quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Governo prorroga até fim do ano IPI menor para carros

O governo anunciou nesta quarta-feira a prorrogação, até o fim do ano, das alíquotas menores de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ao setor automotivo. O objetivo é manter o estímulo ao consumo, sem alta de preços, e dar fôlego ao crescimento da economia.

Coube à presidente Dilma Rousseff afirmar, em visita ao Salão Internacional do Automóvel, em São Paulo, que o benefício tributário não acabaria em 31 de outubro. Mais tarde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explicou que a prorrogação tem o objetivo de manter as vendas aquecidas no setor sem aumento de preços.

"Não queremos que haja aumento de preços neste fim de ano. Se suspendêssemos a desoneração, as empresas iriam aumentar os preços e queremos que os preços continuem baixo", ressaltou ele. Mantega afirmou ainda que os dois meses a mais de benefício tributário terão efeito de contenção da inflação. "Sempre que pudermos contribuir para baixar a inflação, o faremos", sustentou.

A redução do IPI depende da cilindrada do automóvel e se está contemplado pelo regime automotivo e Mantega adiantou que as mesmas alíquotas atuais continuarão valendo por mais dois meses. O mais beneficiados são os modelos 1.0, cujo imposto continua com alíquota zero. Modelos de até 2 mil cilindradas têm alíquota de 5,5 até 6,5 por cento, enquanto que os utilitários, de 1 por cento.

Mantega voltou a falar que o imposto menor tem como prerrogativa que as empresas continuarão aumentando o emprego no setor.

O governo avalia que o setor automotivo é essencial para a economia brasileira porque responde por cerca de 20 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Além disso, tem efeito multiplicador na cadeia de produção por intermédio da compra de autopeças, máquinas e equipamentos.

O benefício foi anunciado em maio e já foi prorrogado uma vez em agosto. Agora, Mantega disse que a redução não deve se manter em 2013. "Provavelmente é a última prorrogação", afirmou.

Atração de investimentos
Dilma aproveitou o discurso no evento para dizer que o novo regime automotivo, o Inovar-Auto, deve gerar mais tecnologia e conhecimento científico no setor, além de atrair mais investimentos.

"Nós queremos gerar tecnologia, porque o nosso país tem um desafio e chama-se o desafio da produção, e produzir vai significar para o nosso país ter uma imensa capacidade de inovar", disse a presidente. "Não é possível que a gente ache que o nosso país não possa gerar conhecimento científico e tecnológico na indústria automobilística."

Dilma e Mantega ressaltaram que o mercado brasileiro é atrativo o suficiente para gerar os investimentos necessários para o novo regime automotivo.

"Somos um mercado extremamente atraente, temos que ter consciência disso", afirmou a presidente. "É um mercado significativo, com uma imensa capacidade de gerar oportunidades para todos, por isso acredito que o Inovar-Auto combina várias coisas."

Dilma fez questão de dizer ainda que o regime não pretende acabar com as importações de veículos. "Nós vamos continuar importando, mas o que não vamos fazer é sobretudo importar"

Afinado com a presidente, Mantega lembrou que, diferentemente do Brasil, outros países estão fechando unidades de produção.

Texto: Eduardo Simões, Tiago Pariz e Luciana Otoni
Fonte: Reuters

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

IPI menor para carros deve ser prorrogado até fim do ano

O governo deve prorrogar até o fim de dezembro a redução das alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de automóveis para estimular as vendas no fim do ano e ajudar a reduzir os estoques do setor, disse uma fonte da equipe econômica à Reuters.

"A área técnica trabalha com a possibilidade da prorrogação", disse. "A decisão final será tomada nos próximos dias", acrescentou a fonte, sobre o fato do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter até a quarta-feira da próxima semana para decidir.

Mesmo apresentando melhora na produção -a produção industrial subiu 1,5% em agosto frente a julho, segundo o IBGE-, alguns segmentos industriais, incluindo o setor automotivo, ainda estão com estoques excessivos.

A avaliação da área técnica do governo é que o estímulo ao setor automotivo beneficia um segmento amplo do setor industrial, considerando que a fabricação de veículos automotores como um todo responde por quase 20% do setor industrial.

