sábado, 4 de agosto de 2012

Meu irmão e a busca por um carro familiar. Glix veio em boa hora para ajudar

Meu irmão está querendo trocar de carro e busca um veículo espaçoso, bem familiar, com motor maior e câmbio automático. Ele não quer um Fit por causa do preço, nem o Spin por causa da feiura e do motor ultrapassado. Depois de uma longa conversa, ele decidiu comprar um veículo semi-novo mais equipado e barato do que um 0 km. Começamos a olhar alguns modelos em vários sites. Foi aí que nós conhecemos o Glix.com.br.
Este site é uma espécie de Google, mas voltado para carros, buscando, principalmente, veículos semi-novos e usados. Ele busca centenas de milhares de carros de vários sites de vendas de veículos do Brasil. Sites de concessionárias e de lojas multimarcas são as principais fontes de pesquisa, mas anúncios de proprietários particulares também sejam listados - quando relevantes.

Uma coisa boa, que facilitou a busca que fiz com o meu irmão, foram os filtros do Glix. Conseguimos refinar a nossa procura por data da publicação do anúncio, ano/modelo do carro, versão do veículo, cidade, preço e até o site que está fazendo o anuncio.

Não custa lembrar que o Glix é um buscador, como se fosse a página de classificador de um jornal. Ou seja, ele é peça importante na ponte entre o interessado e os anunciantes. Por isso, o site não tem responsabilidade pela negociação, nem pela venda.

Vamos ver se conseguimos encontrar um carro que atenda a (quase) todos os desejos e necessidades dele. Um bom caminho para isso nós já temos.


Alta Roda - Soluções flexíveis

Apesar do futuro mais remoto apontar a mobilidade elétrica como a solução prevalente, em médio prazo o uso combinado de motores elétricos e os tradicionais a combustão interna otimizados para consumo de combustível até 30% menor terá espaço garantido.
Segundo o grupo alemão Schaeffler, em processo de fusão com a Continental para formar o maior conglomerado mundial de fornecedores da indústria automobilística, no mínimo 90% dos veículos produzidos em 2020 estarão equipados com motores a combustão interna. No entanto, os estudos também apontam que metade destes modelos receberão motores elétricos que vão interagir de formas diferentes dentro dos conceitos de hibridização.

Entre os avanços que a empresa tem trabalhado, nos motores convencionais, estão otimização da termodinâmica, minimização de perdas por bombeamento e atrito, uso de dispositivos auxiliares controlados por demanda, gerenciamento térmico direcionado, downsizing/downspeeding (sobrealimentação para reduzir cilindrada e obter torque a rotações mais baixas), além da função desligar-ligar o motor.

Um programa específico, em conjunto com a Porsche, levou a expressivos 10,1% de redução de consumo de gasolina em um Cayenne, trabalhando tanto no motor V-8 como no veículo. Desse total, 5,8% de economia vieram do motor, 1,1% nos rolamentos dos dois diferenciais e 3,2% nas barras estabilizadoras hidráulicas das suspensões.

O conceito híbrido da companhia nasceu de um balcão de ideias que não necessariamente será transposto na totalidade para um carro de grande produção. Além do motor de combustão interna (MCI) e um motor elétrico central, há outra solução que inclui dois motores elétricos acoplados aos cubos de roda. O MCI pode trabalhar em paralelo ou em série, neste caso para estender a autonomia da bateria. O motor elétrico central e a caixa de câmbio automatizada de duas embreagens, unidos por correia dentada, movem as rodas dianteiras.

Quanto à tração totalmente elétrica, o veículo de testes é uma perua Skoda Octavia Scout 4x4. Nele foi aplicado o conceito de diferenciais elétricos ativos, nos eixos dianteiro e traseiro. Nestes diferenciais há motores elétricos síncronos de magneto permanente, refrigerados a água, que ajudam a aumentar a potência total disponível. Trabalham com o conceito de vetorização de torque, distribuindo-o entre as rodas do lado direito e esquerdo de forma mais imediata e precisa, em qualquer tipo de superfície, de asfalto molhado até terra enlameada. Há grande ganho em dirigibilidade, segurança e conforto.

