quarta-feira, 11 de março de 2009

Novidades e brigas no mercado brasileiro

Chevrolet/Divulgação
O nosso mercado ainda vai ter várias novidades em 2009. Pelo lado da GM, depois do Vectra Next Edition e do Vectra GT Remix, o ainda líder da categoria Astra e o monovolume Zafira vão receber a versão atualizada do motor 2.0 8V Flexpower que, segundo a marca, além de mais potente, está mais econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor). O torque com o combustível fóssil subiu de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm a 2.600 rpm e, com o derivado da cana-de-açúcar, foi de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm. Não será surpresa se os dois receberem mínimas mudanças no visual, provavelmente para receber a nova gravata da Chevrolet. A nova linha dos dois carros deve chegar ao nosso mercado entre abril e junho.

Pela boa relação custo/benefício, é muito provável que o Astra continue líder da categoria, ainda mais se a GM reduzir o preço do modelo, como ela vez com o Vectra GT-X, Vectra Expression, Vectra Elegance e Vectra Elite. Cortar o preço também pode ser a solução para a Zafira, que também enfrenta concorrentes de peso na sua categoria.
Chevrolet/Divulgação
FIAT
Falando agora da Fiat, não é segredo para ninguém que os italianos estão preparando mais modelos para receberem o câmbio manual automatizado Dualogic . Até o momento, apenas Linea e Stilo possuem esta transmissão. Os próximos a receberem o dispositivo devem ser Idea, Palio Adventure e Siena - o sedã deve ser o primeiro, de acordo com a revista Quatro Rodas. Ainda segundo a QR, uma versão mais simples e em conta do Linea está nos planos. A publicação disse que ela deve se chamar ELX, nomeclatura no mínimo curiosa para o modelo mais luxuoso da marca no Brasil, levando em consideração que, na linha Palio, Siena e Palio Weekend, por exemplo, ELX é a versão intermediária da família. Mas, como o Linea não tem muitos "sobrenomes" (na prática, apenas Absolute e T-Jet), ELX pode até ser adequado.

A Fiat também trabalha em ritmo acelerado na reestilização do Doblò no Brasil. De acordo com o caça segredos Marlos Ney Vidal , a versão Adventure seguirá o mesmo estilo aventureiro da família Palio, "com grade cromada e para-choques de impulsão embutidos. O novo Doblò chegará no segundo semestre e a única novidade em motorização deve ser a adoção do 1.4 flex na versão ELX". Porém, como eu disse em dezembro do ano passado, os italianos também testam o Doblò com o motor 1.9 16V flex. Se ele vai ser lançado com o modelo reestilizado, isso ainda não é possível afirmar.

Fiat X Volkswagen
Na disputa pela liderança, a Fiat está fazendo de tudo para contra-atacar a Volkswagen, que vem minando os modelos italianos mais vendidos no Brasil. O primeiro a sentir (novamente) a força da Volks foi o Palio, que foi totalmente dominado pelo novo Gol. O Palio Weekend sofreu com o SpaceFox , mas agora se recuperou um pouco. Mas o Voyage já está dando uma tremenda dor de cabeça ao Siena . Vejam os números da disputa em 2009 neste link.

Outro que enfrenta problemas sérios é o Idea , que, além de não conseguir vender mais que o ótimo Honda Fit , agora foi para terceiro colocado do segumento, atrás também do Chevrolet Meriva - graças às versões com motor 1.4 Econo.Flex. Em janeiro e fevereiro de 2009 foram vendidos 6.701 Fits, 4.588 Merivas e, apenas, 2.517 Ideas.

