terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fiat diz que fusão com a Chrysler acontecerá em 2014

Fiat/Divulgação
O presidente da Fiat, Sergio Marchionne, disse neste domingo que espera que a fusão da montadora italiana e a Chrysler, dos EUA, aconteça em 2014.

"Nós vamos conseguir fazer isso", disse em uma entrevista com o editor do jornal Repubblica. "Nós e VEBA [o fundo de pensão da United Auto Workers - um acionista da Chrysler] temos opiniões diferentes sobre o valor da Chrysler, mas vamos resolver o problema em 2014".

Marchionne, que dirige as duas empresas, disse em 30 de janeiro que os laços entre as duas montadoras era "irreversível" e as empresas se fundiriam assim que ele pudesse pagar pelo negócio, mas não deu uma data concreta sobre a fusão.

Perguntado no domingo, se a Fiat iria manter a sua sede em Turim, Marchionne disse: "Somos um grande grupo presente em todo o mundo, isso vai depender do acesso aos mercados financeiros e as escolhas da família Agnelli" que fundou a Fiat.

Ele ainda não havia "pensado" sobre o futuro nome da nova entidade, disse o presidente.

O negócio vai finalmente dar a Fiat uma participação de 65% na Chrysler e propriedade plena em 2015. A Fiat adquiriu uma participação de 20% na Chrysler em 2009. Desde então, a motadora italiana tem constantemente ampliado sua participação através de ações que eram propriedade do governo dos EUA e do fundo VEBA. As informações são da Dow Jones.

Texto: reprodução de Estadão.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Hyundai HB20 e o bizarro caso do carro com dois tanques de combustível

Meu amigo Ricardo me enviou um link do HB20 Clube que achei, inicialmente, que fosse uma piada. Lendo novamente, realmente tive certeza de que o post era sério. A situação é mesmo MUITO engraçada - mas também pode ser inusitada, bizarra... o jeito que vocês acharem melhor. Mas é uma situação verídica!

Não vou descrever o assunto, pois a leitura abaixo vale mais do que qualquer palavra que eu escreva. Também não vou reproduzir nomes, em respeito ao clube e aos participantes.

Reproduzo parte do que foi postado numa discussão do HB20 Clube. O protagonista está entre asteriscos, enquanto os comentários dos outros participantes está entre linhas.

VALE A LEITURA!
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"Olá pessoal.
...
Ontém sim, foi o dia que eu fiquei PUTO. Sou de BH e estava levando minha namorada em casa, com o tanque de alchool na metade, e com 1/4 de gasolina. A gasolina foi acabando, começou a piscar lá que estava acabando, e eu deixei pra lá né, esperando o carro automaticamente virar pro alchool (eu fiz o procedimento de abastecer primeiro alchool completo, chegando na metade abastecer de gasolina). Quando derrepente o carro para do nada, em um morro. FIM DO COMBUSTÍVEL DO CARRO, mas como se estava com meio tanque de alchool? Isso eram 4 horas da manhã. Andei 3km, comprei gasolina (isso meu carro no meio do "nada", pronto pra levarem ele), voltei e coloquei gasolina, mas como tava no morro, não bombeava pro motor. Chegou o reboque, viramos o carro e dei partida, e o carro funcionou.
LIGUEI HOJE NA CONCESSIONÁRIA PACIFIC MOTORS, E INACREDITÁVELMENTE TODOS ESTAVAM OCUPADOS, INCLUSIVE O GERENTE.

Estou com o carro em casa morrendo de medo de sair, e acontecer a mesma merda!

ESPERO QUE RESOLVAM E NÃO ME ENROLEM!"
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Me explica isso que eu não entendi!

Como assim tava piscando a luz que o combustível tava acabando e você ainda achou que tinha meio tanque de alcool?

Amigo... é um tanque só! Não tem nada de "virar pro alcool"
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Quando eu digo VIRAR AUTOMATICAMENTE, era simplesmente reconhecer o alchool e injetar.

