domingo, 26 de outubro de 2008

A caminho do Salão do Automóvel de São Paulo

Crédito: Renato Parizzi
Estou fazendo quase um diário de bordo da nossa ida ao Salão do Automóvel de São Paulo, escrevendo de dentro do carro, graças ao modem do laptop (coitado... perde sinal fácil por causa da estrada). Deixamos Belo Horizonte e estamos a caminho da capital paulista, em pleno domingo de eleição em várias cidades espalhadas pelo país. Estou a bordo de uma Chevrolet S10 cabine dupla 4x4 com meus colegas de viagem Edmilson e Maurício, ambos da equipe do programa Vrum. No outro carro, um Fiat Dobló, estão os outros integrantes do programa. Estamos indo com duas equipes e vamos nos encontrar com a Helena Barone, Mônica Veloso, Boris Feldman e Emilio Camanzi que foram de avião para São Paulo.

Interessante essa viagem de carro para São Paulo. Já passamos por diversas cegonhas lotadas de carros, me fazendo até esquecer da crise econômica. Vi, pelo menos, dois caminhões levando modelos da Fiat; outro da Volkswagen; uma cegonha da Ford; mais uma da GM; outra da Honda; mais uma da Renault; outra levando “simples” Land Rovers. Pelo caminho, vemos a ação das mineradoras, que estão acabando com o belo visual da paisagem e com os morros. Uma pena...

Pela rodovia Fernão Dias, o tráfego de caminhões não está tão intenso, embora o número desses veículos ainda seja grande. Já a pista dupla está em bom estado de conservação - com visíveis remendos em vários lugares. Pelo menos, até o momento do trajeto, não passamos por nenhum buraco. Mas já passamos por trechos em obras, como a construção do pedágio, e por um acidente (caminhão tombado na pista).

Depois continuo com as novas dessa nossa cobertura do Salão de Paulo. Se a conexão permitir, coloco aqui mais alguns updates do caminho.

Honda Fit: Melhorando o que já é bom

Quando o novo Fit foi mostrado pela primeira vez, olhei as imagens com desconfiança e pensei: por que mudar tanto um carro que já é tão bom? Pelo visto a Honda conseguiu o que muitas vezes parece impossível: melhorar o que já é muito bom! O atual Fit tem ótimo espaço interno, bom porta-malas, exepcional modularidade interna, bons motores (1.4 um pouco fraco, mas com excelente média de consumo e 1.5 é ótimo em desempenho e consumo), além de dar pouca manutenção e de ser fácil e agradável de dirigir - especialmente na cidade. Faltava ao modelo apenas um acabamento mais luxuoso e mais itens tecnológicos, como CD Player com MP3, bluetooth para celular, entrada USB, comandos de rádio no volante e mais algumas coisas.

Agora, com a nova versão, os pontos positivos parecem estar ainda melhores; e, os negativos, corrigidos. Em relação ao espaço, vale comparar o tamanho do atual com o do New Fit: de 2,45 m foi para 2,50 m de entre-eixos; nocomprimento, de 3,83 m para 3,90 m; na largura, de 1,69 m para1,71 m; e na altura, de 1,43 m para 1,53 m. Na prática, o espaço interno para os ocupante aumentou, assim como a capacidade do porta-malas.

Em relação aos motores, o 1.4 flex, que era considerado um pouco fraco (principalmente na estrada), ficou bem mais forte, com um ganho de potência significativo: 21,6 %. Ele agora desenvolve 100 cv com gasolina e 101 cv com álcool .O torque com qualquer combustível é o mesmo: 13 kgfm. Já o propulsor 1.5 teve um ganho de potência mais discreto, mas nem por isso pouco significativo. Os 105 cv subiram para 115 cv comgasolina e 116 cv com álcool - torque de 14,8 kgfm. Só para efeito de comparação, o Golf GT, equipado com a motorização 2.0 flex, tem 116 cv com gasolina e 120 cv com álcool.

