quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Série Especial Itália se espalha pelos modelos Fiat

Para comemorar o encerramento do “Momento Itália-Brasil” (MIB), a Fiat estende o conceito da Série Especial Itália para boa parte da sua gama de modelos no Brasil. Depois do Uno Vivace, agora é a vez do novo Palio, Punto, Idea e Strada ficarem "mais italianos".

Todos os carros vêm com ar-condicionado, direção hidráulica, faróis com máscara negra, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas para as portas e badge Itália. Além disso, Novo Palio, Punto e Idea ainda recebem rádio CD MP3, chave canivete com telecomando, faróis de neblina e retrovisores externos elétricos, entre outros.

A lista de itens de conforto é muito boa, mas senti falta de mais itens de segurança, como o Kit HSD (airbag duplo e ABS) para todos os modelos. Estes equipamentos são de série apenas nos veículos 1.4: Punto Attractive, Idea Attractive, Strada Working Cabine Dupla e no novo Palio Attractive. Nos 1.0 eles continuam opcionais.
Fotos: Fiat/Divulgação
Uno
O Uno Vivace tem novas rodas de liga leve aro 14’’ com pintura exclusiva, faróis com máscara negra, lanterna fumê, spoiler na tampa traseira, maçanetas e retrovisores externos na cor do veículo, anéis estéticos no para-choque dianteiro, sigla Uno com tema Itália, badge Itália aplicado na coluna C, além de moldura central do painel de instrumentos na cor preto brilhante, quadro de instrumentos com econômetro e conta-giros, novo tecido exclusivo com bordado Itália nos bancos dianteiros, painéis de porta revestidos parcialmente em tecido, volante bi-textura, detalhes internos na cor cinza, como os comandos do ar-condicionado, e outros itens internos que oferecem mais praticidade e conforto aos clientes.

Além dos equipamentos citados acima, o Uno tem ainda faróis de neblina, volante com regulagem de altura, pré-disposição para rádio, desembaçador, lavador e limpador do vidro traseiro, entre outros. O Uno Especial Itália pode ser encontrado nas cores Prata Bari, Preto Vesúvio, Vermelho Alpine, Branco Bachisa e Cinza Scandium.

Confira os preços de cada versão:

Uno Vivace 1.0 - Kit Série Especial Itália - R$ 31.430 (R$ 32.180 com pintura metálica)
Novo Palio Attractive 1.0 - Kit Série Especial Itália – R$ 32.890
Novo Palio Attractive 1.0 - Kit Série Especial Itália 2 (com rodas exclusivas) – R$ 33.840
Novo Palio Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 37.950
Idea Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 45.070
Punto Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália – R$ 40.970
Punto Attractive 1.4 - Kit Série Especial Itália 2 (com rodas exclusivas) – R$ 41.870
Strada Working 1.4  C.S. - Kit Série Especial Itália – R$ 36.590
Strada Working 1.4  C.E. - Kit Série Especial Itália – R$ 39.640
Strada Working 1.4 C.D. - Kit Série Especial Itália – R$ 44.490

Recém-inaugurada, fábrica da Hyundai enfrenta primeira greve

Há poucos dias, a Hyundai inaugurou oficialmente a sua fábrica em Piracicaba (SP) demonstrando otimismo, já que a procura pelo HB20 está altíssima. Na ocasião, a marca coreana disse que já pretendia ampliar a sua planta no Brasil para atender à alta demanda do pelo seu compacto.

Mas, numa "manobra" que vem sendo especulada há algum tempo, quase todos os funcionários da fábrica entraram em greve, comprometendo as entregas, ainda previstas para fevereiro. E agora Hyundai? O jeito é entrar rápido em acordo com os colaboradores para não perder o excelente momento do HB20.

Abaixo, leia mais sobre o assunto na matéria do Estadão.
Recém-inaugurada, fábrica da Hyundai enfrenta primeira greve
A fábrica da montadora coreana Hyundai em Piracicaba, no interior de São Paulo, enfrenta sua primeira greve. Em operação desde 20 de setembro, mas inaugurada oficialmente na sexta-feira, a empresa teve a linha de montagem totalmente paralisada ontem, num momento em que tenta ampliar a produção do compacto HB20, que tem fila de espera até fevereiro.