O que a Fiat pode fazer???
Depois de lançar o Palio Fire Economy, o Palio 2010, o Stilo Blackmotion , Punto T-Jet e de tirar de linha o Stilo Abarth, a montadora italiana vai "disparar" contra a Volks, a GM e a Honda através do bolso dos consumidores. A marca anunciou hoje (11/03) um corte de preços para a linha Siena e Idea. O sedã compacto, modelo 2010, chega às concessionárias com uma redução de preço em todas as suas versões, que vai de R$ 1.000 a 1.500. Já a versão Fire 2010 ficou R$ 2.627 mais barata.O Idea ficou entre R$ 1.398 e R$ 1.495 mais em conta. Confira tabela abaixo:

Siena Fire 2010 - R$ 26.290
Novo Siena ELX 1.0 Flex 2010 - R$ 32.600
Novo Siena ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 36.200
Novo Siena ELX 1.4 Tetrafuel 2010 - R$ 43.200
Novo Siena HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 43.300

Idea ELX 1.4 Flex 2010 - R$ 39.100 (redução de R$ 1.422)
Idea HLX 1.8 Flex 2010 - R$ 47.350 (redução de R$ 1.495)
Idea Adventure Locker 2010 - R$ 51.680 (redução de R$ 1.398)
Mas você achar que a Volkswagen vai deixar a Fiat em paz por algum momento na busca pela liderança do mercado nacional? Errado! O próximo grande ataque alemão a um líder de mercado italiano será com a nova Saveiro , que pode se chamar Arena , que será lançada para tirar a Strada do trono. Em relação a atual (e ultrapassada) Saveiro, a nova picape da Volks terá mais espaço interno, melhor acabamento e motor 1.6 VHT (101 cv com gasolina e 104 cv com álcool). Segundo o site Carroonline, de onde reproduzo as fotos da Saveiro, "apesar do excelente entre-eixos, na casa dos 2,80 m, sua caçamba terá pouco comprimento, mas um bom volume. Este deve ficar entre 900 e 1 000 litros, com capacidade de carga na casa dos 650 kg". Prevista para ser lançada no segundo semestre (outubro), a nova Saveiro/Arena deve ter duas opções de cabine: simples e estendida.
Só lembrando que a Fiat também já está se preparando para contra-atacar a nova Saveiro/Arena com a Strada Cabine Dupla. Embora a montadora italiana negue que o carro será lançado, o modelo já foi flagrado diversas vezes. Vejam abaixo uma projeção muito próxima de como o carro deverá ser e clique aqui para saber mais infomações sobre a Strada CD.
Reprodução da  projeção feita sob a imagem de Paulinho Miranda/EM/D. A Press - 22/11/08

segunda-feira, 9 de março de 2009

Fim de linha para Chevrolet Tracker e Volkswagen Golf GTI no Brasil

Chevrolet/Divulgação
Mais dois carros estão deixando o nosso mercado. O primeiro deles, que já se despediu, é o Chevrolet Tracker (a GM não confirma a informação). No final no ano passado, diversos fatores apontavam para o fim de linha do modelo no Brasil. O primeiro foi o retorno oficial da Suzuki ao Brasil tendo, como principal modelo, o novíssimo Grand Vitara. Todo público e a imprensa fizeram a mesma pergunta à GM: como fica o Tracker com a volta da Suzuki? A resposta foi: “ele continua no mercado nacional”. Porém, foi muito estranho ter duas marcas vendendo duas gerações diferentes do mesmo carro com nomes diferentes (embora os dois sejam Vitara).

O segundo foi o anúncio do fim da produção do modelo na fábrica da marca em Rosário, na Argentina, no final do ano passado. A Suzuki fornecia as peças para serem montadas na terras dos nossos “hermanos”. Em dezembro perguntei à GM pessoalmente sobre a saída da linha do Tracker e tive a seguinte resposta: “todos os carros vão sair de linha um dia, então, um dia, o Tracker também vai sair de linha”. Não satisfeito com a resposta, emendei mais uma pergunta: mas e quem comprou e está comprando o Tracker agora (final de 2008/início de 2009), o que esperar da Chevrolet? Eles responderam: “enquanto este veículo tiver a gravata da GM na dianteira, ele terá assistência técnica da marca no Brasil”.