Uma pena mesmo o ótimo câmbio CVT dar adeus ao Fit, como eu adiantei aqui no De 0 a 100 no dia 12 de setembro. Me parece que a Honda justificou o abandono de transmissão depois de clínicas realizadas com consumidores, que apontaram que o câmbio tradicional de cinco marchas proporciona melhor desempenho. Isso pode até ser verdade, mas o "conflito" entre "patente da caixa CVT e motor flex" deve ter sido o verdadeiro fiel da balança para a mudança. Pelo menos, com o novo câmbio automático de cinco marchas, é possível ter paddle-shift (borboletas) atrás do volante para trocas de marcha (na versão 1.5 EXL).
Vale ainda comentar sobre os equipamentos. Todas as versões do Fit (1.4 LX e LXL; e 1.5 EX e EXL - essa última é nova) são equipadas, de série, com airbagduplo, direção eletricamente assistida, apoio de cabeça e cinto de segurança de três pontospara todos os ocupantes. As versões LX, EX e EXL são equipadas comfreios a disco nas quatro rodas, ABS e EBD. Já a de entrada LX tem os tradicionais freiosdianteiros a disco e traseiros a tambor.

A respeito do visual, gostei das mudanças. Eu não achava o Fit feio, mas também não o considerava um primor de estética. Continuo com a mesma opinião em relação ao New Fit, mas acrescento que o modelo ficou com estilo mais moderno.

Os preços ainda não foram divulgados pela Honda, mas acredito que o New Fit tenha um aumento de até 5,5% em relação ao atual. Seria legal se os preços ficassem os mesmos. O que também poderia continuar é a ótima média de consumo - ou até mesmo melhorasse. O Fit LXL 1.4 a gasolina fez, na cidade, 11,5 km/l; e, na estrada, 17,5 km/l. Cheguei a fazer uma vez 21 km/l com ele na estrada. Já o 1.5 faz 12 km/l na cidade e 16,5 km/l na estrada.
Fotos: Caio Mattos/Honda/Divulgação - 24/10/08

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Nova campanha: NÃO compre Ferrari

Essa eu recebi do Walber Pereira!
Reprodução da internet/rawautos.com. - 23/11/08
Amigos,

Tenho percebido que a Ferrari vem errando sistematicamente com os pilotos brasileiros na Fórmula 1. Aconteceu muitas vezes com o Rubinho e, agora, com o melhor piloto "verde amarelo" da atualidade, Felipe Massa.

Temos que responder a esse boicote.

NÃO COMPRE MAIS VEICULOS FERRARI!

Eu já fiz a minha parte.

Faça a sua também...
Reprodução da internet/poracaso.com. - 23/11/08

terça-feira, 21 de outubro de 2008

"Novidades" do mercado automotivo brasileiro

O mercado brasileiro está cheio de "novidades"! Separei três delas que realmente merecem  comentários. Duas "atrações" foram enviadas pelos internautas Rock e Alexandro. Vejam: 
Credito: Renato Parizzi
Em parceria com a Volkswagen, a Fiat vai lançar o Palio ELX 1.4 Total Flex. A intenção das montadoras é unir os benefícios dos motores 1.4 Fire Flex e 1.6 VHT Total Flex em um único propulsor. Além disso, as duas marcas pretendem fazer uma fusão das duas motorizações, o que resultaria no motor 2.0 8V Fire Total Flex VHT, que desenvolve 165 cv de potência com gasolina e 169 cv com álcool e torque de 22,8 mkgf com o combustível fóssil e 23,6 mkgf com o derivado da cana-de-açúcar. Sua média de consumo é incrível: 16 km/l com gasolina e 14 km/l com álcool na cidade; e 25 km/l (g) e 19 km/l (a) na estrada! A velocidade máxima é de 229 km/h com qualquer um dos combustíveis, mas a aceleração de 0 a 100 km/h é melhor com álcool: 7,1 s, contra 7,4 s da gasolina.