Os cerca de mil funcionários do primeiro turno da produção, que começaria às 6 horas da manhã de ontem, não entraram para trabalhar, após assembleia que recusou a proposta da empresa de piso salarial de R$ 1,6 mil. O mesmo ocorreu com os 800 trabalhadores do segundo turno, que teria início às 17h. Hoje, uma assembleia pela manhã analisará possível nova proposta da empresa para decidir se os trabalhadores mantêm a greve.

O salário médio pago na fábrica atualmente é de R$ 1,2 mil. "Estamos negociando desde abril e agora os trabalhadores querem um piso maior, de R$ 1,8 mil", diz Hugo Liva Junior, tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba.
Fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP) - Fotos: Hyundai/Divulgação
Segundo Liva, em agosto os sindicalistas pediam piso de R$ 1,6 mil, equivalente ao pago nas outras duas montadoras da região (Honda e Toyota), mas como os funcionários dessas fábricas tiveram data-base em setembro, seus salários foram reajustados para R$ 1,7 mil a R$ 1,8 mil.

Para os funcionários da Hyundai, a data-base é novembro. Os cerca de 3 mil trabalhadores das empresas de autopeças instaladas ao redor da fábrica já negociaram a data-base - piso médio de R$ 1,2 mil - e não participam da greve.

Fila
A fábrica produz 34 veículos por hora, pouco mais de 600 por dia. A Hyundai tem meta de fabricar 26 mil veículos até dezembro, mas tem cerca de 50 mil unidades encomendadas pelos concessionários. O consumidor que tenta comprar um HB20 hoje tem de esperar no mínimo até fevereiro. O gerente de Relações Públicas e Imprensa da Hyundai, Maurício Jordão, afirma que a empresa ficou surpresa com a paralisação, já que as partes estavam em processo de negociação. "A empresa avalia a possibilidade de apresentar uma nova proposta e espera o fim da greve para amanhã (hoje)."

Segundo ele, a empresa se propôs a reajustar os salários em 8,1% neste mês, em 5% daqui a seis meses, mais 5% em 12 meses e mais 5% em um ano e meio. "Essa proposta foi aceita pelo sindicato, mas rejeitada em assembleia." Jordão afirma que a Hyundai vai recuperar a produção perdida nas próximas semanas, provavelmente com horas extras.

Liva ressalta que, além do piso salarial, o sindicato negocia a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). "A empresa já falou em R$ 10 mil para 2013, mas não aceitamos", disse o tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba. Outro tema que, segundo ele, está no Ministério do Trabalho é o assédio moral que os funcionários estariam sofrendo na fábrica. "Os coreanos não conseguem trabalhar com a nossa cultura", diz.

Fonte: Estadão
Texto: Cleide Silva

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Honda Civic 2013 recebe reestilização nos Estados Unidos. E no Brasil?

Cerca de 18 meses depois de estreiar nos Estados Unidos, a 9ª geração do Honda Civic passará por sua primeira reestilização, conforme a marca anunciou hoje - e como antecipei no meu post anterior. As mudanças acontecem exatamente em um dos pontos que os consumidores norte-americanos mais reclamavam: o visual.

Na dianteira, o para-choque foi redesenhado, ganhando régua cromada integra os faróis de neblina. A grade, com detalhe cromado e estilo colméia, também é nova. Na traseira, as lanternas são novas e invadem a tampa do porta-malas mais "por baixo" (enquanto no brasileiro elas invadem mais "por cima"). O para-choque também mudou, ganhando refletores nas extremidades. invagem

Com as mudanças, a Honda atingiu seu objetivo, deixando o Civic mais esportivo e sofisticado. Fica até parecendo que o carro cresceu um pouco.
Fotos: Honda/Divulgação
Mais detalhes sobre a reestilização do Civic serão anunciadas pela Honda no Salão do Automóvel de Los Angeles 2012, no dia 29 de novembro. Alterações no acabamento e na lista de equipamentos são esperadas, mas o motor 1.8 16V deve continuar o mesmo.

Brasil
No Brasil, como já comentei aqui, a Honda lançará o Civic 2.0 flex em fevereiro de 2013 nas versões LXR e EXR. Sem tanquinho de partida a frio, a motorização desenvolve 150 cv de potência e 19,3 mkgf de torque com gasolina e 155 cv e 19,5 mkgf com etanol. A versão de entrada, LXS, continua com o propulsor 1.8 16V flex (139/140 cv), receberá a tecnologia Bluetooth para celular e terá câmbio manual de seis marchas.

