. No caso do Proengenharia, a taxa passou de 6,5% para 5,5% ao ano.
Texto: G1
Imagens: Autoesporte
segunda-feira, 21 de maio de 2012
BMW Série 6 Gran Coupe - Esportividade sob medida
Palermo, Itália - A ideia de construir um cupê de quatro portas nasceu com o Mercedes-Benz CLS, em 2004. O modelo com perfil típico e linhas instigantes não chegou a explodir em preferências, mas ajudou o Classe E, do qual se deriva e se soma nas estatísticas de vendas. O segundo automóvel nessa configuração foi o Porsche Panamera, em 2009. No mesmo ano foi lançado o Audi A5 Sportback, que não se encaixa exatamente no conceito de cupê de quatro portas. O A7, de 2010, aproxima-se mais.
Agora, a BMW lança o Série 6 Gran Coupe, de estilo harmonioso e inédito na sua gama, para explorar um nicho do qual não podia ficar de fora, como líder mundial entre as marcas premium.
O carro mede exatos 5 metros de comprimento e apenas 1,39 metro de altura. Seu capô longo, curvatura do teto à moda Hofmeister e janelas laterais traseiras que avançam sobre a coluna C formam um conjunto agradável e sem exageros. Antena traseira semelhante à barbatana de tubarão é coisa do passado nos novos BMW, deixando o teto totalmente limpo. Bem interessante é a carreira de LEDs que formam a terceira luz de freio, de extremidade a outra no alto do vigia traseiro, ótima solução de forma e função.
Distância entre-eixos de 2,97 metros (11,3 cm mais que no cupê Série 6) explica o espaço interno bastante generoso para quatro passageiros, inclusive para pernas no banco traseiro. A fábrica o classifica como 4+1 lugares porque o descansa-braço do banco de trás pode ser rebatido para um quinto passageiro. Nesse caso, entretanto, só alguém de estatura baixa e por trajetos curtos se submeteria ao desconforto do túnel alto no assoalho.
Equipamentos a bordo formam uma vasta lista, desde regulagens elétricas dos bancos e da coluna de direção com memórias, ao ar-condicionado de duas zonas de temperatura, passando pelo sistema de som Bang & Olufsen (opcional). Outros mimos: projeção colorida de informações no para-brisa, assistência para estacionar, câmeras de visão externa total, controlador de velocidade de cruzeiro com função para-e-anda, assistente de controle de farol alto e sistema de visão noturna que identifica pedestres a distância, entre outros.
O Série 6 Gran Coupe oferece dois motores a gasolina e um a diesel. No 640i, seis-em-linha biturbo de 3 litros/320 cv, de 5.800 a 6.000 rpm e 45,9 kgfm, de 1.300 a 4.500 rpm. No 650i surge, no último trimestre desse ano, o V-8 biturbo de nova geração, 4,4 litros/450 cv a 5.500 rpm e nada menos de 66,5 kgfm entre 2.000 e 4.500 rpm. O 640d também é seis-em-linha, de 3 litros/313 cv a 4.400 rpm e torque enorme de 64,2 kgfm entre 1.500 e 2.500 rpm. Caixa de câmbio automática tem oito marchas, do tipo epicicloidal e conversor de torque com bloqueios. Será oferecido, ainda, sistema de tração 4x4, no 650i xDrive.
Outras características incluem modo econômico Eco Pro e sistemas desliga-liga o motor quando em marcha lenta e de recuperação da energia de frenagem a fim de conter o consumo de combustível. Construção em alumínio de portas, capô, além de tampa do porta-malas em compósitos de fibra de vidro, ajudam a manter a massa total em 1.750 kg (1.790 kg, diesel) e também a economizar combustível.
Ao volante
O circuito nos arredores de Palermo, capital da ilha da Sicília, extremo sul da Itália, foi escolhido para avaliar o Gran Cupê em várias situações de uso.
Apesar do teto baixo, acesso ao interior é bom, inclusive ao banco traseiro. Couro claro de alta qualidade, materiais agradáveis ao tato e perfeição do acabamento são típicos da marca. As opções de ajuste do banco e volante se transformam em convite para a motorista desfrutar ao máximo a sua experiência de guiar, em razão do posicionamento perfeito.
Direção com assistência elétrica é precisa e rápida para um carro desse porte. Suspensões permitem guiar rápido e sem sustos, possibilitando selecionar entre modos de conforto e esporte. Se a escolha for pelo segundo, terá real comprometimento do conforto em troca de condução veloz e segura, ainda melhor com alavanca do câmbio também na opção esporte e uso das paletas de troca de marcha atrás do volante.
O desempenho das versões é bem próximo, apesar da enorme diferença de torque do diesel, concentrada em uma faixa de rotação relativamente estreita. De acordo com o fabricante, ambos os motores aceleram de 0 a 100 km/h em 5,4 s. Já de 0 a 1.000 metros, o motor a gasolina leva 25 s, mais lento apenas 0,3 s que o a diesel. A sonoridade dos dois motores empolga. Mas, apesar do baixo nível de vibração da versão a diesel, há uma pequena diferença de aspereza sentida no volante, em favor da gasolina, quando se acelera de verdade.
A BMW começará as vendas na Alemanha, ainda este mês, a partir de 81.000 euros/R$ 206.000 (gasolina). No restante da Europa e EUA, em junho. A previsão de chegada do 640i Gran Coupe ao Brasil é para o primeiro trimestre de 2013 com preço na faixa dos R$ 600.000.
Agora, a BMW lança o Série 6 Gran Coupe, de estilo harmonioso e inédito na sua gama, para explorar um nicho do qual não podia ficar de fora, como líder mundial entre as marcas premium.