Óbvio que isso é uma brincadeira. Na foto, alguém colou o logo Total Flex na traseria de um Palio ELX 1.4.
Credito: Alexandro/Arquivo pessoal
Já na imagem acima, enviada pelo internauta Alexandro, o que parece ser um caminhão normal é, na verdade, a mais nova atração do mercado nacional! O veículo usa um sistema inédito e pioneiro de espelhos de banheiros retrovisores, que permitem ao motorista não só enxergar os outros veículos, mas também fazer a barba e escovar os dentes enquanto ele dirige! Confira mais detalhes na foto abaixo! Parece até um produto do famoso 011 1406 ou do Poli Shop!
Credito: Alexandro/Arquivo pessoal
Já a Citroën faz questão de não esconder mais o seu provável próximo lançamento no Brasil. O C4 hatch quatro portas pode ser encontrado facilmente sem disfarces em várias regiões do país, como no Pico do Itapeva, em Pindamonhangaba (SP). A foto foi enviada, mais uma vez, pelo internauta Rock. Ele me perguntou sobre os motores que o C4 hatch 4p deve ter. Respondo: 1.6 16V e 2.0 16V, ambos flex.
Credito: Rock/Arquivo pessoal

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Velho Fiat Stilo 2009

Fiat/Divulgação
A linha 2009 do Fiat Stilo chegou sem grandes novidades. Na prática, a única alteração foi a inclusão do kit HSD (High Safety Drive), composto por airbag duplo, ABS e freios a disco traseiros, como item de série, nas versões Sporting e Sporting Dualogic. Além disso, a Fiat criou mais dois kits de equipamentos, chamados de SP IV e SP V. Veja a lista copiada do site da Fiat (com uma pequena edição no texto):

Kit SP V: formado por bancos revestidos parcialmente em couro, HSD (airbag duplo + ABS), CD player Connect com viva-voz Bluetooth e entradas para iPod/USB, tapetes em carpete com bordado SP e siglas SP nas laterais. Tudo isso por R$ 4.360, o que representa uma economia de R$ 1.552 comparado ao valor da soma dos opcionais comprados separadamente.

Kit SP IV: bancos revestidos parcialmente em couro, rodas em liga leve 17", pneus 215/50 R17, HSD (airbag duplo + ABS), CD player Connect com viva-voz Bluetooth e entradas para iPod/USB, mais tapetes em carpete com bordado SP e siglas SP nas laterais, por R$ 5.591, o que representa uma economia de R$ 542.

Uma nova versão, equipada com motor 2.4, que ficaria entre a Sporting e a Abarth, acabou não sendo lançada. Ainda não se sabe se ela está em estudos ou se foi apenas especulação. De qualque forma, ela custaria menos que os absurdos R$ 92.890 cobrados pela Abarth.

Vale lembrar que, no final de janeiro/início de fevereiro de 2008, a Fiat fez mínimas alterações estéticas no Stilo (deixou a dianteira mais bonita e a traseira mais feia) e lançou o câmbio manual automatizado Dualogic, inédito para a linha na época. Porém, o hatch médio continuou com o mesmo problema de sempre: o motor 1.8 flex, que desenvolve 112 cv de potência com gasolina e 114 cv com álcool. Ele não é ruim, tendo até bons números de torque; mas. além de muito ruidoso, ele é ultrapassado em termos de desempenho e, principalmente, consumo. A situação fica pior por causa do peso do carro: 1.230 kg. Só para efeito de comparação, o Chevrolet Astra hatch 4 portas, com motor 2.0 Flexpower de 121 cv (g) e 128 cv (a), pesa 1.180 kg - 50 kg a menos. Não é atoa que o modelo da "gravatinha dourada" anda mais e bebe menos que o italiano.

O que me agrada no Stilo é o conforto para os ocupantes e, principalmente, os itens tecnológicos. Mas, pelo que tenho percebido, o PRINCIPAL problema do carro são as rodas traseiras; ou melhor, a possibilidade de soltura das rodas traseiras. Fizemos até um videochat sobre o assunto, com a presença da Fiat, que se defendeu das acusações. Na época, ela alegou que, nos cinco casos analisados por ela, a quebra da roda foi uma consequência do acidente, e não a causa. Causa ou consequência, essa questão parece estar deixando os donos de Stilo com medo de rodar, pois eles não sabem se o problema pode ou não acontecer. Muito em breve teremos novidades sobre o caso.

O mais interessante é o fato de, mesmo com esse problema da roda e, mesmo depois dos flagrantes do Bravo rodando no Brasil - modelo será o substituto do Stilo por aqui -, o Stilo nunca vendeu tanto no Brasil. Desde março, suas vendas superaram 1.580 carros por mês, tendo como pico o mês de julho, com 1.924 unidades. O Astra é o líder da categoria, com o Volkswagen Golf em segundo e o Stilo em terceiro.