Em termos visuais, podemos esperar a primeira mudança do Civic apenas em 2014, como linha 2015. Ela até poderia vir antes, mas é muito pouco provável.

Honda (já) prepara mudanças para o Civic nos Estados Unidos

Civic nos EUA hoje - Honda/Divulgação
Quando o novo Honda Civic apareceu, demonstrei a minha preocupação com o visual do modelo, que parecia um retrocesso em relação à sua geração anterior. E realmente achei que o carro deu um passo para trás - até comentei que os concorrentes agradeciam.
Civic reestilizado é flagrado - Fotos logo acima e abaixo: KGP Photography
Aqui no Brasil, o Civic chegou com visual ligeiramente melhor e mais musculosa do que a versão do Honda vendida nos Estados Unidos. E este é o ponto que quero chegar. Com menos de dois anos de mercado, a marca japonesa (já) prepara mudanças para o Civic nos EUA. O anúncio oficial vai acontecer ainda em novembro.

Não que o carro venda mal, pelo contratário, ele segue firme entre os 10 carros mais comercializados nos EUA em 2012. Mas, como a 9ª geração do Civic continua sofrendo críticas especialmente por causa do estilo e do acabamento (simples), a Honda já prepara um facelift para manter o fôlego do seu modelo contra os adeversários que estão chegando (reestilizações, novidades, etc.).
Se internamente nenhum flagrante foi feito, reparem pelas fotos do exterior onde o sedã da Honda deve receber alterações em breve nos EUA - provavelmente no 1º semestre de 2013. Na dianteira, grade, para-choque e faróis devem mudar (alguém aposta em LEDs?). Na traseira, o mesmo estilo nos retoques: para-choque, tampa do porta-malas e lanternas.

Debaixo do capô, dificilmente o conhecido motor 1.8 16V receberá alterações, mas não será surpresa se alguma recalibração for feita.
As mudanças sofridas pelo modelo nos Estados Unidos nos dão uma pista do que deve acontecer com o Civic por aqui na sua primeira reestilização. Mas a Honda pode adotar planos diferentes nas alterações por aqui, que ainda não tem data para acontecer.

De certo mesmo, temos a chegada do motor 2.0 16V flex para o Civic em fevereiro de 2013, já como linha 2014, conforme a Honda revelou no Salão do Automóvel de São Paulo - junto com outras novidades. Mas será que o nosso Civic já precisa de retoques visuais?

sábado, 10 de novembro de 2012

Com o sucesso do HB20, Hyundai já estuda aumento de capacidade de sua nova fábrica em Piracicaba (SP)

Hyundai/Divulgação
Inaugurada oficialmente ontem em Piracicaba (SP), embora esteja funcionando desde setembro, a fábrica da Hyundai já precisou de investimento extra de US$ 100 milhões, além dos US$ 600 milhões anunciados anteriormente. Boa parte do novo montante foi usada para antecipar a criação do segundo turno de trabalho, antes previsto para 2013, e em adaptações em setores que apresentavam gargalos.

Ainda assim, a primeira fábrica na América do Sul com capital 100% da Hyundai opera no limite da capacidade e tem toda a produção comprometida para os próximos meses. O primeiro modelo em produção, o compacto HB20, tem 50 mil encomendas mas, até dezembro, serão produzidas 26 mil unidades. Quem comprar um modelo agora, com preço inicial de R$ 32 mil, só vai receber a partir de fevereiro.

"Estamos cientes de que temos uma longa lista de espera, mas estamos nos esforçando para atender a demanda", afirma Young Gil Hyun, diretor comercial da Hyundai do Brasil. A fábrica tem capacidade para fazer 34 carros por hora.

"Vamos investir em gargalos específicos e, para o futuro, há possibilidade de um terceiro turno de trabalho", diz Eugênio Césare, gerente geral de produção. Para 2013, a empresa espera operar com capacidade total de 150 mil veículos. Serão lançadas no primeiro trimestre as versões fora de estrada (HB20X) e sedã.

Em breve discurso na cerimônia de inauguração, o presidente mundial da Hyundai, Chong Mong Koo, de 74 anos, ressaltou que o HB20 foi desenvolvido exclusivamente para o mercado brasileiro. Disse ainda que a nova subsidiária vai "contribuir para o desenvolvimento da indústria automobilística brasileira e da economia local".

Texto: Cleide Silva
Fonte: Estadão