O carro mede exatos 5 metros de comprimento e apenas 1,39 metro de altura. Seu capô longo, curvatura do teto à moda Hofmeister e janelas laterais traseiras que avançam sobre a coluna C formam um conjunto agradável e sem exageros. Antena traseira semelhante à barbatana de tubarão é coisa do passado nos novos BMW, deixando o teto totalmente limpo. Bem interessante é a carreira de LEDs que formam a terceira luz de freio, de extremidade a outra no alto do vigia traseiro, ótima solução de forma e função.
Distância entre-eixos de 2,97 metros (11,3 cm mais que no cupê Série 6) explica o espaço interno bastante generoso para quatro passageiros, inclusive para pernas no banco traseiro. A fábrica o classifica como 4+1 lugares porque o descansa-braço do banco de trás pode ser rebatido para um quinto passageiro. Nesse caso, entretanto, só alguém de estatura baixa e por trajetos curtos se submeteria ao desconforto do túnel alto no assoalho.
Equipamentos a bordo formam uma vasta lista, desde regulagens elétricas dos bancos e da coluna de direção com memórias, ao ar-condicionado de duas zonas de temperatura, passando pelo sistema de som Bang & Olufsen (opcional). Outros mimos: projeção colorida de informações no para-brisa, assistência para estacionar, câmeras de visão externa total, controlador de velocidade de cruzeiro com função para-e-anda, assistente de controle de farol alto e sistema de visão noturna que identifica pedestres a distância, entre outros.
O Série 6 Gran Coupe oferece dois motores a gasolina e um a diesel. No 640i, seis-em-linha biturbo de 3 litros/320 cv, de 5.800 a 6.000 rpm e 45,9 kgfm, de 1.300 a 4.500 rpm. No 650i surge, no último trimestre desse ano, o V-8 biturbo de nova geração, 4,4 litros/450 cv a 5.500 rpm e nada menos de 66,5 kgfm entre 2.000 e 4.500 rpm. O 640d também é seis-em-linha, de 3 litros/313 cv a 4.400 rpm e torque enorme de 64,2 kgfm entre 1.500 e 2.500 rpm. Caixa de câmbio automática tem oito marchas, do tipo epicicloidal e conversor de torque com bloqueios. Será oferecido, ainda, sistema de tração 4x4, no 650i xDrive.
Outras características incluem modo econômico Eco Pro e sistemas desliga-liga o motor quando em marcha lenta e de recuperação da energia de frenagem a fim de conter o consumo de combustível. Construção em alumínio de portas, capô, além de tampa do porta-malas em compósitos de fibra de vidro, ajudam a manter a massa total em 1.750 kg (1.790 kg, diesel) e também a economizar combustível.
Ao volante
O circuito nos arredores de Palermo, capital da ilha da Sicília, extremo sul da Itália, foi escolhido para avaliar o Gran Cupê em várias situações de uso.
Apesar do teto baixo, acesso ao interior é bom, inclusive ao banco traseiro. Couro claro de alta qualidade, materiais agradáveis ao tato e perfeição do acabamento são típicos da marca. As opções de ajuste do banco e volante se transformam em convite para a motorista desfrutar ao máximo a sua experiência de guiar, em razão do posicionamento perfeito.
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| Fotos: BMW/Divulgação |
O desempenho das versões é bem próximo, apesar da enorme diferença de torque do diesel, concentrada em uma faixa de rotação relativamente estreita. De acordo com o fabricante, ambos os motores aceleram de 0 a 100 km/h em 5,4 s. Já de 0 a 1.000 metros, o motor a gasolina leva 25 s, mais lento apenas 0,3 s que o a diesel. A sonoridade dos dois motores empolga. Mas, apesar do baixo nível de vibração da versão a diesel, há uma pequena diferença de aspereza sentida no volante, em favor da gasolina, quando se acelera de verdade.
A BMW começará as vendas na Alemanha, ainda este mês, a partir de 81.000 euros/R$ 206.000 (gasolina). No restante da Europa e EUA, em junho. A previsão de chegada do 640i Gran Coupe ao Brasil é para o primeiro trimestre de 2013 com preço na faixa dos R$ 600.000.
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
Duelo 5: Nissan Versa X Fiat Grand Siena
O Nissan Versa tem uma das melhores relações custo/benefício do segmento no Brasil. Mesmo que ele ainda não consiga demonstrar o seu potencial nas vendas, ele vem criando uma grande dor de cabeça para os interessados em comprar um sedã compacto premium, tanto é que ele já venceu os duelos contra o Nissan Tiida Sedan (não é compacto), o Chevrolet Cobalt e os Renault Logan e Symbol aqui no De 0 a 100. Mas como será que o Versa vai se sair contra o seu maior adversário no segmento, o Fiat Grand Siena?
Nissan Versa X Nissan Tiida Sedan
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan
Nissan Versa X Renault Symbol
Já antecipo um ponto semelhante entre Versa e Grand Siena: o prazo de entrega. Ambos continuam "sofrendo" com a alta procura, obrigando o consumidor a aguardar entre 1 e 2 meses (já foi pior para o Nissan), mesmo com as notícias de estoques cheios das montadoras (leia mais aqui, aqui e aqui). O Fiat Palio Sporting também está com longa fila de espera.
Preços e equipamentos
O Nissan Versa 1.6 S tem preço sugerido de R$ 35.990 e já vem equipado com airbag duplo, trava elétrica, sistema Keyless com abertura do porta-malas, alarme, direção elétrica progressiva, ajuste de altura do banco do motorista e do volante, computador de bordo, para-choques na cor do veículo (maçanetas externas e capa dos retrovisores pretos), console central inteiriço, tampa de combustível com abertura interna, preparação para som com antena e dois alto-falantes e rodas de aço de aro 15" (pneus 185/65 R15). Pagando mais R$ 2.600, o cliente leva ar-condicionado (R$ 38.590).
