sábado, 19 de novembro de 2011

Quer comprar um carro que não precisa de motorista?

Uma família viaja para o sul da França para doar sangue para um familiar. Uma história comum, de vida. Mas um detalhe chama a atenção. É que o carro em que a família está não tem motorista humano: eles usam um piloto automático que os leva até lá em segurança.
New York Times/Reprodução
Não, isto não é realidade. Ainda. É que a Intel (multinacional especializada na fabricação de microprocessadores) convidou cinco autores de ficção científica para participarem do “Projeto Amanhã”, um projeto que usa a imaginação de grandes escritores para pensar como será o nosso futuro.

Que tipo de futuro você gostaria de viver? Está animado com ele? Qual é o seu pedido para o futuro? Foi a resposta para estas e outras questões que Brian David Johnson, futurista da Intel, pediu aos escritores Scarlett Thomas, Markus Heitz, Douglas Rushkoff e Ray Hammond. E o resultado foi esse: histórias que mostram um futuro que não tem nada de impossível. Pelo contrário: está completamente antenado com as pesquisas recentes dos nossos cientistas.

A prova disso é que Cientistas da Universidade de Parma, por exemplo, depois de 12 anos pesquisando, já conseguiram desenvolver automóveis que andam sem motorista. O sistema que criaram usa uma visão tridimensional que vem de sensores externos. O carro “vê”, interpreta o universo à sua volta e determina o melhor caminho. Pode detectar até mesmo pedestres que apareçam de súbito, freando os pneus imediatamente. E câmeras podem reconhecer sinais, placas de trânsito e luzes do carro da frente.

A diferença deste para aquele carro da ficção científica que falamos lá no início é que o atual ainda precisa seguir um carro com motorista de verdade. Só quando o automóvel-guia se afasta, sinais de rádio passam a orientar os sistemas de navegação. É, parece que a realidade está cada vez mais próxima da ficção-científica.

Fonte: Liqui Pneus
Texto desenvolvido por: MOBster – Marketing de Busca

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Alta Roda - Aposta no futuro

A Renault cumpriu a promessa do seu executivo-chefe, Carlos Ghosn, e acaba de colocar à venda, na França e na Espanha, o primeiro sedã elétrico dos tempos modernos. Apresentado no Salão de Frankfurt de 2009, o Fluence Z.E. (emissão zero, em várias línguas) abre uma alternativa em termos de conforto interno para cinco passageiros e certo nível de representação pelo porte do carro. As ofertas até agora se resumiam ao pioneiro minicarro Mitsubishi i-MiEV, seguido pelo hatch médio-compacto Nissan Leaf.
Renault/Divulgação
A aliança Renault-Nissan fez uma aposta alta – US$ 5,5 bilhões – na tração puramente elétrica, sem passagem por híbridos (a marca japonesa tem poucos modelos desse tipo; a francesa, nenhum). O Fluence Z.E. inaugura uma fórmula interessante de comercialização: preço de 25.900 euros (R$ 62.400) igual ao do modelo a diesel, sem a bateria de íons de lítio de 398 V/22 kWh. Uma bateria desse tipo custa mais que o carro. Neste caso, o comprador paga um aluguel à parte de apenas 88 euros (R$ 211) durante 36 meses, incentivo pesado do fabricante. Países europeus acrescentam até 5.000 euros (R$ 12.000) de subsídio direto para número limitado de vendas.

Certos mitos podem ser desconsiderados como efeito memória na bateria ou o uso dos faróis diminuir autonomia. A Renault foi cautelosa ao especificar a autonomia, de 80 a 200 km, dependendo de vários fatores. O tempo de recarga pode ser de 7 ou de 22 horas, em função da instalação e tensão local (220 ou 110 V). Nenhuma emissão de poluentes tóxicos acontece enquanto roda, um alívio para as cidades, onde as distâncias médias diárias percorridas ficam em torno de 50 km e o para-e-anda até ajuda a recarregar a bateria.

Há outro lado da questão, ao considerar o CO2 (principal gás de efeito estufa) na geração de eletricidade. Se for de fonte renovável (hidráulica, eólica) ou de origem nuclear, as emissões ficam em torno do equivalente a 15 g/km, contra 120 g/km de um Fluence movido a combustível fóssil (160 g/km ao incluir o ciclo completo de produção). Porém, na maior parte do mundo a eletricidade vem de usinas térmicas. Assim um elétrico acaba “emitindo” de 180 a 200 g/km de CO2, um complicador.