A redução do IPI para veículos foi anunciada em 21 de maio com validade até o fim de agosto.

Na ocasião, foi reduzida de 7% para zero a alíquota do imposto para veículos de até mil cilindradas, de 13% para 6,5% a alíquota dos veículos entre mil e duas mil cilindradas, e de 4% para 1% para comerciais leves.

No final de agosto o governo optou por manter o benefício até o próximo dia 31, quando nova decisão sobre o assunto será tomada.

NOVO REGIME AUTOMOTIVO
Em janeiro, entra em vigor o novo regime automotivo que estabelece crédito presumido de IPI de até 30 pontos percentuais para os fabricantes de veículos que fizerem investimentos em pesquisa e desenvolvimento e se comprometerem a melhorar eficiência energética de veículos.

A despeito de a equipe econômica trabalhar com a prorrogação do IPI baixo para veículos entre novembro e dezembro, uma parte do governo avalia que seria melhor o governo eliminar o benefício em outubro e recompor as alíquotas originais do IPI de veículos antes da entrada em vigor do novo regime automotivo.

Texto: Folha de S. Paulo
Fonte: Reuters

domingo, 21 de outubro de 2012

Alta Roda - Instrumentos de venda avançam

Divulgação
A internet veio para ficar, como ferramenta quase indispensável, para ajudar o comprador a pesquisar preço, opções de pagamento e “montar” o carro a seu gosto, além de fazer comparações dentro da enorme gama oferecida hoje no mercado brasileiro, estimada em mais de 400 modelos. Não há dados precisos, mas se acredita que até 90% das pessoas, nos centros urbanos, façam pelo menos uma consulta nos sites dos fabricantes e de concessionárias, antes de se dirigir às lojas.

O ganho de tempo é muito grande e o processo de escolha, facilitado. Muitos já sabem: consumidores estão tão ou mais informados que os melhores vendedores nos salões de exposição. Entretanto, o processo de atendimento ainda exige aperfeiçoamentos. Agilidade no primeiro contato e rapidez na negociação significam, certamente, um cliente satisfeito e com possibilidade de voltar no futuro para novas compras.

No recente Congresso da Fenabrave, em São Paulo, entre dezenas de fornecedores de serviços, destacou-se uma nova tendência. Com o advento das pranchetas eletrônicas, mais conhecidas como tabletes, criaram-se condições de atender o consumidor de forma diferenciada, bastante objetiva e, acima de tudo, rápida. A ideia partiu da associação da mobilidade do tablete com a computação nas nuvens, via rede celular.

A Linx Sistemas, uma das empresas brasileiras focadas no assunto, estudou todo o emaranhado de informações que a concessionária demanda e o comprador espera. O fluxo de loja foi bem pensado. Logo na chegada do cliente, é feita a tabulação do que ele tem em mente: veículo novo ou usado, equipamentos de série e opcionais, financiamento ou pagamento à vista, serviços de apoio e seguro, acessórios e até mesmo pré-cadastro. Enfim, tudo fica armazenado no tablete e é transmitido ao vendedor escalado para fazer a decisiva negociação.

Um dos recursos do programa eletrônico muito interessante é a atualização em tempo real. O atendente tem possibilidade de consultar todo o estoque da loja e mesmo de outras concessionárias. Se não há disponibilidade, no momento, de uma determinada cor, por exemplo, pode saber se no bairro ou região próxima existe um modelo com as exatas características. E até fornecer previsão de entrega, caso os trâmites burocráticos sejam vencidos sem surpresas.

Se o comprador deseja um carro usado, pode-se consultar o banco de dados, porém de forma rápida e confiável. No processo tradicional, o avaliador preenchia uma planilha de papel, chegava ao preço final e só depois ia ao computador de mesa inserir, um a um, os dados em planilha eletrônica. Depois, colocava as informações em rede. Agora, tudo é feito no próprio tablete e transmitido de imediato pela rede celular. Um automóvel usado avaliado, cujo proprietário aprovou o negócio na troca por um novo, ficará disponível instantaneamente para outro interessado, que só precisaria aguardar, então, o processo de revisão técnica e outras providências.