A Fiat equipa a versão de entrada do Grand Siena, Attractive 1.4, com airbag duplo, sistema ABS de freios, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, faróis de neblina, banco traseiro rebatível com 2 posições para o encosto, chave canivete com telecomando para abertura das portas, vidros e porta-malas; computador de bordo, follow me home; comando interno de abertura da tampa do tanque de combustível; rodas de aço estampado 5.5 x 14" (pneus 185/65 R14 - baixa resistência a rolagem); travas elétricas + trava automática das portas a 20 km/h; para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo, três apoios de cabeça traseiros, porta-luvas iluminado e volante com regulagem de altura. O preço sugerido é de R$ 38.410 - R$ 2.420 mais caro que o Versa, mas o Grand Siena vem mais equipado. Pagando R$ 2.979, o sedã italiano passa a ser equipado com ar-condicionado (R$ 41.689).
Mas, ao invés de pagar quase R$ 42.000 no Grand Siena 1.4, penso que vale investir um pouco mais e pegar o Grand Siena Essence 1.6 16V, que tem preço sugerido de R$ 43.470 e vem equipado com os itens do Attractive além de ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, rodas de liga leve 6.0 x 16" (pneus 195/55 R16 - baixa resistência a rolagem), indicador de temperatura externa, frisos laterais cromados e luzes de leitura dianteiras (com spot) - mas estranhamente, itens como os vidros traseiros elétricos (R$ 470) e predisposição para rádio (R$ 303) continuam opcionais. Por R$ 45.990, o Grand Siena Essence passa a ser equipado com câmbio manual automatizado Dualogic e piloto automático.
No Versa, a versão intermediária SV custa R$ 40.390 e tem os itens da S além de ar-condicionado, vidros com acionamento elétrico nas quatro portas, retrovisor com acionamento elétrico na cor do veículo, rádio CD Player 2DIN com RDS, MP3, iPod e entrada auxiliar; maçanetas externas cromadas (gosto duvidoso), banco traseiro bipartido (60/40), três cintos de segurança traseiro de três pontos (todas as versões deveriam ter), sistema fixação de cadeiras de criança ISOFIX, abertura interna do porta-malas e iluminação do porta-malas.
Por R$ 43.390, o Versa 1.6 SL (o preferido dos consumidores) tem todos os equipamentos da versão SV acrescidos de freios ABS com distribuição eletrônica da frenagem (EBD) e assistência à frenagem (BA), roda de liga leve de aro 15 com pneus 185/65 R15, maçanetas internas cromadas, painel “Fine Vision” e farois de neblina.
Nas versões básicas (Attractive e S), o Grand Siena é mais caro e mais equipado, tendo como principal diferencial o ABS; mas o Versa compensa com a força (1.6 x 1.4). Comparando os acabamentos topo de linha, Essence e SL, o Nissan é mais barato. Mas o sedã da Fiat tem uma lista de itens de série mais extensa, além de equipamentos exclusivos, como o câmbio Dualogic, piloto automático, side bags dianteiros e comandos de rádio no volante. Mas fica em dívida com o consumidor por não oferecer o sistema de som de série - item disponível de fábrica desde o Versa intermediário.
O maior defeito do Grand Siena é oferecer apenas um ano de garantia, enquanto o Versa (e quase todos os outros concorrentes - Cobalt, Logan e Symbol) oference três anos. A Fiat contra-ataca com com uma rede de quase 600 concessionárias espalhadas pelo Brasil, enquanto a Nissan beira 150. A facilidade de reposição de peças também pesa a favor da marca italiana.
No quesito "Preços e Equipamentos", decreto empate.
Fiat Grand Siena Attractive 1.4 - R$ 38.410
Fiat Grand Siena Attractive 1.4 + ar-condicionado - R$ 41.689
Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V - R$ 43.470
Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V Dualogic - R$ 45.990
X
Nissan Versa S - R$ 35.990
Nissan Versa S + ar-condicionado - R$ 38.590
Nissan Versa SV - R$ 40.390
Nissan Versa SL - R$ 43.390
Resultado: Fiat Grand Siena 1 x 1 Nissan Versa
Desempenho
Comparando o Versa 1.6 com o Grand Siena 1.4, vitória com folga do Versa, que anda mais e bebe menos. Mas, ao colocarmos o motor 1.6 16V E.TorQ a favor do Fiat, a situação fica bem mais equilibrada.
Por mais que o sedã da Nissan seja mais leve, o Grand Siena 1.6 contra-ataca entregando mais potência (4 cv e 6 cv) com rotação mais baixa (100 rpm) e torque visivalmente superior (1,1 mkgf e 1,7 mkgf), mas com regime de giro 500 rpm mais alto.
Na prática, o Versa anda ligeiramente mais que o Grand Siena 1.6, com o Fiat superando o Nissan nas frenagens. O consumo com etanol é praticamente igual na cidade e melhor para o Versa na estrada. Mas, como o sedã japonês mexicano tem um tanque com capacidade pífia, o italiano tem melhor autonomia. Mais um empate.
Nissan Versa 1.6 16V
Potência: 111 cv (g/e) a 5.600 rpm
Torque: 15,1 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Comprimento: 4,455 m
Largura: 1,695 m
Altura: 1,505 m
Entre-eixos: 2,600 m
Porta-malas: 460 litros
Tanque: 41 litros
Peso: 1.052 kg (S), 1.068 kg (SV) e 1.069 kg (SL)
Consumo (etanol): 8 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 624)
Fiat Grand Siena
Potência 1.4: 85/88 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.4: 12,4/12,5 mkgf (g/e) a 3.500 rpm
Potência 1.6 16V: 115/117 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 16,2/16,8 mkgf (g/e) a 4.500 rpm
Comprimento: 4,290 m
Largura: 1,700 m
Altura: 1,507 m
Entre-eixos: 2,511 m
Porta-malas: 520 litros
Tanque: 48 litros
Peso 1.4: 1.094 kg;
Peso 1.6 16V: 1.141 kg (Essence); 1.148 kg (Essence Dualogic)
Consumo 1.4 (etanol): 7,6 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 630)
Consumo 1.6 (etanol): 7,8 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 629)
Resultado: Fiat Grand Siena 2 x 2 Nissan Versa
Espaço, acabamento e conforto
Começando pelo acabamento, ligeira vantagem para o Siena. O Versa tem acabamento simples, mas bem feito, com peças bem encaixadas, mas o Fiat passa a sensação de melhor qualidade. No quesito espaço, por mais que o Versa seja um veículo maior (4,455 m x 4,29 m), o Grand Siena leva 60 litros a mais de bagagem no porta-malas (520 l x 460 l), o que pode fazer a diferença numa viagem.