O marcador de alchool estava na METADE, eu fiz isso de rodar 25km com cada combustível para o carro reconhecer.

Não tem maluco aqui não.
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"...com o tanque de alcool na metade, e com 1/4 de gasolina. A gasolina foi acabando, começou a piscar lá que estava acabando, e eu deixei pra lá né, esperando o carro automaticamente virar pro alcool..."

Buzon, será que o Hb20 dele tem 2 tanques e 2 marcadores, para álcool e gasolina?
Será que é um caso de " DUAL FUEL"?
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Tou me sentindo um cabaço.

Tem 2 marcadores, o da esquerda e o da direita... o da esquerda é alchool, o da direita gasolina, não?
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Amigo, antes de mais nada, acho que você precisa dar uma olhada no manual que veio com seu carro, isso tudo está bem explicadinho lá. De qualquer maneira, segue uma foto prá ajudar:
Painel do HB20 - HB20Clube/Reprodução
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Caraca que mico mano... vou reler o manual aqui então... uhauhauah
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reler não... vc vai ler o manual rsrs.

Mas estamos aqui pra isso. So que aqui vc vai ser um pouco zuado por isso, com o manual ninguém ia saber rsrs
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Galera!!!
Que sirva de lição prá todos!
Se alguém falar prá você que seu HB20 tem dois marcadores de combustível, fique esperto, pode ser uma...
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UHAUHAUHAUHAUHUHAA...

Já tava bolando um fight na concessionária segunda. Falei pro meu pai aqui, ele passou mal de rir.

APAGA AÍ MODERADOR, ESTOU SENDO ALVO DE BULLYNG, GRATO!
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Caminho até carro híbrido e elétrico é longo no Brasil

Enquanto montadoras da Europa, Estados Unidos e Japão prometem para 2017 a chegada de carros movidos a hidrogênio, o maior avanço em termos de transporte sustentável, o Brasil segue sem ter uma política definida para a matriz energética automotiva. Depois de ter lançado, no ano passado, o programa Inovar-Auto, que estabelece maior eficiência do motor a combustão, o governo inicia, após o carnaval, debate sobre incentivos a híbridos e elétricos, mas avisa que o processo será longo.
Prius custa R$ 120.830 no Brasil - Toyota/Divulgação
Ao menos uma montadora, a Toyota, levou ao governo proposta com prazo de cinco anos para iniciar a produção local de veículos híbridos com motor flex, que permitiria o uso do etanol no lugar da gasolina para gerar a energia que carrega a bateria elétrica. "O desenvolvimento do flex para o híbrido é viável, desde que sejam criadas condições para uma demanda que viabilize a produção", diz Ricardo Bastos, gerente-geral da Toyota.

A proposta da montadora japonesa, que tem duas fábricas de automóveis e uma de peças no País, é a desoneração, por dois anos, de impostos para a importação de híbridos. Nos dois anos seguintes, o subsídio seria mantido para modelos flex. No quinto ano, já com uma possível demanda criada no mercado, teria início a produção local. "Uma parte achou a proposta interessante, mas, como o governo é muito amplo, nada foi definido ainda", diz Bastos. Mesmo assim, a Toyota decidiu iniciar em janeiro as vendas do Prius, híbrido que já vendeu mais de 4 milhões de unidades no mundo desde1997. Na maioria dos países, até mesmo na Argentina, consumidores de "carros verdes" têm algum tipo de subsídio.

Com taxa de importação de 35%, IPI de 13% e frete, além do próprio custo maior da tecnologia, o Prius que vem do Japão custa R$ 120,8 mil no Brasil, num mercado que concentra mais de 40% das vendas no segmento com preços entre R$ 22 mil e R$ 45 mil. Na avaliação de Bastos, se o preço caísse para cerca de R$ 90 mil, o modelo teria boa saída.