Por fim, essas soluções portáteis são a melhor forma de lidar com a organização do atendimento e acabarão por se tornar indispensáveis. Afinal, quem entra numa loja deseja a melhor recepção, mas presteza e agilidade passarão a ter peso substancial na hora de fechar o negócio.

sábado, 20 de outubro de 2012

Chevrolet Agile 2013 ganha câmbio automatizado Easytronic - erro ou acerto da marca?

Demorou, mas finalmente os donos do Chevrolet Agile poderão dar descanso ao pé esquerdo. A partir de novembro chega às concessionárias da marca em todo país o Agile Easytronic, equipado com o câmbio manual automatizado associado ao motor 1.4 Econo.Flex.

Mas será que a Chevrolet acertou ao lançar do Agile Easytronic? Na minha opinião não: a marca errou feio, colocando no mercado uma versão com forte chance de dar errado. Posso estar totalmente enganado, mas digo isso porque o Onix, que logo será lançado, será equipado com o moderno e mais eficiente câmbio automático de seis marchas - o mesmo conjunto usado no Cruze, Cuze Sport6, Cobalt e Spin. Por que não colocar esta transmissão também no Agile?
De qualquer forma, a linha 2013 do Agile LTZ passa a contar com o câmbio Easytronic da segunda geração (Gen II). Antes produzido em parceria com a Bosch, a General Motors do Brasil conta agora com o apoio da Magneti Marelli, a mesma que trabalha com a Fiat (Dualogic) e a Volkswagen (I-Motion). Outra novidade da linha 2013 é a cor azul Infinity.

Como expliquei em outro post recentemente, com o câmbio automatizado o motorista pode trocar as marchas manualmente, de modo sequencial, ou colocar o câmbio no modo automático, permitindo que o sistema de gerenciamento comande as trocas de marcha.
O Agile Easytronic Gen II também conta com o sistema "Auto Start", que permite o acionamento do motor com um leve toque da chave, sem a necessidade de insistir no motor de arranque da partida. E, como o sistema Dualogic Plus da Fiat, o a segunda geração do Easytronic conta com função "creeping", que move lentamente o veículo conforme o motorista solta o pedal de freio - bem parecido com o câmbio automático convencional.

Segundo o site da Chevrolet, o Agile LT deixou de ter opcionais, ganhando mais equipamentos de série e, infelizmente, preço mais alto - cerca de R$ 3.000.

Por sugeridos R$ 39.690, o hatch vem equipado com ajuste altura banco motorista, direção hidráulica, limpador e desembaçador vidro traseiro; piloto automático; computador de bordo; acendimento automático dos faróis; rodas de aço de 15" com calotas integrais; molduras laterais na cor preta; travas e vidros dianteiros elétricos; alarme; banco traseiro com encosto dividido 1/3 e 2/3 rebatível; banco dianteiro do passageiro com encosto rebatível; airbag duplo frontal; rádio com MP3 Player, Bluetooth, Leitor USB e entrada auxiliar frontal; e ar condicionado. Lamentavelmente o sistema ABS de freios ficou de fora da versão LT.
Esse afastamento da casa dos R$ 35.000 é proposital, já que o Onix 1.4 deve ocupar esta faixa de preço, entrando na lacuna deixada pelo Corsa.

Já o Agile LTZ, único que pode ser equipado com o câmbio Easytronic, tem preço sugerido de R$ 41.590 e vem equipado de série com itens do LT, além de faróis de neblina; luz de neblina traseira acoplada à lanterna traseira - lado do motorista; vidros traseiros elétricos; sistema de freios anti-blocante (ABS) com distribuição eletrônico de frenagem (função EBD); moldura cromada das grades dianteiras e molduras de proteção nas laterais na cor do veículo; rodas de liga leve 6J x 15" com face usinada e fundo na cor cinza argentio, pneus 185/60 R15; controle remoto elétrico dos espelhos retrovisores externos; e rádio AM / FM stereo com informações enviadas das estações sintonizadas, CD/MP3/WMA player, Bluetooth, reconhecimento de voz e discagem automática do celular, entrada auxiliar frontal e leitor USB.
Assim como a versão LT, a LTZ também não tem opcionais no site da Chevrolet no momento, o que mudará em breve quando a opção pela transmissão automatizada Easytronic estará disponível.