No teste organizado, entre Lisboa e Cascais (Portugal), o percurso totalizou 86 km. O ímpeto para arrancar dá a sensação de que a potência (95 cv) e o torque (23 kgf•m) são maiores. Apesar de o motor elétrico atingir 8.900 rpm a aceleração de 0 a 100 km/h em 13 s não empolga e a velocidade máxima é travada em 135 km/h a fim de preservar autonomia. O desempenho sofre com o peso da bateria – 280 kg – colocada atrás do encosto do banco traseiro e invade a área de bagagem. Para garantir o espaço restrito de 317 l no porta-malas, o sedã ganhou 13 cm no comprimento o que prejudicou sua harmonia de linhas.

O Fluence Z.E. nada perdeu em dirigibilidade e o silêncio a bordo é impressionante. Ao final do percurso, três quartos da bateria se esgotou, dirigindo em ritmo normal, mas sem passar por autoestradas. Autonomia total seria de uns 120 km. Economia sobre combustíveis líquidos é em torno de 700 euros (R$ 1.700) por ano, ou seja, 30 anos para recuperar o preço da bateria subsidiada aos primeiros proprietários.

O futuro chegou? Nem tanto.

RODA VIVA

PORTUGAL foi escolhido para os lançamentos do Fluence e também do Kangoo Z.E. pelo comprometimento do país com a mobilidade elétrica. Empresa do governo, Mobi.E, desenvolveu sistema unificado de reabastecimento por cartão magnético e aplicativos para gerenciar recarga mais barata. Há 1.350 pontos de recarga, sendo 50 de carga rápida, em 25 cidades portuguesas.

ALÍVIO no crédito, anunciado pelo ministério da Fazenda, ajudará bastante a diminuir os estoques altos. Além da maior oferta de financiamentos longos (até 60 meses), juros também serão menores. Há tendência dos bancos serem menos seletivos, principalmente em prazos menores ou com entrada de 10%. Sem essa ajuda, não se alcançariam as metas de vendas de 2011.

AUMENTO do IPI para marcas importadas, fora do Mercosul e México, continuará além de 2012. Rumores preveem essa política até 2015, pelo menos. Em compensação, cronograma para atingir índice mínimo de nacionalização será flexibilizado para novos fabricantes. Se prazos forem cumpridos, governo estuda diminuir o IPI adicional, menos para os que só importam.

FONTES confirmam que o governo vai mesmo obrigar todas as marcas a aderir ao programa de eficiência energética coordenado pelo Inmetro. Etiquetas com dados sobre consumo de combustível não deverão ser mais unificadas com o de emissões (Selo Verde, do Ibama). No entanto, poderá se exigir o nível de CO2 emitido, sempre proporcional ao consumo.

CORREÇÃO: Tanto na picape Toyota Hilux como no utilitário esporte SW4, o atual motor V-6 a gasolina será substituído por um flexível etanol/gasolina de quatro cilindros em linha, 2,7 litros, 163/158 cv e torque de 25,3 kgfm. Previsão: fevereiro/março de 2012.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hyundai/CAOA leva um tapa de luva da Fiat

Se o grupo CAOA agora usar superlativos para valorizar os carros da Hyundai no Brasil, ele agora precisa aguentar, publicamente, o oposto. Não precisar dizer muito, só que a Fiat foi muito esperta a fez o que muitas marcas gostariam de ter feito.
Aproveitando que os comerciais são do Freemont, aproveito para descrever parte de uma conversa que tive com um taxista. Eu estava a bordo de um Meriva táxi quando paramos em um semáforo. Do lado esquero parou um Freemont, e do direito parou um Palio Weekend Adventure Locker. Foi então que o motorista soltou uma pérola:

"Nossa, não sei como a Fiat conseguiu transformar a Weekend nesse 'Frimonty' aqui do lado. Os engenheiros devem ter quebrado a cabeça para fazer a perua crescer". Atônito, eu apenas concordei. Pensei em comentar que o Freemont nada mais é que o Dodge Journey, mas preferi ficar calado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Novo Fiat Palio agrada, e muito!

O que dizer do novo Fiat Palio? Que o carro ficou muito legal? Que ele deve vender muito bem? Que mal chegou e já foi eleito o carro do ano 2012 pela revista Autoesporte? Realmente muito já pode ser dito sobre o mais importante (e recente) lançamento da Fiat desde o novo Uno.