A combinação de todas essas pesquisas e aplicações práticas levou a empresa a propor um carro-conceito que batizou de eSolutions. Na realidade, o objetivo é desenvolver para os fabricantes de veículos soluções de chassi e trem de força, baseadas em eletricidade, sem preocupação com forma da carroceria, estilo ou configuração interna. Trata-se de uma plataforma flexível que pode evoluir, qualquer que seja o ritmo imposto pela realidade econômica de infraestrutura na implantação da mobilidade futura.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Honda Fit é eleito o melhor monovolume até R$ 60 mil do Brasil!

Honda/Divulgação
A aposentadoria da dupla Zafira e Meriva, e a chegada do "belo" Spin, me levaram a perguntar no De 0 a 100, durante uma semana, "Qual é o melhor monovolume do Brasil até R$ 60 mil?". Com a particpação recorde dos internaudas (obrigado a todos!) e, como eu esperava, venceu o Honda Fit.

O modelo japonês recebeu o meu voto. Considero os concorrentes bons carros, mas o Fit é o superior na maioria dos quesitos que levo em consideração na hora de avaliar um veículo. E, pelo visto, a maioria dos participantes concorda comigo.

O Fit é um carro relativamente pequeno por fora, com espaço interno interessante, bom porta-malas e que conta com dois trunfos imbatíveis no momento: a versatilidade dos bancos e a mecânica confiável Honda. Entre os defeitos, cito o altíssimo preço cobrado por todas as versões e o consumo de combustível, que era referência quando o modelo foi lançado no Brasil. Uma pena este dois aspectos, já que o Honda Fit tinha tudo para ser o carro definitivo.

Recebi alguns e-mails de internautas falando sobre a enquete. Selecionei dois depoimentos de pessoas defendendo porque o Fit é o melhor carro:

"Eu tinha um Fit LX 1.4 antigo que me deu só alegrias. Nunca tive nenhum problema com o carro - absolutamente nada! E o consumo era excelente: 13 km/l na cidade. ... Com 130.000 km rodados, resolvi vendê-lo e comprei um Nissan Livina 1.8 automático por causa da diferença de preço em relação a um Fit 0 km. Gostei do carro, mas o troquei com menos de 10.000 km rodados por um New Fit por causa do acabamento inferior e do banco do motorista muito desconfortável. ... Acabei  escolhendo o Fit 1.4 porque a Honda 'chuta o balde' com os preços da versão 1.5. Mesmo bem mais caro que os concorrentes, o Fit vale a pena."- Lucas Souza

"O Fit é um carro que agrada todos da minha família: a minha esposa pelo tamanho; a mim pela versatilidade; e as crianças pelo conforto. Até o cachorro e a sogra gostam dele." - Henrique Luis (casado, pais de duas meninas e dono de em cachorro)

Pedi para a Honda definir o Fit oficialmente em algumas linhas. Infelizmente, a marca não me respondeu, mesmo depois de 3 contatos em datas diferentes. Até adiei a publicação deste post, mas de nada adiantou. Lamentável...
Chevrolet/Divulgação
Enquete
A "união" entre Zafira e Meriva deu forças extras ao Chevrolet Spin, que assegurou a segunda colocação, batendo, por muito pouco, o "sempre considerado por todos os interessados" Nissan Livina. Se feio o Spin está atraindo muitas pessoas, imaginem se o visual ajudasse!

Em quarto lugar veio o Citroën C3 Picasso, que parece já estar colhendo os frutos das melhorias da sua linha 2013. Em quinto ficou a veterana minivan da Fiat, que, mesmo com as recentes mudanças (internas), dá sinais de que precisa de uma nova geração. Ainda assim, o Idea é um carro "bom de briga", se mantendo bem nas vendas.

Por último veio o Jac J6, que ainda não se encontrou no mercado nacional.