O fato foi que estive em duas concessionárias da marca e nenhuma delas tem o carro em estoque e nem previsão para receber novas unidades. Liguei para mais duas revendas da GM e recebi a mesma informação. Uma fonte de uma concessionária me disse que o carro não volta mais ao nosso mercado. A GM aproveitou a redução do IPI para queimar o estoque do modelo. O jipe chegou a ser vendido com descontos, podendo sair até por R$ 53.900. As últimas unidades do Tracker foram comercializadas em fevereiro.

O Tracker era vendido por aqui com motor 2.0 16V a gasolina de 128 cv desde 2006, em sua segunda aparição no mercado brasileiro. Sua primeira foi no início dos anos 2000. Vale lembrar que, em 2003, a Suzuki abandonou o Brasil depois da disparada do dólar, deixando todos os proprietários na mão. A GM

Acho uma pena o Tracker sair de linha. Embora ele seja ultrapassado em vários aspectos, como espaço e design, ele é um jipe honesto, que agüenta trilhas por causa da sua tração 4x4 com reduzida, além de já ter, de série, airbag duplo, ABS com EBD, ar-condicionado, direção hidráulica e teto solar.
Volkswagen/Divulgação
Outro que está dando adeus é o esportivo Golf GTI. Os estoques devem durar, no máximo, até o final de abril. Com isso, os esforços da Volkswagen serão concentrados na nova linha GT que, como o Vectra GT , tem apenas o visual esportivo, e não o desempenho esportivo - como o GTI (motor 1.8 turbo de 193 cv com gasolina podium).

O principal motivo do fim da linha, como não poderia ser diferente, é a crise econômica mundial, aliada ao alto preço e a baixa procura pela versão GTI - o mesmo aconteceu com o Stilo Abarth. Com câmbio manual, o modelo ainda é vendido por cerca de R$ 95.000. Já com a transmissão Tiptronic, o preço sobe para a casa dos R$ 107.000 (os valores podem variar de acordo com a cidade e região do Brasil). Quando você tenta montar um Golf GTI no site da Volkswagen, os preços das versões manual e automática não aparecem mais.

Com o fim do Golf GTI, diversas especulações começam a aparecer. A que eu gostaria que acontecesse seria a chegada do Golf VI ao Brasil, vindo do México, da mesma planta que produz o ótimo sedã Jetta. Outra possibilidade seria a geração V do modelo chegar ao Brasil, também vindo da fábrica do México, que aproveitaria os equipamentos e peças que foram colocados de lado na fábrica da Europa por causa da produção do Golf VI.

Seja a geração V ou a VI, o fato é que qualquer uma delas é muito superior à IV,5 que é vendida no Brasil.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Volkswagen Polo E-Flex: adeus tanquinho!

Depois do Polo BlueMotion, que chega com alterações para a redução de consumo e emissões de gases, agora foi a vez da Volkswagen lançar seu compacto premium com um inédito sistema que acaba de vez com o "tanquinho de partida a frio", aquele reservatório que auxilia o motor a ligar quando o carro está abastecido com álcool.

Batizado de E-Flex, o modelo vem equipado com o a “tecnologia” Flex Start, um sistema de gerenciamento acionado eletronicamente que, a partir da identificação das condições de operação do motor e da temperatura ambiente, aquece o combustível durante o processo de partida do carro e também no pós-partida, enquanto o motor opera em baixas temperaturas.
Na prática, depois de medir a temperatura externa, o mecanismo vai esquentar o combustível. O processo de aquecer leva menos de dois segundos com temperatura de 14º C para cima; cerca de quatro segundos para temperaturas de 8º C; e aproximadamente 12 segundos quando a temperatura for de -3º C (algo muito comum no Brasil). Para acionar o Flex Start, basta ligar o carro pisando na embreagem (uma luz no painel identifica o funcionamento).