Fui conhecer o carro com mais detalhes e pude rodar no 1.0 e dirigir o 1.4 e o 1.6 16V. O Palio com o motor menor me pareceu normal, ou seja, sem grandes novidades. Já o 1.4 8V EVO é interessante. Propulsor e carro se casaram bem, provando que a Fiat é uma das melhores empresas para acertar carros compactos. O câmbio também está bem acertado. Os quase 100 kg a menos em relação ao Punto 1.4 realmente fizeram diferença para o Palio. Ainda assim, ter 10 cv a mais para a motorização 1.4 seriam bem-vindas.
Na versão manual, o Palio 1.6 16V E.TorQ "sobra". Seus 115/117 cv de potência fazem o modelo virar um foguete. Tenho o costume de dirigir um Ford Ka 1.6 a e me diverti muito mais com o Palio Essence 1.6. Seu motor é mais elástico e a suspensão está com bom equilíbrio entre esportividade e conforto, garantindo boa estabilidade.

Olhando por fora, o novo Palio é visivelmente mais moderno que o antigo. Realmente é outro carro, que tem apenas o mesmo nome - escrito com o P do Punto. A dianteira segue a nova tendência de design adotada pela Fiat, que já foi vista no 500. A traseira é bonita, com lanternas verticais - uma mistura de características de vários carros, como o Volvo C30, o Renault Grand Tour e um pouco até do Sandero.
Internamente, o espaço para os ocupantes é maior em relação ao antigo - graças, principalmente, à distância entre-eixos maior. O painel é mais moderno e a ergonomia evoluiu, especialmente por causa do banco mais confortável. O design interno é legal

Preços e versões

Fiat Palio Attractive 1.0 - R$ 30.990
A versão de entrada do novo hatchback vem com para-choques, retrovisores e maçanetas na cor do veículo e inclui em sua lista de série direção hidráulica, pneus verdes, desembaçador temporizado e limpador / lavador traseiro, brake-light, comando interno de abertura do porta-malas e do reservatório de combustível, computador de bordo A e B (com indicadores de distância, consumo médio, consumo instantâneo, autonomia, velocidade média e tempo de percurso), Follow Me Home, relógio digital, iluminação no porta-malas, MyCar Fiat, luz de leitura dianteira com dimmer e interruptores nas portas, console central com porta-objetos e porta-copos (dois dianteiros e um traseiro), bolsas porta-objetos nas portas dianteiras, porta-revistas nos encostos dos bancos dianteiros, porta-luvas inferior e superior (este quando não houver airbag), retrovisores externos com comandos internos mecânicos, para-brisa degradê, banco traseiro rebatível, acabamento do painel com insertmolding, para-sóis com espelho do lado do motorista e do passageiro, alerta de limite de velocidade e manutenção programada e revestimento completo no porta-malas, entre muitos outros itens.
Opcionais: ar-condicionado, volante em couro com seis comandos de rádio, para-brisa térmico, vidros elétricos dianteiros e/ou traseiros, travas elétricas nas portas + trava automática que é acionada a uma velocidade superior a 20 km/h, retrovisores externos com regulagem elétrica,Logo Push (sistema de abertura elétrica do porta-malas), airbag para o motorista, airbag para o passageiro dianteiro, ABS nos freios, sensor crepuscular, sensor de chuva, espelho retrovisor interno eletrocrômico, dois modelos de auto-rádio CD player (um com entrada USB e para iPod), rodas de liga-leve 14”, faróis de neblina, spoiler, chave tipo canivete com telecomando e outros equipamentos de conforto e estilo.

Fiat Palio Attractive 1.4 - R$ 34.290
Além dos itens de série presentes na versão com motor 1.0, a versão com motor 1.4 traz ainda travas elétricas + travamento automático em velocidade acima de 20 km/h, Logo Push, vidros elétricos dianteiros com onetouch e antiesmagamento, iluminação do porta-luvas,volante com regulagem de altura, faróis de neblina, chave canivete com telecomando, alças de segurança traseiras, apoia-pé para o motorista, porta-objetos móvel e porta-óculos.

A lista de opcionais desta versão, tirando os itens acima citados e as rodas de liga leve 15”, é igual à do Fiat Palio Attractive 1.0.
Fiat Palio Essence 1.6 - R$ 37.990
Esta versão incorpora todos os equipamentos de série da versão Attractive 1.4, mais ar-condicionado e detalhes cromados no interior, banco do motorista com regulagem de altura, indicador de temperatura externa, luzes de leitura dianteiras com spot e rodas 5.0 x 15” com pneus 185/60 R15” verdes.