Qual é o melhor monovolume do Brasil até R$ 60 mil?
  1. Honda Fit - 60 votos (30,3%)
  2. Chevrolet Spin - 37 votos (18,7%)
  3. Nissan Livina - 35 votos (17,7%)
  4. Citroën C3 Picasso - 21 votos (10,6%)
  5. Fiat Idea - 20 votos (10,1%)
  6. Jac J6 - 5 votos (2,5%)
Outro - 20 votos (10,1%)
Total de votos: 198

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Alta Roda - Poluição não é igual para todos

Ao entrar no quarto ano de inspeção técnica ambiental para toda a frota da cidade de São Paulo, pode-se afirmar que se trata de uma ação bem sucedida. Em 2011, cerca de 3.200.000 veículos passaram pelas linhas de inspeção, incluindo automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus.
Reprodução do Blog do Robson Pires
A partir das estatísticas da concessionária do serviço, Controlar, um mito já pode ser desfeito. A maior cidade do país está longe da frota “monstruosa” de sete milhões de veículos que lhe é atribuída pelos dados distorcidos do Denatran. A empresa estima a evasão – veículos antigos que poluem muito, mas rodam relativamente pouco – em 30%. A frota real estaria, portanto, em torno de 4,5 milhões de unidades. Simplesmente, o Denatran não pondera o sucateamento natural de veículos ao impor regras complicadas ao último proprietário.

O controle da frota é fundamental para qualquer planejamento viário, análise de poluição do ar, inspeção de segurança e incidências de mortos e feridos no trânsito. Números artificialmente elevados de veículos em circulação mascaram as taxas de acidentalidade. Se o divisor fosse próximo da realidade, os 40.000 mortos por ano colocariam o Brasil em posição ainda mais vexaminosa no quadro mundial.

Hoje, apenas a cidade de São Paulo e o Estado do Rio de Janeiro fazem inspeções regulares. No segundo caso, além de emissões, há checagem de poucos itens de segurança, de forma superficial e tarifa muito cara. Uma verdadeira e confiável inspeção técnica veicular (incluindo a ambiental) ainda está esquecida no Congresso Nacional. O que existe é a obrigatoriedade de inspeção de emissões, imposta pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) a todos os Estados sob critérios discutíveis e desconectada da realidade.

Uma inspeção unificada permitiria tarifas menores e atacaria o problema maior, os riscos de acidentes por falta de controle de manutenção. Não se trata de menosprezar a qualidade do ar e seus reflexos na saúde. Clama-se por racionalidade. Afinal, São Paulo e uma cidade à beira-mar no Nordeste mostram cenários bem distintos de poluição.

A Controlar, depois de muita insistência, abriu alguns de seus números e se esforçou para tentar provar a importância de inspecionar automóveis de até três anos de uso. Em 2011, o índice de reprovação na primeira vistoria para carros fabricados em 2010 foi de ridículo 1%; em 2009, 2%; em 2008, 3%. Nesses percentuais se incluem táxis e veículos de frota que, por rodarem bastante, ficam mais sujeitos a desconformidades e devem ser inspecionados em intervalos menores.

Veículos com motor a diesel, incluídos picapes e SUVs, tiveram índices elevados de reprovação inicial: 15%, 16% e 14%, respectivamente. Motocicletas: 4%, 7% e 18% para os mesmos anos de fabricação (2010, 2009 e 2008).  As frotas problemáticas são essas e não os carros com motores a gasolina, etanol ou flex com três anos de uso. Os movidos a GNV foram os piores por falta de controle sobre a instalação de kits de adaptação. A melhora do ar na cidade ocorre com ajuda da inspeção, mas fatores atmosféricos aleatórios também influenciam.

A concessionária insiste em inspecionar carros seminovos pelo equilíbrio financeiro do seu negócio, pois a evasão é baixíssima. Se fossem dispensados, como a regra nos demais países, a renovação de frota poderia se acelerar. Haveria estímulo para troca de automóvel e se livrar, a cada ano, do maçante processo burocrático (agendamento, boleto e inspeção).

Tarifa cobrada pela Controlar baixou para R$ 44,36, mas deveria ser menor para automóveis recentes. Estes dispõem de sistema de diagnose a bordo, mais confiável e que encurta o tempo de inspeção.

RODA VIVA

AUMENTA a fila de marcas que querem instalar fábricas no Brasil, mas pedem uma solução ao governo para o adicional de IPI para quem hoje é apenas importador. A JAC jogou a toalha e está à espera, como BMW, Land Rover, Habin Hafei e Changan, de uma abertura de “sobrevivência” com cotas de importação até o início da produção.
Hyundai/Divulgação
GRUPO Caoa confirma o início da montagem do SUV compacto Hyundai ix35, no final do ano, em suas instalações de Anápolis (GO). Mas não marcou data para encerrar a produção do Tucson, que no exterior foi substituído pelo ix35. Pelo jeito, a convivência de duas gerações de um mesmo modelo é vírus disseminado no mercado brasileiro.
Citroën/Divulgação
EQUILIBRAR bem esportividade e acabamento de alto padrão é a fórmula que a Citroën achou no DS3. O compacto de duas portas conta com motor turbo 1,6 l/165 cv, de estirpe BMW, e acerto de suspensões bem firme para aproveitar ao máximo a emoção nas curvas. Opção única de câmbio manual de seis marchas está adequada ao espírito do modelo, na faixa dos R$ 80.000.