De série, o Polo E-Flex vem equipado com ar-condicionado eletrônico, vidros e retrovisores elétricos, direção hidráulica, faróis de neblina, sensor de estacionamento, travamento central das portas com acionamento, abertura interna elétrica da tampa do porta-malas, além de grade do radiador com detalhes cromados, retrovisores externos com pisca lateral integrado, rodas de liga-leve 15” (pneus 195/55), párabrisa degradê, maçanetas, frisos e retrovisores pintados na cor do veículo e logotipo E-Flex estampado na tampa traseira. Disponível apenas na cor preta e com motor 1.6 VHT, que manteve os mesmos 101 cv de potência com gasolina e 104 cv com álcool, o modelo tem preço sugerido do modelo é R$ 47.490.
Por se tratar de um “premium” de quase R$ 50.000, era de se esperar que o carro viesse mais equipado. De acordo com o release divulgado pela Volkswagen, o Polo E-Flex possui três pacotes de opcionais: Módulo coluna de direção ajustável em altura e profunidade (PAJ); Módulo airbag duplo + ABS (P26); e Módulo rádio CD-Player com entradas USB/SD-card e Bluetooth (Double Din) (RD5). Os preços sugeridos das outras versões são: 1.6 (R$ 41.150), BlueMotion (R$ 46.270), Sportline 1.6 (R$ 48.580) e GT 2.0 (R$ 52.740).

Apesar do Polo ser um ótimo carro, ele nunca vendeu o tanto que merecia, graças, principalmente, à estratégia da Volks de vender tantos carros em apenas dois segmentos (Gol G4, novo Gol, Fox e Polo). Se o Polo custasse menos no Brasil, com certeza venderia bem mais.
Fotos: Volkswagen/Divulgação

segunda-feira, 2 de março de 2009

Chevrolet lança Vectra GT Remix... melhor e ainda a tempo

Se as boas mudanças do Vectra Next Edition chegaram tarde demais, permitindo até a criação do maldoso apelido “Vectra Last Edition” para o sedã, as alterações chegam em boa hora para o Vectra GT, que não enfrenta concorrentes japoneses de peso (Civic e Corolla) no seu segmento. Quem lidera o mercado de hatches médios no Brasil é o Astra. Porém, o veterano modelo da Chevrolet estão passando por problema, já que Golf e Focus começam a alcançá-lo de forma mais ameaçadora.

Em 2009, foram vendidos 3.126 Astras (1.910 de janeiro + 1.216 de fevereiro). No primeiro mês do ano, ele foi o líder absoluto. Porém, caiu para terceiro em fevereiro. Ford Focus foi o responsável por 2.595 unidades vendidas em 2009, sendo 1.363 em janeiro e 1.232 em fevereiro. O Golf, líder em fevereiro com 1.293, está em terceiro lugar no ranking de 2009, com 2.433 (1.140 em janeiro). Peugeot 307 vem em quarto com 2.137 (1.011 + 1.126), com o Stilo em quinto, com 1.606 unidades vendidas em 2009 (794 + 812). O Nissan Tiida está em sexto com 1.070 modelos vendidos (554 em janeiro + 516 em fevereiro) e, finalmente, o Vectra GT está em sétimo, com 966 unidades comercializadas em 2009, sendo 686 em janeiro e 280 em fevereiro. Na prática, o modelo estaria em sexto, já que o mês de fevereiro serviu para limpar o (pequeno) estoque da linha 2008 e para preparar terreno para a chegada do Vectra GT Remix em março.
As alterações realmente chegaram em boa hora para o Vectra GT. Ele nunca conseguiu superar o Astra no coração dos amantes de hatches médios da GM. Mecanicamente, eles são praticamente o mesmo carro. Porém, o Vectra GT é mais caro, tem porta-malas menor, anda menos e bebe mais (por ser mais pesado). Além disso, ele não é muito mais equipado que o Astra.