Exceto o ar-condicionado, que já vem de série, os opcionais da versão Essence são idênticos aos oferecidos na Attractive, mais kit de parafusos de roda antifurto nas rodas e sidebags dianteiros.
Fiat Palio Essence 1.6 Dualogic - R$ 40.490
Ele é igual ao Essence mecânico exceto pela adoção, de série, do câmbio Dualogic e cruise control. Entre seus opcionais inclui também a alavanca tipo borboleta para a seleção de marchas.

Fiat Palio Sporting 1.6 - R$ 39.990
Vem com uma variedade de detalhes estéticos que ressaltam a vocação esportiva da versão: aerofólio esportivo preto na traseira, faixas Sporting nas laterais e na tampa traseira, mini-saias laterais esportivas pretas, moldura cromada no para-lama dianteiro, molduras nas caixas de roda, ponteira de escapamento dupla cromada, revestimento externo esportivo nas colunas das portas, spoiler esportivo preto nos para-choques, faróis biparábola com moldura e canhões negros, mais rodas de liga-leve 16” + pneus 195 / 55R16 verdes. Internamente, a versão se distingue por cintos de segurança de cor esportiva, cobertura esportiva dos pedais, soleira interna esportiva nas portas e detalhes em cor esportiva no pomo do câmbio, maçanetas internas e nos aros dos alto-falantes, volante em couro e tapete de carpete com a inscrição Sporting. Além desses itens, esta versão traz também todos os conteúdos de série presentes na versão Essence.
O cliente pode equipar seu Palio Sporting com diversos opcionais: ABS nos freios, sidebags dianteiros, airbag para o motorista e/ou para o passageiro dianteiro, sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, kit de parafusos antifurto nas rodas, dois modelos de rádio CD player, vidros elétricos traseiros e comandos do rádio no volante.

Fiat Palio Sporting 1.6 Dualogic - R$ 42.490
 Possui os mesmos itens de série da versão Sporting mecânica, mais câmbio Dualogic e cruise control. Ela oferece os mesmos opcionais da versão Sporting com câmbio mecânico.
Fiat Palio 2012
Comprimento: 3,875 m
Largura: 1,670 m
Altura: 1,504 m
Entre-eixos: 2,420 m
Peso: 999 kg (1.0) / 1.007 kg (1.4) / 1.062 kg (Essence 1.6) / 1.069 kg (Essence 1.6 Dualogic) / 1.090 kg (Sporting) / 1.097 kg (Sporting Dualogic)

Fiat Palio Fire Economy 2012
Comprimento: 3,827 m
Largura: 1,634 m
Altura: 1,433 m
Entre-eixos: 2,373 m
Peso: 920 kg (2p) / 940 kg (4p)
Preços: R$ 25.590 (2p) / R$ 27.440 (4p)

Os valores do novo Fiat estão na média do mercado, o que deve favorecer o Palio. Reparem que a versão Essence 1.6 16V parte dos "clássicos" R$ 37.990 introduzidos pelo Jac J3 para veículos desse porte e categoria. Uma pena que, por este preço, o modelo não ofereça airbag duplo e ABS de série. Com estes dois itens, o valor sobe para R$ 39.740. Ainda assim, o Palio deve vender muito bem, obrigado.
Fotos: Fiat/Divulgação

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Alta Roda - Automóveis mais amplos

Houve um tempo em que o total de fabricantes aqui instalados tinha um lançamento a cada dois anos. Agora, podem surgir dois modelos inteiramente novos na mesma semana. Aliás, separados por 24 horas: Chevrolet Cobalt e novo Fiat Palio.
Fiat/Divulgação
A fábrica de Betim (MG) mudou bastante um carro que, em 15 anos, apresentou mais baixos do que altos, apesar de 2,5 milhões de unidades vendidas. Mais de 3.200 componentes novos, interior totalmente refeito com maior espaço para todos os passageiros (volume interno quase 10% maior), estilo harmonioso, mais equipado e preço muito competitivo, partindo de R$ 30.990, ou seja, sem reajuste na versão de entrada. Aumentando a distância entre-eixos em 5 cm, a altura em 6 cm e a largura em 3 cm a Fiat tem como alvo preferencial, entre vários, o Fox com seu perfil alto. Só o volume do porta-malas se manteve: 290 litros.