Já que a diferença de preço entre as duas versões é de apenas R$ 1.900, por que não acabar com a LT, deixando apenas a LTZ, mas com o preço da LT? Ou seja, Agile LTZ por R$ 39.960. Seria uma grande jogada de mercado da Chevrolet, compensando um pouco a garantia de apenas 1 ano do modelo.

Lançado no último trimestre de 2009, o Agile ultrapassou a marca de 200 mil unidades vendidas recentemente.
Fotos: Chevrolet/Divulgação

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Impressões: Ford Fusion, um excelente carro mediano

Assim como o post sobre câmbio automatizado, outro post que ficou esquecido na caixa de rascunhos foi esse (tive um problema pessoal que me desorganizou), das Impressões do Ford Fusion, que publico agora, na véspera da chegada da nova geração do modelo ao Brasil.
Como eu disse no em janeiro, tirei alguns dias de férias em dezembro do ano passado e fui para os Estados Unidos. Durante a viagem me programei para alugar dois carros: um sedã de luxo na Florida, no caso o Cadillac CTS, com a decepcionante Avis; e um "mid-size" sedã em Minnesota, com a Dollar - não tive a opção de reservar um modelo específico, mas sabia que um sedã razoavelmente interessante estava à minha espera (no site dizia "Dodge Avenger or similar").

Se o Cadillac CTS virou Lincoln Town Car (mais uma vez, obrigado Avis pelo "excelente" serviço), o que esperar do aluguel pela Dollar nas terras frias de Minnesota?

Quando cheguei ao aeroporto internacional de Minneapolis, passei ao lado do pátio das locadoras e percebi inumeros veículos disponíveis. Cheguei ao balcão, mostrei a minha reserva já paga e pedi o meu "Dodge Avenger ou similar". A resposta veio de bate-pronto: não temos o Avenger. Mas temos um similar, o Kia Optima. Pensei na hora "me dei bem" e pedi o Optima, mas o gerente do estabelecimento logo chegou e acabou com a minha felicidade, dizendo que a última unidade do sedã da Kia tinha acabado de ser alugada.
Fusion começando a "brincar" com a neve - Fotos acima: Renato Parizzi
Pedi então o outro veículo "similar" da mesma categoria, e a Dollar me ofereceu o único carro disponível: um (decepcionante) Kia Soul. Eu disse que eu tinha reservado um mid-size sedã (sedã de médio porte nos EUA e de grande porte no Brasil) e que o Soul não era um sedã. Eles insistiram e eu disse que não ficaria com o Soul e exigi outro carro, e falei ainda que eles deveriam me dar um upgrade já que eles não tinham um sedã médio. Eles alegaram que o Soul estava na categoria mid-size e que era ele ou um veículo menor. Pedi então um Toyota Corolla, mas, para a minha surpresa, eles não tinham.

Pensei: "estou de férias, querendo descansar, e está fazendo -15º C lá fora - quero sair logo daqui". Perguntei então qual seria o veículo imediatamente acima do Dodge Avenger e do Kia Optima e me ofereceram um Ford Fusion, mas eu teria que pagar 22 dólares a mais por dia! Disse que era um absurdo, chamei o gerente, expliquei o caso e, no final das contas, paguei 6 dólares a mais por dia para pegar o Fusion, considerado pela locadora um carro do tamanho "standard".
Duas fotos abaixo: reprodução de speedsportlife
Finalmente: o carro
Ao chegar ao veículo, tentei colocar todas as malas no porta-malas, mas não consegui. Diferente do Lincoln Town Car, que tinha excelentes 595 litros de espaço, os bons 530 litros do Fusion não foram suficientes para a minha bagagem. Tive então que deitar parte do encosto do banco traseiro para resolver o problema.