Preços
Com a chegada da linha 2009 do modelo, batizada de Remix (bem melhor do que Next Edition), a Chevrolet tenta melhorar as coisas para o lado do Vectra GT. Os preços das versões são: R$ 56.034 (GT) e R$ 64.134 (GT-X). Em alguns mercados, o modelo ficou mais barato, como São Paulo. De acordo com o site iCarros, a linha anterior custava, respectivamente, R$ 57.784 e R$ 66.284. Porém, em Minas Gerais, a versão GT ficou mais cara. A linha vendida até o início desse ano tinha preço sugerido de R$ 55.042. Já a GT-X custava os mesmos R$ 66.284 do mercado paulista. A GM espera vender 13 mil unidades até o final do ano, sendo 70% de GT e 30% de GT-X.
Confesso que eu esperava um corte mais generoso de preços. Como o Vetra GT sempre vendeu pouco, a estratégia da GM foi agregar valor ao modelo com a nova linha Remix. Mesmo assim, a versão GT poderia custar R$ 51.990; e a GT-X R$ 58.990. Aí sim o modelo poderia brigar de forma bem mais competitiva com os concorrentes em relação ao custo/benefício. Ou os preços poderiam ser os mesmos anunciados, mas com as versões mais bem equipadas (o GT com airbag duplo, ABS e EBD de série, por exemplo).

Internamente, os bancos são novos, mais espaçosos e com tecidos de melhor qualidade. O modelo tem também novos porta-objetos, o que aumenta a versatilidade interna. O velocímetro e o conta-giros agora têm fundo preto, com uma borda branca, para destacar os números. Na versão GT-X, ainda há um detalhe em laranja próximo aos ponteiros. Porém, ele continua só marcando de 20 km/h em 20 km/h, o que pode não agradar todo mundo - eu prefiro de 10 km/h em 10 km/h (maneira tradicional).
Equipamentos
Além disso, o modelo tem, finalmente, som que reproduz MP3 com entrada para SD Card, conexão auxiliar para iPod e Bluetooth (conexão de telefone celular). O melhor: este é um equipamento de série para toda linha GT e GT-X.

Vale citar ainda que o Vectra GT pode ser equipado com computador de bordo, sensor de chuva, controle do sistema de som com comandos no volante, retrovisor externo escamotável, airbag duplo frontal, freios com sistema ABS e EBD (distribuição da frenagem nas rodas), crash-sensor (em caso de colisão, as portas se destravam automaticamente) e pedais desarmáveis em caso de colisão frontal.
Visual remixado
Na parte visual, o capô tem novo formato e os faróis, também com novo desenho, vêm com iluminação Blue Vision e máscara negra. A grade do radiador possui uma barra na cor do veículo, com moldura cromada e a nova identidade global, que destaca o atual ‘DNA da Chevrolet’. Os retrovisores externos são pintados na cor do veículo e têm indicadores de direção (setas) incorporados. A versão GT-X conta ainda com a luz externa de cortesia, que ilumina o solo próximo a porta do motorista e auxilia a visibilidade dele em ambientes mais escuros. Na traseira, o Vectra GT/GT-X Remix tem lanternas fumê e vermelha com molduras cromadas e nova gravata global da Chevrolet. As rodas aro 17 polegadas também têm novo design.

Confusão de números: desempenho e consumo
Debaixo do capô está outra atração do Vectra GT Remix: a versão atualizada do motor 2.0 8V Flexpower que, segundo a Chevrolet, além de mais potente, está em média 4% mais econômico e menos poluente. O propulsor desenvolve agora 133 cv com gasolina (contra 121 cv do anterior) e 140 cv com álcool (versus 128 cv do antecessor) - valores que eu adiantei há algum tempo (aqui, aqui e aqui). O torque com o combustível fóssil também melhorou, subindo de 18,3 kgfm para 18,9 kgfm a 2.600 rpm. Com o derivado da cana-de-açúcar a melhora foi mais discreta: de 19,6 kgfm passou a 19,7 kgfm (superior ao Civic Si).
O Vectra GT manual atinge a velocidade máxima de 190 km/h quando abastecido com álcool e 187 km/h com gasolina, e acelera de 0 a 100 km/h em 10,2 segundos, com etanol, e 10,5 segundos, com gasolina.