INVERNO é tempo de não esquecer de ligar ar-condicionado, no ciclo frio, uma vez por semana. Mantém lubrificados componentes do sistema e evita gastos com manutenção. Também ajuda a eliminar odores e fungos nas tubulações, em razão do longo período sem utilização.

Renault lança Symbol 2013 que está bem próximo de atingir a sua maturidade

No início desta semana, eu estava lendo no De 0 a 100 exatamente sobre o lançamento do Renalt Symbol, em 2009. Na época eu disse que o carro era bom, mas que poderia ser melhor. E acho que a Renault chegou quase à maturidade com o seu sedã.

Isso porque ele passa a ser vendido apenas na versão Privilège, com um único pacote de opcionais, por um preço competitivo: R$ 37.390 (com a redução do IPI) - o mesmo carro na linha 2012 custava R$ 41.660. O motor é o velho conhecido 1.6 16V Hi-Flex, que desenvolve 110 cv de potência e 15,2 mkgf de torque com gasolina e 115 cv e 16 mkgf com etanol. O Symbol continua com excelente espaço no porta-malas (506 litros ) e com a boa garantia de 3 anos (ou 100.000 km - o que acontecer primeiro).
Além destas características e do bom desempenho, a Renault tenta compensar o fraco espaço interno, a pouquíssima popularidade e a alta resistência ao seu sedã com um bom pacote de equipamentos de série. O Symbol 2013 sái da fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, na Argentina, equipado com ar-condicionado, direção hidráulica com volante regulável em altura, vidros elétricos dianteiros, computador de bordo, sensor de estacionamento, travas elétricas nas portas e no porta-malas com acionamento na chave, sistema de travamento automático, airbag duplo, rodas de liga leve de aro 15” faróis de neblina com máscara cromada; volante e manopla da alavanca de câmbio revestidos de couro, bancos com revestimento em veludo e detalhes de acabamento aluminizado;entre outros itens.

O único pacote de opcionais é o "Pack", vendido por R$ 2.060, que acrescenta ar-condicionado digital, retrovisores externos na cor da carroceria e com regulagem elétrica, termômetro indicador da temperatura externa e freios ABS com EBD (distribuidor eletrônico de força de frenagem). Completo, com a redução do IPI, o Renault Symbol 2013 custa R$ 39.450.
Ar-condicionado digital é item opcional
Ficou faltando um tapa visual, especialmente na dianteira. As linhas do Symbol não são feias, mas já estão bem datadas!

Déjà vu
A estratégia adotada pela Renault não é inédita. A marca fez o mesmo com a perua Grand Tour, derivada do falecido Megane.

Com o retorno do IPI, o Symbol 2013 subirá para cerca de R$ 40.000 básico e R$ 42.200 completo. O sedã da Renault realmente evoluiu e se torno uma opção ainda mais atraente no mercado.
No banco traseiro faltam cinto de três pontos e apoio de cabeça para quem vai no meio
Mas, para chegar ao pico da sua maturidade, penso que o Symbol deveria custar cerca de R$ 38.000 completo (com o IPI normal - R$ 35.400 com o imposto reduzido), num pacote unico, com câmbio manual de cinco marchas. O único opcional seria o a transmissão automática (poderia ser de quatro velocidades mesmo), elevando o preço do Renault para cerca deR$ 40.000. Dessa forma, o sedã francês teria tudo para ganhar um (pequeno) lugar no coração dos brasileiros, subindo para umas 800 unidades emplacadas por mes.

Janeiro a julho - 2012 (Fenabrave)
Renault Symbol - 3.729 unidades emplacadas (532 unidades em média por mês)

Leia também o Duelo entre o Renault Symbol (2012) e o Nissan Versa!
Fotos: Renault/Divulgação