Mas o Versa leva pequena vantagem no espaço interno, especialmente para as pernas, graças ao seu entre-eixos mais longo (2,60 m x 2,511 m). O Grand Siena é mais largo para quem vai atrás, o que facilita na hora de levar três pessoas no banco traseiro.
Em termos de conforto, gostei um pouco mais do acerto de suspensão do Versa, embora não tenha achado a do Grand Siena ruim. Por outro lado, a posição de dirigir do Fiat é mais gostosa. Os dois ficam devendo com a falta em ajuste de profundidade do volante.
A possibilidade de equipar o Grand Siena com comandos de rádio no volante (disponíveis para o Versa fora do Brasil) e com câmbio Dualogic (com a opção de Paddle Shift atrás do volante) tornam o sedã italiano ainda mais confortável - embora a transmissão automatizada ainda precise evoluir. Mais um quesito que termina com empate.
Resultado: Fiat Grand Siena 3 x 3 Nissan Versa
Visual
Este é um aspecto subjetivo, por isso não vale nota. Mas afirmo sem dúvidas: o Grand Siena é muito mais bonito e resolvido que o Nissan Versa. A Fiat realmente caprichou nas duas últimas carrocerias do Siena (atual e anterior), especialmente na traseira, inspirada em modelos da Alfa Romeo. Em relação ao Nissan, repito o que já disse antes: com seu jeito desengonçado, o Versão não é feio, mas também não é um primor de design.
Resumo da obra
O Nissan Versa não venceu, mas também nao perdeu, se mantendo invicto aqui nos Duelos do De 0 a 100 - bantendo anteriormente Nissan Tiida Sedan, Chevrolvet Cobalt e os Renault Logan e Symbol. O Grand Siena se mostrou um grande adversário, com qualidades para se tornar o mais popular do segmento.
A escolha entre os dois acaba mesmo sendo por gosto pessoal, pois os tem vantagens e desvantagens específicas. O Versa anda mais, bebe menos, é mais barato e tem três anos de garantia, enquanto o Grand Siena tem porta-malas maior, melhor autonomia, amplo apoio da rede de concessionárias, melhor posição de dirigir, maior segurança e maior possibilidade de equipamentos de conforto e segurança do que o adversário.
E como a decisão é algo bastante pessoal, entre os dois, na minha garagem eu teria um Fiat Grand Siena 1.6 16V.
Pelo visto, depois de uma equilibradíssima disputa, um pouco mais da metade das pessoas concorda comigo, mostrando que os dois carros são boas opções:
Qual desses dois sedãs vale mais a pena no Brasil?
Fiat Grand Siena - 65 votos (52,8%)
Nissan Versa - 58 votos (47,1%)
Total: 123 votos
A enquete ficou no ar no De 0 a 100 por exatos 5 dias.
Nissan Versa X Nissan Tiida Sedan
Nissan Versa X Chevrolet Cobalt
Nissan Versa X Renault Logan
Nissan Versa X Renault Symbol
Já antecipo um ponto semelhante entre Versa e Grand Siena: o prazo de entrega. Ambos continuam "sofrendo" com a alta procura, obrigando o consumidor a aguardar entre 1 e 2 meses (já foi pior para o Nissan), mesmo com as notícias de estoques cheios das montadoras (leia mais aqui, aqui e aqui). O Fiat Palio Sporting também está com longa fila de espera.
Preços e equipamentos
O Nissan Versa 1.6 S tem preço sugerido de R$ 35.990 e já vem equipado com airbag duplo, trava elétrica, sistema Keyless com abertura do porta-malas, alarme, direção elétrica progressiva, ajuste de altura do banco do motorista e do volante, computador de bordo, para-choques na cor do veículo (maçanetas externas e capa dos retrovisores pretos), console central inteiriço, tampa de combustível com abertura interna, preparação para som com antena e dois alto-falantes e rodas de aço de aro 15" (pneus 185/65 R15). Pagando mais R$ 2.600, o cliente leva ar-condicionado (R$ 38.590).
A Fiat equipa a versão de entrada do Grand Siena, Attractive 1.4, com airbag duplo, sistema ABS de freios, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, faróis de neblina, banco traseiro rebatível com 2 posições para o encosto, chave canivete com telecomando para abertura das portas, vidros e porta-malas; computador de bordo, follow me home; comando interno de abertura da tampa do tanque de combustível; rodas de aço estampado 5.5 x 14" (pneus 185/65 R14 - baixa resistência a rolagem); travas elétricas + trava automática das portas a 20 km/h; para-choques, maçanetas externas e retrovisores na cor do veículo, três apoios de cabeça traseiros, porta-luvas iluminado e volante com regulagem de altura. O preço sugerido é de R$ 38.410 - R$ 2.420 mais caro que o Versa, mas o Grand Siena vem mais equipado. Pagando R$ 2.979, o sedã italiano passa a ser equipado com ar-condicionado (R$ 41.689).
Mas, ao invés de pagar quase R$ 42.000 no Grand Siena 1.4, penso que vale investir um pouco mais e pegar o Grand Siena Essence 1.6 16V, que tem preço sugerido de R$ 43.470 e vem equipado com os itens do Attractive além de ar-condicionado, banco do motorista com regulagem de altura, rodas de liga leve 6.0 x 16" (pneus 195/55 R16 - baixa resistência a rolagem), indicador de temperatura externa, frisos laterais cromados e luzes de leitura dianteiras (com spot) - mas estranhamente, itens como os vidros traseiros elétricos (R$ 470) e predisposição para rádio (R$ 303) continuam opcionais. Por R$ 45.990, o Grand Siena Essence passa a ser equipado com câmbio manual automatizado Dualogic e piloto automático.