Porém, se o carro em média 4% mais econômico (muito pouco diga-se de passagem), como os números de consumo estão piores do que da linha anterior? Veja a diferença de acordo com os números divulgados pela própria Chevrolet:

Vectra GT 2008 Manual (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 11,2 / 14,8 / 12,8
Álcool (km/l) - 7,4 / 10,5 / 8,8

Vectra GT Remix Manual (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 10,6 / 15,5 / 12,3
Álcool (km/l) - 7,5 / 10,8 / 8,7

Vectra GT 2008 Automático (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina (km/l) - 10,3 / 15,0 / 12,4
Álcool (km/l) - 7,5 / 10,5 / 8,9

Vectra GT Remix Automático (cidade, estrada e média de acordo com a GM)
Gasolina - 10,1 / 14,7 / 11,8
Álcool - 7,0 / 9,6 / 8

Achei realmente curioso os números de consumo divulgados. Com gasolina e câmbio manual, o Vectra GT Remix melhorou apenas na estrada. Com álcool e câmbio manual, a melhora aconteceu na cidade e na estrada, embora a média divulgada pela GM tenha sido inferior. Com transmissão automática, tudo piorou. Assim como no Vectra Next Edition, vale lembrar que o câmbio é o tradicional e pouco moderno automático de quatro marchas. Ainda acredito que a GM tenha aproximado (mesmo que só um pouco) os números de consumo que ela conseguiu com valores reais encontrados pelos motoristas comuns.

Prisma 1.0
Mudando um pouco de segmento, muito em breve a Chevrolet vai lançar o Prisma com motor 1.0 VHCE. A versão de entrada, Joy, vai custar na casa de R$ 28.000. Já a Maxx terá o preço inicial sugerido de R$ 29.500 (com direção hidráulica). Completo, o Prisma Maxx 1.0 deve sair por uns R$ 34.000. A GM está realmente fazendo de tudo para melhorar as vendas, já que a montadora estacionou no terceiro lugar, desde a chegada do novo Gol e do Voyage (antes ela brigava com a Volkswagen pela vice liderança. Agora a VW briga com a Fiat pela ponta). As mudanças do Prisma também preparam o terreno para a chegada do projeto Viva.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

Fiat com novidades: Stilo Blackmotion e Punto T-Jet

Depois de lançar o Palio Fire Economy, o Palio 2010 e de tirar de linha o Stilo Abarth, a Fiat prepara dois lançamentos para março com um único objetivo: vender novamente mais que a Volkswagen. Stilo Blackmotion e Punto T-Jet são os destaques do mês. Eles não vão vender muitas unidades, mas a diferença pode ser vital no final do mês nesta feroz disputa entre Fiat e VW.

Está certo que os italianos ainda são os líderes do mercado nacional em 2009; mas a marca alemã vendeu mais em fevereiro. No acumulado do ano, 88.284 modelos da Fiat foram comercializados (43.304 em janeiro e 44.980 em fevereiro). Já a Volks vendeu 87.596 unidades, sendo 40.998 no primeiro mês do ano e 46.598 no segundo mês.

O fiel da balança é o novo Gol, que fez as vendas da Volks dispararem. Somando as vendas do Gol (38.949), com o Fox (14.740) e o Polo (1.635), foram comercializados 55.321 compactos em apenas dois meses (janeiro e fevereiro de 2009) no Brasil. A Fiat até conseguiu elevar as vendas do Palio com as alterações da linha 2010 (de 10.766 em janeiro para 12.754 em fevereiro), mas sua turma de compactos (Palio, Uno e Punto) contra-ataca “apenas” com 49.402 em 2009 (22.791 do Mille e 3.091 do Punto).
Se a Volks domina os hatches compactos, a Fiat dá um banho entre as picapes compactas. A Strada vendeu 10.764 unidade na soma de janeiro e fevereiro de 2009, mais que o dobro da Saveiro, que comercializou 3.569 no mesmo período. Pelo menos a VW já se movimenta para lançar a nova Saveiro, que pode se chamar Arena, derivada do novo Gol.

Entre os sedãs pequenos e peruas compactas, a briga está muito equilibrada. Sozinho, o Siena vendeu mais nos dois primeiros meses do ano, com 10.575 unidades. Porém, ele foi superado pelo Voyage em fevereiro por 196 carros e no acumulado do ano pelo mesmo Voyage e pelo Polo Sedan somados: 10.709 (8.763 do primeiro e 1.946 do segundo). A briga entre as Station Wagons é vencida pela Palio Weekend, não importando o mês, nem o acumulado (7.307). SpaceFox e Parati, mesmo somadas (6.584), não superam o modelo da Fiat.