Estratégia de oferecer três motores (1,0/75 cv; 1,4/88 cv e 1,6/117 cv), três versões de acabamento (Attractive, Essence e Sporting), além de manter o Palio Fire (sem mudanças desde 2003), demonstra que a amplitude do ataque será grande. Attractive 1,4, a partir de R$ 34.290 e adicionando vários opcionais, fica mais caro apenas que o atual preço do chinês J3 (R$ 37.990), sem o reajuste do IPI adiado para dezembro próximo.

Com 1.007 kg de peso, motor 1,4 fica justo, mas sua potência específica não se destaca. Motor menor é fraco para o carro, ao contrário do 1,6, só alegria (Sporting tem diferencial mais curto, só que a diferença pouco se nota por ser mais equipado e de maior massa). Suspensões, agora, estão sutilmente mais firmes, subindo um degrau em dirigibilidade. Pontos fracos: ausência de lanterna traseira de neblina e diâmetro pequeno de velocímetro e conta-giros.
Chevrolet/Divulgação
Com o sedã Cobalt a Chevrolet embarcou no conceito cheap space (tradução livre: mais espaço, preço menor). Pioneiro foi o Renault Logan, seguido pelo Nissan Versa. E o grande apelo do novo carro é justamente esse: 2,62 m de entre-eixos (só um cm menos que o Logan) e 1,74 m de largura (igual ao romeno), o que permite volume interno 7% maior que Astra sedã e 4% que o último Vectra. Porta-malas surpreende: 563 litros, maior que muitos modelos grandes. Dimensões de segmento C, porém ao preço de B, pois começa em R$ 39.980 (LT) e chega a R$ 45.980,00 (LTZ).

Para operar esse “milagre” torna-se necessário partir de nova arquitetura simplificada e flexível. Cobalt, embora desenhado e desenvolvido no Brasil, baseia-se no projeto Aveo/Sonic de origem sul-coreana. O carro será vendido em 40 países cujo poder aquisitivo afasta-se de Europa Ocidental, EUA e Japão. Abrir portas amplas e verificar que motorista e acompanhante têm liberdade de movimentos é bem agradável. Atrás, ótimo espaço para as pernas. Suspensões muito bem acertadas se destacam. Motor 1.4/102 cv vai bem, porém insuficiente quando totalmente carregado. Melhorou o manuseio da caixa manual. Em abril do próximo ano virá motor 1.8/114 cv e câmbio automático 6-marchas.

Estilo não é seu ponto forte, porém menos polêmico que o Agile. A favor, painel, quadro de instrumentos e volante. Aspectos negativos: visibilidade traseira em razão da tampa alta do porta-malas e estepe de uso temporário (explica, em parte, o volume útil para bagagem).

RODA VIVA

TANTO Anfavea como Fenabrave mantêm a previsão de 2011 fechar com 3,69 milhões de unidades comercializadas, incluindo caminhões e ônibus. Não se assustam com os 40 dias de estoque (normal, 30). Atribuem o tropeço em outubro (menos 10% em relação a setembro) ao menor número de dias úteis, ao noticiário econômico negativo e ao imbróglio do IPI.

TOYOTA deu uma arrumada no visual de sua linha Hilux de picapes médias a diesel, lançada como ano-modelo 2012. Nada de profundo, mas o resultado alcançado é razoável. No interior, menos mudanças. Destaque para tela de LCD no centro do painel, mas, estranhamente, não há opção de navegador GPS. Na parte mecânica, a única novidade ficou para abril próximo: motor V-6 flex de 163 cv, no lugar do atual a gasolina. Preços de R$ 85.690 (cabine simples) a R$ 141.920 (cabine dupla).

UTILITÁRIO esporte SW4 recebeu as mesmas modificações estéticas da Hilux. Molduras dos para-lamas mais encorpados têm estética melhor no SUV. Passa a oferecer, de novo, opção de cinco e sete lugares. Dirigibilidade é melhor que na picape e inclui, como esta, controle de trajetória (ESC). Interior sente o peso dos anos. Nível de ruído podia melhorar se o câmbio automático tivesse mais de quatro marchas. Custa R$ 170.400, mais R$ 4.500, com sete lugares. Gasolina: R$ 157.000.

BEM que a Fiat queria. Acabou desistindo de tentar enquadrar os produtos Chrysler vindos do México (crossover Journey e picape pesada Ram) sem o aumento de 30 pontos percentuais no IPI. As duas empresas formam um mesmo grupo. Entretanto, a marca americana, apesar de duas tentativas anteriores, não possui nenhuma atividade fabril no Brasil. Por enquanto...