No Versa, a versão intermediária SV custa R$ 40.390 e tem os itens da S além de ar-condicionado, vidros com acionamento elétrico nas quatro portas, retrovisor com acionamento elétrico na cor do veículo, rádio CD Player 2DIN com RDS, MP3, iPod e entrada auxiliar; maçanetas externas cromadas (gosto duvidoso), banco traseiro bipartido (60/40), três cintos de segurança traseiro de três pontos (todas as versões deveriam ter), sistema fixação de cadeiras de criança ISOFIX, abertura interna do porta-malas e iluminação do porta-malas.
Por R$ 43.390, o Versa 1.6 SL (o preferido dos consumidores) tem todos os equipamentos da versão SV acrescidos de freios ABS com distribuição eletrônica da frenagem (EBD) e assistência à frenagem (BA), roda de liga leve de aro 15 com pneus 185/65 R15, maçanetas internas cromadas, painel “Fine Vision” e farois de neblina.
Nas versões básicas (Attractive e S), o Grand Siena é mais caro e mais equipado, tendo como principal diferencial o ABS; mas o Versa compensa com a força (1.6 x 1.4). Comparando os acabamentos topo de linha, Essence e SL, o Nissan é mais barato. Mas o sedã da Fiat tem uma lista de itens de série mais extensa, além de equipamentos exclusivos, como o câmbio Dualogic, piloto automático, side bags dianteiros e comandos de rádio no volante. Mas fica em dívida com o consumidor por não oferecer o sistema de som de série - item disponível de fábrica desde o Versa intermediário.
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| No Versa, painel é feio e funcional. Direção elétrica é de série em todas as versões |
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| Grand Siena Essence pode ser equipado com o câmbio manual automatizado Dualogic |
Fiat Grand Siena Attractive 1.4 - R$ 38.410
Fiat Grand Siena Attractive 1.4 + ar-condicionado - R$ 41.689
Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V - R$ 43.470
Fiat Grand Siena Essence 1.6 16V Dualogic - R$ 45.990
X
Nissan Versa S - R$ 35.990
Nissan Versa S + ar-condicionado - R$ 38.590
Nissan Versa SV - R$ 40.390
Nissan Versa SL - R$ 43.390
Resultado: Fiat Grand Siena 1 x 1 Nissan Versa
Desempenho
Comparando o Versa 1.6 com o Grand Siena 1.4, vitória com folga do Versa, que anda mais e bebe menos. Mas, ao colocarmos o motor 1.6 16V E.TorQ a favor do Fiat, a situação fica bem mais equilibrada.
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| Versa: Visual é meio desengonçado, mas carro não é feio |
Na prática, o Versa anda ligeiramente mais que o Grand Siena 1.6, com o Fiat superando o Nissan nas frenagens. O consumo com etanol é praticamente igual na cidade e melhor para o Versa na estrada. Mas, como o sedã japonês mexicano tem um tanque com capacidade pífia, o italiano tem melhor autonomia. Mais um empate.
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| Grand Siena tem visual mais bem resolvido |
Potência: 111 cv (g/e) a 5.600 rpm
Torque: 15,1 mkgf (g/e) a 4.000 rpm
Comprimento: 4,455 m
Largura: 1,695 m
Altura: 1,505 m
Entre-eixos: 2,600 m
Porta-malas: 460 litros
Tanque: 41 litros
Peso: 1.052 kg (S), 1.068 kg (SV) e 1.069 kg (SL)
Consumo (etanol): 8 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 624)
Fiat Grand Siena
Potência 1.4: 85/88 cv (g/e) a 5.750 rpm
Torque 1.4: 12,4/12,5 mkgf (g/e) a 3.500 rpm
Potência 1.6 16V: 115/117 cv (g/e) a 5.500 rpm
Torque 1.6 16V: 16,2/16,8 mkgf (g/e) a 4.500 rpm
Comprimento: 4,290 m
Largura: 1,700 m
Altura: 1,507 m
Entre-eixos: 2,511 m
Porta-malas: 520 litros
Tanque: 48 litros
Peso 1.4: 1.094 kg;
Peso 1.6 16V: 1.141 kg (Essence); 1.148 kg (Essence Dualogic)
Consumo 1.4 (etanol): 7,6 km/l na cidade e 9,5 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 630)
Consumo 1.6 (etanol): 7,8 km/l na cidade e 10,9 km/l na estrada (medições da Quatro Rodas Ed. 629)
Resultado: Fiat Grand Siena 2 x 2 Nissan Versa
Espaço, acabamento e conforto
Começando pelo acabamento, ligeira vantagem para o Siena. O Versa tem acabamento simples, mas bem feito, com peças bem encaixadas, mas o Fiat passa a sensação de melhor qualidade. No quesito espaço, por mais que o Versa seja um veículo maior (4,455 m x 4,29 m), o Grand Siena leva 60 litros a mais de bagagem no porta-malas (520 l x 460 l), o que pode fazer a diferença numa viagem.
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| Grand Siena tem porta-malas maior |
Em termos de conforto, gostei um pouco mais do acerto de suspensão do Versa, embora não tenha achado a do Grand Siena ruim. Por outro lado, a posição de dirigir do Fiat é mais gostosa. Os dois ficam devendo com a falta em ajuste de profundidade do volante.
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| Espaço do Versa é bom. Na traseira, sobra espaço para as pernas, mas só 2 viajam com conforto por causa da largura |
Resultado: Fiat Grand Siena 3 x 3 Nissan Versa
Visual
Este é um aspecto subjetivo, por isso não vale nota. Mas afirmo sem dúvidas: o Grand Siena é muito mais bonito e resolvido que o Nissan Versa. A Fiat realmente caprichou nas duas últimas carrocerias do Siena (atual e anterior), especialmente na traseira, inspirada em modelos da Alfa Romeo. Em relação ao Nissan, repito o que já disse antes: com seu jeito desengonçado, o Versão não é feio, mas também não é um primor de design.