Ao sentar no banco do motorista, fiquei decepcionado com a simplicidade do painel e com a pobreza do acabamento. Dei um desconto porque era um veículo alugado, ou seja, "sem pai". Mas, mesmo assim, eu esperava um pouco mais, muito por causa da fama do Fusion no Brasil.

O espaço para os ocupantes me agradou, assim como a posição de dirigir. Me senti melhor no Ford do que no Lincoln Town Car, pois o banco era mais envolvente e confortável. O painel também era agradável, tornando a visualização mais fácil. A sensação de estar mais no controle do Fusion era muito superior ao veículo da Lincoln.
Saí do aeroporto e rodei 130 km até o destino. Pude dirigir por duas highways, sendo uma de pista tripla com velocidade máxima de 60 milhas (96,5 km/h), no entorno das Twin Cities (Minneapolis/St. Paul), e outra de pista dupla e 70 milhas (112,6 km/h) de limite (Interstate 94).

O comportamento do Fusion na estrada foi bastante previsível, o que é bom. Mesmo sem curvas fechadas no caminho, a estabilidade do veículo foi boa, o que posso atribuir ao bom acerto da suspensão, roda (largas) de aro 16" e boa distância entre-eixos.

Com duas pessoas à bordo, muita bagagem e ar-condicionado desligado, eu esperava que o motor 2.5 de quatro cilindros, com 177 cv de potência (175 hp) e câmbio automático de seis marchas, fosse mais eficiente em desempenho. Não senti que faltou força, mas também não foi possível perceber que o carro trabalhou com folga, o que, de certa forma, me decepcionou. Mesmo com o porta-malas vazio, o "peso extra" dos 1.542 kg do veículo fizeram a diferença.

Na cidade, também gostei do comportamento do sedã da Ford. Mas não podemos comparar as ruas planas e largas dos Estados Unidos com as "lunares" vias brasileiras. Mesmo com seus 4,84 m de comprimento, o Fusion foi até fácil de manobrar. Mas as vagas grandes dos EUA, próprias para veículos enormes, e o tamanho reduzido em relação ao Town Car (5,47 m de comprimento) facilitaram a minha vida.
Fusion da foto está sendo substituído por uma nova geração - Ford/Divulgação
Na hora de abastecer, mesmo rodando com gasolina de octanagem mais alta (89), o consumo foi até bom, levando em consideração os fatores que envolveram a viagem: na cidade, média de 21 milhas por galão (8,9 km/l), enquanto na estrada, média de 28 milhas por galão (11,9 km/l). O Fusion alugado tinha cerca de 27.000 km rodados.

Convivendo com temperaturas médias variando entre -10ºC e -20ºC, o Fusion não teve problema nenhum para dar partida no frio. Ele pegava quase de cara. Já o ar quente só funcionava com eficiência depois do carro estar ligado por uns 5 minutos - dentro do esperado.

A Dollar me disponibilizou a versão SE do Fusion, que vinha equipada com ar-condicionado, roda de liga-leve de aro 16", direção dom assitência elétrica, trio elétrico, airbags, freio a disco nas quatro rodas com ABS, cruise control, comandos do sistema de som no volante, cinto de três pontos e apoio de cabeça para todos os ocupantes, entre outros itens.

Concluindo
Durante todo o período em que rodei com o Ford Fusion não tive nenhuma reclamação grave ou grande elogio a fazer. Absolutamente nada me chamou a atenção como algo diferenciado. O sedã se mostrou um bom carro para o dia a dia, tanto na cidade, quanto na estrada, especialmente nos Estados Unidos. O acabamento poderia ser mais refinado, mas, como eu disse, era um carro alugado.

Fico satisfeito em saber que a Ford já atualizou o Fusion nos EUA e fará o mesmo aqui no Brasil já em dezembro, com a versão Titanium Ecoboost 2.0 de 240 cv de potência e tração integral (AWD) - que chegará por R$ 112.900. Em 2013 serão lançados por aqui as versões 2.5 flex e híbrida. Talvez esta nova geração do sedã me surpreenda de verdade.

PS: Consegui recuperar apenas duas fotos da minha câmera (as duas primeiras do post), já que,  infelizmente, tive problemas com o cartão de memória da minha câmera. Espero não passar por isso de novo.