Até agora, foram vendidas três unidades, uma delas para Yoshiharu Kikuchi, japonês de 72 anos, 54 deles vivendo no Brasil. "Mesmo pagando um pouco mais sei que estou dirigindo um carro que vai consumir menos combustível, o que me fará gastar menos no posto. Além disso, tem a parte ambiental, que considero bastante importante."

Também há uma frota de 20 táxis Prius, resultado de uma parceria entre a Toyota e a Prefeitura de São Paulo. Outras 80 unidades foram encomendadas e serão entregues neste ano.

Caminho
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que coordena grupo criado pelo governo para discutir a agenda tecnológica para a cadeia automotiva, espera ter um parecer até o fim de março. Bruno Jorge Soares, especialista da ABDI, ressalta que há um caminho a ser trilhado.

Segundo ele, o primeiro passo é melhorar a eficiência dos motores a combustão, processo previsto no Inovar-Auto. O programa estabelece, por exemplo, que até 2017 os carros novos terão de consumir 13,6% menos combustível em relação ao índice atual. Um veículo com gasolina terá de percorrer, em média, 15,9 km por litro e, com álcool, 11 km/litro. "Precisamos construir uma estratégia coerente e sustentável ao longo do tempo, pois não adianta dar incentivo agora se não tivermos condições de fazer um carro a combustão com padrão de competitividade global", diz. "Ainda temos muito a avançar em novos materiais e no processo produtivo."

Para Soares, o híbrido seria o passo seguinte. Já o elétrico é mais para o longo prazo, se for a opção da matriz energética brasileira. O debate pode se prolongar especialmente no momento em que setores da economia temem o racionamento de energia, embora o governo descarte.

Soares ressalta que mesmo países desenvolvidos que subsidiaram as vendas de carros híbridos e elétricos estão repensando a estratégia. Nos EUA, 3,5% das vendas em 2012, de 14,5 milhões de veículos, foram de modelos "verdes". No Japão, maior mercado desse tipo de produto, a participação é de cerca de 16%. Não quer dizer, segundo Soares, que o Brasil não possa desenvolver projetos paralelos, mas, num primeiro momento, "qualquer incentivo faria mais sentido se fosse aplicado no transporte coletivo, como os ônibus".

Ronaldo Marzará Jr., coordenador da Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade), reconhece que a tecnologia dos híbridos e elétricos é incipiente e que, num primeiro momento, há barreiras para sua adoção, a principal delas o custo. Ressalta, porém, que não vê "nada de concreto sendo feito pelo governo brasileiro".

Marzará afirma que a SAE pretende criar um grupo técnico para trabalhar no desenvolvimento local de engenharias "para não ficarmos esperando que venha de fora". Ele também critica a demora em se alterar a legislação que determina a cobrança do IPI, hoje de 25% para o carro elétrico, a mesma incidente sobre motores a gasolina com potência acima de 2.0. Projeto de lei na Câmara do Deputados (4086/12) prevê a isenção de IPI para os elétricos e os híbridos, mas não há prazo para votação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Repórter: Cleide Silva 
Texto: Reprodução de O Estado de S. Paulo

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Alta Roda - Carros serão vendidos no futuro?

Entre as visões sobre o futuro do automóvel nas cidades aparece uma dúvida. Os carros continuarão a ser comprados (à vista ou financiados) como hoje ou a comercialização vai evoluir para a utilização partilhada em que o interessado pagaria exclusivamente pelo uso? Tudo indica que as duas opções coexistirão, mas a tendência é o avanço na direção dessa espécie de aluguel por horas ou mesmo por alguns dias.
Independentemente de uma concessionária vir a se tornar também uma locadora e vice-versa, dependendo da legislação específica de cada país, há experiências em curso. Compartilhar carros por curto prazo não é, de fato, uma novidade. Várias empresas especializadas em locação na América do Norte, Europa e até no Brasil já oferecerem esse serviço. Alguns fabricantes de veículos, porém, decidiram aprofundar esse negócio a fim de avaliar o real interesse de compradores em abrir mão da propriedade física em troca do simples uso em momentos convenientes.