Resumo da obra
O Nissan Versa não venceu, mas também nao perdeu, se mantendo invicto aqui nos Duelos do De 0 a 100 - bantendo anteriormente Nissan Tiida Sedan, Chevrolvet Cobalt e os Renault Logan e Symbol. O Grand Siena se mostrou um grande adversário, com qualidades para se tornar o mais popular do segmento.
A escolha entre os dois acaba mesmo sendo por gosto pessoal, pois os tem vantagens e desvantagens específicas. O Versa anda mais, bebe menos, é mais barato e tem três anos de garantia, enquanto o Grand Siena tem porta-malas maior, melhor autonomia, amplo apoio da rede de concessionárias, melhor posição de dirigir, maior segurança e maior possibilidade de equipamentos de conforto e segurança do que o adversário.
E como a decisão é algo bastante pessoal, entre os dois, na minha garagem eu teria um Fiat Grand Siena 1.6 16V.
Pelo visto, depois de uma equilibradíssima disputa, um pouco mais da metade das pessoas concorda comigo, mostrando que os dois carros são boas opções:
Qual desses dois sedãs vale mais a pena no Brasil?
Fiat Grand Siena - 65 votos (52,8%)
Nissan Versa - 58 votos (47,1%)
Total: 123 votos
A enquete ficou no ar no De 0 a 100 por exatos 5 dias.
Fotos: Grand Siena - Fiat/Divulgação // Versa - Nissan/Divulgação
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Alta Roda - Justo pelo pecador
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| Reprodução Gazeta Online |
O Contran alegou fraudes nas transferências de pontos. Há exemplo de uma pessoa, no interior de São Paulo, que teria acumulado 85.000 pontos e outro no qual um motorista falecido recebia a pontuação de vários infratores. O próprio Conselho decidiu, na mesma resolução, que os Detrans devem adaptar seus sistemas de informática para acompanhar o acúmulo de indicações suspeitas. Seria a providência mínima, antes de se baixar uma norma tão trabalhosa para os envolvidos, mas pouco foi cumprido.
Na realidade, nem Detrans e nem cartórios estão preparados para atender os motoristas. Além de fazer com que a grande maioria pague, em termos de transtornos, despesas e perda de tempo, pela minoria ligada às fraudes. Se um carro de São Paulo (SP) recebe uma multa em Aracaju (SE) e o dono não estava ao volante, ele e o infrator terão de comparecer ao cartório no Nordeste. Absurdo.
O que ocorrerá às empresas que cedem carros a funcionários, transportadores de cargas, locadoras, além de concessionárias e lojas? Terão 15 dias para resolver tudo. Locadoras se queixam também da impossibilidade de obrigar um estrangeiro a ir um cartório para deixar uma procuração, no caso de receber multas. Michel Lima, diretor do Sindicato de Locadoras do Paraná, destaca outro aspecto ruim:
“Sem tempo ou possibilidade de atender trâmites, a multa acabará cobrada em dobro (agravamento). Aumentará a impunidade do infrator, que vai preferir pagar a receber pontos no prontuário e ficar sujeito à suspensão da carteira de habilitação”. E fica a dúvida se, de fato, o objetivo é punir maus motoristas ou arrecadar mais com o agravamento.
Essa resolução lembra a polêmica lei antipirataria na internet, em discussão nos EUA: tentativa de transferir responsabilidades de fiscalização dos governos aos portais de busca. No caso brasileiro, obrigar a quem não tem “culpa no cartório” a ir ao próprio cartório para provar sua inocência. Em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Trânsito, um dos responsáveis pelas multas na cidade, informou que 18% das infrações recebem pedidos de transferência de pontos. Quantos são ilegítimos, ninguém sabe.
Em outros países o sistema de pontuação é coisa séria: só se aplica a transgressões graves. Aqui a lei nasceu errada e quaisquer infrações, mesmo leves e administrativas, se acumulam até chegar à fronteira dos 20 pontos. Como há burocracia para transformar em advertência as multas leves e médias, como previsto no Código de Trânsito Brasileiro, poucos se beneficiam. E o justo paga pelo pecador.
RODA VIVA
ASSOCIAÇÃO de importadores sem fábricas no País, Abeiva, espera que o governo coloque alguma alternativa, dentro dos próximos 30 dias, para sustentar a atividade. Fala-se de cotas, em volume e/ou valor. Há marcas generalistas e especialistas, de baixo e de alto preço. Conseguir fórmula de redução do imposto que agrade a todos não é tarefa fácil.
IMPORTADORES alegam terem chegado ao fim os estoques de produtos, ainda sem incidência de maior carga fiscal. Isso levaria a aumento de preços e aprofundamento da queda de vendas. De qualquer forma, a valorização do dólar frente ao real – 25% nos últimos nove meses – já tirou parte da competitividade. Trata-se de um risco de negócio que sempre existiu.
NOVO capítulo na árdua disputa por compradores do mercado de luxo dos EUA, em especial entre marcas premium praticantes de margens de lucro maiores. BMW acaba de anunciar que dará isenção de despesas de manutenção durante 80.000 quilômetros ou quatro anos de uso. Evita, assim, descontos na hora da compra e deixa transparecer confiabilidade mecânica.
FALTA algo de racionalidade na discussão sobre uso indiscriminado de bicicletas em ruas e avenidas movimentadas. Nem mesmo se considera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em decisões atabalhoadas. Como equiparar bicicletas elétricas e comuns, no Rio de Janeiro, dispensando aquelas de exigências de segurança previstas no CTB, sem respaldo legal para tanto?