STILO BLACKMOTION
Esse lançamento é para o Leonidas! Enquanto a Fiat não decide seus planos para o Bravo, ela continua investindo no Stilo para mantê-lo atraente para os consumidores. Disponível nas cores preto Vesúvio e preto Vulcano, o Stilo Blackmotion é a nova versão topo de linha da família, vendida também nos acabamentos 1.8, 1.8 Dualogic, Sporting e Sporting Dualogic, sempre com o beberrão motor 1.8 8V flex de 112 cv de potência com gasolina e 114 cv com álcool. Pude conhecê-lo no Salão do Automóvel de São Paulo no ano passado. O modelo é realmente bonito.

Com o preço sugerido de R$ 65.900, o Stilo Blackmotion tem, na parte externa, detalhes dos frisos da grade, das portas e da tampa traseira na cor cinza Dark Shadow; vidros escurecidos Vênus 35 (reduzem ainda mais a radiação direta dos raios ultravioletas); antena compacta de alta capacidade de recepção de sinal, rodas em liga leve de aro 17” com pintura exclusiva na cor cinza Dark Shadow; e a sigla Blackmotion na tampa traseira.
Internamente, o Stilo Blackmotion tem o kit High Safety Drive (HSD), composto por airbag duplo e freios ABS, câmbio manual automatizado Dualogic com comandos do tipo “borboleta” no volante, ar-condicionado automático digital Dual Temp, direção Dual Drive com assistência elétrica, bancos revestidos parcialmente de couro, piloto automático, rádio CD player MP3 Connect Bluetooth, com entrada para iPod/USB; sistema de som Hi-Fi (com subwoofer amplificado), teto solar elétrico Sky Window e os vidros elétricos dianteiros com função one-touch e antiesmagamento.  A sigla Blackmotion foi aplicada no painel de instrumentos, nos tapetes, nos encosto dos bancos dianteiros e na soleira das portas.

Opcionalmente ainda pode vir equipado com side bags dianteiros + window bags, vidros elétricos traseiros, sensores de estacionamento, chuva e  crepuscular, mais espelho interno eletrocrômico e kit parafusos antifurto das rodas.

Ele tem muitos equipamentos de série, mas poderia ser mais barato. De uma maneira geral, a linha Stilo deveria custar menos, já que o carro não vende muito. A versão de entrada parte dos R$ 50.895; a 1.8 Dualogic custa R$ 53.361; a Sporting vale R$ 61.439; e a Sporting Dualogic tem valor sugerido de R$ 64.018. Pagar mais de R$ 60.000 é algo "perigoso", já que, acima desta faixa de preço, mudamos para uma categoria superior, composta por modelos melhores, como Civic e Corolla. Acho que toda linha deveria ter uma redução de, pelo menos, R$ 3.500.
Reprodução da internet/revistaautoesporte.com.br - 2/3/09
PUNTO T-JET
Também chega em março a versão esportiva de verdade do Punto, batizada de T-Jet. Ela não mata a Sporting, como algumas pessoas pensaram. Com o preço sugerido de R$ 59.500, o modelo tem o mesmo motor 1.4 16V turbo que equipada o Linea, com 152 cv de potência. Para quem ainda tinha alguma dúvida, este é  o modelo esportivo mais barato do Brasil (se comparado, por exemplo, ao Golf GTI e Civic Si).

O Punto T-Jet sai da fábrica equipado com ar-condicionado, direção hidráulica, computador de bordo, comando do som no volante, airbag duplo frontal, freios ABS e rodas de aro 17", com pneus 205/50. Entre os opcionais, destaque para os airbags laterais, ar-condicionado digital, teto solar Skydome e para o sistema Blue & Me. Ao todo são quatro cores disponíveis: amarelo, branco, vermelho e preto.
Fotos: Fiat/Divulgação