Tudo começou em outubro de 2008 com a criação do projeto car2go, em Ulm, Alemanha. A iniciativa da Mercedes-Benz envolve o microcarro de dois lugares smart, sempre escrito em letras minúsculas, como o nome do projeto. A alternativa, no caso, foi que os automóveis não ficassem obrigatoriamente em postos fixos. Podem ser reservados, apanhados e devolvidos também em locais públicos, dentro de uma área previamente conhecida. Por isso, iniciou naquela cidade de 120.000 habitantes, a 100 km de Stuttgart, onde se poderia avaliar o funcionamento da operação com 200 unidades.

No momento está em 17 cidades da Europa, EUA e Canadá, a frota é pouco superior a 5.000 unidades e passou a incluir versões elétricas do smart. Recentemente, recebeu o reforço de uma plataforma de mobilidade, por meio da rede de telefonia celular, batizada de moovel (também em minúsculas).

O moovel é um aplicativo capaz não apenas de localizar e reservar os microcarros de aluguel de curto prazo. Também oferece um modo de avaliar as alternativas de transporte público com horários disponíveis, tempo de deslocamento e tarifas. O serviço inclui a possibilidade de chamar um táxi e até de pagar antecipadamente o serviço de ônibus, trem, bonde ou metrô. Existe a facilidade adicional de interagir às redes de programas de caronas, onde elas existirem. A flexibilidade, assim, é ampla, mas se aplica, por enquanto, às cidades de Stuttgart e Berlin.

A car2go parece uma operação consolidada e tem uma base internacional de mais de 200.000 clientes porque o sistema permite alta rotatividade da frota relativamente pequena. Não quer dizer que deu certo em todos os lugares: foi suspenso em Lyon, França.

BMW e Volkswagen também iniciaram experiências semelhantes. Já Renault e Peugeot-Citroën introduziram seus carros elétricos, por meio de uso compartilhado, em esquema parecido.

Toda essa organização, no entanto, mostra baixa adaptabilidade ao uso mais abrangente do automóvel, que inclui liberdade total de ir e vir por estradas e outros caminhos. Mas como no futuro há espaço para as chamadas rodovias inteligentes, não se descarta que possam se integrar aos programas urbanos.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Lykan HyperSport: carro mais caro do mundo vale mesmo quase R$ 7 milhões?

Você já pensou em gastar quase R$ 7 milhões apenas em um carro? Os libaneses da W Motors têm certeza de que setes pessoas comprarão as setes unidades exclusivas fabricadas do mais novo carro mais caro do mundo, o Lykan HyperSport. Avaliado em torno de 2,2 milhões de libras, o modelo foi apresentado no Salão do Automóvel do Qatar no final de janeiro.

O bólido traz motor central/traseiro biturbo que desenvolve 760 cv de potência e 102 kgfm de torque. Segundo a marca, ele pode ser acelerado de 0 a 100 km/h em apenas 2,8 s e atinge 395 km/h de velocidade máxima.

Além do belo design, cheio de ângulos retos, todas as unidades do Lykan HyperSport têm tela holográfica tridimensional e painel interativo, além de faróis de led com diamantes e costuras feitas de fios de ouro.
Fotos: W Motors HyperSport Lykan/Divulgação
Obviamente que o carro foi feito para quem quer ostentar o máximo possível a sua riqueza. Ele até deve valer o preço pedido pela marca. Mas, convenhamos, pelo valor, definitivamente, ele não seria a minha opção. Não seria melhor "poupar" R$ 2,2 milhões e comprar um Bugatti Veyron, que é mais barato, potente e rápido?

Mas quem tem esse dinheiro para comprar um carro não está nem aí para o preço; ele quer mesmo é  exclusividade. Mas, se eu fosse bilionário, ao invés do Lykan HyperSport, eu teria um Lamborghini Aventador, um Mercedes-Benz SLS e um Maserati Quattroporte na garagem. E vocês (pensando apenas em carros)?

Documentário (é 1º vídeo acima ampliado)