ETIQUETAS inteligentes coladas nos para-brisas, previstas para 2013, resolverão duas situações. Controle de pagamento de impostos da frota circulante e possibilidade de pedágio proporcional à distância percorrida nas estradas. Acabaria assim irracionalidade da distribuição dos postos de cobrança e melhoraria fluxo de passagem nas cabines.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
O velho problema de quase todos os carros: consumo
Na semana passada troquei alguns e-mails que me fizeram pensar muito sobre o assunto. O internauta Ricardo Marques comentou comigo as suas experiências recentes com automóveis e como ele estava frustrado em relação a média de consumo dos carros que ele tinha e tem atualmente. Reproduzo abaixo parte do que ele disse (juntei o conteúdo num único texto e dei uma resumida para ficar mais direto, com prévia autorização do Ricardo):
"Como a família estava maior, eu era proprietário de um Chevrolet Vectra Elite 2.0 automático, com motor Flexpower atualizado. Carro muito confortável, mas sempre achei que a média de consumo estava ruim, mas eu me lembrava que o carro tinha motor antigo e câmbio de quatro marchas ultrapassado. Na cidade, com etanol, a media ficava na casa de 6 km/l, enquanto na estrada, subia para 8,2 km/l. Com gasolina, eu conseguia, na cidade, média de 7 km/l e, na estrada, cerca de 10 km/l. O ar-condicionado estava ligado quase o tempo todo e, na estrada, o carro estava sempre carregado, com quatro pessoas e muita bagagem.
Um dos meus filhos foi morar sozinho enquanto o outro foi fazer intercâmbio. Logo, resolvi atualizar o Vectra, já que espaço no porta-malas deixou de ser uma prioridade. Foi então que comprei um Honda Civic LXL SE automático, o último da concessionária da minha cidade, segundo o vendedor, antes da chegada da nova geração. Fiz um excelente negócio (o novo Civic é muito feio e paguei quase R$ 12.000 a menos que o preço de tabela no meu LXL SE).
Mas, mais uma vez, o consumo veio me assombrar. Com álcool, consigo mais ou menos 6,6 km/l na cidade e 9 km/l na estrada. Com gasolina, fico na casa de 7,5 km/l na cidade e não consigo passar de 11 km/l na estrada. Meu carro tem 19 mil km rodados e todas as revisões em dia. É uma decepção! A Honda prega a modernidade do seu motor, tem câmbio automático de cinco marchas, e o carro bebe muito. Sem contar que o tanque é pequeno. Tenho que parar no posto toda hora. Estou até pensando em trocar de carro.
Tenho medo agora de trocar o Civic num Novo Civic e sofrer com o mesmo problema. Tenho o mesmo medo com o Cruze. O Corolla eu não gosto e Hyundai eu me recuso a comprar. Vou esperar mais um pouco para decidir o que fazer.
Espero que você possa levar essa discussão para o seu blog."
O internauta Marcelo Chicol também está bastante incomodado com a média de consumo do seu Celta Spirit, considerando um absurdo os números divulgados pela Chevrolet. Seu Celta tem ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos. Vejam a fala dele, seguida pela média de consumo do compacto, já publicada no Consumo Real.
"A propaganda que a GM faz é mentirosa e isso é um assalto ao consumidor que é enganado".
. Chevrolet Celta Spirit 1.0 (2009/2010) - Na cidade, média de 6,5 km/l com etanol e 8,5 km/l com gasolina, com o ar-condicionado ligado 50% do tempo. Na estrada, com etanol, médias de 10,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 9,5 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 8 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado). Com gasolina, médias de 12,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 11 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 10 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado).
Realmente achei a discussão merecia ver aqui para o blog. Boa parte dos donos dos mais de 240 carros que tenho as médias de consumo publicadas no Consumo Real reclamaram da média de consumo ao me enviarem os números. São poucos que elogiam ou que fazem algum comentário positivo.
O resultado da enquete, que ficou no ar por alguns dias aqui no De 0 a 100, reflete esta frustração geral:
Você está satisfeito(a) com a média de consumo do seu carro?
Não - 67 votos (76,1%)
Sim - 21 votos (23,8%)
Total - 88 votos
A tecnologia flex chegou para tornar o automóvel mais versátil na hora de abastecer. Além disso, ela permitiu diminui a dependência do petróleo por um alternativa renovável e bem mais limpa. Mas são poucos os motores que conseguiram atingir um equilíbrio em relação a desempenho e consumo com a tecnologia bicombustível.
Mas esse não é só o problema. O combustível vendido no Brasil é de péssima qualidade se comparado ao de outros países. Como eu disse em 2010 (esse post quase não fica velho), fico muito incomodado quando a Pretrobras diz na TV que "todo carro sonha em ser abastecido com o combustível Petrobras" (obviamente nos postos BR). Mas por quê a gigante estatal não comenta nos comerciais que a sua gasolina, comum ou aditivada (Supra), produz 1.000 partículas por milhão (ppm) de enxofre? Ipiranga, Shell, Alê e outros postos também vendem suas gasolinas com o mesmo (altíssimo) teor de enxofre - e por preços absurdos se comparados ao de outros países!
O pior de tudo é que a população brasileira será obrigada a conviver com essa gasolina de qualidade inferior, que polui mais o planeta e intoxica mais as pessoas, até o final do ano que vem! Só a partir de 1º de janeiro de 2014 é que o teor será reduzido para 50 ppm de enxofre (ainda superior ao valor atual da gasolina Podium da Petrobras, que é de 30 ppm), de acordo com resolução publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Portanto, temos o problema do motor flex e da gasolina ruim, que comentei, e dos conjuntos mecânicos (motor/câmbio) que o Ricardo falou. Falta ainda um componente importante no "jogo do alto consumo": o motorista (proprietário/usuário).
É dele o papel de cuidade do veículo, mantendo a manutenção em dia, os pneus alinhados e calibrados, entre outras coisas. Ele também precisa ter consciência de que, se ele pisa mais, o seu carro vai beber mais (simples assim). Não adianta afundar o pé para fazer o desempenho melhorar, se depois ele reclama que o carro 1.0 dele bebe demais.
Para encerrar a minha parte inicial da discussão, achei estranha a propaganda da Allianz, que mostrar uma mulher que salvou um casamento (ou algo assim) por levar uma tralha no porta-malas. Ter uma capa de chuva, um moletom e um guarda-chuva é tranquilo, mas fiquei pensando se a mulher não teria outras coisas guardadas. Não custar lembrar que: peso morto aumenta o consumo do veículo!
Gostaria de ouvir a opinião de vocês! Se quiserem analisar (e enviar novos números) o consumo de dezenas de carro, acesse o Consumo Real do De 0 a 100. Se quiser fazer o seu carro beber menos, veja aqui algumas dicas.
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| Volkswagen/Divulgação |
Um dos meus filhos foi morar sozinho enquanto o outro foi fazer intercâmbio. Logo, resolvi atualizar o Vectra, já que espaço no porta-malas deixou de ser uma prioridade. Foi então que comprei um Honda Civic LXL SE automático, o último da concessionária da minha cidade, segundo o vendedor, antes da chegada da nova geração. Fiz um excelente negócio (o novo Civic é muito feio e paguei quase R$ 12.000 a menos que o preço de tabela no meu LXL SE).
Mas, mais uma vez, o consumo veio me assombrar. Com álcool, consigo mais ou menos 6,6 km/l na cidade e 9 km/l na estrada. Com gasolina, fico na casa de 7,5 km/l na cidade e não consigo passar de 11 km/l na estrada. Meu carro tem 19 mil km rodados e todas as revisões em dia. É uma decepção! A Honda prega a modernidade do seu motor, tem câmbio automático de cinco marchas, e o carro bebe muito. Sem contar que o tanque é pequeno. Tenho que parar no posto toda hora. Estou até pensando em trocar de carro.
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| Honda/Divulgação |
Espero que você possa levar essa discussão para o seu blog."
O internauta Marcelo Chicol também está bastante incomodado com a média de consumo do seu Celta Spirit, considerando um absurdo os números divulgados pela Chevrolet. Seu Celta tem ar-condicionado, direção hidráulica, travas e vidros elétricos. Vejam a fala dele, seguida pela média de consumo do compacto, já publicada no Consumo Real.
"A propaganda que a GM faz é mentirosa e isso é um assalto ao consumidor que é enganado".
. Chevrolet Celta Spirit 1.0 (2009/2010) - Na cidade, média de 6,5 km/l com etanol e 8,5 km/l com gasolina, com o ar-condicionado ligado 50% do tempo. Na estrada, com etanol, médias de 10,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 9,5 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 8 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado). Com gasolina, médias de 12,5 km/l (80 km/h e ar-condicionado ligado), 11 km/l (110 km/h e 120 km/h e ar-condicionado ligado) e 10 km/l (130 km/h e 140 km/h e ar-condicionado ligado).
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| Chevrolet/Divulgação |
O resultado da enquete, que ficou no ar por alguns dias aqui no De 0 a 100, reflete esta frustração geral:
Você está satisfeito(a) com a média de consumo do seu carro?
Não - 67 votos (76,1%)
Sim - 21 votos (23,8%)
Total - 88 votos
A tecnologia flex chegou para tornar o automóvel mais versátil na hora de abastecer. Além disso, ela permitiu diminui a dependência do petróleo por um alternativa renovável e bem mais limpa. Mas são poucos os motores que conseguiram atingir um equilíbrio em relação a desempenho e consumo com a tecnologia bicombustível.
Mas esse não é só o problema. O combustível vendido no Brasil é de péssima qualidade se comparado ao de outros países. Como eu disse em 2010 (esse post quase não fica velho), fico muito incomodado quando a Pretrobras diz na TV que "todo carro sonha em ser abastecido com o combustível Petrobras" (obviamente nos postos BR). Mas por quê a gigante estatal não comenta nos comerciais que a sua gasolina, comum ou aditivada (Supra), produz 1.000 partículas por milhão (ppm) de enxofre? Ipiranga, Shell, Alê e outros postos também vendem suas gasolinas com o mesmo (altíssimo) teor de enxofre - e por preços absurdos se comparados ao de outros países!
O pior de tudo é que a população brasileira será obrigada a conviver com essa gasolina de qualidade inferior, que polui mais o planeta e intoxica mais as pessoas, até o final do ano que vem! Só a partir de 1º de janeiro de 2014 é que o teor será reduzido para 50 ppm de enxofre (ainda superior ao valor atual da gasolina Podium da Petrobras, que é de 30 ppm), de acordo com resolução publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Portanto, temos o problema do motor flex e da gasolina ruim, que comentei, e dos conjuntos mecânicos (motor/câmbio) que o Ricardo falou. Falta ainda um componente importante no "jogo do alto consumo": o motorista (proprietário/usuário).
É dele o papel de cuidade do veículo, mantendo a manutenção em dia, os pneus alinhados e calibrados, entre outras coisas. Ele também precisa ter consciência de que, se ele pisa mais, o seu carro vai beber mais (simples assim). Não adianta afundar o pé para fazer o desempenho melhorar, se depois ele reclama que o carro 1.0 dele bebe demais.
Para encerrar a minha parte inicial da discussão, achei estranha a propaganda da Allianz, que mostrar uma mulher que salvou um casamento (ou algo assim) por levar uma tralha no porta-malas. Ter uma capa de chuva, um moletom e um guarda-chuva é tranquilo, mas fiquei pensando se a mulher não teria outras coisas guardadas. Não custar lembrar que: peso morto aumenta o consumo do veículo!
Gostaria de ouvir a opinião de vocês! Se quiserem analisar (e enviar novos números) o consumo de dezenas de carro, acesse o Consumo Real do De 0 a 100. Se quiser fazer o seu carro beber menos, veja aqui algumas dicas.
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